TATIANA DOS SANTOS FERREIRA Bacharel em Administração UFMS/CPAQ

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "TATIANA DOS SANTOS FERREIRA Bacharel em Administração UFMS/CPAQ"

Transcrição

1 PROCESSO PRODUTIVO DE CIMENTO: PARADAS NÃO PROGRAMADAS NO COPROCESSAMENTO TATIANA DOS SANTOS FERREIRA Bacharel em Administração UFMS/CPAQ DANIELA ALTHOFF PHILIPPI, MSc. Professora Assistente do Curso de Administração UFMS/CPAQ MARLY FONSECA NUNES, MSc. Professora Assistente do Curso de Administração UFMS/CPAQ RESUMO Este artigo apresenta uma pesquisa cujo objetivo foi analisar as causas das paradas não programadas que ocorrem na atividade de coprocessamento de resíduo industrial da fabricação de cimento tipo portland. O coprocessamento é uma eficiente alternativa de destruição de resíduos que, atuando junto ao processo produtivo de cimento, contribui para a redução de impactos negativos ao meio ambiente. No coprocessamento, os resíduos são incinerados nos fornos de produção de cimento, durante o processo de clinquerização, a uma temperatura que permite a sua destruição total, bem como a geração de energia térmica. Inicialmente, buscou-se descrever os passos do processo produtivo e a gestão de resíduos da unidade produtiva. A partir disso, foram identificadas as ações de manutenção existentes e as principais causas de paradas não programadas. Trata-se de um estudo de caso em que os dados foram coletados em documentos, observação e entrevistas. Constatou-se que as principais causas das paradas não programadas no coprocessamento são relacionadas aos próprios resíduos, aos desajustes, às quebras dos equipamentos e a variáveis externas. Apresentam-se contribuições para a empresa, para o meio ambiente e para a sociedade, pois os resultados indicam ações para atenuar ou eliminar as paradas no coprocessamento. ABSTRACT This article presents a research about an analysis of the production process stops which occur in an industrial manufacturing of portland cement. The coprocessing is a powerful alternative to the waste s destruction that, acting together to the cement productive process, contributes to the reduction of negative impacts on the environment. In the coprocessing, the waste is incinerated in cement kilns, during the process of burning at a temperature that allows its complete destruction, as well as the generation of thermal energy. The research describes the production process steps and its waste management. Then, maintenance actions and the main causes of the production process stops are identified. This is a case study in which the data were collected by documents and interviews. It was noted that the main causes of the production process stops are related to the waste, the misfits, the equipments cutbacks and the external variables. The contributions to the company, the environment and the human society were showed, because the results indicate actions to mitigate or eliminate the stops in coprocessing. Palavras-chave: Paradas não programadas, coprocessamento, resíduos.

2 1. INTRODUÇÃO A necessidade de produzir mais, bem como, a responsabilidade de se desenvolverem de maneira sustentável, tem levado as empresas a buscarem constantemente novas alternativas de atuação mais eficazes, tanto no âmbito econômico, quanto social e ambiental. Uma das características inseparáveis dos processos produtivos dessas mesmas empresas, especialmente as do ramo industrial, é a geração de resíduos que se tornam passivos quando dispostos de maneira inadequada no meio ambiente, com potencial de danos à saúde humana e ao equilíbrio ambiental (causadores de poluição do ar, das águas e do solo), nos mais diversos níveis de periculosidade. As alternativas tradicionais e legalmente amparadas mais comumente adotadas para a disposição de resíduos oriundos das atividades industriais são os aterros e os incineradores tradicionais. Nos aterros, os resíduos ficam armazenados sob condições controladas, contudo, sua presença caracteriza um risco eminente ao que se refere à poluição dos solos e dos lençóis freáticos. Já os incineradores tratam os resíduos de maneira ineficiente através de um processo gerador de um novo tipo de resíduo, as cinzas, resultantes da queima de materiais de todas as classes, desde materiais inertes até materiais de alto grau de toxidade (ABCP, 2009). As fábricas de cimento portland sugerem uma nova alternativa: a incorporação de resíduos industriais durante a produção de clinquer, incinerados em seus fornos que atingem uma temperatura de até 1450º, realizando assim a destruição total desses resíduos, sem prejuízo a qualidade de seu produto. A esse processo dá-se o nome de coprocessamento, pois o resíduo é também uma fonte para geração de energia térmica, sendo ele um combustível alternativo à utilização de coque de petróleo, de gás GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) e moinha vegetal (pó de carvão vegetal). Além dos benefícios econômicos e sociais gerados pelos diversos produtos derivados, o cimento também contribui, em seu processo produtivo, para retirar resíduos do meio ambiente [...] A indústria do cimento coloca seus fornos à disposição de outros setores para a eliminação de resíduos industriais. Essa alternativa de destruição de resíduos, considerada uma das mais eficientes, é denominada coprocessamento. Além dos benefícios ao meio ambiente, é uma atividade que gera empregos diretos e indiretos e é regulamentada, em nível nacional, pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (ABCP ). Segundo o DRE Demonstrativo de Resultado do Exercício da empresa (2009), o consumo de energia térmica representa mais de um terço (1/3) do custo operacional e caracteriza individualmente o maior custo para a produção de cimento. Portanto, a melhora no desempenho da gestão e da operacionalização desse processo representa ganho real em retorno financeiro, já que a substituição de energia térmica gerada por combustíveis tradicionais de alto custo é parcialmente suprida pela utilização de combustíveis alternativos - os resíduos. Diante disso, este artigo apresenta uma pesquisa cujo objetivo foi analisar as causas das paradas não programadas que ocorrem na cadeia produtiva de coprocessamento de resíduo industrial da fabricação de cimento tipo portland de uma unidade fabril. Para alcançar tal objetivo inicialmente foram descritos os passos do processo produtivo para então verificar como é a gestão de resíduos da Unidade Produtiva e se havia uma sistemática de manutenção preventiva e, a partir disso, identificar os principais agentes causadores de paradas não programadas.

3 2. BASE TEÓRICA 2.1. Administração da Produção Toda empresa produz bens e serviços pela transformação de bens tangíveis, agregando-lhes valor. Esse processo denomina-se produção (MARTINS e LAUGENI, 2006). A produção utiliza-se de recursos para agregar valor aos inputs (entradas) de forma a produzir outputs (saídas) de maior valor final: a produção envolve um conjunto de recursos de input usado para transformar algo ou para ser transformado em outputs de bens e serviços (SLACK, CHAMBERS e JOHNSTON, 2002, p. 36). A administração da produção visa o alcance de seus objetivos produtividade, qualidade, produção ao menor custo possível que são viabilizados pelo planejamento eficaz do processo produtivo, pela organização que otimiza a produção de bens e serviços, pela direção que orienta os rumos para o alcance de objetivos e finalmente, pelo controle, onde se detectam as falhas que passaram despercebidas, possibilitando a tomada de medidas para o alcance de melhores resultados, continuamente. Enfim, a administração da produção trata da maneira pela qual as organizações produzem bens e serviços (SLACK, CHAMBERS E JOHNSTON, 2000, p. 29). Diante do cenário mundial atual, as empresas buscam, cada vez mais, a contínua melhoria de seus processos e produtos para que possam se manter competitivas e lucrativas para então sobreviverem às constantes mutações no mercado global Capacidade produtiva e produtividade Na administração da produção, busca-se, fundamentalmente, o aumento da capacidade produtiva e da produtividade. A capacidade produtiva consiste, segundo Slack apud Beckedorff e Garcia (2007), no nível máximo de atividades ou quantidades de um produto de valor adicionado, em determinado período de tempo, que um processo pode realizar sob condições normais de operação. Erdmann (2000) complementa que para aumentar a capacidade produtiva é necessário analisar todos os fatores capazes de restringi-la: a capacidade dos equipamentos, as horas disponíveis para produção, instalações, mix de produtos, sequência do processo, disponibilidade e capacitação humana, recursos financeiros, insumos utilizados, além da influência de fatores externos como a qualidade exigida para os produtos e a legislação pertinente (ERDMANN, 2000). Produtividade é a procura por melhores métodos de trabalho e processos de produção, com o objetivo de se obter maiores ganhos em seus índices ao menor custo possível. Para Gaither e Frazier (2002), a produtividade é uma arma competitiva aliada na batalha por fatias de mercado às empresas mais flexíveis e competitivas quanto ao custo e ao preço agregado a seus processos, produtos e serviços, ou seja, a tendência atual e futura é a de que a produtividade das empresas seja fator determinante para sua sobrevivência. Martins e Laugeni (2006) apontam como benefícios recorrentes do aumento da produtividade: maiores lucros e salários, menores preços e mais impactos positivos no nível de vida da sociedade O processo produtivo Na administração da produção, para que se busque o aumento da produtividade e da capacidade produtiva é necessário analisar e continuamente aprimorar o processo de produção, também conhecido como projeto do processo, que tem a finalidade de determinar o melhor método de produção em todas as suas etapas, com a finalidade de obter um produto que satisfaça

4 as especificações determinadas no projeto do produto, ao menor custo (GAITHER e FRAZIER, 2002, p. 103). O projeto do processo interage com o projeto do produto de forma que um não pode ser totalmente especificado até que o outro tenha sido minuciosamente detalhado, e para que esse detalhamento aconteça, é necessário que se considere o potencial do processo. O projeto do produto, por sua vez, detalha o produto através de desenhos, especifica as dimensões e tolerâncias, resistência, aparência, características de acabamento, desempenho, consumo, entre outras, definindo exatamente o que vai ser produzido (ERDMANN, 2000). Dois aspectos relevantes para o projeto do processo e projeto do produto são setup e lead time de processo. Setup é o tempo de parada de um equipamento para que sejam realizados os ajustes necessários a sua operacionalidade. Slack, Chambers e Johnston (2002, p. 491), definem-no como o tempo decorrido entre a parada do processo até o momento em que este retoma suas condições normais de operação. A eliminação do tempo de necessário para buscar ferramentas, a antecipação das tarefas que retardam o tempo de troca, a constante prática de rotinas de setup, mudanças mecânicas simples (ajustes) ilustram métodos que propiciam a redução dos tempos de setup (SLACK, CHAMBERS e JOHNSTON, 2002). Lead time é o tempo que decorre a partir do momento em que a ordem de produção é liberada até que a peça ou produto esteja próprio para o uso (ERDMANN, 1998, p. 83). Considerando o fato de que, atualmente o menor tempo de fabricação de um produto representa vantagem competitiva, a tendência é que as indústrias procurem viabilizar sua produção em pequenos lotes e para tanto é necessário trabalhar com lead times curtos a fim de aumentar a flexibilidade de resposta. A determinação dos tempos de setup e lead time do processo são fatores determinantes para a competitividade da empresa, já que afetam diretamente tanto seu volume de produção quanto seus índices de produtividade Tipos de Manutenção Manutenção é o termo usado para abordar a forma pela qual as organizações tentam evitar as falhas ao cuidar de suas instalações físicas, sendo ela uma parte importante da maioria das atividades de produção, a exemplo, as instalações de indústrias de base, cujas instalações físicas têm papel fundamental ao seu processo produtivo (SLACK, CHAMBERS e JOHNSTON, 2002). Para Martins e Laugeni (2006), a manutenção tem por objetivo manter as instalações operando nas condições para a qual foram projetadas e também intervir quando essas condições deixam de ser as ideais, de forma que retornem a operar normalmente. A seguir, serão especificados os tipos de manutenção corretiva, preventiva, preditiva e manutenção produtiva total. Para Slack, Chambers e Johnston (2002) a manutenção corretiva é o exercício de operação dos equipamentos de forma que a intervenção para correção das falhas só ocorrem posteriormente à sua quebra. Martins e Laugeni (2006) complementam que se trata de uma medida reativa, pois se age depois de ocorrido o problema. Na manutenção preventiva, segundo Slack, Chambers e Johnston (2002), os principais objetivos são a redução ou mesmo a eliminação da probabilidade da ocorrência de falhas por manutenção que possam provocar avarias na operacionalidade dos equipamentos seguindo uma programação pré-estabelecida e sistemática (limpeza, lubrificação, verificação e, se necessário, substituição de componentes que apresentem condições insatisfatórias para a operação do equipamento).

