Combustão é uma reação química de óxido-redução entre um combustível e um comburente, sendo obtido calor (energia) e sub-produtos.

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Combustão é uma reação química de óxido-redução entre um combustível e um comburente, sendo obtido calor (energia) e sub-produtos."

Transcrição

1 Universidade Federal do Paraná Curso de Engenharia Industrial Madeireira MÁQUINAS TÉRMICAS AT-056 M.Sc. Alan Sulato de Andrade 1

2 INTRODUÇÃO: Uma das formas mais empregadas para produção de calor na indústria é a combustão, exemplos típicos de equipamentos empregados na industria são as máquinas térmicas. É importante lembrar que os processos metabólicos também são importantes. DEFINIÇÃO: Combustão é uma reação química de óxido-redução entre um combustível e um comburente, sendo obtido calor (energia) e sub-produtos. 2

3 DEFINIÇÃO: DEFINIÇÃO: 3

4 DEFINIÇÃO: CONDIÇÕES NECESSÁRIAS: Para que o processo ocorra, é necessário um combustível, ou seja, o material a ser queimado, um comburente, geralmente o oxigênio e uma "faísca", para iniciar o processo, porem a combustão pode ocorrer de forma espontânea dependendo das condições dispensadas. 4

5 CARACTERÍSTICAS: Como visto nas aulas passadas, os hidrocarbonetos são os combustíveis mais utilizados em todos os setores industriais, porem a quantidade de energia desprendida na reação de combustão está intimamente associada com a composição química do combustível e dos produtos finais de combustão. REAÇÃO QUÍMICA: A equação, em síntese, de uma hidrocarboneto é sempre a seguinte: Teórico Combustível + Oxigênio Dióxido de carbono + Água + Energia Real Combustível + Ar Dióxido de Carbono + Água + Nitrogênio + Energia + Resíduos 5

6 REAÇÃO QUÍMICA: Por exemplo: Teórico CH 4 + 2O 2 CO 2 + 2H 2 O + energia Teórico C 2 H 6 + 3,5O 2 2CO 2 + 3H 2 O + energia TIPOS DE : Dependendo das quantidades proporcionais de combustível e de oxigênio (comburente) pode haver combustões: Teoricamente completas, Praticamente completas, Incompletas. 6

7 TIPOS DE : Teoricamente completa A combustão é denominada teoricamente completa quando se realiza com a quantidade estequiométrica de oxigênio para oxidar completamente a matéria combustível. C 8 H ,5O 2 8CO 2 + 9H 2 O + Energia TIPOS DE : Praticamente completa A combustão será praticamente completa quando se realiza com uma quantidade de oxigênio, porem maior do que a estequiometricamente necessária para oxidar completamente a matéria combustível. C 8 H ,5O 2 8CO 2 + 9H 2 O + 3O 2 + Energia 7

8 TIPOS DE : Incompleta A combustão denominada incompleta é aquela que se realiza com insuficiência de oxigênio, ou seja, com uma quantidade de oxigênio inferior à quantidade estequiométrica para oxidar completamente a matéria combustível. C 8 H ,5O 2 8CO + 9H 2 O + Energia C 8 H ,5O 2 8C + 9H 2 O + Energia TIPOS DE : 8

9 Na combustão o objetivo é obter o máximo possível de calor. Não basta porém que o rendimento calorífico atenda às necessidades requeridas, é preciso que isto seja feito de forma econômica. A fim de maximizar-se o rendimento da combustão, deve-se obter o melhor aproveitamento possível do potencial energético do combustível através de alguns fatores operacionais, como a regulagem da relação ar-combustível. Conhecendo-se a composição do combustível e com base na estequiometria da reação, consegue-se calcular o ar necessário para a queima do combustível. A quantidade de ar que fornece o oxigênio teoricamente suficiente para a combustão completa do combustível, é chamada de "ar teórico" ou "ar estequiométrico". 9

10 Na prática, sabe-se que é muito difícil obter uma boa combustão apenas com o arestequiométrico. Se utilizarmos somente o "ar teórico", há grande probabilidade do combustível não queimar totalmente (haverá formação de CO ao invés de CO 2 ) e conseqüentemente a quantidade de calor liberada será menor. Para se garantir a combustão completa recorre-se a uma quantidade adicional de ar além do estequiométrico, garantindo desse modo que as moléculas de combustível encontrem o número apropriado de moléculas de oxigênio para completar a combustão. Essa quantidade de ar adicional utilizada é chamada de excesso de ar. O excesso de ar é a quantidade de ar fornecida além da teórica. 10

11 O excesso de ar proporciona uma melhor mistura entre o combustível e o oxidante, mas deve ser criteriosamente controlado durante o processo de combustão. Deveremos conhecer a quantidade ideal mínima possível de excesso a ser introduzida na queima, pois o ar que não participa da combustão tende a consumir energia na forma de calor, pois será aquecido mesmo sem contribuir para a reação. Quanto maior o excesso de ar, maior o volume de gases nos produtos de combustão e conseqüentemente maior a perda de calor pela chaminé, influindo negativamente na eficiência da combustão. Entretanto as perdas por excesso de ar aumentam em proporção muito menor que as perdas com combustível não queimado. Assim, nos processos de combustão industrial sempre se trabalha com excesso de ar. 11

12 Combustão com excesso de ar: De forma geral recomenda-se um excesso de ar para que ocorra uma completa combustão, porem estes valores podem variar de acordo com o estado físico do combustível. Estado: Excesso: Gás 0-10% Líquidos 2-30% Sólidos 50% Algumas considerações pertinentes. Composição do ar: Elemento: Proporção: Oxigênio 21% Nitrogênio 79% Ou seja, 1 parte de Oxigênio para 3,76 de Nitrogênio Densidade: 1,29 kg/m³ (1atm a 20ºC) 12

13 Algumas considerações pertinentes. Peso atômico: Elemento: Peso atômico: Carbono 12 Hidrogênio 1 Oxigênio 16 Nitrogênio 14 Enxofre 32 Para se determinar a proporção teórica de ar, deve-se: 1 - Montar a reação 2 - Balancear a reação 3 - Calcular a proporção teórica de ar/combustível Onde, A/C = Massa do ar / Massa do combustível, Expresso em kg/kg 13

