ZONEAMENTO BIOCLIMÁTICO PARA PRODUÇÃO AVÍCOLA NO TERRITÓRIO BRASILEIRO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "ZONEAMENTO BIOCLIMÁTICO PARA PRODUÇÃO AVÍCOLA NO TERRITÓRIO BRASILEIRO"

Transcrição

1 MARIANO PEREIRA SILVA ZONEAMENTO BIOCLIMÁTICO PARA PRODUÇÃO AVÍCOLA NO TERRITÓRIO BRASILEIRO Tese apresentada à Universidade Federal de Viçosa, como parte das exigências do Programa de PósGraduação em Engenharia Agrícola para obtenção do título de Doctor Scientiae. VIÇOSA MINAS GERAIS BRASIL

2 Ficha catalográfica preparada pela Seção de Catalogação e Classificação da Biblioteca Central da UFV T S586z 2006 Silva, Mariano Pereira, 1965Zoneamento bioclimático para produção avícola no território brasileiro / Mariano Pereira Silva. Viçosa : UFV, ix, 161f. : il. Mapas col. ; 29cm. Orientador: Fernando da Costa Baêta. Tese (doutorado) - Universidade Federal de Viçosa. Referências bibliográficas: f Frango de corte - Instalações - Aquecimento e ventilação - Modelos matemáticos. 2. Frango de corte Aspectos climáticos. 3. Meteorologia agrícola. 4. Computação - Matemática. 5. Modelos matemáticos. I. Universidade Federal de Viçosa. II.Título. CDD 22.ed

3 MARIANO PEREIRA SILVA ZONEAMENTO BIOCLIMÁTICO PARA PRODUÇÃO AVÍCOLA NO TERRITÓRIO BRASILEIRO Tese apresentada à Universidade Federal de Viçosa, como parte das exigências do Programa de Pós- Graduação em Engenharia Agrícola para obtenção do título de Doctor Scientiae. APROVADA: 16 de fevereiro de Prof. Ilda de Fátima Ferreira Tinôco (Conselheiro) Prof. Tadayuki Yanagi Junior Prof. Luiz Fernando Teixeira Albino Prof. Cecília de Fátima Souza Prof. Fernando da Costa Baêta (Orientador) i

4 AGRADECIMENTOS Sem sombra de dúvida meus maiores agradecimentos devem ir para meus professores de ciências do primeiro grau. É claro que tenho que agradecer também à UFV e aos seus professores e de outras instituições nas quais estudei, em especial aos que compuseram a comissão orientadora: Baêta, Ilda, Jadir, Zolnier e Aristides; ao CNPq, aos funcionários da UFV, especialmente as secretárias da pós graduação Edna e Tatiana e as secretárias da reitoria Rita, Marcela e Natália, ao secretário da pró-reitoria de administração José; à SOMAR Meteorologia na pessoa de seus diretores Márcio, Marcos e Paulo; ao Professor Vascos Fitas e aos seu alunos, especialmente à Joana e ao Felipe; à Universidade de Évora, seu professores, funcionários e estudantes; aos colegas de curso; aos companheiros de república; ao Tadayuke, ao Albino e à Cecília por aceitarem participar da minha banca; aos meus irmãos Maria Hedwiges e Fernando; aos meus tios, avós, primos; aos meus padrinhos e certamente a uma quantidade inumerável de pessoas com as quais cruzamos pela vida e que ajudam de uma forma ou de outra a progredirmos, mesmo que seja com pequena coisas como o sujeito que passava na rua e me informou onde era Universidade. Mas os meus professores de ciências do primeiro grau tem um lugar de destaque. Eles mais do que me ensinar os caminhos do conhecimento científico, também me ensinaram o caminho da dignidade e do caráter. Mais que me ajudar na realização dos meus primeiros experimentos, seguraram minha mão nos meus primeiros passos. Aos meus pais Valcy e Hedwiges, que me deram a felicidade de serem meus professores de ciências, a maior gratidão do seu filho, de todo o coração. ii

5 CONTEÚDO RESUMO... VI ABSTRACT... VIII 1. INTRODUÇÃO REVISÃO DE LITERATURA ESTRESSE DOS FRANGOS DE CORTE POR FATORES TÉRMICOS AMBIENTAIS Influência da temperatura ambiente Influência da umidade ambiente Influência da velocidade do ar Influência da radiação Produção de calor e umidade por frangos de corte ÍNDICES TÉRMICOS AMBIENTAIS PARA ANIMAIS BASEADOS EM TEMPERATURA E UMIDADE DO AR ÍNDICES TÉCNICOS DO DESEMPENHO DE CRIAÇÕES DE FRANGO DE CORTE SISTEMAS DE VENTILAÇÃO E RESFRIAMENTO EVAPORATIVO Sistema de ventilação positiva em modo túnel Sistema de ventilação negativa Sistema de ventilação positiva lateral Medidas de eficiência BALANÇO DE CALOR E UMIDADE NUM GALPÃO AVÍCOLA MUDANÇA DE ESCALA iii

6 3. MATERIAL E MÉTODOS GERAÇÃO DA BASE DE DADOS CLIMATOLÓGICOS DESENVOLVIMENTO DO PROGRAMA DE MODELAGEM DO AMBIENTE INTERNO DE GALPÕES AVÍCOLAS GERAÇÃO DE MAPAS DE ITU RESULTADOS E DISCUSSÃO RESULTADOS A PARTIR DO DADOS DE RE-ANALISES Externos cálculo de ITU Internos - simulação de galpão IAPfc dentro de uma instalação com resfriamento ATLAS BIOCLIMATOLÓGICO DO BRASIL - COM ÊNFASE EM AVICULTURA Introdução Temperatura Temperatura média (Cº) Temperatura Mínima(Cº)(valores que em média ocorrem no mês) Temperatura máxima(cº) (valores que em média ocorrem no mês) Amplitude Térmica média (Cº) Umidade Relativa Média (%) Velocidade média do Vento a 10 metros ( m/s) Média Diária de Chuva (mm) ITU Índice de Temperatura e Umidade ITU - média do mês ITU - média entre as 09 horas e 15 horas Dados de Simulação Número de horas vezes o número de graus C a menos no interior de uma instalação com sistema de resfriamento em comparação com outra sem sistema de resfriamento. (C x Horas) ITU - média entre as 09 horas e 15 horas dentro de uma instalação com resfriamento IAPfc dentro de uma instalação com resfriamento COMPARAÇÃO DE TÉCNICAS DE REDUÇÃO DE ESCALA APLICADA A RE-ANÁLISES PARA USO EM BIOCLIMATOLOGIA COMPARAÇÃO DOS DADOS COM REDUÇÃO DE ESCALA USANDO DIFERENTES TÉCNICAS DE INTERPOLAÇÃO RESULTADOS A PARTIR DO DADOS DE RE-ANALISES 2 COM O DOWNSCALING iv

7 5. CONCLUSÕES REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS v

8 RESUMO SILVA, Mariano Pereira, D.S., Universidade Federal de Viçosa, fevereiro Zoneamento bioclimático para produção avícola no território brasileiro. Orientador: Fernando da Costa Baêta. Conselheiros: Ilda de Fátima Ferreira Tinôco, Jadir Nogueira da Silva, Sérgio Zolnier e Aristides Ribeiro. Esta pesquisa tem como objetivo geral, desenvolver um zoneamento bioclimático para criação das aves, a partir de dados climáticos diários e simulação do emprego do resfriamento evaporativo em galpões avícolas, como forma de prever as condições de produção animal em todo território brasileiro. Para isso foi gerada uma base de dados climatológicos. Sendo utilizados dados climáticos da Re-análises 2 do NCEP/NCAR do período de à para o território brasileiro. Para a obtenção de valores horários de temperatura para estudar o efeito e benefício da climatização da instalação pelo resfriamento evaporativo, foi adotada a metodologia que utiliza dados temperatura e temperatura mínima do ar obtidos nos horários de 12:00, 18:00 e 24:00 horas (Tempo Médio de Greenwich). A interpolação espacial foi feita levando em conta a orografia Foi desenvolvido um programa computacional para simulação dos fluxos de calor e massa em galpões avícolas a partir de dados meteorológicos externos. A partir dos dados climáticos simulados, foram gerados mapas para o território brasileiro com valores de ITU, assim como temperatura e umidade. Os mapas foram gerados para o ambiente interno e externo à instalação. vi

9 Particularmente para o ambiente interno, foram considerados instalações com e sem sistema de resfriamento evaporativo. Do estudo realizado pode-se tirar as seguintes inferências conclusivas: a) Quanto mais próximo do equador maior é o valor do ITU. A uma ligeira tendência de a região sudeste e centro oeste divergirem deste padrão. Esta divergência é agravado no período de verão em que a região sudeste tem predominantemente valores de ITU mais amenos que a região centro oeste na mesma latitude; b) A região norte apresenta baixo potencial para criação avícola em alta densidade; c) Os valores de ITU mais amenos no norte de Roraima são devido a elevada altitude da região; d) A respeito dos dados depois do downscaling pode-se afirmar que as características gerais dos dados não tiveram grande mudança. A grosso modo, continuam válidas as análises feitas para os dados antes do downscaling. Para um estudo macro de aspectos nacionais os dados não apresentam grande impacto. A maior utilidade destes dados será em análises regionais. vii

