Boletim Trimestral do Escritório Professor René Dotti Áreas de Atuação:

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1 René Ariel Dotti. Rogéria Dotti. Julio Brotto Patrícia Nymberg. Alexandre Knopfholz Fernanda Pederneiras. Francisco Zardo. Vanessa Scheremeta José Roberto Trautwein. Fernando Welter Gustavo Scandelari. Murilo Varasquim. Rafael de Melo Vanessa Cani. Cícero Luvizotto. Mariana Guimarães Luis Otávio Sales. Guilherme Alonso. Thais Guimarães Alisson Nichel. Laís Bergstein. André Meerholz Renata Steiner. Diana Geara. Emilly Crepaldi. Bruno Correia Boletim Trimestral do Escritório Professor René Dotti Áreas de Atuação: Direito Administrativo, Ambiental, Civil, Constitucional, Criminal, Desportivo, Eleitoral e Família Ano 7. nº 18. Outubro / Novembro / Dezembro / 2012 O advogado deve ter a consciência de que o Direito é um meio de mitigar as desigualdades para o encontro de soluções justas e que a lei é um instrumento para garantir a igualdade de todos (Código de Ética e Disciplina da OAB, arts. 2º e 3º) Aspectos relevantes da nova lei de lavagem de dinheiro (Parte I) A entrega de direção a motorista embriagado e o dolo eventual Impenhorabilidade da poupança Fraude em licitações: possibilidade de responsabilização dos sócios Inclusão do sobrenome do cônjuge Luis Otávio Sales Guilherme Alonso Murilo Varasquim Mariana Guimarães Thais Guimarães

2 ÍNDICE EDITORIAL A proteção legal dos necessitados (René Ariel Dotti)... 3 ADVOGADO CONVIDADO Não há mais bobos no futebol (Gustavo Frazão Nadalin)... 4 LEGISLAÇÃO Mudanças relevantes... 4 DIREITO ADMINISTRATIVO Improbidade administrativa: ressarcimento depende de efetivo prejuízo ao erário (Francisco Zardo)... 5 Fraude em licitações: possibilidade de responsabilização dos sócios (Mariana Guimarães)... 5 Eleições 2012: STF autoriza emissoras de rádio e tv a criticar candidatos e partidos (Alisson Nichel)... 5 O financiamento de obras públicas via emissão de CEPAC (André Meerholz)... 6 DIREITO CRIMINAL A aplicação do princípio da insignificância em crimes ambientais (Alexandre Knopfholz)... 6 Organizações criminosas: conceito legal, julgamento colegiado (Gustavo Scandelari)... 7 Alteração no Código Penal produz reflexos para serviço de segurança (Rafael de Melo)... 7 Aspectos relevantes da nova lei de lavagem de dinheiro (Parte I) (Luis Otávio Sales)... 8 Aspectos relevantes da nova lei de lavagem de dinheiro (Parte II) (Bruno Correia)... 8 A entrega de direção a motorista embriagado e o dolo eventual (Guilherme Alonso)... 9 DIREITO CIVIL Justiça: tempo de acreditar (Rogéria Dotti)... 9 Multa por descumprir contrato também é aplicada à construtora (Patrícia Nymberg) Após o pagamento de título regulamente protestado, é do devedor a responsabilidade pela baixa do registro (Vanessa Scheremeta) Responsabilidade direta do segurador perante a vítima do dano (Fernando Welter) O direito de defesa do condômino (Vanessa Cani) Uma nova era para o Judiciário Paranaense (Cícero Luvizotto) Projetos de reforma do Código de Defesa do Consumidor (Laís Bergstein) A tutela do bem de família e a proteção à dignidade (Renata Steiner) DIREITO PROCESSUAL CIVIL A inclusão do beneficiário da indenização em folha de pagamento (Julio Brotto) A impossibilidade de se utilizar da ação de prestação de contas para a revisão de cláusulas contratuais (José Roberto Trautwein) Impenhorabilidade da poupança (Murilo Varasquim) O duplo grau de jurisdição e as decisões unipessoais (Emilly Crepaldi) DIREITO DE FAMÍLIA Prescrição nos casos de abandono afetivo (Fernanda Pederneiras) Inclusão do sobrenome do cônjuge (Thais Guimarães) Arbitragem no Direito de Família e Sucessões (Diana Geara) ESPAÇO LIVRE DOS ESTAGIÁRIOS Descriminalização do aborto de feto anencefálico (Barbara Sayuri Poffo Taniguti) Hipóteses de cabimento da ação de pagamento em consignação (Fernanda Fugivara Grenier) O empate enquanto decisão mais favorável ao réu na revisão criminal (Hermínia Geraldina Ferreira de Carvalho) Lei nº /2012: a tecnologia a serviço do direito (Thuan Felipe Gritz dos Santos) A contribuição autoral devida por clínicas médicas e hospitais (Vinícius Presente) O negare, deconstruire e inventare de Franco Rottelli aplicado em Trieste (William Koga)... 19

3 EDITORIAL A PROTEÇÃO LEGAL DOS NECESSITADOS O Estatuto da Advocacia estabelece que, no seu ministério privado, o Advogado presta serviço público e exerce função social. Por sua vez, uma regra ética estabelece que o Advogado é defensor do Estado Democrático de Direito, da cidadania, da moralidade pública, da Justiça e da paz social, subordinando a atividade de seu ministério público à elevada função que exerce. Além disso, esse profissional deve ter a consciência de que o Direito é um meio de mitigar as desigualdades para o encontro de soluções justas e que a lei é um instrumento para garantir a igualdade de todos (Código de Ética e Disciplina da OAB, arts. 2º e 3º). Essas qualificações se completam com a declaração constante do art. 133 da Constituição, ao afirmar que o Advogado é indispensável à administração da Justiça. Esses predicados, inerentes a um tipo de atividade profissional de marcante nível social, justificam o prestígio da classe representada pela Ordem dos Advogados do Brasil e pelas seccionais distribuídas pelas unidades federativas. Mas, além dos fatos notórios que revelam a atuação pública dos profissionais do Direito e da Justiça, existem muitos outros, que não chegam ao conhecimento popular mas que traduzem o sentimento de solidariedade humana e social. Refiro-me à proteção legal das pessoas necessitadas que, por não terem recursos financeiros para atender às despesas de uma causa criminal, civil, administrativa ou de outra ordem, nem por isso devem ser marginalizadas dos tribunais. Em tal caso, existindo o direito em favor do cidadão pobre, o Advogado tem o dever moral de prestar-lhe assistência independentemente das dificuldades do caso concreto. Tenho a satisfação de dizer que este é um dos mandamentos de nosso Escritório. 3

4 ADVOGADO CONVIDADO NÃO HÁ MAIS BOBOS NO FUTEBOL GUSTAVO FRAZÃO NADALIN OAB/PR O Brasil passou a ser centro das atenções e interesse da comunidade desportiva internacional, não só como exportador de atletas, mas também como país-sede de megaeventos desportivos. Por causa desse aquecimento do mercado desportivo brasileiro é que surge a preocupação do legislador ordinário em aumentar a fiscalização sobre estes negócios. Com o objetivo de tornar mais eficiente a persecução penal dos crimes de lavagem de dinheiro, a nova Lei de Lavagem de Capitais (Lei nº /2012) reservou especial atenção aos sujeitos das negociações desportivas, obrigando-os a informar detalhadamente todas suas operações ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF). Deixando de lado os questionamentos se caberia ao Direito Penal este papel, inegável que o legislador procurou controlar a atividade econômica na área do esporte, valendo-se do sancionamento penal. Para tanto, agentes, empresários, procuradores, investidor ou grupos de investidores, empresas de assessoria, marketing e consultoria desportiva e, em especial, clubes de futebol deverão estar preparados para cumprir as obrigações que serão impostas, sob pena de serem responsabilizados na esfera federal, tanto administrativamente como criminalmente. Diante das obrigações apresentadas e das responsabilidades atribuídas por esta lei penal, urge a necessidade dos partícipes da relação desportiva se valerem de consultorias jurídicas especializadas e adotarem práticas de complaince, gerindo suas atividades sob o manto da legalidade e da transparência. Mais do que nunca o tão aclamado profissionalismo do futebol não poderá ficar só no discurso e nas pranchetas dos teóricos e deverá entrar em campo, provando-se que este esporte não é lugar de bobos e, tão pouco, de criminosos. LEGISLAÇÃO MUDANÇAS RELEVANTES * O presente espaço foi criado por sugestão do Advogado João Carlos de Almeida» ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS Lei nº , de 24/07/2012 (Publicada no DOU de 25/07/2012) Conceitua a organização criminosa como a associação, de 3 (três) ou mais pessoas, estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas, ainda que informalmente, com objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagem de qualquer natureza, mediante a prática de crimes cuja pena máxima seja igual ou superior a 4 (quatro) anos ou que sejam de caráter transnacional. Além disso, prevê a possibilidade de que três magistrados, e não apenas um, pratiquem, em primeira instância, qualquer ato processual nos casos relativos a tais organizações.» PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADAS Medida Provisória nº 575, de 07/08/2012 (Publicada no DOU de 08/08/2012) Altera a Lei nº /2004, a chamada Lei das Parcerias Público-Privadas, em três principais aspectos: (a) prevê a possibilidade de que o pagamento ao parceiro privado seja vinculado ao seu desempenho (nova redação ao art. 6º e 7º); (b) o rol das garantias do Fundo Garantidor de Parcerias Público-Privadas deixa de ser taxativo, tornando possível a contratação de instrumentos disponíveis em mercado, inclusive para complementação de eventuais outras garantias já prestadas pelo ente contratante (nova redação ao art. 18); (c) autorização para que os Estados, Distrito Federal e Município comprometam um percentual maior de suas receitas líquidas (5%) com o pagamento de contraprestações em PPP s (nova redação ao art. 28).» INGRESSO NAS UNIVERSIDADES FEDERAIS Lei nº /2012, de 29/08/2012 (Publicada no DOU de 30/08/2012) Determina às instituições federais de educação superior a reserva, em cada concurso vestibular, de no mínimo 50% de suas vagas para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas. As vagas reservadas deverão ser distribuídas entre autodeclarados pretos, pardos e indígenas em proporção no mínimo igual à equivalente da população da unidade da Federação onde está instalada a instituição, segundo dados do último censo do IBGE.» ESCOLHA PRÉVIA DE TRATAMENTO MÉDICO Resolução nº 1.995/2012 do Conselho Federal de Medicina (Publicada no DOU de 31/08/2012) Regula, no âmbito da ética médica, as chamadas diretrizes antecipadas de vontade, ou seja, a possibilidade de escolha prévia de tratamento médico. Trata-se de definição no âmbito da autonomia do paciente, que há de ser respeitada posteriormente, especialmente nos casos em que o paciente carece de possibilidade de expressar sua vontade. Os limites de sua observância são os preceitos do Código de Ética Médica. 4

