A REINVENÇÃO DA CIDADANIA: QUAL O RITO DE PASSAGEM?

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A REINVENÇÃO DA CIDADANIA: QUAL O RITO DE PASSAGEM?"

Transcrição

1 A REINVENÇÃO DA CIDADANIA: QUAL O RITO DE PASSAGEM? Maria das Graças Pinto Coelho Doutora em Educação - UFRN 1 Introdução Um mundo trânsfuga se descortina diante de nós. Rápidas mudanças sócio-ecônomicas e culturais acontecem por toda parte e revisitar a educação tornou-se hoje uma prioridade mundial. Mesmo respeitando as transições históricas locais, diferentes países promovem reformas em seus sistemas educacionais com a finalidade de torná-los mais eficientes e equitativos para o preparo da nova cidadania. Uma cidadania confrontada pela nova ordem mundial das tecnologias de comunicação, pela sociedade de informação, ou sociedade mediática, de comunicação de massas, por movimentos diásporas empurrados pelo processo de globalização que influenciam, sobremaneira, os processos produtivos, acarretando desdobramentos sócio-econômicos, políticos e éticos para o conjunto da sociedade. Nesse processo criou-se o consenso de que o conhecimento, a capacidade de processar e selecionar informações, a criatividade e a iniciativa, são as principais matérias primas do desenvolvimento. Representam a competência que cada localidade dispõe para gerar e negociar sentido na busca de sua própria inclusão no sistema globalizado. Introduz-se nas agendas sociais dos países desenvolvidos o deslocamento das prioridades de investimento em infra-estrutura e equipamentos para a formação de habilidades cognitivas e competências sociais da população. Nesse deslocamento a educação escolar encontra uma prioridade máxima na agenda. Ainda nessa perspectiva, países europeus como França, Inglaterra e Alemanha, regidos pela Social democracia, colocam como sendo o maior desafio da globalização a competividade econômica com equidade social. Castells (1999), que desenvolve uma bem articulada teoria sobre a era da informação, acredita que se a economia realmente está ligada através do planeta, as sociedades não devem ser analisadas de forma independente. E que a teoria da sociedade de informação não pode se concentrar na análise das sociedades desenvolvidas porque tem que levar em consideração as sociedades em desenvolvimento, suas pecularidades e os efeitos interativos entre as estruturas sociais que se perfilam ao longo das redes econômicas mundiais. No caso da ênfase na educação, é consenso que as novas idéias que se desenvolvem no mundo globalizado para estimular o desenvolvimento cognitivo da população, podem influenciar mudanças políticas e sociais no mundo contemporâneo. A discussão envolve feminismo, ecologia, media, liberdade individual entre outros pressupostos na composição das novas idéiais que podem fundamentar uma verdadeira prática educacional e promover mais humanidade na sociedade global. A agenda social brasileira também inclui na última década os tópicos de globalização, nova economia ou novas tecnologias; sociedade de informação, o que gera uma crescente demanda por competências sociais. No entanto, apesar dessa agenda possuir os mesmos componentes globalizados das outras nações desenvolvidas, a agenda nacional ainda resgata estratégias apropriadas às peculiaridades sócio-ecônomicas locais, até para garantir o direito de inserção na globalização. As peculiaridades brasileiras passam, sobremaneira, pela transformação do processo produtivo para habilitar o País à competitividade dos mercados globais. É consenso que essa inserção depende do investimento prioritário na educação. Expressar rapidamente o aporte nacional na globalização, começa por reafirmar os largos passos que precisam ser dados para o encontro da educação de jovens e adultos. É preciso lembrar que a escolaridade brasileira é muito aquém dos países desenvolvidos e perde inclusive para alguns países em desenvolvimento como a Argentina, ou Uruguai, que estão aqui, bem ao lado do Brasil. O aumento da escolaridade de jovens e adultos brasileiros é um dos fatores que podem contribuir para associar crescimento econômico com a melhoria da qualidade de vida da população. E mais ainda: serve

2 também à consolidação dos valores democráticos nacionais que continuam passíveis de um referendum global, diante de tantas desigualdades sociais, plenas de iniquidades, que incomodam o Estado de direito democrático e a capacitação para a cidadania. 2 Telecurso 2000 Educação para o Trabalho Nesse contexto surge o Telecurso 2000 Educação para o trabalho. Organizações governamentais brasileiras Ministérios do trabalho e Educação - junto com o empresariado nacional Confederação Nacional das Indústrias (CNI), através do Serviço Social da Indústria (SESI); e das entidades executoras privadas; Fundação Bradesco e Fundação Roberto Marinho, viablizaram o Telecurso utilizando-se das novas tecnologias de educação à distância. Essa é a estratégia de maior destaque pensada para aprimorar o desenvolvimento econômico brasileiro e certamente para ajustar mais rapidamente o trabalhador nacional ao processo de competitividade dos mercados globalizados. O Telecurso foi originalmente concebido para promover a escolaridade, utilizando os meios da educação à distância, de aproximadamente 10 milhões de trabalhadores brasileiros que oscilam entre o analfabetismo, a alfabetização instrumental, ou têm menos do que 8 (oito) anos de escolaridade. Foi implantado em 1995 e hoje sua expansão não se restringe a educação supletiva do trabalhador, mas já está sendo utilizado como alternativa à educação formal em alguns Estados brasileiros, como Ceará, Maranhão, Rio Grande do Norte, entre outros. A meta das instituições envolvidas diretamente com a execução do Projeto, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Fundação Roberto Marinho e Fundação Bradesco, é a de atingir uma população de cerca de 50 milhões de pessoas acima de 14 anos de idade que evadiram ou não frequentaram a escola e mais ainda: educandos que vivem em localidades que não dispõem de escolas tradicionais. A abordagem do Projeto Telecurso 2000 realizada aqui é parte do nosso estudo de tese de doutorado, que é fundamentada na análise de discurso. Estamos recorrendo à análise de discurso para dialogar com as teorias que tentam explicar os fenômenos produzidos pela comunicação mediática na sociedade contemporânea. Enfatizamos a análise crítica do ponto de vista teórico, onde a análise de discurso adquire seu próprio senso metodológico. Destacado na conexão da linguagem com o uso que a estrutura social faz dela, na forma de representação que diferentes categorias estabelecem em suas práticas sociais no interesse de projetar uma particular concepção da realidade. No entanto, estamos atentos para as limitações que envolvem a análise do discurso mediático. São limitações que sinalizam à impossibilidade de se acertar nas intenções do produtor ou mesmo de se avaliar o impacto que os produtos mediáticos sofrem junto ao público leitor/televisivo. Qualquer análise mediática se limita ao que ela pode oferecer como hipóteses provocativas e produtivas sobre os processos analisados. No caso específico dessa pesquisa, a investigação aglutina material relacionado direta e indiretamente com o nosso objeto que engloba a análise de expressão de mais de 30% da programação exibida pelo Telecurso 2000 Educação para o Trabalho, com base no núcleo comum de 3 a 8 séries do 1 Grau que tem uma carga horária de 90hs/aula tv/vt da qual analisamos 30hs/aula; e estamos trabalhando agora na interpretação dos textos escritos que acompanham as aulas televisivas e na análise crítica dos documentos oficiais produzidos para fundamentar o projeto Telecurso. Na perspectiva de resgatar a história, o conteúdo e o contexto de produção da programação do Telecurso 2000, e a partir daí estabelecer uma abordagem que combine a análise cultural crítica dos meios e o levantamento do perfil da audiência, se fez necessário entender, em primeira mão, como funciona e se estrutura o discurso mediático que é posto na programação. Pesquisamos principalmente o elo da proposta técnico-pedagógica do Projeto com a programação exibida no que diz respeito à construção da cidadania. Os fundamentos técnico-pedagógicos que dão sustentação ao Telecurso 2000 podem ser divididos em quatro grandes eixos: educação centrado no mundo do trabalho; o ensino em

