PESSOA E OS OUTROS. Rosana Cristina Zanelatto Santos UFMS/CNPq

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "PESSOA E OS OUTROS. Rosana Cristina Zanelatto Santos UFMS/CNPq rzanel@terra.com.br"

Transcrição

1 PESSOA E OS OUTROS Rosana Cristina Zanelatto Santos UFMS/CNPq Resumo: Neste ensaio, pensamos o caso de Fernando Pessoa e dos heterônimos/dos outros, inicialmente, com base na tradição diaspórica e assimilatória do povo judeu. O que vemos em Pessoa é que o ser poético, ao assimilar os outros, salvou-os da dispersão, inserindo-os num lugar estético uno e responsabilizando-se por eles, criando uma unidade explicitamente dependente uns dos outros, ilustrada na percepção de mestre que o próprio Pessoa tem de Alberto Caeiro. Palavras-chave:: Fernando Pessoa; Heteronímia; Marranismo. Abstract: In this essay, we study the case of Fernando Pessoa and his heteronyms/others, firstly based on the Jewish people traditions of diaspora and assimilation. What we see in Pessoa is that the poetic being, assimilating the others, saved them from spreading, inserting them in an aesthetic locus. It has created an unity specifically dependent on each other, as illustrated in the master perception which Pessoa has to Alberto Caeiro. Keywords: Fernando Pessoa; Heteronyms; Marranism. O exílio foi, talvez, a primeira questão, pois o exílio foi a primeira palavra o antes-do-exílio é o antes-da-palavra (Edmond Jabès). Trago dentro de meu coração, / Como num cofre que se não pode fechar de cheio,/ Todos os lugares onde estive,/ Todos os portos a que cheguei, / Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,/ Ou de tombadilhos, sonhando, / E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero (Passagem das horas, Álvaro de Campos). Para aqueles que têm algum trato com os estudos de Literatura Portuguesa, falar em Fernando Pessoa é pensar no drama em gente, expressão cunhada pelo próprio Pessoa quando disse sobre o processo de heteronímia: As obras destes três poetas formam, como se disse, um conjunto dramático; e está devidamente estudada a entreacção intelectual das personalidades, assim como as suas próprias relações pessoais. [...] É um drama em gente, em vez de em actos (PESSOA apud AREAL, 2007, p.5). Ou seja, Pessoa transforma-se em personagem de si mesmo, chamando-nos a atenção para uma questão que permanecerá em aberto: a heteronímia. É o deslocamento do olhar de si para os outros que o compõem, transformando-os em personas ativas, fenômenos da alteridade constituída no locus de si mesma.

2 Cria-se, pois, um mito, quase sempre tentado explicar voltando-se para o criador, para Pessoa, como se os heterônimos fossem criaturas com constituição tão-somente dramática e externa. Trechos de duas cartas de Pessoa ao escritor e professor Adolfo Casais Monteiro atestariam duas hipóteses: Médium, assim, de mim mesmo todavia subsisto. Sou, porém, menos real que os outros, menos coeso [?], menos pessoal, eminentemente influenciável por eles todos. Sou também discípulo de Caeiro, e ainda me lembro do dia 13 de Março de 1914 quando, tendo ouvido pela primeira vez (isto é, tendo acabado de escrever, de um só hausto do espírito) grande número dos poemas do Guardador de Rebanhos, imediatamente escrevi, a fio, os seis poemas-inscrições que compõem Chuva Oblíqua (Orpheu 2), manifesto e lógico resultado da influência de Caeiro sobre o temperamento de Fernando Pessoa (PESSOA, 1990, p. 92). O que sou essencialmente por trás das máscaras involuntárias do poeta, do raciocinador e do que mais haja é dramaturgo. O fenômeno da minha despersonalização instintiva a que aludi em minha carta anterior, para explicação da existência dos heterônimos, conduz naturalmente a essa definição. Sendo assim, não evoluo, VIAJO [grifo do autor]. (Por um lapso na tecla das maiúsculas saiu-me, sem que eu quisesse, essa palavra em letra grande. Está certo, e assim deixo ficar.) [...] Por isso dei essa marcha [dos heterônimos] em mim como comparável, não a uma evolução, mas a uma viagem: não subi de um andar para outro; segui, em planície, de um para outro lugar (PESSOA, 1990, p. 101). Médium? Viajor? Ambos? Interessa-nos o viajor e como ele escreve e inscreve a viagem heteronímica na literatura, transformando as marcas dramáticas de seu ser e sua dimensão trágica em constructo crítico e imaginativo, erigido pelas energias do labor. 1 Em nossa hipótese interpretativa, Pessoa reaproveitaria a tradição diaspórica e assimilatória do povo judeu, criando personas (os heterônimos) complexas, vindas de lugares diferentes, enxergando o mundo a partir de ideologias próprias e expressando-se segundo o seu lugar de acolhimento. Essa proposição nos surgiu a partir da leitura dos 1 Rachel Sztajnberg, no ensaio Frida Kahlo: o desamparo encarnado, observa que o desamparo, como forma traumática, influi na conformação do sujeito, podendo agir de duas formas diferentes: como desilusão irreparável e como constituição laboriosa e criativa. Segundo Sztajnberg, na primeira forma, Perde-se assim a matéria-prima sem a qual não há o que construir. Porque o desamparo, se não pode ser evitado, pode ser trabalhado, desde que ele possa ser vislumbrado. E é desse esforço que advém o criativo no humano, o que determina o mais além, o desdobramento e a mobilidade de energia que barra o mortífero. Uma outra coisa (diferente da Coisa das Ding) se viabiliza então. Aí surge o sujeito na sua rebeldia a um destino sinistro e inelutável. Aí nasceu o herói que tece com os elementos de sua própria ferida narcísica uma diferença que o arranca da mesmice e da repetição, da fixidez da trajetória à qual já está predestinado independente de si (2007, p. 2). Apesar de não enveredarmos diretamente pelos caminhos da Psicanálise, entendemos que em Pessoa o trauma transfoma-se em drama, para alimentar sua literatura. 2

3 estudos da historiadora Anita Novinsky sobre o marranismo 2 na família de Fernando Pessoa e sua compreensão das motivações para a viagem dos judeus, que vão para além da conversão ao catolicismo que lhes foi imposta em Portugal, especialmente a partir do século XVI, já havendo casos de conversão em fins do século XV. Segundo Novinsky, O exame de milhares de páginas manuscritas referentes à vida colonial me levaram a fazer uma revisão crítica do tradicional conceito de marranismo e me aproximar do conceito de submarranismo e pósmarranismo tão sugestivamente proposto pelo filósofo francês Edgard Morin. Morin conta que começou a entender a complexidade e fecundidade do marranismo quando escreveu o Prefácio do livro Les Juifs d Espagne, onde coube a mim os dois capítulos referentes a Portugal e ao Brasil. E Morin diz textualmente o que me atraiu no marranismo foi a experiência psicológica complexa que traz consigo uma dupla identidade, dilacerante e eventualmente criadora, fermento da superação dos dogmas das duas religiões, resultando numa postura interrogativa e crítica em Montaigne e na busca de novos fundamentos em Spinoza (2001, p. 2). O que está presente na escrita heteronímica (e marrana) de Pessoa é a possibilidade de não se fechar em torno da materialidade e da compreensão de um único sujeito (Pessoa) de uma tradição (a judaica), acionando a atividade imaginativa, no caso, a atividade estética/literária. É como se o ser humano tivesse a esperança de se achar no lugar que lhe foi negado, porém sempre em relação a si mesmo, ao outro e à linguagem. Desse modo, narrar, nomear como fez Pessoa com os heterônimos lhe devolveria (ao ser humano) o que lhe foi tomado. Em tempo: lembremo-nos de que aqui fazemos uma leitura alegórica da presença do marranismo em Pessoa. Ou seja, o marranismo, do modo como o estamos tratando, existiria em qualquer sujeito que foi expoliado de uma certa condição, mais ou menos ao modo do mito do judeu errante. Como ponto de partida [do mito do judeu errante] não temos à nossa disposição uma lenda primitiva, mas a imagem difusa de uma testemunha da paixão do Cristo, a qual, sobrevivente do drama do Calvário, erra pelo mundo afora. Tanto quanto é possível reconstituir uma tradição oral [...], a imaginação popular teria trabalhado sobre certos discípulos, João e Judas, e elaborado a tradição divergente de um sobrevivente condenado a errar por haver esbofeteado o Cristo ou a aguardar, anunciando por seu arrependimento a última vinda do Senhor no final dos Tempos (BRUNEL, 1997, p Grifos nossos). 2 Marrão sm. porco desmamado XIII. Do ár. Muharram coisa proibida, em alusão à proibição entre os muçulmanos de comerem a carne de porco. Marrano adj. sm. dizia-se de, ou cristão novo designação injuriosa que se dava aos mouros e judeus XV. Do cast. marrano marrão (CUNHA, 2000, p. 503). 3

