CLASSIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO BRASILEIRA, ADAPTADA A UM SISTEMA UNIVERSAL

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1 MINISTERIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO FUNDAÇÃO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTAMST1CA - IBGE DIRETORIA DE GEOCIÊNCIAS DEPARTAMENTO DE RECURSOS NATURAIS E ESTUDOS AMBIENTAIS CLASSIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO BRASILEIRA, ADAPTADA A UM SISTEMA UNIVERSAL Hennque Pimenta Veloso Antonio Lourenço Rosa Rangel Filho Jorge Carlos Alves Lima Rio de Janeiro 1991

2 FUNDAÇÃO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTAl1STICA Av. Franklin Roosevelt, 166 Centro Rio de Janeiro, RJ Brasil IBGE ISBN Q IBGE Editorada pelo CDDI Departamento de Editoração em maio de Capa: Pedro Paulo Machado/ CDDI Departamento de Editoração Veloso, Henrique Pimenta Classificaçao da vegetaçao brasileira, adaptada a um sistema universal / Henrique Pimenta Veloso, Antonio Lourenço Rosa Rangel Filho, Jorge Carlos Alves Lima Rio de Janeiro IBGE, Departamento de Recursos Naturais e Estudos Ambientais, p. ISBN Vegetação Classificaçao Brasil. 2. Fitogeografia Brasil. I. Rangel Filho. Antonio Lourenço Rosa li. lima, Jorge Carlos Alves. III. IBGE, Departamento de Recursos Naturais e Estudos Ambientais. IV. Titulo. IBGECDDI. Dep. de Documentação e Biblioteca CDU 582(81) RJ IBGE Impresso no Brasil/Printed in Brazil

3 Classi~caçáo da Vegetaçáo Brasileira, Aáaptada a um Sistema tjr~wersal Departamento de Recursos Naturais e Estudos Ambientais - DERNA Lu Góes-Filho Autores Henrique Pimer~a Veloso - Engenh~ro Agrónomo Ar>tonio Lourenço Rosa Range! Filho - Engenheiro Flor Jorge Carlos Alves :ima - Engenheiro Florestai Colaboradores João Boa da Sïfva Pereira - Biólogo Cláudio Belmonte Athaide Bohrer - Erx,~enheiro Florestal Ronaldo Marquete - Biólogo Angu Mana Studart da F Vaz - Bióloga Marli Pires Monn tema - Bióloga Roberto Mïgciel Klein - Bió~o i.t>cia Gonçalves frio - Geógrafa ** Heliomar Magnago - Engenheiro Florestal *** ~u Alberto Dambrós - Eng~heiro Fbrestal *** Desenho Regula Ju~ane~ Ãnibal da SlMa Cabral Neto Suporte Técnico Operacional Mana Helena de Almeida Julla Marca Mala Campos Minara da Sitia Ferreira Apoio Técnico Operacional Luoia Mana Braz àe Carvalho Iara Amakiin ~ Magalhães Isis Barros Neves Os autores gostanam de agradecer de forma especial à equipe do DEDIT, através de suas Divisões DICOR e DITiM; pela aferição e carinho dispensados a esfe trabalho. * Dï~sáa de Geaoïêna~as de Santa Catanna DfGEO1SG ** Di~nsao de Geooïéncias da Bahia " DfGEOIBA *** ~nsao de Geocü3nc~as de Guiâs DlGEt31G0

4 SUMÁRIO 1 _ INTRODUÇÃO,,,,,,,,,~~,,,,,,,,,,,,,,,,,,, ~ ~l uí - Sumula H/stwro ca ~_ FITOGEOGRAFIA DO ESPACO INTERTROPICAL SUL M - Cla ss + f ocaças Brasileiras.... " " UM - Classificação de Martius.... " "" ".... i5 20í.2 - Classificação de Gonzaga de Campos.^" " Classificação de Alberto J. Sampaio M4 - Classificação de L i n d al vm Bezerra dos Santos ;í.5 - Classificação de Aroldo de Azevedo M6 - Classificação de Mar Nm h l mam W.7 - Classificação de Andrade-Lima a Veloso. " EM - Classificação dm Projeto RADAM Classificação 29 de Ri zz i n / " M0 - Cl ass if ^~cam de George Eitem ~. ~2,2 - C l ass/ fi caços Universais a2.í - Classificação de Sch /mpor...". ~ ~2.2 - Classificação dm Taw s lew & Ch /pp "..... ou." Classificação de B ur t t-d avy... ~ " Classificação de Danserma# " Classificação de Am b rmv ill e ^^ 36 2i2.6 - Classificação de Trmch a /n....~""..~ "2 7 - Classificação 38 de EJlemberg a Mue lle r-0o mbo i s Integração 40 da Nomenclatura Universal "... -^ 3- CONCEIADOTADAS ~ M - Formas de Vida ~ "...~.". 41 3a1.1 - Classificação das formas de vida d e"r~maer, ads^p-_ t aoxas as c mwdozes brasileiras í 3~8"2 - Chave de classificação das formas de vida. de Rauumk! aer v modificada a adaptada ao-brasil S2 - Terminologias "~i......" Sistema " % mper io fjm; ; st ~cm ~ Zona " S2.4 - Região Dom i n io ~

