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1 jornal n. 104 ABRIL/MAIO 2013 SEGURANÇA OPERACIONAL EXIGE O ENVOLVIMENTO DE TODOS PÁG. 6

2 QUANDO ACREDITAMOS TUDO É POSSÍVEL* E nvolvendo diversas áreas, este número do Jornal da TAP está recheado de notícias interessantes sobre a atividade da companhia, as quais retratam uma empresa dinâmica, permanentemente à procura de melhorar o produto que oferece aos seus clientes e, em consequência, a atingir resultados positivos que contribuam para consolidar o seu futuro. Mas nem sempre é esta realidade que a comunicação social entende mostrar. A TAP é uma empresa a que os media, por muitas e diversas razões, dedicam muita atenção. Há, aliás, quem pense que a simples menção da palavra TAP é suficiente para vender mais jornais. Isto explica que, com alguma frequência, sejamos surpreendidos com notícias sem grande sentido, ou com títulos picantes sem correspondência com o corpo das notícias. Mas a TAP não é apenas notícia pela sua atividade como empresa. Com alguma frequência, a palavra TAP aparece associada a atividades extraprofissionais dos seus trabalhadores. Foi o caso, nas duas últimas edições, entre outras notícias, do lançamento de um livro sobre as expedições de Ângelo Felgueiras e da participação de dois tripulantes de cabina na Maratona da Muralha da China. Do Ângelo Felgueiras e da forma como alia as suas façanhas a uma relevante atividade profissional já demos notícia no nosso Jornal. A novidade foi a participação (brilhante) da Filipa Elvas e do Álvaro Leite, tripulantes de cabina, na Maratona da Grande Muralha da China, uma das mais duras do mundo. A forma como assumiram a sua qualidade de trabalhadores da TAP contribuiu muito para honrar a imagem da companhia e dos seus trabalhadores em geral. Conciliar uma atividade profissional, que todos sabemos muito exigente, com outras atividades que requerem igualmente muito esforço e determinação não está alcance de todos, mas a verdade é que na TAP há muitos colegas que conseguem ter um desempenho profissional exemplar e, em simultâneo, destacar-se por atividades desenvolvidas nos seus tempos livres. Estou certo de que todos concordaremos com as palavras de Fernando Pinto, ao receber os dois campeões: A TAP é isto! Uma companhia feita de pessoas com grandes qualidades. *Filipa Elvas, página 27 desta edição António Monteiro mensagem de abertura VENDAS 3 Receitas Corporate crescem 18,6% SAFETY 6 Segurança Operacional exige o envolvimento de toda a organização MANUTENÇÃO E ENGENHARIA 9 MRO Americas 12 Engenharia electrónica nas companhias aéreas 13 TAP M&E reorganiza área da Qualidade e Segurança Operacional DESTINOS 15 Forte crescimento em África 16 TAP duplica Bucareste e inicia voos para o Pico BREVES 17 Vídeo de segurança ganha ouro Promoção destino Açores AMBIENTE 18 Indicadores e acções ambientais em 2012 GRUPO 20 LFP conquista prémio Best New Shop Opening 2012 Resultados da Groundforce TURISMO 21 Turismo português de 1990 a 2010: do sucesso à estagnação HOTELARIA 24 Entrevista com novo presidente da AHP DESPORTO 27 Tripulantes da TAP voam na Grande Muralha da China EXPOSIÇÃO 29 TAP em destaque na exposição Horizon de Matt Keegan APONTAMENTOS 30 TAP deu sorte aos infantis do Sporting Clube de Tomar Bandeira sempre hasteada EFEMÉRIDES 31 Aconteceu em Abril FICHA TÉCNICA Os artigos publicados são da responsabilidade da Direcção Editorial do Jornal TAP, ou dos seus autores, quando assinados, não reflectindo necessariamente os pontos de vista da Administração. Propriedade: TAP Portugal Morada: Aeroporto de Lisboa, LISBOA Director: António Monteiro Coordenação: André de Serpa Soares Edição: DEEP STEP Comunicação Fotografia: TAP - Marketing/Gestão de Conteúdos e Media