3 contexto; o desenvolvimento de habilidades básicas e o desenvolvimento de atitudes de cidadania. Interconectamos as habilidades básicas com as mudanças paradigmáticas da sociedade de informação, intensificadas pelos aspectos conceitual e abstrato requeridos pelo novo mundo do trabalho e articulamos esse eixo com atitudes de cidadania. Na análise, integramos uma quarta dimensão à clássica discussão sobre cidadania, afinada com as transformações sociais que acompanham a expansão dos meios na sociedade contemporânea. Entretanto, desde que formas complexas de acesso à educação através dos meios estão sendo desenvolvidas, é interessante se observar quais os conceitos de cidadania que estão sendo cotejados através da programação exibida com a finalidade de transmitir a idéia de construção de cidadania. O Telecurso detém um discurso mediático natural, já que é produzido no locus de sua própria concepção. A educação à distância e em especial o Telecurso 2000 Educação para o trabalho, é sujeito e objeto de uma sociedade em transformação, é o produto mais bem acabado das novas práticas sociais registradas na sociedade de informação. Ambos os eixos parecem estar desarticulados entre si porque seus pressupostos ora nos levam para a análise político-econômica da sociedade, ora nos levam à análise cultural. Essa oscilação causa uma certa tensão dialética para o pesquisador, obrigando-o a ficar atento para não sucumbir diante da aparente cisão entre os dois modelos de análises antevistos o que criaria uma certa ilusão de percurso, desviando-o da análise crítica da sociedade de informação. O primeiro eixo diz respeito à aquisição das habilidades básicas, que parecem ser relevantes pela premência para que as nações globalizadas adotem novas competências. E que, segundo os fundamentos pedagógicos analisados, é uma proposta desenhada para encarar os desafios que o mundo, especialmente o do trabalho, vem enfrentando para atender as demandas por novas competências impostas pela constante evolução das novas tecnologias de comunicação e informação. Já o segundo eixo analisado, concentra seus fundamentos no desenvolvimento de atitudes de cidadania, que para se articular com a proposta anterior habilidades básicas preparada para enfrentar a sociedade de informação globalizada, estaria reconhecendo a existência de uma nova cidadania, de uma nova ordem social. Analisando as duas premissas: o atendimento das demandas por novas competências e o incentivo ao exercício da cidadania, estamos percorrendo os textos do telecurso em busca de um sentido que articule a sociedade de informação, globalizada, com o sentido que o engendra. Em relação às atitudes de cidadania um diapasão monótono salienta-se nos textos: o reconhecimento de uma identidade particular do cidadão, quase uma abordagem psicanalítica na construção do conceito de cidadania. Sobre essa abordagem específica detalharemos a seguir. Para pensar sobre a reinvenção dos conceitos de cidadania engendrada pela sociedade de comunicação de massas, o que poderia articular as duas propostas do conteúdo programático do Telecurso e permitiria a interseção entre cultura, cidadania e consumo, procuramos restabelecer um diálogo com quem está pensando a cidadania contemporânea. É reconhecido o poder educativo da cultura da informação e o direcionamento dela à lógica social do consumo Baudrillard (1995). Daí esticar o tripé: cultura, cidadania e consumo para entender melhor a competição na aquisição de bens simbólicos na sociedade de informação. Uma sociedade que tem sua ordem estruturada em cima do setor de informações, o que gera elevadas barreiras de admissão e técnicas eficazes de exclusão. Segundo Baudrillard (1995), a lógica social do consumo não é a da apropriação individual do valor de uso (grifo dele) dos bens e dos serviços lógica de produção desigual, em que uns têm direito ao milagre e outros apenas às migalhas do milagre-; também não é a lógica da satisfação, mas a lógica da produção e da manipulação dos significantes socias (p.59). Olhando nessa perspectiva, Baudrillard (1995), diz ainda que o processo de consumo deve ser analisado sob dois aspectos essenciais: primeiro, como processo de significação e comunicação e o segundo, como processo de classificação e de diferenciação social. A lógica social do consumo busca entendê-lo como uma instituição de classe, igual que a escola, porque na prática social nem todos têm as mesmas possibilidades escolares, assim como nem todos têm o mesmo discernimento para a compra. Existe desigualdade na aquisição de objetos

4 e enquanto a compra é regulada pelo poder de compra, o o grau de instrução depende da ascendência de classe. Ou seja, apesar de todos aparentemente terem acesso aos objetos e ao saber, existe, no entanto uma discriminação radical no sentido de que só alguns ascendem à lógica autônoma e racional dos elementos do ambiente ( uso funcional, organização estética, realização cultural (Baudrillard, 1995, p.58). Para a grande maioria os objetos não são adquiridos pelo seu valor de uso e sim por uma certa mágica que os envolvem. Uma marca, um status, que dá vida a lógica fetichista que também transforma idéiais, lazeres, saber e cultura em objeto e que, ainda segundo Baudrillard (1995), constitui-se a ideologia do consumo. Bourdieu (1983), também entra no debate e examina com bastante propriedade a ligação entre práticas de consumo e classe social. Desenha uma distinção entre dois tipos de capital. Normalmente, quando pensamos em capital, pensamos no econômico, mas para ele existe outro tipo de capital que as vezes pode ser transformado em capital econômico, embora também possa se opor a este. O segundo tipo de capital, é o capital cultural e seu conceito chave para explicar esse capital é a educação. As elites que frequentam as escolas costumam criar um mundo de palavras e signos que constituiem um senso de realidade particular, combinando objetos de consumo com maneiras exclusivas de consumo. Um exemplo, pode ser lembrado pelo jornal diário que um mesmo grupo social lê, transformando essa prática em uma marca de classe. Em outras palavras, o capital cultural permite que as mais fundamentais diferenças sociais possam ser expressas. Essa expressão indica que cada ato de consumo é considerado um signo de diferença social, ou uma distinção de classe A abordagem de Bourdieu (1983) recoloca a questão do consumo no espaço social e enfatiza que o saber e a cultura podem ser um engodo para criar mais diferenças sociais e uma segregação social mais aguda entre aqueles que possuem a chave da educação, o código que permite o seu uso legítimo, racional e eficaz e aqueles que apenas consomem esse saber e essa cultura sem participar de seu processo produtivo. São os cosumidores passivos de um deleite mágico, que não mantêm uma avaliativa distância das coisas. Obviamente que ao se reconhecer a sociedade de informação como a sociedade de cultura de massas, que abriga a mediatização de todas as suas instâncias, inclusive a estrutura de classes em dimensões simbólicas, reconhecemos também a criação de uma nova classe de cidadão. Os novos protagonistas dessa cidadania emergem nos movimentos sociais de Os movimentos estudantís e os protestos contra a guerra do Vietnã não eram movimentos contra uma objetiva forma de opressão, mas pela transformação das relações sociais na vida cotidiana. Eles estendiam a contestação política para novas esferas como corpo, vida saudável, feminismo, meio ambiente, vida urbana e o que era discutido apenas na intimidade do lar tornou-se público e desafiou as estruturas do poder vigente (Habermas, 1987). 3 Cotejando Cidadania A partir dessa nova articulação de forças no coração da sociedade civil, existe uma certa inquietação entre os estudiosos do campo mediático, Stevenson (2001), direcionada à revisão do conceito de cidadania estabelecido no senso comum tendo em vista, ainda, a amplitude do processo de globalização que norteia os meios de comunicação e a fragmentação das subjetividades introduzida nesse processo. O conceito de cidadania mais propriamente aceito pelas correntes que pensam o contemporâneo, atribuído ao sociólogo inglês T.H. Marshall (1967), está dividido em três dimensões. A primeira, dá conta dos direitos civis (direito de propriedade, acesso à justiça, etc ) e foi largamente desenvolvida durante o século 18. O próximo século, 19, estabelece a dimensão da cidadania através do desenvolvimento dos direitos políticos na forma do direito ao voto em eleições democráticas e dirieto à livre associação. Finalmente, no século 20 surge lado a lado com o Estado Social, direitos que protegem contra a pobreza, o desemprego e más condições de saúde, falta de escolaridade, entre outros. Esses direitos automaticamente implicam em algumas obrigações e estabelecem, por outro lado, uma hierarquia ou um certo status à cidadania.