14 EXERCÍCIO 1: Calcular a relação A/C na combustão de 1Kmol de C 3 H 8 e excesso de 10%. Reação: Propano + Ar Dióxido de Carbono + Água + Nitrogênio + Energia Balanceamento: C 3 H 8 + x(o 2 +3,76N 2 ) CO 2 + 2H 2 O + yn 2 + Energia C 3 H 8 + 5(O 2 +3,76N 2 ) 3CO 2 + 4H 2 O + 18,8N 2 + Energia Necessitamos de 5 moléculas de ar na combustão de de uma de propano. EXERCÍCIO 1: Como utilizamos ar atmosférico na reação: (5 x 32) + (5 x 3,76 x 28) = 686,4 kg 1kmol de propano = 44 kg A/C teórico = 686,4 kg/ 44 kg = 15,6:1 kg/kg A/C com 10% de excesso de ar = 15,6 x 1,1 = 17,2 :1 kg/kg Ou ainda em volume: A/C teórico = 15,6/1,29 = 12,1:1 m³/kg A/C com 10% de excesso de ar = 17,2/1,29 = 13,3:1 m³/kg 14

15 EXERCÍCIO 2: Calcular a relação A/C teórico na combustão de 100kg do seguinte material: Composição C H O N S Química (kg) ,8 3,2 P.atômico Kmol 6,0 14,0 0,5 0,2 0,1 Reação e Balanceamento: 6C+14H+0,5O+0,2N+0,1S+x(O 2 +3,76N 2 ) 6CO 2 +7H 2 O+0,1SO 2 +yn 2 0,5.1+x.2= ,1.2 x=9,35 0,2.1+9,35.3,76.2=y.2 y=35,3 EXERCÍCIO 2: Como utilizamos ar atmosférico na reação: Quantidade de AR: (9,35 x 32) + (9,35 x 3,76 x 28) = 1.283,6 kg A/C teórico = 1.283,6 kg / 100 kg = 12,8:1 kg/kg Quantidade de CO2: (6 x 12) + (6 x 32) = 264 kg Quantidade de H2O: (7 x 2) + (7 x 16) = 126 kg Quantidade de SO2: (0,1 x 32) + (0,1 x 32) = 6,4 kg Quantidade de N2: (35,3 x 28) = 988,4 kg 15

16 EXERCÍCIO 3: Calcular a relação A/C em kg/kg e m³/kg para os seguintes combustíveis com 20% de ar em excesso: 1kmol de Gasolina (C 5 H 12 ) 1kmol de Óleo leve (C 16 H 34 ) 100kg Madeira de Pinus (C-50%, H-6%, O-43%, N-1%) 100kg Madeira de Eucalyptus (C-49%, H-7%, O-42%, N-2%) PONTOS COMPLEMENTARES. NÃO DISCUTIDOS EM AULA. ROTINAS PARA DETERMINAÇAO DE TEMPERATURA DE CHAMA AVALIAÇÃO DOS RESÍDUOS GERADOS APÓS PROCESSO DE. LEGISLAÇÀO VIGENTE. OUTROS SISTEMAS DE CONVERSÃO ENERGÉTICA. 16

MÁQUINAS TÉRMICAS AT-101

MÁQUINAS TÉRMICAS AT-101 Universidade Federal do Paraná Curso de Engenharia Industrial Madeireira MÁQUINAS TÉRMICAS AT-101 M.Sc. Alan Sulato de Andrade alansulato@ufpr.br INTRODUÇÃO: Uma das formas mais empregadas para produção

Leia mais

Curso Engenharia de Energia

Curso Engenharia de Energia UNIVERSIDADE FEDERAL DA GRANDE DOURADOS - UFGD FACULDADE DE ENGENHARIA Curso Engenharia de Energia Prof. Dr. Omar Seye omarseye@ufgd.edu.br Disciplina: COMBUSTÃO E COMBUSTÍVEIS Definição Reações de combustão

Leia mais

Caracterização das Chamas:

Caracterização das Chamas: Caracterização das Chamas: A combustão da mistura ar/combustível dentro do cilindro é um dos processos que controlam a potência, eficiência e emissões dos motores. Os processos de combustão são diferentes

Leia mais

Cálculos Estequiométricos

Cálculos Estequiométricos Estequiometria significa medida de um elemento Com base numa equação química, podemos calcular o número de mols, o número de moléculas, a massa, o volume de uma ou mais substâncias, em função de algum

Leia mais

Curso Engenharia de Energia

Curso Engenharia de Energia UNIVERSIDADE FEDERAL DA GRANDE DOURADOS - UFGD FACULDADE DE ENGENHARIA Curso Engenharia de Energia Prof. Dr. Omar Seye omarseye@ufgd.edu.br Disciplina: COMBUSTÃO E COMBUSTÍVEIS A analise energética é fundamental

Leia mais

Química Aplicada. QAP0001 Licenciatura em Química Prof a. Dr a. Carla Dalmolin

Química Aplicada. QAP0001 Licenciatura em Química Prof a. Dr a. Carla Dalmolin Química Aplicada QAP0001 Licenciatura em Química Prof a. Dr a. Carla Dalmolin carla.dalmolin@udesc.br carla.dalmolin@gmail.com Combustíveis Reações de Combustão Reação química entre uma substância (combustível)

Leia mais

COMBUSTÃO COMBUSTÍVEL + COMBURENTE (O2)

COMBUSTÃO COMBUSTÍVEL + COMBURENTE (O2) SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA/SECRETARIA DE EDUCAÇÃO POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE GOIÁS COMANDO DE ENSINO POLICIAL MILITAR COLÉGIO DA POLÍCIA MILITAR SARGENTO NADER ALVES DOS SANTOS SÉRIE/ANO: 3º TURMA(S):

Leia mais

29/11/2010 DEFINIÇÃO:

29/11/2010 DEFINIÇÃO: Universidade Federal do Paraná Curso de Engenharia Industrial Madeireira MÁQUINAS TÉRMICAS AT-056 M.Sc. Alan Sulato de Andrade alansulato@ufpr.br 1 DEFINIÇÃO: Trocadores de calor são dispositivo utilizados

Leia mais

Propriedades da madeira para fins de energia. Poder Calorífico

Propriedades da madeira para fins de energia. Poder Calorífico Propriedades da madeira para fins de energia Poder Calorífico Tópicos já abordados: Umidade Densidade Composição química elementar Composição química imediata Poder calorifico é a quantidade de calor liberada

Leia mais

Composição. O gás natural é uma mistura de hidrocarbonetos leves, que, à temperatura ambiente e pressão atmosfé

Composição. O gás natural é uma mistura de hidrocarbonetos leves, que, à temperatura ambiente e pressão atmosfé Composição O gás natural é uma mistura de hidrocarbonetos leves, que, à temperatura ambiente e pressão atmosfé Na natureza, ele é encontrado acumulado em rochas porosas no subsolo, frequentemente acompanhad

