1.2 EXAME MÉDICO MÓDULO 1 ADMISSÃO

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1 MÓDULO 1 ADMISSÃO 1.2 EXAME MÉDICO ESTE FASCÍCULO SUBSTITUI O DE IGUAL NÚMERO ENVIADO ANTERIORMENTE AOS NOSSOS ASSINANTES. RETIRE O FASCÍCULO SUBSTITUÍDO, ANTES DE ARQUIVAR O NOVO, PARA EVITAR A SUPERLOTAÇÃO DA PASTA. EXPEDIÇÃO:

2 SUMÁRIO ASSUNTO PÁGINA 1.2. EXAME MÉDICO INTRODUÇÃO PENALIDADES ADMISSIONAL OU PRÉ-ADMISSIONAL ATESTADO DE SAÚDE OCUPACIONAL Conteúdo Modelo PCMSO RELATÓRIO ANUAL ESTRUTURA Conteúdo Mínimo Empresas Desobrigadas de Manter Médico Coordenador EMPRESAS OBRIGADAS Empresas Prestadoras de Serviços RESPONSABILIDADE DA EMPRESA EMPRESAS DESOBRIGADAS DE INDICAR MÉDICO COORDENADOR ATRIBUIÇÕES DO MÉDICO COORDENADOR EXAMES MÉDICOS Periódico De Retorno ao Trabalho De Mudança de Função Demissional PRONTUÁRIO OU FICHA CLÍNICA DOENÇAS PROFISSIONAIS PRIMEIROS SOCORROS FASCÍCULO 1.2 2

3 1.2. EXAME MÉDICO INTRODUÇÃO Após a realização do processo de recrutamento e seleção, o próximo passo da empresa é encaminhar o candidato selecionado à realização do exame médico, quando então vai ser determinada a sua admissão ou não. O fato de o candidato realizar o exame médico pré-admissional não cria vínculo com a empresa. A contratação ficará condicionada ao resultado do exame. Caso seja satisfatório, a empresa poderá, se assim desejar, contratar o empregado. Sendo o candidato considerado inapto, a empresa recorre a um dos demais candidatos já aprovado no processo de recrutamento e seleção e o encaminha para o exame médico. A aprovação do candidato no exame médico não obriga a empresa a contratá-lo PENALIDADES As infrações às normas legais e/ou regulamentares sobre medicina do trabalho terão penalidades fixadas conforme a gravidade e o número de empregados do estabelecimento, sendo estas estabelecidas em UFIR. No quadro a seguir, as penalidades estão relacionadas de acordo com a infração cometida, sendo representadas por I1, I2, I3 e I4: GRADAÇÃO DAS MULTAS (EM UFIR) MEDICINA DO TRABALHO Número de empregados I1 I2 I3 I Mais de Nos itens a seguir, vamos informar qual a infração cometida pelo descumprimento da norma apresentada, podendo a empresa, através do quadro demonstrado anteriormente, verificar o valor da multa, sendo que a UFIR para 1999 está fixada em R$ 0, ADMISSIONAL OU PRÉ-ADMISSIONAL O exame médico admissional, como qualquer outro exame, está incluído no Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), que tem como objetivo a promoção e preservação da saúde do conjunto de trabalhadores. Todos os empregadores estão obrigados a elaborar e implementar o PCMSO (Penalidade I2). Mais adiante, iremos analisar a organização do PCMSO. FASCÍCULO 1.2 3