5 DIREITO ADMINISTRATIVO ELEIÇÕES 2012: STF AUTORIZA EMISSORAS DE RÁDIO E TV A CRITICAR CANDIDATOS E PARTIDOS ALISSON NICHEL O art. 45 da Lei nº 9.504/1997 estabelece uma série de restrições aos programas e noticiários das emissoras de rádio e televisão. Segundo a redação original do inciso III deste dispositivo, a partir do dia 1º de julho do ano em que houver eleições as emissoras estão proibidas de veicular propaganda política ou difundir opinião favorável ou contrária a candidato, partido, coligação, a seus órgãos ou representantes. Porém, em agosto de 2012, o Pleno do SUPREMO TRIBUNAL FEDE- RAL suspendeu, em sede cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4.451, a proibição constante na segunda parte do art. 45, III, da Lei nº 9.504/1997: A liberdade de imprensa assim abrangentemente livre não é de sofrer constrições em período eleitoral. Ela é plena em todo o tempo, lugar e circunstâncias. Tanto em período não-eleitoral, portanto, quanto em período de eleições gerais (STF, ADI nº 4.451, Rel. Min. AYRES BRITTO, DJ. 24/08/2012). Portanto, atualmente não há vedação legal que impeça as emissoras de emitir críticas (favoráveis ou desfavoráveis) em período eleitoral ao candidato, partido ou coligação que for. Esta liberdade de manifestação e imprensa não é absoluta, entretanto. Na mesma decisão que suspendeu em parte o dispositivo, o STF registrou que a crítica jornalística será ilegal se passar nitidamente a favorecer uma das partes na disputa eleitoral. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA: RESSARCIMENTO DEPENDE DE EFETIVO PREJUÍZO AO ERÁRIO O Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, do SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, deu provimento ao Recurso Especial nº /MS, para julgar improcedente Ação de Improbidade Administrativa proposta por irregularidade no pagamento de prestação do serviço de transporte escolar contratado sem a realização de licitação. Segundo o Ministro Relator, as Turmas que compõem a Em regra, a pessoa jurídica possui existência distinta das pessoas físicas que a compõem. Contudo, essa separação não é absoluta. O ordenamento jurídico admite desconsiderar-se a pessoa jurídica, responsabilizando seus sócios, quando esta é usada para a prática de atos ilícitos (CC, art. 50). O TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO adota a desconsideração da personalidade jurídica quando há fraude, desvio de finalidade ou confusão patrimonial entre as pessoas físicas e a pessoa jurídica (Acórdãos nº 2.858/2008 e 3.135/2006, Plenário). Recentemente, reconheceu que a responsabilização alcança não só a empresa, mas também os sócios, de fato ou de direito, em caso de fraude à licitação (Acórdão nº 1.327/2012, Plenário). A Lei de Licitações do Paraná prevê expressamente a possibilidade de ampliação dos efeitos da suspensão do direito de contratar e da declaração de Primeira Seção daquela Corte já firmaram a orientação de que a configuração dos atos de improbidade administrativa previstos no art. 10 da 8.429/92 exige a presença do efetivo dano ao erário. No caso em exame, não foi comprovado que a contratação causou efetivo prejuízo, havendo apenas a suposição de que a ausência de licitação obstou a busca do melhor serviço, pelo menor preço. FRAUDE EM LICITAÇÕES: POSSIBILIDADE DE RESPONSABILIZAÇÃO DOS SÓCIOS FRANCISCO ZARDO MARIANA GUIMARÃES inidoneidade (a) às pessoas físicas que constituíram a pessoa jurídica, as quais permanecem impedidas de licitar com a Administração Pública enquanto perdurarem as causas da penalidade, independentemente de nova pessoa jurídica que vierem a constituir ou de outra em que figurarem como sócios; (b) às pessoas jurídicas que tenham sócios comuns com as pessoas físicas referidas no inciso anterior (Lei nº /2007, art. 158, I e II). O STJ admitiu que, mesmo sem previsão específica, o princípio da moralidade autoriza estender os efeitos de sanção administrativa à empresa recém-constituída com o mesmo objeto social, com os mesmos sócios e com o mesmo endereço, em substituição a outra declarada inidônea para licitar com a Administração Pública Estadual, com o objetivo de burlar à aplicação da sanção administrativa, constitui abuso de forma e fraude à Lei de Licitações Lei n.º 8.666/93 (STJ, RMS nº ). 5

6 O FINANCIAMENTO DE OBRAS PÚBLICAS VIA EMISSÃO DE CEPAC Os Certificados de Potencial Adicional de Construção (CEPAC) estão definidos na Instrução Normativa CVM 401/03: Art. 2º Constituem valores mobiliários, sujeitos ao regime da Lei nº 6.385, de 7 de dezembro de 1976, os Certificados de Potencial Adicional de Construção CE- PAC, emitidos por Municípios, no âmbito de Operações Urbanas Consorciadas, na forma autorizada pelo art. 34 da Lei nº , de 10 de janeiro de 2001, quando ofertados publicamente. Trata-se de instrumento de captação de recursos para financiamento de ANDRÉ MEERHOLZ obras públicas, que permite ao detentor do certificado edificar além dos limites estabelecidos nas leis municipais de zoneamento. Os certificados são negociados em mercado secundário pela Bolsa de Mercadorias & Futuros Bovespa (BM&FBOVESPA), com emissão controlada pela Comissão de Valores Mobiliários. A emissão destes certificados condiciona-se a lei municipal que instituiu operação urbana consorciada, qualificada como o conjunto de intervenções e medidas coordenadas pelo Poder Público municipal, com a participação dos proprietários, moradores, usuários permanentes e investidores privados, com o objetivo de alcançar em uma área transformações urbanísticas estruturais, melhorias sociais e a valorização ambiental (art. 32, 1º, Lei nº /2001). Como exemplo, o Município de Curitiba irá utilizar deste instrumento para captação de recursos destinados a investimentos na Linha Verde, consoante Prospecto Preliminar disponível no endereço eletrônico da BM&FBOVESPA (www.bmfbovespa.com.br). DIREITO CRIMINAL A APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA EM CRIMES AMBIENTAIS ALEXANDRE KNOPFHOLZ A Lei nº 9.605/1998 dispõe, entre outras coisas, sobre as sanções penais relativas a condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. Trata-se de legislação de inegável importância que estabelece os crimes contra a fauna, a flora, o ordenamento urbano e o patrimônio cultural. Possui, dentre suas características, uma alta carga repressiva, diante da gravidade da lesão oriunda dos crimes ambientais. Tal pode ser demonstrado, por exemplo, pela inédita possibilidade de responsabilização penal das pessoas jurídicas causadoras de danos ao meio ambiente (art. 3º). Contudo, em decisão proferida no último dia 28 de agosto, o SUPREMO TRI- BUNAL FEDERAL aplicou o princípio da insignificância em um crime ambiental. Referido princípio, que não tem previsão legal, estabelece que inexiste infração penal quando é pequena a reprovabilidade da conduta do agente e não causa maiores danos sociais ou materiais. É o caso, por exemplo, do furto de uma caneta ou de sonegação fiscal de valor ínfimo. No julgamento do Habeas Corpus nº , a 2ª Turma do SUPREMO TRI- BUNAL FEDERAL, por maioria de votos, absolveu o pescador que havia sido condenado a 1 (um) ano e 2 (dois) meses de detenção por ter sido flagrado com 12 (doze) camarões em período de proibição de pesca e utilizando-se de rede fora das especificações do IBAMA. Não obstante o entendimento do Relator Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, que afirmava que a tutela legal era a preservação da espécie, pouco importando a quantidade de crustáceos apreendidos, a maioria do colegiado seguiu o entendimento do Ministro CEZAR PELUSO, que inaugurou a divergência asseverando a completa desproporcionalidade da condenação. De acordo com o posicionamento vencedor, não é razoável a sanção penal em casos tais, existindo outros meios de reprimir condutas de pouco abalo ambiental. Trata-se de decisão paradigmática e que acompanha a posição do SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA que, em julgado recente, já havia admitido a aplicação do princípio da insignificância em crimes ambientais (Recurso Especial nº / SC 5ª Turma Rel. Min. LAURITA VAZ DJ 07/06/2011). 6