5 Setor ' Ecotipo ra Formação a Y. x Classe de formação íO - Subclasse de formação Grupo de formação. ". NbpY....Y...b.bYN.a. ".. ".Y.p í2 - Subgrupo de formação Y2.á.3 w Formação propriamente dita......nono.*.yaw ".. mano 45 3.,.2.í4 w ~formação *no... a Comunidade.....f..Y..f. Y......R " Y w.. Sin!1 ayy. N " 4RR.N.Np.xY.a....KNKf.RN " YR.Y appy.ny Ṙ Estratos Floresta :2.í9 - Savana Yaf..xa....Y Parque..Y..Y......a o ww 3 " =L Savana Estepica Estepe....Y..Y no R' Campinarana.w... Y YxY....MN.AY N2.24 Associação w YYYYpY..w......YYYYM...wY no '25 - Subass ciaçao ' ".. ".. Y..YY...Y 46 WY Variante moa Y. 4 > 3 :.,2.27 M Facees " a..y " Consorciação ou sociação Och10spéc ww t e f,2a3W-M Climax cli'matico "....'y Climax edafico ` Facees de uma formação < w Região ecológica 3'f2 " _ i N "...ixyy yy nono* 47 3R Wegetaçao disiunta SISTEMA DE CLASSIFICAGZO a w.yraay. " x w.. Escalas Cartografica uma......xyy.yxb.p...a Sistema de Classificaçao Floristica N.ppYxw Sistema de Classificação Fisionômico-ecologïca " Sistema de Classificaçao FEtossocfologxco-biologica i - Fitossociologia í -oec o l og i a * no DISPERSÃO50 FLORíSTICA REGIONAL Regiao Floristica Amaz"onica (Floresta - Ombrofila Densa, Floresta Ombrofila Aberta e Campinarana) Reg.iao Floristica do Brasil Central (Savana, Floresta. Estacional Semidecidual e Floresta Estacional Decidual) Regiao Floristica Nordestina {Savana Estépica (Caatinga. do sertão arido com suas tres dijunçoes vegetacionais) ; Floresta Ombrofila Densa ; Floresta Ombrofila Aberta ;. Floresta Estacional Semidecidual ; Floresta Estaciona]. Decidual e Savana) w Regi ao Flor}stica do Sudeste (Floresta Ombrofila Densa, 6

6 . Floresta Estac/mnal Sem/dec/dual, Floresta Estac i oual Decidual e Savana).....~....~ ~ _ CLASSIFIDA VEGETAMO BRASILEIRA Sistema F i s ;mnô mm icm-ecolng/cm ~..~......~....~.~. *.. 63 W 1 - Floresta Ombrofila Densa (Floresta Pluvial Tropical) Floresta Ombrofila Densa Aluvial ~."".~. 65 W Floresta Ombrofila Densa das Terras Baixas ~~.. ' 66 6.í.í.3 - Floresta Ombrmf/ la Densa 8ubmomtaoa W Floresta Ombrofila Densa Montana...~......~. 67 Wï.= - Floresta Ombrofila Densa Alto-Montana Floresta Ombrofila Aberta (FaciaçAs da Floresta O mbro fila Densa) ~., ~. ~. ~. " ~. ~.. ~ ós ó,1.2.í - Floresta Ombrofila Aberta das Terras Baixas..." Floresta 0mb r ó f, l a Aberta Sub mon t an a ".~.~..~.*..~ 7(9 6~í Floresta 71 Ombrofila Aberta Montana "...~..". W 2 - Floresta 7& 0mb rúf^ lo Mista (Floresta de Araucar / a) Floresta Ombrofila Mista Aluvial.~ ~Z -~ Floresta Ombrofila Mista Subm ontan,. ~....o W Floresta Ombrofila Mista Montana......~ W 3.4 ~ Floresta Ombrofila M i so A lt o-montana W.4 ~ Floresta Esta ci ona l Semidecidual (Floresta Tropical S ub cad uc/folta ).~.~....=....*.~..".~.~o...~..~..~ " Floresta Est ac/on a l Sem/dec i dmal Aluvial..".~..." Floresta Estac!onal Sem/dsc!dual das Terras Baixas Floresta Eetac i onal Semi dec /dual S m b mmntana ~. 76 /S SI ~ Floresta Estac i onal Sem/dec i dualmomtama ~....~ Floresta Est ac / onal Dec i d ual (Floresta Tropical Caduc /fol+a) " ~.~ ".....~~...~ Floresta E~st ac i mnal Dec / d mal Aluvial lu~~oa~, Floresta Esta c /on a l Qe cid max das Terras Baixas ~ Floresta Est ac i omal Dec i dua l Submmmtana..... ~,.. 79 W"5.4 ~ Floresta Estac i on a l õe c /daai Montana ~ Camp i narana Nam p /na) ~...".~...~." i~6.i - Camp /narana Florestada....~.~..~.~.."".~~ ~ Camp /marana Arborizada =.. ". 04 6~ Camp/naran a Gram i ne o-lmnhosa =...~....~.~.~..~ ^~8~7 - Savana(Cerrado)... ~..".. ~.... ~.~~.. ~.. ~.~

