ERA UMA VEZ: CONTANDO HISTÓRIAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "ERA UMA VEZ: CONTANDO HISTÓRIAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE METODISTA DE PIRACICABA FACULDADE DE CIÊNCIAS HUMANAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO ERA UMA VEZ: CONTANDO HISTÓRIAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL BRANCA MONTEIRO CAMARGO PIRACICABA, SP 2011

2 ERA UMA VEZ: CONTANDO HISTÓRIAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL BRANCA MONTEIRO CAMARGO PROF. DR. RENATA CRISTINA OLIVEIRA BARRICHELO CUNHA Dissertação apresentada à Banca Examinadora do Programa de Pós-Graduação em Educação da UNIMEP como exigência parcial para a obtenção do título de Mestre em Educação. PIRACICABA, SP 2011

3 BANCA EXAMINADORA Profa. Dra. Renata Cristina Oliveira Barrichelo Cunha UNIMEP (orientadora). Profa. Dra. Maria Augusta Hermengarda Wurthmann Ribeiro - UNESP Rio Claro Profa. Dra. Maria Nazaré da Cruz - UNIMEP

4 Dedico este trabalho a Sueli, a Patrícia e a todos os professores e crianças na esperança de que as histórias possam ser fonte de conhecimento e possam contribuir para a criação e imaginação de todos nós.

5 AGRADECIMENTOS Primeiramente agradeço à Profa. Dra.Renata Barrichelo Cunha pela orientação, pelo carinho, pela paciência, pelas incansáveis correções, enfim por todo o apoio dado durante o mestrado. Gostaria de agradecer também à banca, Profa. Dra. Maria Nazaré da Cruz e Profa. Dra. Maria Augusta H. W. Ribeiro por aceitarem participar de minha qualificação e defesa de mestrado e pelas críticas que fizeram com que este trabalho crescesse. Agradeço a todos os professores e funcionários do Programa de Pós - Graduação da UNIMEP, especialmente à Elaine e à Ge. Ao CNPq pela bolsa concedida. À Julia, Patrícia e à Sueli por terem me recebido na escola e por terem me dado a oportunidade de realizar minha pesquisa. À Carmelina de Toledo Piza, que conheci em um momento bastante difícil de minha vida e que me ajudou a encontrar um caminho e a me lembrar como as histórias eram e são importantes para mim. E a me lembrar também de como eu gosto delas. Me ajudou a ver que eu podia manter a criança que existe dentro de mim sem deixar de crescer. Foi assim que passei a ser a Tia Branca, contadora de histórias. Gostaria de fazer um agradecimento especial aos meus pais, por acreditarem em mim, por me fazerem nunca desistir de minhas conquistas e de mim mesma. Meu pai sempre dizia você consegue, minha filha, faça, que você vai chegar lá, lá onde, eu não sei dizer, mas acredito que é onde eu quiser. Minha mãe também acreditava e acredita em mim, por isso, hoje, agradeço a ela pelos ensinamentos, pelas broncas, pela força de vontade, pela paciência, por todos os cuidados que tinha e tem comigo e por todo amor que nos deu. Agradeço ao Matheus, pelo amor, pelo carinho, por me dar forças, pelo incentivo, pelo apoio durante todo este percurso e pelo companheirismo. Por me aguentar do início ao final da dissertação. Te Amo! À Tia Ana por tudo o que é para mim, por sermos parecidas e pelo abstract.

6 À Doca minha segunda mãe. Sei que ela vai vibrar por mais esta minha conquista. Aos meus irmãos, Rita e Fernandinho; ou Fernandão, que entre tapas e beijos também me ajudaram nesta empreitada. As minhas irmãs postiças Pricilla e Aline pelo carinho e pelo amor. Gostaria de agradecer à minha Avó e ao meu Avô pelas histórias contadas para mim e para meus primos, histórias inventadas, reais; enfim todos os tipos de histórias que me fizeram me apaixonar por elas. Minha avó contava e conta histórias de sua família, histórias que fazem parte da história do Brasil e meu avô outras histórias, as inventadas por ele ou que se lembrava da infância. Dizia meu Avô: Em São João da Boa Vista tinha mar quando eu era criança, pegava onda e passava por debaixo do túnel, por isso, é que fiquei careca. Essa é uma das histórias que ele conta aos netos. À Bia, ao Felipe, à Julia, ao Mauro, à Lúcia, ao Fabrício (Geleia), à Renata Ceribelli, à Renata Pucci, à Daniela Zampieri, à Danuza Ciloto, à Ana Paula Camargo, à Gyslaine, que me deram apoio e que cada um, de sua forma e maneira, me ajudaram nesta empreitada. Ao Rudy e à Lê, que mesmo distantes, sei que estão aqui presentes, presentes em nossos corações: - Podemos fazer via Skype? À Ana Paula, à Evani e à Gê por todos os conselhos, puxões de orelha e carinho. À Celaine que me ajudou a superar as crises, me ouvindo e sempre me deixando mais calma e mais tranqüila. À Nalva pelos quitutes gostosos e preocupação para comigo. A todos os meus outros amigos que também estiveram presentes neste momento em meu coração. Emília, mesmo a gente não se vendo... gostaria de agradecer pela força e por me ajudar a acreditar que eu chegaria onde eu quisesse chegar.

7 RESUMO Este estudo tem por objetivo conhecer os encaminhamentos e intervenções de professoras, quando contam histórias, para alunos da Educação Infantil. A investigação é relevante porque além de contribuir para o aumento do conhecimento da área, pode nos ajudar a refletir sobre uma prática pedagógica extremamente importante para a inserção da criança na história cultural e das significações de seu grupo social. Para responder a questão da investigação - Quais os encaminhamentos feitos pelas professoras nos momentos de contar histórias para as crianças na sala de aula? - utilizei observações videogravadas e registradas em diário de campo de duas professoras que contavam semanalmente histórias para os seus alunos de 4 a 5 anos, de uma escola de educação infantil, do interior do estado de São Paulo. O referencial teórico adotado nesse estudo destaca as contribuições da Literatura Infantil (LAJOLO, 1994; MACHADO, 2004; RIBEIRO, 2007; ZILBERMAN, 2003, 2005, 2009) e da interação social para o desenvolvimento e aprendizagem das crianças (VIGOTSKI, 2000, 2007, 2009; KRAMER, 2006, 2009; PINO, 2000; GÓES, 2000). As análises dos encontros das professoras com as crianças, com base na abordagem microgenética (GÓES, 2000), apontam que contar histórias não é algo espontâneo e natural para essas professoras, mas resultado de elaborações pessoais e de uma formação que não levou em conta a apreciação literária do texto. As professoras participantes dessa pesquisa, ao apresentarem e dialogarem sobre as leituras com as crianças, demonstraram preocupação em transmitir regras de comportamento e boas maneiras, bem como explicação dos significados de palavras, estabelecendo interações orientadas por perguntas que buscavam avaliar a compreensão das crianças em relação à história contada, mantendo assim a atenção das mesmas. O diálogo e as ações pedagógicas, em muitos episódios, estiveram mais voltados para manter o silêncio dos alunos e para garantir a transmissão de orientações e informações para as crianças. Faz-se necessário repensar a formação de professores de modo que a rotina de contar histórias na Educação Infantil possa efetivamente cumprir com seu papel de levar as crianças a um mundo simbólico, imaginativo, criativo e reflexivo. Palavras-chave: Educação Infantil, Literatura Infantil e Formação de Professores.

8 ABSTRACT This study seeks a better understanding of the orientation of interventions by teachers when they are telling stories to primary school children. This investigation is relevant because besides increasing the body of Educational knowledge, it can help us to think about an extremely important pedagogic practice, namely the giving to children knowledge about their cultural history and of their meaning in their social group. In order to answer the main question of this investigation - Which are the orientations the teachers use when they tell stories to the children in the classroom? - I used video recorded observations and registers in a field diary of two teachers who were telling weekly stories to 4 to 5 years old pupils from a Primary School from the interior of the state of Sao Paulo. The theoretical references adopted in this study emphasise the contributions in Children Literature of LAJOLO (1994), MACHADO (2004), BROOK (2007) and ZILBERMAN (2003, 2004, 2005, 2009) and of the studies of social interaction for children development and learning (VIGOTSKI, 2000, 2007, 2009; KRAMER, 2006, 2009; PINO, 2000; GÓES, 2000). The analysis of the meetings between teachers and children, based upon the microgenetic approach (GÓES, 2000), pointed out that telling stories is not an spontaneous and natural action for these teachers, but it is a result of personal elaboration and of a background that did not take into account the literary appreciation of the text. The teachers, while presenting and talking to the children about the stories, demonstrated a preoccupation in transmitting rules of behavior and good manners, as well as explanations of the meaning of words. The teachers established interactions with the children followed by questions aimed at evaluating the understanding of the story by the children, keeping their interested attention. The dialogue and the pedagogic actions, in many episodes, were preferentially directed to keep pupils silent to guarantee the transmission of information to the children. It is therefore necessary to re-think teachers' formation so that the routine of story telling in Primary Schools can effectively achieve the role of taking the children to a symbolic, imaginative, creative and reflexive world. Key-words: Primary School Children, Children Literature and Teacher Training.

