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2 Viva Melhor! Com a Medicina Natural in Luiz Carlos Costa Viva Melhor! Com a Medicina Natural Índice Geral: Capítulo 1 - Manchetes jornalísticas 3 Capítulo 2 - Minhas primeiras experiências 7 Capítulo 3 - O corpo humano 11 Capítulo 4 - Trofoterapia 32 Capítulo 5 - Fitoterapia 92 Capítulo 6 - Hidroterapia 107 Capítulo 7 - Geoterapia 133 Capítulo 8 - Alimentos integrais 146 Capítulo 9 - Programas trofoterápicos e fitoterápicos 158 Capítulo 10 - Tratamentos naturais simplificados 197 Capítulo 11 - Receitas culinárias saudáveis 258 Capítulo 12 - Conservas naturais 340 Capítulo 13 - Principais produtos das abelhas 357 Capítulo 14 - Assuntos complementares 374 Capítulo 15 - Depoimentos importantes 440 PREFÁCIO Quando pensamos em viver bem e desfrutar o melhor desta vida, logo imaginamos que viver melhor é simplesmente ter uma boa profissão, uma boa casa, o carro do ano, estar rodeado de bons amigos... Isto está de acordo com os conceitos neomodernistas que aprendemos no lar, nas escolas e na sociedade em geral. É claro que todas estas necessidades são importantes na vida de cada indivíduo. No entanto, que reação natural normalmente temos quando percebemos que nos falta a esquecida

3 saúde, e começamos a treinar para a maratona do bem- estar físico, às vezes até internacional? Esquecemos boa parte daquilo que temos e somos. Os valores são substituídos, ou melhor, recolocados em suas funções originais, e a busca desesperada para conseguir pelo menos "um grama" de saúde a mais passa a ser sentida por todos os amigos e familiares. E quanto custa "um grama" de saúde? Muitas vezes tardiamente, milhões de pessoas tentam responder esta pergunta, após terem perdido muitos "gramas" em orgias e vícios, hábitos de higiene impróprios, excesso de trabalho etc. Passaram a vida conhecendo diariamente o preço do dólar, do grama do ouro e de outras aplicações no mercado financeiro. O que deveriam ter aprendido em "tempo de paz", terão de aprender em "tempo de guerra". Será que este não é o meu exemplo, prezado leitor? Ou será que este é o seu exemplo? Não importa. Diz um provérbio popular: "Não devemos chorar pelo leite derramado." Porém, é preciso conhecer métodos mais seguros para se evitar que outros "pacotes de leite" se percam. VIVA MELHOR! COM A MEDICINA NATURAL, é o que propomos a todos os queridos leitores. Um pedido especial: sempre que iniciamos uma nova atividade de trabalho, encontramos muitas novidades em nosso dia-a-dia. Nesta primeira experiência literária cremos que a situação não será diferente, pois à medida que avançamos nos degraus da escada do saber, mais devemos procurar os tesouros escondidos na mente dos nossos semelhantes. Portanto, pedimos a você, querido leitor, que ao perceber qualquer imperfeição lingüística, técnica ou gráfica, se digne preencher o formulário de "Sugestões e Críticas Construtivas", contido em cada livro impresso. Tais opiniões poderão ser enviadas à Redação da Editora. Fazendo assim, você estará ajudando especialmente os leitores das futuras edições. Agradecemos antecipadamente sua valiosa colaboração. Uma boa leitura a todos! Luiz Carlos Costa 1 - MANCHETES JORNALÍSTICAS HORTALIÇAS FRUTAS E PLANTAS: 01. "Voltando ao tempo dos remédios dos nossos avós". Diário de Pernambuco, 20/07/ "Frutas, vegetais e grãos, a dieta recomendada para 93". O Est. de S. Paulo, 27/12/ "Frutas e verduras reduzem hipertensão em idosos". Folha de S. Paulo, 03/12/ "A dieta de frutas é a mais recomendável para desintoxicação".

4 Última Hora (jornal paraguaio), 20/01/ "Vitamina em drágea não substitui frutas e verduras". O Est. de S. Paulo, 31/03/1993. ALIMENTOS INTEGRAIS: 01. "Iogurte & Cia - Os superdigestivos". Revista Saúde!, 05/ "Leite materno pode evitar infecção de ouvido em bebê". O Est. de S. Paulo, 04/07/1993. INCENTIVOS: 01. "OMS [Organização Mundial da Saúde] incentiva amamentação". Diário de Pernambuco, 08/03/ "Controle na alimentação permite vida mais longa". Folha de S. Paulo, 15/06/ "USP cria ambulatório para distúrbio alimentar". O Est. de S. Paulo, 19/07/ "Coma certo, viva mais tempo". Seleções,10/ "Cientista sugere mais pesquisas de ervas medicinais". O Globo, 26/01/1986. ALERTAS: 01. "Controle da comida é insuficiente - Fiscais do governo são poucos e o país não tem laboratórios independentes avançados". O Est. de S. Paulo, 24/05/ "Margarina e sabão, mesma matéria-prima". Jornal do Comércio, 20/11/ "Objetos estranhos em alimentos lideram queixas". O Est. de S. Paulo, 03/04/ "Leite de vaca é vinculado a um dos diabetes". Folha de S. Paulo, 06/12/ "As perigosas tentações infantis - Hambúrguer, pizza e refrigerantes". A Gazeta (ES), 29/03/ "Infecção alimentar deve crescer, alerta estudo". O Est. de S. Paulo, 08/04/ "Pílula anticoncepcional aumenta risco de câncer". O Est. de S. Paulo, 22/10/1993. ATUALIDADES: 01. "TV pode trazer problemas neurológicos - Para cientista, ver televisão... pode aumentar as chances de desenvolver mal [grifo nosso] de Alzeheimer". O Est. de S. Paulo, 01/01/1994.