5 A manutenção preditiva consiste no monitoramento de certos parâmetros ou condições de equipamentos e instalações de modo a antecipar a identificação de um futuro problema e mediante anormalidades em seu comportamento realiza-se as intervenções necessárias para normalização de seus padrões de funcionamento. A manutenção preditiva é usualmente utilizada em equipamentos de grande importância ao processo produtivo, que geralmente devem estar em funcionamento constante devido a necessidade de se atender um plano de produção (MARTINS E LAUGENI, 2006). A manutenção produtiva total, TPM, do termo em inglês total productive maintenance, é uma filosofia gerencial que atua no comportamento das pessoas, na forma com que os problemas são tratados, dentro da organização, no processo produtivo de uma forma geral. Seu objetivo é atingir a zero quebra ou, o termo mais usual, falha zero (MARTINS E LAUGENI, 2006). Slack, Chambers e Johnston (2002) defendem que a TPM adota princípios de trabalho em equipe e empowerment (autonomia), faz abordagens de melhoria contínua para prevenir falhas, também vê a manutenção como um assunto multisetorial, onde todas as pessoas na empresa podem contribuir de alguma maneira Gestão ambiental empresarial O levantamento das questões ambientais foi timidamente seguindo os rumos da História, mas foi na década de 1970 que a preocupação com o estado do meio ambiente passou a tornar-se pauta na agenda do Governo de vários países e de vários segmentos da sociedade. No âmbito empresarial essa preocupação é ainda mais recente, embora muitas organizações, há muito tempo, venham adotando práticas com o intuito de preservar o Meio Ambiente. Atualmente os questionamentos que apontam os problemas ambientais tomaram dimensão global, mas em grande parte das empresas ainda não há práticas administrativas e operacionais que atuem efetivamente. A globalização dos problemas ambientais é um fato incontestável e as empresas estão desde sua origem no centro desse processo. A relação empresa meio ambiente sempre levanta questões polêmicas e de difícil consenso e em vista a gravidade dos problemas ambientais, é requerido, portanto, das empresas uma gestão aberta que vislumbre para que possa chegar às melhores propostas que melhor se apliquem a cada situação. É fundamental considerar o meio ambiente como tema central de decisão e adotar medidas administrativas, operacionais e tecnológicas a seu favor (BARBIERI, 2004, p. 9). Segundo Sanches (2000), a partir da década de 1990, tem sido verificada a ocorrência de drásticas mudanças no processo econômico que acarretam implicações diretas às empresas industriais devido a fatos como a transformação da economia internacional e a globalização da produção e do consumo. A competitividade é um dos fatores que estimula uma posição proativa das empresas, que é determinada não somente por seu desempenho financeiro a curto, médio e longo prazo, mas também pela forma com que ela se relaciona com o mercado. A reputação da empresa é um ativo intangível e é também uma vantagem competitiva importante e um dos fatores que determinam essa reputação perante a sociedade geral e ao próprio mercado, é forma como trata suas questões sociais e ambientais (BARBIERI, 2004) Para Druzzian e Santos (2006) um Sistema de Gestão Ambiental eficaz visa a uma interação mais saudável (social, ambiental e econômica) entre a atividade humana e o meio ambiente, que se aprimora pela busca e novas ferramentas e novos métodos de trabalho, tanto para as operações internas quanto externas, quando a empresa, além de se empenhar em aplicar boas práticas em

6 todos os seus processos, é capaz de também de envolver seus clientes, fornecedores, como também a própria sociedade Coprocessamento O coprocessamento de resíduos é uma atividade que visa a reutilização de materiais resultantes de processos produtivos e, no entanto, indesejáveis por sua fonte geradora, como alternativa para substituição de matéria-prima para a produção de cimento. Há duas formas de reutilização de material: a substituição de insumos que são incorporados no processo para a produção de cimento e a substituição de combustíveis tradicionais, como por exemplo, de coque de petróleo, atuando então como um combustível alternativo para a produção de cimento (TOCCHETTO, 2005). Segundo Kihara (2008), o coprocessamento de resíduos é uma tecnologia regulamentada de destinação final de resíduos em fornos de cimento que não gera novos resíduos e contribui para a preservação de recursos naturais. O coprocessamento de resíduos industriais, seja para a substituição de matérias-primas ou mesmo para geração de energia térmica, é um processo já muito difundido em muitos países na Europa e na Ásia. Algumas de suas fábricas de cimento têm como principal produto a utilização de resíduos em seu processo produtivo. No Brasil, ele representa uma fatia importante de um mercando em expansão, visto que essa é uma tendência real para as fábricas de cimento, onde se abre um novo leque de oportunidade de negócios, vistas as características no âmbito econômico, social e ambiental, ou seja, é um ramo de negócios que está diretamente vinculado com a sustentabilidade da produção industrial também para as fontes geradoras (ABCP, 2010). A Europa foi pioneira no desenvolvimento desse processo, que se iniciou na década de A primeira legislação brasileira de aborda o tema é de 1988 e os primeiros experimentos iniciaram-se no início da década de Em âmbito nacional, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) publicou em 1999, a Resolução 264, com as linhas gerais do coprocessamento e os limites de emissão de material particulado e poluentes. A Resolução 316 de 2002 para sistemas de tratamento térmico complementou a regulamentação, estabelecendo para o coprocessamento o limite de emissão para dioxinas e furanos. Este movimento reverteu-se rapidamente em múltiplos processos de licenciamento do coprocessamento em fábricas de cimento no Brasil (ABCP, 2009). Os dados da ABCP (2009) apontam que a primeira tentativa de coprocessar resíduos em fornos de clinquer no exterior foi de 1974 a 1976 no Canadá e, no Brasil, no ano de Segundo Kihara (2008) o Brasil possui 35 plantas licenciadas para executar a atividade de coprocessamento, o que corresponde a 80% dos fornos do país. A temperatura do forno de clinquer, combinado com o lead time do processo de clinquerização que gira em torno de 45 minutos é ideal para a destruição de resíduos. A zona de queima tem uma temperatura média de 1450º e a temperatura da chama é equivalente a 2000º. A atmosfera alcalina favorece a neutralização dos contaminantes e a parte inorgânica é fundida e incorporada a estrutura do clinquer e a parte orgânica é completamente transformada em água e dióxido de carbono (H 2 O e CO 2 ), expelidos com os gases de tiragem do processo (KIHARA, 2008).

7 Kihara (2008) classifica os resíduos em: (a) resíduos com bom poder calorífico solventes, resíduos oleosos, graxas, lama de processos químicos, resíduos de fábricas de borracha, pneus usados, resíduos têxteis, resíduos plásticos, serragem, entre outros; (b) resíduos com baixo poder calorífico água de processos químicos, lama derivada de esgoto industrial, resíduos com alta proporção aquosa em geral; (c) matérias-primas alternativas lama com alumina (alumínio), lamas siderúrgicas(ferro), areia de fundição (sílica), terras de filtragem (sílica), refratários usados (alumínio), resíduos da fabricação de vidros (flúor), gesso, cinzas, escórias e (d) resíduos proibidos: resíduos de serviços de saúde, resíduos domiciliares brutos, resíduos radioativos, substâncias organocloradas, agrotóxicos, substâncias explosivas. Os resíduos com bom poder calorífico são ideais para substituição de combustíveis, pois a geração de energia térmica depende de uma quantidade menor de massa se comparado com resíduos de baixo poder calorífico (ABCP, 2009). Segundo dados da ABCP (2009), as matérias-primas alternativas são incorporadas diretamente no produto, como por exemplo, o alumínio, o ferro, a sílica são incorporadas na farinha para a obtenção do clinquer conforme especificação para atendimento de qualidade e a escória de produção de ferro-gusa, com características químicas similares às do clinquer e o gesso, aditivo final que retém água no cimento, aumentando seu tempo de manipulação em suas destinações finais. 3. METODOLOGIA DE PESQUISA A pesquisa descrita neste artigo caracteriza-se como um estudo de caso, que é um tipo de pesquisa aprofundado e que, segundo Acevedo e Nohara (2009, p. 50) é um delineamento que se preocupa com questões do tipo como e por que, o que se coaduna com o objetivo da pesquisa que consistiu em analisar com profundidade as causas das paradas não programadas do coprocessamento. Os procedimentos adotados para coleta de dados foram: observação, aplicação de entrevista e pesquisa documental. A técnica de observação foi aplicada na unidade produtiva entre os meses de setembro a novembro de 2009 e entre março e maio do ano corrente, para a explanação do processo produtivo de cimento de forma geral e da cadeia de coprocessamento de forma mais específica, desde a cadeia de Mineração à cadeia Ensacamento (Expedição). A pesquisa documental foi baseada no OEE Overall Equipment Effectiveness, (ou Eficácia Global do Equipamento), o que possibilitou a visualização real do processo no período analisado, quando todas as informações pertinentes foram obtidas dessa análise. Assim, realizou-se um levantamento dos fatores responsáveis pelas paradas da cadeia de coprocessamento. As entrevistas foram estruturadas, sendo, portanto, aplicadas três operadores de produção e um supervisor de produção, com roteiros previamente estabelecidos. As entrevistas afirmaram e complementaram o que havia sido coletado nas observações e nos documentos, permitindo uma descrição mais clara dos processos produtivos, dos fatores intervenientes nas paradas não programadas e de suas causas, além de apontar algumas ações exeqüíveis de soluções. 4. APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS 4.1. A unidade produtiva e o processo produtivo do cimento

8 A empresa em que se realizou a pesquisa é uma unidade de um grande grupo e é uma fabricante de cimento, que foi inaugurada no início da década de Possui uma capacidade de produção de duas mil toneladas de cimento por dia, atendendo quatro estados brasileiros e um país vizinho. Na pesquisa, inicialmente, procurou-se descrever o processo de produção de cimento, para então especificar o coprocessamento. Assim, apresenta-se, na seqüência, a especificação das etapas do processo produtivo de cimento A primeira etapa do processo produtivo de cimento é a mineração, fase de extração de calcário calcítico e filito. Esses materiais são extraídos de uma mina que se localiza próximo à área industrial através de um processo perfuração da rocha e detonação com dinamite. Posteriormente, esses materiais são encaminhados a um britador para redução do tamanho das partículas (granulometria) do material. Esse material mais fino é então enviado para um galpão de estocagem, onde ele é empilhado e homogeneizado simultaneamente. A segunda etapa do processo é a Moagem de Cru, quando o material resultante do processo anterior é capturado no galpão de estocagem da mistura crua de filito e calcário, dosado e inserido no moinho de cru. Assim, é adicionado um percentual de minério de ferro. O produto resultante da etapa moagem de cru é denominado farinha, que é encaminhado então para o silo de farinha, onde passa por um novo processo de homogeneização para que se obtenha um produto mais padronizado, principalmente com relação à manutenção de uma composição química e finura constante. A terceira etapa Moagem de Coque está ligada à clinquerização, pois a cadeia de moagem de combustíveis (coque de petróleo e moinha de carvão vegetal) é responsável pelo fornecimento da matéria-prima tradicional para geração de energia térmica. Os combustíveis moídos são dosados e injetados no forno e no calcinador. Na fase de clinquerização quarta etapa do processo ocorre a transformação mais radical das matérias-primas para a produção de cimento. A primeira etapa do processo de clinquerização da farinha produzida é o processo de pré-calcinação, na torre de ciclones e calcinador, que nada mais é o processo de descarbonatação do material, ou seja, realização do processo de lixiviação do carbono (entre 90 e 95%) presente na farinha a uma temperatura de até 1.450º, para a extração do cálcio. Posteriormente, o material é inserido no forno rotativo de clinquer, que conclui a etapa de descarbonatação. Após isto, entra-se na fase líquida, quando se passam a formar grânulos - comparativamente - do tamanho de bolas de gude, formando o clinquer, que sai em brasa do forno e passa para a etapa de resfriamento, para então ser armazenado no silo de clinquer. O coprocessamento interage no processo na etapa de clinquerização, atuando parcialmente como substituto alternativo de combustíveis - o coque de petróleo e a moinha vegetal. A moagem de cimento é a ultima etapa da produção de cimento propriamente dita. O clinquer é dosado e inserido no moinho de cimento e é também adicionado gesso (3%), que retém água no cimento para suas destinações finais e de calcário (10%) para dar mais volume ao produto. O cimento é então transportado e armazenado em dois silos com a capacidade de toneladas cada. O ensacamento e a expedição constituem a etapa em que o cimento é embalado e expedido ao cliente. O cimento pode ser ensacado (50 Kg) e transportado em carretas ou granel, transportado em caminhões tanques O coprocessamento de resíduos para geração de energia térmica