9 SUMÁRIO ERA UMA VEZ... BRANCA...09 CAPÍTULO 1: O Tesouro das Histórias A Literatura Infantil na Escola A Educação Infantil e o Contar Histórias...20 CAPÍTULO 2: Eu e Outro: Nossa História...28 CAPÍTULO 3: A Escola, Sueli, Patrícia e as Crianças...38 CAPÍTULO 4: A Casa, A Margarida, os Brinquedos e outras Histórias Relevância do Texto Literário na Perspectiva das Professoras Interações a partir do Texto Literário...55 OS GRÃOS DE MILHO E OS GAFANHOTOS...62 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...65

10 ERA UMA VEZ... BRANCA Era uma vez... Branca. Esse nome tem uma história. Era o nome de minha bisavó avó da minha mãe e do meu pai também sim, eles são primos e a avó em comum chamava-se Branca. Branca também é nome de personagens de histórias infantis, como Branca Flor, Branca de Neve, Linda Branca. Na minha infância eu conhecia apenas a história da Branca de Neve, mas com o passar dos anos fui descobrindo outras histórias e outras personagens com o nome: Branca. Uma vez minha mãe contou que a tia Ana me levou ao teatro para assistir Branca de Neve e os Sete Anões. No final da peça, quando o Príncipe ia beijar a Branca de Neve, que estava no caixão, levantei-me no meio da plateia, subi na cadeira e abri os braços achando que o Príncipe ia me beijar. As histórias sempre me fascinaram e encantaram. No ano passado, em 2010, meus pais foram para Portugal e minha mãe encontrou lá um livro com contos tradicionais açorianos que tinha uma história nova para mim, Linda Branca. Mais uma história de reis, príncipes e palácios e que termina com um poema da Ilha de São Miguel, Açores: Quem o disse está aqui, Que o quer saber, vá lá, Sapatinhos de manteiga Escorregam, mas não caem (MIMOSO, 2010, p. 48). E, continuando a história... Quando criança, eu, Branca, gostava muito de brincar na rua, de brincar de boneca, de brincar de Barbie, de brincar de casinha e muitas outras coisas mais... Mas não gostava muito de ir à escola. Venho de uma família de muitos professores. A bisa Branca era professora primária. Minha avó materna, professora de história, e meu avô materno, professor de histologia. Sem contar que meus pais também são professores. Estudei em várias escolas, numa época em que o movimento construtivista de Piaget tinha muita força. Acreditava-se que era necessário respeitar o ritmo de desenvolvimento da criança, preparar o ambiente para a 9

11 criança aprender, sem forçá-la, e esperar que ela amadurecesse. Estudei o primeiro ano em uma escola alternativa, eu gostava era de ficar no balanço em vez de ficar na sala de aula estudando. Nem preciso dizer que me deixaram o ano todo balançando e não passei para o 2º ano. Depois fui estudar em outras escolas. Em minha vida escolar estudei em escolas laicas, escola espírita e escola metodista escolas que eram alternativas e tradicionais. Tive, com isso, experiências diversas, que me ensinaram a ver que não existe uma única forma de ensinar e de aprender. Eu gostava muito de histórias de todos os tipos contos de fadas, de encantamento, tradicionais, folclóricos, de animais, histórias de vida... Gostava muito de ouvir as histórias que minha bisavó Celina contava, eram histórias de sua infância. Imaginava o tamanho da casa, os jardins da casa, o quarto, a varanda do quarto, os irmãos, os empregados, as peripécias de minha bisavó. Lembro-me das histórias como se a Bisa estivesse me contado há minutos atrás! Ouvia histórias sempre antes de dormir, minha mãe contava-as todos os dias. Meu pai também contava histórias quando eu pedia, mas ele misturava todos os contos de fadas e eu ficava brava com ele: Pai, não é assim, você está misturando a Branca de Neve com a Cinderela. Gostava muito quando ele contava a história da Gotinha : Era uma vez uma gotinha, que morava numa nuvem, com seus pais, familiares e amigos.... E a história revelava todo o ciclo da água e os problemas da poluição. Ah! Esqueci de dizer que meu pai é biólogo e dá aulas sobre poluição. Assim, a história da gotinha caindo em um rio sujo e fedido me ensinou a entender como a poluição causa estragos na natureza. Acabei aprendendo a ler, lendo as histórias do Mico Maneco, da Ana Maria Machado (1988), com minha mãe. Acho que as histórias sempre me atraíram. Fiz Fonoaudiologia na UNIMEP e, durante os estágios, comecei a atender crianças. Contava histórias para elas e vi que isso ajudava muito no desenvolvimento da sua linguagem. Sem contar o interesse que uma história sempre desperta. 10

12 Assisti a uma apresentação de contação de histórias da Carmelina de Toledo Piza. Fiquei encantada com a forma como ela contava as histórias e descobri que a contadora também era professora e que dava cursos de contadores de histórias na minha cidade. Fui fazer o curso. Tive aulas todas às segundas-feiras à noite, durante quatro meses. Ia para as aulas toda contente, sempre pensando em milhões de histórias. Durante o curso, aprendi com a Carmelina a olhar para os olhos das pessoas quando estamos contando histórias, a deixar que elas nos levem a fantasiar as histórias, imaginando-as, pois, dizia ela, quando criamos a nossa fantasia da história fazemos com que as pessoas se envolvam mais com elas. Assim, comecei a contar histórias. A primeira história que contei durante o curso foi Chapeuzinho Amarelo, do Chico Buarque (2003), e contava junto com uma colega de turma, a Raquel. Lembro-me que eu contava uma parte e ela contava outra. Eu não conseguia contar a história sozinha, nem ela, porque as duas faziam parte. Até hoje sinto dificuldade em contar esta história, pois eu sempre sinto falta de alguma coisa, alguma coisa na maneira de contar a história. Sinto falta da Raquel! Depois, comecei a contar outras histórias, que eu lembrava que faziam parte da minha infância. Gosto muito de contar A Cidade dos Cachorros, uma história inventada pelo meu avô, que contava para minha mãe e que depois minha mãe passou a me contar também. Ouvia-a contar e ouvia-o contar. Meu avô contava muitas histórias... A cidade dos cachorros contava a história de Alice, uma menina que queria muito ter um cachorrinho e que o ganhou no dia de seu aniversário. Ela ficou tão feliz com o presente que não conseguia dormir de tanto que pensava nele. Seguindo o cachorrinho que pulou pela janela de seu quarto, ela chega a uma cidade em que todos eram cachorros: o guarda era cachorro, o pipoqueiro era cachorro, a professora era cachorro e por aí ia. Na escola, a professora começou a ensinar: au-au, au-au, au-au e todos repetiam: au-au, au-au, au-au. Alice ia falando junto com eles para aprender aquela nova língua. Quando Alice já estava quase aprendendo a falar naquela língua, sua mãe veio acordá-la para ir à escola. Tudo tinha sido um sonho e Alice reclama 11

13 com a mãe que a tinha acordado bem na hora em que já estava aprendendo a falar a língua do au-au. Quem não gostaria de saber o que dizem os cachorros? Acho que esse é um sonho de muitas crianças e de alguns adultos também. Talvez por isso a história me encantasse tanto e, hoje, continua a encantar as crianças para as quais a conto. A história falava do sonho e da realidade e do que pode ser realizado em um e em outro lugar. Que sabedoria a do meu avô! À medida que fui crescendo aprendi que as histórias mudam com o tempo e que nelas são incorporadas características e valores sociais da época em que são contadas. Durante o curso de contação de histórias da Carmelina, um grupo de meninas contou A Verdadeira História dos Três Porquinhos, de Jon Scieszka (2005). Eu até então não conhecia esta história e me apaixonei por ela. Passei depois a contá-la e hoje a sei de cor. Essa nova história traz outras possibilidades de avaliação de quem é bom e de quem é mau. A versão contada pelo lobo cria a dúvida e mostra que nem sempre o lobo é mau. Assim, a narrativa trata de novos valores e características dos novos tempos. Hoje conto muitas histórias em eventos como Natal, Dia das Crianças, Páscoa, em escolas etc. Outro dia uma colega de mestrado me chamou para contar histórias na escola em que ela trabalha. Fui levando um carrinho cheio de curiosidades para as crianças. De dentro dele eu tirava objetos, adornos e contava as histórias. Neste dia me lembro de contar: A Cidade dos Cachorros, Branca de Neve, versão dos Irmãos Grimm (1989); A Menina do Leite, de Jean de La Fontaine (2010); A Girafa e o Mede-Palmo, da Lucia Pimentel Goes (1997) e o Castelo Amarelo de Malba Tahan (1964). Inscrevi-me no início de 2009 no Programa de Pós-Graduação em Educação da UNIMEP para fazer o mestrado, na expectativa de desenvolver um projeto de pesquisa que pudesse englobar o desenvolvimento de linguagem das crianças e, ao mesmo tempo, as histórias infantis. Ingressei no Núcleo de Formação de Professores e, depois de muitas histórias e leituras, fui observar duas professoras de uma escola pública municipal contando histórias para seus alunos de cinco anos. Meu projeto inicial da dissertação já apontava como tema as histórias infantis, mas ainda não era claro pra mim o que exatamente eu queria estudar. 12

14 Aos poucos fui delimitando melhor meu objetivo, com a ajuda de meus professores e de meus colegas do Núcleo, optando por focalizar o professor em suas práticas pedagógicas que envolvessem a apresentação da literatura para crianças da Educação Infantil. Assim, procurei conhecer como duas professoras contam as histórias para seus alunos. Busco analisar na dissertação o modo como organizam os grupos de crianças e conduzem a contação das histórias. O foco de análise no papel do professor pode trazer contribuições para conhecermos os contextos de trabalho em sala de aula e pensarmos sobre a formação dos professores para a prática de contar histórias na Educação Infantil. A perspectiva teórica adotada neste estudo é a histórico-cultural. Os estudos realizados nesta perspectiva destacam a importância da história e da cultura para a constituição e funcionamento humano. Assim, fundamentada em Vigotski (1993; 2007; 2009), Bakhtin (1995; 2003); Luria, Vigotski e Leontiev (1977) e em autores contemporâneos (GÓES, 1997; 2000); FREITAS, 2002; PINO, 2000; SMOLKA, 2009; SMOLKA E NOGUEIRA, 2002; TUNES et al., 2005) que assumem esta orientação, destaco que é na vida coletiva e no caráter social do comportamento que a criança encontra material para a formação de suas funções internas. Os professores e alunos participantes são considerados, portanto, sujeitos históricos, vivendo situações escolares concretas, que trazem marcas da cultura e que participam ativamente da realidade histórica e social. Para a discussão sobre a literatura infantil baseio-me em autores que discutem (BRAGA, 2000; BRANDÃO et al, 2006; CADERMATORI, 2009; CERISARA, 2000; CHINEN, 1989; FREIRE e SILVA, 2009; KRAMER, 2006 e 2009; LAJOLO, 1994; LAZIER, 2010; MACHADO, 2004; OLIVEIRA, 1995; OLIVEIRA e SILVA, 2008; ONGARI e MOLINA, 2003; PASCHOAL e MACHADO, 2009; PENNAC, 1993; RAMOS, PANOZZO e ZANOLLA, 2008; RIBEIRO, 2007; RIBEIRO, GOLSALVES e ZANELA, 2005; SAWAYA, 2000; VALDES e COSTA, 2010; ZILBERMAN, 2003, 2005 e 2009). A fim de organizar a apresentação deste estudo, orientado pela questão Quais os encaminhamentos feitos pelas professoras nos momentos de 13

