POLÍTICA E CIDADANIA POLITICA A ARTE DE GOVERNAR

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1 Aluno: Série/ano: 9º Turma: Turno: Professor: Data: / / POLÍTICA E CIDADANIA A palavra política comumente nos faz lembrar coisas como: época de eleições, câmara de vereadores, deputados, presidentes, governadores prefeitos, ou ainda, corrupção, demagogia etc. Parece até que a politica é algo afastado de nós, do qual participamos só de vez em quando, que é feita por pessoas que não temos contato e que não estão presente nas coisas que fazemos no nosso dia a dia. Pois saiba que a politica está em todo lugar. Ela faz parte do nosso cotidiano. A politica está presente nas nossas relações diárias, no trabalho, na escola, na rua, no lazer, em casa e até nas nossas relações afetivas. Em todas as atividades humanas existe a necessidade de normas que garantem o funcionamento disciplinado das coisas, porque é através delas que se podem garantir os direitos e os deveres de cada um. Quando falamos de política, politica, portanto, estamos falando de obediência a normas, o que significa dizer que elas exercem sobre as pessoas um determinado poder. A ideia de poder é algo inerente à politica. Os homens estabelecem entre si relações de poder por meio das quais uns têm de obedecer a outros, segundo determinadas regras. É por meio do poder político que a sociedade se organiza. O poder político, no entanto, nem sempre é legitimo ou benéfico para todos. Ele muitas vezes pode assumir formas deturpadas de poder, cujo propósito pode ser o de discriminar grupos ou pessoas. POLITICA A ARTE DE GOVERNAR Para que serve a política? Quem faz política? O que é ser político? Essas perguntas costumam ser feitas por boa parte das pessoas, que mesmo fazendo política desconhecem a sua importância. Mas o que é política? A palavra política vem do grego politique e significa a arte ou a ciência da cidade. Essa definição, à primeira vista, pode soar estranha. A definição mais comum, no entanto, não tem nada de estranho, ela diz que a politica é a arte de governar. A primeira definição, na verdade, está vinculada à etimologia da palavra politica, que é derivada de pólis, que eram os nomes que os gregos davam as cidades-estados que surgiram no período compreendido mais ou menos entre os séculos VIII a.c. e VI a.c. A pólis era a unidade politica e social da qual participavam os cidadãos, aqueles que decidiam sobre os destinos da cidade. Os gregos costumavam realizar assembleias públicas nas quais discutiam, entre outras coisas, assuntos relacionados à administração da cidade. Nessas assembleias os cidadãos gregos participavam efetivamente das tomadas de decisões, daí porque é costume dizer que a democracia nasceu na Grécia, nesse período. Quando falamos de democracia, estamos falando de um modo de fazer politica, baseada na participação popular, ou seja, baseada no poder conferido ao povo de interferir nos destinos da cidade. A política, assim como a epistemologia e a ética, é uma das disciplinas que fazem parte da Filosofia. Ela é a parte que trata das questões relacionadas com a forma como os homens se organizam socialmente e buscam soluções para seus conflitos sociais, promovendo ações cujo objetivo é o bem comum. Ao campo da política pertencem as reflexões sobre as diversas formas de poder, sobre os regimes políticos e as formas de governo.

