Semiótica Triádica CHARLES S. PEIRCE Semiótica da Comunicação Profa. Carol Casali

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Semiótica Triádica CHARLES S. PEIRCE Semiótica da Comunicação Profa. Carol Casali"

Transcrição

1 Semiótica Triádica CHARLES S. PEIRCE Semiótica da Comunicação Profa. Carol Casali

2 A SEMIOSE Para Peirce, o importante não é o signo tal como em Saussure - mas a situação signíca, que ele chama de semiose. A FUNÇÃO-SIGNO É TRIÁDICA

3 A SEMIOSE Semiose: ação ou influência que é ou implica na cooperação de três sujeitos (subjetcs que é melhor traduzido, segundo Verón, em suporte são suportes do processo semiótico) e que não é redutível de maneira alguma a pares.

4 A SEMIOSE Logo, a função do signo consiste, para Peirce, em uma situação triádica, que tem por suportes: OBJETO: aquilo que é representado, tudo que é citável. REPRESENTÂMEN: base que fundamenta a representação, um signo-veículo (significante). INTERPRETANTE: outro signo que faz a conexão interpretativa entre a representação material e seu referente (objeto). É o que consegue ler/decifrar o signo.

5 A SEMIOSE um signo se dirige à alguém, isto é, cria na mente dessa pessoa um signo equivalente, ou talvez um signo mais desenvolvido. Chamo o signo assim criado o interpretante do primeiro signo (apud NOTH, 1995, p.74)

6 OS SIGNOS Signo: tudo aquilo que exerce a função de estar no lugar de outra coisa, representando-a. Peirce entende cada elemento como signo inserido em um processo de semiose infinita.

7 OS SIGNOS REPRESENTANTE = a foto da cadeira OBJETO = conceito de cadeira como suporte para se sentar. INTERPRETANTE = o modo como relacionamos o objeto com a coisa representada [sentar, apoio].

8 A SEMIOSE Em relação a Saussure: REPRESENTÂMEN = signo/significante OBJETO = conceito (da ordem do pensamento) INTERPRETANTE = significação do signo Para Peirce não há signo fora da situação de semiose, já para Saussure havia significante fora dela. nada é signo se não é interpretado como signo (Peirce)

9 SEMIOSE SINTETIZANDO: para que um signo represente um objeto é preciso que o sujeito crie na sua mente esse signo que seja a relação dos dois primeiros (signo e seu objeto); este terceiro signo é o INTERPRETANTE. REPRESENTÂMEN (SIGNO) OBJETO (SIGNO: RELAÇÃO ENTRE OS OUTROS DOIS) INTERPRETANTE

10 Correspondência sistemática das reflexões de Frege e Peirce, no que concerne ao modelo fundamental de sentido FREGE Matemático e filósofo alemão contemporâneo de Peirce (séculos XIX e XX) Expressão Sentido PEIRCE Signo/Representâmen Interpretante Denotação Objeto

11 ELEMENTOS FORMAIS DA CONSCIÊNCIA PEIRCE DIFERE PENSAMENTO (CONSCIÊNCIA) DE PENSAMENTO RACIONAL (QUALIDADES GENÉTICAS)

12 ELEMENTOS FORMAIS DA CONSCIÊNCIA Peirce dizia que tudo o que parece consciência, deriva de três propriedades que correspondem aos três elementos formais de qualquer experiência: Qualidade (Primeiridade) Relação (Reação - Secundidade) Representação (Mediação - Terceiridade)

13 PRIMEIRIDADE Refere-se a tudo que está presente à consciência naquele instante (impressão, sentimento). Categoria do desprevenido, da primeira impressão. O primeiro (primeiridade) é presente e imediato, ele é original, espontâneo, precede toda síntese e toda diferenciação. A qualidade da consciência, na sua imediaticidade, é tão tenra que mal podemos tocá-la sem estragá-la.

14 PRIMEIRIDADE (azul positivo impressão de azul)

15 SECUNDIDADE Consiste no conflito da consciência com o fenômeno, buscando entendê-lo. Onde quer que haja um fenômeno, há uma qualidade (sua primeiridade). Mas a qualidade é apenas uma parte do fenômeno; para existir, a qualidade tem que estar encarnada numa matéria. O fato de existir (secundidade) está nessa corporificação material.