15 contar histórias para as crianças na sala de aula?, organizei o texto em quatro capítulos. No primeiro capítulo, Os Tesouros das Histórias Infantis, recorro aos autores, citados anteriormente, que abordam a literatura e a educação infantil, mostrando o papel importante das histórias e do professor para o desenvolvimento da criança. Em seguida, no capítulo 2, Eu e o Outro: Nossa História eu apresento conceitos importantes da perspectiva histórico cultural sobre a natureza social e constitutiva da linguagem. No capítulo 3, A escola, Sueli, Patrícia e as Crianças, introduzo os atores (professores e alunos), a escola e os caminhos metodológicos do trabalho de campo. No capítulo 4, A Casa, A Margarida, Os Brinquedos e outras Histórias, eu apresento os dados de meus registros e as análises realizadas a partir das teorias que embasam esse estudo. Por fim, teço algumas considerações em Os Grãos de Milho e os Gafanhotos, indicando as possíveis contribuições da pesquisa. 14

16 CAPÍTULO 1 O TESOURO DAS HISTÓRIAS INFANTIS Quem encontra ainda pessoas que saibam contar histórias como elas devem ser contadas? Que moribundos dizem hoje palavras tão duráveis que possam ser transmitidas como um anel, de geração em geração? Quem é ajudado, hoje, por um provérbio oportuno? Quem tentará, sequer, lidar com a juventude invocando sua experiência? (BENJAMIN, 1987, p.114). Inicio este capítulo apresentando as perguntas de Benjamin (1987) em seu texto Experiência e Pobreza, escrito em No texto, o autor conta a parábola de um velho que em seu leito de morte revela aos filhos que tem um tesouro enterrado em seus vinhedos. Assim, os filhos cavam, cavam, mas não encontram nada. No entanto, no outono, suas vinhas produzem mais do que qualquer outra da região. Os filhos compreendem então o que o pai quis dizer ele transmite uma experiência: a felicidade não está no ouro, mas no trabalho. A leitura do ensaio, escrito por Benjamin, denunciando a pobreza de experiências e a miséria introduzida pelo desenvolvimento da técnica, sobrepondo-se ao homem, traz contribuições importantes para a discussão proposta neste capítulo, qual seja, o contar histórias e a Literatura Infantil. As histórias revelam significados figurativos sobre experiências acumuladas por gerações anteriores. Assim também, a Literatura Infantil contém sentidos ocultos que encantam ao mesmo tempo em que ajudam a compreender os valores, sentimentos, experiências e as características da história social da humanidade. A Literatura é rica porque permite descobrir o sujeito na sua subjetividade e originalidade única, recria de uma maneira singular a sua percepção de mundo (SAWAYA, 2000). Segundo esta mesma autora, Benjamin localiza nas narrativas infantis um lugar privilegiado onde a experiência está em conjunção com a memória, com os conteúdos do inventário pessoal e do passado coletivo (p.38). Machado (2004) também ressalta a importância de contar histórias, narrar o mundo encantado, o maravilhoso, uma vez que a realidade do conto promove o encontro entre pessoas e a atualização de valores humanos. 15

17 Para Zilberman (2009), caracterizando a experiência fundamental da realidade, a leitura pode ser qualificada como mediadora entre cada ser humano e seu presente (p.41). Na mesma perspectiva, Lajolo (1994) entende que é à literatura que se confiam os diferentes imaginários, as diferentes sensibilidades, valores e comportamentos através dos quais uma sociedade expressa e discute, simbolicamente, seus impasses, seus desejos, suas utopias (p.106). Histórias estão, portanto, diretamente relacionadas à nossa vida. Conforme Ribeiro (2007), a nossa própria vida é uma história, engastada em outras e na grande história da humanidade, porque construída por fatos que a vão tecendo, por personagens, além do principal, que se vão agregando à narrativa, compondo-a, pelos espaços por onde vivemos e pelo tempo da nossa vida (p. 79). Contar histórias, mesmo entre adultos, é uma arte milenar e universal (MACHADO, 2004). Desde os tempos antigos, mesmo antes da escrita, os homens contavam histórias. Segundo Braga (2000), numa civilização sem escrita ou com uma utilização ainda restrita, o poeta tinha um papel fundamental: narrar o passado, contar a história (p.84). As histórias contadas através de gerações transmitem os conhecimentos, valores e sentimentos dos mais velhos para os mais novos, permitindo que as novas gerações entrem em contato com aquilo que faz parte da história e da cultura do seu grupo social (MACHADO, 2004). Brandão et al.(2006), estudando as interlocuções entre crianças e adultos idosos, destacam a importância das histórias para o desenvolvimento infantil. Os autores enfatizam a relevância de programas que incentivem os idosos a contar histórias para crianças e, dessa forma, promovam as narrativas entre gerações. A relação entre a memória humana e o processo de significação foi bastante enfatizada por Vigostki (2007), quando o autor analisou a emergência de funções mentais complexas, como a atenção voluntária e o pensamento racional. Vigostki (2007), discorrendo sobre a memória e o ato de pensar, nos lembra que a verdadeira essência da memória humana está no fato de os seres humanos serem capazes de lembrar ativamente com a ajuda de signos 16

18 (p.50). descrevendo seus experimentos com crianças de diferentes idades e adultos, relaciona os signos ao ato de lembrar. Nesse sentido, os mais velhos têm um papel importante na significação do mundo para os mais jovens. São os mais velhos que permitem a lembrança da história passada, que tornam acessível aos jovens conhecer e significar a história da humanidade. Por isso são importantes programas escolares, tais como os de Brandão et al.(2006), que permitam o encontro das gerações no interior da escola, tornando acessível aos jovens o conhecimento e a história dos mais velhos. Conforme ressalta Chinen (1989) na introdução de seu livro... E foram felizes para sempre. Contos de Fadas para Adultos, os contos narram a trajetória de vida do ser humano (p. 9). Segundo o autor, esse é um tipo específico de história que rompe com a realidade e, por meio da imaginação, oferece uma visão profunda dos anseios da humanidade. Podemos pensar em muitos outros tipos de histórias, como as histórias mitológicas dos gregos, os contos de terror ou tragédia, as histórias literárias de criação pessoal, os contos do folclore popular, enfim, uma variedade grande de histórias que encantam e são transmitidas de uma geração a outra. Para Ribeiro, Gonçalves e Zanella (2005) o ato de ler pode ser um ato transformador quando questiona, busca e inquieta a vida dos seres humanos, e traz em si uma característica fundamental: a de formar sujeitos (p.47) A Literatura Infantil na Escola A história da Literatura Infantil, que nasceu no século XIX, pode ser conhecida através livro Como e porque ler a Literatura Infantil Brasileira, de Zilberman (2005). A autora nos conta que os primeiros livros escritos para crianças foram adaptações da Literatura Européia, ou melhor, dos contos de fadas (Branca de Neve, Cinderela, Chapeuzinho Vermelho...) que foram adaptados para que as crianças pudessem ler, pois até então só adultos tinham acesso a livros. Assim, o Brasil passou a traduzir estas adaptações para o português. Nas palavras da autora: 17

19 No começo, a literatura infantil se alimenta de obras destinadas a outros fins: aos leitores adultos, gerando adaptações; aos ouvintes das narrativas transmitidas oralmente, que se convertem nos contos para crianças; ou ao público de outros países, determinando, nesse caso, traduções para a língua portuguesa. Há um outro segmento que vale a pena criar: as obras destinadas à escola (ZILBERMAN, 2005, p.18). Ainda segundo a autora, Monteiro Lobato ( ) foi um dos primeiros a escrever livros para as crianças brasileiras e é um dos grandes escritores da Literatura Infantil Brasileira. Quem não se lembra da boneca de pano falante, Emilia? Ou da Menina do Nariz Arrebitado, a Narizinho? Para Zilberman (2005), Lobato criou muitos personagens de características muito próprias e nunca modificadas. Escreveu seu primeiro livro para crianças em Reinações de Narizinho - e o último escrito por ele foi Os Doze Trabalhos de Hércules. Zilberman (2005) esclarece que Lobato não estava só, pois outros escritores também começaram a escrever livros para crianças, como Viriato Correia, Graciliano Ramos, Erico Veríssimo, entre outros. Foi na época das publicações de Monteiro Lobato que ocorreu a Ditadura Militar (1964 a 1985), momento em que as pessoas eram proibidas de se expressar. A cultura, o teatro e o cinema eram cerceados e muitos artistas foram presos ou deportados por se oporem ao regime. A literatura infantil era ainda pouco conhecida e por isso foi esquecida pelos agentes da ditadura e utilizada pelos escritores para se expressarem contra este governo, uma vez que não passavam pela censura. Na década de 70, segundo Zilberman (2005), as obras literárias foram liberadas para serem utilizadas em sala de aula como instrumento de ensino do professor, assim eles não precisavam mais se utilizar somente do livro didático. No entanto, a visão do papel da literatura era muito conservadora e havia uma predominância de uma perspectiva moralista ou pedagógica nos textos literários. (ZILBERMAN, 2005, p. 51). Essa visão conservadora e o uso da literatura como um instrumento para ensinar outros objetivos pedagógicos é objeto de preocupação de Zilberman (2005), uma vez que desconsidera o valor da literatura por, sua própria natureza. 18