7 ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS: CONCEITO LEGAL, JULGAMENTO COLEGIADO GUSTAVO SCANDELARI A Lei nº , de 24 de julho de 2012, conceitua a organização criminosa como a associação, de 3 (três) ou mais pessoas, estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas, ainda que informalmente, com objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagem de qualquer natureza, mediante a prática de crimes cuja pena máxima seja igual ou superior a 4 (quatro) anos ou que sejam de caráter transnacional (art. 2º). Desde a Lei nº 9.034/1995, que dispõe sobre a utilização de meios operacionais para a prevenção e repressão de ações praticadas por organizações criminosas, mas não as define, a comunidade jurídica aguardava que o legislador suprisse a omissão. Até então, não se poderia punir, legalmente, no Brasil, qualquer cidadão que fosse acusado de participar desse tipo de crime e, hoje, a repressão penal será possível para os fatos praticados após a entrada em vigor da Lei nº /2012. Além disso, o novo diploma prevê a possibilidade de que um colegiado de magistrados pratique qualquer ato processual nos casos relativos a tais organizações. Trata-se da primeira vez que nosso ordenamento permite o julgamento por mais de um juiz em primeira instância. Essa banca será composta pelo juiz do processo e por 2 (dois) outros juízes escolhidos por sorteio eletrônico dentre aqueles de competência criminal em exercício no primeiro grau de jurisdição (art. 1º, 2º). Sua instauração será facultativa, sendo que, para tanto, o juiz deverá apontar os motivos e as circunstâncias que acarretam risco à sua integridade física em decisão fundamentada, da qual será dado conhecimento ao órgão correicional (art. 1º, 1º). A novidade é bem-vinda, não apenas por suprir uma omissão da legislação criminal permitindo a punição de graves crimes como também por prover a magistrados, membros do Ministério Público e seus familiares, a devida proteção pessoal em casos de risco comprovado (art. 9º). ALTERAÇÃO NO CÓDIGO PENAL PRODUZ REFLEXOS PARA SERVIÇO DE SEGURANÇA RAFAEL DE MELO A Lei nº de 27 de setembro último, inseriu no Código Penal o artigo 288- A, e os parágrafos 6, no artigo 121 (homicídio) e 7, no artigo 129 (lesão corporal). Com esta alteração, criou-se no referido ordenamento a figura jurídica da milícia privada, assim conceituada: Constituir, organizar, integrar, manter ou custear organização paramilitar, milícia particular, grupo ou esquadrão com a finalidade de praticar qualquer dos crimes previstos neste Código. Apesar de direcionada a conferir proteção a autoridades, testemunhas e até mesmo membros de outras facções criminosas, visando, de forma direta, punir envolvidos em organizações paramilitares, as expressões utilizadas nos novos dispositivos permitem uma aplicação não tão restrita do conceito penal que ora se cria. A amplitude dos verbos utilizados para caracterizar o artigo 288-A, aliada às imprecisas expressões igualmente previstas naquele dispositivo, possibilita a contextualização deste crime em situações envolvendo serviço de segurança e contenção de conflitos. Os crimes de homicídio e lesão corporal passaram a ter significativo aumento de pena se constatados seus cometimentos sob o pretexto de prestação de serviço de segurança. Nesse contexto, o risco de enquadramento dos conflitos envolvendo pessoas relacionadas às empresas desse setor ao tipo penal ora tratado remete a estas e seus clientes a necessidade de cautela na contratação, treinamento, exposição e controle da atividade. ERRATA No artigo publicado por este Autor no Boletim nº 17, página 16, onde constou Na sessão do dia 27 de junho o Ministro FÉLIX FISCHER pediu vista dos autos, leia-se Na sessão do dia 27 de junho o Ministro LUIZ FUX pediu vista dos autos, e onde constou Além de FÉLIX FISCHER, faltam proferir seus votos os Ministros MARCO AURÉLIO, DIAS TOFFOLI, LUIZ FUX e a Ministra ROSA WEBER, leia-se Além de LUIZ FUX, faltam proferir seus votos os Ministros MARCO AURÉLIO, DIAS TOFFOLI e a Ministra ROSA WEBER. 7

8 ASPECTOS RELEVANTES DA NOVA LEI DE LAVAGEM DE DINHEIRO (Parte I) LUIS OTÁVIO SALES A Lei nº /2012 alterou o 5º, do art. 1º, da Lei nº 9.613/1998, para permitir a delação premiada a qualquer tempo. Isso significa que os já sentenciados por crime de lavagem de ativos e até mesmo os condenados com trânsito em julgado (em fase de execução penal) podem ter suas penas substituídas por restritivas de direitos, desde que colaborem na elucidação de infrações penais, identificação dos autores, coautores e partícipes, ou na localização dos bens, direitos ou valores objeto do crime. Em relação aos não sentenciados, a nova disciplina permite que o juiz deixe de aplicar pena de prisão, substitua-a ou a reduza de um a dois terços. A nova lei ampliou também o rol de pessoas obrigadas (art. 9º) que, a partir de agora, têm o dever de manter cadastro atualizado de clientes, de comunicar a realização (ou proposta) de operações suspeitas de lavagem de dinheiro ao CONSELHO DE CONTROLE DE ATIVIDA- DES FINANCEIRAS (COAF), sob pena de advertência, multa pecuniária, inabilitação temporária ou cassação da autorização para operação ou funcionamento. O setor privado foi expressamente contemplado. Por exemplo, tem o dever de informar ao COAF quem exerça atividade de compra e venda de imóveis; comercialize bens de luxo ou de alto valor, ou intermedeie sua comercialização; exerça atividades que envolvam grande volume de recursos em espécie; preste, mesmo que eventualmente, serviços de assessoria, consultoria, contadoria, auditoria, aconselhamento ou assistência em operações de alienação ou aquisição de direitos sobre contratos relacionados a atividades desportivas ou artísticas profissionais. Trata-se de postura inegavelmente invasiva, que demonstra a tendência moderna de endurecimento penal no combate aos crimes econômicos. ASPECTOS RELEVANTES DA NOVA LEI DE LAVAGEM DE DINHEIRO (Parte II) BRUNO CORREIA Além de eliminar o rol taxativo de crimes antecedentes (qualquer infração penal até mesmo a contravenção pode fundamentar uma denúncia por lavagem de dinheiro) e punir quem utiliza, na atividade econômica ou financeira, bens, direitos ou valores provenientes de infração penal, a Lei nº /2012 contempla inovações também em sede de investigação criminal: as medidas assecuratórias podem, agora, ser decretadas não só sobre o patrimônio do investigado, mas também de pessoas interpostas (ou laranjas ), bastando indícios da dissimulação/ocultação de valores (art. 4º); no intuito de facilitar a identificação do infrator, o art. 17-B franqueia o acesso da autoridade policial e do Ministério Público aos dados cadastrais junto à Justiça Eleitoral, instituições financeiras, empresas telefônicas e de internet sem a necessidade de autorização judicial. Destaca-se a pre- visão de afastamento automático do servidor público indiciado por lavagem de dinheiro (art. 17-D). A inconstitucionalidade do dispositivo é flagrante, pois, em fase de inquérito na qual se insere o indiciamento, cujo procedimento sequer é definido em lei o direito ao contraditório e à ampla defesa é restrito, podendo o servidor ser privado de seu múnus público ao arbítrio da polícia judiciária. A desproporcionalidade da medida viola os princípios da presunção da inocência e do devido processo legal, tema que certamente será discutido nos tribunais pátrios. Como já ensinava o imortal RUY BARBOSA, onde quer que haja um direito individual violado, há de haver um recurso judicial para a debelação da injustiça; este, o princípio fundamental de todas as Constituições livres. 8