5 Portanto, o conceito de cidadania está sendo cotejado ao longo do tempo em três dimensões: civil, política e social. No entanto, a maneira como se formaram os Estados-nação, condiciona assim a construção da cidadania tal qual se pratica atualmente. Essa relação aponta para um complicador que surge hoje com muita força: o consenso a respeito da idéia de que o Estado-nação está em crise diante da expansão da transnacionalização do capital, dos costumes, dos bens e produtos. A internacionalização do sistema capitalista que começa, segundo Ianni (1996), no século XV e se expande pelo século XVII, que parece se consolidar no processo de globalização, na nova economia, na sociedade de informação, introduz uma quarta dimensão para esse conceito, que é a dimensão cultural. Direitos e deveres culturais tem um locus central de aplicação exatamente nos sistemas de comunicação de massa. Cidadania cultural baseia-se em necessidades universais, mas procura destacar, sobretudo, as identidades culturais locais para fazer fase a globalização e a uma forte fragmentação de identidades culturais na progamação. Paradoxalmente, o cidadão cultural é o produto da livre mobilidade de bens e pessoas, mais do que a formulação legal de direitos e obrigações, o que nos permite ligar o tráfico global de bens e símbolos às questões de consumo. Direitos e deveres nos meios de comunicação de massa devem ser aplicados nos termos que alguns estudiosos da área chamam de particular esfera da justiça. A noção central que emana dessa idéia é a de igualdade complexa. Na forma simples de igualdade somente poderemos considerar igual se todos tiverem acesso a mesma fonte de informações, ou possuirem o mesmo número de televisores, rádios, video-cassete, satélites, acessando o mesmo número de serviços. Mas em uma sociedade onde existe plural opções de bens e serviços, ninguém pode almejar possuir ou acessar o último modelo de tecnologia ou a mesma quantidade de serviços. A diferença entre os países desenvolvidos e detêm a propriedade da última tecnologia e as nacões que não desenvolveram o último modelo, é bastante complexa e reside exatamente na alta qualidade da informação que é produzida e se faz circular. Isto porque nas sociedades em desenvolvimento, e desenvolvidas, a questão do acesso à informação começa a ser relativada já que a quase todos os cidadãos esse acesso é permitido. Diante da facilidade de acesso, o critério de cidadania começa a ser discutido mediante a igualdade complexa da qualidade da informação acessada. Nas sociedades democráticas o sistema de informação deve prover o cidadão de uma larga escala de produtos de entretenimento e informações políticas, que requerem formas culturais plurais, confluindo as necessidades e os desejos do conjunto de cidadãos. Por último, o que se apreende dos novos paradigmas que norteiam a discussão da cidadania, mediante a abrangente presença dos meios, é a intenção de se articular um discurso conectado entre as necessidades humanísticas da sociedade e as necessidades do cidadão. No entanto, a discussão sobre meios de comunicação e cidadania no Brasil apenas começa, tendo em vista que se comparado com modelos europeus de bem estar social, o Brasil ainda não conseguiu alcançar o terceiro estágio do Estado Social posto na discussão universal da cidadania. 4 - Cidadania Retardatária O que permite um indivíduo sentir-se parte de uma ordem social, excluído ou incluído nas atitudes cidadãs? Quais emoções e fantasias são despertadas nesses sujeitos que permitem a eles a ascenção à cidadania? Apesar das aulas de história do Telecurso 2000 Educação para o Trabalho relatarem, sem interferências críticas, acontecimentos que desenham o mapa da construção da cidadania no Brasil direitos civis, políticos e sociais a marca maior da programação é na apelação psicológica do conceito. Cidadania vira sujeito e a discussão é encaminhada para essa dimensão. Aliás, parece que essa dimensão está bem presente no imaginário popular brasileiro como registra Carvalho (2001), a cidadania, literalmente, caiu na boca do povo. Mais ainda, ela substituiu o próprio povo na retórica política. Não se diz mais o povo quer isto ou aquilo, diz a cidadania quer. Cidadania virou

6 gente. No auge do entusiasmo cívico, chamamos a Constituição de 1988 de Constituição Cidadã (Carvalho, 2001,p.7). Para Carvalho (2001) essa abordagem existe porque alcançamos uma cidadania retardatária e inclusive invertida, segundo ele percorremos 178 anos de história do esforço para construir o cidadão brasileiro com muitas dificuldades e a lógica cronológica da sequência desenhada por Marshall (1967) está totalmente fora da ordem. Primeiro, no Brasil, vieram os direitos sociais, implantados pela ditadura do presidente Getúlio Vargas, em um momento em que os direitos políticos estavam suspensos e os direitos civis reduzidos pelo ditador carismático. Na conquista dos direitos políticos também nos deparamaos com acontecimentos absolutamente extravagantes: a expansão do direito de voto aconteceu exatamente no período ditatorial militar, quando os órgãos de representação política existiam apenas como adorno ao regime. Já a base da sequência do pensador inglês, os direitos civis, esse são diariamente negados a grande parcela da população. Talvez seja na inversão da pirâmide inglesa que começamos a reinventar o conceito. No entanto é bom lembrar que nos países europeus a discussão sobre o centro e a prática da cidadania ocidental está na ordem do dia. As mudanças estão localizadas em dois focos principais: a redução do papel central do Estado como fonte de direitos e como arena participativa e a crise do Estado-nação - diante da expansão da globalização -, como o principal centro das identidades coletivas. Ainda segundo Carvalho (2001), o Brasil em meio a essas mudanças confronta-se com uma afiada ironia. Correndo atrás de um modelo de cidadania ocidental e tendo conseguido alguns êxitos nessa busca, agora se depara com um cenário internacional que desafia essa noção e essa prática. E diante de um sentimento de perplexidade e frustração, a pergunta é como se faz para enfrentar o novo desafio que vem das nações européias onde nós antes nos espelhávamos. A resposta exige alternativas complexas. Sem a chegada do País ao desenvolvimento espelhado pela globalização investimento na aquisição de competências para poder lidar com a informação, bens e serviços, a relação entre cidadania e consumo no Brasil pode tomar rumos desajeitados. A cidadania pode ser reivindicada pela população apenas como direito ao consumo. Possuir bens como geladeira, fogão, automóvel, pode ser a busca e a saída para a inserção do Brasil no mundo transnacional, esquecendo-se porém, da verdadeira relação entre cidadania e consumo nesse mundo trânsfuga: a decodificação dos signos mediáticos que preenchem a sociedade de informação. Na escala mais baixa da estratificação social os pobres têm acesso apenas a bens restritos, aos gêneros de primeira necessidade (como o alimento), mas para os que se encontram no topo da pirâmide social, os que realmente têm acesso aos bens de consumo (um conjunto de tecnologias, viagens e equipamentos básicos e um conjunto de informações, educação, arte, atividades culturais e lazer), esses precisam de competências no julgamento de bens informacionais e dos serviços e é essse cidadão que a globalização inclui. Resta saber como caminharemos no Brasil em busca da reinvenção da cidadania, como desataremos o nó da redução das desigualdades e atacaremos a lógica de consumo versus cidadania, que se infiltra na população brasileira, principalmente na mais excluída. Esse será o grande desafio a cortante ironia que nos relega o mundo trânsfuga. 5 - Conclusão Nesse estudo consideramos as mútuas implicações entre habilidades básicas e atitudes de cidadania dois eixos usados na proposta técnico-pedagógica do Telecurso 2000 Educação para o Trabalho, na intenção de aumentar a escolaridade básica do trabalhador brasileiro com o objetivo de inserir o Brasil no contexto da globalização. Cotejamos os conceitos de cidadania através da já bem conhecida análise do inglês T. H. Marshall sobre cidadania e suas três dimensões históricas jurídica, política e social. Observamos que a compreensão das três dimensões tende a marginalizar uma quarta esfera, a cultural, apenas para a área do direito. Enfatizamos a necessidade do reconhecimento da importância do entendimento dos signos (mediáticos) culturais contemporâneos para a construção da nova cidadania, o que inclui a análise da sociedade de consumo de massas.

7 Apresentamos, em rápidas pinceladas, a representação da cidadania no Brasil e o caminho que vem tomando desde sua construção até o impasse em que se encontra. Por fim, nos deparamos com a seguinte questão: como aderir a um novo modelo de cidadania se ainda estamos tentando construir o modelo ocidental sobre o qual nos espelhamos há quase dois séculos. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BATES, A. (1984) Broadcasting in Education an Evaluation. London: Constable. BAUDRILLARD, J. (1995) A Sociedade de Consumo. Lisboa; Edições 70. BOURDIEU, P. (1994) Gosto de Classe e Estilos de Vida in Renato Ortiz. (org). Pierre Bourdieu. São Paulo: Ática. BUCKINGHAM David (1994) Cultural Studies Goes to School: reading and teaching popular media, London: Taylor & Francis.., David (1993) Reading Audiences: Young people and the media. Manchester: University Press CASTELLS, M. (1999) Critical Education in the New Age. Laham,Md.: Rowman & Littlefield., M. ( 1996) - Rise of the Network Society. Cambridge; Blackwell CARVALHO, J. Murilo (2001) Cidadania no Brasil O longo Caminho. Rio de Janeiro; Civilização Brasileira CEDEFOP European Centre for the Development of Vocational Training (1998) Exploring the Returns to continuing Vocational training in Enterprises A Review of Research within and outside of the European Union. Thessaloniki/Greece. CLIVE Seale (1998) - Researching Society and Culture. London: Sage Publications CORRIGAN, P. (1998) The Sociology of Consumption. London: Sage Publications. COULTER, J. (1999) - Discourse and Mind. Human Studies, Loughborough DEACON D., PICKERING M., GOLDING P. and GRAHAM M. (1999) Researching Communications A Pratical Guide to Methods in Media and Cultural Analysis. Arnold, London DEVEREUX E. (1998) Devils and Angels Television Ideology and the coverage of Poverty. Luton Press UK. EDWARDS, D. (1997) Discourse and Cognition. London: Sage. FAIRCLOUGH, Norman (1995) Intertextuality and the News, media magazine., Norman (1995) Media Discourse. London: Hodder Headline Group FERNAN, C.N (1980) The use of photographs in workers education: an instructional aid for workers educators and trade unionists. Geneva: International Labour Office. INTERNATIONAL LABOUR OFFICE (1995) _ New Media for workers education and training Geneva. FISKE, J. (1987) Television Culture, London: Methuen.. (1992) Popularity and the Politics of Information, in P. Dahlgren and C Sparks (eds), Journalism and Popular Culture. London: Sage. GRAIK William White (1964) The Central Labour College, a Chapter in the History of Adult Work. GREEN, A. (1997) Education, Globalisation and the Nation State. London: Macmillan Press. GUIDDENS, A. (1997) Sociology. Oxford: Polity Press., A. (1999) Runaway World How Globalisation is Reshaping our Lives. London: Profile Books Ltd. HABERMAS, J. (1987) The Philosophical Discourse of Modernity. Cambridge: Polity Press. HANSEN Anders (1998) Mass Communication Research Method. Basingstoke: macmillan. IANNI, Otávio (1997) A Era do Globalismo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. LASH, S. AND URRY, J (1994) Economics of signs & Space London: Sage. LASH, S. (1999) Another Modernity, a Different Rationality. Oxford: Blackwell.