16 SECUNDIDADE (azul aqui e agora - encarnado)

17 TERCEIRIDADE Primeiridade é a categoria que da à experiência sua qualidade distintiva (sentimento). Secundidade é o que dá à experiência seu caráter factual/material. Terceiridade corresponde à camada de inteligibilidade, através da qual representamos e interpretamos o mundo.

18 TERCEIRIDADE (laboração cognitiva - síntese) Indivíduo conecta à frase sua experiência de vida, fornece à oração um contexto pessoal (elementos extratextuais). O Meu Olhar Azul como o Céu O meu olhar azul como o céu É calmo como a água ao sol. É assim, azul e calmo, Porque não interroga nem se espanta... Alberto Caeiro (Heterónimo de Fernando Pessoa)

19 TERCEIRIDADE 1ª: sensação de liberdade 2ª: percebe a experiência. Sente o sol batendo no rosto. 3ª: interpretação de que deve ficar exposta ao sol ou sair de seu alcance.

20 ÍNDICE, ÍCONE E SÍMBOLO Para PEIRCE existem três tipos de signos: ÍNDICE ÍCONE SÍMBOLO

21 ÍCONE ÍCONE: representa apenas uma parte da semiose na qual o representamen evidencia um ou mais aspectos qualitativos do objeto (imagens, diagramas). Semelhança entre representamen e objeto. Nem sempre um ícone exerce apenas essa função: ÍCONE E SÍMBOLO ÍCONE = semelhança entre a representação e o objeto SÍMBOLO = reconhecemos (por convenção) que ali há um banheiro do gênero que o boneco representa.

22 ÍNDICE ÍNDICE: relações orgânicas de causalidade são típicas dessa categoria, onde o representamen indica (para) o objeto. Onde há fumaça, há fogo Nuvem escura indica chuva Pegada na areia é "indício" de quem passou

23 SÍMBOLO SÍMBOLO: são arbitrários, no sentido de que são socialmente convencionados e mutáveis, mas não absolutamente acidentais (há homologias entre línguas). Não há semelhança entre representâmen e objeto = NÃO É ÍCONE O representâmen não indica o objeto = NÃO É ÍNDICE

24 SÍMBOLO cadeira - Brasil chair - Inglaterra O nome de um objeto qualquer "cadeira" por exemplo refere-se não só a uma cadeira em particular mas a uma idéia geral de "objeto composto de um assento sustentado a uma determinada distância do solo através de um ou mais pés e um encosto fixado angularmente em relação ao assento, transcendendo a secundidade indiciática e/ou icônica em direção à categoria simbólica.

Primeiridade, Secundidadee Terceiridade. Charles Sanders Peirce

Primeiridade, Secundidadee Terceiridade. Charles Sanders Peirce Primeiridade, Secundidadee Terceiridade Charles Peircee a Lógica Triádicado Signo. 1839-1914 Charles Sanders Peirce Ciências naturais: químico, matemático, físico, astrônomo, biologia, geologia Ciências

Leia mais

Semiótica. O que é semiótica? Semiótica X Semiologia. Para quem ainda discute. Gerações da semiótica

Semiótica. O que é semiótica? Semiótica X Semiologia. Para quem ainda discute. Gerações da semiótica Design & Percepção 3 Lígia Fascioni Semiótica Para entender a cultura contemporânea, você tem que entender semiótica Paul Cobley Semiótica para Principiantes, 2004 O que é semiótica? Semiótica X Semiologia

Leia mais

BREVE HISTÓRIA DA SEMIOLOGIA: Abordagens de Saussure, Peirce, Morris e Barthes.

BREVE HISTÓRIA DA SEMIOLOGIA: Abordagens de Saussure, Peirce, Morris e Barthes. 1 BREVE HISTÓRIA DA SEMIOLOGIA: Abordagens de Saussure, Peirce, Morris e Barthes. BREVE HISTÓRIA DA SEMIOLOGIA (1) Período Clássico; (2) Período Medieval; (3) Racionalismo; (4) Empirismo Britânico; (5)

Leia mais

Divisão da filosofia peirciana

Divisão da filosofia peirciana Filosofia peirciana Divisão da filosofia peirciana A Filosofia peirciana é dividida em três ramos: 1. Fenomenologia (filosofia do fenômeno: tal como ele pode ser) 2. Ciências Normativas (filosofia do fenômeno:

Leia mais

Unidade II COMUNICAÇÃO APLICADA. Profª. Carolina Lara Kallás

Unidade II COMUNICAÇÃO APLICADA. Profª. Carolina Lara Kallás Unidade II COMUNICAÇÃO APLICADA Profª. Carolina Lara Kallás Unidade II Semiótica Signo Linguagens Origem Vertentes Significado e significante Aplicação Prática Fases do processo de comunicação: Pulsação

Leia mais

Semiótica. A semiótica é a teoria dos signos.

