Meios de Comunicação de Dados.

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1 Meios de Comunicação de Dados

2 VPN (Virtual Private Network)

3 VPN Possibilita conectar pessoas e sites em diferentes localizações através de uma infraestrutura pública, por exemplo, Internet. Reduz custos, pois não há necessidade de se contratar enlaces dedicados. É uma rede fisicamente pública, porém, virtualmente privada devido a mecanismos de criptografia que garantem: autenticação, confidencialidade e integridade dos dados trafegados.

4 Antes das VPNs

5 Com o uso de VPNs

6 Principais arquiteturas VPN de acesso remoto Frequentemente utilizadas por usuários que precisam de acesso a serviços disponibilizados pela a rede da empresa, mas estão geograficamente distante. Assim sendo, através de um software instalado em seu computador é possível estabelecer uma conexão com o concentrador ou servidor VPN da empresa. Garante segurança fim-a-fim

7 Principais arquiteturas VPN Intranet Geralmente utilizada para ligar escritórios (sites) com a matriz. Neste caso é fechado um túnel persistente entre concentradores ou servidores VPN que possibilitará que os usuários das redes envolvidas acessem os recursos disponibilizados. VPN Extranet Semelhante a VPN Intranet, porém, regras mais restritivas são definidas para limitar o acesso somente para o que for estritamente necessário.

8 Tunelamento A ideia consiste que um pacote dentro de um túnel não pode ser visualizado por outras partes da Internet. No entanto, isso é uma abstração, tendo em vista que o conteúdo do pacote pode ser capturado e visualizado, no entanto, não pode ser entendido, tendo em vista que foi criptografado antes do envio. O Tunelamento, consiste em criptografar e encapsular os dados criptografados dentro de um quadro ou pacote e enviar para o destino, a outra ponta realiza o processo inverso para obter os dados.

9 Encapsulamento e criptografia

10 Encapsulamento e criptografia

11 Principais protocolos GRE (Generic Routing Encapsulation) protocolo de encapsulamento de pacotes a fim encaminhar outros protocolos em uma rede IP. RFC 2784 PPTP (Point-to-Point Tunneling Protocol) é um método para implementar VPN. O controle é realizado através do TCP e o GRE encapsula os pacotes PPP. L2F (Layer 2 Forwarding) protocolo de tunelamento desenvolvido pela Cisco para estabelecer VPN.

12 Principais Protocolos L2TP Basicamente é a junção melhorada dos protocolos PPTP e L2F. RFC IPSEC (Internet Protocol Security) conjunto de protocolos para realizar comunicações segura sobre uma rede IP. Garante integridade do pacote, autentica o emissor e garante a confidencialidade com a utilização de criptografia. Principais protocolos: AH (Authentication Header), ESP (Encapsulation Security Payload) e IKE (Internet Key Exchange).

13 Vantagens Pode substituir enlaces dedicados Menor custo Não há necessidade de realizar alterações na rede Possui alta escalabilidade. É simples adicionar novas localidades Bom suporte para usuários que se encontram espalhados geograficamente

14 Desvantagens VPN não se aplica bem em situações onde o desempenho é vital. Pode existir incompatibilidade com protocolos de comunicação proprietários ou pouco usuais. Aplicações onde a maior parte do tráfego é isócrono, tais como, voz e vídeo podem funcionar de forma não adequada. Apesar da consideração acima, atualmente muitos jogos eletrônicos e videoconferências são realizados através de uma conexão VPN.

15 Elementos de uma conexão VPN Os principais elementos de uma conexão VPN são: Tunelamento - O tunelamento se dá pela forma como os dados trafegam pela conexão VPN. A ideia do túnel surge quando ao enviar os dados uma das extremidades da conexão, primeiro se criptografa e depois se encapsula o pacote original dentro de um novo pacote. Autenticação das Extremidades - Ao utilizar a autenticação das extremidades em uma conexão VPN garantimos que somente usuários validos estão participando da transmissão, através de protocolos de autenticação, que em sua maioria implementam algoritmos de hash como MD5. O que garante a integridade das mensagens. Transporte Subjacente - Devido ao protocolo TCP/IP ser a base da Internet, ele e amplamente utilizado para a comunicação entre redes. Entretanto, este protocolo e muito inseguro. Por isso uma VPN utiliza a infraestrutura da rede já existente do TCP/IP, para transmitir os seus pacotes pela Internet adicionando alguns cabeçalhos, o que possibilita a instalação destes em qualquer parte da rede [Kolesnikov and Hatch 2002].

