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1 branca 3 Minion Pro 12 (fonte) -25 (entre letras) 13,2 (entre linhas) hifenização proibir quebra na hifenização escolher lingua portuguesa ficha técnica bio do autor excerto no final manifesto bang? Tradução de Renato Carreira 5

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3 No meu caso, um quadro é um somatório de destruições. Pablo Picasso 7

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5 Uma vez conheci Nôtre Dame de Vie, Março de «Chamo me Pablo Picasso e conheci o assassino em série mais famoso da história.» Manuel Pallarés leu aquela primeira frase escrita no início de um antigo caderno de desenho. O caderno de capas duras, enrugadas e gastas, estava repleto de pequenos esboços e desenhos. Apesar da sua idade avançada, Pallarés ia todos anos, acompanhado pelo seu filho, passar duas semanas com Picasso. Alojavam se em Cannes e, todas as manhãs, um carro vinha buscá los para os levar a Mougins. Os velhos amigos passavam o dia juntos em Nôtre Dame de Vie, recordando velhos tempos e, à noite, o mesmo carro levava os de volta a Cannes. Manolo conhecia o bem. Sabia que Pablo não queria um velho em casa, alguém que lhe recordasse a idade que tinha. Picasso sentia um pânico obsessivo perante a ideia de Manolo morrer em sua casa, mesmo gozando este de excelente saúde quando comparada com a sua, que declinara desde a operação à próstata. Pablo enfrentava há vários dias uma gripe descomunal que fazia recear o pior, pensou Manolo Pallarés. Mesmo assim, não havia forma de o velho rabugento deixar o tabaco. Pallarés estendeu o braço para o seu amigo. Pablo, o pintor de olhar radiante, aceitou o. Sacudiu o ligeiramente com a mão direita, ponderando algo por segundos, com uma expressão de dor e amargura marcada na sua face imponente trabalhada pelo tempo. Libertou lho gentilmente sobre a pequena mesa que suportava pincéis e lápis, coberta por rugosas manchas 9

6 de tinta. O tabuleiro da mesa era uma pintura adicional dentro do grande estúdio do pintor. Uma pintura luminosa de verdes, azuis e ocres que se misturavam harmoniosamente. Nesse momento entrou Jacqueline, que lhe anunciou a chegada da jornalista. Pallarés surpreendeu se porque o amigo não era muito dado a conceder entrevistas. Fá la entrar disse Picasso. Uma entrevista? perguntou Pallarés quando ficaram a sós por um momento. Picasso não respondeu. A rapariga apresentou se. Chamava se Isabel Queralt e era correspondente do La Vanguardia em Paris. Sempre gostei do La Vanguardia disse Picasso, indicando lhe que se sentasse e perguntando se desejava um café. Água, por favor disse ela, depois de os cumprimentar a ambos e de agradecer ao pintor por ter acedido à entrevista. Era uma mulher formosa com uns vinte e sete anos, vestindo um fato de corte clássico. Sentou se. Picasso observou as suas pernas longas e esbeltas. Nunca mudará, pensou Pallarés. A primeira parte da entrevista foi uma breve abordagem à sua vida e aos diferentes períodos da sua obra. Pallarés achou a bastante convencional. Mas depressa as perguntas começaram a ter certo interesse. Na minha juventude, sempre fui muito sóbrio no emprego da cor disse Picasso, respondendo à última pergunta. Tem mau carácter? Diz se que o marchand Kahnweiler tremia ao vê lo franzir o sobrolho. A pergunta surpreendeu o. Tenho carácter respondeu, secamente. Qual foi o melhor conselho que lhe deram? Muito sexo e vinho tinto. Foi um conselho do meu médico respondeu. Chamam lhe «o eremita de Mougins». Não estou em reclusão, se é a isso que se refere. Um pintor necessita de solidão. Aprendi o com o meu pai. Fale me da sua relação com as mulheres. O que quer que lhe diga? Amei as a todas. A resposta pareceu entusiasmar a jornalista. Dora Maar disse lhe, em certa ocasião, que como artista era extraordinário, mas, em termos morais era desprezível. Possivelmente teria razão. E também: «Na tua vida, não amaste ninguém. Não sabes amar.» 10