5 02. "Nuvem tóxica deixa mais de mil doentes nos EUA". O Est. de S. Paulo, 28/07/ "Estudo associa TV à violência". O Est. de S. Paulo, 10/07/1993. MEDICAMENTOS: 01. "Inspeção reprova 39 laboratórios - Só 6 empresas vistoriadas pela Vigilância Sanitária em SP foram aprovadas". O Est. de S. Paulo, 27/01/ "Médicos alertam para uso de antibióticos". O Est. de S. Paulo, 24/09/1995. DROGAS: "Produção de drogas explode em todo o planeta". O Est de S. Paulo, 24/10/1993. PERIGOS GERAIS: 01. "O risco dos cosméticos - Produtos de beleza podem provocar reações alérgicas que enfeiam a pele". Jornal do Brasil, 26/12/ "Estudo mostra que brasileiro come muito sal". Folha de S. Paulo, "Governo analisa uso terapêutico da maconha". O Est. de S. Paulo, 20/07/ "Garganta de cantor de rock sofre mais". O Est. de S. Paulo, 24/09/ "Obesos têm risco maior de catarata". O Est. de S. Paulo, 24/09/ MINHAS PRIMEIRAS EXPERIÊNCIAS Eis um resumo de como chegamos até aqui: Uma das grandes felicidades que tenho em minha vida é a de ter nascido em um lar vegetariano. Contava ainda com a idade de 2 anos quando meus pais aboliram completamente os alimentos cárneos de nosso lar, exceção feita aos ovos e leite, e passaram a cultivar hábitos alimentares mais sadios, dando oportunidade à sua prole de desenvolver-se mais sábia e vigorosamente. Porém, ao atingir a idade juvenil, a influência de amigos foi alterando os "velhos" e conceituados costumes, e um cabedal extenso de produtos artificiais, inclusive bebidas alcoólicas, foi introduzido em meu cotidiano. Enquanto o tempo continuou em seu movimento, os primeiros sintomas de doenças que sem misericórdia iriam alojar-se em

6 meu ser, apareceram para promover o desconforto e o funesto medo da morte. Foi então que em Sua bondade Deus nos colocou em contato com pessoas naturistas, e de uma entidade filantrópica denominada Hospital Naturista "Oásis Paranaense", em Almirante Tamandaré, PR. Todos se empenharam em reeducar-me com o nobre propósito dá recuperação de minha saúde, devolvendo-me a alegria de viver que por algumas vezes havia perdido, em virtude do aparecimento das enfermidades. Mas os fatos não pararam por aí. Segundo a Escritura Sagrada, "aquele que vem, diga venha". Foi o que aconteceu comigo quando sentia necessidade de contar a muitas outras pessoas o quanto é importante a ciência do comer e do beber, cujo nome aprenderia meses mais tarde e, se Deus permitir, para jamais esquecê- lo: TROFOTERAPIA. Foi assim que se iniciaram as primeiras experiências que serviriam de profundos alicerces para o trabalho que estamos desenvolvendo desde No entanto, outro dilema apareceu em minha vida: como contar às pessoas sobre os miraculosos efeitos da Medicina Natural no organismo humano, se sou um simples professor e não um médico? Este era um pensamento que freqüentemente pairava em minha mente e deixava-me preocupado. Talvez no íntimo imaginasse que os únicos entendidos de saúde são os profissionais da área. Alguns anos mais tarde ouvi uma frase bem adequada a este pensamento, proferida por um amigo naturista, que muito me estimulou a estudar mais a respeito da necessidade de entender mais daquilo que comemos do que de nossas próprias doenças e remédios químicos. Não entremos no mérito da questão para saber quem tem ou não razão. Todas as terapias têm suas virtudes; continuemos o assunto. Um dia, relembrando os primeiros contatos de amizade com o médico cristão, dr. Luiz Ignatov (Uruguai), senti a necessidade de estudar com mais dedicação duas matérias importantíssimas para todo estudante: Anatomia e Fisiologia do corpo humano, especialmente dos órgãos relacionados aos sistemas descritos no capítulo 3 deste manual, e de conhecer com profundidade as causas do sofrimento físico da humanidade. Nesta ocasião ampliei minha biblioteca com livros sobre Medicina Natural e tratados médicos, a fim de desenvolver um trabalho que oferecesse o mínimo de credibilidade técnica. Pensamos em não trazer opróbrio aos demais colegas que tão altruisticamente vinham determinando conceitos decisivos a respeito desta ciência tão profunda, capaz de oferecer e promover adequadamente a saúde. Vencemos as primeiras batalhas. Hoje, após alguns anos de pesquisas teóricas como professor de Naturologia de um centro naturista; e práticas como ex-diretor de um ambulatório naturalista no Nordeste brasileiro, o que temos a oferecer aos simpatizantes da vida natural é este reduzido compêndio que abre perante os leitores algumas páginas da Natureza.