20 Seguindo a mesma linha de argumentação, Cadermatori (2009) destaca a importância do texto literário em si mesmo dizendo que conceitos de indiscutível importância, postos em circulação com os melhores intuitos educativos, são endereçados aos textos de literatura infantil e colocados onde não cabem. A literatura não tem - e não pode ter compromisso com a transmissão de antídotos a males sociais variados, seja sexismo, racismo, desigualdade social, poluição ambiental e outros. Tampouco lhe cabe a difusão de noções de saúde, higiene, religião, ecologia, história. Ou o texto é pragmático ou é literário. Ou é doutrinário ou é estético. Uma coisa e também outra não consegue ser. Livros em que predominam intenções ideológicas, e que tem por objetivo primordial transmitir informações de ordem prática, não privilegiam a fantasia nem a aventura individual do leitor com os sentidos múltiplos que um texto literário é capaz de suscitar. Se prevalecer o intuito de pregação, o texto fica impedido de, ao mesmo tempo, ampliar e matizar seus efeitos de sentido (p.48-49). Existe, no entanto, uma relação entre a literatura e a escola, pois de fato, tanto a obra de ficção como a instituição do ensino estão voltadas à formação do indivíduo ao qual se dirige. Embora se trate de produções oriundas de necessidades sociais que explicam e legitimam seu funcionamento, sua atuação sobre o recebedor é sempre ativa e dinâmica, de modo que este não permanece indiferente a seus efeitos. Que essa é a meta da educação é fartamente conhecido, enfatizando-se em tal caso a finalidade conformadora a padrões de existência e pensamento em vigor (ZILBERMARN, 2003, p. 25). Isto significa que tanto a escola como a literatura têm uma finalidade sintetizadora. Para Zilberman (2003), a literatura sintetiza uma realidade próxima ao que o leitor vive no seu cotidiano, ajudando-o a se conhecer melhor. Também a escola sintetiza, transformando uma realidade viva, nas diferentes disciplinas ou áreas do conhecimento. O perigo do uso da Literatura como algo pedagógico e educativo foi muito bem ressaltado por Pennac (1993) em seu livro Como um Romance. Nele o autor conta a história de um garoto que, quando criança, amava ler, lia muitas histórias de literatura infantil. Este garoto foi crescendo e na adolescência passa a não se interessar mais pela leitura, pois na escola começa a ser obrigado a ler aquilo que não lhe interessa. A partir desta história o autor vai mostrando como a escola suprime a experiência de prazer do ato de leitura. 19

A ARTE DE BRINCAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL. Estudante de Pedagogia pela FECLESC / UECE Resumo

A ARTE DE BRINCAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL. Estudante de Pedagogia pela FECLESC / UECE Resumo A ARTE DE BRINCAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL Maria Elany Nogueira da Silva Estudante de Pedagogia pela FECLESC / UECE Resumo Este presente artigo pretende refletir idéias sobre o brincar na Educação Infantil,

Leia mais

O BRINCAR, A BRINCADEIRA, O JOGO, A ATIVIDADE LÚDICA E A PROPOSTA PEDAGÓGICA PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL

O BRINCAR, A BRINCADEIRA, O JOGO, A ATIVIDADE LÚDICA E A PROPOSTA PEDAGÓGICA PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL O BRINCAR, A BRINCADEIRA, O JOGO, A ATIVIDADE LÚDICA E A PROPOSTA PEDAGÓGICA PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL Josiane Lima Zanata (Seduc) josianezanata@hotmail.com Ivani Souza Mello (UFMT) ivanimello1@hotmail.com

Leia mais

Projeto Conto de Fadas

Projeto Conto de Fadas Projeto Conto de Fadas 1. Título: Tudo ao contrário 2. Dados de identificação: Nome da Escola: Escola Municipal Santo Antônio Diretora: Ceriana Dall Mollin Tesch Coordenadora do Projeto: Mônica Sirtoli

Leia mais

Projetos. Outubro 2012

Projetos. Outubro 2012 Projetos Outubro 2012 Assunto de gente grande para gente pequena. No mês de outubro os brasileiros foram às urnas para eleger prefeitos e vereadores e a Turma da Lagoa não poderia ficar fora deste grande

Leia mais

LEITURA E LITERATURA NA FORMAÇÃO DA CRIANÇA

LEITURA E LITERATURA NA FORMAÇÃO DA CRIANÇA LEITURA E LITERATURA NA FORMAÇÃO DA CRIANÇA Suellen Lopes 1 Graduação Universidade Estadual de Londrina su.ellen23@hotmail.com Rovilson José da Silva 2 Universidade Estadual de Londrina rovilson@uel.br

Leia mais

O PAPEL DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

O PAPEL DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL 0 O PAPEL DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL 1 O PAPEL DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL Renato da Guia Oliveira 2 FICHA CATALOGRÁFICA OLIVEIRA. Renato da Guia. O Papel da Contação

Leia mais

8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM

8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM CORRENTES DO PENSAMENTO DIDÁTICO 8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM Se você procurar no dicionário Aurélio, didática, encontrará o termo como feminino substantivado de didático.

Leia mais

LETRAMENTO, AMBIENTE E ORALIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL

LETRAMENTO, AMBIENTE E ORALIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL LETRAMENTO, AMBIENTE E ORALIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL 42 Luciene Rodrigues Ximenes lrximenes@hotmail.com Pós-Graduada em Alfabetização, leitura e escrita pela UFRJ. Atualmente é professora e coordenadora

Leia mais

RESUMO. Palavras chave: Brinquedo. Brincar. Ambiente escolar. Criança. INTRODUÇÃO

RESUMO. Palavras chave: Brinquedo. Brincar. Ambiente escolar. Criança. INTRODUÇÃO A FUNÇÃO DO BRINQUEDO E OS DIVERSOS OLHARES Érica Cristina Marques de Oliveira- erikacmo06@hotmail.com Rafaela Brito de Souza - rafa_pdgg@hotmail.com.br Raquel Cardoso de Araújo- raquelins1@hotmail.com

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DAS ATIVIDADES LÚDICAS NO PPROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

A IMPORTÂNCIA DAS ATIVIDADES LÚDICAS NO PPROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL A IMPORTÂNCIA DAS ATIVIDADES LÚDICAS NO PPROCESSO DE Resumo ALFABETIZAÇÃO NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL NICOLITTO, Mayara Cristina UEPG maycris_nic@hotmail.com CAMPOS, Graziela Vaneza de UEPG

Leia mais

A EDUCAÇÃO INFANTIL E OS DESAFIOS DA DOCÊNCIA NO ÂMBITO DA FORMAÇÃO DE PROFESSORES Ana Paula Reis de Morais 1 Kizzy Morejón 2

A EDUCAÇÃO INFANTIL E OS DESAFIOS DA DOCÊNCIA NO ÂMBITO DA FORMAÇÃO DE PROFESSORES Ana Paula Reis de Morais 1 Kizzy Morejón 2 728 A EDUCAÇÃO INFANTIL E OS DESAFIOS DA DOCÊNCIA NO ÂMBITO DA FORMAÇÃO DE PROFESSORES Ana Paula Reis de Morais 1 Kizzy Morejón 2 RESUMO: O presente artigo trata da especificidade da ação pedagógica voltada

Leia mais

BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR DA EDUCAÇÃO INFANTIL

BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR DA EDUCAÇÃO INFANTIL BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR DA EDUCAÇÃO INFANTIL 1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL ANTECEDENTES Art. 210. Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar formação básica comum

Leia mais

NARRATIVAS E PRÁTICAS DE LEITURA NA CRECHE: RELATOS SOBRE A IMPORTÂNCIA DA LEITURA PARA BEBÊS. Uma experiência com mães.

NARRATIVAS E PRÁTICAS DE LEITURA NA CRECHE: RELATOS SOBRE A IMPORTÂNCIA DA LEITURA PARA BEBÊS. Uma experiência com mães. NARRATIVAS E PRÁTICAS DE LEITURA NA CRECHE: RELATOS SOBRE A IMPORTÂNCIA DA LEITURA PARA BEBÊS. Uma experiência com mães. Autores: DILMA ANTUNES SILVA 1 ; MARCELO NASCIMENTO 2. Modalidade: Relato de experiência.

