Impedimentos e suspeições do Juiz no novo CPC

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1 Impedimentos e suspeições do Juiz no novo CPC José Herval Sampaio Júnior 1 O tema em desate é muito importante e está intimamente ligado ao próprio exercício da prestação jurisdicional e o novo CPC ampliou deveras os casos de modo a assegurar que na prática os juízes que, de alguma forma, tenham qualquer tipo de relação com o objeto litigioso ou com as pessoas envolvidas, mesmo que de forma oblíqua, não processem e julguem os feitos com tais peculiaridades que podem tirar a isenção do julgador. Como veremos abaixo com os próprios textos normativos do CPC de 2015 e o de 1973, houve uma maior preocupação nessa temática: Seção II Dos Impedimentos e da Suspeição CPC DE 1973 Art É defeso ao juiz exercer as suas funções no processo contencioso ou voluntário: I - de que for parte; II - em que interveio como mandatário da parte, oficiou como perito, funcionou como órgão do Ministério Público, ou prestou depoimento como testemunha; III - que conheceu em primeiro grau de jurisdição, tendo-lhe proferido sentença ou decisão; IV - quando nele estiver postulando, como advogado da parte, o seu cônjuge ou qualquer parente seu, consangüíneo ou CAPÍTULO II DOS IMPEDIMENTOS E DA SUSPEIÇÃO NOVO CPC Art Há impedimento do juiz, sendolhe vedado exercer suas funções no processo: I - em que interveio como mandatário da parte, oficiou como perito, funcionou como membro do Ministério Público ou prestou depoimento como testemunha; II - de que conheceu em outro grau de jurisdição, tendo proferido decisão; III - quando nele estiver postulando, como defensor público, advogado ou membro do Ministério Público, seu cônjuge ou companheiro, ou qualquer parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou 1 Mestre e Doutorando em Direito Constitucional, Especialista em Processo Civil e Penal, Professor da UERN, ESMARN, Coordenador Acadêmico do Curso de Especialização de Direitos Humanos da UERN. Autor de várias obras jurídicas, Juiz de Direito e ex-juiz Eleitoral. 1

2 afim, em linha reta; ou na linha colateral até o segundo grau; V - quando cônjuge, parente, consangüíneo ou afim, de alguma das partes, em linha reta ou, na colateral, até o terceiro grau; VI - quando for órgão de direção ou de administração de pessoa jurídica, parte na causa. Parágrafo único. No caso do n o IV, o impedimento só se verifica quando o advogado já estava exercendo o patrocínio da causa; é, porém, vedado ao advogado pleitear no processo, a fim de criar o impedimento do juiz. colateral, até o terceiro grau, inclusive; IV - quando for parte no processo ele próprio, seu cônjuge ou companheiro, ou parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive; V - quando for sócio ou membro de direção ou de administração de pessoa jurídica parte no processo; VI - quando for herdeiro presuntivo, donatário ou empregador de qualquer das partes; VII - em que figure como parte instituição de ensino com a qual tenha relação de emprego ou decorrente de contrato de prestação de serviços; VIII - em que figure como parte cliente do escritório de advocacia de seu cônjuge, companheiro ou parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive, mesmo que patrocinado por advogado de outro escritório; IX - quando promover ação contra a parte ou seu advogado. 1 o Na hipótese do inciso III, o impedimento só se verifica quando o defensor público, o advogado ou o membro do Ministério Público já integrava o processo antes do início da atividade judicante do juiz. 2 o É vedada a criação de fato superveniente a fim de caracterizar 2