Leia mais

MÁQUINAS TÉRMICAS AT-101

MÁQUINAS TÉRMICAS AT-101 Universidade Federal do Paraná Curso de Engenharia Industrial Madeireira MÁQUINAS TÉRMICAS AT-101 Dr. Alan Sulato de Andrade alansulato@ufpr.br 1 HISTÓRICO: O desenvolvimento da tecnologia de cogeração

Leia mais

Motores Térmicos. 9º Semestre 5º ano

Motores Térmicos. 9º Semestre 5º ano Motores Térmicos 9º Semestre 5º ano Aula 26 Temperatura Adiabatica de Chama Calor de Reacção Combustão completa nos sistemas C/H/N/O Combustão completa de sistema H/N/O Temperatura Adiabática Da Chama

Leia mais

P1 - PROVA DE QUÍMICA GERAL 10/09/05

P1 - PROVA DE QUÍMICA GERAL 10/09/05 P1 - PROVA DE QUÍMICA GERAL 10/09/05 Nome: Nº de Matrícula: Gabarito Turma: Assinatura: Questão Valor Grau Revisão 1 a 2,5 2 a 2,5 3 a 2,5 4 a 2,5 Total 10,0 Dados R 0,0821 atm L mol -1 K -1 K C + 273,15

Leia mais

I COMBUSTÃO E COMBUSTÍVEIS

I COMBUSTÃO E COMBUSTÍVEIS Sumário Parte I COMBUSTÃO E COMBUSTÍVEIS, 1 Capítulo 1 Estudo Material da Combustão, 3 Capítulo Cálculos Estequiométricos da Combustão, 17 Capítulo 3 Estudo Térmico da Combustão, 67 Capítulo 4 Cálculo

Leia mais

Combustíveis e Redutores ENERGIA PARA METALURGIA

Combustíveis e Redutores ENERGIA PARA METALURGIA Combustíveis e Redutores ENERGIA PARA METALURGIA Energia para Metalurgia Principal fonte energética: Carbono Carvão mineral e carvão vegetal C + O 2 >> CO 2 + energia Portanto, carbono é redutor, usado

Leia mais

O combustível e a Combustão

O combustível e a Combustão CAPITULO 3 O combustível e a Combustão Motores a GASOLINA / ÁLCOOL com ignição por centelha Volvo Powertrain Julio Lodetti Revisão sobre as características gerais A COMBUSTÃO consiste na etapa essencial

Leia mais

Termoquímica Entalpia e Lei de Hess

Termoquímica Entalpia e Lei de Hess Química Geral e Inorgânica QGI0001 Eng a. de Produção e Sistemas Prof a. Dr a. Carla Dalmolin Termoquímica Entalpia e Lei de Hess Sistemas a Pressão Constante Quando o volume do sistema não é constante,

Leia mais

COMBUSTÍVEIS E REDUTORES

COMBUSTÍVEIS E REDUTORES COMBUSTÍVEIS E REDUTORES Combustíveis e redutores usados em metalugia são as matérias primas responsáveis pelo fornecimento de energia, e pela redução dos minérios oxidados a metal A origem destas matéria

Leia mais

Um dos componentes do GLP (gás liquefeito do petróleo) é o propano (C3H8). A sua combustão pode ser representada pela seguinte equação química:

Um dos componentes do GLP (gás liquefeito do petróleo) é o propano (C3H8). A sua combustão pode ser representada pela seguinte equação química: Atividade extra Exercício 1 Cecierj 2013 Um dos componentes do GLP (gás liquefeito do petróleo) é o propano (C3H8). A sua combustão pode ser representada pela seguinte equação química: C3H8(ℓ) + 5 O2 6

Leia mais

TERMOQUÍMICA EXERCÍCIOS PARA TREINO

TERMOQUÍMICA EXERCÍCIOS PARA TREINO TERMOQUÍMICA EXERCÍCIOS PARA TREINO 1 - Considere a seguinte reação termoquímica: 2NO(g) + O 2 (g) 2NO 2 (g) H = -13,5 kcal / mol de NO e assinale a alternativa falsa. a) A reação é exotérmica. b) São

Leia mais

2. Revisão Bibliográfica

2. Revisão Bibliográfica 24 2. Revisão Bibliográfica 2.1. Combustão Diesel-Gás Dentro da câmara de combustão de um motor operado no modo diesel-gás, ocorre um modelo de queima diferente do Diesel ou Otto convencional. Na admissão

Leia mais

Qui. Allan Rodrigues Xandão (Gabriel Pereira)

Qui. Allan Rodrigues Xandão (Gabriel Pereira) Semana 15 Allan Rodrigues Xandão (Gabriel Pereira) Este conteúdo pertence ao Descomplica. Está vedada a cópia ou a reprodução não autorizada previamente e por escrito. Todos os direitos reservados. 23

Leia mais

EXERCÍCIOS DE REVISÃO P/ Avaliação 01/06

EXERCÍCIOS DE REVISÃO P/ Avaliação 01/06 Tema do Ano: Eu e o outro construindo um mundo mais solidário Projeto Interdisciplinar da 2 a Série do Ensino Médio: Segunda metade do século XX e início do século XXI: movimentos, conflitos e desenvolvimento.

Leia mais

Prof: Francisco Sallas

Prof: Francisco Sallas Prof: Francisco Sallas Classificado como hidrocarboneto aromático. Todos os aromáticos possuem um anel benzênico (benzeno), que, por isso, é também chamado de anel aromático. É líquido, inflamável, incolor

Leia mais

ESTEQUIOMETRIA (Conceitos básicos) QUÍMICA A 1415 ESTEQUIOMETRIA

ESTEQUIOMETRIA (Conceitos básicos) QUÍMICA A 1415 ESTEQUIOMETRIA ESTEQUIOMETRIA Estequiometria é a parte da Química que estuda as proporções dos elementos que se combinam ou que reagem. MASSA ATÓMICA (u) É a massa do átomo medida em unidades de massa atómica (u). A

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ SETOR DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA TM-364 MÁQUINAS TÉRMICAS I. Máquinas Térmicas I

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ SETOR DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA TM-364 MÁQUINAS TÉRMICAS I. Máquinas Térmicas I UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ SETOR DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA TM-364 MÁQUINAS TÉRMICAS I Bart vou lhe contar como são as mulheres as mulheres são como uma geladeira, elas tem 2metros

Leia mais

Introdução. Definição

Introdução. Definição Introdução Definição O carvão vegetal é um subproduto florestal resultante da pirólise da madeira, também conhecida como carbonização ou destilação seca da madeira. É um método destrutivo. No processo

Leia mais

TERMOQUÍMICA Folha 3.2 Prof.: João Roberto Mazzei 01- (ufrs-2004) Considere as seguintes reações, na temperatura de 25 C.

