Economia do Trabalho OFERTA DE TRABALHO. CAP. 2 Borjas

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1 Economia do Trabalho OFERTA DE TRABALHO CAP. 2 Borjas

2 1. INTRODUÇÃO Indivíduos procuram maximizar bem estar, consumindo bens e lazer Existe trade-off entre trabalho e lazer Indivíduos precisam de trabalho para garantir recursos para comprar bens Modelo de escolha lazer-trabalho considera salário dos indivíduos como variável chave para decidir a alocação de tempo

3 2. PREFERÊNCIAS DOS TRABALHADORES Modelo Estático A função utilidade resume a idéia que indivíduos obtem satisfação a partir de lazer e consumo U = f(c,l) Satisfação dos indivíduos depende dos dois fatores Quanto maior a utilidade, maior a satisfação dos indivíduos

4 2. PREFERÊNCIAS DOS TRABALHADORES Curva de indiferença: traz os pontos ao longo da curva que produzem o mesmo nível de utilidade

5 2. PREFERÊNCIAS DOS TRABALHADORES Propriedades Curva de Indiferença: - Convexas Reflete formato da função utilidade Indivíduos dividem tempo entre trabalho e lazer Retornos (tx mg substituição) decrescentes - Inclinação negativa Para manter utilidade constante com mais lazer preciso abrir mão de consumo - Não se cruzam - Curvas mais elevadas representam utilidade mais alta

6 2. PREFERÊNCIAS DOS TRABALHADORES Trabalhadores apresentam diferentes preferências na escolha entre consumo e tempo de lazer Modelos econômicos vão focar no impacto de variáveis observáveis como salário e renda para discutir a decisão de oferta de trabalho

7 3. RESTRIÇÃO ORÇAMENTÁRIA Parte da renda do indivíduo independe do nº de horas trabalhadas - renda fora do trabalho Assim, gastos em consumo igual a ganhos no trabalho mais ganhos fora dele C = wh + V Por enquanto, assumimos que o salário é constante por hora, independente da quantidade trabalhada

8 3. RESTRIÇÃO ORÇAMENTÁRIA

9 3. RESTRIÇÃO ORÇAMENTÁRIA

10 3. RESTRIÇÃO ORÇAMENTÁRIA Linha orçamentária fornece conjunto de oportunidades do trabalhador Indivíduos vão escolher uma combinação particular de bens e lazer que obtenha o maior nível de utilidade possível Ponto ótimo de consumo é dado no ponto onde a restrição orçamentária é tangente a curva de indiferença No nível escolhido de lazer e trabalho, taxa marginal de substituição (menos horas de lazer por mais consumo) iguala salário

11 4. DECISÃO HORAS TRABALHADAS O que acontece se o salário aumentar? Expande o conjunto de oportunidades do trabalhador: aumento do salário aumenta demanda por lazer, mas também aumenta o custo deste Pode resultar tanto em aumento de horas trabalhadas como em um aumento das horas de lazer Existem dois efeitos: efeito renda e efeito substituição Premissa: lazer é bem normal

12 4. DECISÃO HORAS TRABALHADAS Uma mudança no salário base rotaciona a linha de restrição orçamentária ao redor do ponto de dotação (E) Quanto maior for o efeito renda, maior a demanda por lazer ( e maior a redução na oferta de trabalho) Por outro lado, lazer fica mais caro e efeito substituição gera incentivo para trabalhador trocar consumo de lazer por consumo de outros bens

13 4. DECISÃO HORAS TRABALHADAS Se o efeito renda domina, número de horas trabalhadas diminui quando salário base aumenta

14 4. DECISÃO HORAS TRABALHADAS Se o efeito substituição domina, número de horas trabalhadas aumenta quando salário base sobe

15 5. DECISÃO INGRESSAR NO MERCADO O que explica a entrada de um indivíduo no mercado de trabalho? Depende do salário reserva: Fornece o valor mínimo do aumento no salário que faz o indivíduo ficar indiferente entre trabalhar ou permanecer no ponto de dotação (renda fora do trabalho) Indivíduo prefere não trabalhar se o salário ficar abaixo do salário de reserva Salário reverva sobe a medida que renda fora do trabalho aumenta

16 5. DECISÃO INGRESSAR NO MERCADO R.O. GE - salário baixo R.O. HE salário alto w é o valor da inclinação da curva de indiferença no ponto E ~w indiferente entre trabalhar ou não (salário de reserva)

17 5. DECISÃO INGRESSAR NO MERCADO Um aumento no salário base aumenta a participação da força de trabalho de um grupo de trabalhadores Com salário reserva constante, aqueles com maior salário são mais prováveis de trabalhar Existe uma relação positiva entre salário base e probabilidade de trabalhar Agora, quando o indivíduo não trabalha, não existe efeito renda (salário potencial não afeta consumo), mas faz tempo de lazer ficar mais caro e assim aumenta probabilidade de ingressar no mercado de trabalho

18 6. CURVA DE OFERTA DE TRABALHO Traz a relação prevista entre horas de trabalho e salário base Efeito renda Efeito substituição Efeito substituição é dominante em salários baixos Efeito renda é dominante em salários altos

19 7. OFERTA DE TRABALHO DO MERCADO Agrega as horas de trabalho oferecidos para todos indivíduos para um determinado salário Neste exemplo, ninguém trabalha com salário < ~Wa

20 7. EXEMPLO Salário hora e ingresso da mulher no mercado de trabalho

21 8. APLICAÇÃO: POLÍTICAS DE RENDA Qual o impacto de programa de bem estar sobre incentivos para trabalhar? Programas sociais de distribuição de dinheiro aumentam conjunto de oportunidades (aumenta ponto de dotação) Programas bem estar reduzem incentivo de trabalho do indivíduo com salário mais baixo: - este grupo de trabalho tende a encontrar atividades econômicas com ganhos inferiores ao benefício público

22 8. APLICAÇÃO: POLÍTICAS DE RENDA Exemplo: program do tipo pegar benefício ou largar (se arrumar emprego) mudam incentivos para trabalhar

23 8. APLICAÇÃO: POLÍTICAS DE RENDA Exemplo: Seja um programa com benefício de $ 500 Governo desconta 50% do benefício para cada hora adicional de trabalho Para um salário de $10/hora benefício reduz em $5/hora salário líquido Programa de bem estar com recompensa em dinheiro e desconto sobre ganhos do trabalho reduz oferta de trabalho

24 8. APLICAÇÃO: POLÍTICAS DE RENDA Sem benefício R. O. é FE Com benefício dotação sai de E para G (R. O. rotaciona)

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