3 Art Reputa-se fundada a suspeição de parcialidade do juiz, quando: I - amigo íntimo ou inimigo capital de qualquer das partes; II - alguma das partes for credora ou devedora do juiz, de seu cônjuge ou de parentes destes, em linha reta ou na colateral até o terceiro grau; III - herdeiro presuntivo, donatário ou empregador de alguma das partes; IV - receber dádivas antes ou depois de iniciado o processo; aconselhar alguma das partes acerca do objeto da causa, ou subministrar meios para atender às despesas do litígio; V - interessado no julgamento da causa em favor de uma das partes. Parágrafo único. Poderá ainda o juiz declarar-se suspeito por motivo íntimo. impedimento do juiz. 3 o O impedimento previsto no inciso III também se verifica no caso de mandato conferido a membro de escritório de advocacia que tenha em seus quadros advogado que individualmente ostente a condição nele prevista, mesmo que não intervenha diretamente no processo. Art Há suspeição do juiz: I - amigo íntimo ou inimigo de qualquer das partes ou de seus advogados; II - que receber presentes de pessoas que tiverem interesse na causa antes ou depois de iniciado o processo, que aconselhar alguma das partes acerca do objeto da causa ou que subministrar meios para atender às despesas do litígio; III - quando qualquer das partes for sua credora ou devedora, de seu cônjuge ou companheiro ou de parentes destes, em linha reta até o terceiro grau, inclusive; IV - interessado no julgamento do processo em favor de qualquer das partes. 1 o Poderá o juiz declarar-se suspeito por motivo de foro íntimo, sem necessidade de declarar suas razões. 2 o Será ilegítima a alegação de suspeição quando: I - houver sido provocada por quem a alega; II - a parte que a alega houver praticado ato que signifique manifesta aceitação do arguido. 3

4 Art No prazo de 15 (quinze) dias, a contar do conhecimento do fato, a parte alegará o impedimento ou a suspeição, em petição específica dirigida ao juiz do processo, na qual indicará o fundamento da recusa, podendo instruí-la com documentos em que se fundar a alegação e com rol de testemunhas. 1 o Se reconhecer o impedimento ou a suspeição ao receber a petição, o juiz ordenará imediatamente a remessa dos autos a seu substituto legal, caso contrário, determinará a autuação em apartado da petição e, no prazo de 15 (quinze) dias, apresentará suas razões, acompanhadas de documentos e de rol de testemunhas, se houver, ordenando a remessa do incidente ao tribunal. 2 o Distribuído o incidente, o relator deverá declarar os seus efeitos, sendo que, se o incidente for recebido: I - sem efeito suspensivo, o processo voltará a correr; II - com efeito suspensivo, o processo permanecerá suspenso até o julgamento do incidente. 3 o Enquanto não for declarado o efeito em que é recebido o incidente ou quando este for recebido com efeito suspensivo, a tutela de urgência será requerida ao substituto legal. 4 o Verificando que a alegação de impedimento ou de suspeição é 4

5 Art Quando dois ou mais juízes forem parentes, consangüíneos ou afins, em linha reta e no segundo grau na linha colateral, o primeiro, que conhecer da causa no tribunal, impede que o outro participe do julgamento; caso em que o segundo se escusará, remetendo o processo ao seu substituto legal. Art Aplicam-se os motivos de impedimento e suspeição aos juízes de todos os tribunais. O juiz que violar o dever de abstenção, ou não se declarar suspeito, poderá ser recusado por qualquer das partes (art. 304). improcedente, o tribunal rejeitá-la-á. 5 o Acolhida a alegação, tratando-se de impedimento ou de manifesta suspeição, o tribunal condenará o juiz nas custas e remeterá os autos ao seu substituto legal, podendo o juiz recorrer da decisão. 6 o Reconhecido o impedimento ou a suspeição, o tribunal fixará o momento a partir do qual o juiz não poderia ter atuado. 7 o O tribunal decretará a nulidade dos atos do juiz, se praticados quando já presente o motivo de impedimento ou de suspeição. Art Quando 2 (dois) ou mais juízes forem parentes, consanguíneos ou afins, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive, o primeiro que conhecer do processo impede que o outro nele atue, caso em que o segundo se escusará, remetendo os autos ao seu substituto legal. Art Aplicam-se os motivos de impedimento e de suspeição: I - ao membro do Ministério Público; II - aos auxiliares da justiça; III - aos demais sujeitos imparciais do processo. 1 o A parte interessada deverá arguir o impedimento ou a suspeição, em petição fundamentada e devidamente instruída, na primeira oportunidade em que lhe couber falar nos autos. 5