10 ABSTRACT SILVA, Mariano Pereira, D.S., Universidade Federal de Viçosa, February Bioclimatic zoning for chicken production in the brazilian territory Advisor: Fernando da Costa Baêta. Committee members: Ilda de Fátima Ferreira Tinôco, Jadir Nogueira da Silva, Sérgio Zolnier and Aristides Ribeiro. This research has as objective generality, to develop a bio-climactic zoning for creation of the chickens, from daily climatic data and simulation of a poultry house with a evaporative cooling, as form to foresee the conditions of animal production in all Brazilian territory. For this a climate database was generated. Being used climatic data of Re-analyses 2 from NCEP/NCAR from the period of to for Brazilian territory. For the attainment of hourly values temperature to study the effect and benefit of the climatization of the installation for the evaporative cooling, it was adopted the methodology that it uses temperature and minimum temperature of air data at 12:00, 18:00 and 24:00 hours (Greenwich mean time). The space interpolation of climatic data was made with orographic correction. After a computational program for simulation of the heat flows and mass in sheds from external meteorological data was developed. From the simulated climatic data, maps for the Brazilian territory with values of ITU had been generated, as well as temperature and humidity. The maps had been generated for the internal and external environment. Particularly for the internal environment viii

11 with and without system of evaporative cooling had been considered. From this study, following conclusive inferences was gotten: a) The more next to the equator biggest it is the value of the ITU. To a fast trend of the Southeastern region and center west diverged of this standard. This divergence is aggravated in the period of summer where the Southeastern region has values of ITU predominantly minor than the region center west in the same latitude; b) the region north presents low potential for chickens creation in high density; c) the minor values of ITU in the north of Roraima must the high altitude of the region; d) Regarding the data after downscaling it can be affirmed that the general characteristics of the data had not had great change. The analysis made for the data before downscaling continue valid. For a study macro of national aspects the data do not present great impact. The biggest utility of these data will be in regional analysis. ix

12 1. INTRODUÇÃO A carne de frango se tornou um produto de importância capital na economia brasileira. A exportação atingiu um total mil toneladas destinadas à exportação, gerando um total de milhões de dólares em divisas em No momento o Brasil disputa a liderança do mercado internacional de carne de frango com os EUA, sendo estimado que sua participação este ano será de 30,9% do total de exportações. Internamente se tornou a carne mais consumida no Brasil com 35,1 kg por habitante em 2003 e um consumo total de mil toneladas (AVES e OVOS, 2005). Apesar do enorme crescimento das fronteiras mercadológicas e do progresso científico, contrapõe-se a pouca atenção que se deu, até meados da década de 90, às técnicas de alojamento e, efetivamente, ao ambiente de criação das aves. Entretanto, com a perspectiva do processo de globalização que movimenta a economia mundial, a indústria avícola brasileira passou a buscar nas instalações e no ambiente, as possibilidades de melhoria do desempenho avícola, da redução da mortalidade e dos custos de produção como forma de manter a competitividade. Assim, a produção de aves de corte e de postura em alta 1

13 densidade de alojamento passou a ser amplamente usada e, desta forma, a exigência de conforto térmico ambiental, que já havia se tornado maiores com o aumento da precocidade das aves, passou a ser ainda maior, como resultado da elevação do número de aves por área habitada. Como conseqüência, a atenção ao adequado planejamento e projeto das instalações avícolas passou a ser priorizada (TINÔCO, 2001a). Neste contexto, o conhecimento das necessidades ambientais dos animais e o estudo das condições climáticas da região e do microclima do local em que será implantado o sistema de produção podem contribuir na definição de técnicas e nos dispositivos de construções eficientes e que possibilitem a melhoria conseqüentemente, de do sua conforto térmico produtividade nas dos animais diferentes e, regiões climáticas do vasto território brasileiro. Conforme McDOWELL (1974), dentre os elementos climáticos, a temperatura do ar é provavelmente aquele que influencia mais diretamente o ambiente físico do animal. No entanto, a temperatura do ar não é suficiente para caracterizar as condições ambientais; para isso, deve-se acrescentar também a essa, outras variáveis, tais como umidade relativa, velocidade do ar e energia radiante (PERDOMO, 1998). Com base estudos realizados por GATES et al. (1995), SILVA JÚNIOR (2001) e SILVA(2003) pode-se verificar que os avanços nos sistemas de informações geográficas (SIG) e a maior disponibilidade de dados meteorológicos, embora no caso destes últimos ainda com sérias deficiências para o Brasil, permitem a avaliação de sistemas de acondicionamento artificial de ambiente em função das condições climáticas de cada região. Os trabalhos de GATES et al. (1995) e SILVA (2003) simularam o comportamento térmico de galpões avícolas, a partir de dados meteorológicos, com e sem sistemas de resfriamento evaporativos fornecendo dados como o índice de temperatura e de 2

14 umidade para os Estados Unidos da América e para a Região Sudeste do Brasil, respectivamente. Tendo em vista o exposto, esta pesquisa tem como objetivo geral, desenvolver o zoneamento bioclimático para criação das aves, a partir de dados climáticos diários e simulação do emprego do resfriamento evaporativo em galpões avícolas, como forma de prever as condições de produção animal em todo território brasileiro. Objetivos específicos: 1. Gerar uma base de dados climatológicos, horários com resolução de 20 (cerca de 40 km) a partir da interpolação de dados existentes; 2. Implementar um programa computacional para simulação dos fluxos de calor e massa em galpões avícolas a partir de dados meteorológicos externos; e 3. Realizar um zoneamento bioclimático com a elaboração de mapas de ITU (Índice de Temperatura e Umidade) para o território brasileiro. 3

15 2. REVISÃO DE LITERATURA A criação racional de frangos está alicerçada nos seguintes pontoschave: genética, nutrição, sanidade e manejo, destacando-se, neste último, as instalações e os equipamentos. A razão principal para se melhorar as condições de ambiente nas instalações é assegurar que as aves alcancem seu potencial produtivo (PIASENTIN, 1984). Até alguns anos atrás era comum criações com densidades médias de 10 aves m-2 de galpão, sendo que a meta de hoje é atingir patamares de 16 à 18 aves m-2 de alojamento, no caso de instalações equipadas com comedouros e bebedouros convencionais, e 20 à 22 aves m-2 para instalações equipadas com sistemas de comedouros e bebedouros automatizados. O cuidado a se tomar quando se aumenta a densidade de alojamento, contudo, é que devido ao maior número de aves alojadas por área de galpão ocorre maior liberação de calor (latente e sensível), o qual precisa ser dissipado para o exterior. Assim, entendese que, para que a criação de frangos de corte em alta densidade seja viável para as condições climáticas brasileiras, torna-se indispensável aprimorar os sistemas de acondicionamento natural e artificial dos ambientes em função de um minucioso estudo das condições ambientais de cada região, objetivando diminuir o estresse por calor a que são submetidas as aves (FONSECA, 1998). 4

16 IMAEDA (2000), investigou a influência do clima e da densidade de alojamento na ocorrência de morte súbita em frangos de corte utilizando densidades de 12, 15 e 18 aves por metro quadrado. Deste estudo o autor concluiu que com 18 aves por metro quadrado houve significativo aumento da mortalidade no verão e no inverno. Todos os ajustes e as ações sobre o organismo animal podem se refletir na produtividade final de um lote e no seu custo final. As condições ambientais que oferecem os menores desgastes para as aves, por produzirem os melhores resultados, situam-se em faixas ou limites denominados zonas de conforto térmico (CURTIS, 1983). Com relação aos animais, BAÊTA e SOUZA (1997), afirmaram que esses podem ser considerados sistemas termodinâmicos abertos, por estarem em troca constante de energia com o ambiente. Neste processo, os fatores externos do ambiente tendem a produzir variações internas no animal, influindo na quantidade de energia trocada entre ambos, havendo, então, necessidade de ajustes fisiológicos para a ocorrência do balanço de calor Estresse dos frangos de corte por fatores térmicos ambientais O conhecimento das necessidades ambientais dos animais e o estudo das condições climáticas da região e do microclima do local em que será implantado o sistema de produção permitem definir técnicas e dispositivos de construções que melhorem o conforto dos animais. Conforme McDOWELL (1974), a temperatura do ar é provavelmente o fator bioclimático mais importante que influencia o ambiente físico do animal. No entanto, apenas a temperatura do ar não é suficiente para avaliar as condições ambientais; para isso, deve-se acrescentar também a essa outras variáveis, como umidade relativa, velocidade do ar e energia radiante (PERDOMO, 1998). Em geral os parâmetros ambientais 5

17 utilizados são temperatura do ar, temperatura radiante, radiação solar, umidade do ar, velocidade do ar, pressão atmosférica. CURTIS (1983), define o ambiente como a soma do impacto de fatores físicos, químicos, biológicos e sociais, que atuam e interagem influenciando o desempenho animal. Esses fatores variam com a estação do ano e com a localização da região, bem como, por razões intrínsecas ao próprio animal como idade, sexo e alimentação fornecidas. Neste sentido, verifica-se que as variáveis ambientais não são estáticas. Toda situação ambiental que provoca uma resposta adaptativa é considerada estressora, definindo uma situação de estresse no animal (BAÊTA & SOUZA, 1997). Assim podemos acrescentar aos parâmetros ambientais já citados o nível de poluição do ar e o nível de poluição sonora, tipo de cama, teor de umidade da cama, doenças, densidade de alojamento, comportamento e ordem de dominância, tipo de ração utilizado (que constitui um fator biológico ambiental), temperatura da água nos bebedouros e forma de movimentação dos funcionários dentro do galpão, dentre outros. Estes diversos fatores ambientais, acima relacionados, devem ser considerados em conjunto com fatores ligados as características dos animais. Segundo (SILVA, 2000) os fatores inerentes ao animal (não ambientais) a serem considerados na determinação do conforto térmico e nas condições de adaptação dos animais a ambientes específicos são os seguintes: - Capa externa - espessura, estrutura, isolamento térmico, penetração pelo vento (relacionada aos movimentos da atmosfera), ventilação (relacionada aos deslocamentos do indivíduo e da atmosfera), permeabilidade ao vapor, transmissividade, emissividade, absorvidade, refletividade. 6