7 Aí enganou se. Como lhe disse, amei as a todas e muitíssimo a ela. Depois de um silêncio curto, acrescentou: Certa vez, a minha mãe disse a Olga, a minha primeira esposa: «Não creio que mulher alguma possa ser feliz com o meu filho.» Teria certamente razão, apesar de devermos colocar essa questão a Jacqueline Mas pensava que iríamos discutir a minha obra. A jornalista compreendeu que o rumo da entrevista não agradava ao pintor. É o primeiro pintor a ser admitido no Louvre em vida. Como se sente a esse respeito? E também o que foi mais insultado do que qualquer outro pintor na história disse, gracejando. O que quer que lhe diga? Mais de oitocentas e cinquenta mil pessoas viram a exposição. Uma barbaridade. Sempre pintei como me apeteceu e questiono me se isso poderá interessar a tanta gente. É o pintor mais famoso da história. Não desejaria a minha fama a ninguém. Nem ao meu pior inimigo. Deixa me fisicamente doente Protejo me tanto quanto posso Passo dia e noite por trás de portas trancadas com duas voltas. E, mesmo assim, as pessoas acorrem em magotes, chegando mesmo a espreitar com binóculos. É uma loucura. É imensamente rico. Sim. Há muito tempo que o dinheiro deixou de me preocupar. Mas, mesmo assim, consigo recordar o tempo em que não o tinha. Não conseguirá sequer imaginar o que é não ter dinheiro. Voltemos às Meninas de Avinhão. Nunca falo sobre os meus quadros. Escreveu se muito acerca desse. Mas o que pensa dele? Eu não penso. Pinto. Picasso compreendeu que a rapariga não estava disposta a abandonar o tema. O quadro só foi revelado ao público em 1916 porque, até lá, ninguém o compreendeu. E agora, depois de tanta tinta, acha que sim? Não. Mas deixemos que os críticos façam o seu trabalho. Foi André Salmón quem mo pediu nessa época para integrar uma exposição. A seguir retirei o da moldura e guardei o. Alguns anos depois, em mil novecentos e vinte Vinte e um corrigiu Pallarés, intrometendo se no diálogo. André Breton convenceu o estilista Jacques Doucet a comprá lo. A viúva vendeu o posteriormente à Galeria Seligmann, com sucursais em Paris e Nova Iorque, e anos mais tarde foi o Museu de Arte Moderna desta última cidade a adquiri lo. Sei tudo isso disse a jornalista. Mas queria entrar na génese 11

8 de um quadro que, em minha opinião, se converteu com o tempo no mais importante na história da arte. Trabalhou o muito. Chegou mesmo a pintar vários quadros até chegar ao definitivo. Nas primeiras versões, além das cinco raparigas, surgia um médico e um marinheiro. Porque os retirou da versão definitiva? O maldito marinheiro! exclamou Picasso, nervoso. Como? Não merecia estar no quadro. Foi por isso que o apaguei. Não merecia? Havia duas personagens... Pablo pensou antes de responder. Sim. Tem razão. Havia duas. O silêncio instalou se entre ambos. Não pretende explicar me mais nada? Pallarés seguia a entrevista com interesse. Pensou aonde chegaria o seu amigo. Essas duas personagens parecem se muito consigo insistiu a jornalista. Sim. Ainda que tenham a minha cara, não sou nenhuma delas. Graças a Deus! Há grande violência nesse quadro, não lhe parece? Sempre o achei uma obra aterrorizadora. Não tenha dúvidas quanto a isso Mas também existe nele muito amor. No bordel? Sim. Existe antecipou se Picasso. Vivi o. A jornalista decidiu mudar o rumo da conversa. Ficava claro que Picasso não desejava falar do quadro nem das personagens que, em dado momento, decidira eliminar da obra definitiva e conhecida de todos. Ao longo da sua vida pintou uma série de obras que me inquietam e nas quais vejo um certo paralelismo com As Meninas de Avinhão. A que obras se refere? perguntou Picasso com interesse. A Le Meurtre, por exemplo. Picasso pensou. Recordava se perfeitamente. A jornalista prosseguiu. Vê se nesse quadro uma mulher horrível e monstruosa que apunhala Marie Thérèse com uma grande faca de cozinha. A mulher, com dentes espantosos, coloca a língua de fora enquanto avança para ela. Dois dias depois fez um desenho em que vemos Marie Thérèse, misturada com um cavalo de picador e estripada por um touro que, por sua vez, é trespassado por uma espada. Mas há mais. Em L Aubade, quadro que pintou em 1942, vemos uma mulher com deformações selváticas no 12