16 Topologias Existem três topologias no uso de VPN: Host-host: Comunicação entre dois microcomputadores separados fisicamente, podendo estar ou não em uma mesma rede. Host-gateway: Conexão de um microcomputador a uma rede fisicamente distante. Gateway-gateway: Conexão entre duas redes, onde os gateways de VPN estarão sempre conectados.

17 Protocolos Os protocolos da camada de enlace para a criação de uma VPN funcionam abaixo da camada de rede, o que permite a utilização de tais protocolos juntamente com os protocolos de camadas superiores como IP, IPX, entre outros. Isso permite o funcionamento de uma VPN baseada na camada dois, por diferentes redes, inclusive redes não-ip. Os protocolos mais comuns para a implementação de VPNs através da camada dois são utilizados em conjunto com o protocolo PPP (Point-to-Point Protocol) que desempenha serviços de criptografia e autenticação no tráfego de dados, como as fraquezas dos algoritmos utilizados pelo PPP são conhecidos, geralmente, os protocolos VPN utilizam protocolos adicionais para a maior segurança no tunelamento e criação da rede VPN. Tais protocolos serão analisados em seguida.

18 Protocolos Meios de Comunicação de Dados Point-to-Point Tunneling Protocol (PPTP) Desenvolvido por um fórum de empresas denominado PPTP Forum, tinha por objetivo facilitar o acesso de computadores remotos a uma rede privada através da Internet ou outra rede baseada em IP, sendo um dos primeiros protocolos de VPN que surgiram. Está incorporado no Windows a partir do NT 4.0 e em clientes do Windows 95 através de um patch. Agrega as funcionalidades do Point-to-Point Protocol (PPP) para que o acesso remoto faça um túnel até o destino. O PPTP encapsula pacotes PPP utilizando uma versão modificada do protocolo Generic Routing Encapsulation (GRE). Permitindo ao PPTP flexibilidade em lidar com outros tipos de protocolos como IPX, NetBEUI, etc. O protocolo se baseia nos mecanismos de autenticação do PPP, os protocolos CHAP(Challenge Handshake Authentication Protocol), MS-CHAP e o inseguro PAP(Password Authentication Protocol). Existem três elementos envolvidos em uma conexão PPTP. O cliente, o servidor de acesso à rede e o servidor PPP.

19 Protocolos Meios de Comunicação de Dados Point-to-Point Tunneling Protocol (PPTP)

20 Protocolos - Conexão PPTP A comunicação criada pelo PPTP envolve três processos, onde cada um exige que os anteriores sejam satisfeitos. O cliente PPTP utiliza o PPP para se conectar ao Internet service provider (ISP), por exemplo, utilizando uma linha telefônica. Nesta etapa o PPP é utilizado para estabelecer a conexão e criptografar os dados. Utilizando a conexão estabelecida pelo PPP cria-se uma conexão de controle desde o cliente até o servidor PPTP através da Internet. E nesta etapa que todos os parâmetros de configuração da conexão são definidos entre as extremidades do túnel. Esta conexão utiliza pacotes TCP e é chamada de Túnel PPTP. Os pacotes de dados são primeiro criptografados e encapsulados com um cabeçalho PPP. O quadro PPP resultante e então encapsulado com um cabeçalho GRE. Este quadro por fim e encapsulado com um cabeçalho IP que contém os endereços de origem e destino correspondentes as extremidades da conexão PPTP.

21 Protocolos - Conexão PPTP Esquema do Túnel PPTP Tunelamento PPTP Existem três desvantagens neste protocolo. O processo de negociação dos parâmetros de conexão e feito com criptografia muito fraca. As mensagens do canal de controle são transmitidas sem qualquer forma de autenticação ou proteção de integridade. Não existe autenticação no período de negociação dos parâmetros da conexão.