9 A ENTREGA DE DIREÇÃO A MOTORISTA EMBRIAGADO E O DOLO EVENTUAL GUILHERME ALONSO No dia 21/09/2012, o site do SUPE- RIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA divulgou nota a respeito de decisão que negou Habeas Corpus impetrado para arquivar denúncia por homicídio com dolo eventual no trânsito, ofertada em face de motorista que, sob o efeito de álcool, teria entregado a direção de seu veículo a uma amiga que estaria igualmente embriagada. A condutora do veículo envolveu-se em um acidente e faleceu. Embora o STJ não tenha adentrado ao mérito da causa, pois não analisou provas, a decisão daquela Corte indica a ampliação das situações que podem configurar dolo eventual em homicídios no trânsito. Mas, com o devido respeito, esse entendimento deve ser analisado com ressalvas, já que o dolo eventual, enquanto manifestação de vontade do autor do fato, é elemento subjetivo com alguns requisitos essenciais. Costuma-se dizer que, diferentemente do dolo direto (no qual o agente quer o resultado), no dolo eventual o agente assumiria o risco de sua realização. Trata- -se de um conceito incompleto. Nessa modalidade, é indispensável que se verifique se, na situação fática, o sujeito, antes de agir, previu a realização do resultado e, ainda assim, consentiu com a sua realização (ou deliberadamente deixou de evitá-la). Em crimes de trânsito, a sua configuração é excepcional: não basta a afirmação de que, se embriagado, todo motorista assume o risco de causar mortes; é indispensável que se demonstre que ele previu o risco concreto do acidente (e não de qualquer situação perigosa genérica) e, não obstante, seguiu, indiferente, com a realização da conduta. São exemplos típicos o racha (competição em vias públicas) e a roleta russa (a ultrapassagem de sinal vermelho para testar a sorte), situações em que se verifica a indiferença com um iminente acidente e comportamento suicida. DIREITO CIVIL JUSTIÇA: TEMPO DE ACREDITAR ROGÉRIA DOTTI Uma recente pesquisa da FUNDA- ÇÃO GETÚLIO VARGAS apurou que apenas 42% da população brasileira acredita na Justiça. O levantamento, feito no início de 2012, consta do Relatório ICJ Brasil (Índice de Confiança na Justiça no Brasil). Ou seja, mais da metade dos cidadãos não tem esperança de ver bem resolvidos os conflitos de interesses. Na ordem de confiabilidade, o Poder Judiciário aparece apenas na sexta colocação. As pessoas manifestaram uma confiança maior nas Forças Armadas, Igreja Católica, Ministério Público, grandes empresas e imprensa. O CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA, por sua vez, vem apresentando estatísticas a respeito do volume de trabalho. Os dados são desanimadores: no primeiro grau, a taxa anual de congestionamento é de 58%. Isso significa que de cada 100 ações novas, 58 não são julgadas dentro de um ano. A divulgação dessas informações certamente contribui para as críticas e o justificável desânimo. Mas, nesse mar de notícias ruins, surgem ilhas de esperança. A crescente atuação do próprio CNJ e o esforço das corregedorias na busca de eficiência e celeridade são claros exemplos disso. Eles demonstram uma aproximação entre o Judiciário e a população. Basta lembrar que, há pouco tempo, não se tinha sequer conhecimento dos números envolvendo o atraso jurisdicional. Essa interação entre Justiça e população gera o efeito benéfico de aumentar a confiança, formando uma onda de esperança. É também o que se vê atualmente nas ruas, através dos comentários sobre o julgamento da Ação Penal nº 470 ( Mensalão ). Afinal, justiça é imprescindível. Valem aqui as palavras sábias de PIERO CALAMANDREI: Para encontrar a justiça, é preciso ser-lhe fiel. Como todas as divindades, ela só se manifesta àqueles que nela crêem. Com razão o jurista italiano: é chegado o tempo de acreditar. 9

10 MULTA POR DESCUMPRIR CONTRATO TAMBÉM É APLICADA À CONSTRUTORA PATRÍCIA NYMBERG Em recente julgamento, o SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA condenou uma construtora a pagar multa à consumidora por descumprir cláusula em contrato que só previa multa para o caso de inadimplência por parte do adquirente (Recurso Especial nº /SC). No caso, a consumidora propôs ação para rescindir contrato de compra e venda, após o imóvel ter sido entregue com atraso e com vários defeitos que o tornavam impróprio para o uso, havendo inclusive risco de desabamento. A sentença condenou a construtora à devolução dos valores pagos pela adquirente, e ao pagamento da multa pela extinção do contrato. Porém, também julgou procedente o pedido da construtora, feito em reconvenção, condenando a autora ao pagamento de alugueres pelo período em que ocupou o imóvel. A construtora apelou, tendo o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SANTA CATARINA afastado a cobrança dos aluguéis porque reduziria a indenização, premiando a construtora que entregou a casa defeituosa. A construtora, então, recorreu ao STJ. O Relator, Ministro LUIS FELIPE SA- LOMÃO, manteve a multa à construtora, apontando a abusividade da prática de impor penalidade exclusiva ao consumidor. Assim, prevendo o contrato a incidência de multa moratória para o caso de descumprimento contratual por parte do consumidor, a mesma multa deverá incidir, em reprimenda do fornecedor, caso seja desta a mora ou inadimplemento, afirmou o relator. Por outro lado, o Relator condenou a consumidora ao pagamento de aluguéis pelo período em que ocupou o imóvel, concluindo que o descumprimento contratual deve acarretar consequências para a construtora, mas não isenta os benefícios eventualmente auferidos pelo comprador durante o período em que ocorreu o usufruto do bem. APÓS O PAGAMENTO DE TÍTULO REGULAMENTE PROTESTADO, É DO DEVEDOR A RESPONSABILIDADE PELA BAIXA DO REGISTRO VANESSA SCHEREMETA A Quarta Turma do SUPERIOR TRIBU- NAL DE JUSTIÇA recentemente decidiu ser do devedor a obrigação de dar baixa em protesto legitimamente realizado. No caso analisado, o devedor somente efetuou o pagamento das duplicatas após o seu protesto. Todavia, a baixa no registro não foi feita, o que o levou a propor uma ação de indenização contra o credor. O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RIO GRANDE DO SUL concedeu os danos morais sob o argumento de que, como o protesto aproveitaria ao credor, dele seria a obrigação de regularizá-lo após o adimplemento. Diante desse cenário o credor interpôs Recurso Especial, alegando que o art. 26 da Lei nº 9.492/1997 possibilita a qualquer interessado a baixa do protesto, não sendo tal responsabilidade exclusiva do credor. Além disso, salientou o fato de que a realização de protesto regular configura o livre exercício de um direito reconhecido. Por maioria, entendeu o STJ que não se poderia atribuir ao credor a responsabilidade pela baixa do protesto após a quitação da dívida quando ele foi regularmente lavrado. Isso porque o art. 26 da Lei nº 9.427/1997 autoriza a tomada dessa providência pelo devedor ou garante da dívida que detenha a posse do título protestado ou a carta de anuência do credor. Salientou, também, que o caráter consumerista da relação que deu origem à dívida é indiferente para a solução da controvérsia, já que os cartórios de protesto são delegatários de atividade pública e diante disso seguem a lei específica que disciplina os procedimentos de protesto (Recurso Especial nº RS, Rel. originário Min. LUIS FELIPE SALOMÃO, Rel. para acórdão Min. MARIA ISABEL GALLOTTI, julgado em 11/09/2012). 10

11 RESPONSABILIDADE DIRETA DO SEGURADOR PERANTE A VÍTIMA DO DANO FERNANDO WELTER Na atual sociedade de riscos, o contrato de seguro constitui inegável instrumento de desenvolvimento econômico e social, fazendo-se presente nos mais variados segmentos da atividade humana. A ampla difusão desse instrumento destinado a garantir riscos levou à multiplicação de ações judiciais em que as companhias seguradoras são chamadas a intervir no processo. Historicamente, a participação da seguradora nos processos sempre se deu por um chamamento do segurado que viesse a figurar como réu em uma ação. Assim, quando acionado judicialmen- te em razão de uma colisão de veículo, o segurado lançava mão de uma figura processual (denunciação da lide) para trazer a seguradora aos autos do processo. Ao final, caso condenado a reparar os danos, o segurado primeiro pagava a condenação para só depois se reembolsar do que pagou perante a seguradora. E, do outro lado, a vítima do dano invariavelmente aguardava a solvência do segurado para garantir sua sorte no processo, já que, por não possuir relação direta com a seguradora, nada podia fazer diretamente contra ela. O anacronismo desse procedimento processual despertou a movimentação da jurisprudência, especialmente do SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, que, interpretando o contrato de seguro numa perspectiva social, tem admitido a propositura de ação pela vítima diretamente contra a seguradora, sem que o segurado (responsável pelos danos) necessite compor o polo passivo. O entendimento, manifestado recentemente no Recurso Especial nº /RS, relatado pela Ministra NANCY ANDRIGHI, certamente melhor se coaduna com os modernos princípios tendentes à busca da racionalização, efetividade e celeridade do processo. O DIREITO DE DEFESA DO CONDÔMINO VANESSA CANI O Código Civil, no caput e no parágrafo único do art , autoriza a aplicação de multa ao condômino que descumprir seus deveres ou causar, em razão do seu comportamento antissocial, incompatibilidade de convivência com os demais condôminos. Apesar de não mencionado no dispositivo em referência, a aplicação de penalidade somente poderá ocorrer se assegurado ao condômino infrator o seu direito de defesa. Ou seja, não se pode admitir a possibilidade de imposição de sanção sem que antes seja obedecido o devido processo legal e garantidos os meios necessários para o exercício do contraditório e da ampla defesa, em assembleia devidamente convocada para este fim. Registre-se que, após a análise do artigo em comento, a Primeira Jornada de Direito Civil elaborou o Enunciado 92, com o seguinte teor: as sanções do art do Código Civil não podem se aplicadas sem que se garanta direito de defesa ao condômino nocivo. Portanto, a simples advertência ou notificação do condômino sobre a possibilidade de aplicação de multa não são suficientes, sendo indispensável, além da concessão do direito à defesa, a decisão tomada pelos condôminos em assembleia. O que se pretende, com tais medidas, é afastar a punição cominada de modo discricionário ou em desconformidade com as normas da Convenção e Regimento Interno do Condomínio. 11

