PREVISÃO SAZONAL DE PRECIPITAÇÃO PARA O NORDESTE DO BRASIL - EMITIDA EM JAN/2014 PARA O PERÍODO ENTRE FEV E ABR/2014

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1 PREVISÃO SAZONAL DE PRECIPITAÇÃO PARA O NORDESTE DO BRASIL - EMITIDA EM JAN/2014 PARA O PERÍODO ENTRE FEV E ABR/2014 JANEIRO 14

2 PREVISÃO SAZONAL DE PRECIPITAÇÃO PARA O NORDESTE DO BRASIL - EMITIDA EM JAN/2014 PARA O PERÍODO ENTRE FEV A ABR/2014. ESCOPO DO RELATÓRIO O presente relatório apresenta uma análise da Previsão emitida em Janeiro/2014 para o Período de Fevereiro a Abril/2014. A seguir são apresentadas as seguintes informações para subsidiar o processo de tomada de decisão. O relatório é dividido nos seguintes tópicos: MAPAS DE PREVISÃO FEV- MAR- ABR 2014 CONDIÇÕES OCEÂNICAS: A) ENSO (PACÍFICO) B) DIPÓLO DO ATLÂNTICO CONDIÇÕES OCEÂNICAS: NOV&DEZ/2012 & NOV&DEZ/2013 MAPAS DE PREVISÃO DA TEMPERATURA DE SUPERFÍCIE DO MAR ÍNDICES DE SECA E CHEIA ANEXO DAS RODADAS REGIONALIZADAS DA PREVISÃO EMITIDA EM JAN/2014 PARA O PERÍODO DE FEVEREIRO A ABRIL/2014 Em MAPAS DE PREVISÃO FEV- MAR- ABR 2014 é análisada a previsão objetiva obtida a partir do superconjunto nacional de modelos climaticos para o país (CPTEC, INMET, FUNCEME). Nas CONDIÇÕES OCEÂNICAS (PACÍFICO E ATLÂNTICO) são analisadas a situação atual das temperaturas das águas superficiais do Pacífico e Atlântico, sendo no caso do Pacífico discutida a sua tendência de evolução. Em seguida, verifica- se as similaridades entre estas condições oceânicas atuais (Final de 2013) para o mesmo período do ano passado (Final de 2012). Ainda sobre estas condições oceânicas, é apresentada a previsão do superconjunto nacional americano para as Temperaturas da Superfície do Mar do Globo. Finalizando, são apresentados índices de seca e cheia para o estado do Ceará. Quanto maiores os valores destes indicadores, mais estes refletem a condição que representam, seca ou cheia. Em anexo seguem informações das rodadas regionalizadas.

3 MAPAS DE PREVISÃO FEV- MAR- ABR 2014 A Figura 1 abaixo mostra os resultados das rodadas regionalizadas em Janeiro para o período Fev- Mar- Abr/2014, do Superconjunto da FUNCEME formado pelos modelos climáticos globais ECHAM 4.5 e CFSv2. Os resultados estão consistentes com o Superconjunto Nacional formado por três modelos dinâmicos globais do CPTEC/INPE, um modelo estatístico para o Brasil do INMET e um modelo dinâmico global da FUNCEME. Além destes modelos, modelos globais de outros centros, como o supeconjunto de modelos da América do Norte, apresentam a mesma tendência que estas rodadas. A metodologia utilizada para a definição das probabilidades é baseada somente nas rodadas dos modelos do superconjunto nacional: Previsão Objetiva para o trimestre Fev- Mar- Abr/ NÃO É PARA TODA A QUADRA CHUVOSA. (a) (b) Figura 1. Tercil mais provável para o período FMA/2014. Escala numérica representa as probabilidades associadas ao tercil mais provável. (a) Produto Nacional do Sistema de Previsão Objetivo; (b) Produto regionalizado [ESCALA DE CORES SÃO DIFERENTES]. A figura mostra para o Norte da Região Nordeste o tercil mais provável. As cores quentes (amarelo a vermelho) indicam que a categoria abaixo da média é a mais provável, enquanto que as cores frias (tonalidade azul) indicam a categoria acima da média como a mais provável para o período. A categoria em torno da média encontra- se em tonalidades verdes. A previsibilidade é maior neste setor Norte do Nordeste Brasileiro. A área que está em cinza mostra as regiões onde a previsão não é significativa estatisticamente. PARA ESTE PERÍODO DE PREVISÃO, ESTA ÁREA APRESENTA SUB- REGIÕES NAS CATEGORIAS ABAIXO E EM TORNO DA MÉDIA. PARA O CEARÁ, BOA PARTE DO ESTADO ENCONTRA- SE NA CATEGORIA ABAIXO DA MÉDIA COMO A MAIS PROVÁVEL, ENQUANTO UMA PEQUENA PORÇÃO PRÓXIMA À REGIÃO DO COREAU/PORÇÃO DA IBIAPABA ESTÁ ENQUADRADA NA CATEGORIA EM TORNO DA MÉDIA COMO A MAIS PROVÁVEL.