7 3 - O CORPO HUMANO Apesar de o objetivo central deste receituário didático estar baseado no ensino das principais formas terapêuticas da Medicina Natural e das precisas avaliações científicas oferecidas pelo Naturismo, enfocaremos como tema introdutório algumas informações básicas a respeito da máquina mais completa e complexa do globo terrestre - o corpo humano. Procuraremos tecer comentários especiais sobre os aparelhos digestivo, urinário, respiratório e o sistema epitelial. Dentro dos conceitos naturistas estes são os sistemas mais atuantes nos grandes embates realizados entre a saúde e a enfermidade. Segundo vários especialistas e nossa própria experiência pessoal, os órgãos da digestão possuem aproximadamente 50% de importância na recuperação orgânica de qualquer enfermo; e isto independente da localização e dos pródromos (sintomas iniciais) relacionados a cada enfermidade. Outrossim, é necessário salientar que a importância destes órgãos mencionados parcialmente a seguir, deve-se primeiramente à sua capacidade de assimilação e excreção de resíduos alimentares ou não, quer sejam vitamínicos, protéicos, mineralizantes, hídricos, de oxigenação etc. Observe atentamente este capítulo e procure estudar as definições e figuras, relacionando-as sempre com o seu conhecimento sobre anatomia e fisiologia do organismo humano. Se for necessário, recapitule as informações dadas. A. APARELHO DIGESTIVO Quando o "cronômetro biológico" existente no cérebro indica o horário necessário para uma refeição - desjejum, almoço ou jantar - a vontade de todo ser vivente dotado de instinto regular é de comer, tratando-se especialmente do Homo sapiens - o homem. No entanto, quando ingerimos as substâncias alimentares exigidas pelas funções psicossomáticas do organismo, elas devem ser particularizadas a ponto de ser transformadas em energia vital para todos os órgãos e células, formando assim o complexo bioquímico da digestão. Esta função é específica do aparelho digestivo. A seguir você encontrará a representação básica dos detalhes desse sistema importantíssimo à manutenção da vida. Observe cada item mostrado na figura 3.1. As funções básicas de suas partes anatômicas são as seguintes: 1. Cavidade bucal - Superfície oca entre os maxilares, semelhante a um copo de liquidificador. É o local onde se encontram a língua, os dentes, as gengivas, e onde desembocam os líquidos digestivos

8 produzidos pelas glândulas salivares. As primeiras fases mecânicas e químicas do metabolismo digestivo são realizadas nesta cavidade. 2. Língua - Órgão muscular situado no interior da cavidade bucal que, por possuir diversos músculos de contração voluntária, tem a função idêntica à de uma pá na movimentação do alimento para a faringe e o esôfago. 3. Faringe - Assemelhando-se a um funil, é um tubo músculo- membranoso, situado atrás do nariz, da boca e da laringe, cuja extensão varia por um lado até o crânio e por outro até encontrar-se com o esôfago. Comunica-se com o ouvido através de um canal denominado trompa de Eustáquio. 4. Esôfago - Canal semelhante a uma tubulação de água no qual o alimento projeta-se partindo da faringe até alcançar o estômago. Mede aproximadamente 22 cm. 5. Cárdia - Abertura similar a uma válvula, existente no término do esôfago e início do estômago. Iniciada a digestão gástrica, ela se fecha auxiliando o funcionamento físico e químico do estômago. Não é considerada um órgão individual, mas apenas uma parte do estômago. 6. Estômago - Órgão em formato de bolsa situado do lado esquerdo do abdômen. Suas paredes possuem quatro túnicas, a saber: mucosa, submucosa, muscular e serosa. Dentro do estômago existem diversos orifícios através dos quais um grande número de ínfimas glândulas liberam secreções a serem utilizadas nos processos digestivos. Há duas espécies básicas: glândulas de muco, que preparam a mucina (líquido lubrificante das paredes gástricas), e as glândulas de pepsina, produtoras do muco gástrico, cuja função principal é metabolizar alguns tipos de alimentos - proteínas e lactose. São três os princípios ativos encontrados no suco gástrico: a pepsina, o lab-fermento e o ácido clorídrico. 7. Piloro - Passagem circular do estômago ao duodeno contendo um anel muscular que a mantém sempre fechada, abrindo-se somente quando os alimentos metabolizados no estômago são enviados ao intestino delgado. 8. Intestino delgado - É dividido em três partes: duodeno, jejuno e íleo. a. Duodeno - Primeira porção do intestino delgado, que se inicia no piloro e mede de 20 a 25 cm de comprimento. Está relacionado ao fígado e pâncreas através dos canais denominados colédoco e pancreático respectivamente. É a parte mais fixa do intestino. b. Jejuno - Compreende a porção intermediária do intestino delgado, e estende- se do duodeno ao íleo. c. Íleo - Corresponde à porção final do intestino delgado, estendendo-se até o intestino grosso. Na estrutura interna do intestino delgado são encontradas pequenas glândulas que fabricam um liquido chamado suco entérico. Além destas glândulas entéricas, nota-se também a presença de vilosidades e

9 microvilosidades, cuja função é a de absorver os nutrientes digeridos no intestino e lançá-los na corrente sanguínea. O suco entérico é composto de erepsina, que desdobra ou digere as proteínas; de maltase, que desdobra a maltose; de sacarose, que desdobra a sacarose; e de lactose, que desdobra a lactose. 9. Ceco - Grande bolsa de fundo cego situada no término do intestino delgado e no início do intestino grosso. 10. Apêndice - Pequena projeção do intestino, existente abaixo do ceco, ligada ao intestino grosso na parte inferior do cólon ascendente, cuja finalidade no organismo é semelhante à de um dreno de instalações hidráulicas, ou seja, apenas reter sujeiras e restos alimentares. Qualquer inflamação nesse órgão recebe o nome de apendicite. 11. Cólon ascendente - Porção do intestino grosso que começa no ceco e termina no ângulo hepático. 12. Cólon transverso - Parte do intestino grosso entre o ângulo hepático e o ângulo esplênico. 13. Cólon descendente - Porção do intestino grosso que se inicia no ângulo esplênico e limita-se ao cólon sigmóide. 14. Cólon sigmóide - Parte final do intestino grosso, onde se inicia o reto. 15. Reto - Secção inferior do intestino grosso, que tem seu início na região denominada flexura sigmóide, e se estende até o orifício anal. Recebe este nome por tratar-se de um canal retilíneo. 16. Baço - Órgão abdominal localizado imediatamente abaixo do diafragma, do lado esquerdo. É o maior órgão linfático do organismo e funciona também como um acumulador de energia para o corpo humano. 17. Pâncreas - Glândula alongada de secreção externa e interna, localizada na parte superior e posterior do abdômen, tendo em média de 15 a 20 cm de comprimento. Seu lado direito (cabeça) está conectado ao duodeno; seu lado esquerdo (cauda) localiza-se bem próximo ao baço. Produz um líquido límpido e incolor chamado suco pancreático, que é lançado no duodeno através dos canais pancreáticos, a fim de serem aproveitados os elementos nutricionais das proteínas, gorduras e carboidratos. 18. Vesícula biliar - Pequena bexiga músculo-membranosa semelhante a uma pêra, situada na parte inferior do fígado, no lobo direito. Tem como funções o acúmulo, a mucificação e a excreção da bile. 19. Fígado - É a maior glândula do organismo, pesando em média 1750 g em adultos. Segrega a bile, cujo armazenamento é feito na vesícula biliar. Segundo a necessidade, o fígado fornece esta substância de cor amarelo- esverdeado (pela presença de bilirrubina e a biliverdina), que é usada para dissolver as gorduras ingeridas como alimento. Fisiologia da Digestão