18 - Características corporais - forma corporal, tamanho e movimentos, área de superfície radiante, área exposta à radiação solar direta, emissividade da epiderme, absorvidade da epiderme. - Respostas fisiológicas - temperatura (epidérmica, retal etc.), taxa de sudação, trocas respiratórias, produção, taxa de crescimento e desenvolvimento, níveis hormonais (T3, T4, cortisol etc.), metabolismo. De acordo com CURTIS (1983) e ESMAY e DIXON (1986), quando as condições ambientais no interior da instalação não estão dentro da zona de termoneutralidade, ou seja, o ambiente térmico torna-se desconfortável, o organismo animal se ajusta fisiologicamente para manter sua homeotermia, seja para conservar ou dissipar calor. Esse dispêndio de energia resulta em redução na sua eficiência produtiva. À temperatura de 24 C o frango de corte adulto tem sua melhor performance em termos de crescimento e conversão alimentar. Os valores de conforto e desconforto térmico variam com a idade do animal. Um frango de corte com poucos dias tem limite inferior, da zona de temoneutralidade, a 32 C enquanto um frango adulto 18 C (CURTIS,1983). Para SCHMID (1998), os principais sintomas que descrevem um quadro de estresse por calor são aqueles em que as aves consomem menos ração, bebem mais água, aumentam a freqüência respiratória, ficam prostradas, reduzem o ganho de peso, têm o comportamento alterado e ficam mais susceptíveis às doenças. Nessa situação, as aves recorrem a diversos mecanismos para aliviar o estresse por calor, tais como: diferentes posicionamentos de pernas, abertura de asas de forma a expor a região ventral altamente vascularizada, e aumento da taxa de respiração e transpiração. 7

19 Assim, entre todos os fatores ambientais, os térmicos, representados por temperatura, umidade, velocidade do ar e radiação, são os que afetam mais diretamente a ave, comprometendo uma das suas mais importantes funções vitais, que é a manutenção da própria homeotermia, conforme observado por CURTIS (1983), MEDEIROS (1997) e TINÔCO (1988) Influência da temperatura ambiente Existem limites para o intervalo de temperaturas para os quais os animais vertebrados podem manter sua homeotermia. A zona de termoneutralidade no intervalo de homeotermia é muito difícil de se definir. Nesse intervalo os vasos sangüíneos na pele não estão totalmente dilatados ou totalmente contraídos, a evaporação de água da superfície da pele ou do sistema respiratório é mínima, os cabelos ou pelos ou penas não estão eretos e as respostas comportamentais ao calor ou frio não ocorrem. O intervalo de temperaturas superior e inferior que os animais podem tolerar fora da faixa da zona de temoneutralidade,sem que ocorra prejuízos de sua eficiência, é muito reduzido (BROWN-BRANDL et al., 1997). A quantidade de calor contida no corpo provém do metabolismo basal, da atividade muscular, da digestão do alimento e do ambiente térmico. Esse calor tem que ser dissipado via mecanismos de trocas térmicas entre o corpo e o ambiente. Esses mecanismos envolvem trocas de calor sensível pela radiação, convecção e condução e também trocas de calor latente que se produz pela evaporação nos pulmões e na pele (TEIXEIRA, 1991). Quando as temperaturas nos ambientes de criação das aves são baixas, ocorre aumento na proporção de carcaças com calos e crostas no peito devido a má conservação da cama. Em contrapartida, há maior incidência de ferimentos decorrentes do manejo das aves nos meses de 8

20 verão, atribuída a ruptura de vasos sangüíneos e capilares periféricos, devido a vasodilatação. Em épocas quentes, as aves reduzem a ingestão de ração e, por conseqüência, a quantidade nutrientes ingerida. Para conseguir aumentar as calorias da mesma e diminuir esse déficit, os formuladores de ração, podem incrementar a proporção de energia. Porém, estas modificações na dieta alimentar podem contribuir com a incidência de problemas de gordura na carcaça (ABREU & ABREU, 2002). COOPER & WASHBURN (1998), comparando a mortalidade em frangos criados às temperaturas de 21oC e 31oC não verificaram diferença significativa, mas aumento significativo na mortalidade foi verificado por VO et al. (1977) quando a temperatura ambiente subiu para 37,8oC. Quando frangos são expostos a estresse calórico por mais de uma semana, ocorre forte correlação negativa entre a temperatura do corpo e os aspectos econômicos como ganho de peso, consumo de ração e conversão alimentar (COOPER & WASHBURN, 1998 ) Influência da umidade ambiente A Umidade Relativa do galpão é função da temperatura ambiente, do fluxo de vapor d água que entra no galpão pelo sistema de ventilação e da quantidade de vapor d água proveniente dos frangos e da cama. Segundo BAIÃO (1995), o valor de umidade relativa do ar não pode ultrapassar 80%, de forma a não prejudicar a perda de calor das aves por via evaporativa. O conforto térmico da ave se encontra relacionado com a umidade. Por exemplo, quando a temperatura do ar de 26,7 C estiver combinada com umidade relativa de 60%, a ave ainda se encontra dentro da zona de termoneutralidade. Entretanto, o animal entra em estado de desconforto térmico se a umidade relativa do ar atingir 80%. (DONALD, 1998). 9

21 A perda de calor dos animais homeotérmicos por evaporação se torna progressivamente mais importante a medida que a temperatura aumenta. Se o ambiente é quente e seco, muito calor pode ser dissipado por evaporação, mas se é quente e úmido a quantidade de calor dissipado dessa forma é reduzida. Por exemplo, se o ar for inspirado a 30º C e 30% de umidade relativa e expirado a 40º C e 100% de umidade relativa, gera uma dissipação de calor de 24,1 kcal contra 13,8 kcal se a umidade relativa do ar inspirado fosse de 90% (FREEMAN, 1968). A umidade relativa do ar é um fator importante na determinação das condições de umidade da cama. Geralmente, a umidade relativa dentro do galpão deve estar entre 50% e 70% para manter o teor de umidade da cama entre 25% à 30% em base úmida (REECE & LOTT, 1982). Segundo BAIÃO (1995), a umidade média da cama deve estar em torno de 20 a 30%. Abaixo de 20%, pode haver problema com poeira. Acima de 30%, pode ocorrer quedas de produção em condições de temperatura elevada. A alta umidade relativa favorece o aparecimento de camas úmidas, emplastadas e aumento de amônia no ambiente. A cama excessivamente úmida propicia a aparição de uma série de prejuízos às aves. Dentre esses, deve-se assinalar as dermatites ulcerativas, como produtoras de lesões nas aves, que poderão, posteriormente, depreciar suas carcaças. Os frangos passam bastante tempo de suas vidas descansando sobre a cama e se esta não está em boas condições, produzirá dermatites de contato, ocasionadas pela abrasividade, amônia e calor (ABREU & ABREU, 2002) Influência da velocidade do ar A ventilação assume papel mais importante na troca de calor realizada pelas aves quando ocorre aumento de temperatura e de 10

22 umidade. De acordo com FREEMAN (1968), sob condições sem ventilação, a convecção é responsável por cerca de 10 a 15% do total de calor sensível dissipado pelas aves. Com o aumento da velocidade do ar, entretanto, o aumento da dissipação de calor convectiva pode chegar a 30% da perda total. BOND et al. (1965), ao estudarem os efeitos de velocidades do ar de 0,18 a 1,52 m s-1 e de temperaturas de 10 a 38,7 C, verificaram que a dissipação de calor pelos animais aumentou com o aumento da velocidade do ar, em conseqüência do aumento na dissipação de calor por convecção e evaporação, embora tenha havido redução na dissipação de calor por radiação. O ar em movimento afeta os fluxos convectivos e evaporativos. Assim, um aumento da velocidade do ar reduz a temperatura da superfície da pele e das penas, especialmente em temperatura ambiente mais baixa. Apesar disso, essas reduções em gradientes térmicos são contrabalançadas por um aumento na taxa de produção de calor. Da mesma forma, a taxa de calor perdido aumenta com o aumento da velocidade do ar. Também ocorrerá aumento na taxa de calor sensível (evaporação pela pele). DRURY & SIEGEL (1966), trabalhando com frangos submetidos a cinco faixas de velocidade do ar, sendo 0,10-0,13 m/s; 0,18 0,28 m/s; 0,41 0,66 m/s; 1,07 1,47 m/s; e 2,54 2,95 m/s, concluíram que mais alimento e menos água foram consumidos para as maiores velocidades do ar, porém, os ganhos de peso não foram afetados pela velocidade do ar. Tanto o consumo de água quanto às taxas respiratórias foram menores para as maiores velocidades do ar, sugerindo que o resfriamento convectivo substituía, parcialmente, a evaporação respiratória como forma de dissipação de calor nas maiores velocidades do ar. De acordo com CZARICK e TYSON (1990), os benefícios associados ao aumento da velocidade do ar reduzem, gradativamente, até em torno de 40 C (próximo à temperatura corporal da ave). Para temperaturas do ar acima de 40 C, o aumento da velocidade do ar, 11

