MEDIÇÃO DE DESEMPENHO NA CONSTRUÇÃO CIVIL

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1 MEDIÇÃO DE DESEMPENHO NA CONSTRUÇÃO CIVIL Eng. Dayana B. Costa MSc, Doutoranda e Pesquisadora do NORIE/UFRGS Conteúdo da Manhã Módulo 1 Medição de Desempenho Conceitos Básicos Experiência de Sistemas de Indicadores na Construção Civil Módulo 2 Indicadores de Planejamento e Controle da Produção Conceitos Básicos Indicadores: PPC; Desvio de Prazo e Desvio de Custo Aplicações Práticas e Valores de Referencia Exercício sobre PPC 1

2 Conteúdo da Tarde Módulo 3 Indicadores de Produtividade Conceitos básicos de produtividade Técnicas: cartão de produção e amostragem do trabalho Indicadores de produtividade Global e por Serviços Valores de referência Módulo 4 Indicadores de Perdas Conceitos básicos de perdas Método de coleta e indicadores de perdas Valores de referência Exercício de Produtividade MÓDULO 1: MEDIÇÃO DE DESEMPENHO 2

3 Por que medir? As empresas vivem num mercado dinâmico que exige monitoramento constante dos seus recursos. Necessidade de garantir a competitividade e, ao mesmo tempo, obter retorno do capital empregado. Exigências (clientes, CEF, órgão públicos e privados) quanto a implantação de sistemas de gestão da qualidade. Programas evolutivo de qualificação (PBQP-h) Certificação segundo requisitos da NBR ISO 9001 e 9002 Prêmios da Qualidade (PNQ, PGQP...) Por que medir? A medição possibilita gerenciar o desempenho da empresa: fornecendo informações que ajudam no planejamento e controle dos processos gerencias; usando as informações para monitoramento e controle dos objetivos estratégicos e metas. 3

4 A medição de desempenho na construção civil O uso dos indicadores não é sistemático. Predominância de indicadores financeiros. Dificuldades em identificar os indicadores mais importantes da empresa e os seus vínculos com as estratégias. Tomada de decisão baseada em intuição e senso comum. Principais barreiras no processo de medição Resistência das pessoas para a coleta, processamento e análise dos dados dos indicadores e também a inclusão na rotina organizacional. O uso de um único indicador que dificulta a identificação de problemas e não estimula visão sistêmica. O excesso de indicadores que dificulta o entendimento do que deve ser analisado e gasta demasiado recursos. 4

5 Principais barreiras no processo de medição O uso de medidas orientadas ao passado ocasiona desmotivação das pessoas com o processo de medição. Longo tempo entre coleta e análise dos dados. Centralização do processo de medição. Comportamento gerencial para tomada de decisão. O que é a medição de desempenho? Informação Decisão GERÊNCIA INTERVENÇÃO AVALIAÇÃO COLETA PROCESSA- MENTO Dados A medição de desempenho é um processo pelo qual se decide o que medir e se faz a coleta, acompanhamento e análise dos dados. Ação PROCESSO Fornecedor (SINK; TUTTLE, 1993) Medidas Cliente 5

6 Finalidade das medidas de desempenho Visibilidade: Diagnóstico do processo, identificando pontos fortes e fracos. Avaliação: comparação com dados do setor ou de concorrentes. Controle: Controle de processos a partir de padrões de desempenho. Avaliação: comparação com padrões estabelecidos. Melhoria: Identificação do impacto de ações para melhoria no desempenho do processo. Avaliação: comparação com metas. Finalidade das medidas de desempenho Motivação: Contribuem para o envolvimento das pessoas, permitindo ao indivíduo um retorno sobre o seu próprio desempenho. Implantação de estratégias: Direciona as pessoas a refletir as relações de causa e efeito, o custo benefício e as implicações das estratégias na empresa. 6