7 ..6? :w..l../ w í... ~avana Flarestada tgerrad~a}. w.. a w. w.. w w w Y a w. Y r x a 8f ~5' -í x +TY~ -- Sav~n~ Ark~v~ ~ ~~c1~tcan~~c~ e~rr~cla} Y Y x R R.. r Y R Y x x r x x r ~#~ b.iyt.3 - " 5avana Par~ue tparkland -.. Parque de c:errada} r R w x a 8~3 WY_.~ pi Y~i ~"~" ~avana Gram ea--i..enha~a tcampca) r x w b a a. Y a. b r p p a Y Y w b~-1wq -~" ~avana Estepica t5avanas secas e.+cau úm~das» Caat tnga da sert ~a ar ï da, Campcas de Rac a i ma r Chca SLrI ~-mata ~. gra~:~er~se e Parctue de esp ~n ~ lha da ta~crra da r ia t~ua~ ra ~ } a -Y r r w w. w a x x w w w x b.. r. Y r... w. a w Y r s x r w r x a w r Y Y a w w w x a.._~,w~w~w~ `~ ~avana ~~.Jt~~~~:a ~~are.~.}tada.w.wr.rwxryw.w.. wrw.xr 9~. f7~;x.f. wgt,al `. '~avana Estep~c ~C~E ~rbar ~ rada «w. Y r-p w.. r r Y «w r x r a.. Y «w Y 9s.'.._~-r~~~r~~w~ `" ~C~~fR~nC~ ~~te~~c.4~ PC~r~~.~~ xrrwrrrx rwrwrwwrwsr wwr. a 9.~.x~~~ wg7-r~... Savana Estep ~ ~~ Cram ~ nea-l..enhasa a w M x Y R w p Y x R Y. f R R Y w i" ~~ Et~ ir9 r» Estepe tcampas gerais planalt ccas e Campanha tiaucha} 9~ - rür :br9ws Estepe Arbarc~ada xrrwrxayrywrwawxxwwxwaaawrr.ywara 9i.} h".i w9.2 r.. Estepe Parque tcampa su,}a au Parkland} w. x. w x. w. r. 9E~ cr,;'. ::9r3 _.. E'step~_ Gram~nea-LenhasatCampa l impa} r Y r w w Y w r r r x w r r 9ta ~:~ ~"" S~stema Ed~iftca de Prcmecra Qcupa~ ;~a tfarma~óes Pronec-~~ r~~ }. x r w r r x. x r r w r.. w w Y.. x w w a r w x r. x x Y r r x Y w w r r. w x w w. r. r Y á~:~._ - Vegeta~áa cam tnflui~nc ia mar cnha t"re~t cngas`r }. w r... ~00 ó~'2.2 ~~- Vegetac~~-a cam ~nfl~.iénc~a fluv~amarinha t"níangue~.al ".., _, e. campas salenas} w r.r rw..rw rxwyryxwyryr.r.rtw ó.~k-3 - Vegeta~~a cam ~ nflut~nc t a fl~.ty i al tcr~ni ""xn ~ d~ades alu v c a c s }. r x w Y w Y x. r w Y. w Y w r r w w w w w. r.. Y w Y r. x. w + Y x Gira7 "~ ~{~.aten}+~ de frans.e~aa ttensaa Eccalvgcca} Yrrrw.rwawwrwwr ~a :~ri - Ecotana tmcstura flar ~st ica entre t rpas de v~" geta~i~ía} i0i O,n.~7r6 "~ Encrave t~areas ~ t ~,junta?á yue ~Je ccantactam} r w a a a r x «Y b.lyic `-~ ~'.4 -~ ~, wí st ema das Refúg ~ as ~leget ac ~ ana ~ s CReI ~ c~u i as } w «w r w r f 03 W~Y:V """ ~ c st ema ~~ Vegeta~aca f~ i sj ~.tnt a «r r r p w Y p Y. x. a a~ w w a R Y a w M a Y. w x ~~ "~ ~i.6 -" Scstenta da tlegeta~;~a 5ecundar ia ttratas Antrop ccas} w w w í.0i ó_w-t~.i - 5~.tc»essao natural.xrbyawayrrrbxrwwxrwyayrrwwwwrxwrxry í0 :'a ~..-&wíwí_ -~ i~ase prcntecra da sucessaa natural.wyy-.wryr.wwr YY_ f0.~ "./.r.,.41 b ~ " ~i.~w "~ ~~~e se;.g~.rnda da natural N x r. Y.x. Y. Y.. p R w a Y w...~..-~. ~.~Yi ~.. "~. t't~re terc ~ ra ~~ ~ ~ nat ural w,:w,y w'. w M w w r r. Y b Y x. r." Or~GJ., i r.^! "~~ úiae quarta da s ".rcessaa natural Y r r x_r Y w. «. x a w w Y w w r w ~wqx~w~ ""~ ~-Fase ~~.~inta cia ~lucessl~a natural wyy - Yrww Y YarY. r.. A~aL3w~ ~ Usa da terra para a agrapeci.rar~a xwray.rrwyra..xrxyrw G7.a " ~Gt w C~.'...l._ Agr c cul -t~ur a w. w. r r x w w x w x w w a. r w Y w Y r w w r. M M Y " Y M w Y w R r p Y'.~.~x~.~ "~. `p~ec uar E-~a M P «w Y Y r r x a R r R R R a R R r. w 1 R.Y r w Y x-y.m Y Y Y w Y a p. a-p w. E~~ -6xG w~~ -~ `feflarestamentcr elau flar~estamenta x w. Y Y w.».... í0i:#