9 corpo e na face. Outra obra que chama muito a atenção é um grande desenho a carvão onde vemos um cavalo em agonia, estripado na praça e com a cabeça violentamente erguida, enquanto lhe brota do peito um copioso jorro de sangue. Pintou o vinte anos antes de Guernica. E outro que Há mais? interrompeu a Picasso. A jornalista prosseguiu com entusiasmo. Muitos mais. Mas limitar me ei a outro, cujo título não recordo, em que vemos um gato com um pássaro na boca depois de também o haver estripado. Ou o do galo no colo de uma mulher. Tem as patas atadas, está meio depenado e com a cabeça furiosamente erguida. A mulher é horrível, quase calva, e segura o com uma das mãos pela asa. No chão há uma faca de cozinha. A jornalista esperou a resposta do pintor. Picasso estava pálido, sem poder ocultar o incómodo que sentia nesse momento. No meu caso, um quadro é um somatório de destruições. Isso não foi aprendido com nenhum pintor. Aprendeu o com o marinheiro? Deixemo lo ficar por aqui pediu o pintor. Tem um quadro curioso, da época das suas naturezas-mortas, com cabeça de touro. Representa um rapaz vestido de marinheiro e com bóina, em cuja cintura se lê Picasso. Ergue uma pequena rede para caçar borboletas, enquanto uma borboleta vermelha esvoaça entre a rede e o seu nariz. Porque é vermelha a borboleta? Porque se pintou em criança e vestido de marinheiro? Porque uso sempre camisolas de marinheiro! disse, abrindo a camisa e mostrando a que trazia por baixo. E agora, por favor, passemos a outro tema e terminemos. Estou cansado. Só mais duas perguntas. De todas as pessoas que conheceu, de quem sente realmente falta? A resposta foi tão rápida que nem sequer teve tempo de pensar. De Carmen. Carmen? Não escreva isso, por favor. Vamos à última pergunta? Do que tem saudades? Da minha banheira de latão no Bateau Lavoir, no boulevard de Clichy. Vivi aí com Fernande e foi o único sítio onde fui feliz. Uma banheira de latão? repetiu a jornalista. Sim. Guardava nela os meus livros de Sherlock Holmes, Nick Carter, Buffalo Bill, Verlaine, Rimbaud e Mallarmé. 13

10 A entrevista chegara ao fim. A jornalista despediu se de ambos. Picasso chamou Jacqueline, que acompanhou a jovem. Os dois amigos ficaram novamente a sós. Pallarés viu o amigo confuso e ligeiramente aturdido. Passaram um bom bocado sem falarem. Uma entrevista curiosa. Quase te expôs acabou por dizer Pallarés. Picasso permanecia pensativo, sem lhe prestar atenção. Manolo Pallarés dirigiu o olhar para a mesa em cima da qual estava o caderno. Também sobre ela estava a faca. Vejo que ainda conservas a velha faca disse. Setenta anos depois ainda a tinha. Oferecera-lha durante a primeira estada em Horta. Nesse tempo usara a para cortar cordas, descascar batatas, cortar toucinho e para cortar os alimentos à refeição. E, depois de tantos anos, ainda a usava para trabalhar. Aquele maldito marinheiro quase acabou contigo. Sim. Não fosse o inglês o pintor tentou lembrar se. Arrow ajudou Manuel Pallarés. Um grande tipo. Salvou te a vida. E não só. Foi graças a ele que consegui ser quem sou. Passou muito tempo, Pablo. O pintor pareceu perder se em si mesmo, afundar se nas suas memórias, ensimesmado, e logo em seguida acrescentou: Tudo o que sei aprendi o em Barcelona e também com aquele maldito desalmado disse a última parte da frase com uma raiva contida, mas intensa e aguçada. A destruição da forma acrescentou Pallarés, como se falasse para si mesmo. O seu alento era um fogo infernal. Sabes que destruía por destruir? Era o Mal em estado puro. Destruía as formas com uma paixão criminosa e assassina. Em troca Adoptaste a sua ideia e mudaste a visão do mundo. Não diria tanto. Pallarés apontou o caderno. Aqui estão elas. Sim. Todas elas. As minhas meninas de Avinhão. Quantos disparates foram escritos acerca do quadro!... Tinha vinte e oito anos quando o pintei. Vinte e cinco, Pablo disse Pallarés, mas Picasso pareceu não o ouvir. Há anos que vivia obcecado com as raparigas, com o que lhes aconteceu, e queria tirar da cabeça aquele monstro. A única forma seria pintar, 14