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA APRENDIZAGEM DOS ALUNOS NOS ANOS INICIAIS RESUMO

A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA APRENDIZAGEM DOS ALUNOS NOS ANOS INICIAIS RESUMO A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA APRENDIZAGEM DOS ALUNOS NOS ANOS INICIAIS RESUMO Marcelo Moura 1 Líbia Serpa Aquino 2 Este artigo tem por objetivo abordar a importância das atividades lúdicas como verdadeiras

Leia mais

COMO AVALIAR O TEXTO LITERÁRIO CRITÉRIOS DE ANÁLISE

COMO AVALIAR O TEXTO LITERÁRIO CRITÉRIOS DE ANÁLISE COMO AVALIAR O TEXTO LITERÁRIO CRITÉRIOS DE ANÁLISE Literatura Infantil aspectos a serem desenvolvidos A natureza da Literatura Infanto-Juvenil está na Literatura e esta é uma manifestação artística. Assim,

Leia mais

10º Congreso Argentino y 5º Latinoamericano de Educación Física y Ciencias EDUCAÇÃO FÍSICA COMO LINGUAGEM: ÍNTIMA RELAÇÃO BIOLÓGICO- SOCIAL

10º Congreso Argentino y 5º Latinoamericano de Educación Física y Ciencias EDUCAÇÃO FÍSICA COMO LINGUAGEM: ÍNTIMA RELAÇÃO BIOLÓGICO- SOCIAL 10º Congreso Argentino y 5º Latinoamericano de Educación Física y Ciencias EDUCAÇÃO FÍSICA COMO LINGUAGEM: ÍNTIMA RELAÇÃO BIOLÓGICO- SOCIAL Pâmella Gomes de Brito pamellagomezz@gmail.com Goiânia, Goiás

Leia mais

LINGUAGEM ESCRITA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: FORMAS DE CONHECER O MUNDO

LINGUAGEM ESCRITA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: FORMAS DE CONHECER O MUNDO LINGUAGEM ESCRITA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: FORMAS DE CONHECER O MUNDO SILVA, Hayana Crislayne Benevides da. Graduanda Pedagogia - UEPB/Campus I hayana_benevides@yahoo.com.br SILVA, Alzira Maria Lima da. Graduanda

Leia mais

Resumo Aula-tema 01: A literatura infantil: abertura para a formação de uma nova mentalidade

Resumo Aula-tema 01: A literatura infantil: abertura para a formação de uma nova mentalidade Resumo Aula-tema 01: A literatura infantil: abertura para a formação de uma nova mentalidade Pensar na realidade é pensar em transformações sociais. Atualmente, temos observado os avanços com relação à

Leia mais

A RODA DE LITERATURA INFANTIL COMO ESPAÇO DE REFLEXÃO CRÍTICA: um relato de experiência

A RODA DE LITERATURA INFANTIL COMO ESPAÇO DE REFLEXÃO CRÍTICA: um relato de experiência A RODA DE LITERATURA INFANTIL COMO ESPAÇO DE REFLEXÃO CRÍTICA: um relato de experiência Ana Raquel da Rocha Bezerra, UFPE Andressa Layse Sales Teixeira, UFRN RESUMO: O presente trabalho tem como objetivo

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DOS CONTOS DE FADAS PARA A CONSTRUÇÃO DO IMAGINÁRIO DAS CRIANÇAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

A IMPORTÂNCIA DOS CONTOS DE FADAS PARA A CONSTRUÇÃO DO IMAGINÁRIO DAS CRIANÇAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL A IMPORTÂNCIA DOS CONTOS DE FADAS PARA A CONSTRUÇÃO DO IMAGINÁRIO DAS CRIANÇAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL Fernanda Maria Sousa Martins; Valdiêgo José Monteiro Tavares; Larissa Mabrine Dias da Silva; Professor

Leia mais

Ementário do Curso de Pedagogia, habilitações: Educação Infantil e Séries Iniciais 2008.1A

Ementário do Curso de Pedagogia, habilitações: Educação Infantil e Séries Iniciais 2008.1A 01 BIOLOGIA EDUCACIONAL Fase: 1ª Prática: 15 h/a Carga Horária: 60 h/a Créditos: 4 A biologia educacional e os fundamentos da educação. As bases biológicas do crescimento e desenvolvimento humano. A dimensão

Leia mais

O papel social da educação infantil (1)

O papel social da educação infantil (1) O papel social da educação infantil (1) Sonia Kramer (2) "Filhos da sensatez, justiça e muito amor Netos de boa herança, frutos da sã loucura Fortes, sadios, lindos, pretos brancos ou índios Os meninos

Leia mais

A ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

A ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL A ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL EVELISE RAQUEL DE PONTES (UNESP). Resumo O ato de contar histórias para crianças da educação infantil é a possibilidade de sorrir, criar, é se envolver com

Leia mais

Para pensar o. livro de imagens. Para pensar o Livro de imagens

Para pensar o. livro de imagens. Para pensar o Livro de imagens Para pensar o livro de imagens ROTEIROS PARA LEITURA LITERÁRIA Ligia Cademartori Para pensar o Livro de imagens 1 1 Texto visual Há livros compostos predominantemente por imagens que, postas em relação,

Leia mais

Uma Perspectiva Sócio-Histórica do Processo de Alfabetização com Conscientização do Contexto Sociocultural

Uma Perspectiva Sócio-Histórica do Processo de Alfabetização com Conscientização do Contexto Sociocultural Uma Perspectiva Sócio-Histórica do Processo de Alfabetização com Conscientização do Contexto Sociocultural Camila Turati Pessoa (Universidade Federal de Uberlândia) camilatpessoa@gmail.com Ruben de Oliveira

Leia mais

Sentimentos e emoções Quem vê cara não vê coração

Sentimentos e emoções Quem vê cara não vê coração Material pelo Ético Sistema de Ensino Elaborado para Educação Infantil Publicado em 2011 Projetos temáticos EDUCAÇÃO INFANTIL Data: / / Nível: Escola: Nome: Sentimentos e emoções Quem vê cara não vê coração

Leia mais

JANELA SOBRE O SONHO

JANELA SOBRE O SONHO JANELA SOBRE O SONHO um roteiro de Rodrigo Robleño Copyright by Rodrigo Robleño Todos os direitos reservados E-mail: rodrigo@robleno.eu PERSONAGENS (Por ordem de aparição) Alice (já idosa). Alice menina(com

Leia mais

ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM EDUCAÇÃO INFANTIL: RELATOS DE EXPERIÊNCIAS DA PRÁTICA DOCENTE

ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM EDUCAÇÃO INFANTIL: RELATOS DE EXPERIÊNCIAS DA PRÁTICA DOCENTE 1 ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM EDUCAÇÃO INFANTIL: RELATOS DE EXPERIÊNCIAS DA PRÁTICA DOCENTE Natália Maria G. Dantas de Santana- UAE/CFP/UFCG Mayrla Marla Lima Sarmento-UAE/CFP/UFCG Maria Thaís de Oliveira

Leia mais

PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO NA EDUCAÇÃO INFANTIL PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO NA EDUCAÇÃO INFANTIL Marta Quintanilha Gomes Valéria de Fraga Roman O planejamento do professor visto como uma carta de intenções é um instrumento articulado internamente e externamente

Leia mais

CURSO DE PEDAGOGIA EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE PEDAGOGIA

CURSO DE PEDAGOGIA EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE PEDAGOGIA 1 CURSO DE EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS BRUSQUE (SC) 2012 2 SUMÁRIO 1ª FASE... 4 01 BIOLOGIA EDUCACIONAL... 4 02 INVESTIGAÇÃO PEDAGÓGICA: DIVERSIDADE CULTURAL NA APRENDIZAGEM... 4 03 METODOLOGIA CIENTÍFICA...

Leia mais

Apropriação da Leitura e da Escrita. Elvira Souza Lima. (transcrição)

Apropriação da Leitura e da Escrita. Elvira Souza Lima. (transcrição) Apropriação da Leitura e da Escrita Elvira Souza Lima (transcrição) Nós estamos num momento de estatísticas não muito boas sobre a alfabetização no Brasil. Mas nós temos que pensar historicamente. Um fato

Leia mais

Ementário do Curso de Pedagogia, habilitações: Educação Infantil e Séries Iniciais 2010.2

Ementário do Curso de Pedagogia, habilitações: Educação Infantil e Séries Iniciais 2010.2 01 BIOLOGIA EDUCACIONAL Fase: 1ª Carga Horária: 30 h/a Prática: 30 h/a Créditos: 4 A biologia educacional e os fundamentos da educação. As bases biológicas do crescimento e desenvolvimento humano. A dimensão

Leia mais

COMPREENSÃO DA ESCRITA ENTRE CRIANÇAS PEQUENAS. Texto na íntegra

COMPREENSÃO DA ESCRITA ENTRE CRIANÇAS PEQUENAS. Texto na íntegra COMPREENSÃO DA ESCRITA ENTRE CRIANÇAS PEQUENAS TOLEDO, Daniela Maria de (Mestranda) RODRIGUES, Maria Alice de Campos (Orientadora); UNESP FCLAr Programa de Pós-Graduação em Educação Escolar CAPES Texto

Leia mais

FACESI EM REVISTA Ano 3 Volume 3, N. 2 2011 - - ISSN 2177-6636

FACESI EM REVISTA Ano 3 Volume 3, N. 2 2011 - - ISSN 2177-6636 A IMPORTÂNCIA DO ATO DE LER NO UNIVERSO INFANTIL Ana Maria Martins anna_1280@hotmail.com Karen de Abreu Anchieta karenaanchieta@bol.com.br Resumo A importância do ato de ler no cotidiano infantil é de

Leia mais

DICA PEDAGÓGICA EDUCAÇÃO INFANTIL

DICA PEDAGÓGICA EDUCAÇÃO INFANTIL DICA PEDAGÓGICA EDUCAÇÃO INFANTIL 1. TÍTULO DO PROGRAMA As Histórias do Senhor Urso 2. EPISÓDIO TRABALHADO O caçador de tesouros 3. SINOPSE DO EPISÓDIO ESPECÍFICO O episódio O caçador de Tesouros faz parte

Leia mais

LITERATURA INFANTIL: TRABALHANDO O TEXTO E A IMAGEM NA SALA DE AULA DA EDUCAÇÃO INFANTIL

LITERATURA INFANTIL: TRABALHANDO O TEXTO E A IMAGEM NA SALA DE AULA DA EDUCAÇÃO INFANTIL 1 LITERATURA INFANTIL: TRABALHANDO O TEXTO E A IMAGEM NA SALA DE AULA DA EDUCAÇÃO INFANTIL Rosélia Maria de Sousa SANTOS Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba José Ozildo dos SANTOS

Leia mais

EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO INTEGRAL DA CRIANÇA NA PRIMEIRA INFÂNCIA: O CAMPO DAS RESPONSABILIDADES

EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO INTEGRAL DA CRIANÇA NA PRIMEIRA INFÂNCIA: O CAMPO DAS RESPONSABILIDADES EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO INTEGRAL DA CRIANÇA NA PRIMEIRA INFÂNCIA: O CAMPO DAS RESPONSABILIDADES Ao longo de muitos séculos, a educação de crianças pequenas foi entendida como atividade de responsabilidade