12 UMA NOVA ERA PARA O JUDICIÁRIO PARANAENSE CÍCERO LUVIZOTTO No dia 1º de outubro de 2012 o TRI- BUNAL DE JUSTIÇA DO PARANÁ inaugurou o Fórum descentralizado da Cidade Industrial. Naquele espaço, a população da CIC, Augusta, Riviera e São Miguel terá prestação jurisdicional nas áreas de família, infância e juventude e juizados especiais. A criação de fóruns regionais é muito bem-vinda, pois a cidade de Curitiba vinha sofrendo com a superlotação dos antigos espaços nos quais eram mantidas as serventias judiciais. Essa experiência, que já é sucesso em São Paulo e Rio de Janeiro, permitirá que o preceito constitucional da razoável duração do processo (art. 5º, LXXVIII, da CF) seja efetivado. Outro ponto que merece destaque é a conotação social do projeto de descentralização. Isso porque a direção do fórum, comandada pelo E. Juiz DIEGO SANTOS TEIXEIRA, será responsável pelo programa Justiça Comunitária. O aludido trabalho visa à pacificação social, por meio da mediação de conflitos; conscientização da população a respeito de seus direitos, e o mapeamento e articulação dos setores de serviços e lazer envolvidos na comunidade, de modo que a resolução dos conflitos conte com o auxílio dessa rede de proteção, além de possibilitar o encaminhamento e orientação dos envolvidos (fonte: e contará com a participação voluntária da população dos bairros abrangidos pela competência deste Fórum. A belíssima iniciativa tem que ser exaltada e merece o reconhecimento da sociedade, que carrega sempre os anseios de uma Justiça célere e comprometida. PROJETOS DE REFORMA DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR LAÍS BERGSTEIN Uma Comissão de Juristas presidida pelo Ministro ANTONIO HERMAN V. BEN- JAMIN, foi instituída pelo Senado Federal em 02/12/2010 para oferecer subsídios para a atualização do Código de Defesa do Consumidor (CDC), Lei nº 8.078/1990. No dia 02/08/2012 foram apresentados ao plenário do Senado Federal três anteprojetos de lei, relativos às áreas de: comércio eletrônico, superendividamento do consumidor e ações coletivas. O Projeto de Lei do Senado (PLS) nº 281/2012 cria uma nova seção no Código para tratar do comércio eletrônico, o que se justifica considerando-se que em 1990 esta prática ainda era incipiente. As novas regras disciplinam a divulgação dos dados do fornecedor (para que seja facilmente identificado) e tratam do envio de mensagens eletrônicas não solicitadas (spam), do direito de arrependimento da compra e das penas aplicáveis para práticas abusivas. O PLS nº 282/2012 disciplina as ações coletivas, garantindo eficácia nacional para a decisão dos casos que tiverem alcance em todo o território brasileiro, enquanto o PLS nº 283/2012 previne o superendividamento, disciplinando, principalmente, a oferta e a publicidade de crédito. Embora muitas das disposições do anteprojeto já pudessem ser aduzidas do atual texto do CDC, a explicitação destas regras, inclusive enumerando obrigações às partes envolvidas nas relações de consumo, certamente facilitará a defesa dos consumidores. Atualmente, os projetos de lei em tramitação já estão aguardando o recebimento de emendas. Diferentemente do que ocorre nas relações civis, os consumidores são reconhecidos como vulneráveis no mercado de consumo, pois desconhecem as especificidades da cadeia produtiva e da forma de prestação de serviços pelos fornecedores. Esta condição dá ensejo à especial proteção legal do consumidor. 12

13 A TUTELA DO BEM DE FAMÍLIA E A PROTEÇÃO À DIGNIDADE RENATA STEINER A noção de bem de família está ligada à proteção do que se costuma chamar de patrimônio jurídico mínimo. O conceito pode ser abstrato àqueles que não atuam no mundo jurídico, porém é de relevância acentuada em um ordenamento como o brasileiro, regido por uma Constituição que proclama a dignidade da pessoa humana como fundamento do Estado. A todos é assegurada a inviolabilidade dos bens que componham o necessário à sua subsistência, como é o caso do único imóvel da entidade familiar. O chamado bem de família pode ser instituído voluntariamente ou decorrer da realidade fática, conforme previsão legal (Lei nº 8.009/1990). A proteção jurídica a este patrimônio o coloca a salvo de qualquer ato de constrição para pagamento de dívidas, especialmente da penhora, desde que obedecidos determinados pressupostos. A tutela não atinge, por exemplo, dívidas decorrentes do próprio imóvel. O SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA vem, ao longo dos anos, alargando o âmbito de proteção do bem de família. Exemplo disso é a edição recente de nova Súmula, de número 486, que considera impenhorável o único imóvel residencial do devedor, ainda que locado a terceiros, desde que a renda obtida com a locação converta-se em necessária à subsistência de sua família. Relativizou- -se, assim, o requisito da moradia no imóvel, mantendo-se firme o escopo buscado pela lei, que é a proteção de um mínimo necessário à vida digna. A edição de Súmula consolida o entendimento daquela Corte quanto à matéria e constitui, ainda que não de modo vinculante, parâmetro para atuação em todas as esferas do Poder Judiciário. A INCLUSÃO DO BENEFICIÁRIO DA INDENIZAÇÃO EM FOLHA DE PAGAMENTO DIREITO PROCESSUAL CIVIL JULIO BROTTO No campo da responsabilidade civil há determinados casos em que o devedor pode ser condenado a efetuar o pagamento de uma pensão à vítima ou a terceiros prejudicados pelo ato ilícito. É o caso, por exemplo, de um menor que perde o pai em acidente automobilístico. Nessa hipótese, o culpado pelo acidente deve garantir o pagamento de uma quantia mensal que venha a suprir as necessidades de quem, subitamente, viu-se desamparado de seu provedor material. A fim de assegurar o recebimento desta indenização na modalidade pensionamento, o Código de Processo Civil estabelece, em seu art. 475-Q, que o juiz poderá ordenar ao devedor que constitua um capital, cuja renda assegure o recebimento das prestações futuras. Trata-se de salutar instituto que objetiva garantir a plena eficácia da decisão judicial ao longo do tempo, já que tais obrigações, por vezes, estendem-se por anos a fio. Assim, caso o devedor venha a sofrer decréscimo ou perda superveniente de sua capacidade de pagamento, isso em nada afetará o pagamento mensal da dívida. Uma possibilidade pouco explorada reside na substituição do capital formado, seja em espécie, imóvel ou outra forma de caução, pela inclusão do beneficiário na folha de pagamento de empresa que apresente notória capacidade econômica. Tal providência pode representar uma forma menos onerosa de adimplemento pelo devedor, sem qualquer prejuízo para o credor. Vale o registro de que o SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, mesmo possuindo orientação sumulada quanto à necessidade de constituição de capital (Súmula n 313), já se posicionou no sentido de que a Súmula deve ser interpretada de acordo com o art. 475-Q, que é posterior à edição do enunciado, possibilitando-se, assim, e a critério do Juiz, a referida substituição. 13