4 Essa personagem difusa anuncia não somente a última vinda do Messias, mas, sobretudo, o seu próprio drama, fadado que está a aguardar o final dos Tempos. Ainda segundo Brunel (1997, p. 666), De cem em cem anos, ele [a testemunha] retoma a idade que tinha na ocasião daquele encontro [no Calvário] e não pode mais perder sua vida porque perdeu sua morte. Anita Novinsky assevera que: As múltiplas personalidades em que se dividiu Fernando Pessoa refletem as múltiplas vidas que tiveram os marranos. Esse modo de vida resultou no mundo fragmentado, foi o mundo fragmentado de todos os portugueses que tinham origens judaicas, vivendo aos pedaços, sem nunca poder ser eles mesmos (2005, p. 44). Os heterônimos são também as inúmeras vidas pelas quais passou (e passará) o judeu errante. O texto que abre as obras em prosa de Fernando Pessoa (com organização de Cleonice Berardinelli) chama-se [COMPROMISSO PARADOXAL] (1990, p. 33) e diz o seguinte: Compromisso assumido entre Alexandre Busca, residente no Inferno, em Parte Alguma, e Jacó Santanás, senhor, embora não rei, do mesmo lugar: 1. Nunca desistir nem recuar do propósito de fazer bem à humanidade. 2. Nunca escrever coisas sensuais ou de qualquer modo más, que possam servir de detrimento ou prejudicar aos que lerem. 3. Nunca escrever, ao atacar a religião em nome da verdade, que a religião pode dificilmente ser substituída e a pobre criatura humana está chorando nas trevas. 4. Nunca esquecer o sofrimento e as dores humanas. A marca de Satanás. 2 de outubro de Alexandre Busca* *Em inglês: Alexander Search. Ao nos fiarmos na data de escrita do texto, 2 de outubro de 1907, nos virá à lembrança de que Pessoa recentemente voltara da África do Sul: os seus 18 anos já os conheceu em Portugal. O compromisso acima é assinado por Alexandre Busca, aliás, Alexander Search, um dos heterônimos de Pessoa. Ele foi criado em 1899, quando o poeta residia na África do Sul com a família, e escrevia cartas ao próprio Pessoa e poemas em língua inglesa. Vale destacar o que diz José Augusto Seabra, em O heterotexto pessoano (1988), que Pessoa, assim como os marranos, quando expatriados, adotou nomes portugueses e também estrangeiros para seus heterônimos como Alexander Search 4

5 como faziam os judeus sem pátria, que adotavam dois ou três nomes hebraicos, italianos, ingleses, enfim, aqueles que melhor servissem aos seus propósitos. No texto de Search, aliás Sr. Busca, observamos que ele assume um compromisso com Jacó Satanás, senhor, embora não rei, do mesmo lugar, isto é, do Inferno, em Parte Alguma. Segundo Novinsky, e sua fala cabe muito bem ao que escreveu Search, Forçado a viver em um mundo sem fazer parte dele, o marrano tornou-se aquilo que os Inquisidores queriam que ele fosse: judeu. Assumia sempre a culpa, mesmo que fosse inocente [...] (2005, p. 45. Grifo nosso). Vale lembrar que Deus também quis que Jacó não fosse mais Jacó e sim Israel. No comentário ao capítulo 33 do Gênesis, existente na Torá, lemos o que segue: Jacob O que distingue a vida do nosso patriarca Jacob são as incessantes inquietações, as suas constantes lutas pela existência. Desde o momento em que nasceu e durante toda a sua vida, ele vê-se obrigado a combater contra Deus, e os mestres explicam: contra ideologias, contra concepções teológico-filosóficas e contra homens (povos), para garantir a sua continuidade. A Torá descreve-nos Jacob como sendo igual a qualquer ser humano, com todas as suas fraquezas; como homem que une em si as qualidades de Jacob e de Israel, Jacob como homem de luta, e Israel como príncipe de Deus. No começo era Jacob, mas depois de ter passado por inúmeros conflitos e combates, ele torna-se Israel. E essa contenda é tremendamente longa e duradoura. Pois desde o momento em que abandonou a casa paterna até o dia do seu regresso à pátria, não parou de travar combates (TORÁ, 2001, p. 96). Só o regresso à pátria trouxe a paz a Jacob. Sua pátria é Israel. Sob o título [A CRISE EUROPÉIA E O FUTURO IMPÉRIO DE ISRAEL], datado de 1919, leiamos o seguinte subtítulo e trechos de uma entrevista de Álvaro de Campos, sobre o que há de salvar Portugal: ÁLVARO DE CAMPOS, ENGENHEIRO NAVAL E POETA FUTURISTA Concede ao [jornal... ] uma entrevista sensacional: A situação da Inglaterra A situação da Europa A situação de Portugal PONTOS DE VISTA ORIGINALÍSSIMOS [...] O que há a fazer, então? - Para nos salvarmos? Aderir antecipadamente ao futuro império de Israel. Os judeus têm ganha a primeira batalha; ganharam-na em 5

6 Moscóvia, como ali a perdeu Napoleão. No devido tempo ganharão também o seu Waterloo. [...] - Mas o que tem o império de Israel com o império dos técnicos? - Essencialmente, nada. Mas o único império que pode haver é o de Israel, e a única maneira de realizar hoje um império é utilizando a técnica, que é o característico distintivo da nossa época. [...] - Pareceu-nos sempre que essa história do judaísmo e do perigo judeu era uma madureza de fanáticos... - Nalgumas das suas manifestações, é. Mas na essência não é madureza nenhuma. Madureza seria, sem dúvida, a de alguém que no tempo de Tibério ou de Nero se lembrasse de dizer que o Império Romano corria risco de ser absorvido, conquistado, por uma obscura seita judaica chamada o cristianismo (...) (PESSOA, 1990, p ). Na entrevista concedida por Álvaro de Campos, vemos reforçada a crítica de Pessoa e de seus heterônimos (e também da Geração de 70, liderada por Eça de Queirós e outros intelectuais portugueses) de que o cristianismo, ou mais precisamente, o catolicismo é das causas da decadência de Portugal. Campos não esclarece ao seu entrevistador por que considera que Portugal deve aderir ao Império de Israel. Será uma percepção de irmanação do espírito português ao espírito do povo judeu e o seu correr pelo mundo em busca de um lugar para si? Ou será a perspectiva divulgada pelo Bandarra no auge do Sebastianismo e divulgada por Vieira sob a rubrica do Quinto Império, aquele que não o será na terra dos homens, mas num locus para além do materialismo e da ambição humana? Ou ambas coadunadas, uma vez que o Messias, para os judeus, ainda está por vir? Se Israel acolheu em si Jacob, Portugal também o fez com Pessoa? Portugal é terra de retorno ou terra de exílio? Ou terra de eterna busca por si mesmo? A ausência de um lugar fixo, o exílio faz com que Pessoa, assim como os judeus, encontre-se nas palavras. Partilhando uma proposição da pesquisadora Sybil Safdie Douek (2003, p ), Pessoa [...] está enraizado naquilo que conta, e não ao solo ou à terra, ligado portanto mais à palavra que diz no tempo e pelo tempo, do que ao espaço. Alguns leitores mais apressados podem dizer: Mas Pessoa falou tanto de Portugal! Respondemos a essa exclamação com uma pergunta: de qual Portugal? Leiamos trecho do ensaio Como organizar Portugal (s/d): Onde quer que se coloque o início da nossa decadência [de Portugal] da decadência resultante do formidável esforço com que realizamos as descobertas e as conquistas, aí se deve colocar o início da grande ruptura de equilíbrio, que se deu na vida nacional. Com a dispersão por todo o mundo, e a morte de tantos em combates, precisamente daqueles elementos que criavam o nosso progresso, o nosso pequeno 6