11 mas não estava ainda preparado. Apenas sentia dor. Dor e ódio. Tive de ir para longe e deixar passar o tempo. Pablo fez uma pausa e olhou o caderno repousando sobre a mesa. Os idiotas dizem que o pintei em competição com Matisse e Derain. Disparates! Pintei o porque já podia fazê lo. Porque, depois de tanto tempo, encontrei a forma adequada e, além disso, graças ao marchand Vollard, pela primeira vez na vida tinha dinheiro. Foi um parto, meu querido Manolo. Fechei me durante nove meses com uma única obsessão: pintá lo. Fiz mais de oitocentos desenhos, um monte de cadernos e meia dúzia de quadros até encontrar o definitivo, com o que elas pediam desde o meu interior. Pobres raparigas! Que horror!... Parou e, logo a seguir, com um olhar que escondia uma melancolia que o seu amigo já não recordava, acrescentou: E sobretudo ela! Amei muitas mulheres, amei as profundamente. Juro te que as amei!... Mas a nenhuma como a ela. A sua recordação nunca deixou de me perseguir. Eras uma criança, Pablo. Sim, uma criança. Mas ela transformou me num homem. Houve um silêncio breve, antes de acrescentar como se falasse para si mesmo: Carmen! A minha pequena engomadeira! A melancolia regressou aos olhos do pintor. Pallarés adivinhou lhe o pensamento. Conseguia fazê lo sempre. Desde aquele dia, muitos anos antes, quando se conheceram na Llotja e eram ambos jovens estudantes de desenho e pintura. O menino foi feliz em Horta. Garanto te afirmou Pallarés. Eu sei. Eu sei repetiu o pintor, enquanto arrancava as duas primeiras folhas do caderno, aproximando se da lareira e entregando as ao fogo. 15

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13 Primeira Parte Pablo Picasso 17

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15 1 El Torín Barcelona, finais de Setembro de 1895 Embarcaram com destino a Barcelona no dia 13 de Setembro no Cabo Roca, um pequeno cargueiro, depois de o seu pai solicitar a transferência e de passarem as férias em Málaga. O seu tio Salvador, detentor do cargo de director de sanidade do porto de Málaga, conseguira obter lhes um desconto considerável no preço das passagens, facto que, sem dúvida, encorajou o pai a ultrapassar o receio que sempre sentira das viagens por mar. A travessia foi demorada e aborrecida, pois o barco navegou junto à costa até Barcelona, fazendo escalas nos portos de Cartagena, Alicante e Valência. Parecia que a viagem jamais chegaria ao fim. Para se entreter durante o percurso Pablo trabalhava em pequenas tábuas, pintando e desenhando cenas marítimas. Dom José observava o filho enquanto este se entregava ao trabalho. Posso ver? Pablo mostrou lhe a tábua. Dom José observou a em silêncio, enquanto os seus olhos se iluminavam. O colorido do mar é bom. É um bom estudo, mas eu focar me ia mais no paredão e nos barcos atracados disse, devolvendo lhe a tábua. Pablo centrou se no paredão, tal como lhe havia instruído o pai, e pintou os barcos com grande detalhe. Já está, pai. 19