3 vendas_ A EQUIPA DO CORPORATE: THERESA MONTEIRO, KELLY ANTUNES, NUNO SOUSA, RICARDO ANTUNES, ALEXANDRA GALHARDO, PAULO FERREIRA, ISABEL MAIA E TOMÁS ABREU A crise não está a afetar as vendas no segmento Corporate da TAP. As empresas portuguesas são empurradas para a internacionalização, aumentando o tráfego de negócios. A companhia beneficia desta tendência porque tem produtos desenhados à medida de qualquer organização empresarial. Receitas Corporate crescem 18,6% O segmento Corporate da TAP gerou uma receita de 78,5 milhões de euros em 2012, o que significa um aumento de 12% face ao ano anterior. Em 2013 registou um crescimento na receita, até abril, de 18,6%. Estima-se que este nível de crescimento se mantenha no resto do ano. Constata-se, assim, que este segmento está a passar ao lado da crise que o País atravessa. Aliás, Alexandra Galhardo, responsável do Corporate da Direção de Vendas da TAP, considera que o atual clima recessivo é uma oportunidade, porque as empresas sentem a necessidade de se internacionalizar, o que tem um impacto positivo no tráfego de negócios. Este tráfego está a crescer em mercados como Angola, Moçambique e Brasil. A nossa expectativa é cobrir todo o jornaltap 104 abril/maio_2013_3

4 _vendas segmento Corporate com produtos adequados às necessidades de cada empresa, numa perspetiva de angariação de tráfego adicional e fidelização do existente afirma Alexandra Galhardo. A TAP disponibiliza três tipos de produtos para diferentes segmentos: Top Corporate, Fly Corporate e Acordos Globais Corporate. Vamos conhecê-los com algum detalhe. O produto Top Corporate é o mais importante em termos de receita, representando 77% do total gerado pelos acordos Corporate. Foi desenhado para grandes grupos económicos portugueses, cujo gasto em viagens ultrapassa 100 mil euros anuais. A TAP tem 220 acordos deste tipo. Um número ilusoriamente baixo, porque, como revela Alexandra Galhardo, cada um pode englobar algumas dezenas de empresas. Basta pensarmos nos principais grupos económicos portugueses. As condições oferecidas em cada acordo resultam de uma análise prévia do valor e da qualidade da relação do cliente com a TAP, baseada em critérios objetivos volume total de viagens, peso dos produtos executive, plus e classic, perspetiva de crescimento e subjetivos, como a disponibilização de informação de gestão e quota da TAP no cliente explica. Os acordos Top Corporate podem ainda ser do tipo serviço ou do tipo preço, com diferentes propostas de valor e de descontos, para se adequarem a empresas com características diversas. 4_abril/maio 2013 jornaltap 104