10 Mencionamos anteriormente que na cavidade bucal ocorre a primeira parte do processo digestivo no organismo, que somente termina com a eliminação total dos resíduos alimentares na forma de fezes ou excreções intestinais. Todavia, não podemos deixar de abordar que o cérebro é o primeiro veículo de informações digestivas, pois antes mesmo de um alimento ser ingerido, ou através de um simples olhar, diversos atos mecânicos e químicos são constituídos. Isso possibilita a formação do fenômeno conhecido popularmente por "água na boca". Começa nesta fase o trabalho dos órgãos digestivos. Quando o alimento é levado à boca, vários outros desses atos mecânicos ocorrem desde a cavidade bucal, passando pelo esôfago, estômago e chegando aos intestinos. Esses fenômenos recebem os seguintes nomes: preensão, mastigação, deglutição e movimentos de contrações musculares em ondas, também chamados peristaltismo. Esses movimentos peristálticos, que de todos os atos mecânicos são os mais importantes, atuam no alimento desde o esôfago até a sua saída em forma de excreções fecais. Consistem em estreitamentos e encurtamentos dos canais do tubo digestivo, que impelem as substâncias alimentares a cada órgão subseqüente. Não podemos deixar de enfocar dentro destes aspectos o valor da mastigação. O professor A. Balbach define este ato mecânico, que depende da vontade humana, da seguinte maneira: "Um alimento, quando bem mastigado, fornece ao organismo duas vezes mais elementos nutritivos do que quando mal mastigado. Assim, se mastigamos bem, podemos saciar a fome com a metade dos alimentos necessários do que quando mastigamos mal." - A Flora Nacional na Medicina Doméstica, vol. 1, pág A fim de que o alimento seja transformado em partículas, e posteriormente em energia vital para o organismo, ocorrem nele mutações químicas conhecidas como atos químicos da digestão. Associam-se mutuamente neste objetivo: - Saliva - Portadora da ptialina e formada pelas glândulas parótidas, sublinguais e submandibulares. - Suco gástrico - Distribuído pelas glândulas pépticas, contendo as enzimas da pepsina, lab-fermento e ácido clorídrico. - Suco entérico - Produzido pelas glândulas entéricas com as suas respectivas enzimas: erepsina, maltase, sucrase e lactose. - Suco pancreático e bile - Formados no pâncreas e no fígado respectivamente. Possuem as seguintes enzimas: esteapsina, tripsina e amilopsina. (Observação: o suco biliar não possui fermentos.) Os grupos de alimentos dissolvidos são levados a todas as partes do organismo através da corrente sanguínea, sendo usados para incontáveis funções orgânicas, o que resulta em vitalidade e proteção contra um cabedal elevado de doenças, parasitárias ou não, que tanto assolam a humanidade. É cabível e oportuno afirmar que o processo digestivo constitui-se parte importantíssima do bem-estar físico e mental do

11 homem. Observe o quadro 3.1. Estude-o atentamente. Órgãos - Glândula(s) - Sucos Digestivos - Principais Fermentos Alimentos Digeridos - Produtos Desdobrados 1. Boca - salivares - saliva - ptialina - amido - dextrina + açúcar 2. Estômago - pépticas - suco gástrico - pepsina lab-fermento ác. Clorídrico - proteína leite - aminoácidos (coagulação) 3. Intestino - entéricas - suco entérico - erepsina maltase sacarose lactose - proteína maltose sacarose lactose - aminoácidos dextrose dextrose + levulose dextrose + galactose pâncreas - suco pancreático - esteapsina tripsina amilopsina - gordura proteína amido - glicer. + ác. gordur. Aminoácidos dextrose + levulose fígado - bile - gordura - (emulsiona) B. APARELHO URINÁRIO Dentro do conjunto de terapias naturais o aparelho urinário recebe destaque importante, tanto para a manutenção da saúde como para a recuperação geral dos órgãos enfermos, se bem que em proporções menores do que as do aparelho digestivo. Por tratar-se também de um sistema com funções de produção, filtração e excreção de substâncias químicas e alimentares, possui características essenciais ao bom funcionamento dos mecanismos de defesa da maquinaria humana. Basicamente o aparelho urinário é subdividido em rins, ureteres, bexiga e uretra. No homem há mais um órgão que complementa de maneira indireta o trabalho desse aparelho - a próstata. Relacionaremos algumas anomalias do aparelho urinário: - Anúria - Falta de secreção da urina - Polaciúria - Micção anormal freqüente - Hematúria - Presença de sangue na urina - Piúria - Presença de pus na urina As funções básicas de cada órgão são as seguintes: 1. Rins - Órgãos glandulares do sistema urinário que, por possuírem atividades de filtração e de excreção de resíduos, elaboram urina. Qualquer insuficiência destas duas glândulas "gêmeas", em expelir toxinas, é conhecida como uremia. 2. Ureteres - Dois canais longos e estreitos existentes nas saídas dos rins, usados para o transporte de urina à bexiga. Sua inflamação recebe o nome de uretrite. 3. Bexiga - Órgão oco com as características anatômicas da vesícula biliar, cuja função é de reservar urina. Recebe o nome de cistite qualquer inflamação deste órgão. 4. Uretra - Orifício condutor da urina. Sai do colo da bexiga até o ponto no qual essa substância é eliminada pelo meato uretral externo. No homem mede de 22 a 25 cm de comprimento, e na mulher cerca de 4 cm.