8 LEE, Martim (1993) Consumer Culture Reborn. The Cultural Politics of Consumption. London: Routledge LONGMANS Green (1920) Mansbridge, an adventure in working class education: being the story of the Workers Educational Association LULL, J. (1995) Media, Communication, Culture: A Global Approach. Oxford: Polity Press. MARSHALL, T.H. (1967) Citizenship and Social Class, London: Pluto Press. REMIEN, Ian (1996) Distance Education and Economic and Consumer Law in the Single Market. Luxembourg Office for Official Publication of the European Communities. RITZER, George (1999) The McDonaldization Thesis. London: Sage. ROBINSON E.A.G. and I.E. Vaizey (1996) The economics of education: proceedings of a Conference Held by the International Economic Association London: Mc Millan. STEVEN, Miles (1998) Consumerism as a Way of Life London: Sage STEVENSON, N. (2000) Culture and Citzenship. London; Sage.., N. (1999) The transformation of the Media, Globalisation, Morality and Ethics. London: Longman., Nick. (1995) Understanding Media Cultures Social Teory and Mass Communication. London, UK: Sage Publications The Economist (1999) Economics Making Sense of the Modern Economy. THOMPSON, J.B. (1990) Ideology and Modern Culture: Critical SocialTheory in the Era of Mass Communication. Cambridge: Polity. WATKIMS, Evan (1993) Throwaways: Work Culture and Consumer Education. Stanford: University Press. WILLIAMS, R. (1982) Culture. Oxford University Press.

Estratégia UNESCO para a Educação 2014-2021

Estratégia UNESCO para a Educação 2014-2021 Estratégia UNESCO para a Educação 2014-2021 Maria Rebeca Otero Gomes Coordenadora do Setor de Educação da Unesco no Brasil Curitiba, 02 de outubro de 2015 Princípios orientadores (i) A educação é um direito

Leia mais

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA Professor, nós, da Editora Moderna, temos como propósito uma educação de qualidade, que respeita as particularidades de todo o país. Desta maneira, o apoio ao

Leia mais

Os Desafios da Cidadania nas Sociedades Contemporâneas

Os Desafios da Cidadania nas Sociedades Contemporâneas Os Desafios da Cidadania nas Sociedades Contemporâneas Emília Cristine Pires Neste texto, discutiremos o conceito de cidadania, analisando sua concepção tradicional elaborada por T. H. Marshall, como também

Leia mais

Philippe Perrenoud Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação Universidade de Genebra 2009

Philippe Perrenoud Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação Universidade de Genebra 2009 EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA: Passar do Discurso para a Ação Philippe Perrenoud Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação Universidade de Genebra 2009 1º Fórum de Ideias - Cambridge University Press

Leia mais

Ementário do Curso de Pedagogia, habilitações: Educação Infantil e Séries Iniciais 2008.1A

Ementário do Curso de Pedagogia, habilitações: Educação Infantil e Séries Iniciais 2008.1A 01 BIOLOGIA EDUCACIONAL Fase: 1ª Prática: 15 h/a Carga Horária: 60 h/a Créditos: 4 A biologia educacional e os fundamentos da educação. As bases biológicas do crescimento e desenvolvimento humano. A dimensão

Leia mais

3.360 H/AULA (*) CURRÍCULO PLENO/

3.360 H/AULA (*) CURRÍCULO PLENO/ MATRIZ CURRICULAR Curso: Graduação: Regime: Duração: HISTÓRIA LICENCIATURA PLENA SERIADO ANUAL 3 (TRÊS) ANOS LETIVOS Integralização: A) TEMPO TOTAL - MÍNIMO = 03 (TRÊS) ANOS LETIVOS - MÁXIMO = 05 (CINCO)

Leia mais

1º ano. 1º Bimestre. 2º Bimestre. 3º Bimestre. Capítulo 26: Todos os itens O campo da Sociologia. Capítulo 26: Item 5 Senso Crítico e senso comum.

1º ano. 1º Bimestre. 2º Bimestre. 3º Bimestre. Capítulo 26: Todos os itens O campo da Sociologia. Capítulo 26: Item 5 Senso Crítico e senso comum. 1º ano A Filosofia e suas origens na Grécia Clássica: mito e logos, o pensamento filosófico -Quais as rupturas e continuidades entre mito e Filosofia? -Há algum tipo de raciocínio no mito? -Os mitos ainda

Leia mais

2. Os estudantes sujeitos do Ensino Médio e os direitos à aprendizagem e ao desenvolvimento humano na Área de Ciências Humanas

2. Os estudantes sujeitos do Ensino Médio e os direitos à aprendizagem e ao desenvolvimento humano na Área de Ciências Humanas 1. O Passado das ciências (Integração). O papel das Ciências Humanas? 2. Os estudantes sujeitos do Ensino Médio e os direitos à aprendizagem e ao desenvolvimento humano na Área de Ciências Humanas Contexto

Leia mais

UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina Morgana G. Martins Krieger Resenha American Review of Public Administration.

UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina Morgana G. Martins Krieger Resenha American Review of Public Administration. UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina Escola Superior de Administração e Gerência Centro de Ciências da Administração e Sócio-Econômicas Mestrado Profissional Gestão da Co-Produção do Bem Público

Leia mais

de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia

de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia Anais do I Seminário Internacional de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia A CONTRIBUIÇÃO DA DIDÁTICA CRÍTICA NA INTERLIGAÇÃO DE SABERES AMBIENTAIS NO PROCESSO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES

Leia mais

CURSO DE PEDAGOGIA EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS 2015.1 BRUSQUE (SC) 2015 1 EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE PEDAGOGIA

CURSO DE PEDAGOGIA EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS 2015.1 BRUSQUE (SC) 2015 1 EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE PEDAGOGIA 1 CURSO EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS 2015.1 BRUSQUE (SC) 2015 2 SUMÁRIO 1ª FASE... 4 01 INVESTIGAÇÃO DA PRÁTICA DOCENTE I... 4 02 LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTO... 4 03 PROFISSIONALIDADE DOCENTE... 4 04 RESPONSABILIDADE

Leia mais

Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global

Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global (texto extraído da publicação IRVING, M.A.; BOTELHO, E.S.; SANCHO, A.; MORAES, E &

Leia mais

A CONSTRUÇÃO DO CURRÍCULO NOS CURSOS DE LETRAMENTO DE JOVENS E ADULTOS NÃO ESCOLARIZADOS

A CONSTRUÇÃO DO CURRÍCULO NOS CURSOS DE LETRAMENTO DE JOVENS E ADULTOS NÃO ESCOLARIZADOS A CONSTRUÇÃO DO CURRÍCULO NOS CURSOS DE LETRAMENTO DE JOVENS E ADULTOS NÃO ESCOLARIZADOS Sylvia Bueno Terzi Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP O objetivo do trabalho é apresentar e discutir o

Leia mais

AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO NUMA SOCIEDADE EM TRANSIÇÃO

AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO NUMA SOCIEDADE EM TRANSIÇÃO AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO NUMA SOCIEDADE EM TRANSIÇÃO AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO NUMA SOCIEDADE EM TRANSIÇÃO MÁRCIA MARIA PALHARES (márcia.palhares@uniube.br) RACHEL INÊS DA SILVA (bcpt2@uniube.br)

Leia mais

Índice. 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3

Índice. 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3 GRUPO 6.1 MÓDULO 4 Índice 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3 1.1. Desenvolvimento e Aprendizagem de Jovens e Adultos... 4 1.1.1. Educar na Diversidade... 5 1.2. Os Efeitos da Escolarização/Alfabetização

Leia mais

ÉTICA, EDUCAÇÃO E CIDADANIA

ÉTICA, EDUCAÇÃO E CIDADANIA ÉTICA, EDUCAÇÃO E CIDADANIA Marconi Pequeno * * Pós-doutor em Filosofia pela Universidade de Montreal. Docente do Programa de Pós-Graduação em Filosofia e membro do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos

Leia mais

Reforma gerencial do Estado, teoria política e ensino da administração pública

Reforma gerencial do Estado, teoria política e ensino da administração pública Artigo Especial Reforma gerencial do Estado, teoria política e ensino da administração pública Luiz Carlos Bresser-Pereira 1 1 Fundação Getúlio Vargas. Ministro da Fazenda (1987). Ministro da Administração

Leia mais

O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA.