8 7 - LEGENDA DO SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO BRASI- LEIRA (Escalas de 1 : até 1 :í ) p " pf Y joo 0 - CONCLUSÃO.. O "... Y Y. Y. Y.. J BIBLIOGRAFIA CITADA W, d

9 7 _ LEGENDA DE CLASSIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO BRASI- LEIRA (Escalas 1m até ).... 'o8 0 _ CONCLUSÃO.. o. "-.*...~. ~.. o ~~... iló gy - BIBLIOGRAFIA CITADA...." "... ". ".. í17 9

10 RESUMO Q objetivo deste trabalho é dar aos atuantes na área fito geográfica uma visão mais segura, para avaliação e uso de termos prioritarios já consagrados na literatura internacional Observa-se pala análise da literatura consultada que não houve pre ( ip!taçã o em rela0 ão às term ina lo0ias, mas, sim, que os mesmos tiveram seu uso substituído de acordo com a evolução de novas técnicas para' map ea. mento. ` Os autores concluíram a prop i em uma concordância nas deno m i naço s dos Tipos dm Vegetação mu Resides Ecológicas, anal isandn várias clmss i f i ca ços m sugerindo uma que possa ser, também, compre ep d i d a fora do País, a( ompanhad a do termo prioritário seguida do no me popular entre parênteses. 1 1

11 ABSTRACT 7ha pmrpose of this research is to provide to the members of the F itogeugraphy area a safer overview in p/ iorit9 terms, alre ad y granted!n the international literature. We can observe in the analysis of the bibliography here used, that there was no pre( ipitatioo in relation to the t ermino l o' gies, but that the same was used in substitution with the evolution of new technics of mapping. 7he authors propound a priority agreement in the denomina timn s ( oo ( erning to the kind of vegetation, and e(ologi(al regions sranning several classifications and suggesting one that could be also understood abroad, a(l ompanied in parenthesis by the SLientiFi (al / lassifiration, the popular denomination i2

12 1 _ INTR A F i t ngeograf!a deveria segui r os mesmos ( nnceitos fi]os ó ficns das outrasci êo c!as da natureza, como por exemplo : as classi fica ço s'pragmátioas^ da W icm científica, em que o sistema de ch a ves binárias dos conceitos prioritários prevalece na nomenclatura geológica, pedol ó gica, botânica e zoológica. Assim, a nomen o. l atura terminnl ó gi/a é a mesma em todos us continentes e países 0 granito ( nm várias formas e tipos, assim como todos os arenitos, tem as mes mas óesiqna vies priori tá {!as de onde foram pela primeira vez en(on trados ; ns'latnssolns, pod Al!cos, etc. sgo terminologias de solos assim designadas por toda a extensão da Terra : a terminologia bina ria botânica e zoológica apresenta sempre a mesma nomenclatura Prioritária am todos os continentes. Mas a nomenclatura do sistema vegm ta] tem variado ronforme cada autor e de acordo c om o pa ís de ori sem, onde se p i n( u/ou sempre uma designação reg ionalista sem leva/ em conta a prioridade da fisionomia ecológica semelhante de outras partes do planeta Deste estudo, 9 esta a preocupação máxima, pois sem o ad vento do mapmam e nto por intermédio de sensores remotos, que recobrem toda a superfície da Terra em tempo relativamente curto, é necessá ria uma uni F u/midad e (on( eitual /onf iá vel da fisionomia ecológica das mesmas paisagens terrestres. Assim, o mapeamento de determinado tipo de vegetação deve ter a mesma designação para todo o planeta, : Contudo, o mais interessante a observar são as d esignmç ôes florestais mundiais Uniformizadas, dada a universalidade. Ma fisio onm!a campestre, cada país adota uma terminologia reoionalísta sem prol urar identificar o nome priorit á / io que caberia an nome regio nal Pois assim o grande problema da nomenclatura fitogeográfica mundial estaria resolvido a é isto precisamente que se propia para a vegetação!n t ertropi o- al brasileira Para o pais que ocupa parte significativa da Zona Neotro pio-al, as f/sinhomias ecológicas observadas são tropicais, com pe q u enas áreas subtropicais, e nutras, também pequenas, subtropicais az onm i s com vegetação tropical nas encostas da Serra do Mar e do Planalto Meridional do interior 0 Brasil é, assim, pequena parcela do Novo Mundo, que como em Filosofia científica só existe em função de uma verdade e só ela responde bem aos problemas pragmáticos da natureza, não se deve, sofismar com Ovidas c a/tesianas existenciais n go científicas As diferentes manchas captadas pelo sensor remoto mostram, sempre em escala /egional, determinados paiâmetras ecológicos do am b ien t e, como : geologia, relevo, rede hidrográfica e vegetação No terreno, mm escala detalhada, estes pa/ â metros podem ser reduzidos ~`À análise pedol ó gisa r inventários florestais e a índices umbrot érm!cus ou ao balanço Ad/ i c o que refletem a cobertura vegetal do momento, ~~,