22 Protocolos - Layer Two Forwarding (L2F) Desenvolvido pela empresa CISCO, surgiu nos primeiros estágios da tecnologia VPN. O L2F, diferente do PPTP, possui tunelamento independente do IP, sendo capaz de trabalhar diretamente com outros meios como ATM e Frame Relay. O L2F sempre assume que a rede privada do cliente estará atrás de um gateway, podendo ser um roteador ou um firewall. O L2F utiliza o PPP para autenticação de usuários remotos mas também pode incluir suporte para autenticação via RADIUS. Existem dois níveis de autenticação de usuário: um no ISP antes de estabelecer o túnel e outro quando se estabelece a conexão com o gateway. Primeiro o usuário estabelece uma conexão PPP com o servidor de acesso à rede (NAS) do ISP, então o NAS estabelece um túnel L2F com o gateway. Finalmente o gateway autentica o nome do usuário e a senha e estabelece a conexão PPP. A autenticação e feita quando uma sessão VPN-L2F é estabelecida, o cliente, o NAS e o gateway da Internet usam um sistema triplo de autenticação via CHAP.

23 Protocolos - Layer Two Forwarding (L2F) Desenvolvido pela empresa CISCO, surgiu nos primeiros estágios da tecnologia VPN. O L2F, diferente do PPTP, possui tunelamento independente do IP, sendo capaz de trabalhar diretamente com outros meios como ATM e Frame Relay. O L2F sempre assume que a rede privada do cliente estará atrás de um gateway, podendo ser um roteador ou um firewall. O L2F utiliza o PPP para autenticação de usuários remotos mas também pode incluir suporte para autenticação via RADIUS. Existem dois níveis de autenticação de usuário: um no ISP antes de estabelecer o túnel e outro quando se estabelece a conexão com o gateway. Primeiro o usuário estabelece uma conexão PPP com o servidor de acesso à rede (NAS) do ISP, então o NAS estabelece um túnel L2F com o gateway. Finalmente o gateway autentica o nome do usuário e a senha e estabelece a conexão PPP.

24 Protocolos - Layer Two Forwarding (L2F) Esquema do tunelamento L2F para uma conexão VPN Não suportar a criptografia e não possuir uma padrão de tunelamento são as principais desvantagens do túnel L2F, já que não se tem um padrão de túneis o que pode dificulta a comunicação entre diferentes usuários de uma VPN e não suportando criptografia torna os dados na VPN vulneráveis.

25 Protocolos - Layer Two Tunneling Protocol (L2TP) Em uma tentativa de se criar um padrão para protocolos de tunelamento o IETF reuniu neste protocolo as melhores características dos dois protocolos existentes o PPTP e o L2F. Ele oferece a flexibilidade e a escalabilidade do IP com a privacidade do Frame Relay ou ATM, permitindo que os serviços de rede sejam enviados nas terminações dos túneis. O L2TP realiza o encapsulamento de pacotes PPP, podendo então fazer uso dos mecanismos de autenticação PPP. Também prove suporte para autenticação do Túnel, permitindo que as extremidades do túnel sejam autenticadas. Este protocolo foi desenvolvido para suportar dois modos de tunelamento: Voluntário - é iniciado pelo computador remoto, sendo mais flexível para usuários em trânsito que podem discar para qualquer provedor de acesso, como o provedor não participa da criação dos túneis, este pode percorrer vários servidores sem precisar de uma configuração explícita.

26 Protocolos - Layer Two Tunneling Protocol (L2TP) Compulsório - é criado automaticamente e iniciado pelo servidor de acesso à rede sob a conexão discada. Isto necessita que o servidor de acesso à rede seja pré-configurado para saber a terminação de cada túnel baseado nas informações de autenticação de usuário. O funcionamento se baseia em um concentrador de acessos L2TP localizado no ISP, troca mensagens PPP com o servidor de rede L2TP para criação dos túneis. O L2TP passa os pacotes através do túnel virtual entre as extremidades da conexão. Os quadros enviados pelo usuário são aceitos pelo ISP, encapsulados em pacotes L2TP e encaminhados pelo túnel. No gateway de destino os quadros L2TP são desencapsulados e os pacotes originais são processados para interface apropriada.

27 Protocolos - Layer Two Tunneling Protocol (L2TP) Devido ao uso do PPP para links dial-up, o L2TP inclui mecanismos de autenticação dentro do PPP, os protocolos PAP e CHAP. Outros sistemas de autenticação também podem ser utilizados como RADIUS. Porém, o L2TP não possui processos para gerenciamento de chaves criptográficas. Além do mais, é suscetível a ataques de DoS. Diante destes problemas, não e recomendado o uso em uma rede insegura como a Internet. Para poder usa-lo devemos combina-lo com outros protocolos que corrijam estas vulnerabilidades como o IPSec.

