INFORME ECONÔMICO 5 de setembro de 2014

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1 RESENHA SEMANAL E PERSPECTIVAS Na Europa, BCE surpreende com nova rodada de estímulos monetários. No Brasil, indústria se recupera em julho. Nos EUA, os dados de mercado de trabalho de agosto decepcionaram com menor geração de vagas, mas os indicadores de confiança sinalizam crescimento forte no terceiro trimestre. A geração de vagas de agosto foi mais fraca que o esperado, com a abertura de 142 mil postos de trabalho frente às expectativas de geração de 230 mil vagas. Esse resultado interrompeu a sequência de seis meses seguidos de geração acima de 200 mil vagas, mas a média de geração de empregos nos últimos três meses foi de 207 mil, o que indica um mercado de trabalho ainda em expansão. A taxa de desemprego recuou de 6,2% para 6,1%, na passagem de julho para agosto, mas essa queda deveu-se à menor procura de emprego. Além disso, os salários totais subiram 2,1% na comparação com agosto do ano passado e os salários dos trabalhadores ligados à produção subiram 2,5% na mesma base comparação, indicando maior pressão salarial à frente dado que esses salários antecipam os movimentos capturados nas demais ocupações (gráfico abaixo). Acreditamos que o enfraquecimento da geração de vagas seja temporário, pois os demais indicadores de mercado de trabalho continuam fortes, como a abertura de vagas, os pedidos de auxílio desemprego e com dados econômicos mais fortes do que o esperado. Nesse sentido, a confiança da indústria medida pelo ISM atingiu 59 pontos, o maior patamar do ano, com as novas ordens subindo para o nível mais alto em dez anos. Todos esses indicadores sinalizam que a economia está crescendo e reforçam nossa expectativa de que o PIB cresça 3,5%, em termos dessazonalizados e anualizados, no terceiro trimestre desse ano. Nossa avaliação é de que FED interpretará a frustração dos dados do mercado de trabalho como pontual, sem alterar sua visão do mercado de trabalho. O FED tem avaliado que ainda há ociosidade no emprego, o que permitirá que ele remova gradualmente os estímulos monetários. Acreditamos que a primeira elevação das taxa de juros ocorrerá no segundo trimestre de % 4.1% 3.6% 3.1% 2.6% 2.1% 1.6% 1.1% EUA: Salários por hora - var. anual -média 3 meses (total e trabalhadores ligados à produção) 3.8% 2.5% Mar-07 Aug-07 Jan-08 Jun-08 Nov-08 Apr-09 Sep-09 Feb-10 Jul-10 Dec-10 May-11 Oct-11 Mar-12 Aug-12 Jan-13 Jun-13 Nov-13 Apr-14 salários por hora - trabalhadores ligados à produção 2.4% 2.0% Dez/05 Ago/06 Abr/07 ISM Total EUA - Indústria Fonte: Bloomberg Dez/07 Ago/08 Abr/09 Dez/09 Ago/10 Abr/11 Dez/11 Ago/12 Abr/13 Dez/ Ago/14 salários por hora - todos trabalhadores 1