O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA. O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA. Profa. Elizabeth Rodrigues Felix 1 I- INTRODUÇÃO Com dezoito anos de existência, o

Leia mais

ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: EM DEFESA DE UMA AÇÃO INTERDISCIPLINAR

ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: EM DEFESA DE UMA AÇÃO INTERDISCIPLINAR 1 ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: EM DEFESA DE UMA AÇÃO INTERDISCIPLINAR Maurina Passos Goulart Oliveira da Silva 1 mauripassos@uol.com.br Na formação profissional, muitas pessoas me inspiraram: pensadores,

Leia mais

Direitos no Brasil: necessidade de um choque de cidadania

Direitos no Brasil: necessidade de um choque de cidadania Direitos no Brasil: necessidade de um choque de cidadania Venceslau Alves de Souza Doutorando no Programa de Ciências Sociais da PUC-SP e Mestre em Ciências Sociais 164 Como sugere o título, Cidadania

Leia mais

45ª Semana de Serviço Social. OS MEGA EVENTOS E MOVIMENTOS SOCIAIS: discutindo o direito à cidade. 14 a 16 de maio de 2014

45ª Semana de Serviço Social. OS MEGA EVENTOS E MOVIMENTOS SOCIAIS: discutindo o direito à cidade. 14 a 16 de maio de 2014 45ª Semana de Serviço Social OS MEGA EVENTOS E MOVIMENTOS SOCIAIS: discutindo o direito à cidade 14 a 16 de maio de 2014 Na Copa, comemorar o quê?. É com este mote criativo e provocativo que o Conjunto

Leia mais

FUNDAÇÃO JOÃO MANGABEIRA

FUNDAÇÃO JOÃO MANGABEIRA FUNDAÇÃO JOÃO MANGABEIRA ESCOLA MIGUEL ARRAES A Fundação João Mangabeira é organizada em vários setores como História Viva para abrigar e documentar a vida do PSB, o setor de promoção de eventos e seminários,

Leia mais

CURSO DE PEDAGOGIA EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE PEDAGOGIA

CURSO DE PEDAGOGIA EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE PEDAGOGIA 1 CURSO DE EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS BRUSQUE (SC) 2012 2 SUMÁRIO 1ª FASE... 4 01 BIOLOGIA EDUCACIONAL... 4 02 INVESTIGAÇÃO PEDAGÓGICA: DIVERSIDADE CULTURAL NA APRENDIZAGEM... 4 03 METODOLOGIA CIENTÍFICA...

Leia mais

EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E SUA INTERFACE COM A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E SUA INTERFACE COM A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E SUA INTERFACE COM A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS Manoel Santos da Silva (IFAL) manoel.silva@ifal.edu.br RESUMO Este trabalho percorre por alguns questionamentos sobre

Leia mais

Música nas escolas: uma análise do Projeto de Resolução das Diretrizes Nacionais para a operacionalização do ensino de Música na Educação Básica

Música nas escolas: uma análise do Projeto de Resolução das Diretrizes Nacionais para a operacionalização do ensino de Música na Educação Básica Música nas escolas: uma análise do Projeto de Resolução das Diretrizes Nacionais para a operacionalização do ensino de Música na Educação Básica Luis Ricardo Silva Queiroz Presidente da ABEM presidencia@abemeducacaomusical.com.br

Leia mais

Portfólio Easy to Learn SERVIÇO SOCIAL

Portfólio Easy to Learn SERVIÇO SOCIAL Portfólio Easy to Learn SERVIÇO SOCIAL ÍNDICE Pensamento Social...2 Movimentos Sociais e Serviço Social...2 Fundamentos do Serviço Social I...2 Leitura e Interpretação de Textos...3 Metodologia Científica...3

Leia mais

Ementário do Curso de Pedagogia, habilitações: Educação Infantil e Séries Iniciais 2010.2

Ementário do Curso de Pedagogia, habilitações: Educação Infantil e Séries Iniciais 2010.2 01 BIOLOGIA EDUCACIONAL Fase: 1ª Carga Horária: 30 h/a Prática: 30 h/a Créditos: 4 A biologia educacional e os fundamentos da educação. As bases biológicas do crescimento e desenvolvimento humano. A dimensão

Leia mais

CONTEÚDOS DE SOCIOLOGIA POR BIMESTRE PARA O ENSINO MÉDIO COM BASE NOS PARÂMETROS CURRICULARES DO ESTADO DE PERNAMBUCO

CONTEÚDOS DE SOCIOLOGIA POR BIMESTRE PARA O ENSINO MÉDIO COM BASE NOS PARÂMETROS CURRICULARES DO ESTADO DE PERNAMBUCO CONTEÚDOS DE SOCIOLOGIA POR BIMESTRE PARA O ENSINO MÉDIO COM BASE NOS PARÂMETROS CURRICULARES DO ESTADO DE PERNAMBUCO GOVERNADOR DE PERNAMBUCO João Lyra Neto SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO E ESPORTES Ricardo Dantas

Leia mais

Rompendo os muros escolares: ética, cidadania e comunidade 1

Rompendo os muros escolares: ética, cidadania e comunidade 1 PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade Rompendo os muros escolares: ética, cidadania e comunidade 1 Ulisses F. Araújo 2 A construção de um ambiente ético que ultrapasse

Leia mais

Ementário do Curso de Pedagogia, habilitações: Educação Infantil e Séries Iniciais 2008.1

Ementário do Curso de Pedagogia, habilitações: Educação Infantil e Séries Iniciais 2008.1 01 BIOLOGIA EDUCACIONAL Fase: 1ª Carga Horária: 60 h Prática: 15 h Créditos: 4 A Biologia e o educador. Herança e meio, a hereditariedade. Reprodução humana. As funções vegetativas (digestão e alimentos,

Leia mais

Educação popular, democracia e qualidade de ensino

Educação popular, democracia e qualidade de ensino Educação popular, democracia e qualidade de ensino Maria Ornélia Marques 1 Como se poderia traduzir, hoje, o direito de todas as crianças e jovens não somente de terem acesso à escola de oito anos, mas

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE PEDAGOGIA Disciplina: Comunicação e Expressão Ementa: A leitura como vínculo leitor/texto através do conhecimento veiculado pelo texto escrito. Interpretação:

Leia mais

PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO APRESENTAÇÃO O Projeto Político Pedagógico da Escola foi elaborado com a participação da comunidade escolar, professores e funcionários, voltada para a

Leia mais

DIRETRIZES A SEREM DEBATIDAS NAS CONFERÊNCIAS NO ANO DE 2015 E 2016

DIRETRIZES A SEREM DEBATIDAS NAS CONFERÊNCIAS NO ANO DE 2015 E 2016 DIRETRIZES A SEREM DEBATIDAS NAS CONFERÊNCIAS NO ANO DE 2015 E 2016 A Constituição de 1988 criou a possibilidade de que os cidadãos possam intervir na gestão pública. Pela via do controle social, influenciam

Leia mais

MINISTERIO DA DEFESA DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO E CULTURA DO EXERCITO DIRETORIA DE EDUCAÇÃO PREPARATÓRIA E ASSISTENCIAL

MINISTERIO DA DEFESA DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO E CULTURA DO EXERCITO DIRETORIA DE EDUCAÇÃO PREPARATÓRIA E ASSISTENCIAL APROVO Em conformidade com as Port. 38-DECEx, 12ABR11 e Port 137- Cmdo Ex, 28FEV12 MINISTERIO DA DEFESA DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO E CULTURA DO EXERCITO DIRETORIA DE EDUCAÇÃO PREPARATÓRIA E ASSISTENCIAL

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE SERVIÇO SOCIAL INTRODUÇÃO AO SERVIÇO SOCIAL EMENTA: A ação profissional do Serviço Social na atualidade, o espaço sócioocupacional e o reconhecimento dos elementos

Leia mais

Proposta de tradução da Definição Global da Profissão de Serviço Social

Proposta de tradução da Definição Global da Profissão de Serviço Social Proposta de tradução da Definição Global da Profissão de Serviço Social O Serviço Social é uma profissão de intervenção e uma disciplina académica que promove o desenvolvimento e a mudança social, a coesão

Leia mais

PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade. Democracia na escola Ana Maria Klein 1

PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade. Democracia na escola Ana Maria Klein 1 PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade Democracia na escola Ana Maria Klein 1 A escola, instituição social destinada à educação das novas gerações, em seus compromissos

Leia mais

REQUISITOS DA EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA GLOBAL

REQUISITOS DA EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA GLOBAL REQUISITOS DA EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA GLOBAL Clarificação: Do referencial teórico da educação para cidadania global. Remover ambiguidades. Mínimo Essencial: A cidadania econômica não pode ser realizada

Leia mais

AS FUNÇÕES DA INTERVENÇÃO EM CASOS DE INDISCIPLINA NA ESCOLA

AS FUNÇÕES DA INTERVENÇÃO EM CASOS DE INDISCIPLINA NA ESCOLA AS FUNÇÕES DA INTERVENÇÃO EM CASOS DE INDISCIPLINA NA ESCOLA GARCIA, Joe UTP joe@sul.com.br Eixo Temático: Violências nas Escolas Agência Financiadora: não contou com financiamento Resumo Este trabalho

Leia mais

EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA GESTÃO EMPRESARIAL: REFLEXÕES SOBRE O TEMA. Renata Ferraz de Toledo Maria Claudia Mibielli Kohler

EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA GESTÃO EMPRESARIAL: REFLEXÕES SOBRE O TEMA. Renata Ferraz de Toledo Maria Claudia Mibielli Kohler EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA GESTÃO EMPRESARIAL: REFLEXÕES SOBRE O TEMA Renata Ferraz de Toledo Maria Claudia Mibielli Kohler REPRESENTAÇÕES DE EDUCAÇÃO E DE MEIO AMBIENTE O QUE ENTENDEMOS POR EDUCAÇÃO? O QUE

Leia mais

I Semana de Educação Matemática da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia UESB.