5 vendas_ O produto Fly Corporate é o mais recente e está a crescer de forma sustentada nos últimos dois anos. Representa já 18% da receita Corporate. Com cerca de empresas registadas, foi desenhado para as pequenas e médias empresas (PME). Tem uma lógica de funcionamento idêntica à do programa de fidelização da TAP, o Victoria. O beneficiário é a empresa, mas o colaborador mantém as suas vantagens Victoria individuais. Sempre que viaja ganha pontos corporate, que pode depois transformar em upgrades ou bilhetes-prémio. Atendendo à estrutura do tecido empresarial português, este produto é o que apresenta maior margem de crescimento. Daí a nossa forte aposta no seu desenvolvimento e na comunicação. Os resultados estão à vista, com crescimentos nos dois dígitos adianta Alexandra Galhardo. ACORDOS GLOBAIS CORPORATE Este é o terceiro produto Corporate da TAP e representa 5% da receita global. Há, neste momento, seis acordos diretos TAP e 36 no âmbito da Star Alliance. São acordos negociados com multinacionais ao nível das respetivas sedes. Verifica-se uma grande tendência de crescimento deste produto, essencialmente na vertente de acordos diretos com a TAP. Segundo Alexandra Galhardo, trata-se de empresas que, estando presentes em vários mercados TAP, pretendem tirar vantagem da economia de escala e simplificar o processo de negociação: uma única companhia, um só contrato, apenas um ponto de contacto. VIAGENS DE NEGÓCIOS Sentimos hoje uma preocupação crescente das empresas com os custos. As empresas tendem a considerar as viagens como mais uma unidade de negócio, com objetivos e estratégias específicas de redução de custos. Estão mais organizadas, começam a definir políticas de viagens e, as que já as têm, querem um maior rigor no seu cumprimento. As políticas de viagens adequam-se às regras das tarifas mais económicas, por exemplo, maior antecedência no seu planeamento, utilização de tarifas com restrições ao pagamento de penalizações ou a inibição das viagens em classe executiva na Europa. Nas viagens de curta duração, a opção de conforto não passa tanto pelo voo em si, mas muito pelos serviços no aeroporto, isto é, prioridade no checkin, acesso ao fast track e aos lounges, estacionamento gratuito. O serviço a bordo, a qualidade e o conforto da cabina continuam a ter particular importância nos voos de longo curso, onde o descanso é a garantia de melhores condições e mais horas de trabalho no destino. Alexandra Galhardo jornaltap 104 abril/maio_2013_5

6 _safety Segurança operacional exige o envolvimento de toda a organização A segurança operacional (safety) é a base de uma companhia aérea e é uma responsabilidade coletiva. Foi esta a mensagem que o presidente executivo, Fernando Pinto, quis passar na abertura do primeiro seminário sobre Safety Management System (SMS), organizado pela recém-criada Direção de Safety Management da TAP-TA. A segurança não depende apenas das tripulações, mas de toda a organização. Temos de estar sempre prontos para identificar algo que possa colocar em risco a nossa operação. Precisamos de todos para prosseguirmos nesta cruzada constante afirmou Fernando Pinto, na abertura do primeiro seminário sobre SMS. Isabel Quina Ribeiro, responsável da área de Safety Promotion da Direção de Safety Management da TAP-TA, faz um balanço desta iniciativa realizada em 22 e 23 de abril. Que balanço faz deste primeiro seminário sobre Safety Management System (SMS)? Eu sou suspeita (risos), mas acho que correu bem e que o balanço é muito positivo. É preciso ter em mente que foi o nosso primeiro evento numa área que ainda se encontra a dar os primeiros passos e a tentar abarcar vários objetivos, alguns bem ambiciosos Quais eram os vossos objetivos? Quando tomámos a decisão de avançar para a organização deste seminário tínhamos claramente dois objetivos. O primeiro era fazer chegar a informação CARLOS 6_abril/maio BARROS 2013 jornaltap 104 REGULATORY COMPLIANCE MANAGER joão romão SAFETY MANAGER CARLOS NUNES EX- ACCIDENT PREVENTION ADVISER marta almeida EMERGENCY RESPONSE MANAGER

