MÉTODO DE CONSTRUÇÃO DO ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO LOCAL SUSTENTÁVEL: UMA PROPOSTA METODOLÓGICA E APLICADA RESUMO

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1 ISSN MÉTODO DE CONSTRUÇÃO DO ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO LOCAL SUSTENTÁVEL: UMA PROPOSTA METODOLÓGICA E APLICADA Mozaniel Gomes da Silva, Gesinaldo Ataíde Cândido, Maria de Fátima Martins RESUMO A implementação do desenvolvimento sustentável apresenta-se como um desafio aos formuladores de políticas públicas, gestores e à comunidade científica que buscam por respostas urgentes e complexas. Assim, torna-se relevante a elaboração de novas propostas conceituais buscando-se a construção de instrumentos de apoio para avaliar a direção do crescimento em diferentes realidades. Nesse sentido, o objetivo deste estudo consiste em elaborar um método de construção do Índice de Desenvolvimento Local Sustentável (IDLS), validado por atores locais, que sistematize informações necessárias para a implementação de políticas e ações capazes de gerar o desenvolvimento de forma sustentável. Para tanto, utilizou-se uma arquitetura híbrida, resultante do compromisso entre o método científico e a participação dos atores sociais na priorização de questões do desenvolvimento local, incorporando: adoção de um marco ordenador; seleção, análise e priorização dos indicadores; organização e validação de um sistema de informações hierarquizadas; transformação de variáveis e cálculo do índice ponderado. Para a consolidação desta proposta, foi realizado um estudo de caso para diagnosticar o nível de sustentabilidade em Campina Grande PB. Os resultados alcançados com a aplicação do IDLS apontaram para uma situação de sustentabilidade aceitável, porém, próxima ao limite da condição de alerta. Palavras-chave: Sustentabilidade, apoio à decisão, índice ponderado. METHOD OF CONSTRUCTION OF THE INDEX OF SUSTAINABLE LOCAL DEVELOPMENT: A METHODOLOGICAL PROPOSAL AND APPLIED ABSTRACT The implementation of the sustainable development comes as a challenge to the makers of public politics, managers and to the scientific community that search for urgent and complex answers. Like this, it becomes important the elaboration of new proposed conceptual being looked for the construction of support instruments to evaluate the direction of the growth in different realities. In that sense, the objective of this study consists of elaborating a method of construction of the Index of Local Sustainable Development (IDLS), validated by local actors, that systematizes necessary information for the implementation of politics and actions capable to generate the development in a sustainable way. For so much, a hybrid architecture, resultant of the commitment between the scientific method and the social actors participation was used in the hierarchization of subjects of the local development, incorporating: adoption of a mark orderer; selection, analysis and hierarchization of the indicators; organization and validation of a system of nested information; transformation of variables and calculation of the considered index. For the consolidation of this proposal, a case study was accomplished to diagnose the sustainability level in Campina Grande - PB. The results reached with the application of IDLS they appeared for a situation of acceptable sustainability, however, close to the limit of the condition of alert. Keywords: Sustainability, support to decision, weighted index Protocolo 4 de 7/09/008 Prof. Adjunto da UAEAg/UFCG. Av. Aprígio Veloso, 88, Bodocongó, CEP Campina Grande, PB. Fone: (8) Prof. Titular Dr. UAAC/UFCG. Fone: (8) Mestre em Engenharia de Produção pelo PPGEP/UFPB, pesquisadora GEGIT. Fone: (8) 07

2 56 INTRODUÇÃO A década de 90 - final do Século XX e início de um novo milênio - foi um período de inventário sobre o desenvolvimento, onde novos estudos reexaminaram e estabeleceram novas abordagens, tidas atualmente como centrais ao desenvolvimento. Nesse período, o registro do desenvolvimento confirmou a eficácia de algumas reformas para o desenvolvimento sustentável (DS), investindose mais - e de forma mais eficiente - em educação, saúde e no meio ambiente; mas conheceram-se, também, estagnação e reveses. A degradação do meio ambiente e as persistentes injustiças sociais são vistas como expressão de fracasso de um projeto de desenvolvimento dominante. Nessa perspectiva, poucos foram os conceitos que despertaram, nestes últimos anos, a atenção da opinião pública e da comunidade científica mundial quanto o de DS - apesar das críticas a que tem sido sujeito. À partir dessa nova ótica, a noção de desenvolvimento extrapola o domínio da economia através da sua integração com as dimensões social, ambiental e institucional, apoiando-se em novos paradigmas. Embora existam algumas dificuldades em priorizar ou mesmo agrupar todas as questões associadas ao desenvolvimento, estas estão visíveis em inquietações expressas com relação ao estilo de vida atual e futuro, à qualidade de vida, à prosperidade econômica e, de forma mais geral, ao futuro do nosso planeta. A Agenda (00) prescreve, para o fortalecimento da base científica visando o manejo sustentável, a participação popular na fixação de prioridades e na tomada de decisões relacionadas ao DS, além de enfatizar que, um dos principais desafios à construção da sustentabilidade é o de se criar instrumentos de mensuração tais como indicadores. A utilização de indicadores tem adquirido um peso crescente nas metodologias utilizadas para resumir a informação de caráter técnico e científico, na forma original ou bruta, permitindo transmiti-la numa forma sintética, preservando o essencial dos dados originais e utilizando apenas as variáveis que melhor servem aos objetivos a serem alcançados (IDS, 004). A análise de trabalhos nacionais e internacionais, associados à elaboração de modelos de sustentabilidade, mostra que nem todas as questões representadas pelos indicadores são igualmente importantes. A existência de julgamentos de valor de tais indicadores e uma adequada ponderação das questões do desenvolvimento induzem a necessidade de se dispor de procedimentos metodológicos que propiciem a avaliação da dinâmica do desenvolvimento local, considerando a ordem de importância relativa das questões e a participação de atores sociais locais. Assim, o objetivo deste estudo consiste em elaborar um método de construção do IDLS, validado por atores locais, que sistematize informações necessárias para a implementação de políticas e ações capazes de gerar o desenvolvimento de forma sustentável. Para validação do método foi feita uma aplicação no município de Campina Grande-PB, tomando como base a pesquisa anteriormente realizada envolvendo o índice de desenvolvimento sustentável do município (Martins e Cândido, 008). Para o alcance desse objetivo, a estratégia metodológica adotada nesta pesquisa consistiu, inicialmente, da definição de uma diretriz ordenadora para orientar a construção do índice proposto, seguida da seleção, análise e priorização dos indicadores, através de entrevistas com colaboradores locais, utilizando-se o Processo Analítico Hierárquico (AHP) programado em planilhas eletrônicas. As opiniões dos colaboradores entrevistados foram organizadas em um sistema de informações hierarquizadas, que serviu de base à construção do índice. Em um segundo momento, procedeu-se à transformação de variáveis e cálculo do índice ponderado. Além desta parte introdutória, este artigo encontra-se estruturado em 5 itens: o segundo item apresenta uma contextualização do desenvolvimento, desenvolvimento sustentável, indicadores de sustentabilidade, modelos de avaliação e técnicas de análise multicriterial. O terceiro trata do conjunto de procedimentos que servirão de base para construção do índice proposto. No item 4 são apresentados e analisados os resultados obtidos com a aplicação do índice proposto e no item 5 são apresentadas as considerações finais do estudo relizado.