6 Art Aplicam-se também os motivos de impedimento e de suspeição: I - ao órgão do Ministério Público, quando não for parte, e, sendo parte, nos casos previstos nos ns. I a IV do art. 135; II - ao serventuário de justiça; III - ao perito; IV - ao intérprete. 1 o A parte interessada deverá argüir o impedimento ou a suspeição, em petição fundamentada e devidamente instruída, na primeira oportunidade em que lhe couber falar nos autos; o juiz mandará processar o incidente em separado e sem suspensão da causa, ouvindo o argüido no prazo de 5 (cinco) dias, facultando a prova quando necessária e julgando o pedido. 2 o Nos tribunais caberá ao relator processar e julgar o incidente. 2 o O juiz mandará processar o incidente em separado e sem suspensão do processo, ouvindo o arguido no prazo de 15 (quinze) dias e facultando a produção de prova, quando necessária. 3 o Nos tribunais, a arguição a que se refere o 1 o será disciplinada pelo regimento interno. 4 o O disposto nos 1 o e 2 o não se aplica à arguição de impedimento ou de suspeição de testemunha. A análise até mesmo literal dos dispositivos comprova a afirmação feita, contudo a mudança foi muito mais ampla nessa parte, tudo com o escopo de que o princípio da imparcialidade do juiz seja fielmente observado. 6

7 NOVO CPC: Será o fim das exceções de incompetência, impedimento e suspeição? Como sabemos, o novo CPC enxugará o procedimento, tornando-o mais prático. A partir disso, uma constatação é muito importante. A parte não precisará mais alegar a incompetência relativa, o impedimento e a suspeição por meio de exceção, tal como determinado no CPC De que maneira ocorrerá, então? Incompetência relativa Será alegada em preliminar de contestação (art. 64 do CPC 2015). A não indicação desta preliminar, importará na prorrogação da competência. Impedimento e a suspeição Serão alegados por meio de simples petição, que será juntada aos autos. Neste caso, se o juiz acolher a alegação, encaminhará os autos ao seu substituto legal. Contrariamente, se não concordar, determinará a autuação em separado da petição, podendo juntar sua manifestação e determinará a remessa dos autos ao Tribunal. Uma outra questão importante. Enquanto não houver análise liminar pelo Relator no Tribunal, eventual tutela de urgência necessária será deferida pelo substituto legal do juiz. O Relator, ao receber a petição autuada, poderá deferir efeito suspensivo, quando então será paralisado o andamento do processo e eventual tutela de urgência será analisada pelo substituto legal; porém, poderá negar a concessão de efeito suspensivo, quando então o processo correrá normalmente. 7

8 Reflexões sobre o novo CPC: O cliente como causa de impedimento do juiz Por Flavio Pereira Lima 2 Sócio do Mattos Filho especialista em Contencioso e Arbitragem Comercial O objetivo do inciso VIII do art. 144 do novo Código de Processo Civil é certamente louvável, pois procura coibir o tráfico de influência nos Tribunais por escritórios de advocacia que mantém relações com magistrados. Na prática, porém, o novo Código de Processo Civil errou feio. Vejamos o texto: art Há impedimento do juiz, sendo-lhe vedado exercer suas funções no processo: VIII em que figure como parte cliente do escritório de advocacia de seu cônjuge, companheiro ou parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive, mesmo que patrocinado por advogado de outro escritório. Ora, o impedimento nada mais é do que a fixação de critérios objetivos em que se presume a parcialidade do juiz. O destinatário da norma é a pessoa do juiz e o impedimento questão de índole pessoal, pois afasta a pessoa física do juiz do julgamento da causa. Nesse sentido, Mario Guimarães cita o autor do Código de 1939, Pedro Batista Martins, avô do renomado arbitralista de mesmo nome, nos seguintes termos: a distinção entre impedimento e motivos de suspeição é inteiramente destituída de interesse pragmático. O impedimento só opera como causa inibitória da intervenção do juiz, no processo, porque implica a presunção de sua parcialidade. A suspeita de parcialidade do órgão judicante é que constitui, em última análise, o fundamento da exceção. 2 Disponível em: Acesso em: 10 maio