13 0 sensor remoto tem que ser utilizado paia a ihteyaret Mo da P isiwnomia da vegetação e é nisto que se baseia a ( lassifi/ aç i o propnsta 0 presente tr a ha}ho, [lassific Me da Vegsta6 go Br asilei!a, adaptada a um Sistema Universal, visa sobretudo a apresenta/ a versão desenvolvida pelos antores Súmula Histórica 0 mapeamautu óa vegetação brasileira é antigo, embora não tenha ainda atingido n ( 0nseoso dos f R uge ó 8raPos, pois, após a ten tativa de universalização terminnl ó gica realizada pelo RADAMBRASJI em 1982, o consenso do tema (lass! F iraç ão Fit n8eogr áfira ainda não foi alcançado. Acreditamos que tal diversidade esteja presa ao t ipo de estala trabalhada e à terminologia emp}ag ada, daí a nova p I upus Ok tom abrau Sn c i a pata todas as estalas, onde se pruc u!a usar uma no men(la t xra t ompat í vel tom as mais mode/nas (lass i P i( aç Wes [itogeo gr áfi ( as mundiais Desde os tempos do filósofo alsm90 Emmanus l K M (1724/j8W4 ), u x oo t m! t o de Geug!a P ia F í si/a vem mudando em sio ton!a cem a evolu çg o das (i ências da ler ra e do [osmns, /ela t }vas an desenvolvimento a prog i esso de sua metodologia Foi, no entanto, com Alexandre F von HumbulUt no seu li vro Ans Ü chten der Nat xur (Aspectos da Natureza), publicado em 1808, que se ini (!ou a história da Ge og/afi ã F í si/a (Humholdt, 1952) Els Poi aluno de Kaot que u i no. eotivou no psnsamsu t n pol/ti/o da lihe/ da d e individual m no estudo da Geng!a P ia, sendo /ons!deradn (omo o pai da FitogenQ/ afia, tom seu artigo PtissioswomO der ~achese Mi - siortom ü a dos Vegetais) publicado em i806 Fui, também, Humho}d t qus em i845/48 publicou a monumental obra Kosmos, ensaio da des(riço física do mundo, possibilitando aos naturalistas jovens novo xonhe, / ime uto da Geografia F/s{ t a, Orlusive da Botânica Após H um!>old t seguiram se vários na t u!a l ist as que se des t ao ai am no estudo /~a Geografia BVl âni e a, ( omn : G,iseha~~j"/2) ~ que pela p! imei}a vez grupou as plantas por um rar át e/ P isimnômô n de P i ni o o, como florestas, tampo e outros, designando os como forma ço s Em ordem /}nnnl ó gi ( a há : Eogle/ & Pran t l (t887) que ini (!ai am a mo derna classif( i.mo sjstem á t! t a das plantas ; D/ude (j889) que div i diu a [m, i a mm zonas, /eg Res, domínios e smfo!es de ao o/dn (om os endemismos que apresentavam as p1 antas ; a f!na]mso t e S(himpe) (i90]), que ainda no fim do Sé/uln X[X, pela primeira vez, tentou unifi ( a! as paisagens vegetais mundiais de a ( ordo tom as estruturam P isinn Ô mi/as, que pai este motivo deve ser <onside/adw como o <! iadm da moderna F!togeografia Segue se, a esta sinopse hist ó / i(a / uma outra mais moderna donde se H esta( am, t aoabé m, as /1assi M aç-v es dos seguintes fimeti grafns : 7ansley 8 [hipp (1926), Gonzaga de Campos (i926), Srhimper & Faber (t935), Bm t t Davy W]8), Sampaio (t940), Yro/haiu (i955), 14