28 Protocolos - IP Security (IPSec) Em 1995 como uma resposta as carências de segurança existentes no protocolo IP o Grupo de Trabalho de Segurança IP do IEFT desenvolveu o IPSec, criando uma alternativa para a nova geração do IPv4, o IPv6. Este conjunto de protocolos fornece principalmente serviços de integridade, autenticação, controle de acesso e confidencialidade permitindo interoperabilidade com protocolos de camadas superiores como: TCP, UDP, ICMP etc. O IPSec pode trabalhar de dois modos diferentes: Modo Transporte E o modo nativo do IPSec. Nele, ha transmissão direta dos dados protegidos entre os hosts. Toda autenticação e cifragem são realizadas no payload. Utilizado em clientes que implementam o IPSec.

29 Protocolos - IP Security (IPSec) Modo Túnel É mais utilizado por gateways que manipulam trafego de hosts que não têm suporte ao IPSec. O pacote original e encapsulado em um novo pacote com a criptografia do IPSec incluindo o cabeçalho original, então e enviado para o outro gateway IPSec que desencapsula e o encaminha ao destinatário.

30 Protocolos - IP Security (IPSec) Security Association (SA) ou Associações de Segurança, são muito importantes dentro do IPSec, são elas que contem todas as informações que serão necessárias para configurar as conexões entre as entidades do IPSec. Elas são criadas durante o processo de negociação dos parâmetros da conexão, uma SA contem informações como algoritmo de criptografia, chaves secretas ou sequencias de números, funções hash, modo de funcionamento (túnel ou transporte), porta de comunicação e outros. Características do IPSec: 1) Authentication Header (AH): A utilização do protocolo AH previne ataques do tipo replay, spoofing e hijacking. Isso porque o protocolo faz uso de mecanismos de autenticação. A figura 7 descreve os campos do protocolo AH.

31 Protocolos - IP Security (IPSec) Campos do cabeçalho AH Para proteger um pacote o AH insere um cabeçalho dentro do pacote a ser protegido, utiliza um número sequencial, que e zerado a cada estabelecimento de uma nova associação segura e adiciona funções de hash ao AH.

32 Protocolos - IP Security (IPSec) 2) Encapsulation Security Payload (ESP): Além de fornecer as características do AH, este protocolo também oferece a confidencialidade. Ele adiciona um cabeçalho ESP logo apos o cabeçalho AH (caso este esteja sendo utilizado) e criptografa toda a parte correspondente aos dados payload com um algoritmo que foi negociado durante o estabelecimento da SA. Pacote ESP

33 Glossário RFC (Request For Comments) são um conjunto de documentos de referência junto da Comunidade Internet e que descrevem, especificam, ajudam a aplicação, estandardizam e debatem a maioria das normas, padrões, de tecnologias e protocolos ligados à Internet e às redes em geral. Payload - É a parte dos dados transmitidos, que é o objetivo fundamental da transmissão, excluindo as informações enviadas com ela (como cabeçalhos ou metadados, também conhecido como dados complementares, que podem conter, dentre outras informações, a identificação da fonte e do destino dos dados) apenas para facilitar a entrega.

34 Glossário O ATM é uma tecnologia de comunicação de dados de alta velocidade usada para interligar redes locais, metropolitanas e de longa distância para aplicações de dados, voz, áudio, e vídeo. O Frame Relay é uma tecnologia de comunicação de dados de alta velocidade que é usada em muitas redes ao redor do mundo para interligar aplicações do tipo LAN, SNA, Internet e Voz. Um ataque de replay é um formulário do ataque de rede em que uma transmissão de dados válida é repetida maliciosamente ou fraudulentamente ou atrasa. É uma tentativa de subverter a Segurança por alguém que grava comunicações legítimas e as repete a fim encarnar um usuário válido, e interromper ou causar o impacto negativo para conexões legítimas.

35 Glossário Um ataque spoofing envolve a falsificação do endereço de origem. É o ato de usar uma máquina para representar o papel de outra. Session hijacking (em português sequestro de sessão, algumas vezes também conhecido como sequestro de cookie) é a exploração de uma sessão de computador válida, às vezes também chamada de uma chave de sessão - para obter acesso não autorizado a informações ou serviços em um sistema de computador.

36 DÚVIDAS...

37

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