16 Magnífico. Esperemos que esta viagem termine em breve. Começa a ser um pouco aborrecida disse lhe o pai, devolvendo lhe o trabalho. Chegando a Barcelona, alojaram se provisoriamente num pequeno quarto na Rua Cristina, muito perto do porto em Barceloneta e a quatro passos do edifício da Llotja, que albergava a Escola de Belas Artes, onde Dom José daria aulas e onde matriculara o filho no final de Setembro. Barcelona fascinou o rapaz. Era uma cidade grande, inovadora e industrial, com mais de meio milhão de habitantes e em plena transformação, com edifícios modernos e avenidas com árvores e iluminação. O melhor do local em que vivia era a magnífica praça de touros El Torín, a primeira de Barcelona, concebida pelo arquitecto Josep Fontseré. A praça situava se em Barceloneta, no bairro de Ginebra, e visitava a com o pai em muitas tardes para ver as corridas com um caderno na mão. Naquela praça, um ano depois da sua inauguração, eclodira a revolta que se estendeu pela cidade e que resultou na queima de conventos. O sucedido foi eternizado na poesia popular: El dia de Sant Jaume de l any trenta cinc hi va haver gran broma dintre del Torín; van sortir set toros tots van ser dolents, això va ser la causa de cremar els convents. 1 A praça foi fechada e, como represália, houve planos para a converter em matadouro. As corridas continuariam a realizar se na Praça do Borne e, para ampliar a oferta taurina, idealizou se a Praça do Rei. Mas a afición da cidade de Barcelona pela tauromaquia vinha de muito longe e ninguém se atreveu a converter El Torín num matadouro. Pablo entusiasmava se com o bairro e percorria o esboçando tudo o que via: as mulheres dos pescadores remendando as redes à porta das suas casas, estendendo a roupa ou vendendo peixe fresco; os miúdos brincando no adro da igreja de San Miguel del Puerto; os pescadores descarregando as caixas contendo as capturas do dia, e os banhistas, que vinham celebrar o solstício de Verão banhando se nus nos balneários Soler. Até mesmo Amadeu I, de visita à cidade para as festas de La Merced, em 1871, acabou nu e banhando se em pelota. Transformara se assim numa tradição monárquica, já que a rainha 1 Em catalão no original. (N. do T.) 20

17 Isabel II, em 1840 e pelo menos em três outras ocasiões, se deslocara à praia de Barceloneta para se submeter a banhos de ondulação por recomendação médica, com a finalidade de curar um doloroso eczema. Esta tarde iremos ao bairro de Ostia 2 para ver os touros disse lhe o seu pai numa ocasião. A expressão chocou o rapaz, levando em conta as suas crenças religiosas e a pureza da sua linguagem. A Barceloneta, filho. Também lhe chamam assim porque, ao que parece, quando fundaram o bairro existia um estabelecimento propriedade de um italiano, que na fachada mandou pôr um letreiro representando a sua terra natal, a cidade de Óstia. Aquela gente maravilhava Pablo nos seus passeios. Como todas as gente do mar, viviam mais na rua do que em casa, tomando ar fresco, jantando. Viviam em casas pequenas, muitas apenas com piso térreo. O rapaz depressa deixou de ser um estranho. Onde te metes, Pablo? Passas todo o dia por aí, com os teus amigos. Estive no paredão, na praia de Barceloneta, nos alpendres, no molhe de pesca, no bairro antigo Não pode ser, Pablo. Estás a negligenciar os estudos repreendeu o seu pai com voz grave. Olhe o que lhe trago, pai disse, mostrando lhe um caderno. Dom José começou a folhear as páginas lentamente, observando os desenhos que preenchiam o caderno. O rapaz tinha boa mão para o esboço rápido, para captar uma grande variedade de tipos humanos, de profissões e de ambientes. Fizeste tudo isto esta semana? Não, pai. Fi los hoje. Hoje?... A todos? Sim, pai. Estão muito bem, filho. Mas preferia que não faltasses às aulas. Aborrecem me, pai. Mas vou a todas. Sabe o bem. Sim, sobretudo às de desenho e modelo. Mas, o que me dizes das aulas de história da arte e de estética? Pablo não respondeu. Sabia que o pai tinha razão. Mas também sabia que envelhecia mal. Andava sempre triste e amargurado. Tudo 2 Expressão utilizada como interjeição grosseira em castelhano. (N. do T.) 21