3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Desenvolvimento sustentável A noção tradicional do desenvolvimento é vista como crescimento econômico, pois deriva da idéia de progresso, revelando-se como uma das idéias básicas da lógica da dinâmica predatória do capitalismo. Nesse sentido, faz-se necessário esclarecer um ponto controverso que permeia o conceito de desenvolvimento, que é a sua diferenciação de crescimento. O crescimento refere-se aos níveis de produção e renda de uma população, ou seja, direciona-se apenas aos aspectos econômicos, enquanto que desenvolvimento direciona-se à elevação do nível de vida da população. Sendo assim, conciliar o desenvolvimento ao crescimento econômico torna-se preponderante para que se consiga alcançar o DS almejado: sensível às questões sociais, ambientalmente prudente e economicamente viável. O conceito de sustentabilidade, ou DS, embora utilizado de forma ampla nas duas últimas décadas, é um conceito em permanente construção e reconstrução e corresponde à definição mais abrangente dos modelos de desenvolvimento propostos na modernidade. O termo desenvolvimento sustentável pode ser visto como palavra-chave dos últimos tempos e existem para o mesmo numerosas definições, exatamente por seu entendimento variar de acordo com as diversas abordagens que envolvem o conceito. Pronk e Hak (99) afirmam que o desenvolvimento é sustentável quando o crescimento econômico traz justiça e oportunidades para todos os seres humanos do planeta, sem privilégio de algumas espécies, sem destruir os recursos naturais finitos e sem ultrapassar a capacidade de carga do sistema. Para Buarque (994) o DS pode ser entendido como o processo de mudança social e elevação das oportunidades da sociedade, compatibilizando, no tempo e no espaço, o crescimento e a eficiência econômicos, a conservação ambiental, a qualidade de vida e a eqüidade social, partindo de um claro compromisso com o futuro e a solidariedade entre gerações. De acordo com Ribeiro (00), para que uma sociedade seja capaz de avaliar seu próprio progresso, sua evolução e manutenção de seu metabolismo, necessita de um suporte de informação que seja adequado para apoiar a decisão política acerca do desenvolvimento e acompanhar o impacto das atividades no contexto sócio-ambiental. A transição para o 57 DS requer esse entendimento e a necessidade de mensurar a sustentabilidade, levanta-se como condição sine qua non para a construção de soluções sustentáveis em desenvolvimento. A identificação da informação relevante, capaz de potencialmente esclarecer a existência de quaisquer processos não-sustentáveis de desenvolvimento na relação entre sociedade e meio ambiente, é algo somente possível para uma sociedade se a msma dispuser de instrumentos científico-técnicos e políticos construídos com essa finalidade (Fenzl, 997). Nesse sentido, os indicadores de sustentabilidade apresentam-se como importantes instrumentos para a compreensão acerca de uma dada localidade em relação à sustentabilidade. Indicadores de sustentabilidade Um dos desafios da construção do DS é o de criar instrumentos de mensuração, tais como indicadores de desenvolvimento. De acordo com o IBGE (004), os indicadores de sustentabilidade são ferramentas constituídas por uma ou mais variáveis que, associadas através de diversas formas, revelam significados mais amplos sobre os fenômenos a que se referem e, por sua capacidade de síntese, são capazes de facilitar o entendimento ao crescente público envolvido com o tema, constituindo-se em um instrumento essencial para guiar a ação e subsidiar o acompanhamento do progresso alcançado rumo ao DS. Os indicadores de sustentabilidade diferenciam-se dos demais por exigirem uma visão de mundo integrada, necessitando relacionar para tanto, a economia, o meio ambiente e a sociedade de uma dada comunidade. Marangon (004) defende que um bom indicador alerta sobre os problemas antes que eles se tornem muito graves indicando o que precisa ser feito para resolvê-los; é dessa maneira que em comunidades em crise os indicadores são considerados importantes instrumentos para definir soluções e propor um futuro melhor. No caso brasileiro, acresce-se ao desafio de propor indicadores capazes de caracterizar e subsidiar o processo de DS em nível municipal, a exigência de expressar as diversidades do País. A partir dessa lacuna na literatura, Martins e Cândido (008) propuseram um modelo elaborado a partir do IDS Brasil 004 elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE, o qual permite a avaliação dos níveis de sustentabilidade para o Brasil,