Leia mais

LER E ESCREVER: APRENDER COM O LÚDICO

LER E ESCREVER: APRENDER COM O LÚDICO LER E ESCREVER: APRENDER COM O LÚDICO Inês Aparecida Costa QUINTANILHA; Lívia Matos FOLHA; Dulcéria. TARTUCI; Maria Marta Lopes FLORES. Reila Terezinha da Silva LUZ; Departamento de Educação, UFG-Campus

Leia mais

Poesia A Arte de brincar e aprender com as palavras. Prof. José Urbano

Poesia A Arte de brincar e aprender com as palavras. Prof. José Urbano Poesia A Arte de brincar e aprender com as palavras Prof. José Urbano O que vamos pensar: A Literatura e a Sociedade Funções e desdobramentos da Literatura Motivação Poesia Em hipótese alguma a literatura

Leia mais

O Valor da Literatura Infantil no ensino de Ciências

O Valor da Literatura Infantil no ensino de Ciências O Valor da Literatura Infantil no ensino de Ciências Kaline Prates Luz Amorim, UESB Cristiane Souza Borges 1, UESB RESUMO: O presente trabalho trata-se de uma pesquisa qualitativa, realizado por meio de

Leia mais

A LITERATURA ESCOLARIZADA

A LITERATURA ESCOLARIZADA Revista Eletrônica da Faculdade Metodista Granbery http://re.granbery.edu.br - ISSN 1981 0377 Curso de Pedagogia N. 12, JAN/JUN 2012 A LITERATURA ESCOLARIZADA Raylla Portilho Gaspar 1 RESUMO Esse artigo

Leia mais

A BONITEZA DO OLHAR INFANTIL NA PERSPECTIVA EMANCIPADORA: Ensinar e aprender em diálogo com os saberes das crianças

A BONITEZA DO OLHAR INFANTIL NA PERSPECTIVA EMANCIPADORA: Ensinar e aprender em diálogo com os saberes das crianças A BONITEZA DO OLHAR INFANTIL NA PERSPECTIVA EMANCIPADORA: Ensinar e aprender em diálogo com os saberes das crianças PADILHA, Aparecida Arrais PMSP cidarrais@yahoo.com.br Resumo: Este artigo apresenta uma

Leia mais

COMO ESCREVER UM LIVRO INFANTIL. Emanuel Carvalho

COMO ESCREVER UM LIVRO INFANTIL. Emanuel Carvalho COMO ESCREVER UM LIVRO INFANTIL Emanuel Carvalho 2 Prefácio * Edivan Silva Recebi o convite para prefaciar uma obra singular, cujo título despertou e muita minha atenção: Como escrever um livro infantil,

Leia mais

Uma narrativa, uma história e um imaginário. Fernanda Cielo* 1

Uma narrativa, uma história e um imaginário. Fernanda Cielo* 1 Uma narrativa, uma história e um imaginário. Fernanda Cielo* 1 Meu nome é Maria Bonita, sou mulher de Vírgulino Ferreira- vulgo Lampiãofaço parte do bando de cangaceiros liderados por meu companheiro.

Leia mais

EDUCAÇÃO AMBIENTAL: ELEMENTO FUNDAMENTAL NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM 1

EDUCAÇÃO AMBIENTAL: ELEMENTO FUNDAMENTAL NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM 1 EDUCAÇÃO AMBIENTAL: ELEMENTO FUNDAMENTAL NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM 1 Autora: Maria Thaís de Oliveira Batista Graduanda do Curso de Pedagogia Unidade Acadêmica de Educação/CFP/UFCG Email: taholiveira.thais@gmail.com

Leia mais

A Cobronça, a Princesa e a Surpresa

A Cobronça, a Princesa e a Surpresa elaboração: PROF. DR. JOSÉ NICOLAU GREGORIN FILHO A Cobronça, a Princesa e a Surpresa escrito por & ilustrado por Celso Linck Fê Os Projetos de Leitura: concepção Buscando o oferecimento de subsídios práticos

Leia mais

TÍTULO: O ENSINO DA ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL: FONTE DE PRAZER E APRENDIZAGEM

TÍTULO: O ENSINO DA ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL: FONTE DE PRAZER E APRENDIZAGEM TÍTULO: O ENSINO DA ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL: FONTE DE PRAZER E APRENDIZAGEM CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS SUBÁREA: PEDAGOGIA INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO ANHANGUERA DE

Leia mais

CURSO DE PEDAGOGIA EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS 2015.1 BRUSQUE (SC) 2015 1 EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE PEDAGOGIA

CURSO DE PEDAGOGIA EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS 2015.1 BRUSQUE (SC) 2015 1 EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE PEDAGOGIA 1 CURSO EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS 2015.1 BRUSQUE (SC) 2015 2 SUMÁRIO 1ª FASE... 4 01 INVESTIGAÇÃO DA PRÁTICA DOCENTE I... 4 02 LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTO... 4 03 PROFISSIONALIDADE DOCENTE... 4 04 RESPONSABILIDADE

Leia mais

2. APRESENTAÇÃO. Mas, tem um detalhe muito importante: O Zé só dorme se escutar uma história. Alguém deverá contar ou ler uma história para ele.

2. APRESENTAÇÃO. Mas, tem um detalhe muito importante: O Zé só dorme se escutar uma história. Alguém deverá contar ou ler uma história para ele. 1.INTRODUÇÃO A leitura consiste em uma atividade social de construção e atribuição de sentidos. Assim definida, as propostas de leitura devem priorizar a busca por modos significativos de o aluno relacionar-se

Leia mais

O DESENVOLVIMENTO E O APRENDIZADO EM VIGOTSKY

O DESENVOLVIMENTO E O APRENDIZADO EM VIGOTSKY O DESENVOLVIMENTO E O APRENDIZADO EM VIGOTSKY Kassius Otoni Vieira Kassius Otoni@yahoo.com.br Rodrigo Luciano Reis da Silva prrodrigoluciano@yahoo.com.br Harley Juliano Mantovani Faculdade Católica de

Leia mais

ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: EM DEFESA DE UMA AÇÃO INTERDISCIPLINAR

ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: EM DEFESA DE UMA AÇÃO INTERDISCIPLINAR 1 ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: EM DEFESA DE UMA AÇÃO INTERDISCIPLINAR Maurina Passos Goulart Oliveira da Silva 1 mauripassos@uol.com.br Na formação profissional, muitas pessoas me inspiraram: pensadores,

Leia mais

O USO DA LITERATURA INFANTIL NA ESCOLA COMO FORMA DE ESTÍMULO À LEITURA RESUMO

O USO DA LITERATURA INFANTIL NA ESCOLA COMO FORMA DE ESTÍMULO À LEITURA RESUMO Revista Científica Eletrônica de Ciências Sociais Aplicadas da EDUVALE - ISSN 1806-6283 O USO DA LITERATURA INFANTIL NA ESCOLA COMO FORMA DE ESTÍMULO À LEITURA SOUZA, Elisangela Ruiz de 1 MUNIZ, Valdinéia

Leia mais

Resolução SME N 24/2010

Resolução SME N 24/2010 Resolução SME N 24/2010 Dispõe sobre orientações das rotinas na Educação Infantil, em escolas e classes de período integral da rede municipal e conveniada, anexos I e II desta Resolução, com base no Parecer

Leia mais

LITERATURA PARA TODOS: UMA EXPERIÊNCIA DE OFICINAS DE LEITURA NA AMAZÔNIA

LITERATURA PARA TODOS: UMA EXPERIÊNCIA DE OFICINAS DE LEITURA NA AMAZÔNIA 1 LITERATURA PARA TODOS: UMA EXPERIÊNCIA DE OFICINAS DE LEITURA NA AMAZÔNIA Maria de Nazaré da Silva Correa Jediã F. Lima Maria do Carmo S. Pacheco Maria do P. Socorro R. de Lima Maria Rita Brasil Raiolanda

Leia mais

RELEVÂNCIA DA LITERATURA INFANTIL NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

RELEVÂNCIA DA LITERATURA INFANTIL NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA 1 RELEVÂNCIA DA LITERATURA INFANTIL NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA Catharine Prata Seixas (PIBIC/UFS) Aline Grazielle Santos Soares Pereira (PIBIX/UFS) INTRODUÇÃO Vygotsky (1991), diz que o pensamento e a linguagem

Leia mais

Contação de Histórias PEF

Contação de Histórias PEF Contação de Histórias PEF Qual a importância da narração oral? -Exerce influência tanto sobre aspectos intelectuais quanto emocionais da criança. -Tem a capacidade de estimular a imaginação, a criatividade

Leia mais

FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES: PARTILHA DE SABERES E VIVÊNCIAS COMUNICACIONAIS

FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES: PARTILHA DE SABERES E VIVÊNCIAS COMUNICACIONAIS FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES: PARTILHA DE SABERES E VIVÊNCIAS COMUNICACIONAIS Lourdes Helena Rodrigues dos Santos - UFPEL/F/AE/PPGE Resumo: O presente estudo pretende compartilhar algumas descobertas,

Leia mais

COLÉGIO ESTADUAL ALCIDES MUNHOZ ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

COLÉGIO ESTADUAL ALCIDES MUNHOZ ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO COLÉGIO ESTADUAL ALCIDES MUNHOZ ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO Rua Marechal Floriano Peixoto, 61 Cep:84430-000 Fone/Fax:(42)34361327 e-mail: iuvalcidesmunhoz@seed.pr.gov.br Imbituva - Paraná Projeto de Leitura

Leia mais

Era uma vez Lipe : o nascimento de um amigo imaginário na Educação Infantil

Era uma vez Lipe : o nascimento de um amigo imaginário na Educação Infantil Era uma vez Lipe : o nascimento de um amigo imaginário na Educação Infantil Me. Tony Aparecido Moreira FCT/UNESP Campus de Presidente Prudente SP tony.educ@gmail.com Comunicação Oral Pesquisa finalizada