12 É formado por três segmentos: prostático (onde se localiza a próstata), membranoso e esponjoso. 5. Próstata - Órgão formado por tecidos glandulares e musculares, exclusivo do sistema urinário masculino, situado no início da uretra. Funciona como uma válvula para não permitir a entrada de espermatozóides na urina (espermatúria), e, no caso da ejaculação, impede a mistura de urina junto aos espermatozóides. C. APARELHO RESPIRATÓRIO Para introdução do estudo básico relacionado ao aparelho respiratório, novamente citaremos algumas palavras do professor A. Balbach, vinculadas à importância do ar para a vida humana e animal: "A saúde depende da respiração. Privado de ar, o pulmão é como uma pessoa faminta que não tem o que comer. A morte sobrevém dentro de dias se o estômago não recebe alimento, e dentro de pouquíssimos minutos se o pulmão não recebe ar puro. "O ar atmosférico é uma mistura gasosa que contém 78% de nitrogênio, 21% de oxigênio e 1% de outros gases, como o argônio, o gás carbônico, o neônio, o hélio, o criptônio e o xenônio. O azoto, como seu próprio nome indica, não toma parte nos fenômenos respiratórios. O oxigênio, todavia, é indispensável à vida do homem, dos animais e das plantas." - A Flora Nacional na Medicina Doméstica, vol. 1, pág Perguntamos: se o ar é tão importante à vida humana, como enfocou o renomado escritor, qual é a importância que devemos dar ao aparelho respiratório na profilaxia e eliminação de doenças? Sem dúvida alguma a mais conscienciosa possível, pois do bom funcionamento deste aparelho depende a recuperação e a prevenção de inúmeras doenças, muitas delas ligadas ao aparelho digestivo. A seguir dedicaremos algumas considerações parciais sobre o sistema respiratório. 1. Fossas nasais - Aberturas situadas no centro da face, cujas funções são de aquecer e umedecer o ar inspirado, e ainda purificá-lo de múltiplas impurezas. São semelhantes a um sistema de filtração pneumático usado em equipamentos de ar comprimido. 2. Traquéia - Tubo formado por membranas e cartilagens, que se estende da extremidade inferior da laringe até os dois grandes brônquios, pertencentes também ao aparelho respiratório. 3. Brônquios - São considerados os ramos primários da traquéia. Encontram-se com os pulmões através dos bronquíolos, ramificando-se no interior dos mesmos. Servem de aerodutos para o ar inspirado. 4. Bronquíolos - Ramificações menores dos brônquios, podendo atingir em média 1 mm de diâmetro. 5. Pulmões - São os órgãos mais importantes do aparelho respiratório, nos quais o sangue venoso é oxigenado pelo ar inspirado. É a usina aeróbica que fornece oxigênio para todas as células do organismo.

13 Estão localizados na cavidade torácica, sendo revestidos externamente por uma membrana serosa identificada como pleura. D. SISTEMA EPITELIAL A superfície do corpo está envolvida por um órgão extremamente complexo denominado pele. Seu peso corresponde a aproximadamente 16% do peso corporal, e sua superfície cutânea, flexível e contínua, mede cerca de 1,5 a 2 m2, no adulto: Constitui-se basicamente de epiderme (a parte superficial), derme (camada cutânea) e hipoderme (região subcutânea). A coloração da pele depende de três fatores fundamentais: 1. A coloração própria da epiderme, que varia de acordo com a sua espessura. 2. Do grau de irrigação sanguínea. 3. De alguns pigmentos primários, entre os quais a melanina, a hemoglobina e o caroteno. Graças ao trabalho variado de cada parte do organismo, encontramos em toda a extensão deste sistema diversos tipos de tecidos com suas inúmeras estruturas. Elas contribuem para o bem-estar físico dos indivíduos, ajudando-os a desenvolver todas as funções pré-determinadas pelos mecanismos genéticos. Na seqüência detalharemos as principais funções da pele: Proteção - Semelhante ao invólucro de uma fruta, a pele possui a finalidade de proteger os órgãos internos contra as impurezas externas, mantendo- os com saúde. Além disso, por possuir componentes protetores, como por exemplo o colágeno, garante a resistência e flexibilidade no caso de traumatismo. Equilíbrio térmico - Para promover o equilíbrio térmico do corpo contamos no sistema epitelial com a atuação das glândulas sudoríparas, também denominadas, de acordo com suas funções, de écrinas, apócrinas e sebáceas. As primeiras são mais específicas no trabalho de regulação térmica; enquanto as segundas, juntamente com o suor, possuem ação bactericida. Quando as glândulas sudoríparas não desempenham bem suas tarefas, aparecem no corpo fenômenos denominados caumestesia (calor excessivo) e isquidrose (ausência de suor). NutriÇão - Pode parecer estranho ao leitor a afirmação de que a pele atua como via nutricional dos demais órgãos, pois quando pensamos em nutrição, logo nos vem à mente o uso oral dos alimentos com seus complexos vitamínicos. Porém, diversas experiências médicas comprovaram a ação da pele como órgão de assimilação. A primeira experiência de que se tem registro na Bíblia foi a de Isaías com o rei Ezequias (600 a.c.), quando o profeta orientou o monarca a colocar em sua ferida uma porção de pasta de figos, aplicando o que hoje é chamado tecnicamente de cataplasma. Centenas de anos mais tarde, vários