7 povo foi pouco a pouco ficando reduzido aos elementos apegados ao solo, aos que a aventura não tentava, a quantos representavam as forças que, em uma sociedade, instintivamente reagem contra todo o avanço. É um dos casos mais visíveis da criação de uma predominância das forças conservadoras. Com isto, visto à luz do que se explicou, queda revelado o porquê da nossa decadência (PESSOA, 1990, p Grifo nosso). Êxodo, partida e dispersão são expressões que inscrevem Portugal no mundo histórico e no universo pessoano. Desde a sua fundação, Portugal é estrangeiro: os pais de D. Afonso Henriques, o primeiro rei português, foram D. Henrique, que possuía ascendência francesa, e sua esposa, D. Tereza, que era de Castela. Ao pai de Afonso Henriques pertence o terceiro castelo da Mensagem pessoana: TERCEIRO / O CONDE D. HENRIQUE Todo começo é involuntario. / Deus é o agente. / O heroe a si assiste, vario / E inconsciente. / À espada em tuas mãos achada / Teu olhar desce. / Que farei eu com esta espada? / Ergueste-a, e fez-se (PESSOA, 1992, p. 72). Fez-se Portugal. Ao lanço de uma espada surgiu o reino português. Como emblema dos reis, a espada carrega consigo um duplo poder: o de destruir e o de construir. Sob esse duplo aspecto, [...] ela é um símbolo do Verbo, da Palavra (CHEVALIER; GHEERBRANT, 1998, p Grifo dos autores). O ato de D. Henrique, de espada em punho, mais a palavra proferida Que farei eu com esta espada?, ambos dão vida a Portugal. Portugal nasce não somente de um ato de heroísmo, de conquista, de união terrena; ele é fruto da luz que desce à terra e a fecunda; ele é fruto da Palavra. Quando Pessoa fala que aqueles que ficaram em Portugal representam as forças conservadoras (cf. PESSOA, 1990, p ), são elucidativas as falas de Maurice Blanchot (em O diálogo infinito), citadas por Sybil Douek, sobre o nomadismo, que Pessoa também atribui aos patriarcas portugueses: Se é preciso pôr-se na estrada e vaguear (errar), será porque, excluídos da verdade, estamos condenados à exclusão que proíbe qualquer morada? Não seria, antes, que esta errância significa uma relação nova com o verdadeiro? Não seria também que este movimento nômade (onde se inscreve a idéia de divisão e separação) afirma-se não como a eterna privação de uma estadia, mas como um modo autêntico de residir, de uma residência que não nos liga à determinação de um lugar, nem à fixação a uma realidade de antemão fundada, segura, permanente? Como se o estado sedentário fosse necessariamente o alvo de toda conduta! Como se a verdade ela própria fosse 7

8 necessariamente sedentária! [...] o nomadismo mantém, portanto, acima do que está estabelecido, o direito de repor em causa (questionar) as distribuições do espaço, chamando para as iniciativas do movimento e do tempo humanos (BLANCHOT apud DOUEK, 2003, p ). O combate de Jacob, a errância judaica e a errância portuguesa, a dispersão heteronímica pessoana: todas são formas de afirmar que o lugar da dúvida, daquilo que parece abissal, pode ser transposto pela palavra. Ainda segundo Blanchot, citado por Douek (2003, p. 181), A distância [abissal] não será diminuída, ela, ao contrário, permanece preservada e pura, pelo rigor da palavra que sustenta o absoluto pela diferença. Portanto, a palavra não diminui as diferenças: ela nos põe a pensar que se nós somos diferentes dos outros, também o somos de nós mesmos, renovando-se essa diferença a cada dia. Quando Pessoa escreve a Casais Monteiro sobre a condição de Alberto Caeiro como seu mestre, podemos ler, em O Guardador de Rebanhos, a palavra que, transpondo o abismo entre o ser e o parecer, entre o real e o ficcional, é, a um só tempo, a coisa e o que se diz da coisa. A palavra de Caeiro é o fenômeno na sua completude de ser o que é e o que o denomina, (re)humanizando aquele que um dia foi homem, e judeu, para tornar-se, na iconografia e na teologia católica, o que sofreu por nós, sem parecer sofrer por si. Leiamos a parte VIII de O Guardador de Rebanhos: Num meio-dia de fim de primavera /Tive um sonho como uma fotografia. / Vi Jesus Cristo descer à terra. / Veio pela encosta de um monte / Tornado outra vez menino, / A correr e a rolar-se pela erva / E a arrancar flores para as deitar fora / E a rir de modo a ouvir-se de longe. Tinha fugido do céu. / Era nosso demais para fingir / De segunda pessoa da Trindade.... Um dia que Deus estava a dormir / E o Espírito Santo andava a voar, / Ele foi à caixa dos milagres e roubou três. / Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido. / Com o segundo criou-se eternamente humano e menino. / Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz / E deixou-o pregado na cruz que há no céu / E serve de modelo às outras. / Depois fugiu para o sol / E desceu pelo primeiro raio que apanhou (CAEIRO, 1992, p. 209). Os versos de Caeiro não vencem o abismo, nem restauram a judeidade do Cristo ou o marranismo de Pessoa, no entanto confirmam dois movimentos que se fixam por via da heteronímia pessoana: negação e realização. Segundo Tatiana Salem Levy, O esforço da literatura se dá no sentido de se tornar a realização de uma irrealização (p. 22). Ou nas estrofes de Ricardo Reis: 8

9 Vivem em nós inúmeros; / Se penso ou sinto, ignoro / Quem é que pensa ou sente. / Sou somente o lugar / Onde se sente ou pensa. Tenho mais almas que uma. / Há mais eus do que eu mesmo. / Existo todavia / Indiferente a todos / Faço-os calar: eu falo. Os impulsos cruzados / Do que sinto ou não sinto / Disputam em quem sou. / Ignoro-os. Nada ditam / A quem me sei: eu screvo (REIS, 1992, p. 291). Referências bibliográficas: AREAL, Leonor. Modelos hipertextuais. Disponível em: <http://www.educ.fc.ul.pt/ hyper/resources/lareal-modelos.htm> Acesso em: 29 jan BRUNEL, Pierre (Org.). Dicionário de Mitos Literários. Trad. Carlos Sussekind et al. Rio de Janeiro: José Olympio; Brasília: Ed. UnB, CAEIRO, Alberto. Poemas completos de Alberto Caeiro. In: PESSOA, Fernando. Fernando Pessoa. Obra poética. Org. Cleonice Berardinelli. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, p (Volume único). CHEVALIER, Jean; GHEERBRANT, Alain (Orgs.). Dicionário de símbolos: mitos, sonhos, costumes, gestos, formas, figuras, cores, números. Trad. Carlos Sussekind et al. 12. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, CUNHA, Antônio Geraldo da. Dicionário Etimológico Nova Fronteira da Língua Portuguesa. 2. ed. e 13ª impr. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, DOUEK, Sybil Safdie. Memória e exílio. São Paulo: Escuta, LEVY, Tatina Salem. A experiência do Fora: Blanchot, Foucault e Deleuze. Rio de Janeiro: Relume Dumará, (Conexões; 19). NOVINSKY, Anita. A nova historiografia sobre os judeus no Brasil: perspectivas para o século XXI. Disponível em: <www.tropicologia.org.br/conferencia/2001nova_ historiografia.html> Acesso em: 29 jan NOVINSKY, Anita. Fernando Pessoa: o poeta marrano. In: CORNELSEN, Elcio; NASCIMENTO, Lyslei Nascimento (Orgs.). Estudos Judaicos: ensaios sobre literatura e cinema. Belo Horizonte: FALE/UFMG, p PESSOA, Fernando. Fernando Pessoa. Obras em prosa. Org. Cleonice Berardinelli. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, (Volume único). 9

10 PESSOA, Fernando. Mensagem. In:. Fernando Pessoa. Obra poética. Org. Cleonice Berardinelli. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, (Volume único). REIS, Ricardo. Odes de Ricardo Reis. In: PESSOA, Fernando. Fernando Pessoa. Obra poética. Org. Cleonice Berardinelli. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, p SEABRA, José Augusto. O heterodoxo pessoano. São Paulo: Perspectiva, SZTAJNBERG, Rachel. Frida Kahlo: o desamparo encarnado. Disponível em: <www.antroposmoderno.com/textos/fridakahlo.shtml> Acesso em: 29 jan TORÁ A LEI DE MOISÉS. Trad. Meir Matzliah Melamed et al. São Paulo: Ed. Sêfer; Templo Israelita Brasileiro Ohel Yaacov; Jerusalém: Centro Educativo Sefradi en Jerusalem,

A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa.