2 O HOMEM É UM ANIMAL POLÍTICO Você estudou anteriormente que a política é a arte ou a ciência da cidade. O homem é por natureza um animal social. Será ele um animal político? Vejamos o que diz o filósofo grego Aristóteles sobre essa questão. Para Aristóteles, a política nasceu de uma necessidade natural do homem. Para ele o homem é naturalmente inclinado a fazer parte de uma comunidade, sendo, pois, a pólis uma instituição natural. A expressão o homem é um animal político foi cunhada por Aristóteles para expressar palavras: o homem é um animal da cidade, diria ele. Portanto, segundo Platão, a ideia viver em sociedade para o homem é uma ideia essencial. Aristóteles, na sua concepção de ética, considerava que toda atividade humana tinha uma finalidade, à qual ele chamava de causa final. Assim, a finalidade da Medicina seria a saúde, da economia seria a riqueza, do ensino a aprendizagem etc. Essa finalidade é um bem que se deseja alcançar. Qual seria, então, para Aristóteles, a finalidade da política, qual é o bem que a política busca? Segundo Aristóteles, a felicidade é o maior de todos os bens, porque todos os outros bens se subordinam a ela e são buscados em nome dela. A felicidade é, portanto, o sumo bem, algo que todos os homens desejam e lutam para conquistar. Mas o homem não pode ser feliz isolado, ele só pode se realizar como homem no convívio com os outros. A felicidade individual, portanto, tem de estar atrelada à felicidade coletiva. Ora, se a felicidade individual é o bem supremo para cada um e se a felicidade coletiva é maior que a felicidade individual, então a política tem como objetivo o maior de todos os bens que é a felicidade coletiva. Na verdade, Aristóteles considerava a ciência política a maior e a mais importante de todas as ciências, a mais nobre das atividades humanas porque tinha como finalidade o maior de todos os bens possíveis que era a felicidade coletiva, isto é, do povo, da nação. Aristóteles entendia que a política tinha um propósito eminentemente ético na medida em que, para ele, o objeto de estudo da ciência política era a promoção do bem comum. Ele compreendia a atividade política por meio da ética. Enquanto esta dizia respeito ao universo individual, aquela se referia ao universo das relações sociais. Nesse sentido, ética e política não poderiam ser separadas já que, para ele, a ética é a alma da política, sendo, pois, impossível pensar uma sem a outra. Aristóteles foi o primeiro a pensar a política de uma forma sistemática. Ele compreendeu que embora a política tenha como objetivo o bem da comunidade, ela pode degenerar e assumir formas deturpadas e, com isso, desviar-se do seu propósito essencial. Com base nisso, Aristóteles dividiu as formas de governo em dois grupos: no primeiro, estariam as formas consideradas normais, e no outro as formas deturpadas de governo. Normais, então, seriam aquelas que têm como objetivo o bem da comunidade e deturpadas aquelas que têm por objetivo apenas trazer vantagens para o governante. Monarquia Aristocracia Democracia Governo de uma só pessoa Governo de um grupo de pessoas Governo de todos A monarquia, a aristocracia e a democracia seriam formas normais ou puras de governo, enquanto que tirania, oligarquia e demagogia seriam as formas deturpadas. A tirania seria a forma deturpada da monarquia; a oligarquia, a forma deturpada da aristocracia e a demagogia a forma deturpada da democracia.

3 O QUE É O ESTADO? Na verdade, toda forma de poder expressam de diferentes modos à relação de desigualdade e subordinação que há entre os homens. Essas desigualdades geram conflitos, que precisam ser controlados. Ao longo da história, os homens foram se organizando socialmente e definindo regras e limites para controlar esses conflitos, fazendo surgir assim o estado. Mas, o que é, de fato, o estado? O estado corresponde ao conjunto de instituições por meio das quais se organiza politica e administrativamente uma sociedade. O Estado é composto de três elementos fundamentais: um governo, um território e um povo. Ao longo dos tempos e em todas as partes do mundo os homens foram se organizando socialmente e definindo diferentes formas de organização política. Existem diferentes concepções de estado, como veremos e diferentes conceitos a respeito de como surgiu o poder político e de que forma esse poder se legitimou. Tivemos ao longo da história aqueles que defenderam o Estado como uma decorrência natural da sociabilidade humana, como é o caso de Aristóteles. Os sofistas entendiam que o Estado seria fruto de uma convenção, estabelecida entre os homens, não sendo, pois, natural, mas convencional. Na idade média, a igreja defendia a ideia de que o poder politico não é nem natural e nem convencional, mas decorre da vontade de Deus. Entre os pensadores modernos, o Estado seria o resultado de um pacto social, uma troca da liberdade natural pela proteção civil. Já para Karl Marx, o Estado nada seria que a expressão institucionalizada do poder de uma classe social sobre o conjunto da sociedade. República A forma de governo que se refere à participação do povo na escolha de seus governantes e à característica de seus mandatos. Quando o povo elege os membros do governo e a eles concede mandatos temporários, temos uma república. Monarquia Quando o governante não é eleito pelo povo, nem tem mandato temporário, mas o governo é exercido por alguém que ocupa o cargo de forma vitalícia e hereditária temos uma monarquia. O regime de governo refere-se ao modo como se dá a relação entre os poderes que compõem o corpo político do Estado, isto é, entre os poderes executivos (deputados e senadores), legislativo (presidente da república) e Judiciário (Supremo Tribunal Federal), podemos ser: parlamentarismo ou presidencialismo. Parlamentarismo A função de chefe de estado é exercida pelo presidente ou pelo monarca (rei, príncipe, imperador etc.) e a de chefe de governo é exercida pelo primeiro ministro. Presidencialismo O presidente é ao mesmo tempo chefe de estado e chefe de governo.