9 O coprocessamento de resíduo para a geração de energia térmica integra o processo produtivo de cimento, atuante desde o ano de 2005 na unidade produtiva. Como já mencionado, ele é parte integrante do processo de clinquerização e atua como substituto parcial de combustíveis tradicionais. Foram identificados como principais equipamentos para a operação da cadeia de coprocessamento: transportadores e movimentadores (pás-carregadeiras, tremonhas, correias e desaglomeradores mecânicos); dosadores (balanças); analisadores de gás; instrumentos de medição de temperatura, pressão, nível e fluxo. Para melhor descrever o processo da cadeia produtiva de coprocessamento se faz necessária uma breve descrição para melhor compreensão dos seus processos independentes, como também de seus principais equipamentos: (a) abastecimento o abastecimento primário é realizado com uma pá-carregadeira que alimenta a tremonha dosando o resíduo conforme o mix de resíduo determinado; (b) tremonha de abastecimento: equipamento que atua como um pequeno reservatório que controla o fluxo de material, dosando-o de forma regulada; (c) transporte o transporte é realizado por correias transportadoras (C1, C2, C3, C4 e C5), que realizam o deslocamento do material de modo contínuo e sincronizado - os equipamentos de transporte são interligados por um dispositivo popularmente conhecido como shut, que atua como um duto responsável por direcionar o material para o próximo equipamento na sequência; (d) desaglomerador equipamento que tem a função de descompactar o material e possibilitar uma distribuição (fluxo) uniforme para os componentes de transporte; (e) peneirador equipamento responsável pela separação do material mais fino e dos materiais de maior granulometria; o material que fica detido é então expurgado (rejeito de grosso) e reprocessado; (f) pré-silo armazena o material e faz a dosagem para controle da balança; (g) balança dosadora é o equipamento que permite avaliar e dosar a quantidade de material que será introduzido na etapa final do processo; (h) válvula Flap é um dispositivo em formato de caixa que possui uma porta de entrada e uma de saída que funciona alternadamente, ou seja, no momento em que uma porta se fecha a outra se abre, de forma que seja inserido na caixa de fumaça uma dosagem específica de material; (i) câmara da caixa de fumaça: o material entra na câmara da caixa de fumaça onde é processada a queima e portanto, a geração de energia térmica. A câmara de fumaça é um equipamento que antecede o forno, quando que em muitos processos, a introdução do resíduo é realizada de maneira direta; (j) com a atual estrutura da cadeia hoje, esses equipamentos se fazem indispensáveis para sua operacionalidade e para a eficácia de sua atuação. Por ser um processo contínuo, qualquer problema que possa ocorrer em um componente, compromete a atuação dos demais. Embora a cadeia de coprocessamento para geração de energia térmica tenha iniciado sua operação a partir do ano de 2005, a análise dos problemas que afetam sua operacionalidade ainda não é totalmente sistematizada. Observa-se o não atendimento do plano de produção devido ao grande número de horas que a cadeia permanece inoperante ou mesmo atuando com capacidade real abaixo do esperado, devido à diversos fatores afetam a cadeia, pelas condições que o forno apresenta, além de diversos fatores alheios ao processo especificamente. Para o desenvolvimento do processo de coprocessamento é necessário que o forno esteja produzindo em condições estáveis, ou seja, ele é totalmente dependente da boa operacionalização do forno, que por sua vez pode ser influenciado pelas demais cadeias produtivas, principalmente, pela qualidade do produto entregue pela Moagem de Cru.

10 Quanto às vantagens que o desenvolvimento do processo de coprocessamento proporciona à unidade produtiva estudada, foram identificadas como principais: (a) a substituição de combustíveis fósseis que é um combustível alternativo que propicia a redução do consumo de combustíveis tradicionais derivados do petróleo, como, por exemplo, o coque de petróleo que possui alto valor de aquisição no mercado nacional e internacional, substituindo em proporção sua utilização; (b) o alinhamento à estratégia de sustentabilidade da empresa consegue-se também reutilizar os resíduos gerados internamente, dando respaldo de uma atuação conscientizada do tratamento resíduos para a própria sociedade e também ao meio ambiente; (c) a viabilidade econômica a redução do custo variável de produção, que hoje gira em torno de 6% na Unidade; (d) a difusão de boas práticas considerando que o coprocessamento de resíduos é uma tendência mundial nas fábricas de cimento, o desenvolvimento dessa atividade ajuda a divulgar as ações que as indústrias para minimizar as transformações que suas atividades promovem para a sociedade e o meio ambiente; (e) a sustentabilidade ecológica a incorporação desses materiais ao clinquer ajuda a reduzir sua disposição como passivos no meio ambiente, através da adequação do forno de cimento como uma ferramenta de Gestão Ambiental; (f) tecnologia é um processo que hoje dispõe de tecnologia de ponta no mercado nacional e internacional; (g) atendimento aos requisitos legais é atividade regulamentada em nível federal e estadual conduzida de forma segura e monitorada; (h) a diminuição da produção o resíduo compete com a farinha durante no interior do forno com relação a volume, já que a capacidade de processamento do forno é limitada pelo nível de oxigênio que ele dispõe para realizar a combustão completa; (i) o aumento de variáveis no processo produtivo a estabilidade do forno é comprometida por todos os fatores interagem com ele; (j) a elevação de requisitos legais aplicáveis as exigências legais aumentam a responsabilidade da empresa perante aos órgãos ambientais responsáveis e as leis vigentes; (l) o alto custo de implantação alto custo dos equipamentos de forma geral, mas principalmente com instalações físicas de armazenamento. Um aspecto do coprocessamento para as fábricas de cimento é a geração de receita pela aquisição do resíduo, já que as indústrias geradoras pagam para que esse resíduo receba tratamento adequado, contudo a fábrica de cimentos é que arca com os custos do frete. Como a unidade produtiva em questão não é estrategicamente localizada para esse processo, sua principal vantagem com relação à amortização de custos de produção é a própria substituição de combustíveis para a geração de energia, quando o lucro que seria gerado pela aquisição de resíduo é absorvido pelos custos com frete. No que diz respeito aos critérios para a operacionalidade da cadeia de coprocessamento, é imprescindível destacar que ela é influenciada por diversas variáveis que afetem seu desempenho, nem sempre facilmente controláveis ao ponto de evitar que ocorram as falhas que afetam seu desempenho. Enumeram-se a seguir as principais variáveis, ressaltando que o principal agente de observação é o forno: (a) processo de fabricação estável o forno precisa estar operando estavelmente e atendendo aos padrões de qualidade, já que uma das premissas para o forno coprocessar resíduos é não afetar a qualidade do clinquer que sai do forno; (b) equipamentos de medição em operação (analisadores de gases, medidores de temperatura, de pressão, de fluxo, entre outros) os equipamentos que controlam as variáveis que restringem a produção do forno devem estar atuando satisfatoriamente; (c) mistura de resíduo de acordo com as exigências operacionais (poder calorífico, índice de voláteis e outros elementos químicos, entre outros) o mix de resíduos deve propiciar uma boa geração de energia térmica; (d) mistura de acordo com as exigências legais (tamanho médio do material, composição química, origem dos resíduos, entre outros) o mix de

11 resíduos deve também atender as especificações legais em regularidade com as normas ambientais; (e) produção real acima de 90 toneladas por hora (90 t/h); (f) nível de oxigênio maior que 0,5%, e, menor que 9,9% na câmara de fumaça; (g) temperatura da entrada do eletrofiltro inferior a 200º; (h) se o eletrofiltro estiver desligado, a cadeia não opera; (i) emissão de particulado do eletrofiltro controlado. Segundo dados do OEE - Overall Equipment Effectiveness,a principal cadeia produtiva que afeta o processo de coprocessamento, é a cadeia Forno, que por sua vez é influenciada pelos dispositivos de segurança (eletrofiltro, analisadores de gás) e é interdependente das cadeias moagem de cru e moagem de coque, portanto ela depende fortemente da estabilidade do processo de fabricação de cimento como um todo. Daí a importância de se realizar estudos constantemente (a considerar que os processos produtivos têm uma estabilidade sazonal, ou seja, devido às inúmeras variáveis e a infinidade de falhas ao qual o processo está sujeito) a fim de otimizar a produção, visando a maior produtividade das cadeias, que implica, por sua vez, redução de problemas operacionais causados por seus equipamentos e insumos Gestão de resíduos na unidade produtiva Os melhores resíduos coprocessados para geração de calor são provenientes de indústria do ramo de Metalurgia, pneus, Siderurgia, Química, Energia Elétrica, Petroquímica, Auto-Motores, Alumínio, Papel & Celulose e Embalagens. A Gestão de Resíduos adquiridos destinados ao coprocessamento segue o seguinte fluxo: desenvolvimento e homologação de fornecedores; teste industrial; licenciamento ambiental e de operação; planejamento e programação de recebimento de cargas; estocagem; adequação das matérias-primas à nova mistura; mistura e queima do resíduo; emissão de certificados de destruição de resíduos. As fases de desenvolvimento e homologação de fornecedores e planejamento e programação de recebimento de cargas são atividades desenvolvidas pela área corporativa e as demais são de responsabilidade da área operacional. Outras áreas também são envolvidas, como o Planejamento e Controle de Produção (PCP), responsável pela compilação e manuseio dos dados referentes a queima de resíduos (percentual de substituição, volume de resíduo queimado, eficiência de queima, entre outros) e a área de Logística, responsável pelo transporte dos resíduos. A gestão de resíduos internos destinados ao coprocessamento é aqui descrita com base em observação realizada pela autora. Ela segue o seguinte fluxo: (1º) o resíduo é coletado e armazenado em recipientes próprios; (2º) os resíduos remanescentes do processo industrial são reintroduzidos diretamente no (início do) processo; (3 º) os resíduos gerados nas demais atividades da fábrica são encaminhados para uma central de triagem; (4º) os resíduos são então classificados conforme a permissibilidade para o coprocessamento; (5º) os resíduos apropriados ao coprocessamento são encaminhados para o forno e são introduzidos diretamente na caixa de fumaça em forma de charutos, seguindo uma programação; (6º) os resíduos que não são não podem ser coprocessados são então encaminhados para tratamento externo em empresas especializadas. É importante salientar que gestão de resíduos gerados internamente segue um fluxo diferente da gestão de resíduos externos e fica a cargo da área de SSMA Saúde, Segurança e Meio Ambiente Sistemática de manutenção para a cadeia de coprocessamento de resíduo