I Semana de Educação Matemática da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia UESB. I Semana de Educação Matemática da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia UESB. Tema: Educação Inclusiva. Palestrante: Professor Nivaldo Vieira Santana Inicialmente desejo agradecer aos organizadores

Leia mais

The present study discusses the legacy of the last 30 years of the Special Education's

The present study discusses the legacy of the last 30 years of the Special Education's A educação inclusiva e a universidade brasileira Enicéia Gonçalves Mendes 1 egmendes@power.ufscar.br RESUMO O presente artigo aborda o legado de 30 anos da história da institucionalização da Educação Especial

Leia mais

sonhando nova escola nova sociedade com uma e uma Atividade de leitura de clássicos da literatura. Pai voluntário em sala de aula.

sonhando nova escola nova sociedade com uma e uma Atividade de leitura de clássicos da literatura. Pai voluntário em sala de aula. Atividade de leitura de clássicos da literatura. Pai voluntário em sala de aula. 01_IN_CA_FolderTecnico180x230_capa.indd 3 sonhando com uma nova escola e uma nova sociedade 7/24/13 2:16 PM comunidade de

Leia mais

Aspectos culturais e relações de gênero 1

Aspectos culturais e relações de gênero 1 Aspectos culturais e relações de gênero 1 Objetivo da Aula A questão de gênero realiza-se culturalmente por ideologias que tomam formas específicas em cada momento histórico e, tais formas, estão associadas

Leia mais

AS PERSPECTIVAS DA ECONOMIA CRIATIVA NO BRASIL PARA GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA

AS PERSPECTIVAS DA ECONOMIA CRIATIVA NO BRASIL PARA GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA AS PERSPECTIVAS DA ECONOMIA CRIATIVA NO BRASIL PARA GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA Miranda Aparecida de Camargo luckcamargo@hotmail.com Acadêmico do Curso de Ciências Econômicas/UNICENTRO Luana Sokoloski sokoloski@outlook.com

Leia mais

Dupla Ação: ConscientizAção e EducAção Ambiental para a Sustentabilidade

Dupla Ação: ConscientizAção e EducAção Ambiental para a Sustentabilidade Dupla Ação: ConscientizAção e EducAção Ambiental para a Sustentabilidade A Agenda 21 vai à Escola Autora: Zióle Zanotto Malhadas Nucleo Interdisciplinar de Meio Ambiente e Desenvolvimento/UFPR/Curitiba/2001

Leia mais

Um Guia para Usar a Carta da Terra na Educação

Um Guia para Usar a Carta da Terra na Educação Um Guia para Usar a Carta da Terra na Educação VERSÃO 1 2 de abril de 2009 Desenvolvido por Earth Charter International Favor enviar comentários para info@earthcharter.org I. INTRODUÇÃO A Carta da Terra

Leia mais

(IM)PACTOS DA/COM A LEITURA LITERÁRIA NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES ALFABETIZADORES Fernanda de Araújo Frambach UFRJ

(IM)PACTOS DA/COM A LEITURA LITERÁRIA NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES ALFABETIZADORES Fernanda de Araújo Frambach UFRJ (IM)PACTOS DA/COM A LEITURA LITERÁRIA NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES ALFABETIZADORES Fernanda de Araújo Frambach UFRJ Resumo O presente trabalho objetiva apresentar uma pesquisa em andamento que

Leia mais

Analfabetismo e alfabetismo funcional no Brasil

Analfabetismo e alfabetismo funcional no Brasil Analfabetismo e alfabetismo funcional no Brasil Vera Masagão Ribeiro 1 A definição sobre o que é analfabetismo vem sofrendo revisões nas últimas décadas. Em 1958, a Unesco definia como alfabetizada uma

Leia mais

EDUCAÇÃO PARA TODOS DECLARAÇÃO DE COCHABAMBA

EDUCAÇÃO PARA TODOS DECLARAÇÃO DE COCHABAMBA BR/2001/PI/H/4 EDUCAÇÃO PARA TODOS DECLARAÇÃO DE COCHABAMBA Os Ministros da Educação da América Latina e do Caribe, reunidos a pedido da UNESCO, na VII Sessão do Comitê Intergovernamental Regional do Projeto

Leia mais

ONGs republicanas e democráticas em um novo cenário político

ONGs republicanas e democráticas em um novo cenário político ONGs republicanas e democráticas em um novo cenário político Silvio Caccia Bava Silvio Caccia Bava é sociólogo, coordenador executivo do Instituto Pólis e membro do Conselho Nacional de Segurança Alimentar

Leia mais

Artigo: Educação e Inclusão: Projeto Moral ou Ético. Autora: Sandra Dias ( Buscar na internet o texto completo)

Artigo: Educação e Inclusão: Projeto Moral ou Ético. Autora: Sandra Dias ( Buscar na internet o texto completo) Artigo: Educação e Inclusão: Projeto Moral ou Ético. Autora: Sandra Dias ( Buscar na internet o texto completo) Os ideais e a ética que nortearam o campo da educação Comenius: A educação na escola deve

Leia mais

DINÂMICA CURRICULAR DO CURSO DE PEDAGOGIA - 2008. Disciplinas Teórica Prática Estágio Total. 1º Período

DINÂMICA CURRICULAR DO CURSO DE PEDAGOGIA - 2008. Disciplinas Teórica Prática Estágio Total. 1º Período MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas. UNIFAL-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 700. Alfenas/MG. CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000. Fax: (35) 3299-1063 DINÂMICA CURRICULAR DO CURSO DE

Leia mais

ELEMENTOS PARA A ANÁLISE DA RELAÇÃO CONSUMO E MEIO AMBIENTE

ELEMENTOS PARA A ANÁLISE DA RELAÇÃO CONSUMO E MEIO AMBIENTE ISSN 1518-3394 v.1 - n.1 - ago./set. de 2000 Disponível em www.cerescaico.ufrn.br/mneme ELEMENTOS PARA A ANÁLISE DA RELAÇÃO CONSUMO E MEIO AMBIENTE Resumo: Sandra Kelly de Araújo Professora do Curso de

Leia mais

CONTRIBUIÇÃO PARA O DEBATE SOBRE A CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA NO NAVCV. Cultura Política em Perspectiva

CONTRIBUIÇÃO PARA O DEBATE SOBRE A CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA NO NAVCV. Cultura Política em Perspectiva CONTRIBUIÇÃO PARA O DEBATE SOBRE A CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA NO NAVCV Cultura Política em Perspectiva Maria Raquel Lino de Freitas Dezembro de 2006 UMA BREVE COLOCAÇÃO DO PROBLEMA Sociedade Civil Estado

Leia mais

DISCIPLINA: INTRODUÇÃO AO ESTUDO DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS

DISCIPLINA: INTRODUÇÃO AO ESTUDO DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS 7.PROJETO PEDAGÓGICO 1º SEMESTRE DISCIPLINA: INTRODUÇÃO À ECONOMIA EMENTA: Conceitos Fundamentais; Principais Escolas do Pensamento; Sistema Econômico; Noções de Microeconomia; Noções de Macroeconomia;

Leia mais

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Ensino Médio Elaborar uma proposta curricular para implica considerar as concepções anteriores que orientaram, em diferentes momentos, os

Leia mais

RESENHA CADERNO PENSAR ESTADO DE MINAS 09/04/05. Universidade, Globalização e a Ecologia dos Saberes

RESENHA CADERNO PENSAR ESTADO DE MINAS 09/04/05. Universidade, Globalização e a Ecologia dos Saberes RESENHA CADERNO PENSAR ESTADO DE MINAS 09/04/05 Universidade, Globalização e a Ecologia dos Saberes Leonardo Avritzer O Professor Boaventura de Sousa Santos é autor de uma obra que tem se tornado uma das