TERMOQUÍMICA Folha 3.2 Prof.: João Roberto Mazzei 01- (ufrs-2004) Considere as seguintes reações, na temperatura de 25 C. 01- (ufrs-2004) Considere as seguintes reações, na temperatura de 25 C. H (g) + 1/2 O (g) ë H O(Ø) (ÐH) H (g) + 1/2 O (g) ë H O(s) (ÐH) A diferença entre os efeitos térmicos, (ÐH) - (ÐH), é igual a) a

Leia mais

TAREFA DA SEMANA DE 24 a 28 DE FEVEREIRO

TAREFA DA SEMANA DE 24 a 28 DE FEVEREIRO TAREFA DA SEMANA DE 4 a 8 DE FEVEREIRO QUÍMICA 3ª SÉRIE. (Upe) Um dos contaminantes do petróleo e do gás natural brutos é o H S. O gás sulfídrico é originário de processos geológicos, baseados em diversos

Leia mais

- Exotérmico: ocorre com liberação de calor - Endotérmico: ocorre com absorção de calor

- Exotérmico: ocorre com liberação de calor - Endotérmico: ocorre com absorção de calor Fala gás nobre! Tudo bem? Hoje vamos para mais um assunto de química: A termoquímica. Você sabia que as reações químicas absorvem ou liberam calor, e desta forma, ocorre uma troca de energia? Pois é, a

Leia mais

PROFª. KAÍZA CAVALCANTI

PROFª. KAÍZA CAVALCANTI Processos Químicos Quando ocorre uma alteração qualitativa do sistema, dos tipos de substâncias presentes ou de suas proporções. Processos Físicos Quando ocorre uma alteração qualitativa do sistema, dos

Leia mais

2005 by Pearson Education. Capítulo 03

2005 by Pearson Education. Capítulo 03 QUÍMICA A Ciência Central 9ª Edição Capítulo 3 Estequiometria: cálculos com fórmulas e equações químicas David P. White Equações químicas Lavoisier: a massa é conservada em uma reação química. Equações

Leia mais

Termoquímica. Química 10/08/2015. Enem 15 Semanas. 1. Observando o diagrama a seguir, é correto afirmar que:

Termoquímica. Química 10/08/2015. Enem 15 Semanas. 1. Observando o diagrama a seguir, é correto afirmar que: Termoquímica 1. Observando o diagrama a seguir, é correto afirmar que: [Dadas as massas molares (g/mol): H=1 e O=16] a) para vaporizar 18g de água são liberados 10,5 kcal. b) o calor de reação, na síntese

Leia mais

símbolos que indicam o estado da matéria de cada componente da reação: s para sólido, l para líquido, g para gasoso e aq para aquoso

símbolos que indicam o estado da matéria de cada componente da reação: s para sólido, l para líquido, g para gasoso e aq para aquoso ESTEQUIOMETRIA Estequiometria é uma palavra de origem grega que significa quantidade. Os cálculos decorrentes da estequiometria são importantes para quantificarmos reações químicas, ou seja, descobrirmos

Leia mais

P2 - PROVA DE QUÍMICA GERAL - 16/05/03

P2 - PROVA DE QUÍMICA GERAL - 16/05/03 P2 - PROVA DE QUÍMICA GERAL - 6/05/03 Nome: Nº de Matrícula: GABARITO Turma: Assinatura: Constantes: Questão Valor Grau Revisão a 2,0 2 a 2,0 3 a 2,0 4 a 2,0 5 a 2,0 Total 0,0 R = 8,34 J mol - K - R =

Leia mais

AULA 10 ESTEQUIOMETRIA

AULA 10 ESTEQUIOMETRIA AULA 10 ESTEQUIOMETRIA Cálculo estequiométrico ou estequiometria é o cálculo de quantidades de substâncias que interagem, pode ser do reagente consumido ou do produto formado. Baseia-se nas proporções

Leia mais

Entalpia. O trabalho realizado por esta reação é denominado trabalho de pressão-volume (trabalho PV)

Entalpia. O trabalho realizado por esta reação é denominado trabalho de pressão-volume (trabalho PV) Entalpia As reações químicas podem absorver ou liberar calor e também podem provocar a realização de trabalho. Quando um gás é produzido, ele pode ser utilizado para empurrar um pistão: Zn(s) + 2H + (aq)

Leia mais

Balanço de massa e energia da Caldeira de Recuperação 3 da Fíbria - Jacareí 24/05/12

Balanço de massa e energia da Caldeira de Recuperação 3 da Fíbria - Jacareí 24/05/12 Balanço de massa e energia da Caldeira de Recuperação 3 da Fíbria - Jacareí 24/05/12 OBSERVAÇÃO INICIAL Este trabalho faz parte da monografia do curso de Especialização em Celulose e Papel da UFV. O trabalho

Leia mais

1ª Parte: Questões resolvidas

1ª Parte: Questões resolvidas ANÁLISE ELEMENTAR QUANTITATIVA DISCIPLINA: QUÍMICA GERAL / TURMA: 1º ano Ensino Médio 1ª Parte: Questões resolvidas Nota: A massa molecular de um composto, pode ser calculada em função da densidade de

Leia mais

COLÉGIO SANTA CRISTINA - DAMAS AULÃO. ENERGIA Do fogo a energia elétrica. Prof. Márcio Marinho

COLÉGIO SANTA CRISTINA - DAMAS AULÃO. ENERGIA Do fogo a energia elétrica. Prof. Márcio Marinho COLÉGIO SANTA CRISTINA - DAMAS AULÃO ENERGIA Do fogo a energia elétrica O fogo O fogo é a rápida oxidação de um material combustível liberando calor, luz e produtos de reação, tais como o dióxido de carbono

Leia mais

Aula INTRODUÇÃO À ESTEQUIOMETRIA META OBJETIVOS PRÉ-REQUISITOS

Aula INTRODUÇÃO À ESTEQUIOMETRIA META OBJETIVOS PRÉ-REQUISITOS INTRODUÇÃO À ESTEQUIOMETRIA Aula 9 META Apresentar o estudo das equações usadas para representar as mudanças químicas e utilizar essas equações para definir as quantidades relativas de elementos combinados