14 ~ )0'~'- ~ - 'A 'rada+"" ~ i» 6),'~Vm~m~oo~é966~,~~E~lemb~rg /a Mu~}ler-~Ómb~1~~~1~~5~6), UNESC0W97M sr 02 in ) ; 1 1V 3~ ~ Q ' GóCeM!lhx/=(Í992 >vz -Ei ten0-8)` ~ ~~,^~ / r q "~^ ~/ '. ' 1 x v. 'J ^.~ A 'Presente tent at i vá un i versal i zgda da a lass } f i cação f! Q g gr~fi<~a^b~a~il*~ira/baseia"sm em bibliografia selecionada e con` fi.á vel, da qual foram retirados a nomenclatura prio! it á r!a e os cal] c e! t os ligados à Geografia Bu tân! ( a mn ive/sal E mpre8ou -smy ' Paro i smo, wmetodolog i a. cartográfica, abr an gendo desde o sansnr!amantó remoto até u levantamento Fit osso( ioló Sico das comunidades, atingindo, quando necessário, a pesquisa dos cns s!st amas de uma ou mais associacies vegetais. Acreditamos, as sim, ter atingido o proposto pelo presente trabalha 2 _ FITOGEOGRAFIA DO ESP. INTERTROPICAL SUL Revendo a Geografia Botânica do espaço ioter t ropi(a] da Te//a, sugere se //ma nova divisão fi t ngeogr áp i(a, onde os Fmpérios F]or í sti,os do Drude (1B89) foram ( onsiderados como ponto inicial do sistema flor/st!co-fisinn Ô miro'e c ol ó g!cu, isto po!que, em /ada imp é rig flor/sti ( n, existem zonas, reg! Ves e domínios com endemismos que os c a/a (t e/ izam, embora as fisionomias ecológicas sejam semelhantes Cons i derou-se 'assim, o conjunto fiyinn ômico vege t ac )onal iote/ t ru pi c al como pai te da/ asma /onr e (t//aç ãu f!togeo8r à F ira apenas dife r enc } ada pela ' s i stwt i cabot âm ' c a ClassÜ f ^ caçzes Brasileiras A história da FitogsoB!afia brasileira ioi( iou se com a /lassi F ica«ão de Martius mm 1824 que usou nomes de para sua divisão botânica. Esta classificação continua até hoje, após t64 amos de tentativas de novas ( lassifi c a vies, sem uma defini 6ãn de aceitação dentro do consenso geográfico brasileiro. 2M1 - Classificacão de Martius 0 mapa f i áf i e o de Mart i us fo i anexado pai Gr! seha/ h no volume Xx [ da Flora BrasÜ l üoans Üoa em e nele há cinco resi V es Flor í sti c as (Fi0ura 0 : ` ' ' es (Flora amaz Ô nica), emad eps (flor, nordestina), ' - Oreades (flora d centro oeste), Druades (flora da costa atlântica) e ~a xeü as (flo/a subtropical). ' i5 `

15 'E ta MMos faríst apresentar igacom f ilóãéhét iraí hástantmafi~ti ; foi X~Ma uma coletaiw botânicas classificadas pelas maioresasoecialivasida época :Atua0. mente, ass i m parecer pouro mais se pode acrem ent ar, a não ser, t al vez ; ioutras duas novas régives florísticás : a do Chaco Boreal (flora sul -mato-giossusê) e a damapinarana (flora dos Podzóis Hidromór f idas dos pântanos amazônicos), completando a realidade florist ica bras i lei ra Fig 1 - DMSÃO FLORISMICA DE ~MUS Fonte : FERRI * M G Veg!tafão Brasileira 1980 DESENHO DE ANI'BAL CABRAL NETO 16

16 Classificação de Sonzasa da Campos 7ransc orrmram ú02 anos até aparecer nova cl y ssifica ço fitogemg r á 1Pira brasileira, que foi a de Gonzaga dm Campos (1926), não mais flor/stica, mas sim fis!on Ômic o estrutural. Seu mapa foi publi cada por D i og o (1926) no Museu Nacional cipario de Janeiro. 1 - Florestas A - Floresta equatorial a - das várzeas b das terras firmes B - Floresta atlântica a das encostas b - dos pinheiros C Floresta pluvial do interioi a - savana b rerrad Oo D - Matos ciliares E - Capoeiras m capomirves F - Pastou 2 - campais A - Campinas ~ - Campos do sul a - limpos b - sujos C - Campos cerrados Q - Campos alpinos J - Caatingas A referida classificação fitogeográfica, após análise cir c unstan L 'ada, mostra grande semelhança rom a divisgo P lor[s t i ( a de Martius : três regi Ves florestais (Equatorial, Atlântica e Jn t eriora na ) e duas campestres (campos e caatingas) Fica assim evidenciado que a classificação de Gonzaga de Campos aprssenta muitas novidades f i toqeogr áf i (as, principalmente sob o ponto de vista da terminologia regional ista Quando se refere à Floresta Equatorial qua em sua sub divisão a terminologia de!ub mr (1902) florestas de várzea m das ferras firmes, isto porque na época n natural istas ó t!nha condi V ôes de observar a vegetação am longo dos rios e, assim, dividi-la de acordo L om o que via ; as várzeas e os interflúvios de difícil acesso incorre ias" ao referir-,e à Floresta Atlântica, em erro, na época possivelmente justificável, ao subdividi Ia em Florestas das t7