Leia mais

A EDUCAÇÃO, A CULTURA, O ESPORTE E O LAZER PARA OS IDOSOS

A EDUCAÇÃO, A CULTURA, O ESPORTE E O LAZER PARA OS IDOSOS A EDUCAÇÃO, A CULTURA, O ESPORTE E O LAZER PARA OS IDOSOS Agostinho Both3 3, Carmen Lucia da Silva Marques 3,José Francisco Silva Dias 3 As instituições, em especial as educacionais, não podem se furtar

Leia mais

A Inclusão e as Relações entre a Família e a Escola

A Inclusão e as Relações entre a Família e a Escola A Inclusão e as Relações entre a Família e a Escola (Mônica Pereira dos Santos) 1 Introdução A perspectiva da relação entre família e escola pouco tem sido tratada na literatura do ponto de vista educacional,

Leia mais

334 Valdecy de Oliveira Pontes e Alexandra Maria de Castro e Santos Araújo

334 Valdecy de Oliveira Pontes e Alexandra Maria de Castro e Santos Araújo MARTINS, André Ricardo Nunes. A polêmica construída: racismo e discurso da imprensa sobre a política de cotas para negros. Brasília: Senado Federal, 2011, 281p. O livro intitulado A polêmica construída:

Leia mais

Novas estratégias no ensino de geografia para vestibulandos

Novas estratégias no ensino de geografia para vestibulandos Novas estratégias no ensino de geografia para vestibulandos Renata de Souza Ribeiro (UERJ/FFP) Thiago Jeremias Baptista (UERJ/FFP) Eixo: Fazendo escola com múltiplas linguagens Resumo Este texto relata

Leia mais

A Universidade Angolana Como Espaço de Construção de uma Sociedade Moderna. Palavras-Chave: universidade, modernidade, Angola

A Universidade Angolana Como Espaço de Construção de uma Sociedade Moderna. Palavras-Chave: universidade, modernidade, Angola A Universidade Angolana Como Espaço de Construção de uma Sociedade Moderna Comunicação apresentada nas Ias Jornadas Científicas do Departamento de Sociologia da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade

Leia mais

A FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA A INCLUSÃO DOS ALUNOS NO ESPAÇO PEDAGÓGICO DA DIVERSIDADE 1

A FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA A INCLUSÃO DOS ALUNOS NO ESPAÇO PEDAGÓGICO DA DIVERSIDADE 1 A FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA A INCLUSÃO DOS ALUNOS NO ESPAÇO PEDAGÓGICO DA DIVERSIDADE 1 Rita Vieira de Figueiredo 2 Gosto de pensar na formação de professores (inspirada no poema de Guimarães) Rosa

Leia mais

TÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

TÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES ANÁLISE DO PLANO DIRETOR DE DESENVOLVIMENTO URBANO DO MUNICÍPIO DE SALVADOR PDDU/2006 LEI Nº 6.586/2004 Regulamenta a Lei Orgânica do Município nos Título III, Capítulos I e II, artigos 71 a 102, Título

Leia mais

Ilca Maria Moya de Oliveira

Ilca Maria Moya de Oliveira Ilca Maria Moya de Oliveira Cargos e suas estruturas são hoje um tema complexo, com várias leituras e diferentes entendimentos. Drucker (1999, p.21) aponta que, na nova sociedade do conhecimento, a estrutura

Leia mais

SERVIÇO SOCIAL. Disciplina: Metodologia Científica. Número de créditos: 04. Carga horária: 80

SERVIÇO SOCIAL. Disciplina: Metodologia Científica. Número de créditos: 04. Carga horária: 80 Disciplina: Metodologia Científica SERVIÇO SOCIAL Ementa: Finalidade da metodologia científica. Importância da metodologia Número âmbito das ciências. Metodologia de estudos. O conhecimento e suas formas.

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS FCS/FACE

UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS FCS/FACE UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS FCS/FACE Curso: Ciências Econômicas Disciplina: Teoria Política Professor: Francisco Mata Machado Tavares 2o Semestre / 2012 PROGRAMA / PLANO DE ATIVIDADES 1) Ementa da Disciplina:

Leia mais

Educação de qualidade, equidade e desenvolvimento sustentável:

Educação de qualidade, equidade e desenvolvimento sustentável: Setor de Educação Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura Educação de qualidade, equidade e desenvolvimento sustentável: uma concepção holística inspirada nas quatro conferências

Leia mais

CAPÍTULO 11 CAMINHOS ABERTOS PELA SOCIOLOGIA. Em cena: A realidade do sonho

CAPÍTULO 11 CAMINHOS ABERTOS PELA SOCIOLOGIA. Em cena: A realidade do sonho CAPÍTULO 11 CAMINHOS ABERTOS PELA SOCIOLOGIA Em cena: A realidade do sonho Uma mapa imaginário ( página 123) A sociologia foi uma criação da sociedade urbana. Com a advento da industrialização as grandes

Leia mais

Construção das Políticas Públicas processos, atores e papéis

Construção das Políticas Públicas processos, atores e papéis Construção das Políticas Públicas processos, atores e papéis Agnaldo dos Santos Pesquisador do Observatório dos Direitos do Cidadão/Equipe de Participação Cidadã Apresentação O Observatório dos Direitos

Leia mais

EDUCAÇÃO MUDANÇAS O QUE ESTÁ REFLETINDO NA ESCOLA?

EDUCAÇÃO MUDANÇAS O QUE ESTÁ REFLETINDO NA ESCOLA? EDUCAÇÃO MUDANÇAS O QUE ESTÁ REFLETINDO NA ESCOLA? Elisane Scapin Cargnin 1 Simone Arenhardt 2 Márcia Lenir Gerhardt 3 Eliandra S. C. Pegoraro 4 Edileine S. Cargnin 5 Resumo: Diante das inúmeras modificações

Leia mais

A construção da cidadania e de relações democráticas no cotidiano escolar

A construção da cidadania e de relações democráticas no cotidiano escolar A construção da cidadania e de relações democráticas no cotidiano escolar Ulisses F. Araújo * * Professor Doutor da Universidade de São Paulo. Escola de Artes, Ciências e Humanidades. 1 Um dos objetivos

Leia mais

DECLARACÃO DO CONGRESSO INTERNACIONAL DE REITORES LATINO-AMERICANOS E CARIBENHOS O COMPROMISSO SOCIAL DAS UNIVERSIDADES DA AMÉRICA LATINA E CARIBE

DECLARACÃO DO CONGRESSO INTERNACIONAL DE REITORES LATINO-AMERICANOS E CARIBENHOS O COMPROMISSO SOCIAL DAS UNIVERSIDADES DA AMÉRICA LATINA E CARIBE DECLARACÃO DO CONGRESSO INTERNACIONAL DE REITORES LATINO-AMERICANOS E CARIBENHOS O COMPROMISSO SOCIAL DAS UNIVERSIDADES DA AMÉRICA LATINA E CARIBE UFMG, BELO HORIZONTE, BRASIL 16 a 19 de setembro de 2007.

Leia mais

PREPARATÓRIO ENADE 2015 FACULDADE DOIS DE JULHO

PREPARATÓRIO ENADE 2015 FACULDADE DOIS DE JULHO E N A PREPARATÓRIO ENADE 2015 FACULDADE DOIS DE JULHO CURSO DE FORMAÇÃO GERAL TEMA 3: CRISE FINANCEIRA E GLOBALIZAÇÃO D E CURSO DE ADMINISTRAÇÃO E DIREITO 1 O FUTURO DA DEMOCRACIA Boaventura de Souza Santos

Leia mais

Por uma pedagogia da juventude

Por uma pedagogia da juventude Por uma pedagogia da juventude Juarez Dayrell * Uma reflexão sobre a questão do projeto de vida no âmbito da juventude e o papel da escola nesse processo, exige primeiramente o esclarecimento do que se

Leia mais

José Fernandes de Lima Membro da Câmara de Educação Básica do CNE

José Fernandes de Lima Membro da Câmara de Educação Básica do CNE José Fernandes de Lima Membro da Câmara de Educação Básica do CNE Cabe a denominação de novas diretrizes? Qual o significado das DCNGEB nunca terem sido escritas? Educação como direito Fazer com que as

Leia mais

Mudanças nas escolas, desafios para a Inspecção tendências e perspectivas. João Barroso Universidade de Lisboa

Mudanças nas escolas, desafios para a Inspecção tendências e perspectivas. João Barroso Universidade de Lisboa Mudanças nas escolas, desafios para a Inspecção tendências e perspectivas João Barroso Universidade de Lisboa Inspecção-Geral da Educação CONFERÊNCIA NACIONAL 2007 Melhoria da Educação desafios para a