2 Na Europa, o Banco Central Europeu (BCE) surpreendeu com o anúncio de um novo programa de compra de ativos e a redução adicional da taxa de juros. Diferentemente da nossa expectativa e de grande parte do mercado, o BCE reduziu as taxas de juros básicas em 10 b.p., que passou de 0,15% para 0,05% ao ano. As taxas de juros sobre depósitos, que já estavam no terreno negativo, foram reduzidas de 0,10% para 0,20% ao ano. Essas reduções fazem parte da estratégia de estimular os bancos a emprestar os recursos que atualmente estão parados e direcionar parte da liquidez para o mercado de crédito. Além disso, o BCE anunciou as linhas gerais de um novo programa de compra de ativos privados, que levará em conta dois tipos de títulos: os ABS (asset backed securities) e os covered bonds. No caso do ABS, esses instrumentos representam títulos lastreados em ativos e a estimativa é que seu valor de mercado esteja em torno de 680 bilhões de euros. Os covered bonds são títulos lastreados em hipotecas e empréstimos do setor público, sendo que a estimativa é que 1,5 trilhão de euros desses títulos esteja em circulação. Os detalhes sobre quais os critérios para a compra de títulos e o montante não foram anunciados pelo BCE e só serão conhecidos na reunião de outubro, mas o presidente do BCE, Mário Draghi, sugeriu que as compras deverão levar o balanço do Banco para patamares próximos dos observados no começo de 2012, o que significa compras da ordem de 1 trilhão de euros. BCE - Balanço Total 3,500 3,085 3,000 2,500 2,013 2,000 1,500 Fonte: BCE, BRAM 1, BCE - Taxa de Juros (%) fev-04 set-04 abr-05 nov-05 jun-06 jan-07 ago-07 mar-08 out-08 mai-09 dez-09 jul-10 fev-11 set-11 abr-12 nov-12 jun-13 jan-14 ago-14 Principal Depósito Marginal Fonte: BCE, BRAM No Japão, O Banco Central (BoJ) manteve sua política monetária inalterada. No comunicado da decisão e na entrevista do presidente, o BoJ manteve sua perspectiva positiva para economia. Em relação ao comunicado da reunião anterior, a perspectiva para o setor imobiliário foi revisada para baixo. O Banco Central também afirmou que o fortalecimento do dólar frente ao iene é favorável para a economia japonesa, mas essa conclusão deve ser vista com ressalvas, em nossa avaliação, uma vez que outras moedas têm desvalorizado mais que o iene. Na nossa visão, o pior momento de crescimento do Japão nesse ano se deu no segundo trimestre, quando a economia contraiu 1,7%. Acreditamos na melhora da atividade até o final do ano, mas esperamos que a economia cresça 0,2% em 2014, que é uma previsão bem abaixo da expectativa de crescimento de 1,0% do BoJ. Nossa expectativa é que essa reação mais lenta da atividade levará o BoJ a adotar uma nova rodada de relaxamento monetário no último trimestre desse ano a fim de sustentar a atividade. Na América Latina, o Banco Central do Chile (BCC) emitiu sinais de mais corte de juros à frente. A Ata da reunião em que houve a redução dos juros de 3,75% para 3,50% mostrou que a discussão do BCC contemplou também a possibilidade de um corte de juros mais agressivo de 50p.b. Diante da percepção de uma atividade econômica enfraquecida, o BCC revisou para baixo as projeções de PIB 2014 do intervalo de 2,5% - 3,5% para 1,75% - 2,25%. Além disso, o crescimento potencial da economia chilena piorou segundo estimativas do BCC, de 5% para o intervalo entre 4% e 4,5%. Esse quadro deve levar a uma nova redução de 25 p.b dos juros no Chile. O Banco Central do Peru (BCRP), 2