23 gradativamente, aumentará o estresse por calor, uma vez que o processo se inverte e o ar passa a ceder calor para as aves. LOTT et al. (1998), comparando o desempenho de frangos criados em ambientes com ventilações de 0,25 e 2,08 m/s e temperatura média de 28,3 C, verificaram que as aves criadas no ambiente com maior velocidade do ar apresentaram aumento no ganho de peso e melhoria na conversão alimentar, como também não apresentaram ofegação, mesmo nas horas mais quentes do dia. DRURY & SIEGEL (1966), afirma que existe um limite dos benefícios associados ao movimento do ar. Aumento no ganho de peso foi observado até a velocidade do ar próxima a 3,0 m/s. Quando este valor foi excedido, efeitos prejudiciais foram notados. O trabalho de DRURY & SIEGEL mostrou que 67% do benefício potencial associado ao aumento da velocidade do ar, sobre as aves, é obtido com velocidades do ar de 1,8 m/s Influência da radiação É inquestionável que as trocas térmicas por radiação entre os animais e seu meio ambiente assumem uma importância fundamental em climas tropicais. Em muitos casos, constituem a diferença entre um ambiente tolerável e outro insuportável (SILVA, 2000). A radiação é um processo em que a superfície de todos os objetos emite calor na forma de ondas eletromagnéticas. A potência da emissão é determinada pela temperatura da superfície que está irradiando calor. No caso das aves, o calor é transferido da pele e superfície das penas para objetos que circundam as aves e vice-versa. Naturalmente, se a temperatura das superfícies do ambiente for superior a de pele e penas das aves, estas ganharão calor (RUTZ, 1994). 12

Manejo inicial e seus reflexos no desempenho do frango

Manejo inicial e seus reflexos no desempenho do frango 1 de 6 20/7/2009 14:35 Manejo inicial e seus reflexos no desempenho do frango Valéria Maria Nascimento Abreu, DSc Pesquisadora Sistema de Produção de Aves - Embrapa Suínos e Aves O manejo inicial dos frangos

Leia mais

Instalações e Ambiência em Produção Animal

Instalações e Ambiência em Produção Animal Instalações e Ambiência em Produção Animal Ana Maria Bridi INTRODUÇÃO Um dos grandes desafios da pecuária moderna está relacionado a exploração do máximo potencial genético do animal, tanto no aspecto

Leia mais

EFEITO DA COMBINAÇÃO DE DIFERENTES COBERTURAS E VENTILAÇÃO ARTIFICIAL SOBRE ÍNDICES DE CONFORTO TÉRMICO

EFEITO DA COMBINAÇÃO DE DIFERENTES COBERTURAS E VENTILAÇÃO ARTIFICIAL SOBRE ÍNDICES DE CONFORTO TÉRMICO Anais do VIII Seminário de Iniciação Científica e V Jornada de Pesquisa e Pós Graduação UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS 10 a 12 de novembro de 2010 EFEITO DA COMBINAÇÃO DE DIFERENTES COBERTURAS E VENTILAÇÃO

Leia mais

Gerenciamento Ambiental em Uma Granja de Frangos

Gerenciamento Ambiental em Uma Granja de Frangos Página II Reconhecimento O conteúdo principal desta publicação é de autoria do Professor James O. Donald, da Universidade de Auburn. O Professor Donald é um engenheiro agrícola amplamente reconhecido como

Leia mais

Benefícios e Pontos Críticos da Implantação do Sistema de Pressão Negativa para Frangos de Corte

Benefícios e Pontos Críticos da Implantação do Sistema de Pressão Negativa para Frangos de Corte Benefícios e Pontos Críticos da Implantação do Sistema de Pressão Negativa para Frangos de Corte Sebastião Florêncio Pereira Neto CRMV-SP 20766 Itabom - SP Pontos Primordiais para a Produção de Frangos

Leia mais

DISTRIBUIÇÃO ESPAÇO-TEMPORAL DA RADIAÇÃO SOLAR E TEMPERATURA DO AR NO ESTADO DO PIAUÍ

DISTRIBUIÇÃO ESPAÇO-TEMPORAL DA RADIAÇÃO SOLAR E TEMPERATURA DO AR NO ESTADO DO PIAUÍ DISTRIBUIÇÃO ESPAÇO-TEMPORAL DA RADIAÇÃO SOLAR E TEMPERATURA DO AR NO ESTADO DO PIAUÍ L. G. M. de Figueredo Júnior 1 ; A. S. Andrade Júnior 2 ; F. E. P. Mousinho 1 RESUMO: O presente trabalho teve por

Leia mais

Efeito da Combinação de Diferentes Coberturas e Ventilação Artificial Sobre o Desempenho de Aves de Corte Fêmeas

Efeito da Combinação de Diferentes Coberturas e Ventilação Artificial Sobre o Desempenho de Aves de Corte Fêmeas Anais do VIII Seminário de Iniciação Científica e V Jornada de Pesquisa e Pós-Graduação UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS 10 a 12 de novembro de 2010 Efeito da Combinação de Diferentes Coberturas e Ventilação

Leia mais

Universidade Federal do Piauí Mestrado em Agronomia Clima e Agricultura. Umidade do ar. Francisco Edinaldo Pinto Mousinho

Universidade Federal do Piauí Mestrado em Agronomia Clima e Agricultura. Umidade do ar. Francisco Edinaldo Pinto Mousinho Universidade Federal do Piauí Mestrado em Agronomia Clima e Agricultura Umidade do ar Francisco Edinaldo Pinto Mousinho Teresina, março-2010 Umidade do ar A água é a única substância que ocorre nas três

Leia mais

Introdução. Conceitos. Conceitos de aviários Pressão Negativa

Introdução. Conceitos. Conceitos de aviários Pressão Negativa Conceitos de aviários Pressão Negativa Julho / 2009 Por Nilton Pedro Vieira - Vice-Presidente e Consultor Técnico de Manejo Avícola da JAPFA COMFEED INDONESIA. Introdução Diante dos desafios enfrentados

Leia mais

TÍTULO: Introdução ao stress térmico em ambientes quentes. AUTORIA: Ricardo Sá (Edifícios Saudáveis, Lda)

TÍTULO: Introdução ao stress térmico em ambientes quentes. AUTORIA: Ricardo Sá (Edifícios Saudáveis, Lda) TÍTULO: Introdução ao stress térmico em ambientes quentes AUTORIA: Ricardo Sá (Edifícios Saudáveis, Lda) PUBLICAÇÕES: TECNOMETAL n.º 124 (Setembro/Outubro de 1999) Enquadramento do tema A temperatura interior

Leia mais

CURSOS DE QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL CALENDÁRIO 2013

CURSOS DE QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL CALENDÁRIO 2013 S DE QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL CALENDÁRIO 2013 1 - Curso de Simulação de Edificações com o EnergyPlus (Edição 1) 8 e 9 de março 15 e 16 de março 5 e 6 de abril 19 e 20 de abril 2 - Curso de Psicrometria

Leia mais

Fundamentos de Engenharia Solar. Racine T. A. Prado

Fundamentos de Engenharia Solar. Racine T. A. Prado Fundamentos de Engenharia Solar Racine T. A. Prado Coletores Solares Um coletor solar é um tipo específico de trocador de calor que transforma energia solar radiante em calor. Duffie; Beckman Equação básica

Leia mais

Adaptação e Aclimatação Animal

Adaptação e Aclimatação Animal Adaptação e Aclimatação Animal Ana Maria Bridi INTRODUÇÃO Os animais portam-se como um sistema termodinâmico, que continuamente trocam energia com o ambiente. Neste processo, os fatores externos do ambiente

Leia mais

CLIMATOLOGIA. Profª Margarida Barros. Geografia - 2013

CLIMATOLOGIA. Profª Margarida Barros. Geografia - 2013 CLIMATOLOGIA Profª Margarida Barros Geografia - 2013 CLIMATOLOGIA RAMO DA GEOGRAFIA QUE ESTUDA O CLIMA Sucessão habitual de TEMPOS Ação momentânea da troposfera em um determinado lugar e período. ELEMENTOS

Leia mais

Manejo de ambiência para melhor produção avícola. Paulo Giovanni de Abreu - pabreu @cnpsa.embrapa.br

Manejo de ambiência para melhor produção avícola. Paulo Giovanni de Abreu - pabreu @cnpsa.embrapa.br Manejo de ambiência para melhor produção avícola Paulo Giovanni de Abreu - pabreu @cnpsa.embrapa.br Homeotermia Energia utilizada pelos homeotermos 20 % Manter a homeotermia 80% Produção ZONA DE SOBREVIVÊNCIA

Leia mais

FORMAS DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR ENTRE HOMEM E MEIO AMBIENTE

FORMAS DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR ENTRE HOMEM E MEIO AMBIENTE AMBIENTE TÉRMICO O ambiente térmico pode ser definido como o conjunto das variáveis térmicas do posto de trabalho que influenciam o organismo do trabalhador, sendo assim um fator importante que intervém,

Leia mais

Funcionamento de uma Torre de Resfriamento de Água

Funcionamento de uma Torre de Resfriamento de Água Funcionamento de uma Torre de Resfriamento de Água Giorgia Francine Cortinovis (EPUSP) Tah Wun Song (EPUSP) 1) Introdução Em muitos processos, há necessidade de remover carga térmica de um dado sistema

Leia mais

METEOROLOGIA OBSERVACIONAL I UMIDADE DO AR. Ar úmido CONCEITO DE AR SECO, AR ÚMIDO E AR SATURADO

METEOROLOGIA OBSERVACIONAL I UMIDADE DO AR. Ar úmido CONCEITO DE AR SECO, AR ÚMIDO E AR SATURADO METEOROLOGIA OBSERVACIONAL I UMIDADE DO AR COMET Professor: Ar úmido A água está presente em certo grau em toda atmosfera em três estados: sólido, líquido e gasoso. O estado gasoso, ou vapor de água atmosférico

Leia mais

Efeitos do estresse calórico sobre a produção e reprodução do gado leiteiro

Efeitos do estresse calórico sobre a produção e reprodução do gado leiteiro 1 Núcleo de Pesquisa, Ensino e Extensão em Pecuária www.ufpel.edu.br/nupeec Efeitos do estresse calórico sobre a produção e reprodução do gado leiteiro Marcelo Moreira Antunes Graduando em Medicina Veterinária

Leia mais

CUIDADO NA FORMULAÇÃO DE DIETAS VEGETAIS OU COM SUBPRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL.

