Relações Internacionais. Finanças Internacionais

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1 Relações Internacionais Finanças Internacionais Prof. Dr. Eduardo Senra Coutinho Tópico 1: Sistema Financeiro Nacional ASSAF NETO, A. Mercado financeiro. 8ª. Ed. São Paulo: Atlas, Capítulo 3 (até item 3.4)

2 Importância econômica do mercado financeiro Em uma economia monetizada há agentes econômicos superavitários e deficitários. Poupança: parcela da renda não utilizada em consumo. O indivíduo troca consumo presente por consumo futuro. Investimento: aplicação de recursos na ampliação a capacidade produtiva. Os mercados financeiros e de capitais são o conjunto de agentes e instrumentos destinados a efetuar a canalização de recursos entre as partes.

3 Funções dos mercados Associação entre poupança e investimento é feita através dos mercados financeiros. Esses mercados otimizam a utilização dos recursos, criam condições de liquidez e administram riscos. Em outras palavras, os mercados financeiros viabilizam a aproximação entre agentes superavitários e deficitários através de um aparato institucional.

4 Funções dos mercados Nesse processo de aproximação as instituições financeiras ocupam os seguintes papéis: Agentes financeiros: auxiliares no processo. São facilitadores do processo de aproximação entre os agentes econômicos. Não tomam risco nas operações. Instituições financeiras: atuam como intermediários nas transações, assumindo riscos. As IF assumem responsabilidades com os agentes superavitários que independem da capacidade de pagamento dos agentes deficitários.

5 Funções do mercado financeiro Agregar as poupanças individuais; Alocar recursos; Facilitar a troca de bens e serviços; Facilitar a negociação, proteção, diversificação e pulverização dos riscos; Controlar as firmas.

6 Benefícios da intermediação Economias de escala; Segurança; Especialização; Liquidez; Divisibilidade; Gestão de riscos. Diversificação;

7 Sistema Financeiro Conjunto de instituições financeiras e instrumentos financeiros que visam transferir recursos dos agentes econômicos (pessoas, empresas, governo) superavitários para os deficitários. Instrumentos financeiros (ativos financeiros): ativos de renda fixa e ativos de renda variável. 7

8 Sistema Financeiro Nacional 8

9 Estrutura do SFN SUBSISTEMA NORMATIVO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL (SFN) SUBSISTEMA DE INTERMEDIAÇÃO

10 Responsável pelo funcionamento do mercado financeiro e de suas instituições. Subsistema Normativo CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL (CMN) BANCO CENTRAL (BACEN) (CVM) COMISSÃO VALORES MOBILIÁRIOS COPOM INSTITUIÇÕES ESPECIAIS (B.B., BNDES e CEF)

11 Conselho Monetário Nacional - CMN Criado pela Lei 4.595/64 para atuar como autoridade máxima do SFN, com função deliberativa. É composto pelos Ministros da Fazenda e Planejamento, Gestão e Orçamento e pelo Presidente do Banco Central. Exerce diversas funções relacionadas às políticas monetária, cambial e fiscal, além de disciplinar os mercados financeiro e de capitais. Sua atividade normativa resulta na edição de Resoluções. Elaborado por: Prof. Dr. Eduardo Senra Coutinho

12 Banco Central do Brasil É o agente do poder executivo em suas intervenções na economia e no SFN. Atua sob instruções emanadas pelo CMN e dentro dos limites impostos pela Lei 4.595/64.. Suas funções são: atuar como banco dos bancos, supervisionar o sistema financeiro, agir em nome da autoridade monetária e emitir de moeda. É encarregado de executar as políticas monetária e cambial, bem como fiscalizar as instituições financeiras.

13 Comitê de Política Monetária (COPOM) Criado em 1996, no âmbito do Banco Central do Brasil, com o objetivo de estabelecer as diretrizes da política monetária. O Copom é composto pelo presidente e diretores do Bacen, além de 6 chefes de departamento sem direito voto. O Copom se reúne a cada 45 dias para deliberar sobre a taxa SELIC.