14 A IMPOSSIBILIDADE DE SE UTILIZAR DA AÇÃO DE PRESTAÇÃO DE CONTAS PARA A REVISÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS JOSÉ ROBERTO TRAUTWEIN O Código de Processo Civil estabelece que a Ação na qual uma das partes exige que a outra preste contas dos atos praticados na gestão de um contrato é dividida em duas fases: a) na primeira, discute-se acerca da existência da obrigação de prestá-las; b) na segunda, caso o Magistrado entenda pela existência do dever, determinará a sua realização sob a forma mercantil (arts. 915, 2º e 917). A interpretação dos dispositivos que disciplinam a Ação de Prestação de Contas vinha acarretando divergências, notadamente quando o processo era ajuizado em face de instituições financeiras. Assim, tornou-se comum a prática de consumidores ajuizarem a referida Ação em face de instituições financeiras pelo simples fato de se encontrarem inconformados com o saldo de sua conta-corrente, sem, contudo, indicar o período e as ocorrências que entendem serem duvidosas. A questão foi recentemente analisada pela 4ª Turma do SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, no julgamento do Agravo Regimental no Recurso Especial nº De acordo com o entendimento da Ministra ISABEL GALLOTTI, A pretensão deduzida na inicial, voltada a aferir a legalidade dos encargos cobrados, deveria ter sido veiculada, portanto, por meio de ação ordinária revisional, cumulada com repetição de eventual indébito, no curso da qual, se insuficientes os extratos, pode ser requerida a exibição de documentos, caso esta não tenha sido postulada em medida cautelar preparatória. Daí a necessidade de se atentar à Ação pertinente ao interesse daquele que busca defender seus direitos no Poder Judiciário. IMPENHORABILIDADE DA POUPANÇA MURILO VARASQUIM O inciso X do art. 649 do Código de Processo Civil afirma que é impenhorável até o limite de 40 (quarenta) salários mínimos, a quantia depositada em caderneta de poupança. Em recente decisão, a 3ª Turma do SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA entendeu que o fato do devedor possuir mais de uma aplicação dessa natureza não é suficiente para descaracterizar o contido na norma (Recurso Especial nº /SP). Embora louvável a tecnicidade dos Ministros, na medida em que aplicaram corretamente a regra de hermenêutica segundo a qual onde a lei não distingue não cabe ao intérprete fazê-lo (ubi lex non distinguit nec nos distinguere debemus), o fato é que a proteção exacerbada do devedor acaba por violar o princípio da isonomia. É inegável que a impenhorabilidade satisfaz a dignidade da pessoa humana, porém, é igualmente notório que a satisfação do crédito financeiro, independentemente de seu valor material, é um dos bens necessários à existência humana. Assim, nada impede que, ao detectar a má-fé do devedor (que ao invés de saldar sua dívida acumula propositadamente capital), sejam atenuados os efeitos da impenhorabilidade. Isso porque, conforme enfatizado pela Ministra NANCY AN- DRIGHI, situações específicas, em que reste demonstrada a postura de má-fé, podem comportar soluções também específicas, para coibição desse comportamento. 14

15 O DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO E AS DECISÕES UNIPESSOAIS EMILLY CREPALDI O princípio do duplo grau de jurisdição, embora não esteja expresso na Constituição Federal, decorre da garantia ao devido processo legal. Nesta qualidade, portanto, confere às partes a possibilidade de reexame das decisões que lhe forem desfavoráveis, regra geral, por órgão colegiado superior. É que, na forma do Código de Processo Civil, admite-se o julgamento unipessoal dos recursos quando, por exemplo, a decisão recorrida estiver em confronto com súmula ou jurisprudência dominante do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ou de TRIBUNAL SUPERIOR (art. 557). Todavia, esta decisão monocrática só poderá ser proferida quando a matéria repetitiva a respeito da qual se consolidou a jurisprudência for exclusivamente de direito. Nas palavras da Ministra NANCY ANDRIGHI, não se pode dizer, nos termos do 1º do art. 557, que o relator de um recurso, ao revisar a prova produzida nos autos, promove a aplicação de jurisprudência consolidada quanto à matéria. Jurisprudência consolidada só pode incidir sobre matéria de direito. Se é necessária revaloração da prova, o julgamento do processo consubstancia uma atividade individual, relativa àquela controvérsia somente, não uma análise de matéria repetitiva. Vale dizer, é impossível que, revisando o contexto fático-probatório, o Relator monocraticamente proveja o recurso sem que haja ofensa ao princípio do duplo grau de jurisdição, pois garantir à parte o julgamento colegiado de sua causa nas hipóteses em que a Lei o prevê produz uma série de consequências, como por exemplo a possibilidade de reanálise do processo pelo desembargador revisor, a inclusão do processo em pauta, a faculdade de promover sustentação oral, entre outras. (Recurso Especial nº ). DIREITO DE FAMÍLIA PRESCRIÇÃO NOS CASOS DE ABANDONO AFETIVO FERNANDA PEDERNEIRAS O SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, em recente decisão da lavra do Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, entendeu, por unanimidade de votos, que o prazo prescricional nos casos de ações de indenização por abandono afetivo inicia-se com a maioridade do autor. O acórdão preferido no Recurso Especial nº /RJ não abordou o mérito da pretensão do filho que, aos 50 anos, promoveu Ação de Indenização em face do pai biológico, alegando descumprimento, pelo réu, dos deveres atinentes ao poder familiar e ofensas a sua honra subjetiva. A questão central cingiu-se à análise da ocorrência de prescrição, cuidadosamente examinada pelo Relator. Sustentava o filho não ter se operado a preclusão, uma vez que a ação indenizatória foi ajuizada 1 ano após o reconhecimento da paternidade. Todavia, entendeu a Corte que o recorrente sempre soube de sua paternidade biológica, tanto que seu pleito era de compensação pelos danos morais sofridos durante sua primeira infância, época em que havia convívio entre as partes. Entendeu-se, portanto, que, com a maioridade do recorrente, sabedor de sua paternidade, o prazo prescricional começou a fluir. Assim, o STJ deu provimento ao recurso, divergindo do Tribunal local apenas quanto à lei aplicável ao caso. Para o Colegiado Superior, a prescrição iniciou- -se (1978/maioridade) e encerrou-se (1998) na vigência do Código Civil de 1916, pelo que considerou o prazo prescricional de 20 anos (CC/1916, art. 177). O Ministro Relator salientou, ainda, que a prescrição resultou do fato de o próprio interessado, ao reconhecer que desde a infância sabia que o réu era seu pai, ter permanecido inerte, ante a afirmada lesão ao seu alegado direito subjetivo. Nesta esteira, alertou o julgador da necessidade de se garantir a estabilidade das relações jurídicas. 15

16 INCLUSÃO DO SOBRENOME DO CÔNJUGE THAIS GUIMARÃES No julgamento do Recurso Especial nº /SC, o SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA decidiu que é possível acrescentar o sobrenome do cônjuge durante o período de convivência do casal. O recurso foi interposto pelo Ministério Público de Santa Catarina, o qual alegava que não era possível tal inclusão, eis que a mulher casou-se em 2003, optando pela não inclusão do sobrenome do marido, e, em 2005, requereu tal mudança. O Relator do recurso, Ministro RAUL ARAÚJO, bem salientou que as hipóteses de alteração do nome civil estão restritas às normas consagradas na Lei de Registros Públicos (nº 6015/1973), porém, destacou que o nome é direito da personalidade, que permite a identificação da pessoa e a sua individualização no campo familiar e na sociedade. Sendo assim, o Ministro entendeu que, se o cônjuge desejar incluir o sobrenome do esposo ou da esposa, poderá fazê-lo através do ajuizamento de Ação de Retificação de Registro Civil, seguindo o procedimento do art. 109 da Lei nº 6.015/1973. Ainda cumpre destacar a Instrução nº 04/2008 do Corregedor-Geral da Justiça do Estado do Paraná, Desembargador LEONARDO LUSTOSA, na qual restou determinado que: ausente prejuízo, aos nubentes, por força do que dispõe o art , 1º do Código Civil, é facultado acrescer apenas um, qualquer deles ou todos os apelidos do outro, não lhes sendo exigível a adoção da integralidade do respectivo sobrenome. Tal instrução foi publicada após julgamento no STJ do Recurso Especial nº /MG, que possibilitou a supressão de um patronímico da esposa no casamento, quando da inclusão do sobrenome do marido. Portanto, de acordo com a jurisprudência de nossos Tribunais, é possível a supressão de um dos sobrenomes por ocasião do casamento, bem como a inclusão do sobrenome do cônjuge após as núpcias. ARBITRAGEM NO DIREITO DE FAMÍLIA E SUCESSÕES DIANA GEARA Os Poderes Legislativo e Judiciário têm adotado medidas eficazes no sentido de tornar a prestação jurisdicional mais célere. Bons exemplos disto, no âmbito do direito de família e sucessões, são as possibilidades de realização de divórcios, partilhas e inventários extrajudicialmente (Lei nº /2007), e também, a implantação dos sistemas de processo eletrônico. Neste sentido, como bem pontua FRANCISCO JOSÉ CAHALI, a comunidade jurídica, igualmente, deve explorar meios alternativos legais para a solução de controvérsias desvinculada da cultura de litígios, dentre elas, a arbitragem. No Direito de Família, segundo o referido jurista, existe a possibilidade de adoção da arbitragem na solução de conflitos de natureza patrimonial disponível (a partilha de bens decorrente do fim da relação familiar), desde que as partes envolvidas sejam maiores e capazes. A opção pela arbitragem pode ser feita pelo casal quando da lavratura do pacto antenupcial, por compromisso arbitral assinado ao fim da relação, ou mesmo através de acordo nos autos durante um processo em trâmite. No direito sucessório, CAHALI defen- de que a utilização da arbitragem é pertinente na partilha de bens decorrente de um inventário já aberto e não finalizado, respeitada a legítima e desde que os envolvidos sejam maiores e capazes. Neste caso, a arbitragem necessariamente terá que ser objeto de compromisso arbitral, assinado por todos os herdeiros. Porém, na existência de testamento, o seu uso acaba ficando limitado, diante da necessidade de verificação pelo Poder Judiciário do cumprimento das disposições testamentárias, fato que necessariamente incorreria no retorno da partilha para homologação judicial. 16