4 O regime político refere-se à forma como o povo participa e interfere nas escolhas e nas decisões do governo, podendo ser uma democracia, quando o povo participa efetivamente dessas escolhas e decisões e uma ditadura, quando não há a participação popular. Democracia A democracia é o regime político através do qual se garantem as liberdades individuais e de associação e onde o poder é exercido em nome do povo, que elege seus representantes através de eleições livres. Nos regimes democráticos, os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) são independentes e têm a mesma força. Quando o povo diretamente participa das decisões, dizemos que a democracia é direta e quando o povo elege representantes junto ao governo, dizemos que a democracia é indireta. Ditadura A ditadura é o regime politico no qual o poder fica concentrado nas mãos de um governante de forma absoluta, suprimindo-se, assim, as liberdades individuais e de associação: o povo é impedido de escolher seus representantes e os poderes Legislativo e Judiciário ficam subordinados ao poder Executivo. O ESTADO MODERNO De acordo com Max Weber, o desenvolvimento do Estado Moderno tem início quando um príncipe se apropria dos poderes privados independentes que, a par do seu, detêm força administrativa, isto é, todos os proprietários de meio de gestão, de recursos financeiros, de instrumentos militares e de quaisquer espécies de bens suscetíveis de utilização para fins de caráter político. Esse processo se desenvolve paralelamente com o capitalismo, que aos poucos passa a exercer um domínio sobre os produtores independentes. Veja bem, no chamado Estado Moderno, o poder que dispõe da totalidade dos meios políticos de gestão tende a se concentrar nas mãos de uma única pessoa. MAQUIAVEL E A CONCEPÇÃO MODERNA DE POLÍTICA O pensador Italiano Nicolau Maquiavel ( ) ocupou, na história do pensamento político, um lugar de destaque. A partir das considerações teóricas de Maquiavel, a política passou a ser vista de outro modo. Maquiavel ousou pensar a política de forma diferente, não como a arte de governar, mas a arte de conquistar e manter o poder. Para ele, a política teria de ser vista de forma crítica, porque ele entende que ela não nasce do desejo de servir, mas do desejo de mandar. Segundo Maquiavel, as pessoas são naturalmente ambiciosas, invejosas e vingativas e, por isso, vivem em conflito. É desse conflito que nasce a política. A política existe Nicolau Maquiavel, Santi di Tito. porque em todos os tempos e em todos os lugares existem pessoas que são ingratas, volúveis, simuladas, covardes e ávidas de poder. A política não nasce de fazer o bem à comunidade, ela nasce do desejo que uns tem de mandar nos outros, da luta entre os que querem oprimir e os que não aceitam serem oprimidos. A finalidade da política, segundo Maquiavel, não é fazer o bem, é conseguir poder e depois fazer tudo para mantê-lo. A história mostra que aqueles que só pensaram em fazer o bem nunca conseguiram se manter no poder. Para ele, a imagem de um povo que vive em harmonia com seus governantes é uma mascara usada para encobrir a realidade e enganar o povo, fazendo com que ele acredite que os seus interesses e os interesses dos poderosos são os mesmos. Essa imagem corresponde ao que a política deveria ser, não ao que ela, de fato, é.