A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa. Encontro com a Palavra Agosto/2011 Mês de setembro, mês da Bíblia 1 encontro Nosso Deus se revela Leitura Bíblica: Gn. 12, 1-4 A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa. Boas

Leia mais

Considerações sobre o Evangelho de João

Considerações sobre o Evangelho de João 1 Considerações sobre o Evangelho de João. O Evangelho de João nasceu do anúncio vivo, da memória de homens e mulheres que guardavam e transmitiam os ensinamentos transmitidos por Jesus.. O chão = vida

Leia mais

1ª Leitura - Ex 17,3-7

1ª Leitura - Ex 17,3-7 1ª Leitura - Ex 17,3-7 Dá-nos água para beber! Leitura do Livro do Êxodo 17,3-7 Naqueles dias: 3 O povo, sedento de água, murmurava contra Moisés e dizia: 'Por que nos fizeste sair do Egito? Foi para nos

Leia mais

TEMPO DO NATAL I. ATÉ À SOLENIDADE DA EPIFANIA HINOS. Vésperas

TEMPO DO NATAL I. ATÉ À SOLENIDADE DA EPIFANIA HINOS. Vésperas I. ATÉ À SOLENIDADE DA EPIFANIA No Ofício dominical e ferial, desde as Vésperas I do Natal do Senhor até às Vésperas I da Epifania do Senhor, a não ser que haja hinos próprios: HINOS Vésperas Oh admirável

Leia mais

CANTOS DO FOLHETO O DOMINGO

CANTOS DO FOLHETO O DOMINGO CANTOS DO FOLHETO O DOMINGO 1. UM POUCO ALÉM DO PRESENTE (10º DOMINGO) 1. Um pouco além do presente, Alegre, o futuro anuncia A fuga das sombras da noite, A luz de um bem novo dia. REFRÃO: Venha teu reino,

Leia mais

A Identidade da Igreja do Senhor Jesus

A Identidade da Igreja do Senhor Jesus A Identidade da Igreja do Senhor Jesus Atos 20:19-27 (Ap. Paulo) Fiz o meu trabalho como Servo do Senhor, com toda a humildade e com lágrimas. E isso apesar dos tempos difíceis que tive, por causa dos

Leia mais

MELHORES MOMENTOS. Expressão de Louvor Paulo Cezar

MELHORES MOMENTOS. Expressão de Louvor Paulo Cezar MELHORES MOMENTOS Expressão de Louvor Acordar bem cedo e ver o dia a nascer e o mato, molhado, anunciando o cuidado. Sob o brilho intenso como espelho a reluzir. Desvendando o mais profundo abismo, minha

Leia mais

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL ESTUDO 4 Palavra Viva RELEMBRANDO SANTIFICAÇÃO Nossos três grandes inimigos: O MUNDO A CARNE O D IABO 'Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque

Leia mais

ALBERTO CAEIRO E A POÉTICA DA NEGAÇÃO RINALDO GAMA. Resumo

ALBERTO CAEIRO E A POÉTICA DA NEGAÇÃO RINALDO GAMA. Resumo ALBERTO CAEIRO E A POÉTICA DA NEGAÇÃO RINALDO GAMA Resumo Ao explicitar, em O Guardador de Rebanhos, a impossibilidade de se atingir o real por meio dos signos, ao mesmo tempo em que se vê na contingência

Leia mais

O Movimento de Jesus

O Movimento de Jesus O Movimento de Jesus Tudo começou na Galiléia Quando Jesus começou a percorrer a Palestina, indo das aldeias às cidades, anunciando a Boa Nova do Evangelho, o povo trabalhador ia atrás dele. A fama de

Leia mais

O CÂNON Sagrado compreende 46 Livros no ANTIGO TESTAMENTO e 27 Livros no NOVO TESTAMENTO.

O CÂNON Sagrado compreende 46 Livros no ANTIGO TESTAMENTO e 27 Livros no NOVO TESTAMENTO. Ao contrário do que parece à primeira vista, a Bíblia não é um livro único e independente, mas uma coleção de 73 livros, uma mini biblioteca que destaca o a aliança e plano de salvação de Deus para com

Leia mais

JESUS CRISTO FOI CONCEBIDO PELO PODER DO ESPÍRITO SANTO, E NASCEU DA VIRGEM MARIA (CONT)

JESUS CRISTO FOI CONCEBIDO PELO PODER DO ESPÍRITO SANTO, E NASCEU DA VIRGEM MARIA (CONT) JESUS CRISTO FOI CONCEBIDO PELO PODER DO ESPÍRITO SANTO, E NASCEU DA VIRGEM MARIA (CONT) 11-02-2012 Catequese com adultos 11-12 Chave de Bronze Em que sentido toda a vida de Cristo é Mistério? Toda a vida

Leia mais

O povo da Bíblia HEBREUS

O povo da Bíblia HEBREUS O povo da Bíblia HEBREUS A FORMAÇÃO HEBRAICA Os hebreus eram pastores nômades que se organizavam em tribos lideradas por chefes de família denominado patriarca. Principais patriarcas: Abraão, Jacó e Isaac.

Leia mais

Distribuição Gratuita Venda Proibida

Distribuição Gratuita Venda Proibida O Atalaia de Israel Um Estudo do Livro de Ezequiel Dennis Allan 2009 www.estudosdabiblia.net Distribuição Gratuita Venda Proibida O Atalaia de Israel Um Estudo do Livro de Ezequiel Dennis Allan Introdução

Leia mais

Os encontros de Jesus. sede de Deus

Os encontros de Jesus. sede de Deus Os encontros de Jesus 1 Jo 4 sede de Deus 5 Ele chegou a uma cidade da Samaria, chamada Sicar, que ficava perto das terras que Jacó tinha dado ao seu filho José. 6 Ali ficava o poço de Jacó. Era mais ou

Leia mais

Professor Sebastião Abiceu Colégio Marista São José Montes Claros MG 6º ano

Professor Sebastião Abiceu Colégio Marista São José Montes Claros MG 6º ano Professor Sebastião Abiceu Colégio Marista São José Montes Claros MG 6º ano A Bíblia, na parte denominada Antigo Testamento (Torá), é o principal documento da história dos hebreus. Foi escrita ao longo

Leia mais

"Maria!"! !!!!!!!! Carta!de!Pentecostes!2015! Abade!Geral!OCist!

Maria!! !!!!!!!! Carta!de!Pentecostes!2015! Abade!Geral!OCist! CartadePentecostes2015 AbadeGeralOCist "Maria" Carissimos, vos escrevo repensando na Semana Santa que passei em Jerusalém, na Basílica do Santo Sepulcro, hóspede dos Franciscanos. Colhi esta ocasião para

Leia mais

EVANGELHO DE JOÃO, Cap. 3. Evangelho de João Cap. 3. 1 Havia, entre os fariseus, um homem chamado Nicodemos, um dos principais dos judeus.

EVANGELHO DE JOÃO, Cap. 3. Evangelho de João Cap. 3. 1 Havia, entre os fariseus, um homem chamado Nicodemos, um dos principais dos judeus. EVANGELHO DE JOÃO, Cap. 3 LEMBRETE IMPORTANTE: As palavras da bíblia, são somente as frases em preto Alguns comentários explicativos são colocados entre os versículos, em vermelho. Mas é apenas com o intuito

Leia mais

FERNANDO PESSOA. Obra poética I. Mensagem. Organização, introdução e notas: Jane Tutikian. www.lpm.com.br L&PM POCKET

FERNANDO PESSOA. Obra poética I. Mensagem. Organização, introdução e notas: Jane Tutikian. www.lpm.com.br L&PM POCKET FERNANDO PESSOA Obra poética I Mensagem Organização, introdução e notas: Jane Tutikian www.lpm.com.br L&PM POCKET 3 PRIMEIRO O dos castelos A Europa jaz, posta nos cotovelos: De Oriente a Ocidente jaz,

Leia mais

Portuguese Poetry / 14-30 lines HS 5-6

Portuguese Poetry / 14-30 lines HS 5-6 Ai quem me dera 1. Ai, quem me dera, terminasse a espera 2. Retornasse o canto simples e sem fim, 3. E ouvindo o canto se chorasse tanto 4. Que do mundo o pranto se estancasse enfim 5. Ai, quem me dera

Leia mais

Aula 5.1 Conteúdo: As grandes Religiões de matriz ocidental Judaísmo Cristianismo Islamismo ENSINO RELIGIOSO CONTEÚDO E HABILIDADES

Aula 5.1 Conteúdo: As grandes Religiões de matriz ocidental Judaísmo Cristianismo Islamismo ENSINO RELIGIOSO CONTEÚDO E HABILIDADES CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA Aula 5.1 Conteúdo: As grandes Religiões de matriz ocidental Judaísmo Cristianismo Islamismo 2 CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO

Leia mais

Mosaicos #2 Um Novo e superior Testamento Hb 1:1-3 Introdução: Se desejamos compreender o hoje, muitas vezes precisaremos percorrer o passado.