17 Encosta~ dos ; Pinheiroa, Ariclui nop. ~NMA anfiâv~lào de ' A ra~rjá ( ~ fazendo porte da Floresta A#Iânticra.,Atualmente., agabeage qu c:" pârt* doólan~o Iras- doa, todos, Paraná e ~guai.' ~pondo Peg uenà parte da báciardo ria Itajat, capturada do rio Uruguai compoca relativamente recentes Tal engano não foi cometido por Martíusi Já quando engloba na Floresta PlÜvials do inteiíor a savpna e cerradão aceita a divisão de Martius que inclui em uma só reg Ao toda a flora do Centi o Oeste brasileiro Com relatogo a i físionomi, campestre, o autor inclui os se guintes termos«tampos do sul, subdividindo-o em Sampos sujos é., li mpou, parodiando Lindman 0906), e usando uma terminologia regi o nal ista até hoje empregada pelos f itogeógrafos ; campos ( ert ados, quc...' também é uma nomenclatura regional ista muito usada no Centro Oeste biasileiro, embora entrando em choque tom a floresta pluvial do 0 terior que, ao que tudo indica, parece tratar-se das florestas semi raducifólia e cadutifólia da bacia do médio rio Paraná ; (ampos al pinos, usado pelos fitiroei59rafos regionalistas para designar os re VAios veocrtacionais alto montanos ; e as caatingas, empregado para designar a vegetação do interior nordestino 0 aut or usa o t erma mat as e i 1 i ai es c omo sendo uma d 1 v i são da vegetarão, embora atualmente essas matas componham a paisagem antrópi(a. São também inc_luídas como divisdes maiores nesta elassífi (ação da vegetação brasileira os pastos, capoeiras e capoeirves que sgo fases ar trópi(as da vegetação secundária e não constituem tipos de vegetmo Classífícacão de Alberto J. Sampaio 0 botânico Alberto J. Sampaio (1940) divide a vegetava) brasileira em : Flora AmazÔnica ou Ngleate brasileira e Flora Geral ou Extra AmaAni(a, retomando assim, o conceito florístico pata ^a classific.mo fitogirooráfita Porém, nas suas subdivisies, extrapola uma terminologia iegionalista com, feiços florístixas (Figura 2) : 3 - Flora AmazÔníca ou Hulicae brasileira 1 do alto rio Amazonas 2 do baixo rio Amazonas ri Flora Geral ou Extra-AmazÔnica e 6 1 Zona dos Vocais 2 3! Zona das caatingas lona das Matas Costeiras 4 - Zona ciasa Cíampos 5 - Zona diás00hais - Zona Marítima

18 Fonte : ow"po /,,^ i. de Fitogeogratia do Brasil 1945 Sua ( lassipi/a ção Flu! í st ir a apresenta diferenças da Uivi Ao de Martius, pois este naturalista dividiu o País em cinco r E Mes f l nr í st i (as distintas, enquant Mampaio dividiu/ o Brasil em apenas duas floras : a Amazônica e a Ext /a-amáz Ô ni ( a ; A divis g n ds Martius sugere uma inter relação en t /e as cinco regi ã es flm (st i/ as bras il eiras, o que atualmente se constatou exist ir at rav és de pontes filngeo éticas conhecidas. ]á a divisão de Sampaio suge/e apenas a existência de dois espaços territoriais, e om li ~Ves flnr(st icas dentifi ( adas A Flora Amazônica apresenta íntima correlação com a Flora Af/ i'ana tendo também liga ço s flnr í s t i/as, através dos Andes, ( nm a América do Norte, enquanto a Flora Extra-Amaz ô nica apresenta liga ÇW ms afro americanas e a uslral á si c as que se originaram na Amazônia, mos Andes e na Argentina A Flora Geral ou Extra Amazônica apresenta se dividida, em seis zonas : a Zona dos Cocais que é apenas uma fácies de uma u!) formação da Amazônia expandida para o território ex t /a amaz Ô ni/o ; a Zona das Caat Ü nsa s que, no presente caso, compreende toda a região t9 /