14 pesquisadores descobriram dois fatores essenciais para a concretização desse relato histórico: a função do fruto como cicatrizante e alguns mecanismos neurológicos existentes no corpo humano, atuantes nesse tipo de tratamento dermatológico. A Naturoterapia ou Medicina Alternativa (ciência que estuda a cura das doenças utilizando-se ao máximo dos recursos oferecidos pela Natureza, tanto no organismo do homem como em seu ambiente), já realizou várias experiências farmacológicas naturais através desta ação da pele. Uma das que podemos antecipar, haja vista que vamos abordar mais detalhadamente este assunto no próximo capítulo, é a de uma senhora que nos procurou com um edema no braço direito, de origem renal. Depois de 28 anos tinha limitação total dos movimentos nesse braço, possivelmente atrofiado. Após cinco dias aplicando cataplasmas de abóbora crua ralada (2 vezes ao dia, 2 horas cada), simplesmente apareceram alguns movimentos cadenciados e um amolecimento visível do edema. Este processo, segundo a ciência dermatológica, pode ser chamado absorção epitelial. Outras informações práticas forneceremos no capítulo citado. Eliminação de toxinas - Quando surpreendidas por dermatoses, as pessoas preocupam-se muito com os incômodos produzidos. Isto é aceitável e natural; contudo, muitos não sabem que as diversas enfermidades epiteliais indicam deficiências orgânicas, quer vitamínicas, protéicas ou de outra origem. Sem esses fenômenos de efeitos desintoxicantes, o comprometimento interno seria bem maior. Um dos exemplos mais conhecidos é a deficiência da vitamina B5 (niacina), que dá origem à pelagra, doença caracterizada pela formação de eritemas e queimação da pele do pescoço, punho, braços, pernas etc. A eliminação de toxinas através da pele pode ser percebida também quando um enfermo submete-se a tratamentos naturopáticos de desintoxicação. Ocorrem então mudanças epiteliais, decorrentes da limpeza dos órgãos digestivos, urinários e respiratórios. Entretanto, vale a pena salientar que não é necessário que em todos os casos de desintoxicação surjam tais alterações superficiais. Na verdade, existem outros órgãos que juntamente com a pele funcionam como promotores da higiene orgânica, conforme mencionamos anteriormente. O processo da eliminação de toxinas pelas camadas epiteliais está relacionado também à eliminação de água, não perceptível a olho nu, denominado perspiratio insensibilis. Ou seja, é um microprocesso respiratório existente na pele, insensível a todos, mas que muito nos ajuda na limpeza, excreção e nutrição epitelial. Embelezamento - Além das funções citadas, a pele tem também a finalidade de embelezar o corpo humano, dando-lhe finíssimo acabamento em todas as partes, desde as mais ásperas até as mais sensíveis. É tida como o revestimento do homem.

15 4 - TROFOTERAPIA Dentre todas as necessidades fisiológicas do ser humano, não há nenhuma outra que forneça tanto prazer e mantenha o corpo em condições tão favoráveis de trabalho como a boa alimentação. Nada pode substituir o desejo de receber dos alimentos algo que possa superar a sensação da fome. Isso não acontece por acaso. Será que existem outras motivações que possam ser consideradas mais importantes na relação das necessidades básicas do homem? É óbvio que não. Mas o ser humano, pelo fato de não compreender corretamente as leis naturais da Nutrição qualidade, quantidade, harmonia e adequação - estabeleceu infinitas divisões e várias pseudoconclusões no quadro alimentar da mais completa e complexa ciência terapêutica - a TROFOTERAPIA. A. LEIS DA NUTRIÇÃO Para que o leitor compreenda de modo mais amplo as leis supracitadas, teceremos alguns comentários objetivos sobre estas regras, cuja finalidade é ajudá-lo a entender como é indispensável o respeito para com as leis alimentares. 1. Qualidade Com a estrutura capitalista existente atualmente no mundo, comprar alimentos mais baratos está sendo o objetivo de muitos. Mas é preciso esclarecer que não devemos trocar a qualidade pelo preço. Quando usamos alimentos em condições impróprias ou mal preparados, aparecem em nosso aparelho digestivo resíduos tóxicos provenientes de fermentações e putrefações, que empobrecem o sangue e promovem doenças e febres intestinais. Conseqüentemente, dá-se a formação de um ambiente propício ao desenvolvimento de grupos parasitários ou "microinquilinos" - comumente conhecidos pela sociedade moderna como Giardia lamblia, Entamoeba histolitica, Ascaris lumbricoides, Enterobius vermiculares etc. O intuito econômico de trocar a qualidade de um alimento por seu preço é, sem dúvida alguma, um dos meios mais eficazes de se enriquecer a indústria farmacêutica. 2. Quantidade Diversos sociólogos são categóricos em afirmar que o homem moderno é um glutão. Nada temos a dizer contra esta definição, pois podemos comprová-la a qualquer momento de nossa vida. Para isso basta visitarmos um restaurante ou uma lanchonete na hora do "rush alimentar", e testemunharemos esta verdade incontestável. Ao comermos demais, ou seja, ao ultrapassarmos o limite individual