3 por sua vez, também deve ser outro a cortar os juros na próxima semana. A inflação de agosto no país desacelerou de 3,3% em termos anuais para 2,7% e surpreendeu o mercado que esperava alta de 3%. Com isso, a inflação voltou para o intervalo da meta (1% - 3%) após 7 meses, devendo contribuir para o BCRP reduzir os juros de 3,75% para 3,50%. Nos demais emergentes, destaque para a conta corrente do segundo trimestre na Índia, que mostrou uma ampliação do déficit de 0,2% para 1,7% do PIB, deterioração provocada pelo aumento do déficit comercial. No Brasil, a menor deflação de alimentos e os reajustes de energia elétrica pressionaram a inflação de agosto. O IPCA mostrou variação de 0,25% no mês passado, vindo próximo de nossa projeção (0,23%) e do consenso de mercado (0,26%). Com isso, o indicador em doze meses ficou em 6,51% e superou o teto da meta de inflação. A menor deflação de alimentos, a continuidade da pressão de serviços e os reajustes de energia explicam a maior pressão da inflação em agosto. A inflação de serviços ficou um pouco acima do projetado, mas ainda mantendo o ritmo estável ao redor de 8,5% no acumulado em doze meses até agosto. Os núcleos também registraram pressão e subiram 6,7% em termos anuais. Nossa expectativa é que a inflação de setembro acelere adicionalmente devido a pressões nos alimentos, transportes e vestuário. Nossa projeção para IPCA de setembro é de alta de 0,46%, com a inflação acumulada em 12 meses subindo para 6,6%. IPCA YoY (%) IPCA (Média dos Núcleos YoY) 8.5% 7.5% 6.5% 8.1% 6.4% 7.3% 6.5% 7.0% 6.0% 6.2% 6.4% 6.7% 5.5% 4.5% 4.9% 5.0% 5.3% 3.5% 2.5% Jan-05 Sep-05 May % Jan-07 Sep-07 May-08 Jan % Sep-09 May-10 Jan-11 Sep-11 Source: IBGE, BRAM May-12 Jan-13 Sep-13 May % ago-12 out-12 dez-12 fev-13 abr-13 jun-13 ago-13 out-13 dez-13 Fonte: IBGE, BRAM fev-14 abr-14 jun-14 ago-14 A indústria, por sua vez, voltou a crescer em julho e interrompeu cinco meses de queda consecutivas na produção ao registrar alta de 0,7%. Essa recuperação da produção foi liderada pelos bens duráveis e de capital, que cresceram 20,3% e 16,7%, em termos dessazonalizados. Esse forte crescimento da produção desses setores se deveu em parte à recuperação após a forte queda ocorrida em junho, devido ao menor número de dias úteis e ao ajuste necessário da produção diante do quadro de excesso de estoques nesses setores. A produção de bens intermediários contraiu 0,3%, em termos dessazonalizados, e como sua produção está ligada à demanda dos demais setores, esperamos alguma normalização nos próximos meses. A produção de bens semi e não duráveis cresceu 0,7%, em termos dessazonalizados. O setor tem apresentado resiliência em relação à desaceleração da indústria, sendo o único a registrar crescimento da produção no ano até julho, com expansão de 0,4% frente à queda de 2,8% da indústria em geral. Essa resiliência é explicada pela continuidade da expansão da renda e da massa salarial, que tem sustentado a demanda por alimentos e bebidas, que são os principais produtos do setor. A sondagem da indústria de agosto também trouxe alguns sinais de continuidade da recuperação, com a produção prevista recuperando-se e registrando alta de 4,6% em termos dessazonalizados, sendo a segunda alta consecutiva desse indicador. 3