19 semi árida nordestina, engloba uma flora perfeitamente adaptada aos ambientes é idos e sem! á!!dos, migrada de áreas semelhantes situa das ao norte da Amaz Ô n!a, as quais, por sua vez, se originaram de plantas ( om dispe/s_ao pan{ropi/al ; a Zona dai Matas Costeiras in te/ rela c ionadas /nm a F}o/a AO o Amaz Ô ni ( a e ( om disjunções Floi (s t i(as a ustral á si ( as através dos Andes, apresenta F!siunomia florss tal influen/ iada pela umidade advinda do ma/ ; a Zona dos Campos apreseo t a uma fisionomia /ep/esen t ada pelos ( ampos ( e/!ados intima men t c lisados a flora lenhosa da Amaz Ô nia e, out rã, pelos ( ampos me ridinnais ( nrrela ( iuoadus à Flma Andino Argentina ; a Zona dos Pinhais é 1 íp ica Flora Aus t ral á si c a Andina e t em liga ça s com a parte me/ id!wnal do Continente Ame/ 0 ano ; a Zona Marít ima, que se estende.: poi toda a orla ma! í tima!xasileira, apresenta P lma ( osmnpolita p/ () p/ ia das áreas com influência floviomarioha e marinha pao t rupi /al Pela análise real Nada, pode se concluir que houve regres Ao na divisão flo/ í st 0 a se ( ompa/ ada ( um a ( lassi F i x Mn de Mar t ius, mas houve evolução na subdivis g o fisionômica se =parada /o m a <lassifiraça de Gonzaga de Campos (Figura 2) 2.í.4 - Classs Ü f Ü cação de L Ü ndalvo Bezerra dos Santos l indalvo Bezerra dos Santos, em t94], ap/eseo t nu uma divi s a o fi t ngengr á f i ca puramente f!sinn o m!ca, acompanhada de t erminoln gia regional ist a. Pode se, assim, considerai esta < lassipi ( ação /nmo a primeira baseada no caráter fision Ô mi c o das fnrma ça s vegetais, segundo o ron t eito de Grise b a c h Forma! ço es florestais ou arbmas i Flmes t a amaz Ô ni ( a ou HUleae!xasileira 2 Mata atl â oti/a / 3 Mata dos pinhais ou Floresta de A/ao(á ria 4 Mata do! io Pai ao.~ 5 Babaçuais ou c n( ais de babaçu 6 Mata de galeria ll Forma ço s arbustivas e herb á/eas t Caatinga 2 [errado ] campus ge/ais 4 Campinas ou campos limpos l[j - Formaçi es /nmplexas 1 Formação du pantanal 2 Fm ~V es l it oi ancas 20

20 A divisão fiiogeo8r á fica de! indalvo Bsze/ra dos San t os deixa de ser flor í s t i ( a, como a dos seus ao t eressores, e passa a sai f s nn Ô mica como a de Sc himper(1 903) Pode se, assim, considerai es te geosr áfo como u precursor da Fitogeografia Fision 8 mi ( a no B/asil As s//as três d}visies maiores, que denominou de fnrma ços, foram in tlusive seguidas pelo Piojetn RADAMBRASI[ no início da década de 70 e, a partir de então, a classificação fitogeográfi(a brasileira foi reformulada e passou a seguir nova orientação universalizada, basea da em Ellemberg & Mueller Dombois (i965/88). Além disso, o autor introduziu novas denum!na çwas reg!onalistas na terminologia fitogeo gráfica brasileira, combinando as c lass!fica6 i es de Gonzaga de [am pos com a de A J Sampaio, e ( riando o tipo "formaçães complexas reunindo as forma ços du pantanal e litorâneas Pelo exposto Foram poucas as mudanças na terminologia das ( lassif! r a ça s brasileiras a partir de Gonzaga de Campos ; apenas fn ram modificadas as pnsi ; Ves hie! á rquicas das fmmaço s e os con c ei tos firmados L indalvo Bezer/a dos Santos foi o primeiro a conce! tu ar de modo correto n termo formação, de acordo com n seu criado/ Gr}ssbac h. Daí em diante todos os fitogs ó grafos passaram a empreg á lo rum exatidão e, também, a dimensionar a vegetação de acordo com o princípio da classifica cago reqionalista Os conceitos terminológi ( os : at l ânt A o, rio Pa/an á, habac ua!s, caatinga, (errado, /ampns gerais s outros continuam a ser empregados pelos fitogeógrafos que os t!ansmitem nas escalas dm ensino pr imá! io e se( und á rio 2~í.5 - Classificação de Aroldo de Azevedo Aroldo dm Azevedo (1950) usou em São Paulo a mesma e lassi f!ca crgo de! B dos Santos, geógrafo do TBGE no Rio de Janeiro, r o mo se vê a seguir (Figura 3) : A - FormaçA s florestais l - Floresta amaz Ô ni«a ou Hwleae brasileira [l - Mata atlântica Mata 111 do rio Paraná lv - Mata dos pinhais \/ - Mata de galeria vi Babaçuais B Forma çies arbustivas e herbáreas i Caatinga ]1 - Cerrado 1Tl - Campus Gerais!V Campinas ou campo limpe) C - FermaçO s romplexas 3 - do pantanal II - l(tor âneas ^ 21

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