7 safety_ possível sobre o SMS ao universo das chefias não operacionais, uma vez que na linha da frente este sistema já começou a ser apresentado. O segundo era, sem dúvida, proporcionar um momento em que nos pudéssemos juntar todos à volta deste tema e abrir canais de comunicação Nestes eventos reveem-se imensos colegas e consegue-se até marcar reuniões! De facto, é quase como que um modelo angariador de trabalho e de comunicação. O que é que gostaria que as pessoas retivessem destes dois dias? Na ótica da Safety, achava importante que se tivesse percecionado este caminho da competitividade, aliado a alterações significativas de consciência coletiva, para agir num mesmo sentido e objetivo. Este sistema de gestão traz, na sua essência, uma participação de todos e para todos, isto é, o compromisso da Administração em incentivar e apoiar este movimento coletivo e o estender de uma rede de trabalho, cujo fluxo organizacional seja eficaz para tornar ainda mais segura a nossa operação, ao minimizar potenciais erros ou conter o seu impacto. Este é o ponto-chave. Precisamos do envolvimento de todos. Acho que foi isso que ficou claro, a Direção de Safety Management vai passar em breve ao terreno e precisamos da colaboração de todos. FERNANDO PINTO Gostaria de destacar algumas apresentações? Eu diria que todos os oradores trouxeram um contributo válido para um público-alvo diferenciado, de perto de 200 pessoas. No entanto, não posso deixar de referir que, quando ouvimos o comandante Carlos Nunes falar desse incrível passado histórico da TAP é impossível não nos enchermos de orgulho. Fomos e somos uma referência nacional e, até se constata um pioneirismo em muitos aspetos (estou a falar da Safety em especial). Talvez por isso tenhamos ultrapassado tantas crises, a nível interno e externo. Outra apresentação, a do comandante Carlos Barros, mostrou a revolução regulamentar que ocorreu neste setor, como é fundamental acompanhar essas mudanças fernando santos STATIONS MANAGER AND CUSTOMER HEAD OF COMMUNICATIONS gonçalo nápoles RISK MANAGEMENT MANAGER helena matias CARE TEAM MANAGER jornaltap jorge 104 abril/maio_2013_7 leite DIRETOR DA QUALIDADE E SEGURANÇA OPERACIONAL M&E

8 _safety e evidenciar o cumprimento perante os nossos parceiros da indústria. Depois, a apresentação do safety manager (para mim já bem conhecida ), fundamental para mostrar quem somos, assim como a do comandante Gonçalo Nápoles, que falou de uma forma simples sobre um tema tão complexo como o Risk Management. No fundo acho que atingiram os objetivos. A apresentação do case study da TAP Manutenção e Engenharia (M&E) também foi um momento alto do programa É claro que eu não podia deixar de fazer referência à apresentação de Jorge Leite, o safety manager da M&E Ele fez aquilo a que eu chamaria uma apresentação com tudo no seu devido lugar Ficou muito claro que, com o envolvimento gradual de todos, a M&E está a levar a cabo a implementação do SMS. O curioso é que, há uns meses, participei numa formação no exterior e um dos exercícios do curso mostrava o case study da TAP M&E. Foi incrível ouvir aquelas palavras de encorajamento. Acho que até puxei a minha cadeira e me sentei mais perto dos engenheiros da M&E que estavam presentes! (risos). Tudo isto diz respeito ao primeiro dia. O que destaca no segundo? O segundo foi o tal dia que fala ao coração de todos Falar acerca do Plano de Emergência é muito difícil numa cultura que gosta de improvisar e de pensar que não há de acontecer nada Também neste campo a legislação veio dar um empurrão e obriga- -nos mesmo a elaborar e atualizar um Plano de Emergência, para fazer face aos imprevistos mais previsíveis. Penso também que ficou clara esta ligação do ERP à Direção de Safety Management isabel quina ribeiro porque, desta forma, recolhe a informação diretamente da fonte da análise e investigação, pode construir cenários e simulacros, enfim, toda a tarefa de planeamento com uma base, eu diria, mais científica. Já agora, não posso deixar de fazer uma referência ao novo logótipo do Care Team. Gostei muito da imagem da união e acho que para terminar o seminário foi perfeito. Parecia que nos sentíamos todos mais em equipa E agora? O que se segue? Imenso trabalho Além da reorganização de processos, é necessário planear uma série de ações junto de grupos específicos do operador, como, por exemplo, tripulantes técnicos e de cabina, oficiais de operações de voo, controladores de planeamento de tripulantes, técnicos comerciais, técnicos de organização administrativa, etc. É impensável fazer um seminário por mês Agora é preciso levar exemplos concretos sobre este novo sistema de gestão e qual a contribuição que cada um pode dar, essencialmente ao nível de reportes. Já agora, reforço que a nossa Direção está completamente disponível para receber todos os contributos dos nossos colegas. Estamos mesmo de braços abertos para toda a organização. 8_abril/maio 2013 jornaltap 104