4 58 Unidades da Federação e municípios, e da metodologia de Índice de Desenvolvimento Sustentável desenvolvida por Waquil et. al. (006) para atender demanda específica da Secretaria de Desenvolvimento Territorial (SDT) do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para caracterização, mensuração e análise do nível de DS dos territórios rurais. A metodologia proposta por Martins e Cândido (008), procura identificar o nível de sustentabilidade municipal através de um conjunto de 6 dimensões: social, demográfica, econômica, político-institucional, ambiental e cultural. Essas dimensões contém informações que visam fornecer subsídios para a formulação e implementação de políticas públicas que propiciem as condições adequadas para a qualidade da vida da população no momento atual e para as futuras gerações. As dimensões e indicadores da metodologia estão abaixo discriminadas: Como pode ser observado no Quadro, muitas são as variavéis necessárias elencadas por Martins e Cândido (008) para se identificar o nível de sustentabilidade municipal. Entretanto, sabe-se da necessidade de se levar em consideração as especificidades do município que se está analisando, bem como destacar o nível de importância que cada dimensão e variável representa, principalmente, como elementos indispensáveis para conduzir políticas e ações desenvolvimentistas. Nesse sentido, a forma como se deve quantificar a importância relativa de cada dimensão e variável torna-se preponderante em função de que possuem importâncias variáveis para cada decisor e para cada municipio. Dessa forma, suas escolhas devem estar atreladas à utilização de critérios adequados, os quais podem ser estabelecidos através de sistemas de apoio à decisão. Quadro. Dimensões e Indicadores do Desenvolvimento Sustentável Dimensões - PolíticoInstitucional Ambiental Social - Indicadores Despesas por função: com assistência social, educação, cultura, urbanismo, habitação urbana, gestão ambiental, ciência e tecnologia, desporto e lazer, saneamento urbano, saúde; Acesso a serviço de telefonia fixa; Participação nas eleições; Número de conselhos municipais; Número de acessos à justiça e Transferências intergovernamentais da União Qualidade das águas: aferição de cloro residual, de turbidez e de coliformes totais; Tratamento das águas: tratada em ETAs e por desinfecção; Consumo médio per capita de água; Acesso a coleta de lixo urbano e rura; Acesso ao sistema de abastecimento de água; Tipo de esgotamento sanitário por domicílio Esperança de vida ao nascer Mortalidade infantil Prevalência da desnutrição total Imunização contra doenças infecciosas infantis Oferta de serviços básicos de saúde Escolarização Alfabetização Escolaridade Analfabetismo funcional Famílias atendidas com programas sociais Adequação de moradia nos domicílios Mortalidade por homicídio Mortalidade por acidente de transporte

5 Econômica Demográfica Cultural - 59 Produto interno bruto (PIB) per capita Participação da indústria no PIB Saldo da balança comercial Renda Familiar per capita em salários mínimos Renda per capita Rendimentos provenientes do trabalho Índice de Gini de distribuição do rendimento Crescimento da população; Razão entre a população urbana e rural; Densidade demográfica Razão entre a população masculina e feminina Distribuição da população por faixa etária Quantidade de bibliotecas Quantidade de museus Quantidade de ginásios de esportes e estádios Quantidade de cinemas Quantidade de unidades de ensino superior Quantidade de teatros ou salas de espetáculos Quantidade de centros cultural Fonte: Martins e Cândido (008) Ferramentas de apoio à decisão O processo de tomada de decisão se desenvolve através da interação constante do tomador de decisão com o ambiente para o qual as decisões serão direcionadas, as quais envolve uma série de consequências e riscos. Assim, torna-se preponderante identificar as prioridades através de uma visão de longo prazo, principalmente quando se tem divergências de recursos e informações. Dentre as ferramentas de apoio à decisões existentes, duas serão abordadas a seguir, quais sejam: o Processo Analítico Hierárquico (AHP do inglês Analytic Hierarchy Process ) e a Análise de Componentes Principais (ACP), as quais se mostraram viáveis para a proposição do modelo sistematizador, objetivo deste estudo. Processo analítico hierárquico O AHP é uma ferramenta que consolida as diferentes naturezas, grandezas e importâncias das dimensões de análise, permitindo, inclusive, realizar avaliações com base em comparações múltiplas, nos casos onde medidas individuais não têm significado. A utilização do AHP permite a análise e hierarquização de projetos e programas de forma justificável, é matematicamente consistente e é utilizado quando se pretende analisar a importância relativa de cada um dos critérios préestabelecidos, uma vez que os mesmos podem possuir importâncias variáveis para cada decisor. Neste sentido, comumente são definidos pesos para os critérios, de modo a refletir sua importância relativa. A correta atribuição destes pesos é, portanto, fundamental para que sejam mantidas as preferências dos decisores. Na literatura especializada existe muitos métodos para a definição de pesos, dentre os quais, o método mais utilizado é o baseado nas comparações de critérios par a par. Para a realização de uma comparação par a par é necessário definir uma escala, de modo a normalizar todos os julgamentos efetuados. Saaty (987) adotou a escala proposta no Quadro, traduzida em 5 níveis numéricos: Quadro. Escala de comparação dos critérios /5 / Muito menos Menos Importante importante MENOS IMPORTANTE Igual 5 Mais Muito importante Mais MAIS IMPORTANTE Fonte: Saaty (987)

6 60 Igual importância os dois critérios contribuem de uma forma idêntica para o objetivo. Mais importante um critério é claramente mais importante que outro. Muito mais importante um dos critérios é predominante para o objetivo. Alguns pesquisadores adotam a postura de considerarem um elevado número de indicadores na construção de índices, com o objetivo de não perderem informação; o resultado, em parte das metodologias assim consideradas, é um índice cujo significado é de difícil percepção. Sendo assim, torna-se indispensável a utilização de técnicas que permita identificar as variáveis fundamentais e assim, direcionar as análises ao foco principal do estudo. Análise de componentes principais A técnica estatística ACP pode ser utilizada para reduzir o número de variáveis e para fornecer uma visão estatisticamente privilegiada do conjunto de dados, identificando a existência de indicadores inexpressivos e substituindo o conjunto de dados originais pelas componentes principais. A solução do método é dada pela decomposição da matriz de covariância (ou correlação) em seus auto-valores e auto-vetores. No uso desse método para construção de índices, a solução será tanto melhor quanto maior for a proporção da variância total contida na primeira componente. É necessário lembrar que a primeira componente (que fornece o primeiro índice) será mais importante que a segunda (que fornece o segundo índice) devido à sua maior variância. Assim, a ACP é utilizada para avaliar a adequação da reunião das variáveis em indicadores específicos, para identificar a existência de indicadores inexpressivos e substituir o conjunto de dados originais pelas componentes principais. Nesta perspectiva, entendeu-se que as ações direcionadas para o desenvolvimento local sustentável, podem ser facilitadas através da utilização de ferramentas de apoio à decisão, principalmente quando utilizadas de forma sistematizada. Sendo assim, justifica-se esta pesquisa por buscar reestruturar o processo de tomada de decisão local, de modo a integrar a esse processo a consideração de dimensões, temas e indicadores de sustentabilidade, priorizados de acordo com as opiniões de atores sociais locais e melhor adaptados à realidade da natureza de um dado município. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS Diante das características desta pesquisa e do caráter do problema de pesquisa formulado, a mesma pode ser classificada como exploratória e descritiva, apresentando-se como uma pesquisa quantitativa e qualitativa quanto a sua forma de abordagem. Já com relação à sua natureza, pode ser classificada como pesquisa aplicada, dada a sua intenção de propor um instrumento de otimização de metodologias já construídas, incorporando às mesmas um novo componente teórico e técnico. Para fins desta pesquisa, foi formada uma equipe de especialistas constituída por professores, pesquisadores e técnicos de diferentes áreas de estudo e ligados ao desenvolvimento local, reunidos em um grupo de discussão, a fim de organizarem suas opiniões sobre a adequação das variáveis selecionadas. A seleção dos indicadores para esta pesquisa não precisou partir do marco zero, uma vez que utilizou-se de iniciativas já existentes e utilizadas com sucesso. Para a definição do conjunto de indicadores, tomou-se como referência o modelo Indicadores de Desenvolvimento Sustentável dos Estados Brasileiros e dos Municípios da Paraíba (Quadro ) proposto por Martins e Cândido (008), do qual foram extraídos 5 indicadores que foram organizados em 4 dimensões e temas. Para validação do método proposto, escolheu-se o município de Campina Grande PB. Determinado o percurso metodológico utilizado para realização deste artigo, serão enfatizados no tópico seguinte os resultados obtidos quanto à elaboração do método proposto. RESULTADOS E DISCUSSÃO Cada subtópico desta seção representa as fases de elaboração do método para se construir o IDLS, bem como a aplicação no município de Campina Grande PB. Hierarquização das variáveis selecionadas Após a seleção dos indicadores mais apropriados à pesquisa, o grupo de especialistas