12 A maneira como os equipamentos são tratados com relação à execução de manutenções determina sua eficiência no processo quanto a disponibilidade de operação desse equipamento, que por sua vez está diretamente relacionada com a sistemática aplicada (manutenção corretiva, preventiva, preditiva), quando consta que a melhor maneira de se combater as falhas é evitá-las. Embora exista o planejamento semanal para realização de manutenções na cadeia de coprocessamento, o plano de manutenção não é efetuado sistematicamente de maneira preventiva como previsto. A cadeia só pára quando é necessário fazer algum ajuste. Isso também se dá devido a própria acirrada demanda da rotina da equipe de manutenção para atender todas as cadeias produtiva. Fica evidente que as sistemáticas de manutenções só se efetivam em razão de quebra e consequente paragem do equipamento, quando a ação para resolução do problema é de caráter corretivo ao invés de uma atuação preventiva. Isso também ocorre devido a priorização da equipe de manutenção para o atendimento às demais cadeias produtivas em razão da necessidade de atender o plano de produção Análise das paradas não programadas na cadeia de coprocessamento A descrição quantitativa das paradas não programadas possibilitou maior esclarecimento dos problemas que acometem a redução da produção e consequentemente, perda de produtividade da cadeia e de eficiência dos equipamentos engajados no processo produtivo. Para tanto, identificaramse de maneira ampla os motivos dos problemas decorrentes e, em seguida, os motivos descritos de maneira específica. Todos os dados referentes à análise de paradas não programadas neste tópico e seus subtópicos foram obtidos através da análise do OEE Paradas não programadas: motivos gerais Inicialmente foram analisadas três variáveis para uma visualização geral: (a) material um dos principais agentes causadores de paradas na cadeia é o material que ela processa aliado a fatores como umidade elevada, granulometria inadequada ao processo, compactação dos resíduos; (b) equipamento são os equipamentos que estão mais suscetíveis a ocorrência de falhas; (c) externo são as paradas que ocorrem por motivos externos à cadeia de coprocessamento, podendo ou não ter correlação com ela. A interação da cadeia com os demais processos, como também a existência de condições imprevisíveis ao processo de produção de cimento como um todo são principais agentes desse tipo de paradas. Em segundo plano, há a ocorrência de problemas ligados diretamente às falhas nos equipamentos, que exigem a atenção da equipe de manutenção especialmente para corrigir essas falhas de forma que possam operar da maneira mais eficiente. Por fim, as paradas causadas pelo material processado (ou seja, pelos resíduos) Paradas não programadas: material Há três tipos de resíduos utilizados hoje para geração de energia térmica: o pneu (picotado a uma granulometria de 50 mm), o resíduo Utarp (semelhante à argila e de coloração escura) e o Silcon (caracterizado principalmente por plástico picotado em partículas pequenas). O mix de resíduo é geralmente composto pela homogeneização de dois tipos de resíduos para obter o melhor poder calorífico inferior (PCI) que é determinada por sua composição.

13 O principal efeito do material no processo é o entupimento de componentes dos equipamentos por uma série de motivos, das quais, destacam-se: (a) umidade elevada no resíduo devido falta de norma interna que especifique um controle de qualidade para o material adquirido; (,b) transporte inadequado que contribui para o acúmulo de água durante o trajeto do material em períodos chuvosos; (c) granulometria inadequada ao processo devido ao tamanho das partículas ser maior que o especificado em contrato; (d) aspecto do físico do resíduo Utarp, que causa compactação de material promovendo a formação de borras elásticas devido a sua consistência pastosa; (e) mistura inadequada do resíduo (mix): quando a homogeneização do material não ocorre de forma eficaz, a predominância das características físicas de um determinado resíduo causa perturbações durante o processo, que se torna instável; (f) aglomeração (formação de torrões) do material devido o elevado tempo de armazenamento. (g) a maior conseqüência dos problemas causados pelo resíduo é o entupimento de componentes dos equipamentos, principalmente os de entrada e saída shuts Paradas não programadas: equipamentos A descrição dos equipamentos que são afetados por condições adversas aponta os que apresentam falhas capazes de cessar o processo, até que sejam realizadas intervenções para que volte a operar normalmente. São eles: (a) correias transportadoras correias transportadoras inadequadas ao projeto e componentes inadequados são os maiores causadores de paradas nos processos causam efeitos como o desalinhamento de correias, poluição na área devido aos raspadores de limpeza das correias serem ineficientes, falta de sensores de níveis de material, falhas nos auto-alinhadores; (b) balança dosadora entupimento no cone do pré-silo da balança devido ao posicionamento das células de carga que provocam acúmulo de material; (c) tremonha de alimentação saída da tremonha de alimentação inadequada, causando entupimento por resíduo no equipamento Paradas não programadas: motivos externos à cadeia As principais paradas por motivos externos à cadeia são causadas por: (a) poluição (emissão de particulado elevada) causada pelo descontrole na temperatura dos gases da torre de arrefecimento devido a deficiência no arrefecimento e umidificação dos gases, bem como a deficiência na separação de pó pelo eletrofiltro, lembrando que uma das condições básicas para a operação da cadeia de coprocessamento é o funcionamento e estabilidade de operação do eletrofiltro; (b) desligamento do eletrofiltro: causado pela queima incompleta do combustível, o que provoca a formação do monóxido de carbono (CO), componente altamente explosivo. Como o eletrofiltro é um equipamento que atua por tensão elétrica, os sensores ao captarem o alto nível de CO, desligam o eletrofiltro por segurança (a queima incompleta ocorre devido ao excesso de combustível, por baixa temperatura de queima, pela deficiência de oxigênio no processo, que por sua vez pode ser causada por uma grande quantidade de farinha alimentada no forno, pelo excesso de combustível e pela formação de colagem dentro do forno); (c) forno instável: a estabilidade dos parâmetros operacionais do forno é condição básica para operação da cadeia; (d) forno parado: a cadeia de coprocessamento não atua sem o forno, já que ele é o equipamento que promove o processamento final do resíduo; (e) qualidade do clinquer: quando o forno não está produzindo nos limites estipulados de qualidade, a cadeia pára, a fim de se reduzir o número de variáveis no processo; (f) condições climáticas: o período chuvoso afeta a boa operação da cadeia, pois aumenta a

14 quantidade de piques de energia elétrica, a umidade afeta os equipamentos, principalmente os roletes de apoio das correias transportadoras que perdem sua eficiência; (g) energia elétrica: é o fator que afeta todas as cadeias de forma geral, quando falta energia ou mesmo quando há ocorrência de piques, o forno pára; (h) equipamentos externos: paradas causadas por equipamentos que não tem influência direta, causadores de reações em cadeia; (i) falta de indicação do opacímetro: o opacímetro mede os níveis de emissões de gases nocivos à saúde humana e ao meio ambiente, sem ele o coprocessamento não pode atuar. A estabilidade de cada cadeia produtiva está ligada com a estabilidade das demais. Ao levar em consideração esse interatividade entre os processos, observa-se a importância da busca pela manutenção de um processo produtivo estável. A extrema priorização de alguns setores pode prejudicar a eficiência do processo como um todo quando não são tomadas as medidas necessárias que uma dada circunstância exija Medidas preventivas na busca pela resolução de problemas A busca por novas alternativas para a resolução eficaz de problemas deve iniciar com estudo de todos os problemas que afetam o processo, seja eles corriqueiros ou crônicos, para que se possa ter uma visão geral dos quadros, coletar e processar informações. Nesse sentido, busca-se aqui fazer um levantamento de ações que visem apontar soluções para esses problemas. A resolução de problemas na cadeia de coprocessamento pede o envolvimento de caráter interdisciplinar e focado de todo o pessoal envolvido direta e indiretamente no processo produtivo. À equipe de logística cabe o desenvolvimento de ações junto aos fornecedores, de forma que estes estejam cientes da necessidade de se entregar um produto de qualidade, que atenda as especificações para as quais o processo produtivo está adaptado, especialmente, quanto à granulometria do resíduo e teor de umidade. À equipe de manutenção cabe a adoção de um plano de manutenção de medidas preventivas que possibilite o melhor desempenho dos equipamentos e a redução da quantidade e de tempos setups e de ajustes devido a quebras de equipamentos. E à equipe de operação que vivencia diariamente com uma infinidade de variáveis que afetam o processo, cabe a anotação e o apontamento dessas anomalias, de forma que a equipe de Gestão de Manutenção e Produção possa a ter maior visibilidade sobre esse processo, de forma que se possa desenvolver um maior número de ações em prol deste. A ferramenta de gestão mais importante para as áreas de Manutenção e Produção na Unidade Produtiva de Bodoquena é o OEE - Overall Equipment Effectiveness, que permite visualizar todos os indicadores de produtividade, eficiência dos equipamentos, número de horas de operação, motivos das paradas e a quem cabe a resolução da anomalia. A importância do controle operacional como o método que busca à uma otimização dos processos, embora dotado de complexos procedimentos que abrangem as mais diversas áreas de atuação, se reflete em ganhos econômicos viabilizados por uma boa sistemática de manutenção dos equipamentos, pela otimização do consumo de insumos, pelo máximo controle de variáveis durante o processo (dentre outras) na busca constante por melhores resultados operacionais para o aumento da produtividade. A necessidade de olhar o processo de maneira específica e centrada é fundamental para desenvolvimento de conhecimento técnico que inevitavelmente leva ao conhecimento de todo o processo integralmente, através da busca pelo conhecimento todas as variáveis que influenciam o processo, como também as variáveis de um processo específico sobre os demais. Portanto, a

15 macrovisualização de todos os processos de forma integrada também é um importante método na busca por tratativas aos problemas considerando que, se os aspectos negativos provocam reações em cadeia, certamente os resultados assertivos prospectarão bons resultados por esse mesmo veículo. Raramente, nesses casos a solução estará na mão de poucos. A junção de conhecimentos específicos entre áreas quando somados em prol da resolução de problemas propiciará a resolução localizada de problemas, mas que beneficiarão o processo produtivo conjuntamente. 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS Foi considerada a principal limitação para o desenvolvimento da pesquisa a obtenção de informações do tema coprocessamento de maneira específica, já que é muito pouco citado em livros e, portanto, o tema foi pesquisado, em publicações acadêmicas, alguns sites de organizações ambientais e no site da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland). Propõe-se à empresa, diante das constatações que foram apresentadas, aumentar o nível de envolvimento dos profissionais de manutenção e operação no processo de coprocessamento. Desta forma, talvez seja possível, encontrar saídas mais razoáveis e eficazes para a resolução dos problemas, tendo em vista, que são esses profissionais quem detêm maior conhecimento sobre as particularidades do processo, e, assim, possam propor a implementação de melhorias. Como sugestão para novas pesquisas, pode-se considerar o estudo de viabilizar a implementação de ações necessárias à melhoria do processo na cadeia de coprocessamento. O estudo mais aprofundado das diversas variáveis que o afetam e a análise do coprocessamento sob uma ótica sócio-ambiental, já que suas características são de inegável valor a sustentabilidade das empresas como um negócio rentável e legalmente amparado. REFERÊNCIAS ACEVEDO, C. R.; NOHARA, J. J. Monografia no Curso de Administração. 2 ed. São Paulo: Atlas, Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), Disponível em: <http://www.abcp.org.br/conteudo/?p=583>. Acesso em: 09/05/2010. BARBIERI, J. C. Gestão ambiental empresarial: conceitos, modelos e instrumentos. São Paulo, Ed. Saraiva, BECKEDORFF, I. A. GARCIA, E. Logística de produção. Indaial SC: ASSELVI, DRUZZIAN, E. T. V. SANTOS, R. C. Sistema de Gerenciamento Ambiental (SGA): buscando uma resposta para os resíduos de laboratórios das instituições de ensino médio e profissionalizante. Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha, Disponível em: <http://www.liberato.com.br/upload/arquivos/ pdf>. 21/05/2010. Acesso em ERDMANN. R. H. Administração da produção: planejamento, programação e controle. Florianópolis: Papa Livro, ERDMANN. R. H. Organização de sistemas de produção. Florianópolis: Insular, GAITHER, N. FRAZIER, G. Administração da produção e operações. 8 ed. Thomson, 2002.