17 ESPAÇO LIVRE DOS ESTAGIÁRIOS DESCRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO DE FETO ANENCEFÁLICO BARBARA SAYURI POFFO TANIGUTI Acadêmica do 4º ano da Faculdade de Direito de Curitiba O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, por maioria de votos, decidiu pela procedência do pedido contido na Arguição por Descumprimento de Preceito Fundamental 54, ajuizada pela CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES NA SAÚDE, requerendo a inconstitucionalidade da interpretação do aborto de fetos anencefálicos como conduta criminosa enquadrada nos arts. 124, 126 e 128 do Código Penal. Pela decisão, cuja discussão iniciou- -se há 8 anos no STF, as mulheres que gestam fetos com anencefalia (ausência de parte do cérebro) e decidem abortar e os médicos que realizarem a interrup- ção da gravidez não cometerão crime. Isto porque a maioria dos Ministros entendeu, como principal fundamento para deferir o pleito, ser natimorto o feto portador desta má formação e, por este motivo, não poderiam ser mãe e médico acusados por um crime contra a vida. Para o Relator da ação, Ministro MAR- CO AURÉLIO MELLO, Aborto é crime contra a vida. Tutela-se a vida em potencial. No caso do anencéfalo, não existe vida possível. O feto anencéfalo é biologicamente vivo, por ser formado por células vivas, e juridicamente morto, não gozando de proteção estatal. [...] O anencéfalo jamais se tornará uma pessoa. [...] Anen- cefalia é incompatível com a vida. Para os Ministros favoráveis ao pedido, outro motivo relevante para fundamentar a decisão foram os riscos que o fato de ser mãe de um feto anencefálico causa à saúde física e psicológica da mulher nesta condição. O julgamento procedente da ADPF 54 também acabou com a necessidade de a mãe que decidir submeter-se ao aborto requerer em Juízo autorização para sua realização. Agora, identificada a anencefalia, basta procurar um médico para realizar o procedimento. HIPÓTESES DE CABIMENTO DA AÇÃO DE PAGAMENTO EM CONSIGNAÇÃO FERNANDA FUGIVARA GRENIER Acadêmica do 4º ano da Pontifícia Universidade Católica do Paraná A Ação de Pagamento em Consignação é um dos instrumentos para o devedor que, diante de alguma situação, não consegue dar quitação à sua obrigação e não quer ficar em mora com o credor. É possível utilizar-se desta ação nas hipóteses do art. 335 do Código Civil, sendo: a) quando o credor se recusar a receber a coisa ou o valor, ou se recusa a dar quitação à obrigação; b) quando o credor não for ou não mandar receber (o devedor quer cumprir, mas o credor não aparece); c) quando o credor for ou tornar-se incapaz; d) quando o credor for declarado ausente; e) quando não souber a quem deve-se pagar (quando um cheque circula, por exemplo) ou quando houver dúvida a quem pagar (no caso de divórcio) ou f) quando houver disputa sobre a coisa. Sendo um rol taxativo, não cabe interpretação ampliativa, ou seja, a ação de pagamento em consignação somente poderá ser utilizada se ocorrer quais- quer das hipóteses do referido artigo. O devedor faz uso desta ação justamente para que não fique em mora com o credor, sendo que os juros retroagem à data do depósito judicial, demonstrando assim a boa-fé do devedor para extinguir sua obrigação, mesmo que haja discussão quanto ao valor que foi depositado em juízo. Neste caso, o credor pode levantar o valor, discutindo posteriormente a diferença. 17

18 O EMPATE ENQUANTO DECISÃO MAIS FAVORÁVEL AO RÉU NA REVISÃO CRIMINAL HERMÍNIA GERALDINA FERREIRA DE CARVALHO Acadêmica do 4º ano da Universidade Federal do Paraná É sabido que os fatos que dão causa à ação penal não são inteiramente reproduzidos no processo, posto que as provas são regidas pelos limites e garantias da defesa, produzindo uma verdade formal. Assim, injustiças podem ocorrer. Como já dizia JOSEPH GOEBBELS, Ministro da Propaganda de HITLER, uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade. Apesar dos inúmeros recursos disponíveis às partes, o processo precisa ter um fim, um limite em que as matérias de fato e de direito não mais possam ser discutidas: é o trânsito em julgado, quando as partes não mais poderão recorrer. Essa demarcação limítrofe pode ocorrer em diferentes momentos para a acusação e para a defesa, mas certamente irá suceder, demarcando o fim do processo (enquanto meio de construção do convencimento do Juiz) e o início da execução da pena. Assim, o legislador previu uma figura essencial à justiça: a Revisão Criminal, cabível em casos específicos e feita para impugnar uma sentença condenatória transitada em julgado. O art. 86, IV do Regimento Interno do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO PARANÁ prevê que a Revisão Criminal será julgada pela Câmara em composição integral, ou seja, por cinco desembargadores. Recentemente, contudo, o SUPERIOR TRIBUNAL DE JUS- TIÇA reconheceu ser possível o empate, quando um dos julgadores concordar em alguns pontos com dois deles, mas discordar de outros, votando também com a suposta minoria. Quando isso ocorrer e o Presidente da Câmara não manifestar sua opinião, deverá ser aplicado o art. 615, 1º do Código de Processo Penal, que prevê, originalmente, esse procedimento para as Apelações e para os Recursos em Sentido Estrito. Assim, havendo empate nos votos, prevalecerá a decisão mais favorável ao réu (Habeas Corpus nº ). LEI Nº /2012: A TECNOLOGIA A SERVIÇO DO DIREITO THUAN FELIPE GRITZ DOS SANTOS Acadêmico do 4º ano da Pontifícia Universidade Católica do Paraná No dia 14/09/2012, foi publicada a Lei nº /2012, que busca, em essência, promover a sistematização e interoperabilidade dos meios pelos quais, tudo indica, ter-se-á facilitado o acesso a informações atualizadas de procedimentos com referência às seguintes naturezas: execuções de pena; prisões cautelares (decretadas quando o processo carece de decisão definitiva); e medidas de segurança. Em síntese, as principais informações que deverão constar no aludido sistema, nos termos do art. 2º da lei sob análise, serão: nome, filiação, data de nascimento, sexo, data da prisão ou da internação, dias de trabalho ou estudo, atestado de comportamento carcerário, faltas graves cometidas; dentre outros. Outro ponto de grande relevo trazido pela alteração legislativa pode ser percebido após breve leitura do 3º do art. 1º dessa lei, referente ao amplo e irrestrito acesso aos dados que comporão o sistema: os dados e as informações previstos no caput serão acompanhados pelo magistrado, pelo representante do Ministério Público e pelo defensor e estarão disponíveis à pessoa presa ou custodiada. Aparece com destacada importância, também, o art. 3º, que prescreve as autoridades responsáveis pelo lançamento e fiscalização dos dados mencionados no sistema a ser criado. Tal previsão abarca a participação ativa de delegados, magistrados e diretores de prisões ou de unidades de internação, dentro das quais esteja o sujeito, preso ou internado. Merece apreço o fato de que aludida inovação legislativa passará a vigorar 365 dias depois de sua publicação no Diário Oficial; de se esperar sua imprescindível aplicação em

19 A CONTRIBUIÇÃO AUTORAL DEVIDA POR CLÍNICAS MÉDICAS E HOSPITAIS VINÍCIUS RAFAEL PRESENTE Acadêmico do 5º ano da Universidade Positivo Clínicas médicas e hospitais que colocam à disposição de seus pacientes televisores na sala de espera, para que estes tenham algum tipo de entretenimento enquanto aguardam o horário de sua consulta, devem recolher contribuição autoral por exibição pública de obra artística junto ao ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), por expressa determinação da Lei de Direitos Autorais (Lei nº 9.610/1998), ainda que a utilização do conteúdo televisivo não tenha o objetivo de auferir lucros. O SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, ao julgar o Recurso Especial nº / RS no qual se discutia o pedido de isenção formulado por uma clínica de ortopedia e fisioterapia ao pagamento da contribuição autoral, decidiu que A Lei de Direitos Autorais [...] aboliu o auferimento de lucro direto ou indireto pela exibição da obra como critério indicador do dever de pagar retribuição autoral, erigindo como fato gerador da contribuição tão somente a circunstância de se ter promovido a exibição pública de obra artística em local de freqüência coletiva. O Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, Relator do Recurso Especial em análise, asseverou ainda que a clínica ortopédica coloca em sua sala de espera aparelhos de televisão, como forma de entretenimento dos clientes, subsumindo-se à hipótese encartada na Súmula 63 do STJ: São devidos direitos autorais pela retransmissão radiofônica de músicas em estabelecimentos comerciais. Portanto, o hospital ou clínica médica que disponibiliza aos seus pacientes conteúdo televisivo ou radiofônico, ainda que com o simples objetivo de entreter, deve recolher a contribuição autoral por exibição pública de obra artística junto ao ECAD. O NEGARE, DECONSTRUIRE E INVENTARE DE FRANCO ROTTELLI APLICADO EM TRIESTE WILLIAM KOGA Acadêmico do 2º Ano da Universidade Federal do Paraná É triste visualizar a perda da liberdade e do valor social que os portadores de doenças mentais sofrem no Brasil em decorrência da configuração do atual sistema de tratamento. Abandono, perda de identidade, coação, são consequências de um pensamento extremamente racionalista que se ocupa somente com o prognóstico, não se preocupando em promover a ressocialização, mesmo que limitada, do interno. Esses pacientes submetem-se a um tratamento e acompanhamento constante. O quadro não inspira a esperança, abarrota os hospícios e, infelizmente, diminui o interesse em promover um acréscimo na qualidade de vida dos que buscam tratamento. O movimento contemporâneo de desinstitucionalização praticado em Trieste, na Itália, apresenta-se como uma saída para o que parecia ser um ciclo vicioso de coação e abandono. Desinstitucionalização entende-se como o movimento que se fundamenta no exercício da cidadania e da liberdade social, negando as atuais formas de tratamento e não se ocupando somente com a desospitalização e desconstruindo todo o sistema medicalizante. O exemplo de Trieste dispensa a permanência constante em hospitais, clínicas e manicômios. Interagindo com a sociedade, essas pessoas são reabilitadas por meio de cursos profissionalizantes e cooperativas sociais com acompanhamento cuidadoso, humanizado e, interessantemente, individualizado. Utilizando a inovação como uma arma versátil e eficaz para a resolução deste, muitas vezes, ignorado problema. A restituição da cidadania desta pessoa traz de volta a dignidade daqueles que não podem se defender nem exigir respeito, calados por uma doença. 19