7 locais avaliou a pertinência das dimensões e temas propostos, conforme expostos nos Quadros, 4, 5 e 6, através da definição dos sinais das variáveis - indicando se a relação das mesmas com a sustentabilidade é positiva ou negativa. Após essa etapa, foram disponibilizadas a 0 colaboradores locais, convidados a participarem da pesquisa, planilhas eletrônicas programadas em excel com o uso da técnica AHP, a fim de que os mesmos pudessem opinar sobre a importância relativa das dimensões, temas e respectivos indicadores selecionados, tomando como referência a escala numérica do Quadro. A critério dos colaboradoress convidados, variáveis puderam ser excluídas ou acrescentadas às planilhas eletrônicas. A metodologia proposta neste estudo, buscou legitimar juízos de valor subjetivos, pressupondo que a subjetividade está presente no processo de tomada de decisão. Assim, a estrutura de valores dos colaboradores locais foi associada aos critérios já existentes, que serão usados na avaliação do desenvolvimento local. Ao final dessa etapa, as variáveis selecionadas foram organizadas em um sistema de informações devidamente legitimado e hierarquizado pelos atores sociais locais, o que permitiu uma análise mais adequada da direção do desenvolvimento na cidade de Campina Grande, levando-se em conta a abordagem da sustentabilidade. Proposta do índice de desenvolvimento local sustentável O IDLS é o resultado da agregação de 4 índices temáticos, a saber: Índice Ambiental (IA), Índice Econômico (IE), Índice Social (IS) e Índice Institucional (II). No processo inicial de seleção dos indicadores para o IDLS, utilizando-se o Software Assistência Estatística (Assistat) versão beta 7. (006). foi aplicada a técnica estatística ACP aos indicadores já selecionados e relativos a cada tema das dimensões consideradas, que constam do sistema de informações hierarquizadas, reduzindo-se, desta forma, o número de 5 para 4 indicadores, privilegiando aqueles que possuem maior peso estatístico nos cálculos de cada índice temático. Identificação de valores extremos Esta fase consiste em identificar os valores extremos (outliers) e substituí-los pelos valores correspondentes aos limites superiores e 6 inferiores dos percentis,5 e 97,5%, respectivamente. A existência desses valores, em alguns casos, pode ser decorrente da qualidade duvidosa dos dados utilizados; entretanto, é preciso uma análise mais aprofundada de cada caso. No caso desta pesquisa, não existem motivos para desconfiar da qualidade dos dados utilizados em razão das fontes de origem, o que não justifica, portanto, a aplicação de nenhum procedimento de alteração dos valores extremos. No entanto, por se tratar da elaboração de um método de construção do IDLS, recomenda-se uma alternativa à redução da influência de valores extremos no caso de utilização de dados duvidosos. Transformação da variáveis para valores entre zero e um Para uniformização dos indicadores, recomenda-se uma padronização utilizando-se o método de transformação de todas as variáveis para valores situados entre 0 (pior situação observada) e (melhor situação observada). Este procedimento evita os efeitos de unificação das variâncias e de geração de escores negativos. Para uma variável x qualquer, o valor da variável transformada 0- para a i-ésima observação pode ser obtido pelas expressões ou, considerando-se a relação positiva ou negativa de cada variável. Relação positiva: I = (X m) / (M m) () Relação negativa: I = (m X) / (M m) () onde: I - índice calculado para o município analisado; x - valor de cada variável para o município; m - valor mínimo da variável identificado nessa localidade; M - valor máximo da variável identificado nessa localidade. Na definição do valor mínimo e do valor máximo de cada variável relativa ao município de Campina Grande, optou-se por formar a base de dados com todos os municípios do Estado. A partir dessa base de dados, a transformação das variáveis em índices foi

8 6 operacionalizada considerando os extremos, ou seja, os valores mínimos e máximos observados nesse contexto. IS - índice social II - índice institucional Pn - pesos de cada índice (Σpn = ) Índices temáticos Apresentação dos dados O procedimento para o cálculo de um índice temático i derivou do somatório do produto de cada um dos seus indicadores versus a ponderação atribuída pelos colaboradores locais, de acordo com a expressão : Numa ótica de monitoramento, os resultados do IDLS apenas têm sentido se permitirem medir e comunicar aos usuários o progresso em relação a determinados objetivos ou metas quantificadas. Os dados relativos a esse índice foram inseridos em uma escala, permitindo a classificação dos mesmos em faixas sinalizadas de acordo com o semáforo da sustentabilidade. Quanto maior o IDLS, ou valor mais próximo de, maior o nível de sustentabilidade do local. () ITi = p I + p I + p I pn In onde: ITi - índice temático i Int - indicador n pn - pesos atribuídos a cada indicador (Σpn = ) Aplicação do método proposto Cálculo do IDLS Matematicamente O IDLS foi calculado pela agregação ponderada aditiva dos seus 4 índices temáticos, conforme a expressão 4: IDLS = [Pe(Ieconômico) + Ps(Isocial) + Pa(Iambiental) (4) + Pi (Iinstitucional )] / Pe + Ps + Pa + Pi onde: IDLS - índice de desenvolvimento local sustentável IA - índice ambiental IE - índice econômico Nos Quadros, 4, 5 e 6 são apresentados os 5 indicadores selecionados a partir do modelo de Martins e Cândido (008), que foram organizados em 4 dimensões e temas. Uma equipe de 0 especialistas, de posse das planilhas eletrônicas, consideraram pertinentes e suficientes as variáveis selecionadas, por retratarem os principais problemas dos aspectos da sustentabilidade local. As opiniões dos especialistas foram de que, em um primeiro momento, como a adequação dessas variáveis foi considerada apropriada, outras variáveis poderão ser adicionadas posteriormente, ou mesmo substituírem as atualmente consideradas. Quadro. Indicadores da dimensão econômica Temas Quadro Econômico Indicadores/Códigos Produto interno bruto per capita (Pibpercap) Índice de Gini de distribuição do rendimento (IndGinidrend) Renda familiar per capita (Rendfampcap) Transferências inter-governamentais da União (Transfunião) Participação da indústria no PIB (Partinopib) Fonte: Martins e Cândido (008)