16 KIHARA, Y. Coprocessamento como ferramenta para a destinação final dos resíduos industriais Disponível em: <http://www.fimai.com.br/palestras/simai/05-11/10h%20- %20Prof%20Yushiro %20Kihara%20-%20XI%20SIMAI_V2.pdf>Acesso em 14/05/2010. MARTINS, P. G. LAUGENI, F. P. Administração da produção. 2ª ed. São Paulo: Saraiva, SANCHES, C. S. Gestão ambiental proativa. RAE Revista de Administração de Empresas. São Paulo: Jan/Mar. 2000, v. 40, nº 1, pgs SLACK, N. CHAMBERS, S. JOHNSTON, R. Administração da produção. 2ª ed. Atlas, TOCCHETTO, M. R. L. Gerenciamento de resíduos sólidos industriais. Curso de Química Industrial. Universidade Federal de Santa Maria. Departamento de Química - CCNE, Disponível em: <http://marta.tocchetto.com/site/?q=system/files/gest%c3%a3o+ambiental+-+parte+1.pdf>. Acesso em 03/05/2010.

COPROCESSAMENTO SOLUÇÃO SEGURA E DEFINITIVA PARA A DESTINAÇÃO FINAL AMBIENTALMENTE ADEQUADA DE RESÍDUOS

COPROCESSAMENTO SOLUÇÃO SEGURA E DEFINITIVA PARA A DESTINAÇÃO FINAL AMBIENTALMENTE ADEQUADA DE RESÍDUOS COPROCESSAMENTO SOLUÇÃO SEGURA E DEFINITIVA PARA A DESTINAÇÃO FINAL AMBIENTALMENTE ADEQUADA DE RESÍDUOS COPROCESSAMENTO: PROCESSO DE RECICLAGEM Processo de valorização de resíduos, que consiste no reaproveitamento/reciclagem

Leia mais

SOLUÇÕES PARA GERENCIAMENTO, VALORIZAÇÃO E DESTINO FINAL DE RESÍDUOS COPROCESSAMENTO EM FORNOS DE CIMENTO

SOLUÇÕES PARA GERENCIAMENTO, VALORIZAÇÃO E DESTINO FINAL DE RESÍDUOS COPROCESSAMENTO EM FORNOS DE CIMENTO SOLUÇÕES PARA GERENCIAMENTO, VALORIZAÇÃO E DESTINO FINAL DE RESÍDUOS COPROCESSAMENTO EM FORNOS DE CIMENTO APRESENTAÇÃO DA EMPRESA A Revalore Coprocessamento e Engenharia do Meio Ambiente se apresenta com

Leia mais

DESTINAÇÃO E DISPOSIÇÃO FINAL AMBIENTALMENTE ADEQUADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS INDUSTRIAIS

DESTINAÇÃO E DISPOSIÇÃO FINAL AMBIENTALMENTE ADEQUADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS INDUSTRIAIS DESTINAÇÃO E DISPOSIÇÃO FINAL AMBIENTALMENTE ADEQUADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS INDUSTRIAIS Alternativas tecnológicas disponíveis. Variações de custo e de segurança das operações. Copyright Ecovalor Consultoria

Leia mais

A Revalore Coprocessamento e engenharia do Meio Ambiente oferece soluções para o gerenciamento, valorização e destinação final ambientalmente

A Revalore Coprocessamento e engenharia do Meio Ambiente oferece soluções para o gerenciamento, valorização e destinação final ambientalmente A Revalore Coprocessamento e engenharia do Meio Ambiente oferece soluções para o gerenciamento, valorização e destinação final ambientalmente adequada e definitiva de resíduos, através da tecnologia de

Leia mais

Índice 1 INTRODUÇÂO 2 A INDÚSTRIA DO CIMENTO NO CENÁRIO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS 3 REFERÊNCIAS INTERNACIONAIS

Índice 1 INTRODUÇÂO 2 A INDÚSTRIA DO CIMENTO NO CENÁRIO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS 3 REFERÊNCIAS INTERNACIONAIS Índice 1 INTRODUÇÂO 2 A INDÚSTRIA DO CIMENTO NO CENÁRIO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS 3 REFERÊNCIAS INTERNACIONAIS 4 2º INVENTÁRIO BRASILEIRO DE EMISSÕES DE GASES DE EFEITO ESTUFA 5 PERSPECTIVAS E DESAFIOS 6

Leia mais

Yushiro Kihara. Prof Dep. Geociëncia USP Gerente de Tecnologia ABCP. O grande desafio:

Yushiro Kihara. Prof Dep. Geociëncia USP Gerente de Tecnologia ABCP. O grande desafio: Concreteshow 2012 1 Mudanças Climáticas e Sustentabilidade Cenário e Desafios da Indústria Brasileira de Cimento Yushiro Kihara Prof Dep. Geociëncia USP Gerente de Tecnologia ABCP DESAFIOS DA INDÚSTRIA

Leia mais

Produção Mais Limpa: Melhores Técnicas de Destinação de Resíduos Industriais

Produção Mais Limpa: Melhores Técnicas de Destinação de Resíduos Industriais Produção Mais Limpa: Melhores Técnicas de Destinação de Resíduos Industriais Legislação Classificação dos Resíduos NORMA ABNT 10.004 CLASSE I - PERIGOSOS CLASSE II - NÃO PERIGOSOS classe II A não inertes

Leia mais

CIMENTO PORTLAND. A procura por segurança e durabilidade para as edificações conduziu o homem à experimentação de diversos materiais aglomerantes.

CIMENTO PORTLAND. A procura por segurança e durabilidade para as edificações conduziu o homem à experimentação de diversos materiais aglomerantes. Histórico A procura por segurança e durabilidade para as edificações conduziu o homem à experimentação de diversos materiais aglomerantes. Os romanos chamavam e sse s materiais de " caeme ntu m", termo

Leia mais

Análise de indústrias cimenteiras e seus impactos socioambientais

Análise de indústrias cimenteiras e seus impactos socioambientais VII Semana de Ciência e Tecnologia do IFMG campus Bambuí VII Jornada Científica 21 a 23 de outubro de 2014 Análise de indústrias cimenteiras e seus impactos socioambientais Warley Alves Coutinho CHAVES

Leia mais

Resoluções RESOLUÇÃO Nº 9, DE 31 DE AGOSTO DE 1993

Resoluções RESOLUÇÃO Nº 9, DE 31 DE AGOSTO DE 1993 Resoluções RESOLUÇÃO Nº 9, DE 31 DE AGOSTO DE 1993 Resolução CONAMA Nº 009/1993 - "Estabelece definições e torna obrigatório o recolhimento e destinação adequada de todo o óleo lubrificante usado ou contaminado".

Leia mais

DZ-1314.R-0 - DIRETRIZ PARA LICENCIAMENTO DE PROCESSOS DE DESTRUIÇÃO TÉRMICA DE RESÍDUOS

DZ-1314.R-0 - DIRETRIZ PARA LICENCIAMENTO DE PROCESSOS DE DESTRUIÇÃO TÉRMICA DE RESÍDUOS DZ-1314.R-0 - DIRETRIZ PARA LICENCIAMENTO DE PROCESSOS DE DESTRUIÇÃO TÉRMICA DE RESÍDUOS Notas: Aprovada pela Deliberação CECA nº 2 968, de 14 de setembro de 1993 Publicada no DOERJ de 05 de outubro de

Leia mais

POLÍTICA DE SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE E SAÚDE - SMS. Versão Data Histórico Aprovação 00 20/10/09 Emissão de documento Aldo Guedes

POLÍTICA DE SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE E SAÚDE - SMS. Versão Data Histórico Aprovação 00 20/10/09 Emissão de documento Aldo Guedes POLÍTICA DE SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE E SAÚDE - SMS. Elaboração Luiz Guilherme D CQSMS 10 00 Versão Data Histórico Aprovação 00 20/10/09 Emissão de documento Aldo Guedes Avaliação da Necessidade de Treinamento

Leia mais

Guia de sustentabilidade para plásticos

Guia de sustentabilidade para plásticos Guia de sustentabilidade para plásticos Maio 2014 1 2 3 4 5 6 7 8 Introdução... 4 Contextualização dos plásticos... 6 Composição dos móveis e utensílios de plásticos...7 Requerimentos para materiais que

Leia mais

Ferramentas de Análise: abordagens iniciais. Gestão Ambiental

Ferramentas de Análise: abordagens iniciais. Gestão Ambiental Ferramentas de Análise: abordagens iniciais Gestão Ambiental Gestão Ambiental: por onde começar? NORTH (1992) recomenda as seguintes abordagens: Verificar o Posicionamento da empresa em relação ao desafio

Leia mais

CO-PROCESSAMENTO VOTORANTIM CIMENTOS Case: UNIDADE RIO BRANCO DO SUL - Paraná

CO-PROCESSAMENTO VOTORANTIM CIMENTOS Case: UNIDADE RIO BRANCO DO SUL - Paraná CO-PROCESSAMENTO VOTORANTIM CIMENTOS Case: UNIDADE RIO BRANCO DO SUL - Paraná Rejane Afonso Coordenação de Co-processamento e meioambiente fábrica Rio Branco Co -processamento Dados técnicos: Co-processamento

Leia mais

e Gestão de Riscos Alicerces firmes para o crescimento sustentável Compromissos internacionais assumidos Sustentabilidade Ambiental

e Gestão de Riscos Alicerces firmes para o crescimento sustentável Compromissos internacionais assumidos Sustentabilidade Ambiental 8 Sustentabilidade resultado 31 e Gestão de Riscos A Companhia reconhece que suas atividades influenciam as comunidades nas quais opera e se compromete a atuar de forma proativa para monitorar e mitigar

Leia mais

Gerenciamento simultâneo de produção e processo

Gerenciamento simultâneo de produção e processo Gerenciamento simultâneo de produção e processo Leonardo Werncke Oenning - Departamento de Engenharia de Materiais UNESC, wo.leo@hotmail.com Leopoldo Pedro Guimarães Filho UNESC, lpg@unesc.net; Dino Gorini

Leia mais

Logística Reversa Meio-ambiente e Produtividade

Logística Reversa Meio-ambiente e Produtividade 1. Introdução O ciclo dos produtos na cadeia comercial não termina quando, após serem usados pelos consumidores, são descartados. Há muito se fala em reciclagem e reaproveitamento dos materiais utilizados.

