Interação Antígeno Anticorpo. Profª Heide Baida

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1 Interação Antígeno Anticorpo Profª Heide Baida

2 Introdução T CD4+ memória MØ Resposta imune Ag Linfócito T CD4+ T CD4+ efetor * * * * * * * * * citocinas * * Linfócito B anticorpos B memória B Efetor (plasmócito)

3 PATÓGENO CÉLULA FAGOCÍTICA LINFONODO BAÇO PROCESSAMENTO E APRESENTAÇÃO ANTICORPOS PLASMÓCITOS ATIVAÇÃO DE CÉLULAS B E T PRODUÇÃO DE CITOCINAS CÉLULAS T E B DE MEMÓRIA

4 PATÓGENO ANTICORPOS

5 Transição da resposta imune inata para a resposta imune adaptativa

6 JANELA IMUNOLÓGICA É o tempo existente entre a aquisição da infecção e a detecção de anticorpos circulantes (soroconversão).

7 Características da resposta humoral Troca de classe dos anticorpos (Switch): ocorre nas cadeias pesadas, através do estímulo de citocinas derivadas dos linfócitos T; A ligação antígeno anticorpo (Ag Ac) depende da AFINIDADE (força) e AVIDEZ (manutenção) da ligação.

8 Características da resposta humoral ESPECIFICIDADE: característica da RESPOSTA IMUNE ADAPTATIVA, onde os linfócitos possuem a capacidade de reconhecer e se ligar a um único ANTÍGENO; ANTÍGENO: estrutura capaz de estimular uma resposta imune; Esta parte do antígeno com reconhecimento específico chama se DETERMINANTE ANTIGÊNICO ou EPÍTOPO; A DIVERSIDADE no reconhecimento de antígenos é possível pois o sistema linfopoético é capaz de produzir linfócitos com cerca de especificidades diferentes;

9 Conceitos básicos ANTÍGENO (Ag) Estrutura capaz de estimular o sistema imune (SI) PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS: IMUNOGENICIDADE (ser IMUNOGÊNICO): capacidade de ativar o SI e induzir a produção de anticorpos; ANTIGENICIDADE (ser ANTIGÊNICO): capacidade de se ligar aos anticorpos, receptores da célula B (BCR) e receptores da célula T (TCR); HAPTENOS: moléculas com menos de 4kDa, imunogênicas somente quando ligadas à parte protéica da MOLÉCULA CARREADORA, formando o GRUPO HAPTÊNICO; A porção do Ag que se liga ao BCR ou TCR é chamada de DETERMINANTE ANTIGÊNICO ou EPÍTOPO.

10 Determinantes antigênicos

11 Natureza dos antígenos A capacidade que determinado antígeno tem de estimular o SI depende de vários fatores: Estrutura química: PROTÉINAS são ótimos antígenos. Carboidratos, lípídeos, ácidos nucleícos tornam se bons imunógenos quando acoplados à proteínas; Tamanho e complexidade: quanto maior e mais complexo for o antígeno, mais epítopos apresentará ao SI; Filogenia: quanto mais distantes (organismo infectado X antígeno) na escala filogenética, maior a probabilidade de reconhecimento e estimulação do SI.

12 Natureza dos antígenos Vias de administração: As mais imunogênicas são: INTRAMUSCULAR INTRADÉRMICA SUBCUTÂNEA INTRAVENOSA: não é utilizada Alguns antígenos necessitam de ADJUVANTES, muitos deles contendo óleo em sua composição.

13 Conceitos básicos ANTICORPOS OU IMUNOGLOBULINAS (Ac ou Ig) Produzidos pelos plasmócitos; Moléculas pertencentes à Superfamília das Imunoglobulinas ; Os linfócitos B ativam se com Ag T dependentes e Ag T independentes. PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Cadeias pesadas (heavy chains CH) Cadeias leves (light chains CL) Porções variáveis das cadeias pesadas Porções constantes das cadeias pesadas Porções constantes das cadeias leves Porções variáveis das cadeias leves Porções hipervaráveis Região de dobradiça

14 Estrutura do Anticorpo VH VH CH1 CH1 VL VL CL CL CH2 CH2 REGIÃO DE DOBRADIÇA CH3 CH3

15 Classes de anticorpos ou imunoglobulinas

16 Conceitos básicos ANTICORPOS OU IMUNOGLOBULINAS (Ac ou Ig) AFINIDADE: é a FORÇA da ligação Ag Ac AVIDEZ: é a MANUTENÇÃO ESTÁVEL da ligação Ag Ac

17 Classes de anticorpos ou imunoglobulinas IgM IgA

18 Características da resposta humoral Interação Ag Ac Reversível (não covalente) É o resultado da somatória de forças intermoleculares: 1. Hidrofóbicas: entre grupos moleculares que repelem a água; 2. Eletrostáticas: entre grupos iônicos de cargas apostas; 3. Pontes de Hidrogênio: ligações fracas que ocorrem com a proximidade física das moléculas; 4. Forças de Van Der Waals: é considerada a mais fraca. Ocorre entre a carga positiva nuclear atômica e a carga negativa contida nos elétrons de outro átomo.

19 Interação Ag Ac Podem ocorrer: REAÇÃO CRUZADA: quando o EPÍTOPO que estimulou a produção de anticorpos também está presente em outros antígenos pertencentes a outros microorganismos; ANTÍGENO HOMÓLOGO: o antígeno que contém o epítopo que estimulou a produção anticórpica; ANTÍGENO HETERÓLOGO: o antígeno que contém o epítopo, mas não foi o responsável pela estimulação anticórpica, provocando a reação cruzada.

20 CONCEITOS BÁSICOS DE IMUNODIAGNÓSTICO Designa o diagnóstico por técnicas imunológicas que revelam a presença de determinado antígeno (Ag) ou anticorpo (Ac) no organismo. Os principais são: Ensaios ou Testes de Precipitação; Fixação do Complemento; Neutralização; Imunofluorescência; Radioimunoensaio; Imunoenzimáticos; Imunofluorimétricos; Quimiluminescência.

21 IMPORTÂNCIA DA PESQUISA DE ANTICORPOS NO DIAGNÓSTICO INDIVIDUAL Elucidar processos patológicos com sintomas e sinais confundíveis; Diferenciar a fase da doença; Diagnosticar doença congênita; Selecionar doadores de sangue; Avaliar o prognóstico da doença; Avaliar a eficácia da terapêutica e a suspensão da mesma; Avaliar a imunidade especifica natural ou artificialmente induzida; Verificar o agravamento da patologia.

22 IMPORTÂNCIA DA PESQUISA DE ANTICORPOS NO INQUÉRITO SOROEPIDEMIOLÓGICO Estabelecer a prevalência da doença; Verificar a erradicação da doença; Verificar a reintrodução de novo casos em áreas consolidadas.

23 Características da resposta humoral Fenômeno Pró zona

24 Características da resposta humoral As interações Ag Ac são estudadas in vitro

25 Figuras extraídas: Biologia Molecular da Célula Alberts Imunobiologia Janeway Imunologia Kuby Imunoensaios Vaz Google Obrigada!

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