9 6 Quadro 4. Indicadores da dimensão social Temas Saúde Educação Segurança Cultura População Habitação Indicadores (códigos) Esperança de vida ao nascer (Espvidnascer) Taxa de mortalidade infantil (Taxamortinf) Prevalência da desnutrição total (Prevdesntot) Imunização contra doenças infecciosas infantis (imunoinfec) Escolarização (escolariz) Taxa de alfabetização (Taxalfabet) Escolaridade (Escolarid) Analfabetismo funcional (Analfunc) Acesso ao ensino superior (Acesensup) Acesso à biblioteca (Acesbiblio) Mortalidade por homicídios (Morthomic) Mortalidade por acidentes de transporte (Mortacid) Acessos à justiça (Acesjustiça) Acesso ao esporte (Acesesport) Despesas com desporto e lazer (Dlazer) Acesso a teatros ou salas de espetáculos (Acesteatro) Acesso a cinemas (Acescine) Acesso a centros culturais (Acescencult) Famílias atendidas com programas sociais (Faprogsoc) Crescimento da população (Crespop) Taxa de urbanização (Taxurban) Razão entre população feminina e masculina (Razpopf-m) Densidade inadequada de moradores por dormitório (DensInadmor) Adequação de moradias (Adeqmoradia) Densidade demográfica (Densdemog) Fonte: Martins e Cândido (008) Quadro 5. Indicadores da dimensão ambiental Temas Qualidade das Águas Saneamento Serviços Sanitários Indicadores (códigos) Cloro residual (Clorores) Turbidez (Turbid) Coliformes totais (ColifTot) Acesso ao sistema de abastecimento de água (Acestabágua) Acesso a esgotamento sanitário (Acesesgsanit) Oferta de serviços básicos de saúde (Ofertservbas) Volume de água tratada (Volaguatrat) Consumo médio per capita de água (Conspcágua) Acesso a coleta de lixo doméstico (Acescolixur) Fonte: Martins e Cândido (008)

10 64 Quadro 6. Indicadores da dimensão institucional Temas Indicadores (códigos) Despesas com ciência e tecnologia (Dc&tec) Despesas com educação (Deduc) Despesas com cultura (Dcultur) Despesas com assistência social (Dassoc) Despesas com saúde (Dsauhab) Gestão Pública Gestão Ambiental Participação Popular e Informação Despesas com gestão ambiental (Dgesamb) Despesas com saneamento urbano (Dsaneaurb) Despesas com urbanismo (Durbanis) Participação nas eleições (Parteleições) Número de conselhos municipais (Numconmun) Acesso a serviço de telefonia fixa (Acesertelfix) Fonte: Martins e Cândido (008) Já no processo de priorização das variáveis, pôde-se contar com a efetiva participação de um grupo de 6 colaboradores oriundos da Universidade Federal de Campina Grande, Universidade Estadual da Paraíba, Prefeitura Municipal de Campina Grande e União Campinense de Equipes Sociais (através de representantes de bairros de Campina Grande). Este grupo, coeso e afinado com a realidade local, foi responsável pela consolidação e priorização das variáveis do sistema de informações hierarquizadas, base para a construção do IDLS, de acordo com as Tabelas,,, 4 e 5. No processo de priorização das questões locais, pelo maior nível de importância das dimensões consideradas na análise da sustentabilidade do município de Campina Grande PB, observou-se que os colaboradores apontaram a dimensão econômica como a mais relevante, ou seja, aquela que atualmente, merece maior atenção por parte dos gestores públicos, seguida dos aspectos social, ambiental e institucional, de acordo com a Tabela. Tabela. Ponderações das dimensões do desenvolvimento Dimensões Econômica Social Ambiental Institucional TOTAL Ponderações (AHP) 0,965 0,4 0, 0,90,00000 Fonte: dados da pesquisa (008) Hierarquizado através do método AHP como o aspecto mais importante na análise local da sustentabilidade, à dimensão econômica foi aplicada a técnica ACP para a redução do número de indicadores, sendo excluídos os menos expressivos: participação da indústria no PIB e transferências intergovernamentais da União, os quais apresentaram variâncias explicadas de,699 e 0,0000%, respectivamente, de acordo com a Tabela. A proposta de Indíce Econômico ponderado será composta pelos indicadores: renda familiar per capita, índice de Gini de distribuição de rendimentos e PIB per capita, que, individualmente, apresentaram variâncias explicadas de 5,8400, 8,6450 e,858% e, conjuntamente, revelaram uma variância acumulada de 86,008%, como pode ser observado na Tabela.