14 Comitê de Política Monetária (COPOM) Trata-se de instrumento de política monetária, uma vez que a Taxa SELIC funciona como referencial para as demais taxas de juros praticadas no mercado. Nestas reuniões o Copom também determina se haverá ou não viés na taxa de juros. OBS: o viés pode ser de alta, de baixa ou neutro. O viés permite que o Presidente do Copom efetue uma alteração na Taxa SELIC antes de sua próxima reunião ordinária.

15 Comitê de Política Monetária Outra função importante do Copom é a gestão do sistema de metas de inflação. A meta de inflação sinaliza para o mercado o patamar em que pretende manter a taxa de inflação medida pelo IPCA. Atualmente, a meta de inflação é de 4,5% a.a., podendo ficar em um intervalo de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

16 Comissão de Valores Mobiliários Autarquia pública federal vinculada ao Ministério da Fazenda. Administrada por um presidente e quatro diretores. Responsável pela normatização e fiscalização do mercado de valores mobiliários (ações, debêntures, etc.)

17 Funções básicas: Comissão de Valores Mobiliários Incentivar a canalização das poupanças no mercado acionários. Estimular e regular o funcionamento das bolsas de valores. Assegurar a lisura nas operações de compra e venda de valores mobiliários. Dar proteção aos investidores. Fiscalizar: instituições financeiras, companhias S.A. e investidores.

18 Observação: Banco do Brasil Sociedade Anônima de capital misto, controlada pela União. Banco Múltiplo Agente financeiro do Governo Federal: execução de sua política creditícia e financeira sob a supervisão do CMN. Atua em programas especiais do Governo Federal (p.ex. Proex). 18

19 Caixa Econômica Federal CEF Banco múltiplo controlado pelo Governo Federal. Operacionaliza algumas políticas de governo nas áreas de habitação, saneamento e infra-estrutura em geral. Gestora do FGTS. Penhor. Loterias..

20 Observação: BNDES Banco de desenvolvimento controlado pelo Governo Federal. Principal fornecedor de crédito de longo prazo para empresas. Atua diretamente ou através de agentes financeiros credenciados. Possui quatro subsidiárias que atuam no fomento da atividade econômica em segmentos específicos. Administra fundos de investimento do Governo Federal.

21 Subsistema de Intermediação Instituições Financeiras Bancárias SUBSISTEMA DE INTERMEDIAÇÃO Instituições Financeiras não Bancárias Instituições Auxiliares Instituições não Financeiras 21

22 Instituições Financeiras Monetárias (Bancárias) Bancos Comerciais: Constituídos em forma de S.A. Executam operações de crédito de curto prazo Capacidade de criar moeda Prestação de serviços, pagamento de cheques, cobranças, transferências, ordens de pagamentos, aluguel de cofres, custódia de valores, operações de câmbio 22

23 Instituições Financeiras Monetárias (Bancárias) Bancos Múltiplos: Formados com base nas atividades (carteiras) de seis instituições: banco comercial, banco de investimento, banco de desenvolvimento, sociedade de crédito, financiamento e investimento, sociedade de arrendamento mercantil e sociedade de crédito imobiliário. Para ser configurada como Banco Múltiplo, uma instituição deve operar pelo menos duas das carteiras mencionadas, sendo uma delas a de Banco Comercial ou Banco de Investimento. Sua criação foi uma evolução do mercado, que mostrava que a segregação de operações impunha restrições ao setor financeiro. OBS: o banco múltiplo pode se enquadrar tanto no grupo das instituições financeiras monetárias quanto no das não-monetárias. 23

24 Instituições Financeiras Não Monetárias (Não Bancárias) Não têm capacidade de criação de moeda. Bancos de Investimento: criados para que fosse os grandes fornecedores de créditos de longo prazo para a formação de capital de giro e capital fixo. Realizam operações de maior escala como repasses de recursos oficiais e de recursos do exterior. Avais, fianças, custódias, administração de carteiras de títulos e valores mobiliários, etc. 24