Mosaicos #2 Um Novo e superior Testamento Hb 1:1-3 Introdução: Se desejamos compreender o hoje, muitas vezes precisaremos percorrer o passado. 1 Mosaicos #2 Um Novo e superior Testamento Hb 1:1-3 Introdução: Se desejamos compreender o hoje, muitas vezes precisaremos percorrer o passado. Neste sentido a Carta aos Hebreus é uma releitura da lei,

Leia mais

IGREJA DE CRISTO INTERNACIONAL DE BRASÍLIA ESCOLA BÍBLICA

IGREJA DE CRISTO INTERNACIONAL DE BRASÍLIA ESCOLA BÍBLICA IGREJA DE CRISTO INTERNACIONAL DE BRASÍLIA ESCOLA BÍBLICA MÓDULO I - O NOVO TESTAMENTO Aula XXII A PRIMEIRA CARTA DE PEDRO E REFLEXÕES SOBRE O SOFRIMENTO Até aqui o Novo Testamento tem dito pouco sobre

Leia mais

O PLANO CONTRA LÁZARO

O PLANO CONTRA LÁZARO João 12 Nesta Lição Estudará... Jesus em Betânia O Plano Contra Lázaro Jesus Entra em Jerusalém Alguns Gregos Vão Ver Jesus Anuncia a Sua Morte Os Judeus Não Crêem As Palavras de Jesus Como Juiz JESUS

Leia mais

Documento do MEJ Internacional. O coração do Movimento Eucarístico Juvenil

Documento do MEJ Internacional. O coração do Movimento Eucarístico Juvenil Documento do MEJ Internacional Para que a minha alegria esteja em vós Por ocasião dos 100 anos do MEJ O coração do Movimento Eucarístico Juvenil A O coração do MEJ é a amizade com Jesus (Evangelho) B O

Leia mais

A grande refeição é aquela que fazemos em torno da Mesa da Eucaristia.

A grande refeição é aquela que fazemos em torno da Mesa da Eucaristia. EUCARISTIA GESTO DO AMOR DE DEUS Fazer memória é recordar fatos passados que animam o tempo presente em rumo a um futuro melhor. O povo de Deus sempre procurou recordar os grandes fatos do passado para

Leia mais

MENSAGEM DOS PRESIDENTES MASTER 2015

MENSAGEM DOS PRESIDENTES MASTER 2015 MENSAGEM DOS PRESIDENTES MASTER 2015 RL: Rodrigo Luna CB: Claudio Bernardes CB Senhoras e senhores. Sejam bem-vindos à solenidade de entrega do Master Imobiliário. É uma honra poder saudar nossos convidados

Leia mais

Jonas, o Missionário Improvável

Jonas, o Missionário Improvável Jonas, o Missionário Improvável Este mês é o mês que dedicamos às missões aqui na nossa igreja. Eu costumo dizer que as missões são o bater do coração de Deus. Se este é um assunto que é importante para

Leia mais

O JUDAÍSMO: BERÇO DA RELIGIÃO OCIDENTAL. Prof Bruno Tamancoldi i

O JUDAÍSMO: BERÇO DA RELIGIÃO OCIDENTAL. Prof Bruno Tamancoldi i O JUDAÍSMO: BERÇO DA RELIGIÃO OCIDENTAL. Prof Bruno Tamancoldi i O judaísmo é uma crença que se apoia em três pilares: na Torá, nas Boas Ações e na Adoração. Por ser uma religião que supervaloriza a moralidade,

Leia mais

ESCOLA DA FÉ Paróquia Santo Antonio do Pari Aula 15 Creio em Deus Pai - 2.

ESCOLA DA FÉ Paróquia Santo Antonio do Pari Aula 15 Creio em Deus Pai - 2. ESCOLA DA FÉ Paróquia Santo Antonio do Pari Aula 15 Creio em Deus Pai - 2. Frei Hipólito Martendal, OFM. São Paulo-SP, 20 de setembro de 2012. revisão da aula anterior. 2.1- Deus Todo Poderoso. Dei uma

Leia mais

Educador Cristão: identidade, carisma e vocação. Por Igor Miguel

Educador Cristão: identidade, carisma e vocação. Por Igor Miguel Educador Cristão: identidade, carisma e vocação Por Igor Miguel Fundamento da Identidade Fundamento da Identidade Vida Cristocêntrica e Teorreferente Porque eu, mediante a própria lei, morri para a lei,

Leia mais

ALEISTER CROWLEY FOI ASSASSINADO?

ALEISTER CROWLEY FOI ASSASSINADO? Fernando Pessoa ALEISTER CROWLEY FOI ASSASSINADO? «ALEISTER CROWLEY FOI ASSASSINADO? Um novo aspecto do caso da "Boca do Inferno". Deve estar ainda na memória de todos, porque foi largamente tratado no

Leia mais

Página 1 de 15 O CIRINEU ÍNDICE

Página 1 de 15 O CIRINEU ÍNDICE 1 de 15 ÍNDICE Origem do Nome Cirineu...3 Significado de Cirineu...3 Simão de Cirene...4 Simão Cirineu Aquele Que Abraçou A Cruz De Jesus...8 Simão o Cirineu...13 2 de 15 15 de 15 No mundo tereis aflições

Leia mais

JESUS É A LUZ DO MUNDO João 8.12 Pr. Vlademir Silveira IBME 24/03/13

JESUS É A LUZ DO MUNDO João 8.12 Pr. Vlademir Silveira IBME 24/03/13 JESUS É A LUZ DO MUNDO João 8.12 Pr. Vlademir Silveira IBME 24/03/13 INTRODUÇÃO O Evangelho de João registra 7 afirmações notáveis de Jesus Cristo. Todas começam com Eu sou. Jesus disse: Eu sou o pão vivo

Leia mais

BATISMO HISTÓRIA E SIGNIFICADO

BATISMO HISTÓRIA E SIGNIFICADO BATISMO HISTÓRIA E SIGNIFICADO 1 INTRODUÇÃO Jesus mandou seus discípulos: Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a

Leia mais

Nasce uma nova Igreja

Nasce uma nova Igreja Nasce uma nova Igreja O Livro dos Atos dos Apóstolos é a segunda parte do Evangelho de São Lucas. No Evangelho, Lucas apresenta a vida e a atividade terrena de Jesus como a grande viagem que vai da Galiléia

Leia mais

Fundamentos, conceitos e paradigmas da evangelização

Fundamentos, conceitos e paradigmas da evangelização Curso: Teologia Prof. Nicanor Lopes Fundamentos, conceitos e paradigmas da evangelização OBJETIVOS DA AULA Oferecer aos estudantes a construção de um conhecimento consistente e crítico sobre Evangelização,

Leia mais

www.jyotimaflak.com Glücks- Akademie mit JyotiMa Flak Academia da felizidade com JyotiMa Flak

www.jyotimaflak.com Glücks- Akademie mit JyotiMa Flak Academia da felizidade com JyotiMa Flak www.jyotimaflak.com Glücks- Akademie mit JyotiMa Flak Academia da felizidade com JyotiMa Flak Entrevista com Ezequiel Quem é você? Meu nome é Ezequiel, sou natural do Rio de Janeiro, tenho 38 anos, fui

Leia mais

CAPÍTULO 2. O Propósito Eterno de Deus

CAPÍTULO 2. O Propósito Eterno de Deus CAPÍTULO 2 O Propósito Eterno de Deus Já falamos em novo nascimento e uma vida com Cristo. Mas, a menos que vejamos o objetivo que Deus tem em vista, nunca entenderemos claramente o porque de tudo isso.

Leia mais

LECTIO DIVINA 26 de julho de 2015 Domingo XVII do Tempo Comum Ano B. O mais bonito que o pão tem é poder ser partido e repartido. D.

LECTIO DIVINA 26 de julho de 2015 Domingo XVII do Tempo Comum Ano B. O mais bonito que o pão tem é poder ser partido e repartido. D. Perguntas para a reflexão pessoal Perante as necessidades com que me deparo, predisponho-me a dar da minha pobreza, a pôr generosamente à disposição o que sou e o que tenho? Acredito no potencial dos outros,

Leia mais

O livro que falava com o vento e outros contos

O livro que falava com o vento e outros contos LER a partir dos 10 anos GUIA DE LEITURA MARIAALZIRACABRAL O livro que falava com o vento e outros contos JOSÉ JORGE LETRIA Ilustrações de Alain Corbel Apresentação da obra O Livro Que Falava com o Vento

Leia mais

Poderá interromper e dialogar com o grupo; montar perguntas durante a exibição; montar grupos de reflexão após a exibição, e assim por diante.