Leia mais

PROGRAMA DE GESTÃO AMBIENTAL

PROGRAMA DE GESTÃO AMBIENTAL JANEIRO 2013 RESUMO EXECUTIVO A ACCENT é uma empresa especializada em soluções tradução e localização de software, publicações técnicas, conteúdo de sites e material institucional e educativo. ESTRUTURA

Leia mais

TECNOLOGIA PARA BENEFICIAMENTO

TECNOLOGIA PARA BENEFICIAMENTO TECNOLOGIA PARA BENEFICIAMENTO de Matérias-Primas na Indústria Siderúrgica Tecnologia confiável Disponibilidade elevada 60 anos de experiência As melhores referências CARVÃO COQUE ArcelorMittal Tubarão,

Leia mais

Adições Minerais ao Concreto Materiais de Construção II

Adições Minerais ao Concreto Materiais de Construção II Pontifícia Universidade Católica de Goiás Engenharia Civil Adições Minerais ao Concreto Materiais de Construção II Professora: Mayara Moraes Adições Minerais Fonseca, 2010: Aditivos químicos ASTM C125

Leia mais

Curso de Engenharia de Produção. Manutenção dos Sistemas de Produção

Curso de Engenharia de Produção. Manutenção dos Sistemas de Produção Curso de Engenharia de Produção Manutenção dos Sistemas de Produção Introdução: Existe uma grande variedade de denominações das formas de atuação da manutenção, isto provoca certa confusão em relação aos

Leia mais

Cristian Dekkers Kremer (PPGEP - UTFPR) E-mail: cristian_dk@ig.com.br Prof. Dr. João Luiz Kovaleski (PPGEP - UTFPR) E-mail: kovaleski@utfpr.edu.

Cristian Dekkers Kremer (PPGEP - UTFPR) E-mail: cristian_dk@ig.com.br Prof. Dr. João Luiz Kovaleski (PPGEP - UTFPR) E-mail: kovaleski@utfpr.edu. Determinação do momento ótimo para a realização da manutenção preventiva em equipamentos de uma indústria metalúrgica: um estudo voltado para a redução de custos Cristian Dekkers Kremer (PPGEP - UTFPR)

Leia mais

Gerenciamento de estoque de materiais de manutenção em uma indústria de reciclagem de chumbo em Cascavel-PR.

Gerenciamento de estoque de materiais de manutenção em uma indústria de reciclagem de chumbo em Cascavel-PR. Gerenciamento de estoque de materiais de manutenção em uma indústria de reciclagem de chumbo em Cascavel-PR. Barbara Monfroi (Unioeste) bmonfroi@gmail.com Késsia Cruz (Unioeste) kessia.cruz@hotmail.com

Leia mais

ISO 9001. As três primeiras seções fornecem informações gerais sobre a norma, enquanto as cinco últimas centram-se na sua implementação.

ISO 9001. As três primeiras seções fornecem informações gerais sobre a norma, enquanto as cinco últimas centram-se na sua implementação. ISO 9001 A ISO 9001 é um Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) standard que exige que uma dada organização satisfaça as suas próprias exigências e as dos seus clientes e reguladores. Baseia-se numa metodologia

Leia mais

PROGRAMA EDUCAÇÃO AMBIENTAL DA SAMARCO. Programa de Educação Ambiental Interno

PROGRAMA EDUCAÇÃO AMBIENTAL DA SAMARCO. Programa de Educação Ambiental Interno PROGRAMA EDUCAÇÃO AMBIENTAL DA SAMARCO Programa de Educação Ambiental Interno Condicionante 57 LO 417/2010 SUMÁRIO 1. APRESENTAÇÃO 04 2. IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA 05 3. REGULAMENTO APLICÁVEL 06 3.1. FEDERAL

Leia mais

de diminuir os teores de carbono e impurezas até valores especificados para os diferentes tipos de aço produzidos;

de diminuir os teores de carbono e impurezas até valores especificados para os diferentes tipos de aço produzidos; 1 ANEXO XIII Limites de Emissão para Poluentes Atmosféricos gerados nas Indústrias Siderúrgicas Integradas e Semi-Integradas e Usinas de Pelotização de Minério de Ferro 1. Ficam aqui definidos os limites

Leia mais

Sistema de Gestão Ambiental

Sistema de Gestão Ambiental Objetivos da Aula Sistema de Gestão Ambiental 1. Sistemas de gestão ambiental em pequenas empresas Universidade Federal do Espírito Santo UFES Centro Tecnológico Curso de Especialização em Gestão Ambiental

Leia mais

ECOEFICIÊNCIA DA INDÚSTRIA BRASILEIRA DE CIMENTO: Gestão de carbono para a sustentabilidade. Yushiro Kihara Associação Brasileira de Cimento Portland

ECOEFICIÊNCIA DA INDÚSTRIA BRASILEIRA DE CIMENTO: Gestão de carbono para a sustentabilidade. Yushiro Kihara Associação Brasileira de Cimento Portland ECOEFICIÊNCIA DA INDÚSTRIA BRASILEIRA DE CIMENTO: Gestão de carbono para a sustentabilidade Yushiro Kihara Associação Brasileira de Cimento Portland Sumário Introdução Desafios da mitigação de Gases de

Leia mais

Poluição atmosférica decorrente das emissões de material particulado na atividade de coprocessamento de resíduos industriais em fornos de cimento.

Poluição atmosférica decorrente das emissões de material particulado na atividade de coprocessamento de resíduos industriais em fornos de cimento. Poluição atmosférica decorrente das emissões de material particulado na atividade de coprocessamento de resíduos industriais em fornos de cimento. Benedito Costa Santos Neto

Leia mais

Aspectos e Impactos Ambientais

Aspectos e Impactos Ambientais PÁGINA: 1/18 1 OBJETIVO Estabelecer e garantir uma sistemática para identificar, avaliar e gerenciar os aspectos e impactos ambientais das atividades, produtos ou serviços, da empresa x que possam ser

Leia mais

PROCESSO DE FABRICO DE CIMENTO

PROCESSO DE FABRICO DE CIMENTO PROCESSO DE FABRICO DE CIMENTO Índice Introdução. 2 1 Pedreiras... 3 2 - Furação e rebentamento.. 4 3 - Britagem... 5 4 - Transporte do material britado. 6 5 - Ensilagem e pré-homogeneização 7 6 - Moagem

Leia mais

TPM Total Productive Maintenance. ENG 90017 Manutenção e Confiabilidade Flávio Fogliatto

TPM Total Productive Maintenance. ENG 90017 Manutenção e Confiabilidade Flávio Fogliatto TPM Total Productive Maintenance ENG 90017 Manutenção e Confiabilidade Flávio Fogliatto Histórico e panorâmica da sistemática Surgida no Japão, é considerada evolução natural da manutenção corretiva (reativa)

Leia mais

Ações da Indústria de Cimento em direção da Sustentabilidade - Aspectos Ambientais

Ações da Indústria de Cimento em direção da Sustentabilidade - Aspectos Ambientais Ações da Indústria de Cimento em direção da Sustentabilidade - Aspectos Ambientais PANORAMA ATUALIZADO DA INDÚSTRIA DE CIMENTO Distribuição das fábricas (2010) 12 grupos industriais 71 fábricas 47 fábricas

Leia mais

Política de Responsabilidade Socioambiental

Política de Responsabilidade Socioambiental Política de Responsabilidade Socioambiental SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO... 3 2 OBJETIVO... 3 3 DETALHAMENTO... 3 3.1 Definições... 3 3.2 Envolvimento de partes interessadas... 4 3.3 Conformidade com a Legislação

Leia mais

VIABILIDADE AMBIENTAL E ECONÔMICA DA RECUPERAÇÃO ENERGÉTICA DE RESÍDUOS POR MEIO DE COMBUSTÍVEL DERIVADO DE RESÍDUO - CDR

VIABILIDADE AMBIENTAL E ECONÔMICA DA RECUPERAÇÃO ENERGÉTICA DE RESÍDUOS POR MEIO DE COMBUSTÍVEL DERIVADO DE RESÍDUO - CDR VIABILIDADE AMBIENTAL E ECONÔMICA DA RECUPERAÇÃO ENERGÉTICA DE RESÍDUOS POR MEIO DE COMBUSTÍVEL DERIVADO DE RESÍDUO - CDR CONFERÊNCIA WASTE TO ENERGY 2014 MARILIA TISSOT DIRETORA EXECUTIVA VIABILIDADE

Leia mais

CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS

CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS VI.1. Introdução A avaliação de riscos inclui um amplo espectro de disciplinas e perspectivas que vão desde as preocupações

Leia mais

CATEGORIA: Pôster Eixo Temático Tecnologias (Tratamento de Resíduos)

CATEGORIA: Pôster Eixo Temático Tecnologias (Tratamento de Resíduos) V1.2012 CATEGORIA: Pôster Eixo Temático Tecnologias (Tratamento de Resíduos) ESTUDO DE CASO - VIABILIDADE AMBIENTAL, ECONÔMICA E SOCIAL PARA IMPLANTAÇÃO DO MAQUINÁRIO NEWSTER 10 NA ESTERILIZAÇÃO DE RESÍDUOS

Leia mais

Redução do impacto ambiental através das práticas lean Autor: Lando Tetsuro Nishida.

Redução do impacto ambiental através das práticas lean Autor: Lando Tetsuro Nishida. Redução do impacto ambiental através das práticas lean Autor: Lando Tetsuro Nishida. O sistema de gerenciamento ambiental está se tornando cada vez mais uma prioridade na gestão das empresas. Em diversas

Leia mais

Curso de Sistemas de Informação 8º período Disciplina: Tópicos Especiais Professor: José Maurício S. Pinheiro V. 2009-1

Curso de Sistemas de Informação 8º período Disciplina: Tópicos Especiais Professor: José Maurício S. Pinheiro V. 2009-1 Curso de Sistemas de Informação 8º período Disciplina: Tópicos Especiais Professor: José Maurício S. Pinheiro V. 2009-1 Aula 3 Disponibilidade em Data Center O Data Center é atualmente o centro nervoso

Leia mais

PAPEL DO GESTOR AMBIENTAL NA EMPRESA

PAPEL DO GESTOR AMBIENTAL NA EMPRESA PAPEL DO GESTOR AMBIENTAL NA EMPRESA Copyright Proibida Reprodução. NECESSIDADE EMERGENTE - Apresentam-se hoje, em países desenvolvidos e em desenvolvimento, as preocupações com a sustentabilidade empresarial

Leia mais

PRÁTICAS AMBIENTAIS EM UMA INDÚSTRIA DE FERTILIZANTES

PRÁTICAS AMBIENTAIS EM UMA INDÚSTRIA DE FERTILIZANTES PRÁTICAS AMBIENTAIS EM UMA INDÚSTRIA DE FERTILIZANTES BAIOTTO, Alexandre 1 ; COSTA, Augusto Cesar da 1 ; SCHMIDT, Alberto 2 Palavras-Chave: Gestão ambiental. Empresa. Produção sustentável. Introdução Agregados

Leia mais

SÉRIE ISO 14000 SÉRIE ISO 14000

SÉRIE ISO 14000 SÉRIE ISO 14000 1993 - CRIAÇÃO DO COMITÊ TÉCNICO 207 (TC 207) DA ISO. NORMAS DA : ISO 14001 - SISTEMAS DE - ESPECIFICAÇÃO COM ORIENTAÇÃO PARA USO. ISO 14004 - SISTEMAS DE - DIRETRIZES GERAIS SOBRE PRINCÍPIOS, SISTEMAS

Leia mais

feam FUNDAÇÃO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE PARECER TÉCNICO Empreendedor: RECITEC RECICLAGEM TÉCNICA DO BRASIL LTDA.

feam FUNDAÇÃO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE PARECER TÉCNICO Empreendedor: RECITEC RECICLAGEM TÉCNICA DO BRASIL LTDA. FUNDAÇÃO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE PARECER TÉCNICO RESUMO Parecer Técnico GEDIN 078 / 2008 A RECITEC Reciclagem Técnica do Brasil Ltda., detentora da Licença Prévia 107/2004, da Licença de Instalação 273/2005