Leia mais

COMBUSTÃO DEFINIÇÃO COMBUSTÍVEL - COMBURENTE - TEMPERATURA

COMBUSTÃO DEFINIÇÃO COMBUSTÍVEL - COMBURENTE - TEMPERATURA COMBUSTÃO DEFINIÇÃO COMBUSTÍVEL - COMBURENTE - TEMPERATURA Quadro 1 - Entalpia de combustão ( H), a 25ºC, de algumas substâncias encontradas nos principais combustíveis utilizados. Componente. g/mol kj/mol

Leia mais

QUÍMICA CÁLCULOS ESTEQUIOMÉTRICOS

QUÍMICA CÁLCULOS ESTEQUIOMÉTRICOS QUÍMICA CÁLCULOS ESTEQUIOMÉTRICOS CÁLCULOS ESTEQUIOMÉTRICOS Os cálculos estequiométricos correspondem aos cálculos de massa, de quantidade de matéria e em alguns casos, de volumes das substâncias envolvidas

Leia mais

Parâmetros Métricos e Medidas de Energia

Parâmetros Métricos e Medidas de Energia Parâmetros Métricos e Medidas de nergia Introdução A demanda de energia para um processo de produção afeta, substancialmente, o impacto ambiental. As razões para tal são as emissões e os resíduos gerados

Leia mais

TERMOQUÍMICA. Prof. Neif Nagib.

TERMOQUÍMICA. Prof. Neif Nagib. TERMOQUÍMICA Prof. Neif Nagib neifnagib@yahoo.com.br Os princípios fundamentais do calor e do trabalho se aplicam no estudo de uma reação química e nas mudanças do estado físico de uma substância. Nesses

Leia mais

Energia, calor, entalpia e variação de entalpia.

Energia, calor, entalpia e variação de entalpia. Combustíveis Energia e Ambiente De onde vem a energia dos combustíveis? Energia, calor, entalpia e variação de entalpia. Sistema; Universo; Sistema Aberto, Fechado e Isolado; Estado final e Inicial; Energia

Leia mais

FÍSICO QUÍMICA AULA 2 - OXIDO- REDUÇÃO. Parte 2 Reações e conceitos

FÍSICO QUÍMICA AULA 2 - OXIDO- REDUÇÃO. Parte 2 Reações e conceitos FÍSICO QUÍMICA AULA 2 - OXIDO- REDUÇÃO Parte 2 Reações e conceitos Vimos anteriormente que oxidação é o processo no qual um átomo perde elétrons, tendo um aumento no N ox, enquanto na redução ganham-se

Leia mais

QUÍMICA 2 PROF EMANUELE CASOS PARTICULARES DE CÁLCULO ESTEQUIOMÉTRICO

QUÍMICA 2 PROF EMANUELE CASOS PARTICULARES DE CÁLCULO ESTEQUIOMÉTRICO QUÍMICA 2 PROF EMANUELE 4.2.2 - CASOS PARTICULARES DE CÁLCULO ESTEQUIOMÉTRICO A) QUANDO APARECEM REAÇÕES CONSECUTIVAS Consideremos, como exemplo, a fabricação industrial do ácido sulfúrico a partir do

Leia mais

Levando em consideração a descrição das reações, responda aos subitens que seguem.

Levando em consideração a descrição das reações, responda aos subitens que seguem. Prova Discursiva - 2º dia Química Le i a a te n ta m e n te a s i n s tr uç õ e s : 1ð Preencha integralmente, na parte inferior desta capa, o espaço próprio para Identificação do Candidato. Você será

Leia mais

9ª LISTA - EXERCÍCIOS DE PROVAS 1 a. Lei da Termodinâmica

9ª LISTA - EXERCÍCIOS DE PROVAS 1 a. Lei da Termodinâmica Pg. 1/5 1 a Questão Na combustão completa de 1,00 L de gás natural, a 25,0 C e pressão constante de 1,00 atm, houve liberação de 43,6 kj de calor. Sabendo que este gás é uma mistura contendo metano, CH

Leia mais

Revisão 1 H 99,985 2 H 0, C 98,89 13 C 1,11 14 N 99,63 15 N 0,37 16 O 99, O 0, O 0,204

Revisão 1 H 99,985 2 H 0, C 98,89 13 C 1,11 14 N 99,63 15 N 0,37 16 O 99, O 0, O 0,204 Revisão Número de massa A característica fundamental que define um elemento químico é o número de prótons (Z) no núcleo. Se chamarmos de N o número de nêutrons no núcleo, o número de massa A é dado por:

Leia mais

Variação de entalpia nas mudanças de estado físico. Prof. Msc.. João Neto

Variação de entalpia nas mudanças de estado físico. Prof. Msc.. João Neto Variação de entalpia nas mudanças de estado físico Prof. Msc.. João Neto Processo Endotérmico Sólido Líquido Gasoso Processo Exotérmico 2 3 Processo inverso: Solidificação da água A variação de entalpia

Leia mais

Universidade Federal do Acre Engenharia Agronômica PET- Programa de Ensino Tutorial. Termoquímica

Universidade Federal do Acre Engenharia Agronômica PET- Programa de Ensino Tutorial. Termoquímica Universidade Federal do Acre Engenharia Agronômica PET- Programa de Ensino Tutorial Termoquímica Bolsista: Joyce de Q. Barbosa Tutor: Dr. José Ribamar Silva Termodinâmica Conceitos Básicos Termoquímica

Leia mais

11ª LISTA - EXERCÍCIOS DE PROVAS Energia Livre

11ª LISTA - EXERCÍCIOS DE PROVAS Energia Livre Pg. 1/5 1ª. Questão Considere o processo de sublimação (eq. 1) e a reação de dissociação (eq. 2) do iodo e responda o que se pede. Sublimação do iodo: I 2 (s) I 2 (g) eq. 1 Reação de dissociação do iodo:

Leia mais

NOME: ANO: 2º ENSINO: MÉDIO TURMA: DATA: / / PROF(ª).: Luciano Raposo Freitas EXERCÍCIOS TERMOQUÍMICA QUÍMICA II (2º BIM)

NOME: ANO: 2º ENSINO: MÉDIO TURMA: DATA: / / PROF(ª).: Luciano Raposo Freitas EXERCÍCIOS TERMOQUÍMICA QUÍMICA II (2º BIM) NOME: ANO: 2º ENSINO: MÉDIO TURMA: DATA: / / PROF(ª).: Luciano Raposo Freitas EXERCÍCIOS TERMOQUÍMICA QUÍMICA II (2º BIM) 1. Nos motores de explosão existentes hoje em dia utiliza-se uma mistura de gasolina

Leia mais

Estequiometria. Priscila Milani

Estequiometria. Priscila Milani Estequiometria Priscila Milani Cálculo de massa para amostras impuras: Reagentes impuros, principalmente em reações industriais, ou porque eles são mais baratos ou porque eles já são encontrados na Natureza

Leia mais

COLÉGIO DA POLÍCIA MILITAR

COLÉGIO DA POLÍCIA MILITAR COLÉGIO DA POLÍCIA MILITAR ASSESSORIA TÉCNICA Processo Avaliativo Recuperação - 3º Bimestre/2015 Disciplina: QUÍMICA 3ª série EM A/B Nome do aluno Nº Turma A Recuperação deve ser entregue no dia 08/09/2015.