4 O exame médico admissional deve ser realizado antes de o empregado assumir as suas funções (Penali-dade I1). Esse exame compreende (Penalidade I1): a) avaliação clínica, abrangendo anamnese ocupacional e exames físico e mental; b) exames complementares a critério do médico. O exame médico pré-admissional deve ser custeado integralmente pela empresa e realizado por médico com especialização em medicina do trabalho (Penalidade I1). Esse profissional pode ser empregado da empresa, integrante do seu PCMSO ou não ATESTADO DE SAÚDE OCUPACIONAL Para cada exame médico admissional deve ser emitido o Atestado de Saúde Ocupacional (ASO), em duas vias. A primeira via do ASO deve ficar à disposição da fiscalização do trabalho, devidamente arquivada no local de trabalho, inclusive nas frentes de trabalho ou canteiros de obras (Penalidade I2). A segunda via do atestado deve ser obrigatoriamente entregue ao empregado, mediante recibo na primeira via (Penalidade I2). Quando ocorrerem exames complementares, o resultado deve ser comunicado ao empregado, com a entrega de uma cópia ao mesmo Conteúdo O atestado médico deverá conter, no mínimo: _ nome completo do empregado, o número de registro de sua identidade e sua função (Penalidade I1); _ os riscos ocupacionais específicos existentes, ou a ausência deles, na atividade do empregado, conforme instruções técnicas expedidas pela Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho (SSST) (Penalidade I2); _ indicação dos procedimentos médicos a que foi submetido o empregado, inclusive os exames complementares e a data em que foram realizados (Penalidade I1); _ nome do médico coordenador, quando houver, com o respectivo CRM (Penalidade I2); _ definição de apto ou inapto para a função específica que o trabalhador vai exercer, exerce ou exerceu (Penalidade I2); _ nome do médico encarregado do exame e endereço ou forma de contato (Penalidade I2); _ data e assinatura do médico encarregado do exame e carimbo contendo seu número de inscrição no CRM. Na identificação do trabalhador poderá ser usado o número da identidade ou da CTPS. A função poderá ser completada pelo setor em que o trabalhador irá exercer suas funções, devendo contar do ASO os riscos passíveis de causar doenças, exclusivamente ocupacionais, decorrentes do exercício da função desempenhada, em consonância com os exames complementares de controle médico Modelo Não há um modelo definido para o Atestado Médico de Saúde Ocupacional; assim, o médico poderá adotar o modelo que melhor atenda às suas necessidades, desde que sejam observadas as informações mínimas exigidas pela legislação. A título de ilustração, estamos divulgando um modelo do ASO: FASCÍCULO 1.2 4

5 Os dados que constam do formulário são fictícios. FASCÍCULO 1.2 5

6 DEFEITO FASCÍCULO 1.2 6

7 PCMSO O PCMSO tem como objetivo a preservação da saúde dos empregados em função dos riscos existentes no ambiente de trabalho e de doenças profissionais. As diretrizes e os parâmetros mínimos para funcionamento do PCMSO foram estabelecidos pela NR-7, podendo essas condições ser ampliadas mediante negociação coletiva do trabalho. O programa deve ter caráter de prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce dos agravos à saúde relacionados ao trabalho, inclusive de natureza subclínica, além da constatação da existência de casos de doenças profissionais ou danos irreversíveis à saúde do trabalhador. O Programa será realizado através de profissional competente que desenvolverá um estudo para reconhecimento prévio dos riscos ocupacionais existentes em cada local de trabalho. Trata-se de uma pesquisa de campo feita através de visitas aos locais de trabalho para análise dos processos produtivos, postos de trabalho, informações sobre ocorrências de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais, atas da CIPA e mapas de risco. Com base nesse estudo, o médico vai confeccionar o programa e estabelecer os exames clínicos e complementares específicos para a prevenção ou detecção precoce dos agravos à saúde dos empregados da empresa. O médico pode, a qualquer momento, modificar o PCMSO sempre que ocorrerem alterações nos processos de trabalho, novas descobertas da ciência médica em relação a efeitos de riscos existentes, mudanças de critérios de interpretação de exames ou ainda reavaliação do reconhecimento dos riscos. O PCMSO não está sujeito a ser homologado ou registrado na Delegacia Regional do Trabalho, ou em qualquer órgão vinculado ao Ministério do Trabalho e Emprego. Enfim, a empresa deverá planejar e implementar o seu PCMSO com base no risco que a atividade desenvolvida possa provocar à saúde dos seus empregados. A prevenção deve observar a relação saúde e trabalho. O PCMSO vai resultar em produtividade na empresa, pois com o desenvolvimento do Programa as ausências do serviço por motivo de doença irão diminuir significativamente RELATÓRIO ANUAL O PCMSO deve elaborar um relatório anual com planejamento das ações de saúde a serem executadas durante o ano. O relatório deve ser feito após decorrido um ano da implementação do PCMSO (Penalidade I2). Nesse relatório devem ser discriminados, por setor da empresa, o número e a natureza dos exames médicos, incluídos avaliações clínicas e exames complementares, estatísticas de resultados considerados anormais, bem como o planejamento para o próximo ano (Penalidade I1). O relatório anual deve ser apresentado e discutido nas reuniões da Comissão Interna de Prevenção de Acidente (CIPA), permanecendo uma cópia do mesmo anexada ao livro de atas quando a empresa estiver obrigada a manter a referida Comissão (Penalidade I1). O relatório anual pode ser armazenado sob a forma de arquivo informatizado desde que propicie o imediato acesso por parte do agente de inspeção do trabalho (Penalidade I1). Estão dispensadas de elaborar o relatório anual as empresas desobrigadas de indicarem médico coordenador do PCMSO. Não há necessidade de registro ou envio do relatório anual à Delegacia Regional do Trabalho, ou a qualquer órgão vinculado ao Ministério do Trabalho e Emprego. O relatório anual pode ser elaborado de acordo com o modelo a seguir: PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL RELATÓRIO ANUAL Responsável Data: Assinatura: Setor Natureza do exame Nº anual de exames realizados Nº de resultados anormais Nº de resultados anormais x 100 Nº anual de exames Nº de exames para o ano seguinte FASCÍCULO 1.2 7