11 65 Tabela. Indicadores econômicos Dimensões (pesos) ECONOMICA (0,965) Temas Códigos dos (pesos) N o indicadores Quadro Econômico (,0000) 4 5 PIBpercap IndGinidrend Rendfampcap Transfunião Partinopib Média (AHP) 0,7 0,68 0,95 0,64 0,486 Variância Explicada Variância Acumulada (%) (%) 5,8400 5,8400 8, ,4850,858 86,008,699 0,0000 Fonte: dados da pesquisa (007) Segundo aspecto na escala de hierarquização na análise local da sustentabilidade, à dimensão social foi aplicada a técnica ACP para a redução do número de indicadores, sendo excluídos os menos expressivos. A proposta de Índice Social ponderado será composta pelos indicadores: esperança de vida ao nascer, taxa de mortalidade infantil, prevalência de desnutrição total, taxa de escolarização, taxa de alfabetização, escolaridade, acesso ao ensino superior, coeficiente de mortalidade por homicídios, acesso à justiça, densidade inadequada de moradores por dormitório, adequação de moradia, taxa de crescimento da população, famílias atendidas com programas sociais, taxa de urbanização, acesso ao esporte, despesas com lazer e acesso a centros culturais, de acordo com a Tabela. Tabela. Indicadores sociais Dimensão (Peso) Temas Códigos dos (Pesos) N o indicadores Saúde (0,858) Educação (0,979) Espvidnascer Prevdesntot TaxamortInf Imunoinfec Escolariz Taxalfabet Escolarid Acesensup Analfunc Acesbiblio Média (AHP) 0,578 0,8 0, 0,7 0,95 0,8 0,707 0,6 0,54 0,64 Variância Explicada (%) 40,4708,855 6,6778 0,0000,8877,440 8,7585 4,5554,44 0,00 Variância Acumulada (%) 40,4708 7,, ,8 7,990 88, ,9798 SOCIAL (0,4) Segurança (0,7944) Habitação (0,55) População (0,4060) 4 Cultura (0,0076) 4 5 Fonte: dados da pesquisa (008) Acesjustiça Morthomic Mortacid Densinadmordo Adeqmoradia Densdemog Faprogsoc Crespop Taxurban Razpopf-m Acesesport Acescencult Dlazer Acescine Acesteatro 0,00 0,84 0,886 0,58 0,746 0,76 0,84 0,840 0,674 0,65 0,94 0,85 0,87 0,45 0,489 54,450 45,5480 0, , ,54 0, ,700 0,98,9998 0,0000 8,9889 7,745,779,4868 0, ,450 54, ,700 76,000 8, ,74 88,5

12 66 Ainda na Tabela, são apresentadas as variâncias explicadas e acumuladas de cada um dos indicadores sociais que, no bloco, apresentaram uma variância acumulada média de 96,7%. Em terceiro na escala de hierarquização definida pelo método AHP na análise local da sustentabilidade, após a aplicação do método ACP para a redução do número de indicadores, da dimensão ambiental foram excluídas as variáveis menos expressivas em cada tema estudado, a saber: consumo médio per capita de água, acesso ao sistema de abastecimento de água e turbidez, as quais apresentaram, respectivamente, variâncias explicadas de: 0,000, 0,0000 e 0,0000%, como pode ser observado na Tabela 4. Tabela 4. Indicadores ambientais AMBIENTAL (0,) Dimensão (Pesos) Temas (Pesos) No Códigos dos indicadores Média (AHP) 0,45 0,45 0,04 Variância Explicada (%) 5,874 47,58 0,0000 Variância Acumulada (%) 5,874 Serviços Sanitários (0,8078) Acescolixdom Voláguatrat Conspcágua Saneamento (0,805) Acesesqsanit Oferservbas Acesistabágua 0,6 0,665 0, ,050 0, Qualidade das Águas (0,08) ColifTot Clorores Turbid 0,40 0,78 0,60 65,98 4,607 0, ,98 Fonte: dados da pesquisa (008) A proposta de Índice Ambiental hierarquizado será composta pelos indicadores: volume de água tratada, acesso à coleta de lixo doméstico, oferta de serviços básicos de saúde, acesso a esgotamento sanitário, coliformes totais e cloro residual, que revelaram, individualmente, variâncias explicadas de 5,874, 47,58, , 44,050, 65,98 e 4,607% e, conjuntamente, apresentaram uma variância acumulada de 00%, conforme a Tabela 4. Última na escala de hierarquização definida pelos colaboradores através método AHP na análise local da sustentabilidade, após a aplicação do método ACP para a redução do número de indicadores, da dimensão institucional foram excluídas as variáveis menos expressivas em cada tema estudado. A proposta de Índice Institucional ponderado será composta pelos indicadores: despesas com educação, despesas com ciência e tecnologia, despesas com saúde, despesas com assistência social, número de conselhos municipais, despesas com saneamento urbano e despesas com urbanismo que apresentam, individualmente, variâncias explicadas de 7,7840, 6,4907, 5,654,,474, 5,6460, 4,0, 6,770 e 8,607%, e, conjuntamente, apresentam uma variância média acumulada de 96,05%, de acordo com a Tabela 5. Na construção do IDLS optou-se por uma metodologia híbrida que contou com dados estatísticos transformados em índices por Martins e Cândido (008) e, com a opinião da população - através da análise empírica da performance de indicadores do desenvolvimento local, registrada nas avaliações e priorizações atribuídas pelos colaboradores através do método AHP -, bem como com a seleção estatística das componentes principais para compor os índices temáticos do IDLS, determinada através do método ACP. Ao final, foram mantidas na composição do IDLS as 4 primeiras componentes que corresponderam, em média, a 95% da variância total explicada acumulada de cada bloco, de acordo com as Tabelas,, 4 e 5. Foram excluídas 7 variáveis consideradas pouco importantes do ponto de vista estatístico. No IDLS foram mantidos os mesmos indicadores

13 apontados pelos colaboradores como aqueles que apresentaram maiores importâncias 67 relativas, demonstrando, neste caso, a coerência da aplicação dos métodos AHP e ACP. Tabela 5. Indicadores institucionais INSTITUCIONAL (0,90) Dimensão (Peso) Temas (Pesos) No Códigos dos indicadores Média (AHP) Deduc Dc&tec Dsauhab Dassoc Desplaz Dcultur Gestão Pública (0.7674) Participação Popular e Informação (0,0796) Gestão Ambiental (0,600) 0,486 0,47 0, 0,658 0,080 0,5 Variância Explicada (%) 7,7840 6,4907 5,654,474 5,807 0,7897 Variância Acumulad a (%) 7, ,747 79,988 9,40 99, Numconmun Parteleições Acessertelfix 0,4 0,88 0,706 5,6460 4,0 5,0 5, ,8780 Durbanis Dsaneaurb Dgesamb 0,7 0,670 0,08 6,770 8,607 0,0 6,770 99,8797 Fonte: dados da pesquisa (008) Índice econômico Os indicadores do IE receberam pesos proporcionais às suas respectivas participações no bloco, cujos valores podem ser observados na Tabela 6. Matematicamente, o IE pode ser visto como a agregação ponderada aditiva dos respectivos indicadores, conforme a expressão. Os índices ponderados para a cidade de Campina Grande e os pesos obtidos através do método AHP podem ser observados na Tabela 6. O valor calculado do IE para Campina Grande PB foi de 0,4. Tabela 6. Índice Econômico ponderado para Campina Grande PB Perspectiva Indicadores PIB per capita Quadro Econômico Índice de Gini da distrib. do rendimento Renda familiar per capita Índice C.Grande (a) 0,84 Peso no IE (b) 0,4 Índice ponderado (a x b) 0,0907 0,905 0,867 0,066 0,707 0,4709 0,4667 ÍNDICE ECONÔMICO 0,445 Fonte: dados da pesquisa (008) Índice social Os 7 indicadores do IS receberam pesos proporcionais às suas respectivas participações no bloco, cujos valores podem ser observados na Tabela 7. Matematicamente, o IS pode ser visto como a agregação ponderada aditiva de 7 indicadores, a saber: esperança de vida ao nascer, taxa de mortalidade infantil, prevalência de desnutrição total, taxa de escolarização, taxa de alfabetização, escolaridade, acesso ao ensino superior,