5 Maquiavel causou grande polêmica ao publicar suas ideias sobre política em O príncipe, livro que o faz incompreendido e odiado por muitos, tendo sido até comparado ao demônio. Você já deve ter ouvido muitas vezes a palavra maquiavélico, você sabe o que ela significa? Essa palavra foi criada para designar as pessoas que acreditam que os fins justificam os meios, ou seja, pessoas que são capazes de mentir, de enganar, de fazer qualquer coisa para conseguir o que querem. Pessoas capazes de fazer coisas diabólicas para prejudicar alguém e se beneficiar disso. A palavra, evidentemente, é derivada do nome Maquiavel, não que ele fosse uma pessoa assim, mas porque, segundo ele, um governante para se manter no poder teria muitas vezes de agir dessa maneira. Entendia Maquiavel que o monarca deveria possuir duas qualidades imprescindíveis: força e inteligência. Força para conseguir o poder e inteligência para mantê-lo a qualquer custo. Maquiavel fez questão de distinguir o comportamento moral do cidadão do comportamento moral do governante. Para ele, a política exige uma ética própria. As qualidades das pessoas comuns nada têm a ver com as qualidades de um político. O governante não pode ter princípios éticos de um cidadão comum porque ele não pode aceitar que certas coisas ele nunca fará. Os valores de um governante não podem ser fixos, porque eles têm que mudar de acordo com as circunstâncias, ele tem de ser generoso algumas vezes e cruel em outras; em certas ocasiões dizer a verdade, noutras mentir; em certos momentos fazer a vontade dos outros, noutros ser duro e insensível. Para manter o poder, o rei tem de governar com astúcia, não com amor. Para isso ele tem de fazer o que for necessário e isso significa ter de usar a força, a violência e a mentira, se for preciso. Um rei tem de ser respeitado e temido, não odiado. Quando tiver de fazer o bem deve fazer aos poucos, em doses pequenas, já o mal deve fazer de uma vez só. O bem, feito aos poucos, alimenta o amor e o mal, feito aos poucos alimenta o ódio. O mal, feito de uma só vez, leva ao medo não ao ódio. Se o rei for amado e temido pelo povo, melhor, mas se tiver de escolher entre ser amado ou temido, sem dúvida é melhor ser temido que amado. O amor com o tempo pode acabar, mas o medo existirá enquanto for possível impor castigo aos que se rebelarem. Como você deve ter percebido: Maquiavel não pensou em criar uma teoria, mostrando como seria uma forma ideal de governar; sua preocupação não foi a de mostrar as virtudes da política como atividade que visa promover o bem comum, a justiça e a boa convivência entre os homens, o que ele quis foi mostrar, de forma realista, que a política é uma ação que tem objetivos práticos e que ela obedece à lógica da força, já que os conflitos sociais estão na base das relações humanas. É nesse sentido que ele mostra que é uma utopia imaginar que se possa governar sem o uso da força, que um governante possa se manter no poder sem ter de reprimir a ação de seus opositores. Ao contrário das teorias políticas anteriores, Maquiavel compreendeu que a política parte dos conflitos sociais e que ela obedece uma lógica que não se funda na razão, nem na natureza, nem na ética, nem mesmo em Deus. AS TEORIAS CONTRATUALISTAS Os contratualistas eram os filósofos que, ao contrário de Aristóteles, entendiam ser o homem naturalmente sociável. Diziam que, embora vivendo em sociedade, o homem não possuía um instinto natural de sociabilidade. Para eles, a vida em sociedade era resultado de um acordo estabelecido entre os homens e esse acordo uma espécie de contrato por meio do qual uns davam a um homem ou a um grupo de homens o poder de governa-los; era uma decorrência de sentimento de insegurança que havia antes da criação do estado. De acordo com o pensamento desses filósofos, antes de se organizarem em sociedade, os homens viviam isolados em uma luta permanente uns contra os outros, numa situação de completa insegurança, já que qualquer um poderia, a

6 qualquer momento, ser atacado e perder seus bens e sua própria vida. Havia, portanto, a necessidade de superar essa condição natural de insegurança e medo. Para isso, os homens, por meio de um hipotético contrato social, evoluíram para o estágio da sociedade civil e instituíram o estado, criando o poder político e as leis. Entendendo que o poder político do Estado nasceu de um acordo voluntário entre os homens, os defensores do contrato social, assim como antes deles, Maquiavel, procuraram negar a origem divina do poder que prevaleceu na visão da tradição política cristã da idade média. THOMAS HOBBES O filósofo inglês Thomas Hobbes ( ) publicou em 1661 o livro O leviatã, obra clássica da filosofia política. Nessa obra ele discute a natureza, a origem e a organização da sociedade e do estado, procurando mostrar que o poder absoluto deriva de um contrato social por meio