CUIDADO NA FORMULAÇÃO DE DIETAS VEGETAIS OU COM SUBPRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL. Data: Junho/2005 CUIDADO NA FORMULAÇÃO DE DIETAS VEGETAIS OU COM SUBPRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL. 1. Introdução Milho e farelo de soja são os principais ingredientes utilizados na formulação de rações para

Leia mais

MODELOS DE AQUECIMENTO

MODELOS DE AQUECIMENTO MODELOS DE AQUECIMENTO Paulo Giovanni de Abreu D.Sc. - Área de Construções Rurais e Ambiência Embrapa Suínos e Aves Introdução Nos primeiros dias de vida, o sistema termorregulador das aves ainda não está

Leia mais

Climatologia GEOGRAFIA DAVI PAULINO

Climatologia GEOGRAFIA DAVI PAULINO Climatologia GEOGRAFIA DAVI PAULINO Efeito no clima sobre fatores socioeconômicos Agricultura População Diversidade global de climas Motivação! O Clima Fenômeno da atmosfera em si: chuvas, descargas elétricas,

Leia mais

BOLETIM de ENGENHARIA Nº 001/15

BOLETIM de ENGENHARIA Nº 001/15 BOLETIM de ENGENHARIA Nº 001/15 Este boletim de engenharia busca apresentar informações importantes para conhecimento de SISTEMAS de RECUPERAÇÃO de ENERGIA TÉRMICA - ENERGY RECOVERY aplicados a CENTRAIS

Leia mais

INFLUÊNCIA DA TEMPERATURA NA PRODUÇÃO DE FRANGOS DE CORTE

INFLUÊNCIA DA TEMPERATURA NA PRODUÇÃO DE FRANGOS DE CORTE INFLUÊNCIA DA TEMPERATURA NA PRODUÇÃO DE FRANGOS DE CORTE M. K. Eckman Departamento de Ciência Avícola Universidade de Auburn Auburn, AL 36849 5416 Prioridades Influência da Temperatura na Produção de

Leia mais

ANÁLISE PROJETUAL DA RESIDÊNCIA SMALL HOUSE TÓQUIO, JAPÃO.

ANÁLISE PROJETUAL DA RESIDÊNCIA SMALL HOUSE TÓQUIO, JAPÃO. UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO E DESIGN DISCIPLINA: CONFORTO AMBIENTAL 1 ANÁLISE PROJETUAL DA RESIDÊNCIA SMALL HOUSE TÓQUIO, JAPÃO. ARQUITETOS: KAZUYO SEJIMA E

Leia mais

Balanço de Volume, Sal e Calor nos Oceanos (Princípios de Conservação)

Balanço de Volume, Sal e Calor nos Oceanos (Princípios de Conservação) Balanço de Volume, Sal e Calor nos Oceanos (Princípios de Conservação) Conservação de Volume O princípio de conservação de volume ou Equação de Continuidade deriva do facto de a compressibilidade da água

Leia mais

XVI CONGRESSO DE PÓS-GRADUAÇÃO DA UFLA 22 a 26 de outubro de 2007

XVI CONGRESSO DE PÓS-GRADUAÇÃO DA UFLA 22 a 26 de outubro de 2007 SOFTWARE PARA DETERMINAÇÃO DE CUSTOS DE IMPLANTAÇÃO DE UMA GRANJA PARA CRIAÇÃO DE FRANGOS DE CORTE 1 FLÁVIO A. DAMASCENO 1 ; LEONARDO SCHIASSI 2 ; TADAYUKI YANAGI JR 3 ; GLEICE C. A. SILVA 2 ; VALCIMAR

Leia mais

Desempenho Térmico de edificações Aula 2: Conforto Térmico

Desempenho Térmico de edificações Aula 2: Conforto Térmico Desempenho Térmico de edificações PROFESSOR Roberto Lamberts ECV 5161 UFSC FLORIANÓPOLIS + humanas + ambientais + outras + balanço ter. + adaptativo + standard 55 estrutura variáveis cálculo 2 definição

Leia mais

Lista de Exercícios Professor Mário http://www.professormario.com.br mario@meson.pro.br

Lista de Exercícios Professor Mário http://www.professormario.com.br mario@meson.pro.br 1. (Unicamp 93) Um aluno simplesmente sentado numa sala de aula dissipa uma quantidade de energia equivalente à de uma lâmpada de 100W. O valor energético da gordura é de 9,0kcal/g. Para simplificar, adote

Leia mais

SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENGENHARIA DE SEGURAÇA SOBES

SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENGENHARIA DE SEGURAÇA SOBES EXPOSIÇÃO AO CALOR 1º PARTE Iniciaremos, com este, uma série de artigos, nos quais serão abordados sucintamente os conceitos necessários ao atendimento do assunto, bem como os diferentes processos de avaliação

Leia mais

MUDANÇAS CLIMÁTICAS E SUAS CONSEQUÊNCIAS NA AGRICULTURA ANALISE DA CULTURA DO ALGODOEIRO

MUDANÇAS CLIMÁTICAS E SUAS CONSEQUÊNCIAS NA AGRICULTURA ANALISE DA CULTURA DO ALGODOEIRO MUDANÇAS CLIMÁTICAS E SUAS CONSEQUÊNCIAS NA AGRICULTURA ANALISE DA CULTURA DO ALGODOEIRO ORIVALDO BRUNINI- JOÃO PAULO DE CARVALHO VANESSA BANCHIERI CIARELLI ANDREW PATRICK C,BRUNINI INSTITUTO AGRONÔMICO

Leia mais

Determinação da Fatura de Energia Elétrica de Uma Unidade Consumidora Utilizando o Software Energyplus

Determinação da Fatura de Energia Elétrica de Uma Unidade Consumidora Utilizando o Software Energyplus Determinação da Fatura de Energia Elétrica de Uma Unidade Consumidora Utilizando o Software Energyplus 1 Arnulfo Barroso Vasconcellos, Dr.; Fernando Novelo, Acad.; Luciana Oliveira da Silva, Eng.; Antônio

Leia mais

Elementos Climáticos CLIMA

Elementos Climáticos CLIMA CLIMA Elementos Climáticos O entendimento e a caracterização do clima de um lugar dependem do estudo do comportamento do tempo durante pelo menos 30 anos: das variações da temperatura e da umidade, do

Leia mais

FENÔMENOS DE TRANSPORTE 2 CONDICIONAMENTO DE AR E PSICOMETRIA

FENÔMENOS DE TRANSPORTE 2 CONDICIONAMENTO DE AR E PSICOMETRIA FENÔMENOS DE TRANSPORTE 2 CONDICIONAMENTO DE AR E PSICOMETRIA DEFINIÇÃO "Ar condicionado é um processo de tratamento de ar, que visa controlar simultaneamente a temperatura, a umidade, a pureza e a distribuição

Leia mais

OS CLIMAS DO BRASIL Clima é o conjunto de variações do tempo de um determinado local da superfície terrestre.

OS CLIMAS DO BRASIL Clima é o conjunto de variações do tempo de um determinado local da superfície terrestre. OS CLIMAS DO BRASIL Clima é o conjunto de variações do tempo de um determinado local da superfície terrestre. Os fenômenos meteorológicos ocorridos em um instante ou em um dia são relativos ao tempo atmosférico.

Leia mais

DEPARTAMENTO DE ARTES E ARQUITETURA CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO - ESCOLA EDGARD ALBUQUERQUE GRAEFF CONFORTO TÉRMICO PROF.

DEPARTAMENTO DE ARTES E ARQUITETURA CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO - ESCOLA EDGARD ALBUQUERQUE GRAEFF CONFORTO TÉRMICO PROF. DEPARTAMENTO DE ARTES E ARQUITETURA CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO - ESCOLA EDGARD ALBUQUERQUE GRAEFF CONFORTO TÉRMICO PROF. LEÔNIDAS ALBANO LISTA DE EXERCICIOS 1) Explique as relações entre perdas/ganhos

Leia mais

MERCOFRIO 2000 CONGRESSO DE AR CONDICIONADO, REFRIGERAÇÃO, AQUECIMENTO E VENTILAÇÃO DO MERCOSUL

MERCOFRIO 2000 CONGRESSO DE AR CONDICIONADO, REFRIGERAÇÃO, AQUECIMENTO E VENTILAÇÃO DO MERCOSUL MERCOFRIO 2000 CONGRESSO DE AR CONDICIONADO, REFRIGERAÇÃO, AQUECIMENTO E VENTILAÇÃO DO MERCOSUL ANÁLISE COMPARATIVA DAS TAXAS TRANSFERÊNCIA DE CALOR EM SISTEMAS DE CLIMATIZAÇÃO DO TIPO VOLUME DE AR CONSTANTE

Leia mais

Temperatura do solo e do ar

Temperatura do solo e do ar LCE 306 Meteorologia Agrícola Prof. Paulo Cesar Sentelhas Prof. Luiz Roberto Angelocci Aula # 6 Temperatura do solo e do ar ESALQ/USP 2009 Temperatura do ar e do solo Como vimos na aula de balanço de radiação

Leia mais

Efeitos de diferentes sistemas de acondicionamento ambiente sobre o desempenho produtivo de frangos de corte

Efeitos de diferentes sistemas de acondicionamento ambiente sobre o desempenho produtivo de frangos de corte Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental v.10, n.2, p.484 489, 2006 Campina Grande, PB, DEAg/UFCG http://www.agriambi.com.br Protocolo 029.05 29/03/2005 Aprovado em 29/12/2005 Efeitos de diferentes