14 68 coeficiente de mortalidade por homicídios, acesso à justiça, densidade inadequada de moradores por domicílio, adequação de moradia, taxa de crescimento da população, famílias atendidas por transferência de benefícios sociais, taxa de urbanização, acesso ao esporte, acesso ao lazer e acesso a centros culturais. Os índices ponderados para a cidade de Campina Grande e os pesos obtidos através do método AHP podem ser observados na Tabela 7. O valor calculado para o IS foi de 0,60. Tabela 7. Índice temático social PERSPECTIVAS Saúde Educação Segurança Cultura População Habitação ÍNDICE CG (a) Esperança de vida ao nascer Taxa de mortalidade infantil Prevalência de desnutrição total 0,5408 0,6964 0,890 PESO NO IS (b) 0,0570 0,0576 0,068 Taxa de escolarização Taxa de alfabetização Escolaridade Acesso ao ensino superior 0,4584 0,909 0,7856 0,80 0,046 0,0407 0,085 0,0647 0,0999 0,0677 0,0997 0,089 Coef, de mortalidade por homicídios Acesso à justiça 0,656,0000 0,0854 0,0774 0,0557 0,0774 Acesso ao esporte Despesas com lazer Acesso a centros culturais 0,400 0,006 0,5000 0, ,050 0,047 0,0578 0,000 0,0068 Famílias atendidas por benefícios sociais Taxa de crescimento da população Taxa de urbanização Dens inadeq de moradores por domicílio Adequação de moradia 0,785 0,6988 0, ,0646 0, , ,0444 0,009 0,4766 0,86 0, ,087 0,0757 0,06978 ÍNDICE SOCIAL 0,60000 INDICADORES ÍNDICE PONDERADO (a x b) 0,0796 0,040 0,056 Fonte: dados da pesquisa (008) Índice Ambiental O IA pode ser visto, matematicamente, como a agregação ponderada aditiva de 6 indicadores, a saber: volume de água tratada, acesso à coleta de lixo doméstico, oferta de serviços básicos de saúde, acesso a esgotamento sanitário, coliformes totais e cloro residual selecionados pelo método ACP. Os 6 indicadores do IA receberam pesos proporcionais às suas respectivas participações no bloco, cujos valores podem ser observados na Tabela 8. Os índices ponderados para a cidade de Campina Grande e os pesos obtidos através do método AHP podem ser observados na Tabela 8. O valor calculado para o IA foi de 0,6.

15 69 Tabela 8. Índice temático ambiental. PERSPECTIVAS ÍNDICE CG (a) Cloro residual Coliformes totais 0,950 0,894 PESO NO BLOCO (b) 0,506 0,9908 Acesso a esgotamento sanitário Oferta de serviços básicos de saúde Volume de água tratada Acesso a serviço de coleta de lixo doméstico 0,5567 0,7 0,545 0,767 0,0860 0,70 0,5000 0,657 0,0878 0,648 0,5850 0,07 INDICADORES Qualidade das Águas Saneamento Serviços Sanitários INDICE PONDERADO (a x b) ÍNDICE AMBIENTAL 0,097 0,7799 0,6000 Fonte: dados da pesquisa (008) Índice Institucional (II) O II pode ser visto, matematicamente, como a agregação ponderada aditiva de 8 indicadores, a saber: despesas com educação, despesas com ciência e tecnologia, despesas com saúde, despesas com assistência social, número de conselhos municipais, despesas com saneamento urbano e despesas com urbanismo selecionados pelo método ACP. Os índices ponderados para a cidade de Campina Grande e os pesos obtidos através do método AHP podem ser observados na Tabela 9. Os 8 indicadores do II receberam pesos proporcionais às suas respectivas participações no bloco, cujos valores podem ser observados na Tabela 9. Tabela 9. Índice temático institucional. PERSPECTIVAS INDICADORES ÍNDICE CG (a) Gestão Pública Despesas com C&T Despesas com educação Despesas com assistência social Despesas com saúde por habitante Gestão Ambiental Participação Popular e Informação ÍNDICE PONDERADO (a x b) 0,0070 0,979 0,455 0,07 PESO NO BLOCO (b) 0,0646 0,4 0,0756 0,0968 Despesas com saneamento urbano Despesas com urbanismo 0,070 0,578 0,6746 0,494 0,074 0,0777 Comparecimento nas eleições Número de conselhos municipais 0,4548 0,6667 0,557 0,7707 0,0708 0,805 ÍNDICE INSTITUCIONAL 0,5000 0, ,079 0,000 0,0007 Fonte: dados da pesquisa (008) O II para Campina Grande PB foi calculado de acordo com a expressão, substituindo-se os pesos de cada indicador, conforme a Tabela 9, obtendo-se um valor para II igual a 0,5. O IDLS foi calculado pela agregação ponderada aditiva dos seus 4 índices temáticos: econômico, social, ambiental e institucional, conforme a expressão 4, oferecendo informações relevantes para a definição de políticas públicas adequadas para a realidade do município de Campina Grande, de modo que seja possível estabelecer bases para um processo de DS. No IDLS, os pesos dos índices: econômico, social, ambiental e institucional foram,

