CODIFICAÇÃO, INFORMAÇÃO E DNA

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1 DESIGN INTELIGENTE Se pudesse ser demonstrada a existência de qualquer órgão complexo, o qual não pudesse ter sido formado por meio de numerosas, sucessivas, pequenas modificações, minha teoria se tornaria inútil Charles Darwin

2 DESIGN INTELIGENTE CODIFICAÇÃO, INFORMAÇÃO E DNA. A teoria do Design Inteligente é uma teoria científica com consequências empíricas desprovida de qualquer compromisso religioso. Ela se propõe a detectar empíricamente se o design observado na natureza é genuíno ou um produto das leis naturais, necessidades e o acaso. As técnicas empregadas pela teoria do Design Inteligente oferecem ferramentas de grande valia para o estudo das origens, mais especificamente para a origem da vida. A teoria do Design Inteligente utiliza a informação como o seu principal indicador confiável, pois a mesma pode ser detectada e medida, pela utilização das leis relacionadas com a informação e a sua conservação. Tem sido estabelecido estatisticamente que a informação é uma entidade não material mas mental. Processos naturais são fontes fundamentalmente incapazes de gerar informação. A informação pode ser armazenada por meio de códigos numa quantidade muito variada de meios. É importante observar-se que tanto o código utilizado quanto o meio onde ele é armazenado não podem ser considerados informação. Informação é uma mensagem. Um conjunto de símbolos codificados pode conter uma mensagem, o que pode então ser informação. Um exemplo da pesquisa para determinar se um conjunto de símbolos ou sinais estão relacionados com uma mensagem codificada vinda do espaço sideral encontra-se na área de sinais transmitidos por radiação electromagnética. Estes sinais em forma de ondas de rádio são detectados por várias antenas de observatórios no planeta. Diferenciar entre ruído (noise) produzido por aleatoriedade, pulsos (pulses) produzidos por leis da natureza, e mensagens (message) produzida por inteligência, tem sido um dos trabalhos principais do SETI (Search for Extra Terrestrial Intelligence) na busca de vida inteligente fora do planeta Terra. Várias técnicas têm sido desenvolvidas para determinar se um conjunto de símbolos codificados contém uma mensagem ou não. Por meio destas técnicas pode-se afirmar que a mensagem quando encontrada tem a sua origem relacionada a uma fonte inteligente e não a processos aleatóreos naturalistas. Essas técnicas baseiam-se em cinco áreas objectivas onde a avaliação pode ser feita por meio de uma metodologia específica.

3 1. Estatística: Faz-se uma avaliação matemática do número de símbolos utilizados numa sequência, da frequência em que eles aparecem nesta sequência e da ordem na qual eles aparecem. Estabece-se a relação sinal transmitido / sinal recebido. 2. Sintaxe: Faz-se uma avaliação da sequência e do posicionamento dos símbolos nesta sequência. Esta avaliação demonstra as regras pelas quais os símbolos são utilizados e o conteúdo de uma sequência específica de símbolos. Estabelece-se a relação código utilizado / código compreendido. 3. Semântica: Faz-se uma avaliação do conteúdo de cada sequência específica de símbolos em relação à sequência toda. Obtem-se o significado da mensagem modificada. Estabelece-se a relação idéia comunicada / sentido compreendido. 4. Pragmática: Faz-se uma avaliação da relação da mensagem em relação ao contexto onde ela aparece. Estabelece-se a relação acção esperada / acção implementada. 5. Apobética: Faz-se uma avaliação do propósito da mensagem em relação ao contexto onde ela deve ser implementada. Estabelece-se a relação propósito a ser atingido / resultado obtido. Uma ilustração prática desses 5 níveis pode ser obtida por meio da pedra de Roseta. Os símbolos encontrados nela poderiam ser meros símbolos ornamentais ou uma mensagem armazenada nesses símbolos. Jean François Champollion, decifrou os símbolos egípcios enigmáticos, ao revelar que neles havia uma mensagem. Aplicando-se os testes de avaliação na pedra de Roseta obtem-se: 1. Estatística: 14 linhas em hieróglifos, 32 linhas em demótico (escrita egípcia cursiva), 54 linhas em grego, 419 símbolos heroglíficos (116 diferentes), 468 palavras gregas.

4 2. Sintaxe: As sequências de símbolos formam palavras, cada qual com um significado específico. 3. Semântica: A mensagem é uma homenagem feita ao rei Ptolomeu pelos sacerdotes de Memphis por volta do ano 196 a.c. 4. Pragmática: A homenagem deveria tornar-se conhecida por todos os povos. 5. Apobética: A mensagem tornou-se conhecida até os dias actuais. Um estudo similar pode ser feito com o DNA (ácido deoxirribonucleico), avaliando se a sequência encontrada nele é informação ou resultado de processos aleatóreos. 1. Estatística: Número de símbolos utilizados, frequência e ordem na sequência - Sequências das quatro letras químicas ATCG. 2. Sintaxe: Sequência e posicionamento dos símbolos - Sequência dos nucleotídeos 3. Semântica: Conteúdo das sequências de símbolos - Sequência dos aminoácidos 4. Pragmática: Acção esperada - Formação de proteínas 5. Apobética: Resultado a ser atingido - Preservação e propagação da vida

5 O código encontrado no DNA é uma mensagem. A sua origem é inquestionavelmente de uma fonte inteligente e não de processos aleatóreos e randómicos. (O contrário seria o mesmo que tentar provar que a origem dos códigos encontrados na pedra de Roseta é a aleatoriedade, tendo sido esculpidos pelos agentes do tempo, tais como vento e chuva, durante longos períodos de tempo). Portanto, para o estabelecimento da origem da vida, torna-se crucial o estabelecimento da origem da mensagem contida no DNA, muito mais do que o estabelecimento da origem das suas demais características físico-químicas, tais como a sua estrutura tridimencional e os elementos químicos da sua composição. A implicação científica de tal determinação, evidencia que a origem da mensagem ali contida não pode ser naturalista, pois a origem da vida não pode ser traçada de volta a uma série de processos cegos aleatórios, mas sim a um design inteligente. Embora se aplique ao DNA a mesma metodologia que é aplicada para estabelecer se sinais vindos do espaço são provenientes de uma fonte inteligente, e obtém-se no caso do DNA um resultado positivo quanto a uma origem inteligente, causas naturalistas continuam a ser atribuídas tanto ao aparecimento do DNA quanto ao da vida. Este artigo está baseado numa parte do Capítulo 2 A Origem da Informação: Design Inteligente do livro Como Tudo Começou Uma Introdução ao Criacionismo.

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