Leia mais

b)condução.- O vapor d água e os aerossóis aquecidos, aquecerão por contato ou condução o restante da mistura do ar atmosférico, ou seja, o ar seco.

b)condução.- O vapor d água e os aerossóis aquecidos, aquecerão por contato ou condução o restante da mistura do ar atmosférico, ou seja, o ar seco. 4.3. Temperatura e transporte de Energia na Atmosfera ( Troposfera ).- A distribuição da energia solar na troposfera é feita através dos seguintes processos: a)radiação.- A radiação solar aquece por reflexão

Leia mais

21/9/2012. Produção de ovos no Brasil. Consumo mundial de ovos. Estados brasileiros produtores de ovos em 2011 PRODUÇÃO DE AVES NO BRASIL

21/9/2012. Produção de ovos no Brasil. Consumo mundial de ovos. Estados brasileiros produtores de ovos em 2011 PRODUÇÃO DE AVES NO BRASIL BEM-ESTAR ESTAR NA PRODUÇÃO DE AVES DE POSTURA PRODUÇÃO DE AVES NO BRASIL 1930-1960 Período comercial Piracicaba/SP Setembro de 2012 Dra. Aérica Cirqueira Nazareno Pesquisadora - NUPEA A criação de aves

Leia mais

CLIMA I. Fig. 8.1 - Circulação global numa Terra sem rotação (Hadley)

CLIMA I. Fig. 8.1 - Circulação global numa Terra sem rotação (Hadley) CAPÍTULO 8 CIRCULAÇÃO ATMOSFÉRICA 1 CLIMA I 8.1 CIRCULAÇÃO GLOBAL IDEALIZADA Nosso conhecimento dos ventos globais provém dos regimes observados de pressão e vento e de estudos teóricos de movimento dos

Leia mais

A psicrometria é a parte da termodinâmica que tem por objetivo o estudo das propriedade do ar úmido.

A psicrometria é a parte da termodinâmica que tem por objetivo o estudo das propriedade do ar úmido. 16 3 PSICROMETRIA A psicrometria é a parte da termodinâmica que tem por objetivo o estudo das propriedade do ar úmido. 3.1 CARTA PSICROMÉTRICA É um ábaco que permite representar graficamente as evoluções

Leia mais

Fenômenos e mudanças climáticos

Fenômenos e mudanças climáticos Fenômenos e mudanças climáticos A maioria dos fenômenos climáticos acontecem na TROPOSFERA. Camada inferior da atmosfera que vai do nível do mar até cerca de 10 a 15 quilômetros de altitude. Nuvens, poluição,

Leia mais

Clima e Formação Vegetal. O clima e seus fatores interferentes

Clima e Formação Vegetal. O clima e seus fatores interferentes Clima e Formação Vegetal O clima e seus fatores interferentes O aquecimento desigual da Terra A Circulação atmosférica global (transferência de calor, por ventos, entre as diferentes zonas térmicas do

Leia mais

TRABALHO 1 - ANÁLISE PROJETUAL

TRABALHO 1 - ANÁLISE PROJETUAL UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA CONFORTO AMBIENTAL I PROFª RITA SARAMAGO TRABALHO 1 - ANÁLISE PROJETUAL PROJETO: SUGAWARADAISUKE ARCHITECTS LOANY GONZAGA.LUIZA DALVI.MÁRCIA MICHELLE.THAÍS MARA 1.ANÁLISE

Leia mais

O conforto térmico como um processo de adaptação ambiental: repensando os padrões da habitação em São Paulo Joana Carla Soares Gonçalves

O conforto térmico como um processo de adaptação ambiental: repensando os padrões da habitação em São Paulo Joana Carla Soares Gonçalves O conforto térmico como um processo de adaptação ambiental: repensando os padrões da habitação em São Paulo Joana Carla Soares Gonçalves O conceito mais atual de conforto térmico é aquele que relaciona

Leia mais

TEMPERATURA E TERMORREGULAÇÃO TERMORREGULAÇÃO ENDOTÉRMICA

TEMPERATURA E TERMORREGULAÇÃO TERMORREGULAÇÃO ENDOTÉRMICA TEMPERATURA E TERMORREGULAÇÃO TERMORREGULAÇÃO ENDOTÉRMICA Animais endotermos Geram seu próprio calor produção metabólica Possuem condutividade térmica baixa (isolamento alto) Endotermia Alto custo metabólico:

Leia mais

Unidade de pressão 1 atm = 760 mmhg = 1013,3 mb = 1013,3 hpa = 101,33 kpa

Unidade de pressão 1 atm = 760 mmhg = 1013,3 mb = 1013,3 hpa = 101,33 kpa Umidade do ar O ar atmosférico é composto de constituintes não variáveis e variáveis dentre eles destacamos o água na forma de vapor. A presença de água na forma de vapor d água na atmosfera além de atuar

Leia mais

USO DE CONCENTRADOS PARA VACAS LEITEIRAS

USO DE CONCENTRADOS PARA VACAS LEITEIRAS USO DE CONCENTRADOS PARA VACAS LEITEIRAS Ivan Pedro de O. Gomes, Med.Vet., D.Sc. Professor do Departamento de Zootecnia CAV/UDESC. e-mail: a2ipog@cav.udesc.br A alimentação constitui-se no principal componente

Leia mais

TERMODINÂMICA EXERCÍCIOS RESOLVIDOS E TABELAS DE VAPOR

TERMODINÂMICA EXERCÍCIOS RESOLVIDOS E TABELAS DE VAPOR TERMODINÂMICA EXERCÍCIOS RESOLVIDOS E TABELAS DE VAPOR Prof. Humberto A. Machado Departamento de Mecânica e Energia DME Faculdade de Tecnologia de Resende - FAT Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Leia mais

CARACTERIZAÇÃO DA VELOCIDADE E DIREÇÃO DO VENTO NA REGIÃO SUL NA CIDADE DE GOIÂNIA GOIÁS

CARACTERIZAÇÃO DA VELOCIDADE E DIREÇÃO DO VENTO NA REGIÃO SUL NA CIDADE DE GOIÂNIA GOIÁS CARACTERIZAÇÃO DA VELOCIDADE E DIREÇÃO DO VENTO NA REGIÃO SUL NA CIDADE DE GOIÂNIA GOIÁS Rosidalva Lopes Feitosa da Paz 1, Andre de Oliveira Amorim 2 e Raimundo Mainar de Medeiros 3 1 Física e Coordenadora

Leia mais

INFLUÊNCIA DAS CONDIÇÕES TÉRMICAS DA ESPERA PRÉ-ABATE NA MORTALIDADE DE FRANGOS DE CORTE

INFLUÊNCIA DAS CONDIÇÕES TÉRMICAS DA ESPERA PRÉ-ABATE NA MORTALIDADE DE FRANGOS DE CORTE INFLUÊNCIA DAS CONDIÇÕES TÉRMICAS DA ESPERA PRÉ-ABATE NA MORTALIDADE DE FRANGOS DE CORTE Autor 1 ; Autora 1 ; Autora 2 ; Autor 3 & Autor 1 1 Grupo de Construções Rurais e Ambiência GCAMB - DEAG/UFCG. Av.

Leia mais

Módulo VIII - 1ª Lei da Termodinâmica Aplicada a Volume de Controle: Regime Permanente, Dispositivos de Engenharia com Escoamento e Regime Transiente.

Módulo VIII - 1ª Lei da Termodinâmica Aplicada a Volume de Controle: Regime Permanente, Dispositivos de Engenharia com Escoamento e Regime Transiente. Módulo VIII - 1ª Lei da Termodinâmica Aplicada a Volume de Controle: Regime Permanente, Dispositivos de Engenharia com Escoamento e Regime Transiente. Bocais e Difusores São normalmente utilizados em motores

Leia mais

Janine Coutinho Canuto

Janine Coutinho Canuto Janine Coutinho Canuto Termologia é a parte da física que estuda o calor. Muitas vezes o calor é confundido com a temperatura, vamos ver alguns conceitos que irão facilitar o entendimento do calor. É a

Leia mais

Módulo VII - 1ª Lei da Termodinâmica Aplicada a Volume de Controle: Princípio de Conservação da Massa. Regime Permanente.

Módulo VII - 1ª Lei da Termodinâmica Aplicada a Volume de Controle: Princípio de Conservação da Massa. Regime Permanente. Módulo VII - 1ª Lei da Termodinâmica Aplicada a Volume de Controle: Princípio de Conservação da Massa. Regime Permanente. Conservação da Massa A massa, assim como a energia, é uma propriedade que se conserva,

Leia mais

01- O que é tempo atmosférico? R.: 02- O que é clima? R.:

01- O que é tempo atmosférico? R.: 02- O que é clima? R.: PROFESSOR: EQUIPE DE GEOGRAFIA BANCO DE QUESTÕES - GEOGRAFIA - 6º ANO - ENSINO FUNDAMENTAL ============================================================================================= TEMPO ATMOSFÉRICO

Leia mais

Ventilação Aplicada à Engenharia de Segurança do Trabalho

Ventilação Aplicada à Engenharia de Segurança do Trabalho UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO ESPECIALIZAÇÃO em ENGENHARIA de SEGURANÇA do TRABALHO Ventilação Aplicada à Engenharia de Segurança do Trabalho (3ª Aula) Prof. Alex Maurício Araújo Recife - 2009 VGD

Leia mais

Comparação entre Variáveis Meteorológicas das Cidades de Fortaleza (CE) e Patos (PB)

Comparação entre Variáveis Meteorológicas das Cidades de Fortaleza (CE) e Patos (PB) Comparação entre Variáveis Meteorológicas das Cidades de Fortaleza (CE) e Patos (PB) F. D. A. Lima 1, C. H. C. da Silva 2, J. R. Bezerra³, I. J. M. Moura 4, D. F. dos Santos 4, F. G. M. Pinheiro 5, C.