25 Instituições Financeiras não Monetárias (Não Bancárias) Sociedades de Arrendamento Mercantil: realizam operações de leasing de bens nacionais, adquiridos de terceiros e destinados ao uso dos arrendatários. Os recursos são levantados pela emissão de debêntures e empréstimos no país e no exterior. Os principais tipos de leasing são: Operacional: similar a um aluguel, realizado pelas empresas fabricantes dos bens. Financeiro: realizado por bancos múltiplos e sociedades de arrendamento mercantil. No final do prazo pode ser exercido o direito de compra pelo valor residual. Lease - back: venda e aluguel automático de um bem. 25

26 Instituições Financeiras Não Monetárias (Não Bancárias) Bancos de Câmbio Instituições financeiras autorizadas a realizar, sem restrições, operações de câmbio e operações de crédito vinculadas às de câmbio, como financiamentos à exportação e importação e adiantamentos sobre contratos de câmbio. Podem, ainda, receber depósitos em contas sem remuneração, não movimentáveis por cheque ou por meio eletrônico pelo titular, cujos recursos sejam destinados à realização de suas operações. * Não consta no livro-texto 26

27 Instituições Financeiras não Monetárias (Bancárias) Sociedades Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários Instituições que efetuam, com exclusividade, a inter-mediação financeira nos pregões das bolsas de valores, das quais são associadas, por meio da compra de um título patrimonial. Promovem ou participam de lançamentos públicos de ações. Administram e custodiam carteiras de títulos e valores. Organizam e administram fundos e clubes de investimento. Efetuam a intermediação em títulos e valores mobiliários. Efetuam compra/venda de metais preciosos. Operam em câmbio. Prestam assessoria técnica em assuntos inerentes ao mercado financeiro. 27

28 Instituições Financeiras não Monetárias (Bancárias) Sociedades Corretoras de Câmbio* Constituídas sob a forma de sociedade anônima ou por quotas de responsabilidade limitada, devendo constar na sua denominação social a expressão "Corretora de Câmbio".. Têm por objeto social exclusivo a intermediação em operações de câmbio e a prática de operações no mercado de câmbio de taxas flutuantes. São supervisionadas pelo Banco Central do Brasil. * Não consta no livro-texto 28

29 Instituições Auxiliares

30 Bolsas de Valores Organizações que mantêm um local para negociação de títulos e valores mobiliários. Têm responsabilidade por criar mecanismos que viabilizem a fixação de preços justos dos títulos negociados, pelo mecanismo de mercado (oferta e da procura). Obrigam-se a divulgar todas as operações realizadas no menor tempo possível. Operações são realizadas por meio de Sociedades Corretoras e Distribuidoras e Agentes Autônomos. OBS: Mercado de Balcão 30

31 Bolsa de Mercadorias* Reunião de agentes econômicos interessados no mercado de determinados bens, genericamente chamados de commodity. Produtos negociados: ouro, dólar, café, algodão, boi gordo, índices, entre outros. Principal objetivo: propiciar ao mercado condições adequadas para a realização de compra e venda a vista, a termo e a futuro dos bens negociados. * Não consta no livro-texto

32 Bolsa de Mercadorias Os negócios são realizados por intermédio de corretoras de mercadorias. As operações estão vinculadas a um contrato padronizado e são divulgadas para o mercado quanto a número de operações, tipos e prazos.

33 Corretora de Mercadorias* Sociedade comercial habilitada a negociar ou registrar operações com valores mobiliários em bolsa de mercadorias e futuros; É habilitada a operar na bolsa de mercadorias; No Brasil, as corretoras de mercadoria precisam se registrar na CVM e: ser constituída sob a forma de S.A. ser admitida como membro de bolsa de mercadorias e futuros * Não consta no livro-texto

34 Bolsa de Valores BM&Fbovespa* Sociedade por ações. Congrega os mercados de ações e derivativos do Brasil. Abrange toda a cadeia de negociação, compensação, liquidação, depósito e gerenciamento de riscos com títulos e valores mobiliários. Existem dois pregões na bolsa: o da antiga Bovespa e o da antiga BM&F. * Não consta no livro-texto

35 Bolsa de Valores Características operacionais Negócios realizados por meio eletrônico (Mega Bolsa) em horário fixo. Os negócios são legitimados automaticamente. Sociedades Corretoras e Distribuidoras.

36 Bolsa de Valores e de Mercadorias

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