18 aquilo se acentuara na Corunha, depois da morte da irmã e quando se decidiu a não voltar a pintar. Deixa o. É uma criança interveio a mãe, que sempre se colocava do seu lado. Não dizes que é muito bom e que será um grande pintor? Então permite lhe alguma liberdade. Não faz nada de mal, sai de casa e desenha. Não é o que querias? O pai não respondeu. Sabia que a mulher defendia sempre o rapaz, mesmo que fosse apenas para o contradizer, para o colocar em evidência. Pablo era o seu favorito. María Picasso não percebia de pintura e, apesar de não revelar admiração pelo marido, acompanhava o unicamente na convicção de terem um génio na família, alguém que o superaria e que se tornaria um pintor de verdade. Para quê ser tão rígido? A disciplina, a ordem e o seguimento dos professores e dos amigos artistas não haviam feito do pai um bom pintor, apenas um professor competente. Pablo tinha razão. Precisava de asas e não que o seu melancólico e triste marido tentasse cortá las e aprisioná lo a cada passo. Anda. A tua mãe tem o jantar preparado disse Dom José com o intuito de terminar por ali a discussão. Talvez não fosse absurdo alugar um estúdio ao rapaz. Convinha lhe ter um espaço próprio, mesmo que fosse um local pequeno e modesto, pensou Dom José enquanto se sentava à mesa. 22

19 2 O estúdio Barcelona, Setembro de 1896 Aqui ficarás bem disse lhe o seu pai. Dom José alugara ao rapaz um pequeno quarto para que instalasse o seu atelier, situado no número quatro da Rua de la Plata. Tudo isto é para mim, pai? Não é muito grande, mas é o suficiente. Mal cabemos em casa e isto é tudo o que posso pagar para que te dediques a pintar disse, lacónico, e logo a seguir, como se falasse consigo mesmo, acrescentou: Um pintor necessita de estar sozinho para que o seu mundo flua até à mão. Um pintor necessita de silêncio e solidão. Precisamente o que ele nunca tivera. Dom José olhou o rapaz e abraçou o. Não era homem dado a gestos efusivos, mas não conseguiu evitar abraçar o seu filho. Chegara à conclusão de que faria tudo o que estivesse ao seu alcance para ajudar a carreira daquele rapaz que tinha um dom prodigioso, acreditando que os seus olhos conseguiriam ver a pintura como ninguém o fizera até então. Ainda conseguia recordar o seu pequeno desenhando na areia da Praça de La Merced, sem levantar o dedo do solo, quando ainda nem sabia andar, começando o desenho de um cão, de um galo ou de uma pomba pelo ponto indicado pelas primas: pela cauda, pela cabeça, por uma pata. Tanto fazia. Pablito era capaz de desenhar começando por qualquer parte. Aquele rapaz, que sempre tivera problemas com a ortografia e a aritmética, e a quem não interessavam os livros, 23

20 passava o dia pintando touros, pombas e tudo o que lhe pediam as suas primas. «Pis, pis, pis», dizia a sua mãe que fora a primeira palavra que aprendera. Pedia um lápis mesmo sem saber falar. Um lápis que não mais soltaria até ao último dia da sua vida, mesmo que o seu pai não o pudesse saber. Dom José não se preocupou em excesso com as dificuldades do rapaz em aprender a contar e saber a hora, ou por os seus progressos na escola não serem próprios da idade que tinha. Preocupou se antes em proporcionar lhe pessoalmente lições de desenho e pintura. Ensinou ao filho tudo o que sabia, todos os seus conhecimentos técnicos, uma base sólida para o desenho e, o mais importante, disciplina. Em contrapartida, nunca teve aluno mais capaz e entusiasta. Passara a vida em perseguição de uma quimera. Nunca fora o que sempre desejara ser: um grande pintor. E, naquela altura da sua existência, de pouco valia culpar a má sorte ou a necessidade de sustentar com o seu modesto salário de professor de desenho e de conservador do museu de Málaga a mulher, as suas duas irmãs, a sogra e os filhos. Todos na mesma casa. As preocupações diárias fizeram no perder aos poucos a fé no seu talento. Talvez nunca o tivesse tido não passando de simples apaixonado pela pintura com uma base técnica sólida e nada mais. Um pintor era algo diferente e, agora, quando se via ao espelho, custava lhe encontrar algum rasgo de génio, de originalidade, de vivacidade, de brio naquela face que, enquanto jovem, confundira a paixão artística com algo mais sublime e relacionado com o talento criador. Se alguma vez, na sua juventude, acreditou possuir uma centelha daquela chama intangível e não apenas uma vocação frustrada, a vida doméstica, as mulheres da sua casa, os filhos, a rotina, as aulas mal pagas e a sua vida de funcionário haviam frustrado todos os seus anseios juvenis. Dom José não era ninguém. Um pai de família vencido pelo dia a dia. Um fracassado. Seguiu se a peregrinação de cidade em cidade. Abandonou Málaga, a sua cidade luminosa e alegre, trocando a por outra a norte, triste, chuvosa e cinzenta. Em Málaga substituíra o seu amigo e pintor afamado Antonio Muñoz Degrain. Mas o ingresso como professor na Escola de Artes e Ofícios de San Telmo permitia apenas sustentar à justa a sua numerosa família. Para cúmulo, o Ayuntamiento tomou a decisão de encerrar o museu de que Dom José era conservador, a principal fonte de receita para permitir chegar sem dificuldades ao fim do mês. Precisava de tomar uma decisão. Mas fora em Málaga que tivera as suas duas filhas, Concha e María, e foi também aí que esteve prestes a perder o seu primogénito, não 24