7 Requisitos do indicador ALINHAMENTO COM A ESTRATÉGIA: estar integrado ou alinhado com o processo de negócio, de acordo com os objetivos estratégicos e fatores críticos da empresa. SELETIVIDADE: estar relacionado a aspectos, etapas e resultados essenciais ou críticos do processo SIMPLICIDADE: fácil compreensão e aplicação BAIXO CUSTO: custo da medição não deve ser superior ao benefício trazido ACESSIBILIDADE: ser facilmente obtido Requisitos do indicador REPRESENTATIVIDADE: representar, satisfatoriamente, o processo a que se refere ESTABILIDADE: perdurar ao longo do tempo, com base em procedimentos rotinizados, incorporados à atividades da empresa RASTREABILIDADE: documentar os dados utilizados, bem como formulários e memórias de cálculo ABORDAGEM EXPERIMENTAL: desenvolver os indicadores e testálo, alterando-os se necessário 7

8 Etapas de definição e requisitos do indicador Seletividade Estabilidade Simplicidade Representatividade Escolher o processo Custo Simplicidade Acessibilidade Valor de referência Identificar requisitos dos clientes Identificar os clientes Desdobrar em características da qualidade Definir medidas / indicadores Identificar problemas Desdobrar em características mensuráveis da qualidade Processo de coleta Rastreabilidade Abordagem experimental Alinhamento dos Indicadores com Objetivos Estratégicos Explicitar objetivos estratégicos da empresa Analisar pontos fortes e fracos, ameaças e oportunidades de negócio; Identificar os processos críticos Considerar mudanças no processo e melhoria contínua; Estabelecer metas; Analisar se as informações fornecidas pelos indicadores apóiam na tomada de decisão estratégica. Utilizar indicadores para comparação (benchmarking). 8

9 ELEMENTO DA MEDIDA Nome do indicador Finalidade Processo em que está inserido Vínculo com a estratégia Meta Fórmula Como é coletado e processado Periodicidade Responsáveis pela coleta Como é analisado Responsáveis pela análise RECOMENDAÇÕES PARA A DEFINIÇÃO DAS MEDIDAS ser simples para entender estar claramente definido representar exatamente o que está sendo medido ter relevância ter uma finalidade explícita estar associado a processos críticos focar na melhoria ser derivado da estratégia estar relacionado com metas específicas focar na melhoria ter finalidade explícita fazer parte do ciclo de revisão gerencial focar na melhoria fornecer informação relevante ser simples para entender refletir o processo a ser medido estar claramente definida adotar taxas ao invés de números absolutos representar exatamente o que está sendo medido ter fórmula e fonte de dados explícitos quando possível, usar dados que são automaticamente coletados como parte do processo a ser reportado, num formato simples e consistente estar relacionado com metas específicas ter impacto visual fornecer informações relevantes Exemplo de definição e descrição do indicador NOME DO PPC - Percentual de Planos Concluídos INDICADOR Objetivo Medir a eficácia do planejamento de curto prazo Meta 80% Processo em que Planejamento da Produção está inserido Vínculo com a Manutenção e aprimoramento do PCP estratégia É coletado semanalmente através da planilha de Como é coletado e planejamento do curto prazo. Esse planejamento é realizado processado através de reuniões semanais. T cp PPC = 100 T tot Fórmula Tcp Atividades programadas acumuladas Ttot - atividades realizadas acumuladas Periodicidade Plano de curto prazo (semanal) Responsáveis pela Gerente de obra coleta Os resultados são analisados e discutidos com os colaboradores, mestres de obra e fornecedores na reunião de planejamento de curto prazo da semana seguinte. Os resultados são também apresentados para os clientes do Como é analisado empreendimento. Os resultados são discutidos com todo o corpo técnico da empresa nas reuniões da engenharia semanais e também reuniões plenária trimestrais, mas atualmente está sendo bimensal. 9