Leia mais

FENÔMENOS DA NATUREZA: REPRESENTAÇÕES INFANTIS E MEDIAÇÃO DO PROFESSOR INTRODUÇÃO

FENÔMENOS DA NATUREZA: REPRESENTAÇÕES INFANTIS E MEDIAÇÃO DO PROFESSOR INTRODUÇÃO FENÔMENOS DA NATUREZA: REPRESENTAÇÕES INFANTIS E MEDIAÇÃO DO PROFESSOR Palara-chave: conceitos da criança, pedagogia Nerli Nonato Ribeiro Mori Nara Cristina Miranda Universidade Estadual de Maringá INTRODUÇÃO

Leia mais

Segmentos da Entrevista do Protocolo 5: Alunos do Pré-Escolar

Segmentos da Entrevista do Protocolo 5: Alunos do Pré-Escolar Segmentos da Entrevista do Protocolo 5: Alunos do Pré-Escolar CATEGORIAS OBJECTIVOS ESPECÍFICOS S. C. Sim, porque vou para a beira de um amigo, o Y. P5/E1/UR1 Vou jogar à bola, vou aprender coisas. E,

Leia mais

Marta Kohl de Oliveira Algumas Contribuições da Psicologia Cognitiva

Marta Kohl de Oliveira Algumas Contribuições da Psicologia Cognitiva Marta Kohl de Oliveira Algumas Contribuições da Psicologia Cognitiva A criança que chega à escola é um indivíduo que sabe coisas e que opera intelectualmente de acordo com os mecanismos de funcionamento

Leia mais

O USO DA LITERATURA NO PROCESSO DE LETRAMENTO NAS ESCOLAS DO CAMPO

O USO DA LITERATURA NO PROCESSO DE LETRAMENTO NAS ESCOLAS DO CAMPO O USO DA LITERATURA NO PROCESSO DE LETRAMENTO NAS ESCOLAS DO CAMPO INTRODUÇÃO Francisca das Virgens Fonseca (UEFS) franciscafonseca@hotmail.com Nelmira Santos Moreira (orientador-uefs) Sabe-se que o uso

Leia mais

Projeto Leitura e Escrita na Educação Infantil

Projeto Leitura e Escrita na Educação Infantil Projeto Leitura e Escrita na Educação Infantil Mônica Correia Baptista/UFMG Maria Fernanda Rezende Nunes/UNIRIO Patrícia Corsino/UFRJ Vanessa Ferraz Almeida Neves/UFMG Rita Coelho/MEC Ângela Barreto/Consultora

Leia mais

DICA PEDAGÓGICA EDUCAÇÃO INFANTIL

DICA PEDAGÓGICA EDUCAÇÃO INFANTIL DICA PEDAGÓGICA EDUCAÇÃO INFANTIL 1. TÍTULO DO PROGRAMA As histórias do Senhor Urso. 2. EPISÓDIO TRABALHADO "A peça". 3. SINOPSE DO EPISÓDIO ESPECÍFICO Em um dia de verão, os brinquedos aproveitam o sol

Leia mais

Encontro Nacional Jovem de Futuro 2013: conexões e troca de experiências

Encontro Nacional Jovem de Futuro 2013: conexões e troca de experiências boletim Jovem de Futuro ed. 04-13 de dezembro de 2013 Encontro Nacional Jovem de Futuro 2013: conexões e troca de experiências O Encontro Nacional Jovem de Futuro 2013 aconteceu de 26 a 28 de novembro.

Leia mais

O CONTO E O RECONTO E SUA CONTRIBUIÇÃO NO DESENVOLVIMENTO DA ORALIDADE

O CONTO E O RECONTO E SUA CONTRIBUIÇÃO NO DESENVOLVIMENTO DA ORALIDADE O CONTO E O RECONTO E SUA CONTRIBUIÇÃO NO DESENVOLVIMENTO DA ORALIDADE Maria Aline da Silva Graduanda do curso de Pedagogia da FECLESC-UECE Antonio Marcelo Pereira Sousa Graduando do curso de Pedagogia

Leia mais

GRUPO FRESTAS: FORMAÇÃO E RESSIGNIFICAÇÃO DO EDUCADOR: SABERES, TROCA, ARTE E SENTIDOS

GRUPO FRESTAS: FORMAÇÃO E RESSIGNIFICAÇÃO DO EDUCADOR: SABERES, TROCA, ARTE E SENTIDOS Eixo: Políticas para a Infância e Formação de Professores Contempla as produções acadêmico-científicas que tratam de ações políticas e legislações referentes à Educação Infantil e a infância. Aborda pesquisas

Leia mais

CINEMA PEDAGÓGICO COMO INTERVENÇÃO PARA PRÁTICA DOCENTE. Elaine Fernanda Dornelas de Souza

CINEMA PEDAGÓGICO COMO INTERVENÇÃO PARA PRÁTICA DOCENTE. Elaine Fernanda Dornelas de Souza Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012 721 CINEMA PEDAGÓGICO COMO INTERVENÇÃO PARA PRÁTICA DOCENTE Elaine Fernanda Dornelas de Souza Serviço Nacional de

Leia mais

3º período -1,5 horas. Ementa

3º período -1,5 horas. Ementa Estrutura e Organização da Escola de Educação Infantil 3º período -1,5 horas Ementa Organização da escola de educação infantil. Planejamento, registro e avaliação da educação infantil. Fundamentos e métodos

Leia mais

LITERATURA INFANTIL: INTERAÇÃO E APRENDIZAGEM

LITERATURA INFANTIL: INTERAÇÃO E APRENDIZAGEM LITERATURA INFANTIL: INTERAÇÃO E APRENDIZAGEM Adriana Bragagnolo i ( Universidade de Passo Fundo) 1. NOTA INICIAL O presente texto objetiva socializar reflexões a respeito da literatura infantil no cenário

Leia mais

EXPERIÊNCIAS SIGNIFICATIVAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE PINHAIS-PR: COMPARTILHANDO IDEIAS E IDEAIS

EXPERIÊNCIAS SIGNIFICATIVAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE PINHAIS-PR: COMPARTILHANDO IDEIAS E IDEAIS EXPERIÊNCIAS SIGNIFICATIVAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE PINHAIS-PR: COMPARTILHANDO IDEIAS E IDEAIS Cordeiro, Juliana SEMED/Pinhais, vínculo efetivo, Pinhais, Paraná, Brasil juliana.cordeiro@pinhais.pr.gov.br

Leia mais

A FORMAÇÃO DO PROFISSIONAL DA EDUCAÇÃO INFANTIL

A FORMAÇÃO DO PROFISSIONAL DA EDUCAÇÃO INFANTIL A FORMAÇÃO DO PROFISSIONAL DA EDUCAÇÃO INFANTIL Maria das Graças Oliveira Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas/SP, Brasil. Resumo Este texto é parte de uma Tese de Doutorado

Leia mais

Condições didáticas geradas para o desenvolvimento do Projeto

Condições didáticas geradas para o desenvolvimento do Projeto Condições didáticas geradas para o desenvolvimento do Projeto Propor a reflexão sobre o literário a partir de situações de leitura e essencialmente de escrita. Propor situações didáticas que favoreçam

Leia mais

Imaginação e protagonismo na Educação Infantil: construindo uma escola mais íntima da infância

Imaginação e protagonismo na Educação Infantil: construindo uma escola mais íntima da infância Imaginação e protagonismo na Educação Infantil: construindo uma escola mais íntima da infância Me. Tony Aparecido Moreira tony.educ@gmail.com Denise Watanabe de.wtnb@gmail.com Dr. José Milton de Lima miltonlima@fct.unesp.br

Leia mais

MODELOS ORGANIZATIVOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM: UMA PROPOSTA PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA

MODELOS ORGANIZATIVOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM: UMA PROPOSTA PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA MODELOS ORGANIZATIVOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM: UMA PROPOSTA PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA Jaqueline Oliveira Silva Ribeiro SESI-SP josr2@bol.com.br Dimas Cássio Simão SESI-SP

Leia mais

A FORMAÇÃO CONTINUADA DOS PROFESSORES E A EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO MUNICIPIO DE MOSSORÓ

A FORMAÇÃO CONTINUADA DOS PROFESSORES E A EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO MUNICIPIO DE MOSSORÓ A FORMAÇÃO CONTINUADA DOS PROFESSORES E A EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO MUNICIPIO DE MOSSORÓ Selma Andrade de Paula Bedaque 1 - UFRN RESUMO Este artigo relata o desenvolvimento do trabalho de formação de educadores

Leia mais

Ementário do Curso de Pedagogia, habilitações: Educação Infantil e Séries Iniciais 2008.1

Ementário do Curso de Pedagogia, habilitações: Educação Infantil e Séries Iniciais 2008.1 01 BIOLOGIA EDUCACIONAL Fase: 1ª Carga Horária: 60 h Prática: 15 h Créditos: 4 A Biologia e o educador. Herança e meio, a hereditariedade. Reprodução humana. As funções vegetativas (digestão e alimentos,

Leia mais

MENOS ASSISTENCIALISMO, MAIS PEDAGOGIA. Moysés Kuhlmann: carências da educação infantil vão desde instalações à formação dos professores.

MENOS ASSISTENCIALISMO, MAIS PEDAGOGIA. Moysés Kuhlmann: carências da educação infantil vão desde instalações à formação dos professores. MENOS ASSISTENCIALISMO, MAIS PEDAGOGIA Moysés Kuhlmann: carências da educação infantil vão desde instalações à formação dos professores. 2 Ao lado das concepções do trabalho pedagógico para a infância,

Leia mais

ANÁLISE DAS DISSERTAÇÕES E TESES QUE ABORDARAM OS JOGOS E BRINCADEIRAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

ANÁLISE DAS DISSERTAÇÕES E TESES QUE ABORDARAM OS JOGOS E BRINCADEIRAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL ANÁLISE DAS DISSERTAÇÕES E TESES QUE ABORDARAM OS JOGOS E BRINCADEIRAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL CLIMENIA MARIA LACERDA DE OLIVEIRA Núcleo de Estudos e Pesquisas: Trabalho Docente, Formação de Professores e

Leia mais

A LITERATURA INFANTIL COMO UM IMPORTANTE INSTRUMENTO NO PROCESSO DE APROPRIAÇÃO DA LINGUAGEM ESCRITA PELA CRIANÇA.