16 70 respectivamente. 0,, 0,0, 0, e 0,8. O peso de cada índice pode ser interpretado como a percentagem de um peso total relativo a um índice particular. O município de Campina Grande apresentou um IDLS de 0,5, evidenciando uma situação aceitável, porém bem próxima de uma condição de alerta. Na Tabela 0 podem ser observados os índices econômico, social, ambiental e institucional e o IDLS, com suas respectivas performances em relação à sustentabilidade do desenvolvimento local. Tabela 0. Níveis de sustentabilidade de Campina Grande Dimensões Econômica Social Ambiental Institucional Índice de Desenvolvimento Local Sustentável Fonte: dados da pesquisa (007) Uma representação gráfica do IDLS para Campina Grande - PB foi construída através de um semáforo visual de 4 indicadores luminosos, nas cores azul, verde, amarela e vermelha, que correspondem às situações de sustentabilidade: ideal, aceitável, alerta e crítica, Índices 0,4 0,60 0,6 0,5 0,5 Performance Alerta Aceitável Aceitável Crítica Aceitável respectivamente, de acordo com a Figura. O IDLS e o semáforo são ferramentas complementares, permitindo representar, para um determinado período, o grau de sustentabilidade local.,00 Ideal SUSTENTABILIDADE 0,75 IDLS (0,5) Aceitável 0,50 Alerta SOCIAL e AMBIENTAL ECONÔMICO 0,5 Crítica INSTITUCIONAL 0,00 Figura. Performance do IDLS e dos índices temáticos em Campina Grande PB. Fonte: dados da pesquisa (007) Os resultados alcançados nesta pesquisa demonstraram ser possível diagnosticar a direção do crescimento local com o uso de um índice sistematizador de informações, que permita a utilização de indicadores de sustentabilidade, devidamente ponderados e legitimados pelos atores sociais locais, com o objetivo de contribuir com a gestão pública municipal no estabelecimento das prioridades de ações, na perspectiva do desenvolvimento local sustentável. A arquitetura híbrida do IDLS apresenta-se como uma proposta inovadora ao processo de mensuração do desenvolvimento, por considerar o método científico e o aspecto subjetivo da participação dos atores sociais nas tomadas de decisões locais, demonstrando sua utilidade ao avaliar o rumo do desenvolvimento local com o uso de indicadores de sustentabilidade, de forma multidimensal, ordenada e simplificada. CONSIDERAÇÕES FINAIS O conceito de desenvolvimento sustentável se tornou referência obrigatória em debates acadêmicos, políticos e culturais e vem despertando a importância da necessidade de sua mensuração. As discussões acerca dessa necessidade tem proporcionado a geração de

17 novas metodologias, bem como o estabelecimento de novos indicadores que visam traduzir em números o retrato da sustentabilidade em regiões. Sendo assim, foi proposto neste estudo um método de construção do Índice de Desenvolvimento Local Sustentável, validado por atores locais, com o intuito de sistematizar informações necessárias para a implementação de políticas e ações capazes de gerar o desenvolvimento de forma sustentável. A relevância do IDLS é, antes de tudo, verificar sob a ótica das pessoas do próprio município que se está analisando, quais são os indicadores mais importantes, bem como quais necessitam de melhorias. Isto representa um importante avanço no processo de decisão em prol do DS de uma dada localidade, pois não se trata de perceber todas as localidades como iguais. Pelo contrário, trata-se de encará-las com suas especificidades e buscar formas específicas de superar as dificuldades que são motivos de entraves para o processo de desenvolvimento local sustentável. Nesse sentido, e de acordo com a aplicação no municipio de Campina Grande PB, pôdese verificar que este tipo de instrumento contribui para uma participação mais efetiva dos atores sociais locais, fortalecendo a capacidade de mudança da realidade marcada por desequilíbrios. Além dos diversos fatores explicitados, o IDLS contribui para o aprimoramento dos processos de planejamento local e permite a construção de cenários futuros e o monitoramento das ações de melhorias implementadas, bem como permite aos tomadores de decisão e ao público interessado, desagregarem a informação obtida de forma a alcançarem os pontos mais frágeis do município, identificando uma ordem de prioridade de execução para as ações desenvolvimentistas. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Agenda brasileira: ações prioritárias. Brasília, DF: Comissão de políticas de desenvolvimento sustentável e da Agenda Nacional, 00. Disponível em: <http: //www.mma.gov.br/port/se/agen/publicac..htm>. Acesso em: maio Buarque, S. C. e Bezerra, L. Projeto de desenvolvimento municipal sustentável bases referenciais. Projeto Áridas CMMAD (Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento). Nosso 7 futuro comum. Rio de Janeiro: Editora da FGV, 987. Costa, M. S. Mobilidade urbana sustentável: um estudo comparativo e as bases de um sistema de gestão para Brasil e Portugal. EESC/USP. São Paulo, 00. Dissertação (Mestrado) Fenzl, N. Estudo de parâmetros capazes de dimensionar a sustentabilidade de um processo de desenvolvimento. In: Perspectiva do desenvolvimento sustentável: uma contribuição para a Amazônia, cap., p.-. Belém: UFPA/UNAMAZ 997. IBGE Indicadores de desenvolvimento sustentável: Brasil 004. Rio de Janeiro: IBGE, p. (Estudos e pesquisas. Informação geográfica, n. 5). Jolliffe, I.T. Principal component analysis. Springer Verlag, Berlin Lima, A. M. A concepção do Banco do Estado da Bahia: da criação do Instituto Central de Fomento Econômico da Bahia à transformação em Banco de Fomento do Estado da Bahia. Revista Desenbahia, Salvador, n., p.-6, set Marangon, M; Presznhuk, R.; Sordi, R.; Peralta Agudelo, L.P. Indicadores de sustentabilidade como instrumento para avaliação de comunidades em crise: aplicação à comunidade de Serra Negra, APA de Guaraqueçaba. In: Peralta Agudelo, L. P. (Org.) Coletânea Educação e Tecnologia Indicadores de Sustentabilidade: PPGTE/CEFET-PR (No Prelo). Martins, M. F.; Cândido G. A. A influência dos índices de desenvolvimento sustentável na competitividade sistêmica: um estudo exploratório no arranjo produtivo local de confecções em Campina Grande-PB. João Pessoa. UFPB Pronk, J. Hak, M. Sustainable Development: from concept to action. The Hague report. New York: United Nations Development Programme, 98. Saaty, T.L. Concepts, theory, and techniques: rank generation, preservation, and reversal in the analytic decision process. Decision Sciences, v.8, n., p Sachs, I. Repensando o crescimento econômico e o progresso social: o âmbito da política. In: Arbix, G., ZIilbovicus, M., Abramovay, R. Razões e ficções do desenvolvimento. São Paulo: Edusp, p.55-64, 00. Silva, F. de A. S. E; Azevedo, C. A. V. DE. A New Version of The Assistat-Statistical

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