10 Implementação do Sistema de Indicadores Coleta: o planejamento da coleta de dados deve ser realizado buscando-se a sua simplificação e a redução de custos; Processamento: compreende também as atividades de armazenamento, representação e divulgação dos dados. Deve-se representar a informação de forma a torná-la acessível e de fácil compreensão e análise para as várias pessoas interessadas. Avaliação: nesta etapa discute-se as possíveis causas dos resultados obtidos e os planos para resolução de problemas e melhoria de desempenho. Envolve a identificação de parâmetros para comparação dos resultados, assim como a tomada de decisão ou resolução de problemas. SISTEMA DE INDICADORES DE DESEMPENHO NORIE/UFRGS 10

11 Projeto SISIND Disseminar conceitos, princípios e práticas de medição de desempenho na Indústria da Construção Estabelecer parâmetros comuns para medição de desempenho Promover oportunidade de melhoria para o setor Histórico do Projeto SISIND Convênio UFRGS, SEBRAE/RS e SINDUSCON/RS ( ) Convênio UFRGS & SEBRAE/RS (1995) Projeto Gestão na Qualidade na Construção Civil, financiado pela FINEP ( ) Projeto financiado pela FAPERGS (2000) Projeto SisInd-2002, parceria com SINDUSCON/RS (2002) Projeto SISIND-Net, financiamento do CNPq ( ) Indicadores do PBQP-H, Ministério das Cidades e CEF ( ) Parceria CBIC/SENAI/NORIE (2004) 11

12 Principais Atividades Realizadas Seleção de um conjunto de 35 indicadores. Produção de uma publicação (Manual de Utilização) Disseminação do Sistema em todo o país (seminários e cursos de treinamento) Desenvolvimento de um site na Internet para a disseminação do SISIND Construção de uma base de dados com indicadores de mais de 120 empresas Elaboração de 5 relatórios setoriais periódicos Manual de Utilização do Sistema: Conceitos básicos Descrição dos indicadores Valores de referência 12

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15 Projeto SISIND-NET Desenvolver e implantar um Sistema de Indicadores para Benchmarking para empresas da Construção. Desenvolver um Sistema de Indicadores On-line para ingresso e análise de dados, incluindo um tutorial para treinamento; Criar um ambiente para aprendizagem que permita as empresas compartilhar informações qualitativas e quantitativas de seu desempenho e melhores práticas; Promover workshops e cursos de treinamento em diferentes localidades brasileiras para disseminar o sistema de indicadores 15

16 Sistema de Indicadores para Benchmarking PRODUÇÃO SUPRIMENTOS CLIENTE QUALIDADE RECURSOS HUMANOS VENDAS INDICADORES Desvio de Custo da Obra Desvio de Prazo da Obra PPC Índice de Boas Práticas em Canteiros de Obra Taxa de Freqüência de Acidentes Avaliação de Fornecedores de Serviços Avaliação de Fornecedores de Materiais Avaliação de Fornecedores de Projetos Índice de Satisfação do Cliente Usuário Índice de Satisfação do Cliente Contratante Número de não conformidade em Auditorias Índice de não conformidade na Entrega do Imóvel Índice de Satisfação do Cliente Interno nas Obra Índice de Satisfação do Cliente Interno na Sede Índice de Treinamento Percentual de Funcionários Treinados Velocidade de Vendas Índice de Contratação Clube de Benchmarking Fórum de aprendizagem sobre princípios de Melhores Práticas, através da criação da cultura de medição de desempenho e compartilhamento de prática. Conteúdo: Reuniões para discussão de práticas e resultados de indicadores, como implementação dos indicadores, segurança, boas práticas de canteiro, custos; Visitas as obras para observar as práticas no canteiro. 16

17 Atribuições do Clube de Benchmarking Participar regularmente das reuniões e visitas Fornecer informações equivalentes ao que deseja receber Questionar as informações que estão sendo discutidas, buscando o real entendimento das práticas Guia de Procedimentos Objetiva orientar as empresas na incorporação dos indicadores na rotina organizacional e envio dos dados para BD. Procedimentos de coleta Planilhas de coleta interna à empresa (pode ser personalizada) na Construção Civil 17

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