9 manutenção e engenharia_ TAP M&E na MRO Americas A TAP M&E participou no ciclo de conferências do MRO Americas, promovido pela Aviation Week, entre 16 e 18 de abril de 2013, no Georgia World Congress Center, em Atlanta, EUA. A companhia esteve ainda presente com um stand na área de exposições. Este evento contou com 10 mil participantes de companhias e 700 expositores de 60 países. Intellectual Property: Balancing Maintenance Optimization and Protection Jorge Sobral, administrador J orge Sobral participou num painel, com representantes de outras organizações de manutenção, de fabricantes e de entidades ligadas à indústria de manutenção aeronáutica, que debateu questões relacionadas com a propriedade industrial e toda a problemática das relações entre as organizações de manutenção e fabricantes. Foi abordada, muito especificamente, a crescente limitação no acesso JORGE SOBRAL (2º À ESQUERDA) à jornaltap 104 abril/maio_2013_9

10 _manutenção e engenharia informação que os fabricantes pretendem impor, assim como as consequências de tal posição na possibilidade de as organizações de manutenção terem um efetivo controlo da aeronavegabilidade, dos aviões, reatores e componentes. Can the AMT Supply Meet the Demand in Airframe and Powerplant? Jorge Leite, diretor da Qualidade e Segurança Operacional JORGE LEITE (AO CENTRO) A apresentação de Jorge Leite centrou- -se na problemática atual da escassez de técnicos de manutenção qualificados e experientes, especialmente se já forem detentores de uma licença aeronáutica, bem como o desafio que as organizações de manutenção e operadores enfrentam diariamente na retenção e qualificação profissional daqueles técnicos. Este responsável abordou ainda o tema da criação de vocações aeronáuticas entre as camadas mais jovens e como trazer esses jovens para a indústria. MRO Marketing 2.0 Workshop Pedro Dias, gestor de marca P edro Dias participou num workshop dedicado aos profissionais de Marketing da indústria aeroespacial, no qual foram discutidas as tendências, desafios e oportunidades no marketing B2B (Business to Business). A sua intervenção centrou-se, sobretudo, no papel da criatividade como elemento diferenciador e na importância crescente das redes sociais e das estratégias de content marketing nas empresas da indústria. PEDRO DIAS (NA MESA, À ESQUERDA) 10_abril/maio 2013 jornaltap 104

11 manutenção e engenharia_ Impact of Mobile Technologies on Line Maintenance & Ground Operations Fernando Matos, responsável de Tecnologias de Informação Carlos Mendes, responsável da Manutenção de Linha FERNANDO FERREIRA MATOS E CARLOS MENDES (NA MESA, AO CENTRO) F ernando Ferreira Matos e Carlos Mendes falaram da necessidade de aumentar a eficiência nas organizações de manutenção, através da inovação nos seus processos, colocando em destaque o caso da TAP M&E. A empresa desenvolveu uma plataforma de mobilidade, cujo primeiro módulo é destinado à gestão das cargas de trabalho e distribuição de tarefas pelos técnicos da Manutenção de Linha, permitindo a otimização da mão de obra, via utilização de smartphones e tablets. Esta plataforma tem uma estratégia de crescimento, não só a nível processual da Manutenção de Linha, como se pretende estender até à entrada em serviço da nova frota de aviões digitais A350 XWB, o que implica uma mudança no paradigma de suporte à frota, dada a exigência de uma plataforma de IT em terra, com um modelo de suporte à mobilidade extremamente complexo. A TAP M&E participou nas jornadas de Engenharia Mecânica da Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão (ESEIG) do Instituto Politécnico do Porto, em 10 de abril, sendo representada por Jorge Leite, diretor da Qualidade e Segurança Operacional. Na medida em que o seminário deste ano foi dedicado à Manutenção Industrial, Jorge Leite apresentou noções básicas sobre manutenção aeronáutica e regulamentação do setor, terminando com a passagem de um filme promocional. jornaltap 104 abril/maio_2013_11