Leia mais

COLÉGIO SÃO JOSÉ PROF. JOÃO PAULO PACHECO GEOGRAFIA 1 EM 2011

COLÉGIO SÃO JOSÉ PROF. JOÃO PAULO PACHECO GEOGRAFIA 1 EM 2011 COLÉGIO SÃO JOSÉ PROF. JOÃO PAULO PACHECO GEOGRAFIA 1 EM 2011 O Sol e a dinâmica da natureza. O Sol e a dinâmica da natureza. Cap. II - Os climas do planeta Tempo e Clima são a mesma coisa ou não? O que

Leia mais

CAPÍTULO 1. Interação Animal-Ambiente. http://dx.doi.org/10.5935/1981-2965.2013b004.1

CAPÍTULO 1. Interação Animal-Ambiente. http://dx.doi.org/10.5935/1981-2965.2013b004.1 CAPÍTULO 1 http://dx.doi.org/10.5935/1981-2965.2013b004.1 Interação Animal-Ambiente Arnaud Azevêdo Alves Ronaldo de Oliveira Sales Danielle Maria Machado Ribeiro Azevêdo Abelardo Ribeiro de Azevêdo Francisco

Leia mais

PROVA DE FÍSICA 2º ANO - 2ª MENSAL - 1º TRIMESTRE TIPO A

PROVA DE FÍSICA 2º ANO - 2ª MENSAL - 1º TRIMESTRE TIPO A PROVA DE FÍSICA 2º ANO - 2ª MENSAL - 1º TRIMESTRE TIPO A 01) Baseado no que foi visto no laboratório sobre transmissão de calor, analise as alternativas abaixo. I. A convecção térmica só ocorre nos fluidos,

Leia mais

arquitetura bioclimática e desempenho térmico t edificações

arquitetura bioclimática e desempenho térmico t edificações PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA CIVIL Construção Metálica Escola de Minas Universidade Federal de Ouro Preto arquitetura bioclimática e desempenho térmico t de edificações Henor Artur de Souza

Leia mais

RICARDO BRAUER VIGODERIS

RICARDO BRAUER VIGODERIS RICARDO BRAUER VIGODERIS DESENVOLVIMENTO DE UM PROTÓTIPO PARA RESFRIAMENTO ADIABÁTICO EVAPORATIVO, EM INSTALAÇÕES CLIMATIZADAS PARA ANIMAIS, USANDO ARGILA EXPANDIDA. Tese apresentada à Universidade Federal

Leia mais

UniSoma Computação Ltda

UniSoma Computação Ltda Projeto Frango Ótimo Este projeto envolveu, no período de novembro de 2003 a dezembro de 2004, a implantação de Módulos do Sistema PIPA nos vários frigoríficos de abate de frangos da Perdigão S.A. Descrição

Leia mais

3. Calorimetria. 3.1. Conceito de calor

3. Calorimetria. 3.1. Conceito de calor 3. Calorimetria 3.1. Conceito de calor As partículas que constituem um corpo estão em constante movimento. A energia associada ao estado de movimento das partículas faz parte da denominada energia intera

Leia mais

Desenho e Projeto de Tubulação Industrial Nível II

Desenho e Projeto de Tubulação Industrial Nível II Desenho e Projeto de Tubulação Industrial Nível II Módulo IV Aula 01 1. Introdução Vamos estudar as torres de refrigeração que são muito utilizadas nas instalações de ar condicionado nos edifícios, na

Leia mais

MANEJO PRÉ-ABATE DE FRANGOS DE CORTE EM DIAS FRIOS OS CUIDADOS COM A AMBIÊNCIA E BEM-ESTAR DAS AVES TRANSPORTADAS DURANTE O INVERNO

MANEJO PRÉ-ABATE DE FRANGOS DE CORTE EM DIAS FRIOS OS CUIDADOS COM A AMBIÊNCIA E BEM-ESTAR DAS AVES TRANSPORTADAS DURANTE O INVERNO 78 MANEJO PRÉ-ABATE DE FRANGOS DE CORTE EM DIAS FRIOS OS CUIDADOS COM A AMBIÊNCIA E BEM-ESTAR DAS AVES TRANSPORTADAS DURANTE O INVERNO IRAN JOSÉ OLIVEIRA DA SILVA 1 FREDERICO MÁRCIO CORRÊA VIEIRA 2 RESUMO

Leia mais

Estudo comparativo do comportamento térmico de quatro sistemas de cobertura. Um estudo experimental para a reação frente ao calor.

Estudo comparativo do comportamento térmico de quatro sistemas de cobertura. Um estudo experimental para a reação frente ao calor. Estudo comparativo do comportamento térmico de quatro sistemas de cobertura. Um estudo experimental para a reação frente ao calor. Francisco Vecchia Departamento de Hidráulica e Saneamento Escola de Engenharia

Leia mais

O Programa Computacional GRAPSI

O Programa Computacional GRAPSI 1 Os Fundamentos do GRAPSI O Programa Computacional GRAPSI Prof. Evandro de Castro Melo, DS A determinação das propriedades psicrométricas do ar é uma tarefa freqüente para muitos profissionais da área

Leia mais

Armazenamento de energia

Armazenamento de energia Universidade do Vale do Rio dos Sinos UNISINOS Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica 3 º. trimestre, 2015 A energia solar é uma fonte de energia dependente do tempo. As necessidades de energia

Leia mais

4 SISTEMAS E EQUIPAMENTOS DE CLIMATIZAÇÃO

4 SISTEMAS E EQUIPAMENTOS DE CLIMATIZAÇÃO 35 4 SISTEMAS E EQUIPAMENTOS DE CLIMATIZAÇÃO Em uma instalação de ar condicionado quando o circuito de refrigeração estiver desligado, teremos uma instalação de ventilação simples, onde são controlados

Leia mais

Climatologia. humanos, visto que diversas de suas atividades

Climatologia. humanos, visto que diversas de suas atividades Climatologia É uma parte da que estuda o tempo e o clima cientificamente, utilizando principalmente técnicas estatísticas na obtenção de padrões. É uma ciência de grande importância para os seres humanos,

Leia mais

CUSTOS DE PRODUÇÃO DE FRANGOS E SUÍNOS PARANÁ

CUSTOS DE PRODUÇÃO DE FRANGOS E SUÍNOS PARANÁ CUSTOS DE PRODUÇÃO DE FRANGOS E SUÍNOS PARANÁ Curitiba, 2007 ÍNDICE CUSTO DE PRODUÇÃO DE FRANGO DE CORTE... 1 I CARACTERÍSTICAS DA PROPRIEDADE... 1 II CARACTERÍSTICAS DA EXPLORAÇÃO... 1 III CONSTRUÇÕES...

Leia mais

INCUBAÇÃO ARTIFICIAL. Alexandre Pires Rosa. alexandreprosa@smail.ufsm.br. Elenice Zucuni Franco. elenicefranco@mail.ufsm.br

INCUBAÇÃO ARTIFICIAL. Alexandre Pires Rosa. alexandreprosa@smail.ufsm.br. Elenice Zucuni Franco. elenicefranco@mail.ufsm.br INCUBAÇÃO ARTIFICIAL alexandreprosa@smail.ufsm.br Elenice Zucuni Franco elenicefranco@mail.ufsm.br QUALIDADE DA CASCA Segurança Considerações iniciais CUIDADOS NA INCUBAÇÃO ARTIFICIAL NA ARMAZENAGEM Posição:

Leia mais

Lista 04. F.02 Espelhos Planos e Esféricos

Lista 04. F.02 Espelhos Planos e Esféricos F.02 Espelhos Planos e Esféricos 2º Série do Ensino Médio Turma: Turno: Vespertino Lista 03 Lista 04 Questão 01) Obedecendo às condições de Gauss, um espelho esférico fornece, de um objeto retilíneo de

Leia mais

MODELOS ESTATÍSTICOS DE QUANTIFICAÇÃO DA PRECIPITAÇÃO ASSOCIADA AS PASSAGENS FRONTAIS NO RIO GRANDE DO SUL. por

MODELOS ESTATÍSTICOS DE QUANTIFICAÇÃO DA PRECIPITAÇÃO ASSOCIADA AS PASSAGENS FRONTAIS NO RIO GRANDE DO SUL. por 503 MODELOS ESTATÍSTICOS DE QUANTIFICAÇÃO DA PRECIPITAÇÃO ASSOCIADA AS PASSAGENS FRONTAIS NO RIO GRANDE DO SUL por Emma Giada Matschinski e Prakki Satyamurty CPTEC - Instituto de Pesquisas Espaciais -

Leia mais

AVALIAÇÃO SISTEMÁTICA DO GRAU DE DESCONFORTO PARA A CIDADE DE PELOTAS/RS ABSTRACT

AVALIAÇÃO SISTEMÁTICA DO GRAU DE DESCONFORTO PARA A CIDADE DE PELOTAS/RS ABSTRACT AVALIAÇÃO SISTEMÁTICA DO GRAU DE DESCONFORTO PARA A CIDADE DE PELOTAS/RS CLAUDIA GUIMARÃES CAMARGO Bolsista do grupo PET do curso de Meteorologia / FacMet / UFPel e-mail : camargo@ufpel.tche.br CARINA