do qual os homens trocam sua liberdade natural pela proteção do estado. Para Hobbes, a vida em sociedade não é uma condição natural do homem, o que é natural no ser humano é o egoísmo. Todos os homens são naturalmente egoístas. Cada homem encara seu semelhante como um concorrente contra quem ele busca se defender. Esse entendimento da natureza humana está resumido na famosa expressão de Hobbes: O homem é o lobo do próprio homem. Hobbes Thomas Hobbes procurou mostrar, com essa expressão, que o homem é, na natureza, o único animal que ameaça a vida de seus próprios semelhantes, o único que coloca seus interesses individuais acima dos interesses do grupo. A cooperação entre os homens, segundo Hobbes, não surgiu naturalmente, ela surgiu da necessidade dos homens conservarem a vida, da necessidade dos homens se defenderem uns dos outros. Em todas as épocas sempre existiu o desejo de uns dominarem os outros. Essa disputa dos homens entre si gerou, nas comunidades primitivas, uma situação de guerra e matança permanente entre os homens, uma situação em que prevalecia a lei dos mais fortes, em que não respeitava a propriedade ou a vida de ninguém, em que todos se sentiam livres para fazer qualquer coisa para se defender do outro, em que tudo era possível. Uma situação em que todos se sentiam ameaçados, mesmos os mais fortes. A política surgiu como a solução para dar segurança e proteção a todos. Para se protegerem uns dos outros, os homens fizeram um acordo, um contrato social, por meio da qual foram criadas leis que teriam de ser cumpridas por todos. O poder político nasceu da necessidade de se eleger um homem ou um grupo de homens que, aceitos por todos, pudessem fazer com que todos cumprissem as leis. O Estado é o resultado desse pacto firmado pela sociedade, que dá a um governante o poder de governar a todos. Pelo pacto, o povo passa a dever obediência ao governante e, em troca, ele lhes garante a proteção do Estado. Com esse contrato, somente o estado tem o direito de usar da força e da violência, somente ele pode castigar ou punir, somente ele pode vingar um crime etc. Para Hobbes, o Estado surgiu de uma troca: os homens perderam a liberdade para ganharem a proteção. As leis, se por um lado dão aos homens proteção, por outro, lhes tira a liberdade. Os homens, quando criaram o estado, decidiram que era melhor perder a liberdade que perder a vida. O Estado, segundo Hobbes, nasceu com o propósito de garantir a vida, a propriedade e a paz.

7 JEAN-JACQUES ROUSSEAU O filósofo suíço Jean-Jacques Rousseau ( ) expôs em seu livro Contrato Social as condições por meio das quais os homens, através de um contrato, decidiram criar o estado. Ao contrário de Hobbes, porém, ele acreditava que na vida pré-social, ou seja, no estado de natureza, os homens viviam isolados, mas não numa situação de guerra de todos contra todos. Para ele, o homem não é naturalmente mal, mesquinho e egoísta, como suponha Hobbes, pelo contrário. A imagem que ele faz do homem no estado de natureza é a do bom selvagem, vivendo no paraíso e só recorrendo à violência para se defender quando ameaçado. Rousseau não considerava a violência um impulso natural do ser humano, sendo o homem, para ele, essencialmente bom. Vivendo em harmonia com a natureza, onde tudo estava disponível para Jean-Jacques Rousseau todos, não haveria, portanto, razão para essa situação de conflito constante em que todos se sentiam ameaçados por todos, como descreveu Hobbes. Para Rousseau, o conflito entre os homens nasceu do surgimento da propriedade, isto é, as desigualdades e os conflitos surgiram quando um cercou um pedaço de terra e decretou: isso aqui é meu! desse momento em diante, os homens passaram a se diferenciar socialmente. Criava-se, assim, o estado de sociedade e, com ele, todos os conflitos decorrentes da necessidade de proteger a propriedade. Portanto, para Rousseau, a propriedade privada foi a grande responsável pela miséria humana, todas as lutas e desavenças entre os homens passaram a existir a partir dela. O sentimento de posse, até então inexistente, corrompeu a mente dos homens e estabeleceu a desarmonia. Diante dessa situação, os homens tiveram de recorrer a um pacto, o contrato social, por meio do qual, regras foram estabelecidas para a proteção da propriedade e da vida. Surgia, então, a sociedade civil e consequentemente o estado, instituição criada para guardar e criar as leis. Ao contrário de Hobbes, porém, que considerava o Estado como a expressão do poder soberano do rei, Rousseau considerava o estado como a expressão da soberania do povo. Portanto, para ele, o poder político do Estado existia para defender a vontade geral e não interesses particulares. Soberano é o povo, não o rei. Este seria apenas representante da soberania popular, de acordo com a compreensão de Rousseau.

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