4 O Superconjunto de Modelos do Brasil, assim como o dos EUA, apresentam o mesmo sinal para a nossa região, assim como modelos de serviços meteorológicos de outros países. Para o Estado do Ceará como um todo temos: Categoria Probabilidade (%) Abaixo da Média 40 Em Torno da Média 35 Acima da Média 25 CONDIÇÕES OCEÂNICAS A) ENSO (PACÍFICO) Durante Outubro até Dezembro as Condições Observadas ENSO (Pacífico) permaneceram neutras. A maioria dos modelos de previsão indicaram uma continuação de neutralidade do ENSO no primeiro quadrimestre de 2014, sendo observada uma tendência de aquecimento a partir de Maio tanto nas rodadas dos modelos dinâmicos como as dos modelos estatísticos. A Figura 2 abaixo apresenta as probabilidades previstas para os trimestres JFM a ASO/2014. As cores vermelha, verde e azul representam, respectivamente, condições no Pacífico de El Niño, Águas Neutras e La Niña durante o período observado (histórico). As barras com as mesmas cores/condições representam as previsões para os trimestres baseadas no conjunto de modelos. A figura mostra uma probabilidade de condições de El Niño se estabelecerem após o período chuvoso de 2014: Probabilidade de condição de El Niño em JULHO- AGOSTO- SETEMBRO é de 45%, quase o dobro da probilidade climatológica que é de 26%. ISTO COLOCA UMA PREOCUPAÇÃO SÉRIA NO QUE DIZ RESPEITO AO ANO DE A Figura 3 mostra as previsões dos conjuntos de modelos, destacando- se a mediana (curva preta), a qual está sendo utilizada aqui como descritora da tendência esperada do comportamento do pacífico. Eventos de El Niño e La Niña tendem a se desenvolver durante o período Abril- Junho e eles tendem a: Alcançar seu máximo de força durante Dezembro- Fevereiro; Tipicamente persistirem por 9-12 meses, embora ocasionalmente persistindo por até 2 anos; Tipicamente ter uma recorrência a cada 2 a 7 anos.

5 Figura 2. Previsão ENSO Probabilística baseada no conjunto de modelos disponíveis em meados de Dezembro (IRI). Figura 3. Previsão ENSO do conjunto de modelos dinâmico e estatísticos disponíveis em meados de Dezembro (IRI). A mediana das previsões é a curva preta. B) DIPÓLO DO ATLÂNTICO O Dipolo de Temperaturas do Atlântico é a diferença entre as anomalias padronizadas de temperatura da superfície do mar (TSM) do Atlântico Norte (5 20 N, W) e do Atlântico Sul (0-10 S, 30 W - 10 E). Entenda- se anomalia como a diferença entre o valor de TSM e sua média histórica. Estudos mostram que um aquecimento das águas do Atlântico Norte, combinado com um esfriamento das águas do Atlântico Sul, caracterizando um Dipolo positivo, leva a uma situação de movimentos descentes de ar sobre a região nordeste, inibindo a formação de nuvens, caracterizando uma condição desfavorável à ocorrência de

6 chuvas no norte do Nordeste. Por outro lado, a presença de um Dipolo negativo caracteriza uma situação favorável à ocorrência de chuvas no norte do Nordeste. As condições atuais do Atlântico ainda se encontram desfavoráveis à ocorrência de precipitação no setor Norte do Nordeste. A Figura 4 abaixo mostra o Índice do Dipólo para os últimos dozes meses, este com um Dipólo de aproximadamente de 1 o C em Novembro/2013 e passando para 0,4 o C em Dezembro/2013, condição próxima à neutralidade. Devido ao tamanho da bacia do Atlântico, este cenário desfavorável pode modificar, sendo a previsibilidade futura difícil de determinar. Figura 4. Monitoramento das condições do Atlântico (Dipólo do Atlântico).