Semiótica. A semiótica é a teoria dos signos. A semiótica é a teoria dos signos. Segundo Umberto Eco, um signo é algo que está no lugar de outra coisa. Ou seja, que representa outra coisa. Uma árvore, por exemplo, pode ser representada por uma série

Leia mais

Introdução ao estudo do Signo: a Semiologia e a Semiótica

Introdução ao estudo do Signo: a Semiologia e a Semiótica ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVXWYZ0123456789!?@%$ A palavra semiótica (do grego σημειωτικός (sēmeiōtikos) literalmente "a ótica dos sinais"), é a ciência geral dos signos e da semiose que estuda todos os fenômenos

Leia mais

Semiótica. Prof. Dr. Sérsi Bardari

Semiótica. Prof. Dr. Sérsi Bardari Semiótica Prof. Dr. Sérsi Bardari Semiótica Ciência que tem por objeto de investigação todas as linguagens possíveis, ou seja, que tem por objetivo o exame dos modos de constituição de todo e qualquer

Leia mais

2. Semiótica e Engenharia Semiótica

2. Semiótica e Engenharia Semiótica 2. Semiótica e Engenharia Semiótica Neste capítulo serão revistos alguns conceitos fundamentais da teoria dos signos de Peirce (1960, 1993, 1998) e da teoria da engenharia semiótica, de Souza (2005a, 2005b).

Leia mais

Português. 1. Signo natural

Português. 1. Signo natural Português Ficha de apoio 1 1 os anos João Cunha fev/12 Nome: Nº: Turma: Signos O signo é objeto de estudo de ciências como a Semiologia, a Semiótica e a Linguística, entre outras. Existem várias teorias

Leia mais

ANÁLISE SEMIÓTICA DO PÔSTER OFICIAL DA CIDADE-SEDE DE CURITIBA PARA A COPA DO MUNDO FIFA 2014 NO BRASIL

ANÁLISE SEMIÓTICA DO PÔSTER OFICIAL DA CIDADE-SEDE DE CURITIBA PARA A COPA DO MUNDO FIFA 2014 NO BRASIL ANÁLISE SEMIÓTICA DO PÔSTER OFICIAL DA CIDADE-SEDE DE CURITIBA PARA A COPA DO MUNDO FIFA 2014 NO BRASIL SCHUMACHER, Andressa 1 RESUMO: A cada quarto anos é realizada a Copa do Mundo FIFA de futebol. Cada

Leia mais

A semiótica como uma ferramenta do design

A semiótica como uma ferramenta do design A semiótica como uma ferramenta do design 1 Profª. MSc. Taís de Souza Alves 1 (UEMG/Ubá) Resumo: A relação entre design e semiótica pode ser percebida nos conceitos de alguns produtos que remetem à interpretação

Leia mais

PRESSUPOSTOS DA TEORIA SEMIÓTICA DE PEIRCE E SUA APLICAÇÃO NA ANÁLISE DAS REPRESENTAÇÕES EM QUÍMICA

PRESSUPOSTOS DA TEORIA SEMIÓTICA DE PEIRCE E SUA APLICAÇÃO NA ANÁLISE DAS REPRESENTAÇÕES EM QUÍMICA PRESSUPOSTOS DA TEORIA SEMIÓTICA DE PEIRCE E SUA APLICAÇÃO NA ANÁLISE DAS REPRESENTAÇÕES EM QUÍMICA Joeliton Chagas Silva i Adjane da Costa Tourinho e Silva ii Eixo temático 6- Educação e Ensino de Ciências

Leia mais

semeiosis semiótica e transdisciplinaridade em revista

semeiosis semiótica e transdisciplinaridade em revista semeiosis semiótica e transdisciplinaridade em revista transdisciplinary journal of semiotics Olhares 1 Almeida, Amanda Mota; aluna do curso de graduação em Design da Universidade de São Paulo amandamotaalmeida@gmail.com

Leia mais

II. SEMIÓTICA e SEMIOLOGIA

II. SEMIÓTICA e SEMIOLOGIA II. SEMIÓTICA e SEMIOLOGIA 1. O que é semiótica e semiologia? A semiótica é uma filosofia cientifica da linguagem. Seu campo de estudo trata dos signos e dos processos significativos e da maneira como

Leia mais

Signos e Metáforas na Comunicação da Música Luciana David de Oliveira Dissertação de Mestrado, COS/PUC-SP, 2007.