Leia mais

MÁQUINAS TÉRMICAS AT-101

MÁQUINAS TÉRMICAS AT-101 Universidade Federal do Paraná Curso de Engenharia Industrial Madeireira MÁQUINAS TÉRMICAS AT-101 Dr. Alan Sulato de Andrade alansulato@ufpr.br 1 : A 13º norma regulamentadora, estabelece todos os requisitos

Leia mais

CIÊNCIAS PROVA 3º BIMESTRE 9º ANO PROJETO CIENTISTAS DO AMANHÃ

CIÊNCIAS PROVA 3º BIMESTRE 9º ANO PROJETO CIENTISTAS DO AMANHÃ PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO SUBSECRETARIA DE ENSINO COORDENADORIA DE EDUCAÇÃO CIÊNCIAS PROVA 3º BIMESTRE 9º ANO PROJETO CIENTISTAS DO AMANHÃ 2010 01. A tabela

Leia mais

A B EQUILÍBRIO QUÍMICO. H 2 + 2ICl I 2 + 2HCl. % Ach

A B EQUILÍBRIO QUÍMICO. H 2 + 2ICl I 2 + 2HCl. % Ach A B EQUILÍBRIO QUÍMICO H 2 + 2ICl I 2 + 2HCl!. % % Ach. Ac 1 Equilíbrio Químico - Reversibilidade de reações químicas A B Exemplo: N 2 (g) + 3H 2 (g) 2NH 3 (g) equilíbrio dinâmico aa + bb yy + zz Constante

Leia mais

Prova de Avaliação de Capacidade e Prova Específica de Avaliação de Conhecimentos n.º 1 do artigo 6.º do Regulamento dos TeSP da UAlg.

Prova de Avaliação de Capacidade e Prova Específica de Avaliação de Conhecimentos n.º 1 do artigo 6.º do Regulamento dos TeSP da UAlg. Prova de Avaliação de Capacidade e Prova Específica de Avaliação de Conhecimentos n.º 1 do artigo 6.º do Regulamento dos TeSP da UAlg. Prova Escrita de Química Prova Modelo Duração da Prova: 90 minutos.

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (UNIRIO) INSTITUTO DE BIOCIÊNCIAS DEP. BIOLOGIA / LIC

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (UNIRIO) INSTITUTO DE BIOCIÊNCIAS DEP. BIOLOGIA / LIC UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (UNIRIO) INSTITUTO DE BIOCIÊNCIAS DEP. DE CIÊNCIAS NATURAIS DISCIPLINA: QUÍMICA GERAL 2/2016 CURSOS: BIOMEDICINA / BACH. BIOLOGIA / LIC. BIOLOGIA LISTA

Leia mais

Universidade Estadual de Campinas UNICAMP

Universidade Estadual de Campinas UNICAMP Universidade Estadual de Campinas UNICAMP Faculdade de Engenharia Mecânica Departamento de Engenharia Térmica e de Fluidos IM338-Tecnologia da Gaseificação Prof. Dr. Caio Glauco Sánchez Conteúdo do 3 Capítulo

Leia mais

CAPÍTULO 09 COMBATE A INCÊNDIO

CAPÍTULO 09 COMBATE A INCÊNDIO CAPÍTULO 09 COMBATE A INCÊNDIO Tirando-se um dos elementos desse triângulo a combustão será eliminada. Assim, para combatermos um incêndio, temos três (3) regras básicas: A remoção do material combustível

Leia mais

Avaliação da queima de serragem em fornalha

Avaliação da queima de serragem em fornalha Avaliação da queima de serragem em fornalha Adriano Divino Lima Afonso 1, Helton Aparecido Rosa 2, Gustavo Veloso 2, Danilo Bonini de Souza 2, Cledemar Busnello 2 37 1 Eng. Agrícola, Prof. Doutor Departamento

Leia mais

(a) Calcule a percentagem de urânio na carnotita. (b) Que massa de urânio pode ser obtida a partir de 1350 g de carnotita.

(a) Calcule a percentagem de urânio na carnotita. (b) Que massa de urânio pode ser obtida a partir de 1350 g de carnotita. Cálculos com fórmulas e equações químicas 3. 3.1 A análise de uma pequena amostra de Pb 3 (PO 4 ) 2 apresentou a quantidade de 0,100 g de chumbo. Responda os itens abaixo usando estes dados e as massas

Leia mais

reações químicas Oxidação-redução

reações químicas Oxidação-redução reações químicas Oxidação-redução 8º ano JCR 11 Evolução dos conceitos Reacções de oxidação redução como troca de oxigénio Durante muito tempo, os químicos consideraram reacções de oxidação, qualquer reacção

Leia mais

INTRODUÇÃO À QUÍMICA

INTRODUÇÃO À QUÍMICA INTRODUÇÃO À QUÍMICA O QUE É QUÍMICA? É a ciência que estuda a matéria, suas propriedades, transformações e interações, bem como a energia envolvida nestes processos. QUAL A IMPORTÂNCIA DA QUÍMICA? Entender

Leia mais

Um dos mais importantes campos de estudo no conjunto das ciências e da tecnologia é, sem dúvida, o dos combustíveis.

Um dos mais importantes campos de estudo no conjunto das ciências e da tecnologia é, sem dúvida, o dos combustíveis. Universidade Federal do Paraná Curso de Engenharia Industrial Madeireira MÁQUINAS TÉRMICAS AT-056 M.Sc. Alan Sulato de Andrade alansulato@ufpr.br 1 INTRODUÇÃO: Um dos mais importantes campos de estudo

Leia mais

SISTEMAS TÉRMICOS DE POTÊNCIA

SISTEMAS TÉRMICOS DE POTÊNCIA SISTEMAS TÉRMICOS DE POTÊNCIA PROF. RAMÓN SILVA Engenharia de Energia Dourados MS - 2013 2 A forma mais empregada para assegurar o fornecimento do calor necessário à produção de vapor é por meio da queima

Leia mais

Balanceamento de equações

Balanceamento de equações Balanceamento de equações Química Geral Prof. Edson Nossol Uberlândia, 26/08/2016 Equações químicas Lavoisier: a massa é conservada em uma reação química. Equações químicas: descrições de reações químicas.