16 de necessidades nutricionais, sobrecarregamos nossos órgãos digestivos e produzimos neles um aumento de circulação sanguínea. Isso os debilita, inutilizando-os para as relevantes funções digestivas a que foram pré-determinados. Embotamos também nosso cérebro - centro informático de todas as funções orgânicas - e o fígado, que, em conjunto com as demais glândulas, é o principal responsável pela produção laboratorial do organismo. "Muitos vivem para comer e não comem para viver", é o dito popular. Além disso, outro aspecto nutricional pode ser considerado: ainda que comamos pouco de um determinado alimento de nossa preferência, mas o comemos todos os dias, estamos transgredindo esta lei da mesma maneira que as pessoas acostumadas a comer quantidades exageradas de alimentos a transgridem. Por exemplo: se ingerimos arroz com feijão todos os dias, durante certo período, sua absorção pelo organismo não será tão eficiente, devido a fenômenos metabólicos resultantes da falta de variação alimentar. Nota: não confundir o período de tempo acima estabelecido com aqueles que são planejados nos programas dietoterápicos naturistas. No segundo caso, apesar de haver em alguns horários prazos que variam de 10 a 20 dias de um mesmo alimento, os naturólogos mais experientes preocupam-se com a rotatividade alimentar em outros programas dietéticos. Isso evita perdas nutricionais decorrentes dessa transgressão. 3. Harmonia Esta terceira lei da Nutrição é também chamada compatibilidade alimentar. É essencialmente importante à boa saúde, pois vários são os alimentos que não combinam entre si quando ingeridos em uma mesma refeição. Tais misturas produzem dispepsias gástricas, reações fermentativas e desarranjos intestinais. Por exemplo: ao misturarmos em uma refeição frutas com hortaliças, associam-se em nosso aparelho digestivo enzimas e ácidos incompatíveis, que impedem a digestão e a absorção dos nutrientes contidos nesses alimentos, dificultando todo o processo de assimilação. Deste modo, afirmamos terminantemente: frutas não combinam, ou melhor, não se harmonizam com hortaliças. As exceções e demais combinações poderão ser estudadas ainda neste capítulo, no tópico intitulado Compatibilidade Alimentar Básica. 4. Adequação Esta norma dietética refere-se ao uso dos alimentos de acordo com a região produtora e o período da safra. Ou melhor, é necessário que se conheça o mínimo das características técnicas relacionadas ao solo que os produziu, bem como as condições climáticas de produção. As

17 atividades mentais e físicas dos indivíduos também devem ser consideradas. Por exemplo: é muito comum no Brasil comermos alimentos oleaginosos - nozes, castanhas, amêndoas etc - em épocas quentes do ano, apenas porque encontramos na televisão filmes e documentários mostrando os europeus utilizando-se desses frutos em pleno rigor do inverno. Isto é falta de adequação alimentar. E, muitas vezes, não nos contentamos somente em transgredir esta lei nutricional, mas ainda exageramos na quantidade, e a segunda norma também é violada. Outro fator interligado à adequação é o uso indiscriminado de alimentos, mesmo saudáveis, sem consideração para com os tipos de atividades profissionais desenvolvidas pelos indivíduos. As substâncias alimentares podem e devem adaptar-se às necessidades orgânicas de cada um. A todas as conclusões aqui mencionadas dá-se o nome de Adequação. O que é trofoterapia? Há centenas de anos um homem chamado Hipócrates, que mais tarde recebeu o título honorífico de "pai da Medicina", disse uma frase tão profunda em sabedoria que nem ele mesmo conseguiu compreender toda a extensão de suas palavras: "Que o teu alimento seja o teu remédio, e o teu remédio seja o teu alimento." Ficava fundamentada, através deste conselho didático, a mais importante ciência terapêutica conhecida em todos os tempos. A palavra Trofoterapia é formada etimologicamente pela união do prefixo grego TROFO, que significa alimentação ou nutrição; e do sufixo latino TERAPIA, que significa tratamento. Fica então definido o termo: tratamentos pela alimentação. No entanto, muito mais que a justaposição de dois termos lingüísticos é o que ela consegue realizar no combate às enfermidades, quando o seu leme é sabiamente dirigido e os seus conceitos básicos são plenamente respeitados. A trofoterapia visa estudar e proporcionar ao homem recursos naturais contra as doenças, transmissíveis ou não, que nos dias atuais aterrorizam nosso planeta. Em termos mais amplos, podemos afirmar que no caso de uma bronquite (inflamação dos brônquios), deve-se utilizar o abacaxi (Ananas sativus), que possui uma enzima proteolítica chamada bromelina, com ação expectorante e analéptica (tônica muscular); ou a cebola (Allium cepa), que por possuir alicina e ácido sulfuroso de alho, atua eficazmente na Medicina Natural como bactericida e antiinflamatória. No caso de uma gastrite ou úlcera gástrica pode-se utilizar a batata-inglesa (Solanum tuberosum) crua ou cozida (nunca frita), que, por conter solanina, agente ativo das solanáceas, é usada para inibir a ação dos ácidos digestivos no estômago, evitando assim irritação da mucosa.

18 Para os diversos tipos de enfermidades existe um quadro infinito de alimentos capazes de, se usados adequadamente e dentro de um padrão técnico satisfatório, prevenir e curar as doenças que de maneira impiedosa destroem a felicidade humana. Em síntese, Trofoterapia é a ciência dietética que, utilizando-se de alimentos simples e naturais, regula as funções orgânicas de um indivíduo e normaliza o funcionamento dos seus órgãos enfermos, sem produzir os efeitos colaterais negativos que comumente conhecemos em muitas técnicas terapêuticas. Não esqueçamos, todavia, que para alcançarmos os mais surpreendentes resultados é preciso que a usemos sabiamente. B. VALORES TROFOTERÁPICOS DOS ALIMENTOS Estamos abordando neste capítulo que a Trofoterapia é indicada para substituir inúmeros medicamentos farmacêuticos e outras formas "milagrosas" inventadas pelo homem. Contudo, a fim de que esta substituição aconteça harmonicamente, é necessário que os valores trofoterápicos de cada alimento sejam considerados em função das suas virtuosas substâncias trofoterápicas, ou de seus princípios ativos mais comuns (estudados no tópico seguinte). Sua composição química vitaminas, proteínas, gorduras, sais minerais etc - também é importante. Os principais valores trofoterápicos com os seus respectivos alimentos são: - Abstergentes - Vegetais usados para limpar ferimentos: limão, cebola, agrião, banana, figo, mamão etc. - Adstringentes - Usados para contrair tecidos: agrião, chicória, maçã, romã, jaca etc. - Alcalinizantes - Possuem a propriedade de reduzir a acidez sanguínea: cebola, pepino, tomate, melancia, melão, laranja, pêra etc. - Analépticos - Restauram as forças (tônicos): cenoura, abóbora, couve, abacaxi, maçã, mel, soja etc. - Anódinos - Mitigam e aliviam dores: batata-inglesa, tomate, carambola, laranja etc. - Antianêmicos - Combatem ou evitam a anemia: abacaxi, banana, uva, beterraba, melado, lêvedo de cerveja etc. - Antiartríticos - Usados contra a artrite: azeitona, coco, morango, espinafre, cebola, pepino, batata-inglesa etc. - Anticancerígenos - Previnem ou curam o câncer: uva, pêssego, tomate, repolho, agrião, mamão, maxixe etc. - Anticatárticos - Combatem a diarréia: abóbora, alcachofra, goiaba, manga, maçã etc. - Anticloróticos - Têm aplicação contra a clorose (tipo de anemia relacionada com peculiaridade à mulher, que imprime à pele uma