8 ESTRUTURA A legislação não fixou nenhum modelo padrão para a elaboração do programa. A complexidade do Programa depende basicamente dos riscos existentes em cada empresa, das exigências físicas e psíquicas das atividades desenvolvidas e das características de cada grupo de empregados. Isto significa dizer que, para algumas empresas, o Programa pode se resumir à simples realização de avaliações clínicas de rotina; em outras, entretanto, poderá ser muito complexo, contendo avaliações clínicas especiais, exames toxicológicos com curta periodicidade, avaliações epidemiológicas, dentre outras providências Conteúdo Mínimo O Programa deve ter, no mínimo, as seguintes informações: a) identificação da empresa: razão social, endereço, CGC\CNPJ, ramo de atividade de acordo com o quadro 1 da NR 4 e seu respectivo grau de risco (ver fascículo sobre Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho no módulo sobre Segurança e Medicina do Trabalho), número de trabalhadores e sua distribuição por sexo, e ainda horário de trabalho e turnos; b) definição, com base nas atividades e processo de trabalho verificados e auxiliados pelo PPRA e mapeamento de risco, dos critérios e procedimentos a serem adotados nas avaliações clínicas; c) programação anual dos exames clínicos e complementares específicos para os riscos detectados, definindo-se explicitamente quais trabalhadores ou grupos de trabalhadores serão submetidos a quais exames e quando; d) outras avaliações médicas especiais. A critério do médico também podem ser incluídas, opcionalmente, no PCMSO, ações preventivas para doenças não ocupacionais, como: campanhas de vacinação, diabetes mellitus, hipertensão arterial, prevenção do câncer ginecológico, prevenção de DST/AIDS, prevenção e tratamento do alcoolismo, entre outros Empresas Desobrigadas de Manter Médico Coordenador Para as empresas desobrigadas de manter médico coordenador do PCMSO, a Secretaria de Segurança e Saúde do Trabalho recomenda que o Programa contenha, no mínimo, as seguintes informações: a) identificação da empresa: razão social, CGC\CNPJ, endereço, ramo de atividade, grau de risco, número de trabalhadores distribuídos por sexo, horário de trabalho e turnos; b) identificação dos riscos existentes; c) plano anual de realização dos exames médicos, com programação das avaliações clínicas e complementares específicas para os riscos detectados, definindo-se explicitamente quais os trabalhadores ou grupos de trabalhadores serão submetidos a quais exames e quando EMPRESAS OBRIGADAS Todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores estão obrigados a elaborar e implantar o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) Empresas Prestadoras de Serviços A empresa que contratar mão-de-obra por intermédio de empresa prestadora de serviços deverá informar a esta os riscos decorrentes da execução do trabalho, auxiliando inclusive na elaboração e implementação do PCMSO no local onde o serviço for prestado. Isto significa dizer que, quando o serviço for prestado fora da sede da tomadora do serviço, a empresa prestadora do serviço é que vai implementar o PCMSO no local onde ele está sendo realizado RESPONSABILIDADE DA EMPRESA É de inteira responsabilidade do empregador: a) garantir a elaboração e a efetiva implementação do PCMSO, zelando pela sua eficácia (Penalidade I2); b) custear, sem ônus para o empregado, todos os procedimentos relacionados ao PCMSO (Penalidade I1); c) indicar, dentre os médicos do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) da empresa, um coordenador responsável pela execução do PCMSO (Penalidade I1). FASCÍCULO 1.2 8