Poderá interromper e dialogar com o grupo; montar perguntas durante a exibição; montar grupos de reflexão após a exibição, e assim por diante. O Catequista, coordenador, responsável pela reunião ou encontro, quando usar esse material, tem toda liberdade de organizar sua exposição e uso do mesmo. Poderá interromper e dialogar com o grupo; montar

Leia mais

JESUS CRISTO PADECEU SOB PÔNCIO PILATOS, FOI CRUCIFICADO, MORTO E SEPULTADO

JESUS CRISTO PADECEU SOB PÔNCIO PILATOS, FOI CRUCIFICADO, MORTO E SEPULTADO JESUS CRISTO PADECEU SOB PÔNCIO PILATOS, FOI CRUCIFICADO, MORTO E SEPULTADO 25-02-2012 Catequese com adultos 11-12 Chave de Bronze Como se deu a entrada messiânica em Jerusalém? No tempo estabelecido,

Leia mais

NOVENA À SAGRADA FAMÍLIA

NOVENA À SAGRADA FAMÍLIA NOVENA À SAGRADA FAMÍLIA Introdução: A devoção à Sagrada Família alcançou grande popularidade no século XVII, propagando-se rapidamente não só na Europa, mas também nos países da América. A festa, instituída

Leia mais

CATEQUESE. Sua Santidade o Papa Bento XVI Vaticano - Audiência Geral Sala Paulo VI Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2013

CATEQUESE. Sua Santidade o Papa Bento XVI Vaticano - Audiência Geral Sala Paulo VI Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2013 CATEQUESE Sua Santidade o Papa Bento XVI Vaticano - Audiência Geral Sala Paulo VI Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2013 Queridos irmãos e irmãs, O Natal do Senhor ilumina mais uma vez com a sua luz as trevas

Leia mais

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA DEPARTAMENTO DE LETRAS E ARTES Campus Avançado de Santo Amaro

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA DEPARTAMENTO DE LETRAS E ARTES Campus Avançado de Santo Amaro UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA DEPARTAMENTO DE LETRAS E ARTES Campus Avançado de Santo Amaro As crenças populares do interior da Bahia presentes em Memorial do inferno Santo Amaro Bahia Agosto/2006

Leia mais

MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO

MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO CAPÍTULO 2 MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO A vida futura A realeza de Jesus O ponto de vista Instruções dos Espíritos: Uma realeza terrena 1. Tornou a entrar Pilatos no palácio, e chamou a Jesus, e disse:

Leia mais

Leituras rebeldes: a presença de Maria Helena Souza Patto na História da Psicologia e da Educação

Leituras rebeldes: a presença de Maria Helena Souza Patto na História da Psicologia e da Educação Mnemosine Vol.8, nº2, p. 331-336 (2012) Biografia Leituras rebeldes: a presença de Maria Helena Souza Patto na História da Psicologia e da Educação Marcelo de Abreu Maciel Roger Chartier é um historiador

Leia mais

MISSÃO NA CIDADE UM NOVO OLHAR. Por que você deve dar este estudo

MISSÃO NA CIDADE UM NOVO OLHAR. Por que você deve dar este estudo 31 4 MISSÃO NA CIDADE UM NOVO OLHAR Por que você deve dar este estudo Chegamos ao último estudo de nossa série de 11 anos. Ao longo desses encontros, conversamos sob a luz do texto de Mateus 28.19-20a,

Leia mais

O ARCO-ÍRIS. Usado em tantas fotos, admirado quando aparece no céu, usado em algumas simbologias... e muitas vezes desconhecido sua origem.

O ARCO-ÍRIS. Usado em tantas fotos, admirado quando aparece no céu, usado em algumas simbologias... e muitas vezes desconhecido sua origem. Origem do Arco-Íris O ARCO-ÍRIS Usado em tantas fotos, admirado quando aparece no céu, usado em algumas simbologias... e muitas vezes desconhecido sua origem. Quando eu era criança, e via um arco-íris,

Leia mais

segunda-feira, 20 de agosto de 12

segunda-feira, 20 de agosto de 12 o perigo: abordagens contemporâneas (remakes) Sempre e sempre, de novo, a figura de Jesus tem sido terrivelmente amputada a fim de adaptar-se ao gosto de cada geração. Durante toda a história da igreja

Leia mais

A primeira razão pela qual Jesus chamou os discípulos foi para que estivessem consigo para que tivesses comunhão com Ele.

A primeira razão pela qual Jesus chamou os discípulos foi para que estivessem consigo para que tivesses comunhão com Ele. 1 Marcos 3:13 «E (Jesus) subiu ao Monte e chamou para si os que ele quis; e vieram a ele. E nomeou doze para que estivessem com ele e os mandasse a pregar, e para que tivessem o poder de curar as enfermidades

Leia mais

GANHADO O MUNDO SEM PERDER A FAMILIA

GANHADO O MUNDO SEM PERDER A FAMILIA TEXTO: 1 SAMUEL CAPITULO 3 HOJE NÃO É SOBRE SAMUEL QUE VAMOS CONHECER, SABEMOS QUE SAMUEL foi o último dos juízes e o primeiro dos profetas. Ele foi comissionado para ungir asaul, o primeiro rei, e a David,

Leia mais

Plano de salvação e História de salvação

Plano de salvação e História de salvação Igreja Nova Apostólica Internacional Plano de salvação e História de salvação O artigo que se segue aborda a questão de como a salvação de Deus se evidencia na realidade histórica. A origem do pensamento

Leia mais

#93r. 11.7 O Apocalipse X Mateus 24

#93r. 11.7 O Apocalipse X Mateus 24 11.7 O Apocalipse X Mateus 24 #93r Há uma grande semelhança entre a sequência dos acontecimentos do período da Tribulação, descritos no livro do Apocalipse, com relação a Mateus 24. Vamos hoje, analisar

Leia mais

Carta de Paulo aos romanos:

Carta de Paulo aos romanos: Carta de Paulo aos romanos: Paulo está se preparando para fazer uma visita à comunidade dos cristãos de Roma. Ele ainda não conhece essa comunidade, mas sabe que dentro dela existe uma grande tensão. A

Leia mais

18 Estudos Bíblicos para Evangelismo e Discipulado

18 Estudos Bíblicos para Evangelismo e Discipulado LIÇÃO 1 - EXISTE UM SÓ DEUS 18 Estudos Bíblicos para Evangelismo e Discipulado A Bíblia diz que existe um único Deus. Tiago 2:19, Ef. 4 1- O Deus que Criou Todas as coisas, e que conduz a sua criação e

Leia mais

VIVER ALÉM DA RELIGIOSIDADE

VIVER ALÉM DA RELIGIOSIDADE VIVER ALÉM DA RELIGIOSIDADE É Preciso saber Viver Interpretando A vida na perspectiva da Espiritualidade Cristã Quem espera que a vida seja feita de ilusão Pode até ficar maluco ou morrer na solidão É

Leia mais

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas (Lc 2, 1-21)

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas (Lc 2, 1-21) SANTA MARIA, MÃE DE DEUS 1 de Janeiro de 2014 Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas (Lc 2, 1-21) 1 Por aqueles dias, saiu um édito da parte de César Augusto para ser recenseada toda

Leia mais

#62. O batismo do Espírito Santo (continuação)

#62. O batismo do Espírito Santo (continuação) O batismo do Espírito Santo (continuação) #62 Estamos falando sobre alguns dons do Espírito Santo; falamos de suas obras, dos seus atributos, como opera o novo nascimento e, por último, estamos falando

Leia mais

Recomendação Inicial

Recomendação Inicial Recomendação Inicial Este estudo tem a ver com a primeira família da Terra, e que lições nós podemos tirar disto. Todos nós temos uma relação familiar, e todos pertencemos a uma família. E isto é o ponto

Leia mais

QUEM É JESUS. Paschoal Piragine Jr 1 31/08/2015

QUEM É JESUS. Paschoal Piragine Jr 1 31/08/2015 1 QUEM É JESUS Jo 1 26 Respondeu João: Eu batizo com água, mas entre vocês está alguém que vocês não conhecem. 27 Ele é aquele que vem depois de mim, e não sou digno de desamarrar as correias de suas sandálias

Leia mais

Marlon (Espírito) Psicofonia compilada por Maria José Gontijo Revisão Filipe Alex da Silva