A LITERATURA INFANTIL COMO UM IMPORTANTE INSTRUMENTO NO PROCESSO DE APROPRIAÇÃO DA LINGUAGEM ESCRITA PELA CRIANÇA. A LITERATURA INFANTIL COMO UM IMPORTANTE INSTRUMENTO NO PROCESSO DE APROPRIAÇÃO DA LINGUAGEM ESCRITA PELA CRIANÇA. FABIANO JOSÉ COLOMBO (UNESP - MARÍLIA). Resumo O ensino da língua materna e a formação

Leia mais

Era uma vez um menino muito pobre chamado João, que vivia com o papai e a

Era uma vez um menino muito pobre chamado João, que vivia com o papai e a João do Medo Era uma vez um menino muito pobre chamado João, que vivia com o papai e a mamãe dele. Um dia, esse menino teve um sonho ruim com um monstro bem feio e, quando ele acordou, não encontrou mais

Leia mais

FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS E SUA ATUAÇÃO COM CRIANÇAS DE 0 A 5 ANOS

FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS E SUA ATUAÇÃO COM CRIANÇAS DE 0 A 5 ANOS FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS E SUA ATUAÇÃO COM CRIANÇAS DE 0 A 5 ANOS Thyanna Silva dos Passos (Graduada/UFRB) Resumo Este trabalho tem como objetivo analisar a formação de professores e sua atuação na sala

Leia mais

CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS INFANTIS: O CAMINHO PARA INSERIR A CRIANÇA NO MUNDO DA LITERATURA

CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS INFANTIS: O CAMINHO PARA INSERIR A CRIANÇA NO MUNDO DA LITERATURA CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS INFANTIS: O CAMINHO PARA INSERIR A CRIANÇA NO MUNDO DA LITERATURA Geuciane Felipe Guerim (G-CCHE-UENP/CJ) Joselice Adriane da Costa (G-CLCA-UENP/CJ) Roseli de Cássia Afonso (Orientadora-CCHE-UENP/CJ)

Leia mais

Índice. 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3

Índice. 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3 GRUPO 6.1 MÓDULO 4 Índice 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3 1.1. Desenvolvimento e Aprendizagem de Jovens e Adultos... 4 1.1.1. Educar na Diversidade... 5 1.2. Os Efeitos da Escolarização/Alfabetização

Leia mais

Câmpus Alfenas SUMÁRIO. Cláudio Novaes... 2. Eliane Souza dos Santos... 3. Elizabeth Aparecida Santos de Oliveira... 4. Fernanda Alice de Santana...

Câmpus Alfenas SUMÁRIO. Cláudio Novaes... 2. Eliane Souza dos Santos... 3. Elizabeth Aparecida Santos de Oliveira... 4. Fernanda Alice de Santana... Câmpus Alfenas 14 de agosto de 2010 SUMÁRIO Cláudio Novaes... 2 Eliane Souza dos Santos... 3 Elizabeth Aparecida Santos de Oliveira... 4 Fernanda Alice de Santana...5 Mary Silva Faria... 6 Valéria de Oliveira

Leia mais

O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NO CONTEXTO DA GESTÃO ESCOLAR 1

O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NO CONTEXTO DA GESTÃO ESCOLAR 1 O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NO CONTEXTO DA GESTÃO ESCOLAR 1 Janete Maria Lins de Azevedo 2 Falar sobre o projeto pedagógico (PP) da escola, considerando a realidade educacional do Brasil de hoje, necessariamente

Leia mais

ESPAÇO E TEMPO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: ALTERNATIVAS DIDÁTICO- PEDAGÓGICAS.

ESPAÇO E TEMPO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: ALTERNATIVAS DIDÁTICO- PEDAGÓGICAS. ESPAÇO E TEMPO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: ALTERNATIVAS DIDÁTICO- PEDAGÓGICAS. Introdução: O presente artigo tem a pretensão de fazer uma sucinta exposição a respeito das noções de espaço e tempo trabalhados

Leia mais

EXPERIÊNCIAS DE LEITURA, ESCRITA E MÚSICA

EXPERIÊNCIAS DE LEITURA, ESCRITA E MÚSICA EXPERIÊNCIAS DE LEITURA, ESCRITA E MÚSICA Aline Mendes da SILVA, Marcilene Cardoso da SILVA, Reila Terezinha da Silva LUZ, Dulcéria TARTUCI, Maria Marta Lopes FLORES, Departamento de Educação UFG - Campus

Leia mais

Palavras-chave: Formação de professores; Justificativas biológicas; Dificuldades de escolarização

Palavras-chave: Formação de professores; Justificativas biológicas; Dificuldades de escolarização OS MECANISMOS DE ATUALIZAÇÃO DAS EXPLICAÇÕES BIOLÓGICAS PARA JUSTIFICAR AS DIFICULDADES NO PROCESSO DE ESCOLARIZAÇÃO: ANÁLISE DO PROGRAMA DE ALFABETIZAÇÃO LETRA E VIDA Cristiane Monteiro da Silva 1 ; Aline

Leia mais

O BRINCAR E SUA FUNÇÃO NA INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA EM INSTITUIÇÕES ESCOLARES: O QUE DIZEM OS PSICOPEDAGOGOS? DIOGO SÁ DAS NEVES

O BRINCAR E SUA FUNÇÃO NA INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA EM INSTITUIÇÕES ESCOLARES: O QUE DIZEM OS PSICOPEDAGOGOS? DIOGO SÁ DAS NEVES 1 O BRINCAR E SUA FUNÇÃO NA INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA EM INSTITUIÇÕES ESCOLARES: O QUE DIZEM OS PSICOPEDAGOGOS? Introdução DIOGO SÁ DAS NEVES A Psicopedagogia compromete-se primordialmente com o sistema

Leia mais

mhtml:file://c:\documents and Settings\Angela Freire\Meus documentos\cenap 2...

mhtml:file://c:\documents and Settings\Angela Freire\Meus documentos\cenap 2... Page 1 of 6 O lúdico na educação infantil Com relação ao jogo, Piaget (1998) acredita que ele é essencial na vida da criança. De início tem-se o jogo de exercício que é aquele em que a criança repete uma

Leia mais

ESTILO E IDENTIDADE. Autores: TACIANA CORREIA PINTO VIEIRA DE ANDRADE E CARMEM LÚCIA DE OLIVEIRA MARINHO

ESTILO E IDENTIDADE. Autores: TACIANA CORREIA PINTO VIEIRA DE ANDRADE E CARMEM LÚCIA DE OLIVEIRA MARINHO ESTILO E IDENTIDADE Autores: TACIANA CORREIA PINTO VIEIRA DE ANDRADE E CARMEM LÚCIA DE OLIVEIRA MARINHO Introdução Por milhares de anos, foi possível concordar que a mais importante linguagem do homem

Leia mais

A influência do contexto social na obra Chapeuzinho Vermelho

A influência do contexto social na obra Chapeuzinho Vermelho A influência do contexto social na obra Chapeuzinho Vermelho Guilherme Argenta Souza Ceres Helena Ziegler Bevilaqua UFSM A obra Chapeuzinho Vermelho é um clássico da literatura universal, apreciada por

Leia mais

Prática Educativa da Língua Portuguesa na Educação Infantil. Autoras Daniela Guimarães Patrícia Corsino

Prática Educativa da Língua Portuguesa na Educação Infantil. Autoras Daniela Guimarães Patrícia Corsino Prática Educativa da Língua Portuguesa na Educação Infantil Autoras Daniela Guimarães Patrícia Corsino 2009 2008 IESDE Brasil S.A. É proibida a reprodução, mesmo parcial, por qualquer processo, sem autorização

Leia mais

Celia Regina Lopes Feitoza

Celia Regina Lopes Feitoza Celia Regina Lopes Feitoza Se quiser falar ao coração do homem, há que se contar uma história. Dessas que não faltam animais, ou deuses e muita fantasia. Porque é assim, suave e docemente que se despertam

Leia mais

Comunicação JOGOS TEATRAIS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO MATERNAL E EDUCAÇÃO INFANTIL

Comunicação JOGOS TEATRAIS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO MATERNAL E EDUCAÇÃO INFANTIL Comunicação JOGOS TEATRAIS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO MATERNAL E EDUCAÇÃO INFANTIL ROSA, Maria Célia Fernandes 1 Palavras-chave: Conscientização-Sensibilização-Transferência RESUMO A psicóloga Vanda

Leia mais

Comunicação A INFLUÊNCIA DA CONTAÇÃO DA HISTÓRIAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Comunicação A INFLUÊNCIA DA CONTAÇÃO DA HISTÓRIAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL Comunicação A INFLUÊNCIA DA CONTAÇÃO DA HISTÓRIAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL MENDONÇA, Magda Letícia Bezerra 1 Palavras-chave: Histórias, Educação infantil A presente apresentação refere-se a parte do trabalho

Leia mais

DICA PEDAGÓGICA EDUCAÇÃO INFANTIL

DICA PEDAGÓGICA EDUCAÇÃO INFANTIL DICA PEDAGÓGICA EDUCAÇÃO INFANTIL 1 TÍTULO DO PROGRAMA Balinha e Dentinho. 2 EPISÓDIO TRABALHADO Conhecendo o Rosquinha. 3 SINOPSE DO EPISÓDIO ESPECÍFICO Balinha e Dentinho encontram um cachorro perdido

Leia mais