12 _manutenção e engenharia Engenharia eletrónica nas companhias aéreas A TAP Manutenção & Engenharia marcou presença na 64ª edição anual da assembleia geral AEEC General Session, que decorreu em Orlando, EUA, de 22 a 25 de Abril. A representar esta unidade de negócio esteve Mário Araújo, diretor da Engenharia, que, na sua qualidade de membro do Comité Executivo de Engenharia Eletrónica das Companhias Aéreas (AEEC), discursou na abertura do AEEC/AMC Joint Opening Session. A tónica da sua palestra inicial foi colocada no estado atual do desenvolvimento de arquiteturas complexas modernas a utilizar nos sistemas eletrónicos de bordo dos aviões, capazes de apoiar a aplicação de conceitos operacionais avançados, aprovados e validados para todas as fases de voo, conforme previsto nos planos diretores para a realização dos sistemas europeu, americano e asiático de gestão do tráfego aéreo de nova geração. Os operadores dispõem de um prazo relativamente curto para equipar as aeronaves das frotas existentes e cumprir com os requerimentos mais restritos da indústria da aviação. Mário Araújo referiu-se ainda ao contexto histórico do surgimento da eletrónica na aviação comercial e às contribuições significativas dos pioneiros na padronização dos primeiros equipamentos. Este responsável da TAP M&E entregou o prémio Trumbull Award, instituído pelo AEEC para distinguir, anualmente, personalidades ligadas à engenharia, pela dedicação com que desenvolveram atividades de conceção e construção de novas arquiteturas. GESTÃO DINÂMICA DO ESPAÇO AÉREO Mário Araújo moderou ainda um painel que incidiu sobre o uso intensivo da tecnologia de comunicações por satélite, não só no domínio da navegação aérea em todas as fases do voo, como no das comunicações de dados para transmissão da posição da aeronave, visando complementar e, em certos casos substituir, a vigilância radar. Isto conduz a alterações conceptuais significativas nas áreas da navegação e da vigilância, e a uma forte interdependência entre elas. O intuito é o de uma gestão dinâmica da estrutura do espaço aéreo que permita evitar a saturação de corredores aéreos, áreas terminais e aeroportos, reduzir os custos de navegação, reduzir o impacto ambiental e aumentar a segurança. Neste evento, que teve 600 participantes de 40 países, estiveram também presentes Carla Medeiros e Edgar Ferreira, da Manutenção de Componentes da TAP M&E. 12_abril/maio 2013 jornaltap 104

13 TAP M&E reorganiza área da Qualidade e Segurança Operacional A antiga área da Qualidade da TAP Manutenção e Engenharia (M&E) passou a designar-se, a partir de abril, Qualidade e Segurança Operacional (QS), sendo também reorganizada. Jorge Leite, diretor desta área, explica as razões da mudança. O que esteve na base desta reorganização? Uma nova regulamentação da Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA), que vai estender às organizações de manutenção, gestão da aeronavegabilidade e formação para manutenção os conceitos já em implementação nas áreas de operações (regulamentação Air Ops) e pessoal de voo (regulamentação Air Crew). O projeto de lei da EASA Notice of Proposed Amendment (NPA) está neste momento em consulta pública e a nova regulamentação deverá ser publicada durante o próximo ano. O que é que vai mudar? Praticamente tudo o que está relacionado com os vários segmentos de atividade da TAP M&E vai ser afetado: Parte M (gestão da aeronavegabilidade), Parte 145 (manutenção), Parte 147 (formação para manutenção) e, futuramente, Parte 21 (organização de projeto). Há uma evolução drástica dos conceitos tradicionais da gestão da Qualidade para uma ótica mais abrangente, a gestão integrada de sistemas com enfoque na gestão do risco, que visa garantir a segurança (Safety) de uma organização em particular e da companhia aérea em última análise. A Qualidade é apenas um dos pilares desta gestão integrada. Outros pilares são, por exemplo, a gestão ambiental, do risco, financeira, dos recursos humanos, da fadiga e da Safety. A Qualidade passa, então, a ser vista numa ótica mais restrita? Sim. Passa a ser uma função muito mais específica, garantindo por um lado a preparação de procedimentos (Rulemaking) e, por outro, a monitorização do seu cumprimento, que a EASA designa por Compliance Monitoring (Auditoria), mantendo obviamente as suas funções core que são a gestão da Qualidade e a satisfação do cliente. Isto faz todo o sentido numa ótica de gestão integrada de sistemas, em que a Safety jornaltap 104 abril/maio_2013_13