Leia mais

EXCLUSÃO E RESISTÊNCIA NO DISCURSO: O CASO DO JORNAL O TRECHEIRO

EXCLUSÃO E RESISTÊNCIA NO DISCURSO: O CASO DO JORNAL O TRECHEIRO VI COLOQUIO DE LA REDLAD Bogotá, 15 e 16 de setembro de 2011 LOS DISCURSOS DE LA EXCLUSIÓN EN AMERICA LATINA EXCLUSÃO E RESISTÊNCIA NO DISCURSO: O CASO DO JORNAL O TRECHEIRO Viviane de Melo Resende María

Leia mais

DESAFIOS PARA O CRESCIMENTO

DESAFIOS PARA O CRESCIMENTO educação para o trabalho Equipe Linha Direta DESAFIOS PARA O CRESCIMENTO Evento realizado na CNI apresentou as demandas da indústria brasileira aos principais candidatos à Presidência da República Historicamente

Leia mais

ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA E O ENSINO DE FÍSICA NOS CURSOS TÉCNICOS

ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA E O ENSINO DE FÍSICA NOS CURSOS TÉCNICOS ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA E O ENSINO DE FÍSICA NOS CURSOS TÉCNICOS Marlene Santos Socorro Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica PPGECT Universidade Federal de Santa Catarina UFSC

Leia mais

DA IMPORTÂNCIA DE SUBSTITUIR A EDUCAÇÃO FÍSICA DA ESCOLA POR ATIVIDADES FÍSICAS E/ OU ESPORTIVAS REALIZADAS EM ACADEMIAS, CLUBES, ESCOLINHAS *

DA IMPORTÂNCIA DE SUBSTITUIR A EDUCAÇÃO FÍSICA DA ESCOLA POR ATIVIDADES FÍSICAS E/ OU ESPORTIVAS REALIZADAS EM ACADEMIAS, CLUBES, ESCOLINHAS * DA IMPORTÂNCIA DE SUBSTITUIR A EDUCAÇÃO FÍSICA DA ESCOLA POR ATIVIDADES FÍSICAS E/ OU ESPORTIVAS REALIZADAS EM ACADEMIAS, CLUBES, ESCOLINHAS * ANEGLEYCE T. RODRIGUES, FERNANDO MASCARENHAS, RÚBIA-MAR NUNES

Leia mais

Novos textos no ensino da Geografia

Novos textos no ensino da Geografia Novos textos no ensino da Geografia Renata de Souza Ribeiro (UERJ/ FFP) Thiago Jeremias Baptista (UERJ/ FFP) Resumo Este texto relata a experiência desenvolvida no curso Pré-vestibular Comunitário Cidadania

Leia mais

POLÍTICAS PÚBLICAS DE CONEXÃO: DESAFIOS DO SÉCULO XXI

POLÍTICAS PÚBLICAS DE CONEXÃO: DESAFIOS DO SÉCULO XXI POLÍTICAS PÚBLICAS DE CONEXÃO: DESAFIOS DO SÉCULO XXI Claudionei Lucimar Gengnagel UPF Fernanda Nicolodi UPF Resumo: A pesquisa que se apresenta irá discutir a importância e a necessidade de políticas

Leia mais

RESUMO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO SUPERIOR DE EVENTOS

RESUMO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO SUPERIOR DE EVENTOS RESUMO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO SUPERIOR DE EVENTOS SALVADOR 2012 1 CONTEXTUALIZAÇÃO Em 1999, a UNIJORGE iniciou suas atividades na cidade de Salvador, com a denominação de Faculdades Diplomata. O contexto

Leia mais

A CARTA DE BELGRADO. Colecção Educação Ambiental Textos Básicos. Editor Instituto Nacional do Ambiente

A CARTA DE BELGRADO. Colecção Educação Ambiental Textos Básicos. Editor Instituto Nacional do Ambiente A CARTA DE BELGRADO Colecção Educação Ambiental Textos Básicos Editor Instituto Nacional do Ambiente INTRODUÇÃO Texto adoptado, por unanimidade, no Colóquio sobre Educação Ambiental", organizado pela UNESCO

Leia mais

MATEMÁTICA NAS SÉRIES INICIAIS

MATEMÁTICA NAS SÉRIES INICIAIS MATEMÁTICA NAS SÉRIES INICIAIS Jair Bevenute Gardas Isabel Corrêa da Mota Silva RESUMO A presente pesquisa tem o objetivo de possibilitar ao leitor um conhecimento específico sobre a história da Ciência

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS ESTUDOS REGIONAIS, TEMAS EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS E TÓPICOS EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS 2 /2015 TURNO MANHÃ

EMENTAS DAS DISCIPLINAS ESTUDOS REGIONAIS, TEMAS EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS E TÓPICOS EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS 2 /2015 TURNO MANHÃ EMENTAS DAS DISCIPLINAS ESTUDOS REGIONAIS, TEMAS EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS E TÓPICOS EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS 2 /2015 TURNO MANHÃ Temas em Relações Internacionais I 4º Período Turno Manhã Título da

Leia mais

CECIP. Centro de Criação de Imagem Popular

CECIP. Centro de Criação de Imagem Popular Centro de Criação de Imagem Popular Largo de São Francisco de Paula, 34 / 4º andar 20.051-070 Rio de Janeiro RJ Tel./ Fax.: (55 21) 2509.3812 cecip@cecip.org.br www.cecip.org.br 1º Encontro sobre Mediação

Leia mais

Educação para a cidadania global A abordagem da UNESCO

Educação para a cidadania global A abordagem da UNESCO United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization Educação para a cidadania global A abordagem da UNESCO BR/2015/PI/H/3 Educação para a cidadania global (ECG) A abordagem da UNESCO O que

Leia mais

E NO PROCESSO DE ESCOLHA PROFISSIONAL

E NO PROCESSO DE ESCOLHA PROFISSIONAL 1 A CRISE DA MODERNIDADE E SUAS CONSEQUÊNCIAS NA EDUCAÇÃO TÉCNICA E NO PROCESSO DE ESCOLHA PROFISSIONAL Ana Cristina Marinho da Fonseca * RESUMO Estudo bibliográfico que parte da constatação de que a crise

Leia mais

O Papel do Pedagogo na Escola Pública CADEP

O Papel do Pedagogo na Escola Pública CADEP O Papel do Pedagogo na Escola Pública CADEP O Papel do Pedagogo na Escola Pública 1 A construção histórica do Curso de Pedagogia 2 Contexto atual do Curso de Pedagogia 3 O trabalho do Pedagogo prática

Leia mais

Desafios e tendências das Políticas para as Mulheres pelas ações da SPM ou o que se poderia chamar de Feminismo de Estado 1

Desafios e tendências das Políticas para as Mulheres pelas ações da SPM ou o que se poderia chamar de Feminismo de Estado 1 1 Desafios e tendências das Políticas para as Mulheres pelas ações da SPM ou o que se poderia chamar de Feminismo de Estado 1 (Texto OPMs Versão Preliminar) A Secretaria de Políticas para as Mulheres da

Leia mais

OS PRINCÍPIOS DA ESSILOR

OS PRINCÍPIOS DA ESSILOR OS PRINCÍPIOS DA ESSILOR Cada um de nós, na vida profissional, divide com a Essilor a sua responsabilidade e a sua reputação. Portanto, devemos conhecer e respeitar os princípios que se aplicam a todos.

Leia mais

Amartya Sen e os desafios da educação. Wanda Engel Superintendente Executiva do Instituto Unibanco

Amartya Sen e os desafios da educação. Wanda Engel Superintendente Executiva do Instituto Unibanco Amartya Sen e os desafios da educação Wanda Engel Superintendente Executiva do Instituto Unibanco 1 O desenvolvimento pode ser visto como um processo de expansão das liberdades reais que as pessoas desfrutam.

Leia mais

A CULTURA NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO NA DÉCADA DE 70

A CULTURA NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO NA DÉCADA DE 70 A CULTURA NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO NA DÉCADA DE 70 JUNIOR, Carlos de Faria 1 FERNANDES, Priscila Mendonça 2 Palavras-Chave: Indústria Cultural. Regime Militar. Telenovelas. Introdução O projeto consiste

Leia mais

UMA ABORDAGEM FREIRIANA PARA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

UMA ABORDAGEM FREIRIANA PARA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA UMA ABORDAGEM FREIRIANA PARA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA CARVALHO, Jaciara FE/USP jsacarvalho@gmail.com RESUMO Este trabalho apresenta a tese 1 brasileira Educação Cidadã a Distância: aportes de uma perspectiva

Leia mais

ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO: TECENDO RELAÇÕES COM O PENSAMENTO DE PAULO FREIRE

ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO: TECENDO RELAÇÕES COM O PENSAMENTO DE PAULO FREIRE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO: TECENDO RELAÇÕES COM O PENSAMENTO DE PAULO FREIRE Marcia Aparecida Alferes 1 Resumo O presente texto pretende refletir sobre a definição dos conceitos de alfabetização e letramento,

Leia mais