Leia mais

MÁQUINAS TÉRMICAS AT-101

MÁQUINAS TÉRMICAS AT-101 Universidade Federal do Paraná Curso de Engenharia Industrial Madeireira MÁQUINAS TÉRMICAS AT-101 Dr. Alan Sulato de Andrade alansulato@ufpr.br MÁQUINAS TÉRMICAS: COMPETÊNCIA: O acadêmico ao finalizar

Leia mais

MOTORES DE COMBUSTÃO INTERNA I

MOTORES DE COMBUSTÃO INTERNA I Departamento de Engenharia de Biossistemas ESALQ/USP MOTORES DE COMBUSTÃO INTERNA I LEB0332 Mecânica e Máquinas Motoras Prof. Leandro M. Gimenez 2017 TÓPICOS Motores de combustão interna I Aspectos teóricos,

Leia mais

INCINERAÇÃO DE RESÍDUOS

INCINERAÇÃO DE RESÍDUOS INCINERAÇÃO DE RESÍDUOS A INCINERAÇÃO É UM PROCESSO DE TRATAMENTO QUE EMPREGA A DECOMPOSIÇÃO TÉRMICA VIA OXIDAÇÃO À ALTA TEMPERATURA (USUALMENTE > 900ºC), TENDO COMO OBJETIVO DESTRUIR A FRAÇÃO ORGÂNICA

Leia mais

TERMOQUÍMICA- 3C13. As transformações físicas também são acompanhadas de calor, como ocorre na mudanda de estados físicos da matéria.

TERMOQUÍMICA- 3C13. As transformações físicas também são acompanhadas de calor, como ocorre na mudanda de estados físicos da matéria. TERMOQUÍMICA- 3C13 As transformações físicas e as reações químicas quase sempre estão envolvidas em perda ou ganho de calor. O calor é uma das formas de energia mais comum que se conhece. A Termoquimica

Leia mais

Pb 2e Pb E 0,13 v. Ag 2e Ag E +0,80 v. Zn 2e Zn E 0,76 v. Al 3e Al E 1,06 v. Mg 2e Mg E 2,4 v. Cu 2e Cu E +0,34 v

Pb 2e Pb E 0,13 v. Ag 2e Ag E +0,80 v. Zn 2e Zn E 0,76 v. Al 3e Al E 1,06 v. Mg 2e Mg E 2,4 v. Cu 2e Cu E +0,34 v QUÍMICA 1ª QUESTÃO Umas das reações possíveis para obtenção do anidrido sulfúrico é a oxidação do anidrido sulfuroso por um agente oxidante forte em meio aquoso ácido, como segue a reação. Anidrido sulfuroso

Leia mais

QUÍMICA. A Ciência Central 9ª Edição. Capítulo 3 Estequiometria: cálculos com fórmulas e equações químicas. Prof. Kleber Bergamaski.

QUÍMICA. A Ciência Central 9ª Edição. Capítulo 3 Estequiometria: cálculos com fórmulas e equações químicas. Prof. Kleber Bergamaski. QUÍMICA A Ciência Central 9ª Edição Capítulo 3 Estequiometria: cálculos com fórmulas e equações químicas Prof. Kleber Bergamaski Equações químicas 1789, lei da conservação da massa A massa total de uma

Leia mais

Estequiometria. Índice. Por Victor Costa

Estequiometria. Índice. Por Victor Costa Estequiometria Por Victor Costa Índice 1. Massa atômica 2. Mol 3. Massa molar 4. Massa molecular 5. Composição percentual 6. Reação química 7. Balanceamento 8. Reagente limitante 9. Rendimento Essa aula

Leia mais

FUVEST 2015 (Questões 1 a 6)

FUVEST 2015 (Questões 1 a 6) (Questões 1 a 6) Provas de Vestibular 1. O metabissulfito de potássio (K 2 S2O 5 ) e o dióxido de enxofre (SO 2 ) são amplamente utilizados na conservação de alimentos como sucos de frutas, retardando

Leia mais

Comparação do Desempenho Ambiental. Ambiental

Comparação do Desempenho Ambiental. Ambiental Comparação do Desempenho Ambiental da Produção de Negro de Fumo com a Implementação de Ações de Controle Ambiental Charles Prado Monteiro Axia Value Chain charles.monteiro@axiavaluechain.com O que é negro

Leia mais

EB: QUÍMICA GERAL/ EQB: QUÍMICA GERAL I

EB: QUÍMICA GERAL/ EQB: QUÍMICA GERAL I EB: QUÍMICA GERAL/ EQB: QUÍMICA GERAL I Capítulo 6. Termoquímica Ficha de exercícios 1. Uma amostra de azoto gasoso expande-se do seu volume inicial de 1.6 L para 5.4 L, a temperatura constante. Calcule

Leia mais

SULFONAÇÃO SULFONAÇÃO SULFONAÇÃO AGENTES DE SULFONAÇÃO SULFONAÇÃO / SULFATAÇÃO INTRODUÇÃO DO GRUPO S03-H SULFONAÇÃO

SULFONAÇÃO SULFONAÇÃO SULFONAÇÃO AGENTES DE SULFONAÇÃO SULFONAÇÃO / SULFATAÇÃO INTRODUÇÃO DO GRUPO S03-H SULFONAÇÃO / SULFATAÇÃO INTRODUÇÃO DO GRUPO S03-H LIGADO AO ÁTOMO DE CARBONO SULFONATO LIGADO AO ÁTOMO DE OXIGÊNIO SULFATO LIGADO AO ÁTOMO DE NITROGÊNIO SULFAMATO EXEMPLO = 0 S = 0 = 0 SO 3 H SO 3 H REAÇÃO DE DES

Leia mais

MOTORES DE COMBUSTÃO INTERNA JONEY CAPELASSO-TLJH GE-OPE/OAE-UTE-LCP/O&M

MOTORES DE COMBUSTÃO INTERNA JONEY CAPELASSO-TLJH GE-OPE/OAE-UTE-LCP/O&M MOTORES DE COMBUSTÃO INTERNA JONEY CAPELASSO-TLJH GE-OPE/OAE-UTE-LCP/O&M 853-3275 Histórico O princípio de funcionamento das máquinas motoras de combustão interna é conhecido a cerca de mais de 300 anos.