9 No caso de a empresa estar dispensada de manter o SESMT, o médico responsável para coordenar o PCMSO poderá ser um médico especializado em medicina do trabalho contratado ou não como empregado (Penalidade I1). Isto significa dizer que, nessa hipótese, o responsável pelo PCMSO da empresa pode ser um médico não empregado da empresa. No caso da contratação desse serviço, o PCMSO ficará sob a responsabilidade técnica do médico e não da entidade ou empresa a que o mesmo esteja vinculado. Se na localidade onde estiver situada a empresa não existir médico do trabalho, poderá ser contratado médico de outra especialidade para coordenar o PCMSO (Penalidade I1). O médico coordenador pode elaborar e ser responsável pelo PCMSO de várias empresas, filiais, unidades, frentes de trabalho, inclusive em várias Unidades da Federação. Não é demais lembrar que o PCMSO deve ser elaborado em cada local de trabalho EMPRESAS DESOBRIGADAS DE INDICAR MÉDICO COORDENADOR Estão desobrigadas de manter médico coordenador do PCMSO as empresas: a) com até 25 empregados, desde que enquadradas no grau de risco 1 ou 2; b) até 10 empregados, desde que enquadradas no grau de risco 3 ou 4. Mediante negociação coletiva de trabalho, também poderão ficar dispensadas de médico coordenador as empresas cujo número de empregados esteja compreendido entre: a) 26 e 50, se enquadradas no grau de risco 1 ou 2; b) 11 e 20, se enquadradas no grau de risco 3 ou 4. Na hipótese da letra b, a negociação coletiva deverá ser obrigatoriamente assistida por profissional do órgão competente em segurança e saúde no trabalho. Todavia, as empresas mencionadas neste item poderão ficar obrigadas à indicação de médico responsável pelo PCMSO por determinação da Delegacia Regional do Trabalho, com base em parecer técnico conclusivo da autoridade regional competente em matéria de segurança e saúde do trabalhador, ou em decorrência de negociação coletiva, quando suas condições de trabalho representarem potencial de risco grave aos respectivos empregados. O fato de a empresa estar dispensada de manter médico coordenador do PCMSO não significa dizer que ela está desobrigada de realizar os exames médicos que analisaremos a seguir. Essas empresas devem realizar os exames médicos de seus empregados através de médico que necessariamente conheça o local de trabalho. Isto porque, sem a análise do local de trabalho, é impossível uma avaliação adequada da saúde do trabalhador ATRIBUIÇÕES DO MÉDICO COORDENADOR Ao médico coordenador do PCMSO compete: realizar os exames médicos ou encarregar os mesmos a profissional médico familiarizado com os princípios de patologia ocupacional e suas causas, bem como com o ambiente, as condições de trabalho e os riscos a que está ou será exposto cada empregado da empresa a ser examinado (Penalidade I1); encarregar dos exames complementares profissionais e/ou entidades devidamente capacitados, equipados e qualificados (Penalidade I1). O profissional encarregado pelo médico coordenador de realizar os exames médicos, uma vez que pratica ato médico e assina o ASO, deve estar registrado no CRM da Unidade da Federação em que atua. Quando o médico coordenador do PCMSO delegar a outro profissional a realização dos exames, esse ato deve ser feito por escrito, devendo este documento ficar arquivado na empresa EXAMES MÉDICOS Os empregados da empresa, além do exame admissional ou pré-admissional, ficam ainda sujeitos à realização dos seguintes exames médicos a cargo do PCMSO, sem ônus para os mesmos (Penalidade I3): Periódico A avaliação clínica no exame médico periódico deve observar os seguintes prazos: a) anualmente, para os empregados menores de 18 anos e maiores de 45 anos de idade (Penalidade I2); b) a cada 2 anos, para os empregados entre 18 e 45 anos de idade (Penalidade I1). No caso de trabalhadores expostos a riscos ou situações de trabalho que impliquem o desencadeamento ou agravamento de doença ocupacional, ou ainda, para aqueles que sejam portadores de doenças crônicas, os exames devem respeitar a seguinte periodicidade: FASCÍCULO 1.2 9