Leia mais

DESEMPENHO DE ALGUNS SISTEMAS DE COBERTURA PARA AVIÁRIOS

DESEMPENHO DE ALGUNS SISTEMAS DE COBERTURA PARA AVIÁRIOS DESEMPENHO DE ALGUNS SISTEMAS DE COBERTURA PARA AVIÁRIOS HOLMER SAVASTANO JR. (1), IRAN J.O. SILVA (2), PEDRO H.C. LUZ (3), DOUGLAS E. FARIA (4). RESUMO Este estudo analisa comparativamente o desempenho

Leia mais

Aviagen Brief - Optimizing Broiler FCR, June 2011

Aviagen Brief - Optimizing Broiler FCR, June 2011 Aviagen Brief - Optimizing Broiler FCR, June 2011 AviagenBrief Dezembro / 2011 Otimizando a Taxa de Conversão Alimentar do Frango de Corte Este artigo foi elaborado especificamente para produtores de aves

Leia mais

Biofísica. Patrícia de Lima Martins

Biofísica. Patrícia de Lima Martins Biofísica Patrícia de Lima Martins 1. Conceito É uma ciência interdisciplinar que aplica as teorias, a metodologia, conhecimentos e tecnologias da Matemática, Química e Física para resolver questões da

Leia mais

g= 10 m.s c = 3,0 10 8 m.s -1 h = 6,63 10-34 J.s σ = 5,7 10-8 W.m -2 K -4

g= 10 m.s c = 3,0 10 8 m.s -1 h = 6,63 10-34 J.s σ = 5,7 10-8 W.m -2 K -4 TESTE DE FÍSICO - QUÍMICA 10 º Ano Componente de Física A Duração do Teste: 90 minutos Relações entre unidades de energia W = F r 1 TEP = 4,18 10 10 J Energia P= t 1 kw.h = 3,6 10 6 J Q = mc θ P = U i

Leia mais

FERRAMENTAS E PRÁTICAS DE BAIXO CUSTO PARA MELHORAR O BEM-ESTAR DE ANIMAIS DE PRODUÇÃO. Irenilza de Alencar Nääs

FERRAMENTAS E PRÁTICAS DE BAIXO CUSTO PARA MELHORAR O BEM-ESTAR DE ANIMAIS DE PRODUÇÃO. Irenilza de Alencar Nääs FERRAMENTAS E PRÁTICAS DE BAIXO CUSTO PARA MELHORAR O BEM-ESTAR DE ANIMAIS DE PRODUÇÃO Irenilza de Alencar Nääs 1 O Brasil é um dos maiores produtores de aves no mundo. Crescimento mundial do consumo Preocupação

Leia mais

Manejo Racional e Manejo Pré-abate de Bovinos

Manejo Racional e Manejo Pré-abate de Bovinos Manejo Racional e Manejo Pré-abate de Bovinos Dr. Adriano Gomes Páscoa Zootecnista ETCO / FCAV http://estudiopratiqueyoga.blogspot.com/2009_11_01_archive.html OS CUSTOS DA FALTA DE CONHECIMENTO (problemas

Leia mais

RESOLUÇÕES E COMENTÁRIOS DAS

RESOLUÇÕES E COMENTÁRIOS DAS 1 RESOLUÇÕES E COMENTÁRIOS DAS QUESTÕES ( ) I Unidade ( ) II Unidade ( x ) III Unidade FÍSICA E GEOGRAFIA Curso: Ensino Fundamental Ano: 1.º Turma: ABCDEFG Data: / / 11 009 Física Profs. 1. Resolução I

Leia mais

Massas de Ar e Frentes

Massas de Ar e Frentes Massas de Ar e Frentes Propriedades das Massas de Ar Massas de Ar adquirem as propriedades da superfície subjacente As massas de ar são classificadas de acordo com seu local de origem Características

Leia mais

AVALIAÇÃO DOS ÍNDICES ZOOTÉCNICOS DOS INTEGRADOS DA EMPRESA FRANGO AMERICANO

AVALIAÇÃO DOS ÍNDICES ZOOTÉCNICOS DOS INTEGRADOS DA EMPRESA FRANGO AMERICANO AVALIAÇÃO DOS ÍNDICES ZOOTÉCNICOS DOS INTEGRADOS DA EMPRESA FRANGO AMERICANO INTRODUÇÃO O sistema de integração surgiu em Santa Catarina no início dos anos de 196 e é definido como uma parceria existente

Leia mais

CAPÍTULO 13 OS CLIMAS DO E DO MUNDOBRASIL

CAPÍTULO 13 OS CLIMAS DO E DO MUNDOBRASIL CAPÍTULO 13 OS CLIMAS DO E DO MUNDOBRASIL 1.0. Clima no Mundo A grande diversidade verificada na conjugação dos fatores climáticos pela superfície do planeta dá origem a vários tipos de clima. Os principais

Leia mais

Capítulo 4 Umidade atmosférica e precipitação. Introdução a Hidrologia de Florestas

Capítulo 4 Umidade atmosférica e precipitação. Introdução a Hidrologia de Florestas Introdução a Hidrologia de Florestas Setembro 2004 João Vianei Soares 1 Capítulo 4 Umidade atmosférica e precipitação Introdução a Hidrologia de Florestas A. Umidade atmosférica A soma de todo o vapor

Leia mais

PUBVET, Publicações em Medicina Veterinária e Zootecnia.

PUBVET, Publicações em Medicina Veterinária e Zootecnia. PUBVET, Publicações em Medicina Veterinária e Zootecnia. Concepções arquitetônicas das instalações utilizadas para a produção avícola visando o conforto térmico em climas tropicais e subtropicais Flávio

Leia mais

Efeitos do Ambiente Tropical sobre a Produção Animal

Efeitos do Ambiente Tropical sobre a Produção Animal Efeitos do Ambiente Tropical sobre a Produção Animal 1. Introdução Ana Maria Bridi Um dos grandes desafios da pecuária moderna está relacionado a exploração do máximo potencial genético do animal, tanto

Leia mais

Sistema Baseado em Regras Fuzzy para Avaliação do Efeito de Lâminas de Irrigação na Produtividade e Diâmetro da Raiz de Cultivares de Beterraba

Sistema Baseado em Regras Fuzzy para Avaliação do Efeito de Lâminas de Irrigação na Produtividade e Diâmetro da Raiz de Cultivares de Beterraba Sistema Baseado em Regras Fuzzy para Avaliação do Efeito de Lâminas de Irrigação na Produtividade e Diâmetro da Raiz de Cultivares de Beterraba Alexsandro O. da Silva, Paulo R. Isler, Joselina S. Correia

Leia mais

Universidade de São Paulo Departamento de Geografia Disciplina: Climatologia I. Radiação Solar

Universidade de São Paulo Departamento de Geografia Disciplina: Climatologia I. Radiação Solar Universidade de São Paulo Departamento de Geografia Disciplina: Climatologia I Radiação Solar Prof. Dr. Emerson Galvani Laboratório de Climatologia e Biogeografia LCB Na aula anterior verificamos que é

Leia mais

AviagenBrief. Manejo da Fase de Crescimento - Frango de Corte. Resumo. Aviagen Brief - Optimizing Broiler FCR, June 2011.

AviagenBrief. Manejo da Fase de Crescimento - Frango de Corte. Resumo. Aviagen Brief - Optimizing Broiler FCR, June 2011. Aviagen Brief - Optimizing Broiler FCR, June 2011 AviagenBrief Manejo da Fase de Crescimento - Frango de Corte Equipe Técnica da Turquía, Oriente Médio e África Janeiro / 2012 Resumo Introdução Melhorias

Leia mais

Geografia - Clima e formações vegetais

Geografia - Clima e formações vegetais Geografia - Clima e formações vegetais O MEIO NATURAL Clima e formações vegetais 1. Estado do tempo e clima O que é a atmosfera? A atmosfera é a camada gasosa que envolve a Terra e permite a manutenção

Leia mais

Aeração de Grãos Armazenados 1. SILVA, Luís César (enviar e-mail: www.agais.com)

Aeração de Grãos Armazenados 1. SILVA, Luís César (enviar e-mail: www.agais.com) Aeração de Grãos Armazenados 1 SILVA, Luís César (enviar e-mail: www.agais.com) 1. Introdução Em unidades armazenadoras de grãos, o ar é empregado em diversas atividades que envolvem troca de calor e,

Leia mais

PROGNÓSTICO DE ESTAÇÃO PARA A PRIMAVERA DE 2001. TRIMESTRE Outubro-Novembro-Dezembro.

PROGNÓSTICO DE ESTAÇÃO PARA A PRIMAVERA DE 2001. TRIMESTRE Outubro-Novembro-Dezembro. 1 PROGNÓSTICO DE ESTAÇÃO PARA A PRIMAVERA DE 2001 TRIMESTRE Outubro-Novembro-Dezembro. A Primavera começa este ano às 22h04min (hora de Brasília), no dia 22 de setembro e termina às 17h20min (horário de

Leia mais

Simulado ENEM. a) 75 C b) 65 C c) 55 C d) 45 C e) 35 C

Simulado ENEM. a) 75 C b) 65 C c) 55 C d) 45 C e) 35 C 1. Um trocador de calor consiste em uma serpentina, pela qual circulam 18 litros de água por minuto. A água entra na serpentina à temperatura ambiente (20 C) e sai mais quente. Com isso, resfria-se o líquido

Leia mais

CAPÍTULO 2 A ATMOSFERA TERRESTRE

CAPÍTULO 2 A ATMOSFERA TERRESTRE CAPÍTULO 2 A ATMOSFERA TERRESTRE 1.0. O Universo O Universo que pode ser observado pelo homem abrange milhões e milhões de quilômetros. Dentro desse Universo existem incontáveis galáxias, destacando-se

Leia mais