21 fosse o irmão, médico e fundador do Instituto de Vacinação de Málaga, a reanimar o recém nascido, mais morto que vivo, soprando lhe uma baforada de fumo do seu charuto para os pulmões. Sentiria falta da magnífica praça de touros de Málaga, com capacidade para dez mil espectadores. Levava Pablito aos touros desde tenra idade e o menino acostumou se a ver como os cavalos eram estripados na arena. Não tinha ainda dez anos quando pintou um óleo sobre madeira representando um picador, com as pernas couraçadas, instalado solidamente sobre a sua sela. O quadro satisfez enormemente Dom José. Um magnífico cavalo. Nobre e poderoso disse ao filho. Talvez apenas um pouco pequeno acrescentou. Não agradou a Dom José ter a Corunha como destino seguinte. Não foi feliz na cidade, ensinando desenho e decoração na Escola Provincial de Belas Artes. Foi antes da transferência que se deu conta de que o filho, para a idade que tinha, era um analfabeto total, a quem só interessava desenhar e pintar. Como o admitiriam num colégio da Corunha se nem sequer sabia somar dois e dois? Socorreu se dos amigos para conseguir um certificado de habilitações falso. Conseguiu que submetessem o rapaz a um exame. Três mais um, mais quarenta, mais sessenta e seis e mais trinta e oito? perguntou lhe o examinador. O rapaz tentou ordenar os números com êxito escasso e o examinador disse lhe que não ficasse nervoso e que repetisse novamente a operação. Se quiser, faço lhe um desenho disse Pablito. Soma disse lhe o examinador, desesperado e com tom benévolo. Pensava nas coisas que tinha de fazer pelos amigos!... O rapaz aproximou se da mesa do professor e mostrou lhe como havia disposto os números. Viu como o examinador apontava o resultado da operação num papel e o colocava num extremo da mesa, à frente dos olhos do pequeno. Pablo memorizou o resultado, regressou à sua mesa e copiou o, depois de traçar uma linha. O examinador recolheu o exame. Muito bem, Pablo. Muito bem. Copiei bem? perguntou o rapaz com uma naturalidade que desconcertou o professor. Este não respondeu à pergunta, mas afirmou: Uma linha magnífica. Perfeita. O melhor da operação. Anda, pequeno. Diz ao teu pai que pode vir buscar o teu certificado quando quiser. 25