Leia mais

Lista de exercícios 2 QB70D

Lista de exercícios 2 QB70D Lista de exercícios 2 QB70D 1) Suponha que você jogue uma bola de tênis para o alto. (a) A energia cinética da bola aumenta ou diminui à medida que ela ganha altitude? (b) O que acontece com a energia

Leia mais

O que você deve saber sobre

O que você deve saber sobre O que você deve saber sobre Podemos conhecer as grandezas que regem a quantificação dos fenômenos químicos identificando o comportamento da massa, do número de partículas e do volume de diferentes substâncias.

Leia mais

14 COMBUSTÍVEIS E TEMPERATURA DE CHAMA

14 COMBUSTÍVEIS E TEMPERATURA DE CHAMA 14 COMBUSTÍVEIS E TEMPERATURA DE CHAMA O calor gerado pela reação de combustão é muito usado industrialmente. Entre inúmeros empregos podemos citar três aplicações mais importantes e frequentes: = Geração

Leia mais

P1 - PROVA DE QUÍMICA GERAL - 08/04/03

P1 - PROVA DE QUÍMICA GERAL - 08/04/03 P1 - PROVA DE QUÍMICA GERAL - 08/04/03 Nome: Nº de Matrícula: Turma: Assinatura: GABARITO Questão Valor Grau Revisão 1 a 2,0 2 a 2,0 3 a 2,0 4 a 2,0 5 a 2,0 Total 10,0 R = 0,0821 atm L mol -1 K -1 K =

Leia mais

Programa de Retomada de Conteúdo 2º bimestre 2º ano Química

Programa de Retomada de Conteúdo 2º bimestre 2º ano Química Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio Regular, Rua Cantagalo, 339 Tatuapé Fones: 2293-9393 e 2293-9166 Diretoria de Ensino Região LESTE 5 Programa de Retomada de Conteúdo 2º bimestre 2º

Leia mais

Análise gasométrica volumétrica ou eudiométrica dos gases

Análise gasométrica volumétrica ou eudiométrica dos gases Análise gasométrica volumétrica ou eudiométrica dos gases A análise volumétrica gasométrica também é conhecida como análise eudiométrica, devido ao aparelho utilizado neste processo que é chamado de eudiômetro.

Leia mais

ESCOLA SECUNDÁRIA DE CASQUILHOS

ESCOLA SECUNDÁRIA DE CASQUILHOS 6.º teste sumativo de FQA 3.março.15 ESCOLA SECUNDÁRIA DE CASQUILHOS 11.º Ano Turma B Professor: Maria do Anjo Albuquerque Duração da prova: 90 minutos. VERSÃO 2 Este teste é constituído por 8 páginas

Leia mais

Química Fascículo 03 Elisabeth Pontes Araújo Elizabeth Loureiro Zink José Ricardo Lemes de Almeida

Química Fascículo 03 Elisabeth Pontes Araújo Elizabeth Loureiro Zink José Ricardo Lemes de Almeida Química Fascículo 03 Elisabeth Pontes Araújo Elizabeth Loureiro Zink José Ricardo Lemes de Almeida Índice Estequiometria...1 Exercícios...2 Gabarito...4 Estequiometria Balanço de massas e de quantidades

Leia mais

Figura 1 Reação química Fonte: SUWIT NGAOKAEW/Shutterstock.com

Figura 1 Reação química Fonte: SUWIT NGAOKAEW/Shutterstock.com REAÇÕES QUÍMICAS Figura 1 Reação química Fonte: SUWIT NGAOKAEW/Shutterstock.com CONTEÚDOS Conceito de reação química Representação de uma reação química - Equação química AMPLIANDO SEUS CONHECIMENTOS No

Leia mais

Entropia e energia livre de Gibbs. Prof. Leandro Zatta

Entropia e energia livre de Gibbs. Prof. Leandro Zatta Entropia e energia livre de Gibbs Prof. Leandro Zatta 1 Segunda e a terceira leis Ideias importantes Sentido Natural Desordem Medido por Energia livre de Gibbs 2 Chave para compreensão da ocorrência ou

Leia mais

Química C Extensivo V. 1

Química C Extensivo V. 1 GABARIT Química C Extensivo V. 1 Exercícios 01) C 10 H 14 5 NSP C: 12. 10 = 120 H: 1. 14 = 14 :. 5 = 80 N: 14. 1 = 14 S: 32. 1 = 32 P: 31. 1 = 31 291 u 02) C 9 H 13 3 N C: 12. 9 = 108 H: 1. 13 = 13 :.

Leia mais

Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Antoine de Lavoisier

Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Antoine de Lavoisier Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Antoine de Lavoisier Transferência de elementos químicos entre os seres vivos e o ambiente. Ciclo da Água Ciclo do Oxigênio Ciclo do Fósforo

Leia mais

Resolução de Questões de Provas Específicas de Química (Aula 7)

Resolução de Questões de Provas Específicas de Química (Aula 7) Resolução de Questões de Provas Específicas de Química (Aula 7) Resolução de Questões de Provas Específicas (Aula 7) 1. (UECE) A tabela periódica já era objeto das preocupações dos antigos químicos a partir

Leia mais

MÁQUINAS HIDRÁULICAS AT-087

MÁQUINAS HIDRÁULICAS AT-087 Universidade Federal do Paraná Curso de Engenharia Industrial Madeireira MÁQUINAS HIDRÁULICAS AT-087 Dr. Alan Sulato de Andrade alansulato@ufpr.br INTRODUÇÃO A MECÂNICA DOS FLUÍDOS OBJETIVO: De grande

Leia mais

Diagramas de Energia

Diagramas de Energia Diagramas de Energia 1.1- Análise Gráfica Reação exotérmica Reação endotérmica (a) Energia de ativação (Ea) para a reação inversa (b) Energia de ativação (Ea) para a reação direta (c) ΔH 1.2- Entropia

Leia mais

Processamento da Energia de Biocombustíveis

Processamento da Energia de Biocombustíveis Processamento da Energia de Biocombustíveis Professor: Marcello Mezaroba Dr. Email: marcello.mezaroba@udesc.br Junho de 2016 Sumário I. Biomassa II. Cogeração de energia a partir de biocombustíveis III.

Leia mais

P1 - PROVA DE QUÍMICA GERAL - 18/09/04

P1 - PROVA DE QUÍMICA GERAL - 18/09/04 P1 - PROVA DE QUÍMICA GERAL - 18/09/0 Nome: Nº de Matrícula: GABARITO Turma: Assinatura: Questão Valor Grau Revisão 1 a,5 a,5 3 a,5 a,5 Total 10,0 Dados R = 0,081 atm L mol -1 K -1 K = C + 73,15 1 atm

Leia mais