20 de fraternidade. Artigo 2 Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem distinç damente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nasciment er outra situação. Além disso, não será feita nenhuma distinção fundada no estatuto político, jurídico ou internacional do país ou do ter lidade da pessoa, seja esse país ou território independente, sob tutela, autónomo ou sujeito a alguma limitação de soberania. Artigo 3 Tod eito à vida, à liberdade e à segurança pessoal. Artigo 4 Ninguém será mantido em escravatura ou em servidão; a escravatura e o trato do s formas, são proibidos. Artigo 5 Ninguém será submetido a tortura nem a penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes. Artigo uos têm direito ao reconhecimento, em todos os lugares, da sua personalidade jurídica. Artigo 7 Todos são iguais perante a lei e, sem distinç l protecção da lei. Todos têm direito a protecção igual contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer in criminação. Artigo 8 Toda a pessoa tem direito a recurso efectivo para as jurisdições nacionais competentes contra os actos que violem os dir entais reconhecidos pela Constituição ou pela lei. Artigo 9 Ninguém pode ser arbitrariamente preso, detido ou exilado. Artigo 10 Toda a p, em plena igualdade, a que a sua causa seja equitativa e publicamente julgada por um tribunal independente e imparcial que decida do ções ou das razões de qualquer acusação em matéria penal que contra ela seja deduzida. Artigo Toda a pessoa acusada de um acto de e-se inocente até que a sua culpabilidade fique legalmente provada no decurso de um processo público em que todas as garantias necessária asseguradas. 2. Ninguém será condenado por acções ou omissões que, no momento da sua prática, não constituíam acto delituoso à face do di rnacional. Do mesmo modo, não será infligida pena mais grave do que a que era aplicável no momento em que o acto delituoso foi cometido ém sofrerá intromissões arbitrárias na sua vida privada, na sua família, no seu domicílio ou na sua correspondência, nem ataques à sua h ção. Contra tais intromissões ou ataques toda a pessoa tem direito a protecção da lei. Artigo Toda a pessoa tem o direito de livremente c r a sua residência no interior de um Estado. 2. Toda a pessoa tem o direito de abandonar o país em que se encontra, incluindo o seu, e o direit país. Artigo Toda a pessoa sujeita a perseguição tem o direito de procurar e de beneficiar de asilo em outros países. 2. Este direito não po do no caso de processo realmente existente por crime de direito comum ou por actividades contrárias aos fins e aos princípios das Nações Unida ndivíduo tem direito a ter uma nacionalidade. 2. Ninguém pode ser arbitrariamente privado da sua nacionalidade nem do direito de muda alidade. Artigo A partir da idade núbil, o homem e a mulher têm o direito de casar e de constituir família, sem restrição alguma de ra alidade ou religião. Durante o casamento e na altura da sua dissolução, ambos têm direitos iguais. 2. O casamento não pode ser celebrado s onsentimento dos futuros esposos. 3. A família é o elemento natural e fundamental da sociedade e tem direito à protecção desta e do Estado. pessoa, individual ou colectivamente, tem direito à propriedade. 2. Ninguém pode ser arbitrariamente privado da sua propriedade. Artigo 1 tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; este direito implica a liberdade de mudar de religião ou de convicção, assi de de manifestar a religião ou convicção, sozinho ou em comum, tanto em público como em privado, pelo ensino, pela prática, pelo culto e p 19 Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de pr e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e idéias por qualquer meio de expressão. Artigo Toda a pessoa tem direito à libe o e de associação pacíficas. 2. Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação. Artigo Toda a pessoa tem o direito de tomar o dos negócios, públicos do seu país, quer directamente, quer por intermédio de representantes livremente escolhidos. 2. Toda a pessoa tem dire dições de igualdade, às funções públicas do seu país. 3. A vontade do povo é o fundamento da autoridade dos poderes públicos: e deve exprimir s honestas a realizar periodicamente por sufrágio universal e igual, com voto secreto ou segundo processo equivalente que salvaguarde a lib rtigo 22 Toda a pessoa, como membro da sociedade, tem direito à segurança social; e pode legitimamente exigir a satisfação dos direitos econ rais indispensáveis, graças ao esforço nacional e à cooperação internacional, de harmonia com a organização e os recursos de cada país. Ar pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha do trabalho, a condições equitativas e satisfatórias de trabalho e à protecção contra o desem eito, sem discriminação alguma, a salário igual por trabalho igual. 3. Quem trabalha tem direito a uma remuneração equitativa e sati Expediente mita e à sua família uma existência conforme com a dignidade humana, e completada, se possível, por todos os outros meios de protecção soc tem o direito de fundar com outras pessoas sindicatos e de se filiar em sindicatos para defesa dos seus interesses. Artigo 24 Toda a pessoa tem d Boletim Trimestral do Escritório Professor René Dotti e aos lazeres, especialmente, a uma limitação razoável da duração do trabalho e as férias periódicas pagas. Artigo Toda a pessoa tem e vida suficiente para lhe assegurar e à sua família Rua a saúde Marechal e o Deodoro, bemestar, 497 principalmente 13º andar quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojam CEP Curitiba - PR cia médica e ainda quanto aos serviços sociais necessários, e tem direito à segurança no desemprego, na doença, na invalidez, na viuvez, n Tel Fax s casos de perda de meios de subsistência por circunstâncias independentes da sua vontade. 2. A maternidade e a infância têm direito a aju Outubro / Novembro / Dezembro / 2012 cia especiais. Todas as crianças, nascidas dentro ou fora do matrimônio, gozam da mesma protecção social. Artigo Toda a pessoa tem Ano 7 Número 18 ão. A educação deve ser gratuita, pelo menos a correspondente Tiragem: ao ensino exemplares elementar fundamental. O ensino elementar é obrigatório. O ensin onal dever ser generalizado; o acesso aos estudos superiores Foto deve da capa: estar Nilo aberto Biazzeto a todos Neto em plena igualdade, em função do seu mérito. 2. A educa Impressão e acabamento: Maxi Gráfica plena expansão da personalidade humana e ao reforço dos direitos do homem e das liberdades fundamentais e deve favorecer a compreensão izade entre todas as nações e todos os grupos raciais ou religiosos, Projeto gráfico bem como e diagramação: o desenvolvimento das actividades das Nações Unidas para a man Aos pais pertence a prioridade do direito de escholher IEME Comunicação o género de educação a dar aos filhos. Artigo Toda a pessoa tem o direito de tomar ente na vida cultural da comunidade, de fruir as Jornalista artes e Responsável: de participar Taís Mainardes no progresso DRT-PR científico 6380 e nos benefícios que deste resultam. 2. Todos tê ão dos interesses morais e materiais ligados Publicação a qualquer periódica de produção caráter informativo científica, com literária circulação dirigida ou artística e gratuita. da sua autoria. Artigo 28 Toda a pessoa ne, no plano social e no plano internacional, uma Direitos ordem autorais capaz reservados de tornar para Dotti plenamente & Advogados Associados. efectivos os direitos e as liberdades enunciadas na pre ação. Artigo O indivíduo tem deveres para com a comunidade, fora da qual não é possível o livre e pleno desenvolvimento da sua perso cício destes direitos e no gozo destas liberdades ninguém está sujeito senão às limitações estabelecidas pela lei com vista exclusivamente a p ecimento e o respeito dos direitos e liberdades dos outros e a fim de satisfazer as justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar nu 20 ática. 3. Em caso algum estes direitos e liberdades poderão ser exercidos contrariamente aos fins e aos princípios das Nações Unidas. Artigo 30

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