19 coloração amarelo- esverdeada): beterraba, noz, uva, cenoura etc. - Antidiabéticos - Usam-se contra os diabetes: alface, agrião, cebola, maçã, mamão, pêssego etc. - Antieméticos - Combatem o vômito: aspargo, jenipapo, cidra, limão etc. - Antifebris - Usados contra a febre: laranja, limão, melancia etc. - Antifiséticos - Eliminam gases: cenoura, abacate, melancia etc. - Antiflogísticos - Combatem inflamações: abóbora, repolho, banana, melão, limão, figo etc. - Antigripais - Combatem a gripe: laranja, limão; cebola, alho, acerola, goiaba etc. - Anti-helmínticos - Expulsam vermes intestinais: coco, couve, cenoura, sementes de mamão, de melão e de abóbora etc. - Antilíticos - Evitam ou dissolvem cálculos (pedras): tangerina, maçã, melancia etc. - Antiobésicos - Eliminam gorduras desnecessárias: abacaxi, limão, laranja, melancia etc. - Antipiróticos - Usados contra queimaduras: abóbora, mel, batatainglesa, banana (casca ou folhas) etc. - Anti-risêmicos - Combatem as rugas: pepino, alho, feijão-branco, manga, coco etc. - Béquicos - Usados contra a tosse: jaca, maçã, manga, mel etc. - Cardiotônicos - Tonificam o coração: figo-da-índia, alface, agrião, beterraba, cebola, mel, maçã, aspargo etc. - Colagogos - Usados para produzir fluxo biliar: acelga, berinjela, agrião, melão, mamão etc. - Diaforéticos - Estimulam a sudorese: salsa, cebola, figo maracujá (chá quente das folhas de ambas as frutas) etc. - Emenagogos - Promovem a regularização do fluxo menstrual: melão, cenoura, couve, salsa etc. - Estípticos - Usados contra as hemorragias: cebola, banana manga etc. C. SUBSTÂNCIAS TROFOTERÁPICAS (PRINCIPAIS) É classificado como substância trofoterápica todo e qualquer agente químico alimentar com propriedades de revitalizar as funções bioquímicas e biomecânicas do corpo humano. A seguir relacionaremos uma lista de alimentos com suas respectivas substâncias trofoterápicas. Antes, porém, informamos que as frutas, verduras e cereais possuem outros princípios ativos não mencionados, que possibilitam sua aplicação terapêutica para incontáveis aplicações trofoterápicas. Frutas

20 Abacate - Abacatina: substância oleosa com propriedades nutritivas e hidratantes da pele. Usada também contra artrite e gota. Abacaxi - Bromelina: enzima proteolítica, ou seja, que auxilia na hidrólise das proteínas. É usada como expectorante e analéptica. É eficaz contra bronquite, artrite e obesidade. Água-de-coco - Rica em sódio, cloro e potássio, minerais essenciais à vitalização da pele e ao bom funcionamento intestinal e hepático. Suas propriedades medicamentosas básicas relacionam-se ao aumento da colicistocinina, hormônio produzido na mucosa intestinal, auxiliador dos movimentos vesiculares. Amêndoas - Amandina: proteína reconstituinte dos tecidos com grande aplicação no combate às anemias. Seu óleo é usado como emoliente tópico. Amendoim - Araquina: principal substância dos ácidos graxos do amendoim. Cura algumas síndromes ocasionadas pela carência desses ácidos no organismo. Azeitona - Oleína: principal componente do óleo de oliva, que é aplicado contra as dores reumáticas, otites, úlceras estomacais e na tuberculose. Banana - 1. Potássio: além de outras funções, esse mineral tem ação diurética. É importante nos casos de pressão baixa. 2. Serotonina: é calmamente e induz ao sono. Atua no cérebro auxiliando na produção de endorfinas, os chamados "hormônios da alergia". Caju - Cardol: óleo contido na casca do caju com propriedades altamente corrosivas; é anti-séptico e vermífugo. Atua no combate à lepra, ao eczema e à psoríase. Caqui - Ácido urônico: presente nas pectinas dessa fruta na proporção de 75%. Esta substância suaviza as irritações das mucosas digestivas e refresca a pele. Coco - Potássio: mineral de suma importância para o sistema muscular, especialmente aos músculos cardíacos. É diurético e encontra-se também em abundância na banana. Figo - Fissina: enzima proteolítica (que auxilia na divisão molecular das proteínas), cuja função é semelhante à da bromelina contida no abacaxi e a da papaína no mamão. Tem aplicação prática contra lombrigas e oxiúros. Goiaba - 1. Ácido pantotênico: faz parte do complexo vitamínico B, grupo de nutrientes que atuam na pele, nervos e olhos. 2. Colina: atua como protetora do fígado, impedindo o acúmulo de gorduras nessa glândula; seus efeitos são conhecidos como lipotrópicos. Jaca - Jacalina: em estudos realizados na universidade francesa de Montpellier, pesquisadores descobriram que esta substância tem capacidade de bloquear a ação avassaladora do HIV, vírus causador da Aids. Sua função é a de atuar nos linfócitos, aumentando as atividades dessas células.

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