9 Pontes de Miranda, por sua vez, afirma que quem está sob suspeição está em situação de dúvida quanto ao seu bom procedimento. Quem está impedido está fora de dúvida, pela enorme probabilidade de ter influência maléfica para sua função. E, nessa linha, Celso Agrícola Barbi, afirma que os casos de impedimento do art. 134 contêm verdadeira presunção juris et de jure de parcialidade. São todos eles fundados em fatos objetivos, de fácil comprovação, não dependendo do sentimento real do juiz em relação aos participantes do processo nem de ter ele interesse efetivo no seu desfecho. A origem das hipóteses de impedimento é, portanto, a alta probabilidade de que determinadas situações fáticas objetivas possam afetar a imparcialidade do juiz (perigo de quebra da imparcialidade do juiz). São hipóteses em que a vinculação e proximidade do juiz com o caso são quase óbvias, verificáveis de forma objetiva, sem qualquer esforço interpretativo. Nesse sentido, o art. 144 do novo Código de Processo Civil indica as clássicas hipóteses de impedimento, a saber: quando o juiz atuou como mandatário da parte ou trabalhou no caso anteriormente (incisos I e II), quando cônjuge ou parente seu estiver postulando como advogado, defensor ou membro do Ministério Público (inciso III), quando o próprio juiz for parte do processo, ou seu cônjuge ou parente (inciso IV), quando o juiz for sócio ou membro da direção ou administração de pessoa jurídica parte no processo (inciso V), quando o juiz for herdeiro presuntivo, donatário ou empregador de parte (inciso VI) ou quando o juiz tiver relação de emprego com instituição de ensino parte do processo (inciso VII). Vê-se que até o inciso VII o novo Código de Processo Civil indica hipóteses em que há o perigo de quebra da imparcialidade pela simples constatação do fato. São hipóteses objetivas, fáceis de identificar e que indicam a necessidade de que o juiz não atue no caso. 9

10 É evidente que, ao alargar a presunção juris et de jure de parcialidade para que a mesma passasse a atingir também os clientes do escritório de seu parente, ainda que a causa seja patrocinada por outro escritório de advocacia, o Código se afasta do critério tradicional para definir os casos de impedimento e arrisca ao criar situações jurídico-processuais anacrônicas e, em alguns casos, incompatíveis com o princípio do devido processo legal e do juiz natural. O equívoco do novo Código é facilmente verificável quando buscamos exemplos concretos. Vejamos alguns casos em que a presunção juris et de jure é claramente despropositada: (i) o juiz precisaria conhecer os clientes do escritório de seu parente afim ou colateral até terceiro grau; (ii) pouco importa a proximidade do juiz com seu parente. Um sobrinho que o juiz mal conhece pode gerar o mesmo impedimento do que um parente próximo; (iii) não importa a posição que o parente ocupa no escritório, de sócio a advogado recém-formado (o código diz apenas: escritório de seu parente); (iv) o escritório precisaria levantar todos os parentes magistrados dos profissionais que ali trabalham e acompanhar a evolução da carreira desses juízes, assim como atualizar essa relação a cada novo advogado que entre ou saia do escritório; (v) o escritório precisaria divulgar sua relação de clientes aos magistrados que tenham parentes advogados do escritório, o que violaria frontalmente o sigilo profissional e a inviolabilidade da profissão de advogado, protegidos pelo Estatuto da Advocacia e pela Constituição Federal; (vi) o cliente precisaria ter conhecimento de todos os parentes juízes dos advogados integrantes dos escritórios que lhe prestam serviços. Em 10

11 uma grande empresa, com centenas de escritórios de advocacia contratados pelo Brasil, essa tarefa seria absolutamente impossível; (vii) a dificuldade da verificação da condição imposta pelo Código permitiria a manipulação da distribuição, numa clara violação ao princípio do juiz natural, pois a situação de impedimento do juiz desconhecida de todos poderia ou não ser revelada pela parte, conforme suas próprias conveniências; (viii) abrir-se-ia uma porta larguíssima para ações rescisórias baseadas na descoberta de que em algum rincão deste País parente de até terceiro grau do juiz trabalha em escritório de advocacia que também presta serviços a uma das partes do processo; (ix) a abrangência da presunção imposta pelo Código é uma porta aberta ao abuso de direito e à má-fé, pois na maioria dos casos o último a saber da situação de impedimento será o próprio juiz. (x) em comarcas que contam com vara única ou com número reduzido de juízos, o exercício da magistratura poderá restar prejudicado caso o juiz tenha vínculo com alguma pessoa que trabalhe em um grande escritório que tenha como clientes empresas envolvidas em litígios de massa (como bancos, companhias aéreas, de telefonia ou saúde suplementar, por exemplo). A solução para o caso não será fácil. Acredito, porém, que a Jurisprudência restringirá a aplicação do inciso VIII apenas aos casos em que o escritório do parente estiver patrocinando a causa sub judice (questão objetiva, verificável de plano pelo próprio juiz), afastando a aplicação desse artigo para os casos em que clientes do escritório estejam sendo patrocinados por outros escritórios, hipótese em que a presunção juris et de jure de parcialidade será acolhida como presunção juris tantum, tal como ocorre nos casos de suspeição. 11

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