Marlon (Espírito) Psicofonia compilada por Maria José Gontijo Revisão Filipe Alex da Silva Comunicação Espiritual J. C. P. Novembro de 2009 Marlon (Espírito) Psicofonia compilada por Maria José Gontijo Revisão Filipe Alex da Silva Resumo: Trata-se de uma comunicação pessoal de um amigo do grupo

Leia mais

Lição 01 O propósito eterno de Deus

Lição 01 O propósito eterno de Deus Lição 01 O propósito eterno de Deus LEITURA BÍBLICA Romanos 8:28,29 Gênesis 1:27,28 Efésios 1:4,5 e 11 VERDADE CENTRAL Deus tem um propósito original e eterno para minha vida! OBJETIVO DA LIÇÃO Que eu

Leia mais

LUÍS REIS TORGAL. SUB Hamburg A/522454 ESTADO NOVO. Ensaios de História Política e Cultural [ 2. IMPRENSA DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA

LUÍS REIS TORGAL. SUB Hamburg A/522454 ESTADO NOVO. Ensaios de História Política e Cultural [ 2. IMPRENSA DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA LUÍS REIS TORGAL SUB Hamburg A/522454 ESTADOS NOVOS ESTADO NOVO Ensaios de História Política e Cultural [ 2. a E D I Ç Ã O R E V I S T A ] I u IMPRENSA DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA 2 0 0 9 ' C O I M B R

Leia mais

A BELA HISTORIA DE JESUS DE NAZARÉ

A BELA HISTORIA DE JESUS DE NAZARÉ A BELA HISTORIA DE JESUS DE NAZARÉ http://cachorritosdelsenor.blogspot.com/ A páscoa Volume 29 Escola: Nome : Professor (a): Data : / / 11 Ola Filhotes, vocês sabem o que é páscoa e quando ela começou?

Leia mais

Sumário. À Guisa de Prefácio...VII Templos...IX Aconselhando o Mèdium...XV Das Reuniões e das Sociedades Espíritas... XXI

Sumário. À Guisa de Prefácio...VII Templos...IX Aconselhando o Mèdium...XV Das Reuniões e das Sociedades Espíritas... XXI Sumário À Guisa de Prefácio...VII Templos...IX Aconselhando o Mèdium...XV Das Reuniões e das Sociedades Espíritas... XXI 1. Infiltração programada...1 2. Avaliando a Ameaça...9 3. Orientando os Encarnados...

Leia mais

MANUAL. Esperança. Casa de I G R E J A. Esperança I G R E J A. Esperança. Uma benção pra você! Uma benção pra você!

MANUAL. Esperança. Casa de I G R E J A. Esperança I G R E J A. Esperança. Uma benção pra você! Uma benção pra você! MANUAL Esperança Casa de I G R E J A Esperança Uma benção pra você! I G R E J A Esperança Uma benção pra você! 1O que é pecado Sem entender o que é pecado, será impossível compreender a salvação através

Leia mais

O PAI É MAIOR DO QUE O FILHO

O PAI É MAIOR DO QUE O FILHO O PAI É MAIOR DO QUE O FILHO O PAI É MAIOR DO QUE O FILHO Vós ouviste o que vos disse: Vou e retorno a vós. Se me amásseis, ficaríeis alegres por eu ir para o Pai, porque o Pai é maior do que eu. João

Leia mais

Um pouco mais de história

Um pouco mais de história Um pouco mais de história Narrativa bíblica De acordo com João, este milagre ocorreu perto da "Porta das Ovelhas", perto de uma fonte ou "piscina" que é chamada de Betesda em aramaico. Ali costumava juntar

Leia mais

Gr.Bíblico. Evangelho de. Nossa Senhora Conceição. São Mateus Ano litúrgico A

Gr.Bíblico. Evangelho de. Nossa Senhora Conceição. São Mateus Ano litúrgico A Evangelho de São Mateus Ano litúrgico A O Segundo Envangelho O TEMPO DE JESUS E O TEMPO DA IGREJA Este Evangelho, transmitido em grego pela Igreja, deve ter sido escrito originariamente em aramaico, a

Leia mais

APRESENTAÇÃO. Sobre Fernando Pessoa

APRESENTAÇÃO. Sobre Fernando Pessoa SUMÁRIO APRESENTAÇÃO Sobre Fernando Pessoa... 7 Ricardo Reis, o poeta clássico... 21 ODES DE RICARDO REIS... 29 CRONOLOGIA... 170 ÍNDICE DE POEMAS... 175 5 6 APRESENTAÇÃO Sobre Fernando Pessoa Falar de

Leia mais

ÁLVARO DE CAMPOS, ENGENHEIRO NAVAL E POETA FUTURISTA

ÁLVARO DE CAMPOS, ENGENHEIRO NAVAL E POETA FUTURISTA Álvaro de Campos ÁLVARO DE CAMPOS, ENGENHEIRO NAVAL E POETA FUTURISTA ÁLVARO DE CAMPOS, ENGENHEIRO NAVAL E POETA FUTURISTA concede ao [jornal «...»] uma entrevista sensacional: A situação da Inglaterra

Leia mais

I. A decadência espiritual da sociedade - O Sal Se tor vers. 1-5

I. A decadência espiritual da sociedade - O Sal Se tor vers. 1-5 ESTUDO 09-6:1-13 A MANIFESTAÇÃO DA IRA E DA GRAÇA DE DEUS : Existem aspectos no Evangelho de Cristo que são extremamente duros, e ao mesmo tempo consoladores. Quando pensamos na seriedade do pecado diante

Leia mais

#61. 10.14 O batismo do Espírito Santo

#61. 10.14 O batismo do Espírito Santo 10.14 O batismo do Espírito Santo #61 Estudamos o novo nascimento e vimos como o Espírito Santo realiza essa obra juntamente com a Palavra de Deus. Tínhamos que entender o novo nascimento e como alguém

Leia mais

6. Pergunta de Transição: Quem é o meu próximo? 7. Frase de Transição: Quando usamos de misericórdia estamos agindo para a salvação.

6. Pergunta de Transição: Quem é o meu próximo? 7. Frase de Transição: Quando usamos de misericórdia estamos agindo para a salvação. 1 SERMÃO EXPOSITIVO TITULO: UM MINISTÉRIO DE COMPAIXÃO Lucas 10:25-37. INTRODUÇÃO 1. Saudações: Saúdo a todos os irmãos e amigos desta igreja com a paz do Senhor Jesus e a certeza na esperança de sua breve

Leia mais

Poderá interromper e dialogar com o grupo; montar perguntas durante a exibição; montar grupos de reflexão após a exibição, e assim por diante.

Poderá interromper e dialogar com o grupo; montar perguntas durante a exibição; montar grupos de reflexão após a exibição, e assim por diante. O Catequista, coordenador, responsável pela reunião ou encontro, quando usar esse material, tem toda liberdade de organizar sua exposição e uso do mesmo. Poderá interromper e dialogar com o grupo; montar

Leia mais

CONHECENDO AS SEITAS

CONHECENDO AS SEITAS CONHECENDO AS SEITAS RELIGIÃO: deriva do termo latino "Re-Ligare", que significa "religação" com o divino. SEITA: é um grupo que afirma ser cristão, porém nega uma verdade essencial do cristianismo bíblico.

Leia mais

A Unidade de Deus. Jesus Cristo é o Único Deus. Pai Filho Espírito Santo. Quem é Jesus? Como os Apóstolos creram e ensinaram? O que a Bíblia diz?

A Unidade de Deus. Jesus Cristo é o Único Deus. Pai Filho Espírito Santo. Quem é Jesus? Como os Apóstolos creram e ensinaram? O que a Bíblia diz? A Unidade de Deus Quem é Jesus? Como os Apóstolos creram e ensinaram? O que a Bíblia diz? Vejamos a seguir alguns tópicos: Jesus Cristo é o Único Deus Pai Filho Espírito Santo ILUSTRAÇÃO Pai, Filho e Espírito

Leia mais

#101r. (Continuação) Apocalipse 13:1~10; a besta que subiu do mar.