4 4.0% 3.0% 2.0% 1.0% 0.0% -1.0% -2.0% -3.0% -4.0% -5.0% -6.0% -2.1% 2.7% 0.6% -4.9% Produção Industrial (SA) 3.4% -0.3% 1.7% 1.6% -2.5% -0.2% -3.6% 1.6% 2.5% -3.6% 0.7% -1.4% Jul-11 Sep-11 Nov-11 Jan-12 Mar-12 May-12 Jul-12 Sep-12 Nov-12 Jan-13 Mar-13 May-13 Jul-13 Sep-13 Nov-13 Jan-14 Mar-14 May-14 Jul-14 Fonte IBGE,BRAM jan jul-08 jan-09 jul jan-10 Produção Prevista (dessazonalizado) jul jan-11 jul-11 jan-12 jul jan jul-13 jan-14 jul-14 Na próxima semana, a produção industrial da Zona do Euro, a inflação da China e a vendas do varejo dos EUA serão os destaques da agenda internacional e a ata do Copom será o destaque doméstico. A produção industrial da Zona do Euro deverá registrar alta de 0,7% em julho em termos dessazonalizados. Esse resultado reverterá a queda de 0,3% observada em junho e deverá ser liderado pelo crescimento da produção industrial da Alemanha, que teve seu resultado divulgado essa semana e apontou alta de 1,9%, ficando acima da expectativa de alta de 0,4% do mercado. Na China, o CPI de julho deverá continuar bem comportado, e deverá registrar desaceleração de 2,3% para 2,2%, na passagem de julho para agosto. Nos EUA, as vendas do varejo deverão registrar alta de 0,6%, em termos dessazonalizados, em agosto, sendo que as vendas de automóveis já divulgadas surpreenderam positivamente, com 17,5 milhões de unidades vendidas em termos anualizados, atingindo um patamar acima do vigente no pré-crise de Na agenda doméstica, esperamos que a ata do Copom não mude a mensagem de que os juros não serão reduzidos nas próximas reuniões. Essa expectativa foi reforçada após o comunicado da decisão ter suprimido o termo neste momento que, lido isoladamente, na nossa avaliação, colocava uma dúvida sobre a manutenção da Selic estável nas próximas reuniões. 4

5 INDICADORES DE MERCADO Estrutura a Termo de Juros no Brasil (Vértices DI) - % DI Jan15 DI Jan16 DI Jan17 9/5/2014 8/30/ Yield da NTN-B (%) NTN-B 2017 NTN-B /30/2014 9/5/2014 Moedas¹ Cotação Variação Semanal Mês Ano 12 Meses Franco Suíço % -1.43% -4.14% 1.44% Euro % -1.39% -5.77% -1.30% Libra % -1.78% -1.54% 4.57% Dolar Canadense % -0.07% -2.42% -3.50% Dolar Australiano % 0.41% 5.16% 2.80% Rublo Russo % 0.05% % -9.89% Iene (Japão) % -0.89% 0.28% -4.68% Yuan (China) % 0.04% -1.41% -0.37% India % 0.18% 2.31% 9.45% Real % -0.34% 5.28% 3.61% Peso Chileno % 0.44% % % Peso Mexicano % 0.16% -0.21% 2.49% Peso Colombiano % -0.91% -0.45% 0.93% Sol Peruano % -0.09% -1.78% -1.32% Lira Turca % 0.23% -0.45% -4.15% Bangladesh Taka % 0.06% 0.37% 0.41% Commodities, Juros e Risco Cotação Variação Semanal Mês Ano 12 Meses CRB % -0.15% 5.86% 2.55% CRB (em Reais) % 0.16% 0.52% -1.06% Petróleo BRENT % -2.57% -7.41% -8.91% Libor USD 3m Libor EUR 3m Título 10 anos Itália Título 10 anos Alemanha Título 10 anos EUA CDS Brasil 5 anos VIX Bolsas² Cotação Variação Semanal Mês Ano 12 Meses S&P 500 Index 1, % -0.27% 8.10% 20.72% Dow Jones 17, % -0.11% 3.03% 14.34% CAC (França) 4, % 2.41% 4.44% 11.97% DAX (Alemanha) 9, % 2.92% 2.04% 18.36% FTSE 100 (Inglaterra) 6, % 0.52% 1.57% 4.94% Nikkei 225 (Japão) 15, % 1.58% -3.82% 11.40% Shangai (China) 2, % 4.94% 9.98% 9.62% Ibovespa 60, % -1.15% 17.62% 15.72% Dados atualizados às 11:54 (1) Variações positivas das moedas significam valorização em relação ao dólar (2) Índices acionários medidos em moeda local 5