Leia mais

CONCEITOS E FUNÇÕES DO PLANEJAMENTO, DA PROGRAMAÇÃO E DO CONTROLE DA PRODUÇÃO PPCP (Petrônio Garcia Martins / Fernando Piero Martins Capítulo 7)

CONCEITOS E FUNÇÕES DO PLANEJAMENTO, DA PROGRAMAÇÃO E DO CONTROLE DA PRODUÇÃO PPCP (Petrônio Garcia Martins / Fernando Piero Martins Capítulo 7) CONCEITOS E FUNÇÕES DO PLANEJAMENTO, DA PROGRAMAÇÃO E DO CONTROLE DA PRODUÇÃO PPCP (Petrônio Garcia Martins / Fernando Piero Martins Capítulo 7) A ESTRATÉGIA DA MANUFATURA E O SISTEMA PPCP: A estratégia

Leia mais

CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE

CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE RESOLUÇÃO N. 307, DE 05 DE JULHO DE 2002 Alterações: Resolução CONAMA n. 348, de 16.08.04 Resolução CONAMA n. 431, de 24.05.11 Resolução CONAMA n. 448, de 18.01.12 Resolução

Leia mais

A Produção de Empreendimentos Sustentáveis

A Produção de Empreendimentos Sustentáveis A Produção de Empreendimentos Sustentáveis Arq. Daniela Corcuera arq@casaconsciente.com.br www.casaconsciente.com.br A construção sustentável começa a ser praticada no Brasil, ainda com alguns experimentos

Leia mais

ISO 14001:2015 SAIBA O QUE MUDA NA NOVA VERSÃO DA NORMA

ISO 14001:2015 SAIBA O QUE MUDA NA NOVA VERSÃO DA NORMA ISO 14001:2015 SAIBA O QUE MUDA NA NOVA VERSÃO DA NORMA SUMÁRIO Apresentação ISO 14001 Sistema de Gestão Ambiental Nova ISO 14001 Principais alterações e mudanças na prática Estrutura de alto nível Contexto

Leia mais

Curso Superior de Tecnologia em Automação Industrial. Curso Superior de Tecnologia em Construção Naval

Curso Superior de Tecnologia em Automação Industrial. Curso Superior de Tecnologia em Construção Naval Automação Industrial Indústria O Tecnólogo em Automação Industrial é um profissional a serviço da modernização das técnicas de produção utilizadas no setor industrial, atuando na execução de projetos,

Leia mais

Tecnologia da Informação: Otimizando Produtividade e Manutenção Industrial

Tecnologia da Informação: Otimizando Produtividade e Manutenção Industrial Tecnologia da Informação: Otimizando Produtividade e Manutenção Industrial Por Christian Vieira, engenheiro de aplicações para a América Latina da GE Fanuc Intelligent Platforms, unidade da GE Enterprise

Leia mais

ALTERNATIVAS DE DESTINAÇÃO DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS. Apresentação: Ana Rosa Freneda Data: 17/10/2014

ALTERNATIVAS DE DESTINAÇÃO DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS. Apresentação: Ana Rosa Freneda Data: 17/10/2014 ALTERNATIVAS DE DESTINAÇÃO DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS Apresentação: Ana Rosa Freneda Data: 17/10/2014 3 Elos Soluções Ambientais Alternativa para otimizar a destinação de resíduos: Crescente necessidade das

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO DE SUPRIMENTOS GESTÃO

ADMINISTRAÇÃO DE SUPRIMENTOS GESTÃO GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS DEFINIÇÃO DE CADEIAS DE SUPRIMENTOS (SUPLLY CHAIN) São os processos que envolvem fornecedores-clientes e ligam empresas desde a fonte inicial de matéria-prima até o ponto

Leia mais

Planejamento da produção: Previsão de demanda para elaboração do plano de produção em indústria de sorvetes.

Planejamento da produção: Previsão de demanda para elaboração do plano de produção em indústria de sorvetes. Planejamento da produção: Previsão de demanda para elaboração do plano de produção em indústria de sorvetes. Tiago Esteves Terra de Sá (UFOP) tiagoeterra@hotmail.com Resumo: Este trabalho busca apresentar

Leia mais

Copyright Proibida Reprodução. Prof. Éder Clementino dos Santos

Copyright Proibida Reprodução. Prof. Éder Clementino dos Santos NORMAS ISO 14000 CONCEITOS A preocupação com a estabilidade das linhas tênues de amarração dos ecossistemas conduz os estudiosos a analisar os fatores que podem gerar a ruptura desses sistemas. GESTORES

Leia mais

MANUTENÇÃO PREDITIVA : BENEFÍCIOS E LUCRATIVIDADE.

MANUTENÇÃO PREDITIVA : BENEFÍCIOS E LUCRATIVIDADE. 1 MANUTENÇÃO PREDITIVA : BENEFÍCIOS E LUCRATIVIDADE. Márcio Tadeu de Almeida. D.Eng. Professor da Escola Federal de Engenharia de Itajubá. Consultor em Monitoramento de Máquinas pela MTA. Itajubá - MG

Leia mais

AUDITORIA AMBIENTAL PARA DESENVOLVIMENTO DE FORNECEDORES

AUDITORIA AMBIENTAL PARA DESENVOLVIMENTO DE FORNECEDORES Belo Horizonte/MG 24 a 27/11/2014 AUDITORIA AMBIENTAL PARA DESENVOLVIMENTO DE FORNECEDORES M. H. M. Nunes(*), L. M. Castro * Mineração de Alumínio da Votorantim Metais, maura.nunes@vmetais.com.br. RESUMO

Leia mais

1. Introdução. 1.1 Apresentação

1. Introdução. 1.1 Apresentação 1. Introdução 1.1 Apresentação Empresas que têm o objetivo de melhorar sua posição competitiva diante do mercado e, por consequência tornar-se cada vez mais rentável, necessitam ter uma preocupação contínua

Leia mais

Soluções em Gestão Ambiental

Soluções em Gestão Ambiental Soluções em Gestão Ambiental QUEM SOMOS A Silcon Ambiental Empresa de engenharia ambiental, especializada em serviços e soluções para o gerenciamento, tratamento e destinação final de resíduos e na produção

Leia mais

SISTEMA DA GESTÃO AMBIENTAL SGA MANUAL CESBE S.A. ENGENHARIA E EMPREENDIMENTOS

SISTEMA DA GESTÃO AMBIENTAL SGA MANUAL CESBE S.A. ENGENHARIA E EMPREENDIMENTOS CESBE S.A. ENGENHARIA E EMPREENDIMENTOS SISTEMA DA GESTÃO AMBIENTAL MANUAL Elaborado por Comitê de Gestão de Aprovado por Paulo Fernando G.Habitzreuter Código: MA..01 Pag.: 2/12 Sumário Pag. 1. Objetivo...

Leia mais

Anexo III da Resolução n 1 da CIMGC

Anexo III da Resolução n 1 da CIMGC Anexo III da Resolução n 1 da CIMGC Projeto Nobrecel de Troca de Combustível na Caldeira de Licor Negro (Nobrecel fuel switch in black liquor boiler Project) Introdução: O objetivo deste relatório é o

Leia mais

Manual do Sistema de Gestão Ambiental - Instant Solutions. Manual do Sistema de Gestão Ambiental da empresa

Manual do Sistema de Gestão Ambiental - Instant Solutions. Manual do Sistema de Gestão Ambiental da empresa Manual do Sistema de Gestão Ambiental da empresa Data da Criação: 09/11/2012 Dara de revisão: 18/12/2012 1 - Sumário - 1. A Instant Solutions... 3 1.1. Perfil da empresa... 3 1.2. Responsabilidade ambiental...

Leia mais

Investimentos e Controles Ambientais da ArcelorMittal Tubarão

Investimentos e Controles Ambientais da ArcelorMittal Tubarão Investimentos e Controles Ambientais da ArcelorMittal Tubarão Desde a inauguração, em 1983, a ArcelorMittal Tubarão segue uma gestão orientada pela busca contínua da inovação e da qualidade em processos

Leia mais

DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS DE GESTÃO DE ESTOQUE EM UMA EMPRESA BENEFICIADORA DE VIDROS EM TERESINA PI

DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS DE GESTÃO DE ESTOQUE EM UMA EMPRESA BENEFICIADORA DE VIDROS EM TERESINA PI DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS DE GESTÃO DE ESTOQUE EM UMA EMPRESA BENEFICIADORA DE VIDROS EM TERESINA PI GEDAÍAS RODRIGUES VIANA 1 FRANCISCO DE TARSO RIBEIRO CASELLI 2 FRANCISCO DE ASSIS DA SILVA MOTA 3

Leia mais

PRODUÇÃO INDUSTRIAL CRESCIMENTO ECONÔMICO

PRODUÇÃO INDUSTRIAL CRESCIMENTO ECONÔMICO UNIVERSIDADE DE CAIAS DO SUL PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO MESTRADO EM ADMINISTRAÇÃO Produção mais Limpa: O Caso do Arranjo Produtivo Local Metal-Mecânico Mecânico Automotivo da Serra Gaúcha Eliana Andréa

Leia mais

Realizado por: Crist..., Mar... MODELAGEM. FIB - Faculdades. Administração de Empresas

Realizado por: Crist..., Mar... MODELAGEM. FIB - Faculdades. Administração de Empresas Realizado por: Crist..., Mar... MODELAGEM FIB - Faculdades Administração de Empresas 2009 MODELAGEM ESTUDO DE CASO: Trabalho solicitado pelo Prof.: Trabalho realizado para a disciplina de FIB - Faculdades

Leia mais

P á g i n a 3 INTRODUÇÃO

P á g i n a 3 INTRODUÇÃO P á g i n a 3 INTRODUÇÃO A Administração de Materiais compreende as decisões e o controle sobre o planejamento, programação, compra, armazenamento e distribuição dos materiais indispensáveis à produção

Leia mais

Anexo III da Resolução n o 1 da Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima

Anexo III da Resolução n o 1 da Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima Anexo III da Resolução n o 1 da Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima Contribuição da Atividade de Projeto para o Desenvolvimento Sustentável I Introdução O Projeto Granja São Roque de redução

Leia mais

Alternativas tecnológicas disponíveis. Variações de custo e de segurança das operações.