#101r. (Continuação) Apocalipse 13:1~10; a besta que subiu do mar. (Continuação) Apocalipse 13:1~10; a besta que subiu do mar. #101r Na aula passada, iniciamos o estudo do cap13 de Apocalipse, onde, como falamos de certa forma descreve o personagem mais importante da

Leia mais

Religião, Cristianismo e os significados

Religião, Cristianismo e os significados Religião, Cristianismo e os significados Religião: 1 - Crença na Carlos Alberto Iglesia Bernardo das existência palavras Manifestação dicionário Aurélio de - tal editora crença Nova pela Fronteira doutrina

Leia mais

DESAFIOS PARA NOSSA MISSÃO HOJE ENVIADOS ÀS FRONTEIRAS

DESAFIOS PARA NOSSA MISSÃO HOJE ENVIADOS ÀS FRONTEIRAS DESAFIOS PARA NOSSA MISSÃO HOJE ENVIADOS ÀS FRONTEIRAS Introdução Iniciamos nossa oração comunitária acolhendo as palavras que o Santo Padre dirigiu aos membros da Congregação Geral 35: Hoje desejo animar-vos

Leia mais

Entrevistada por Maria Augusta Silva

Entrevistada por Maria Augusta Silva ANA HATHERLY Entrevistada por Maria Augusta Silva Nesta cidade-mundo, num mundo terrível, quem pode criar o verso de júbilo? Todos os mundos têm sido terríveis, mas só falo daquele que diretamente conheço.

Leia mais

Porque Deus mandou construir o tabernáculo?

Porque Deus mandou construir o tabernáculo? Aula 39 Área da Adoração Êxodo 19:5~6 Qual o significado de: vós me sereis reino sacerdotal? Significa que toda a nação, não parte, me sereis reino sacerdotal, povo santo, nação santa. Israel era uma nação

Leia mais

É POSSÍVEL CONVIVER COM UM LOBO? Pr. Bullón. www.sisac.org.br

É POSSÍVEL CONVIVER COM UM LOBO? Pr. Bullón. www.sisac.org.br É POSSÍVEL CONVIVER COM UM LOBO? Pr. Bullón www.sisac.org.br "No capítulo 7 da epístola aos Romanos, encontramos o grito desesperado de um homem que não conseguia viver à altura dos princípios que conhecia.

Leia mais

CANTOS - Novena de Natal

CANTOS - Novena de Natal 1 1 - Refrão Meditativo (Ritmo: Toada) D A7 D % G Em A7 % Onde reina o amor, frater---no amor. D A7 D % G A7 D Onde reina o amor, Deus aí está! 2 - Deus Trino (Ritmo: Balada) G % % C Em nome do Pai / Em

Leia mais

É verdade que só começo um livro quando descubro uma pluma branca. Isso é um ritual que me impus apesar se só escrever uma vez cada dois anos.

É verdade que só começo um livro quando descubro uma pluma branca. Isso é um ritual que me impus apesar se só escrever uma vez cada dois anos. 1) Como está sendo a expectativa do escritor no lançamento do livro Ser como um rio que flui? Ele foi lançado em 2006 mas ainda não tinha sido publicado na língua portuguesa, a espera do livro pelos fãs

Leia mais

LECTIO DIVINA Domingo V da Páscoa Ano B

LECTIO DIVINA Domingo V da Páscoa Ano B LECTIO DIVINA Domingo V da Páscoa Ano B Autor: Ricardo Grzona e Cristian Buiani, frpo Tradução: Adriano Israel (PASCOM) PRIMEIR LEITURA: Atos dos Apóstolos 9, 26-31 SALMO RESPONSORIAL: Salmo 21 SEGUNDA

Leia mais

A AÇÃO EDUCATIVA NA ÓTICA DAS SETE LEIS DO APRENDIZADO RESUMO

A AÇÃO EDUCATIVA NA ÓTICA DAS SETE LEIS DO APRENDIZADO RESUMO 1 A AÇÃO EDUCATIVA NA ÓTICA DAS SETE LEIS DO APRENDIZADO Julimar Fernandes da Silva 1. RESUMO A Educação nos dias atuais é um desafio constante, tanto para a sociedade como para Igreja cristã. Nesse sentido,

Leia mais

PARÓQUIA NOSSA SENHORA APARECIDA e SÃO LOURENÇO Em obediência à vossa palavra, lançarei as redes (Lc 5,5b)

PARÓQUIA NOSSA SENHORA APARECIDA e SÃO LOURENÇO Em obediência à vossa palavra, lançarei as redes (Lc 5,5b) Evangelho A palavra Evangelho significa: Boas Novas. Portando, não temos quatro evangelhos, mas quatro evangelistas que escreveram, cada um, conforme sua visão, as boas-novas de salvação, acerca do Senhor

Leia mais

Lição 07 A COMUNIDADE DO REI

Lição 07 A COMUNIDADE DO REI Lição 07 A COMUNIDADE DO REI OBJETIVO: Apresentar ao estudante, o ensino bíblico sobre a relação entre a Igreja e o Reino de Deus, para que, como súdito desse reino testemunhe com ousadia e sirva em amor.

Leia mais

ESTUDANDO O LIVRO DOS ESPÍRITOS

ESTUDANDO O LIVRO DOS ESPÍRITOS ESTUDANDO O LIVRO DOS ESPÍRITOS OBJETIVO GERAL: Com base em O Livro dos Espíritos, também eixo gerador das demais quatro obras básicas da Codificação Espírita, estudar a Doutrina Espírita, estudar ALLAN

Leia mais

O que a Igreja precisa saber para ser

O que a Igreja precisa saber para ser O que a Igreja precisa saber para ser Atos 20.17-38 Israel Mazzacorati Ibaviva Julho 2015 De Mileto, Paulo mandou chamar os presbíteros da igreja de Éfeso. Quando chegaram, ele lhes disse: Vocês sabem

Leia mais

A BÍBLIA, A ARQUEOLOGIA E A HISTÓRIA DE ISRAEL E JUDÁ

A BÍBLIA, A ARQUEOLOGIA E A HISTÓRIA DE ISRAEL E JUDÁ A BÍBLIA, A ARQUEOLOGIA E A HISTÓRIA DE ISRAEL E JUDÁ Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Kaefer, José Ademar A Bíblia, a arqueologia e a história

Leia mais

CATEQUESE Sua Santidade o Papa Bento XVI Praça de São Pedro Vaticano Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2012

CATEQUESE Sua Santidade o Papa Bento XVI Praça de São Pedro Vaticano Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2012 CATEQUESE Sua Santidade o Papa Bento XVI Praça de São Pedro Vaticano Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2012 Queridos irmãos e irmãs, No caminho do Advento a Virgem Maria ocupa um lugar particular como aquela

Leia mais

A Palavra de Deus. - É na Palavra de Deus que o homem encontra o conhecimento a respeito da Vida, de onde viemos e onde vamos viver a eternidade.

A Palavra de Deus. - É na Palavra de Deus que o homem encontra o conhecimento a respeito da Vida, de onde viemos e onde vamos viver a eternidade. A Palavra de Deus 2 Timóteo 3:16-17 Pois toda a Escritura Sagrada é inspirada por Deus e é útil para ensinar a verdade, condenar o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver. 17 E isso

Leia mais

O ser humano é comunicação

O ser humano é comunicação O ser humano é comunicação Sem. Andrey Nicioli anicioli@hotmail.com Catequese Arqudiocesana Pouso Alegre 14/11/2015 Primeira certeza O termo comunicação é abrangente e não se restringe aos meios midiáticos.

Leia mais

PROJETO DE LEITURA PRÉ-LEITURA

PROJETO DE LEITURA PRÉ-LEITURA PROJETO DE LEITURA PRÉ-LEITURA ATIVIDADES ANTERIORES À LEITURA INTENÇÃO: LEVANTAR HIPÓTESES SOBRE A AUTORA, SOBRE O LIVRO, INSTIGAR A CURIOSIDADE E AMPLIAR O REPERTÓRIO DO ALUNO Para o professor Ou isto

Leia mais

CANTOS PARA O NATAL CANTO DE ENTRADA:

CANTOS PARA O NATAL CANTO DE ENTRADA: CANTO DE ENTRADA: CANTOS PARA O NATAL 01. PEQUENINO SE FEZ (SL 95): J.Thomaz Filho e Fr.Fabretti Pequenino se fez nosso irmão, Deus-conosco! Brilhou nova luz! Quem chorou venha ver que o Menino tem razão

Leia mais

A IGREJA E O ESPIRITISMO DIANTE DA FÉ E DA RAZÃO

A IGREJA E O ESPIRITISMO DIANTE DA FÉ E DA RAZÃO A IGREJA E O ESPIRITISMO DIANTE DA FÉ E DA RAZÃO Eliseu Mota Júnior motajunior@uol.com.br A origem da palavra encíclica, etimologicamente falando, remonta às cartas circulares enviadas pelos bispos a colegas

Leia mais