14 _manutenção e engenharia O curso de formação Gerir e Desenvolver Equipas II visa aprofundar conhecimentos e desenvolver competências dos líderes das equipas em matérias consideradas necessárias a uma liderança alinhada com os objetivos organizacionais. Com a duração de três dias (18 horas), o curso tem os seguintes conteúdos: Desenvolvimento de competências, gestão do risco, sistemas de prevenção da segurança no trabalho, legislação laboral II, regulamentação interna de recursos humanos II e gestão essencial II. O primeiro curso decorreu entre 15 e 17 de maio, estando programados mais quatro: Dias 5-7 e (junho) e e (julho). é a cola de todos eles. O facto de uma companhia ter apenas um sistema da Qualidade não garante, à partida, que a operação seja segura. Os regulamentos e procedimentos podem ser integralmente cumpridos, mas uma falha em algum nível da organização pode conduzir a um incidente grave. Uma coisa é cumprir a regulamentação, outra é fazer a gestão integrada e efetiva dos vários pilares do sistema. Portanto, a reorganização feita na M&E antecipa os desafios que aí vêm em termos de regulamentação? Estamos, de facto, a trabalhar em antecipação, mas esta reorganização e redenominação da antiga área da Qualidade, no fundo, oficializa aquilo que já é a realidade na M&E há bastante tempo. Temos um sistema de gestão da Qualidade desde 1998, implementámos a gestão da Safety em 2007, a gestão ambiental em 2008 e a gestão do risco em Estes pilares já existem, sendo despropositado continuarmos a chamar área da Qualidade a este conjunto integrado de sistemas. A NOVA ESTRUTURA A área da Qualidade e Segurança Operacional da TAP M&E é responsável por duas grandes subáreas: Gestão de Sistemas e Laboratórios. É na subárea da Gestão de Sistemas que se produzem mais alterações. Dela ficam dependentes os vários pilares subjacentes à regulamentação da EASA: - Regulamentação e Qualidade - Compliance Monitoring (Auditoria) - Safety Office - Aeronavegabilidade - Airworthiness Review Office (inspeções de aeronavegabilidade) - Ambiente Temos muito do trabalho feito, agora estamos a arrumar a casa, a fazer ajustes, a dar o nome correto às coisas e a criar as estruturas necessárias para podermos crescer ainda mais em termos de funções. Esta reorganização decorre também da implementação do Safety Management System (SMS) na TAP, de aplicação transversal a todas as áreas operacionais da empresa, incluindo a TAP M&E. 14_abril/maio 2013 jornaltap 104