Alternativas tecnológicas disponíveis. Variações de custo e de segurança das operações. DESTINAÇÃO E DISPOSIÇÃO FINAL AMBIENTALMENTE ADEQUADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS INDUSTRIAIS Alternativas tecnológicas disponíveis. Variações de custo e de segurança das operações. INTRODUÇÃO SUSTENTABILIDADE,

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 307, DE 5 DE JULHO DE 2002 (DOU de 17/07/2002)

RESOLUÇÃO Nº 307, DE 5 DE JULHO DE 2002 (DOU de 17/07/2002) RESOLUÇÃO Nº 307, DE 5 DE JULHO DE 2002 (DOU de 17/07/2002) Estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil. Correlações: Alterada pela Resolução nº 469/15

Leia mais

Recuperação Energética de Resíduos Sólidos na Indústria de Cimento

Recuperação Energética de Resíduos Sólidos na Indústria de Cimento Recuperação Energética de Resíduos Sólidos na Indústria de Cimento Avanços na Implementação na Política Nacional de Resíduos CENÁRIO 28 empresas 15 grupos industriais 85 fábricas 51 Integradas 34 moagens

Leia mais

Posição da indústria química brasileira em relação ao tema de mudança climática

Posição da indústria química brasileira em relação ao tema de mudança climática Posição da indústria química brasileira em relação ao tema de mudança climática A Abiquim e suas ações de mitigação das mudanças climáticas As empresas químicas associadas à Abiquim, que representam cerca

Leia mais

MRP COMO SISTEMA PROPULSOR DE MELHORIAS NA ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS

MRP COMO SISTEMA PROPULSOR DE MELHORIAS NA ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS ISSN 1984-9354 MRP COMO SISTEMA PROPULSOR DE MELHORIAS NA ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS Jamile Pereira Cunha Rodrigues (UESC) Resumo Diante do atual cenário competitivo empresarial, as empresas estão buscando

Leia mais

Sistemas construtivos à base de cimento. Uma contribuição efetiva para a. sustentabilidade da construção civil

Sistemas construtivos à base de cimento. Uma contribuição efetiva para a. sustentabilidade da construção civil Sistemas construtivos à base de cimento. Uma contribuição efetiva para a sustentabilidade da construção civil A CONSCIÊNCIA AMBIENTAL É TEMA DESTE SÉCULO, E PORQUE NÃO DIZER DESTE MILÊNIO REDUZA REUTILIZE

Leia mais

MANUAL DO SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADA

MANUAL DO SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADA Páginas: 1 de 13 APROVAÇÃO Este Manual de Gestão está aprovado e representa o Sistema de Gestão Integrada implementado na FOX Comércio de Aparas Ltda. Ricardo Militelli Diretor FOX Páginas: 2 de 13 1.

Leia mais

MRP COMO FERRAMENTA DE CONTROLE E PLANEJAMENTO

MRP COMO FERRAMENTA DE CONTROLE E PLANEJAMENTO MRP COMO FERRAMENTA DE CONTROLE E PLANEJAMENTO Augusto Cesar Giampietro, Unisalesiano de Lins, e-mail: guto.mkt@gmail.com Bruno Bodoia, Unisalesiano de Lins, e-mail: bruno.bodoia@bertin.com.br Carlos Silva,

Leia mais

CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE-CONAMA

CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE-CONAMA CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE-CONAMA Resolução nº 307, de 5 de Julho de 2002. Estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil, disciplinando as ações

Leia mais

Código de Fornecimento Responsável

Código de Fornecimento Responsável Código de Fornecimento Responsável Breve descrição A ArcelorMittal requer de seus fornecedores o cumprimento de padrões mínimos relacionados a saúde e segurança, direitos humanos, ética e meio ambiente.

Leia mais

Atmosferas Explosivas. Segurança e confiabilidade

Atmosferas Explosivas. Segurança e confiabilidade Atmosferas Explosivas Segurança e confiabilidade Atmosferas Explosivas Quando o assunto é área de risco o uso de produtos apropriados e a manutenção adequada são exigências obrigatórias para atender normas

Leia mais

Apresentação Geral W2E Bioenergia. Empresa Produtos Soluções Tecnologia Diferenciais Meio Ambiente. www.w2ebioenergia.com.br

Apresentação Geral W2E Bioenergia. Empresa Produtos Soluções Tecnologia Diferenciais Meio Ambiente. www.w2ebioenergia.com.br Apresentação Geral W2E Bioenergia Empresa Produtos Soluções Tecnologia Diferenciais Meio Ambiente 1 www.w2ebioenergia.com.br 1 - A Empresa A W2E Bioenergia foi criada em 2010 tendo como base um desafio

Leia mais

Política Nacional de Resíduos Sólidos e Logística Reversa

Política Nacional de Resíduos Sólidos e Logística Reversa Política Nacional de Resíduos Sólidos e Logística Reversa Cristina R. Wolter Sabino de Freitas Departamento Ambiental O mundo será obrigado a se desenvolver de forma sustentável, ou seja, que preserve

Leia mais

01/12/2012 MEIO AMBIENTE E RESPONSABILIDADE SOCIAL. Guarantã do Norte/MT A SOCIEDADE ESTÁ EM TRANSFORMAÇÃO

01/12/2012 MEIO AMBIENTE E RESPONSABILIDADE SOCIAL. Guarantã do Norte/MT A SOCIEDADE ESTÁ EM TRANSFORMAÇÃO MEIO AMBIENTE E RESPONSABILIDADE SOCIAL Guarantã do Norte/MT A SOCIEDADE ESTÁ EM TRANSFORMAÇÃO TAREFAS ESTRUTURA PESSOAS AMBIENTE TECNOLOGIA ÊNFASE NAS TAREFAS Novos mercados e novos conhecimentos ÊNFASE

Leia mais

FICHA DE INFORMAÇÃO DE SEGURANÇA DE PRODUTO QUÍMICO

FICHA DE INFORMAÇÃO DE SEGURANÇA DE PRODUTO QUÍMICO Página: 1 de 5 FISPQ Nº: 037 Data da última revisão: 26/10/2010 Nome do Produto: Betugrout 1) IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA Nome do Produto: Betugrout Código do Produto: 026050025. Nome da Empresa:

Leia mais

Gestão da Qualidade Políticas. Elementos chaves da Qualidade 19/04/2009

Gestão da Qualidade Políticas. Elementos chaves da Qualidade 19/04/2009 Gestão da Qualidade Políticas Manutenção (corretiva, preventiva, preditiva). Elementos chaves da Qualidade Total satisfação do cliente Priorizar a qualidade Melhoria contínua Participação e comprometimento

Leia mais

Centro de Inovação e Tecnologia SENAI FIEMG - Campus CETEC

Centro de Inovação e Tecnologia SENAI FIEMG - Campus CETEC Centro de Inovação e Tecnologia SENAI FIEMG Campus CETEC O Centro de Inovação e Tecnologia SENAI FIEMG Campus CETEC, compõe-se por um conjunto de institutos de inovação e institutos de tecnologia capazes

Leia mais

MÁQUINAS TÉRMICAS AT-101

MÁQUINAS TÉRMICAS AT-101 Universidade Federal do Paraná Curso de Engenharia Industrial Madeireira MÁQUINAS TÉRMICAS AT-101 M.Sc. Alan Sulato de Andrade alansulato@ufpr.br INTRODUÇÃO: Uma das formas mais empregadas para produção

Leia mais

UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS CURSO DE BIOLOGIA (EAD)

UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS CURSO DE BIOLOGIA (EAD) UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS CURSO DE BIOLOGIA (EAD) TRABALHO DE BIOLOGIA GERAL RAQUEL ALVES DA SILVA CRUZ Rio de Janeiro, 15 de abril de 2008. TRABALHO DE BIOLOGIA GERAL TERMOELÉTRICAS

Leia mais

Qualidade e Sustentabilidade na Construção Civil

Qualidade e Sustentabilidade na Construção Civil Qualidade e Sustentabilidade na Construção Civil Série ISO 9000: Modelo de certificação de sistemas de gestão da qualidade mais difundido ao redor do mundo: Baseada na norma ISO 9000 No Brasil: a ABNT

Leia mais

GROUP PEDREIRA S PROJECTO IN AIR CONDITIONING SERVICE

GROUP PEDREIRA S PROJECTO IN AIR CONDITIONING SERVICE Serviços de Instalação - VRV e VRF O ar condicionado está se tornando rapidamente a tecnologia favoreceu para fornecer aquecimento e soluções para escritórios, comércio e lazer de refrigeração. Ele está

Leia mais

Soluções Ambientais para a Destinação de Resíduos

Soluções Ambientais para a Destinação de Resíduos Soluções Ambientais para a Destinação de Resíduos ONDE ESTAMOS REGIONAIS São Paulo (Caieiras, São José dos Campos, Itaberaba, Taboão da Serra e Sede) Rio de Janeiro (Magé e Macaé) Minas Gerais (Betim,

Leia mais

ENTENDENDO A ISO 14000

ENTENDENDO A ISO 14000 UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA DEPARTAMENTO DE TECNOLOGIA DE ALIMENTOS CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE ALIMENTOS ENTENDENDO A ISO 14000 Danilo José P. da Silva Série Sistema de Gestão Ambiental Viçosa-MG/Janeiro/2011

Leia mais

Tubos OmegaBond Tecnologia Avançada

Tubos OmegaBond Tecnologia Avançada Aumento de produtividade em plantas de uréia através aumento de capacidade e melhoria de confiabilidade quanto a resistência a corrosão COMO A NOVA TECNOLOGIA AJUDA OS FABRICANTES A AUMENTAR A LUCRATIVIDADE

Leia mais

Módulo 2/3: Automação nos Sistemas de Produção. Prof. André Pedro Fernandes Neto

Módulo 2/3: Automação nos Sistemas de Produção. Prof. André Pedro Fernandes Neto Módulo 2/3: Automação nos Sistemas de Produção Prof. André Pedro Fernandes Neto Razões para Automatizar Alto custo de mão de obra Investimentos em máquinas que possam automatizar a produção com um custo

Leia mais

Ministério do Meio Ambiente CICLO DE VIDA DOS PNEUS

Ministério do Meio Ambiente CICLO DE VIDA DOS PNEUS Ministério do Meio Ambiente CICLO DE VIDA DOS PNEUS Zilda Maria Faria Veloso Gerente de Resíduos Perigosos Departamento de Qualidade Ambiental na Indústria Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade

Leia mais

Departamento de Engenharia Elétrica Disciplina: Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica. Biomassa

Departamento de Engenharia Elétrica Disciplina: Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica. Biomassa Universidade Federal do Ceará Departamento de Engenharia Elétrica Disciplina: Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica Universidade Federal do Ceará Biomassa Professora: Ruth Pastôra Saraiva

Leia mais

DESTINO FINAL AMBIENTALMENTE CORRETO DAS EMBALAGENS VAZIAS DE AGROTÓXICOS

DESTINO FINAL AMBIENTALMENTE CORRETO DAS EMBALAGENS VAZIAS DE AGROTÓXICOS 25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1 DESTINO FINAL AMBIENTALMENTE CORRETO DAS EMBALAGENS VAZIAS DE AGROTÓXICOS Raquel Ströher 1, Ana Paula Ströher 2, João Walker Damasceno 3 RESUMO: No Brasil,

Leia mais

NORMA NBR ISO 9001:2008

NORMA NBR ISO 9001:2008 NORMA NBR ISO 9001:2008 Introdução 0.1 Generalidades Convém que a adoção de um sistema de gestão da qualidade seja uma decisão estratégica de uma organização. O projeto e a implementação de um sistema

Leia mais

Geração de Energia a partir do lixo urbano. Uma iniciativa iluminada da Plastivida.

Geração de Energia a partir do lixo urbano. Uma iniciativa iluminada da Plastivida. Geração de Energia a partir do lixo urbano. Uma iniciativa iluminada da Plastivida. Plástico é Energia Esta cidade que você está vendo aí de cima tem uma população aproximada de 70.000 mil habitantes e

Leia mais

Reuso macroexterno: reuso de efluentes provenientes de estações de tratamento administradas por concessionárias ou de outra indústria;

Reuso macroexterno: reuso de efluentes provenientes de estações de tratamento administradas por concessionárias ou de outra indústria; Um local de grande potencialidade de reutilização de efluentes de ETE s é o setor industrial, afirma Giordani (2002), visto que várias fases dos processos produtivos podem aceitar águas de menor qualidade,

Leia mais

Palestrante: Alessandra Panizi Evento: Resíduos Sólidos: O que fazer?

Palestrante: Alessandra Panizi Evento: Resíduos Sólidos: O que fazer? Palestrante: Alessandra Panizi Evento: Resíduos Sólidos: O que fazer? Marco Histórico sobre Resíduos Sólidos Lei 12.305/2010 Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) Decreto 7.404/2012 regulamento

Leia mais