7 CONDIÇÕES OCEÂNICAS: NOV- DEZ/2012 & NOV- DEZ/2013 A Figura 5 abaixo apresentas as Temperaturas da Superfície do Mar para Nov a Dez/2012 e NOV a DEZ/2013. Condições relativamente similares, mas com a zona aquecida do Atlântico estando mais ao norte. Este quadro desfavorece o regime de chuvas do Norte da Região Nordeste, embora o Dipólo do Atlântico tenha reduzido de 1 o C para 0,4 o C positivo, Condições Neutras. O Dipólo do Atlântico permanece desfavorável a uma boa estação chuvosa, embora o valor do índice está decrescendo, hoje encontrando- se próximo à neutralidade. Cautela deve ser exercida, uma vez que a redução neste índice é devido, em particular, a valores mais quentes da TSM ao longo da costa da Africa, ao sul de 5 S em dezembro (> +2 C de anomalia). Essa situação de águas quentes nessa região começou faz alguns meses (em Outubro). (a) TSM NOV/2012 (b) TSM NOV/2013 (c) TSM DEZ/2012 (d) TSM DEZ/2013 Figura 5. TSM para os anos 2012 e 2013 em Novembro e Dezembro.

8 MAPAS DE PREVISÃO DA TEMPERATURA DE SUPERFÍCIE DO MAR A Figura 6 apresenta a evolução prevista pelo Superconjunto de Modelos dos EUA (NMME) da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) para os trimestres Jan- Fev- Mar a Jun- Jul- Ago de O Superconjunto de Modelos dos EUA (NMME) mostram a instalação de um El Niño ainda no período de Fevereiro a Maio de 2014, antecipando o que já os modelos de ENSO estavam apontando a partir de Maio. (a) FMA (b) MAM (c) AMJ (d) MJJ Figura 6. Previsão da evolução da Temperatura de Superfície do Mar (Modelo NMME): a. FMA; b. MAM; c. AMJ; d. MJJ; e. JJA. (e) JJA

9 ÍNDICES DE SECA E CHEIA As Figuras 7 e 8 abaixo mostram indicadores de seca e cheia, respectivamente para o Estado do Ceará. Em cada uma das figuras, pode- se observar como estes índices simularam alguns anos do período de referência ( ) e alguns anos típicos do período de verificação ( ). Quanto maior o índice, mais ele indica uma situação do estado que ele representa (seca ou cheia). Em ambas as figuras também está apresentada a previsão para 2014 de ambos indicadores. Como pode- se observar a previsão dos indicadores parece estar consistente com um ano seco. FMA 1998 FMA 2008 FMA 2013 FMA 2014 Figura 7. Índice de Seca para o Estado do Ceará. Nesta figura você encontra os seguintes anos: 1998 (Seco), 2008 (Chuvoso), 2013 (Seco). Na mesma figura também pode ser observado a condição prevista para o próximo trimestre FMA/2014.

10 FMA 1985 FMA 2008 FMA 2013 FMA 2014 Figura 8. Índice de Cheia para o Estado do Ceará. Nesta figura você encontra os seguintes anos: 1985 (Chuvoso), 2008 (Chuvoso), 2013 (Seco). Na mesma figura também pode ser observado a condição prevista para o próximo trimestre FMA/2014.

11 ANEXO - RODADAS REGIONALIZADAS DA PREVISÃO EMITIDA EM JAN/2014 PARA O PERÍODO DE FEVEREIRO A ABRIL/2014 A Figura A abaixo apresenta os resultados das rodadas regionalizadas a partir do superconjunto da FUNCEME: Previsão em JAN/2014 para o período FEV- MAR- ABR/2014. (a) Correlação entre o observado e o simulado pelo modelo; (b) Tercil abaixo da média; (c) Tercil em torno da média; (d) Tercil acima da média (a) Correlação entre o observado e o simulado pelo modelo (b) Tercil abaixo da média (c) Tercil em torno da média (d) Tercil acima da média Figura A. Rodadas regionalizadas a partir do superconjunto da FUNCEME: Previsão em JAN/2014 para o período FEV- MAR- ABR/2014. (a) Correlação entre o observado e o simulado pelo modelo; (b) Tercil abaixo da média; (c) Tercil em torno da média; (d) Tercil acima da média.

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