Direito Tributário. Aula 16. Os direitos desta obra foram cedidos à Universidade Nove de Julho

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1 Direito Tributário Aula 16 Os direitos desta obra foram cedidos à Universidade Nove de Julho

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3 Aula 16: Responsabilidade tributária Objetivo: Estudar a responsabilidade tributária. Responsabilidade tributária Responsabilidade nos liga à ideia de alguém responder pelo descumprimento de um dever jurídico. No entanto, responsabilidade e dever jurídico não se confundem. A responsabilidade está sempre ligada ao descumprimento do dever, isto é, à não prestação; é a sujeição de alguém à sanção. Tal sujeição geralmente é de quem tem o dever jurídico, mas pode ser atribuída a quem não o tem. No Direito tributário, a palavra responsabilidade tem um sentido amplo e outro estrito. Em sentido amplo, é a submissão de determinada pessoa, contribuinte ou não, ao direito do fisco de exigir a prestação da obrigação tributária Essa responsabilidade vincula quaisquer dos sujeitos passivos da relação obrigacional tributária. Em sentido estrito, é a submissão em virtude de disposição legal expressa, de determinada pessoa que não é contribuinte, mas está vinculada ao fato gerador da obrigação tributária, ao direito do fisco de exigir a prestação respectiva. Responsável tributário é, então, o sujeito passivo da obrigação que, sem revestir a condição de contribuinte, vale dizer, sem ter relação pessoal e direta com o fato gerador respectivo, possui vínculo com a obrigação decorrente de dispositivo expresso da lei. Responsabilidade por substituição ou supletiva Essa responsabilidade deve ser atribuída a quem tenha relação com o fato gerador, isto é, à pessoa vinculada ao fato gerador da respectiva obrigação. Não uma vinculação pessoal e direta, pois, assim sendo, estaria configurada a condição de contribuinte, mas é indispensável uma relação, uma vinculação com o fato

4 gerador, para que alguém seja considerado responsável, vale dizer, sujeito passivo indireto. A lei pode, ao atribuir a responsabilidade tributária, liberar o contribuinte, mas também pode atribuir responsabilidade apenas supletiva, isto é, sem liberar o contribuinte. Tanto pode ser total ou apenas parcial, conforme estabelece o CTN em seu artigo 128. Substituto tributário É aquele a quem a lei atribui a obrigação de recolher o tributo devido pelo ponto de venda a que será fornecido o produto. O fato gerador, neste caso, é a venda, que ainda não ocorreu. O comerciante, neste caso, recolhe o tributo, parte como seu legítimo contribuinte, parte como responsável, substituto tributário, que é o do ponto de venda final, o varejista. Responsabilidades por transferências A responsabilidade tributaria, segundo o CTN, pode ser dos sucessores, de terceiros ou por atos de infração. Responsabilidade dos sucessores Suceder significa vir depois, a seguir e, em termos da responsabilidade tributária por sucessão, deve-se aplicar a todos os créditos tributários constituídos, em curso de constituição na data do ato que efetiva a sucessão e mesmo aos que, constituídos posteriormente, refiram-se a fatos geradores ocorridos anteriormente, conforme se vê da regra do artigo 129 do CTN. Podemos citar como exemplo o caso do adquirente de um bem móvel ou imóvel, o espólio, o sucessor a qualquer título e o cônjuge, meeiro, assim como o adquirente de fundo de comércio ou estabelecimento e a pessoa jurídica resultante de fusão, cisão, incorporação ou transformação assumem a responsabilidade tributária pela pessoa física ou jurídica sucedida.

5 A partir da ocorrência do evento mencionado, transfere-se ao sucessor a responsabilidade tributária. A partir daí, o sucessor assume obrigações na qualidade de responsável tributário. Responsabilidade de terceiros O artigo 134 do CTN estabelece que, nos casos de impossibilidade do cumprimento da obrigação, nos atos em que intervierem ou pelas omissões de que forem responsáveis: I - Os pais, pelos tributos devidos por seus filhos menores. II - Os tutores e curadores, pelos tributos devidos por seus tutelados ou curatelados. III - os administradores de bens de terceiros, pelos tributos devidos por estes. IV - o inventariante, pelos tributos devidos pelo espólio. V - o síndico e o comissário, pelos tributos devidos pela massa falida ou pelo concordatário. VI - os tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício, pelos tributos devidos sobre os atos praticados por eles, ou perante eles, em razão de seu ofício; VII - os sócios, no caso de liquidação de sociedade de pessoas. A responsabilidade de terceiros, prevista no artigo 134 do CTN, pressupõe duas condições: a primeira é que o contribuinte não possa cumprir sua obrigação, a segunda é que o terceiro tenha participado do ato que configure o fato gerador do tributo ou em relação a este se tenha indevidamente omitido. De modo nenhum se pode concluir que os pais sejam sempre responsáveis pelos tributos devidos por seus filhos menores nem que os tutores ou curadores sejam sempre responsáveis pelos tributos devidos pelos seus tutelados ou curatelados, etc. É preciso que exista uma relação entre a obrigação tributária e o comportamento daquele a quem a lei atribui a responsabilidade. Importante: A responsabilidade dos terceiros, só se aplica aos tributos e às penalidades de caráter moratório.

6 Responsabilidade por infrações O CTN acolheu, no seu artigo 136, a chamada responsabilidade objetiva. Sendo assim, a responsabilidade por infrações independe da intenção do agente. Torna-se, portanto, irrelevante indagar se o agente agiu com dolo ou com culpa. Não importa, também, a efetividade, a natureza e a extensão dos efeitos do ato praticado, salva disposição de lei em contrário. A infração se reputa consumada pela simples ocorrência dos pressupostos de fato descritos na lei (concretização da hipótese legal). Em princípio, a responsabilidade tributária, como vimos, é do contribuinte. Porém, em certos casos, expressamente previstos, a responsabilidade é daquele que cometer a infração, ou seja, do agente, sem que haja o envolvimento do contribuinte. Vale a pena conferir A responsabilidade tributária dos sócios e administradores de sociedades limitadas. Disponível em: <http://www.mp.pr.gov.br/>. Agora acesse o AVA e desenvolva os exercícios propostos. * O QR Code é um código de barras que armazena links às páginas da web. Utilize o leitor de QR Code de sua preferência para acessar esses links de um celular, tablet ou outro dispositivo com o plugin Flash instalado.

7 REFERÊNCIAS CARVALHO, P. de B. Curso de direito tributário. Rio de Janeiro: Saraiva, CASSONE, V. Direito Tributário. São Paulo: Atlas, COELHO, Fábio Ulhoa. Curso de Direito Comercial. São Paulo: Saraiva, SITES BRASIL, Código Tributário Nacional. Legislação Federal. Disponível em: <http://www2.planalto.gov.br/>. Acesso em: 18 abr BRASIL, Constituição Federal. Legislação Federal. Disponível em: <http://www2.planalto.gov.br/>. Acesso em: 18 abr

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