6 CALENDÁRIO E PROJEÇÕES Data Evento País Período BRAM Consenso Anterior 9/9 até 13/9 - Balança Comercial Mensal China Ago -- $40.60B $47.30B - Exportação Total Mensal China Ago % 14.50% - Importação Total Mensal China Ago % -1.60% - Novos Empréstimos China Ago B 385.2B - Crédito Total China Ago B 273.1B Terça 9-set 08:30 Confiança do Pequeno Empresário - NFIB EUA Ago :00 Discurso de D. Tarullo (FED) EUA Quarta 10-set 09:00 PIM: Emprego e salário Brasil Jul :00 Estoques no Atacado (M/M) EUA Jul % 0.30% 11:00 Vendas no Atacado (M/M) EUA Jul % 22:30 Preços ao Produtor - PPI (A/A) China Ago % -0.90% 22:30 Preços ao Consumidor - CPI (A/A) China Ago % 2.30% - Fluxo Pedagiado de Veículos Brasil Discurso de B. Bernanke EUA Quinta 11-set 08:30 Ata do COPOM Brasil :00 Vendas no Varejo (M/M) Brasil Jul % 09:00 Vendas no Varejo (Y/Y) Brasil Jul % 09:30 Novos Pedidos Seguro-Desemprego (Jobless Claims) EUA K Sexta 12-set 06:00 Produção Industrial (M/M s.a.) Z. Euro Jul % -0.30% 08:30 IBC-Br (M/M) Brasil Jul % 08:30 IBC-Br (A/A) Brasil Jul % 09:30 Vendas no Varejo (M/M) EUA Ago % 0.00% 09:30 Vendas no Varejo (exceto autos) EUA Ago % 0.10% 09:30 Vendas no Varejo (exc. autos e gas.) EUA Ago % 10:55 Confiança do Consumidor - Univ de Michigan EUA Set Sábado 13-set 02:30 Investimento em ativos fixos urbanos (A/A) China Ago % 17.00% 02:30 Vendas no Varejo (A/A) China Ago % 12.20% 02:30 Produção Industrial (A/A) China Ago % 9.00% Projeções Macroeconômicas - BRAM PIB (% ao ano) 7.5% 2.7% 0.9% 2.5% 0.5% 0.5% Taxa de Inflação - IPCA (% a.a.) 5.9% 6.5% 5.8% 5.9% 6.3% 6.5% Taxa de Inflação - IGP-M (% a.a.) 11.3% 5.1% 7.8% 5.5% 4.3% 6.6% Taxa Selic (final do ano) 10.75% 11.00% 7.25% 10.00% 11.00% 12.00% Taxa Selic (média do ano) 10.00% 11.75% 8.46% 8.44% 10.50% 11.50% R$/US$ média do ano R$/US$ final do ano (Média - Mês de Dezem Exportações (US$ bilhões) Importações (US$ bilhões) Balança Comercial (US$ bilhões) Balanço em Conta-Corrente (US$ bilhões) Balanço em Conta-Corrente (% do PIB) Superávit Primário (% PIB) Dívida Líquida (% PIB)

7 FERNANDO HONORATO BARBOSA Economista-chefe DANIEL XAVIER FRANCISCO IEDA RODRIGUES MATAVELLI JOSE LUCIANO DA SILVA COSTA HUGO RIBAS DA COSTA MIRELA SCARABEL THIAGO NEVES PEREIRA Tel.: Material produzido em 05/09/2014 às 15h00 Outras edições estão disponíveis no Site: item Informações aos Investidores / Nossa visão / Informativos de Macroeconomia. As opiniões, estimativas e previsões apresentadas neste relatório constituem o nosso julgamento e estão sujeitas a mudanças sem aviso prévio, assim como as perspectivas para os mercados financeiros, que são baseadas nas condições atuais de mercado. Acreditamos que as informações apresentadas aqui são confiáveis, mas não garantimos a sua exatidão e informamos que podem estar apresentadas de maneira resumida. Este material não tem intenção de ser uma oferta ou solicitação de compra ou venda de qualquer instrumento financeiro. BRAM - Bradesco Asset Management é a empresa responsável pela atividade de administração de recursos de terceiros do Banco Bradesco S.A. BRAM - Bradesco Asset Management - Todos os direitos reservados. 7

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