22 Dom José pôde embarcar para Vigo graças ao irmão, Salvador, que o ajudou a comprar passagens para toda a família. A viagem marítima foi longa e incómoda. De Vigo apanharam um comboio até Santiago e daí viajaram em diligência até à Corunha. O Verão de 1891 aproximava se do fim. Sentiu se um estrangeiro entre aquela gente que falava um idioma diferente e com um clima hostil que lhe destroçava o coração. Pablo não progredia muito no Instituto La Guardia, onde começou o primeiro curso de bacharelato. Dom José também o matriculou na Escola de Belas Artes, onde dava aulas. Mas, compreendendo que o filho possuía dotes extraordinários para o desenho e para a pintura, também o desalentava o escasso interesse e aproveitamento que conseguia no instituto. Disseram me que não prestas atenção no colégio. Que passas o dia em Babia, desenhando touros e pombas. E que te escapas às vezes. É verdade? O rapaz não respondeu. O que fazes na rua o dia todo? Desenho, pai. Desenho. Mas isso não pode ser, Pablo. Às vezes parece me que nem sequer sabes falar. Os teus professores dizem que tens sérios problemas com a gramática e a aritmética e que não prestas atenção aos livros nem às explicações nas aulas. Não gosto dos livros, pai. O que farei contigo? Ensine me, pai. Ensine me tudo o que sabe. Faremos um acordo. Ensino te tudo o que sei se me prometeres que te aplicarás um pouco mais no instituto. Pablo disse que sim, mesmo sem estar disposto a cumprir a sua parte no acordo. Apenas queria desenhar. Para desespero dos professores, continuava a preencher o livro de vocabulário e outros cadernos escolares com desenhos de pombas, de corridas de touros, de torreões e soldados a cavalo, crianças sentadas numa escada ou brincando na rua, homens lendo o jornal, faisões e flores. Sentia uma grande curiosidade para aplicar todas as técnicas que o pai lhe ia ensinando: carvão, lápis, pena, cor diluída, giz negro, tinta da china, aguarela, óleo. Iniciou o no retrato e na paisagem, para os quais usava pequenas tábuas de madeira. 26

23 Agradou particularmente a Dom José um óleo sobre tela que pintou e a que chamou Homem com Bóina, bem como a representação em óleo sobre madeira de um quarto em casa do doutor Ramón Pérez Costales. Dom Ramón era médico e escritor, e fora por duas ocasiões ministro do Fomento. Era grande amigo da escritora Emilia Pardo Bazán, que o imortalizou como doutor Moragas no seu livro La Piedra Angular. A sua casa ficava muito próxima da dos Ruíz. A amizade entre Dom José e Dom Ramón começou com a doença da irmã mais nova de Pablo. Dom Ramón visitou a como médico em várias ocasiões. O seu filho tem grande valor dizia Dom Ramón com frequência a Dom José. E tanta era a estima que sentia pelo rapaz que o incentivou a fazer a sua primeira exposição, na sala traseira de uma loja de guarda chuvas. Não teve grande êxito, pois os possíveis compradores não confiavam na valia de um pintor que não chegava aos catorze anos. Mas Dom Ramón aceitou alguns quadros como presente. Dom José via naquela obra um bom domínio do pincel e uma grande precisão em todos os detalhes que, no conjunto, eram a base da composição: uma grande cama de dossel, uma almofada, a mesa de cabeceira, uma cadeira, um candeeiro, tudo emoldurado entre grandes cortinados. Sim, havia grande fluidez no quadro. Considerava se um velho fracassado. Tinha cinquenta e cinco anos e os seus quadros não se vendiam. Tomara uma decisão: a partir desse momento não voltaria a pintar e dedicar se ia exclusivamente ao ensino. Chamou o filho e entregou lhe tintas, pincéis e paletas. São teus. Agora és tu o pintor da família. O gesto surpreendeu o rapaz. Mas não aceitou a oferta. Ainda não, pai. Ainda não. Ainda tem de me ensinar muitas coisas. Dom José voltou a guardar os utensílios. Se não fosse naquela ocasião, seria noutra. A decisão estava tomada. Conchita, a filha, faleceu naquela cidade chuvosa e triste a 10 de Janeiro de Uma angina diftérica levou a para junto de Deus e a menina, com apenas oito anos, foi enterrada no cemitério da Corunha. A tragédia afundou ainda mais o ânimo do pintor fracassado. Nunca pensou que a morte da irmã pudesse afectar tanto o pequeno Pablo. O rapaz parecia uma alma penada e durante a doença deixou de pintar e desenhar. Foi isso que determinou Dom José a decidir afastar se da 27

1. Porque eu te amo nunca será suficiente 2. Porque a cada dia você me conquista mais e de um jeito novo 3. Porque a ciência não tem como explicar

1. Porque eu te amo nunca será suficiente 2. Porque a cada dia você me conquista mais e de um jeito novo 3. Porque a ciência não tem como explicar 1. Porque eu te amo nunca será suficiente 2. Porque a cada dia você me conquista mais e de um jeito novo 3. Porque a ciência não tem como explicar nosso amor 4. Porque a gente discute nossos problemas

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