15 Forte manutenção e engenharia_ crescimento em África A TAP lança em outubro dois destinos em África: Tânger e Boavista. Atinge assim as 15 rotas neste continente. Q uando a TAP passar a voar, em outubro, para Tânger, em Marrocos, e Boavista, em Cabo Verde, os destinos africanos da companhia aumentam para 15, uma significativa expansão face aos sete de Com o lançamento destes dois destinos, a companhia mais do que triplica a sua operação para África nos últimos 10 anos, realizando 71 frequências semanais, que comparam com as 22 que assegurava em Também em termos de passageiros a TAP deu um enorme salto desde este ano. Cresceu desde os 269 mil transportados em 2003 para os 675 mil registados no ano passado, o que representa um aumento de 150%. A ilha da Boavista e Tânger serão servidas com, respetivamente, dois e cinco voos semanais. No conjunto das rotas de África, a TAP cresceu 2,5% em tráfego no primeiro trimestre de A taxa de ocupação melhorou em 2,6 pontos percentuais, situando-se no final de março numa média de 72,5%. traduz um crescimento de 30% face ao ano anterior. CABO VERDE A TAP voa atualmente para três destinos em Cabo Verde: Sal, Praia e S. Vicente. Com o arranque da Boavista (dois voos por semana), a operação cresce para 15 frequências semanais, que ascenderão a 17 em período de pico de tráfego. Cabo Verde é o segundo país africano para onde a companhia transporta mais passageiros. MARROCOS Tânger junta-se a Casablanca e Marraquexe nos destinos em Marrocos para onde a TAP já voa. Com a nova rota, o total de lugares oferecidos semanalmente pela companhia entre Portugal e aquele país aumenta 50%, uma vez que também Casablanca vê reforçada a capacidade. Nestas ligações, a companhia transportou 47 mil passageiros em 2012, o que jornaltap 104 abril/maio_2013_15

16 _destinos TAP duplica Bucareste e inicia voos diretos para o Pico A TAP vai duplicar a oferta de ligações entre Lisboa e Bucareste (Roménia) a partir de junho, que passam de três para seis frequências semanais. Este reforço da operação ocorre apenas um ano depois do lançamento da rota, o que traduz o acerto e o sucesso de uma das mais recentes apostas da companhia. Neste verão, a TAP vai também aumentar a oferta para mais duas capitais da Europa de Leste: Praga (República Checa) passa de sete para nove ligações semanais e Budapeste (Hungria) de sete para oito frequências por semana. A companhia vai assim realizar 39 ligações semanais para esta região a partir de junho. No verão de 2012 efetuava 33. ILHA DO PICO A TAP inicia, em junho, a operação com voos diretos entre Lisboa e a Ilha do Pico, Açores, com uma frequência semanal, que aumenta para duas no período compreendido entre 17 de julho e 4 de setembro. A companhia já operava voos para o Pico, mas com escala na Terceira para reabastecimento de combustível. Com a recente autorização do INAC para que o reabastecimento de aeronaves se possa efetuar no Pico, a TAP satisfaz uma aspiração dos residentes nesta ilha e evidencia o serviço público que presta nas ligações aéreas aos Açores No primeiro trimestre, o Museu do Ar, do qual o Museu da TAP é parceiro, teve visitantes. RESTAURO DO DC3 Os trabalhos de restauro do DC3 da TAP, patente no Museu do Ar, começaram em 22 de abril. Se quiser acompanhar o projeto, pode visitar o site ou estabelecer contacto através do 16_abril/maio 2013 jornaltap 104

17 Vídeo de segurança ganha ouro O novo vídeo de segurança da TAP, o primeiro feito com passageiros reais, conquistou o galardão de Ouro na categoria Comunicação Institucional dos prémios Meios & Publicidade. O filme pode ser visto nas páginas do Facebook e do YouTube da companhia. No sentido de dar corpo ao posicionamento de braços abertos, a TAP inovou ao convidar os passageiros a tornarem-se as personagens do filme de segurança, exibido a bordo dos aviões da companhia. Para a realização do vídeo foram abordados mais de um milhar de passageiros de diversas nacionalidades, o que originou cerca de 250 participações, entre as quais foram selecionadas perto de 50 pessoas. Promoção destino Açores A TAP e a Associação de Turismo dos Açores lançaram uma campanha conjunta para promover o destino Açores nas famílias portuguesas. Por cada viagem de um adulto para esta região, poderá ser associada uma criança (até aos 11 anos inclusive), que não paga tarifa nem quaisquer taxas. Esta campanha é válida em vendas até 31 de julho, para viagens até 31 de outubro, e está disponível em agentes de viagens. jornaltap 104 abril/maio_2013_17

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