10 a cada ano ou a intervalos menores, a critério do médico encarregado, ou se notificado pelo médico agente da inspeção do trabalho, ou ainda, como resultado de negociação coletiva do trabalho (Penalidade I3); e a cada 6 meses, para os trabalhadores expostos a condições hiperbáricas (Penalidade I4) De Retorno ao Trabalho O exame médico de retorno ao trabalho somente será obrigatório quando o empregado ficar afastado da atividade por período igual ou superior a 30 dias, em virtude de: doença ou acidente, de natureza ocupacional, ou parto (Penalidade I1). Esse exame deve ser realizado, obrigatoriamente, no primeiro dia de volta ao trabalho De Mudança de Função Esse exame somente será obrigatório quando a nova função expor o empregado a riscos diferentes daqueles a que estava exposto antes da mudança. O referido exame deverá ser realizado antes de o empregado passar a exercer a nova função (Penalidade I1) Demissional O exame médico demissional poderá deixar de ser exigido dependendo da data em que o empregado realizou seu último exame. Esse exame deve ser realizado, obrigatoriamente, até a data da homologação da rescisão do contrato de trabalho, desde que o último exame tenha ocorrido há mais de (Penalidade I1): 135 dias, quando se tratar de empresas com grau de risco 1 ou 2, podendo esse prazo ser ampliado por mais de 135 dias em decorrência de negociação coletiva; 90 dias, no caso de empresas enquadradas em grau de risco 3 ou 4; esse prazo também poderá ser ampliado por até mais de 90 dias, em decorrência de negociação coletiva. Essa negociação coletiva deverá, obrigatoriamente, ser assistida por profissional indicado de comum acordo entre as partes ou por profissional do órgão local competente em segurança e saúde do trabalho. Entretanto, as empresas poderão ser obrigadas a realizar o exame médico demissional independentemente da época de realização de qualquer exame, quando suas condições representarem potencial de risco grave aos empregados. A realização do exame será por determinação do Delegado Regional do Trabalho, com base em parecer técnico conclusivo da autoridade regional competente em matéria de segurança e saúde do trabalhador, ou em decorrência de negociação coletiva. Os órgãos homologadores da rescisão do contrato de trabalho têm exigido no ato da homologação a apresentação do exame médico demissional PRONTUÁRIO OU FICHA CLÍNICA Para cada exame médico realizado pelo PCMSO deverá ser emitido, em duas vias, o Atestado de Saúde Ocupacional (ASO). Para todos os exames descritos no item , pode ser utilizado o modelo de ASO que inserimos a título de ilustração no item 1.2.2, devendo ser observados os requisitos que constarem do mesmo. O histórico clínico do empregado deve ser registrado em prontuário individual que ficará sob a responsabilidade do médico coordenador do PCMSO ou seu sucessor quando for o caso (Penalidades I3 e I4 no caso do sucessor). Esse documento deverá ser arquivado, no mínimo, pelo período de 20 anos, contado a partir do desligamento do empregado (Penalidade I4). O prontuário médico é um documento que contém informações confidenciais da saúde da pessoa; por essa razão o seu arquivamento deve ser feito de modo a garantir o sigilo das mesmas. O arquivamento, a critério do médico coordenador do PCMSO, pode ser na própria empresa ou no consultório do médico, devendo sempre ser observado o sigilo das informações DOENÇAS PROFISSIONAIS Uma vez constatada a ocorrência ou agravamento de doenças profissionais ou sendo verificadas alterações que revelem qualquer tipo de disfunção de órgão ou sistema biológico, o médico coordenador ou encarregado do PCMSO deverá tomar as seguintes medidas: solicitar à empresa a emissão da Comunicação de Acidentes do Trabalho (CAT) (Penalidade I1); indicar, quando necessário, o afastamento do trabalhador da exposição ao risco ou do trabalho (Penalidade I2); FASCÍCULO

11 encaminhar o trabalhador à Previdência Social para estabelecimento de nexo causal, avaliação de incapacidade e definição de conduta previdenciária em relação ao trabalho (Penalidade I1); orientar o empregador quanto à necessidade de adoção de medidas de controle no ambiente de trabalho (Penalidade I1) PRIMEIROS SOCORROS Em todos os estabelecimentos deve ser mantido material necessário à prestação de primeiros socorros, guardado em local adequado sob os cuidados de pessoa devidamente treinada para esse fim. O equipamento destinado à prestação do socorro deve ser apropriado às características da atividade desenvolvida na empresa (Penalidade I1). FUNDAMENTAÇÃO LEGAL: Portaria 3 DNSST, de (Informativo 29/92); Portaria 8 SSST, de (Informativo 19/96); Portaria 24 SSST, de (Informativo 53/94); Portaria MTb, de NR-7 (Separata/79). FASCÍCULO

12 ANOTAÇÕES Este fascículo é parte integrante do Manual de Procedimentos do Departamento de Pessoal, produto da COAD que abrange todos os procedimentos do DP. Os fascículos são substituídos a cada alteração na legislação. Por isso, o Manual está sempre atualizado, para tranqüilidade de seus usuários. É fácil obter mais informações sobre o produto completo: Tel.: (0XX21) Fax: Site: FASCÍCULO

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