Signos e Metáforas na Comunicação da Música Luciana David de Oliveira Dissertação de Mestrado, COS/PUC-SP, 2007. Signos e Metáforas na Comunicação da Música Luciana David de Oliveira Dissertação de Mestrado, COS/PUC-SP, 2007. Caio Anderson Ramires Cepp A obra aqui resenhada se refere à pesquisa de mestrado produzido

Leia mais

Simbolismo e Realidade (1925) Fundamentos da Teoria do Signo (1938) Signos Linguagem e Comportamento (1946)

Simbolismo e Realidade (1925) Fundamentos da Teoria do Signo (1938) Signos Linguagem e Comportamento (1946) Charles Morris (1901-1979) clássico da semiótica cuja influência no desenvolvimento da história da semiótica foi decisiva nos anos 30 e 40 raízes na semiótica de Peirce, no behaviorismo, no pragmatismo

Leia mais

O OLHAR SEMIÓTICO PARA ENTENDER O MUNDO. Nara Maria Fiel de Quevedo Sgarbi

O OLHAR SEMIÓTICO PARA ENTENDER O MUNDO. Nara Maria Fiel de Quevedo Sgarbi O OLHAR SEMIÓTICO PARA ENTENDER O MUNDO Nara Maria Fiel de Quevedo Sgarbi Resumo: Focaliza-se neste texto a teoria semiótica como instrumento facilitador do entendimento das linguagens que cercam os seres

Leia mais

FUNÇÕES DA LINGUAGEM

FUNÇÕES DA LINGUAGEM FUNÇÕES DA LINGUAGEM 1. Função referencial (ou denotativa) É aquela centralizada no referente, pois o emissor oferece informações da realidade. Linguagem usada na ciência, na arte realista, no jornal,

Leia mais

Percurso para uma análise semiótica

Percurso para uma análise semiótica Percurso para uma análise semiótica 1. Abrir-se para o fenômeno e para o fundamento do signo Contemplar: Tornar-se disponível para o que está diante dos olhos Sem apressar a interpretação Suspensão dos

Leia mais

De Neologismo a Símbolo

De Neologismo a Símbolo De Neologismo a Símbolo Carolina Akie Ochiai Seixas LIMA 1 UFMT/MeEL Resumo: Este texto aborda a questão do neologismo no campo semântico da informática, o que nos permite fazer algumas inferências a respeito

Leia mais

Comunicação, moda e semiótica: pressupostos para o estudo da história do jeans em campanhas publicitárias

Comunicação, moda e semiótica: pressupostos para o estudo da história do jeans em campanhas publicitárias Comunicação, moda e semiótica: pressupostos para o estudo da história do jeans em campanhas publicitárias Elisete Altafim (Graduanda em Moda UEM) Marcela Zaniboni Campos (Graduanda em Moda UEM) Evandro

Leia mais

QUAIS SÃO AS OUTRAS EXPRESSÕES, ALÉM DA LINGUAGEM ORAL E ESCRITA E QUAL A SUA IMPORTÂNCIA PARA A ORGANIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO

QUAIS SÃO AS OUTRAS EXPRESSÕES, ALÉM DA LINGUAGEM ORAL E ESCRITA E QUAL A SUA IMPORTÂNCIA PARA A ORGANIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO Universidade de Brasília (UnB) Faculdade de Ciência da Informação Disciplina: Fundamentos em Organização da Informação Professora: Lillian Alvares QUAIS SÃO AS OUTRAS EXPRESSÕES, ALÉM DA LINGUAGEM ORAL

Leia mais

ANÁLISE SEMIÓTICA DA LÍNGUA DE SINAIS SEMIOTIC ANALYSIS OF SIGN LANGUAGE

ANÁLISE SEMIÓTICA DA LÍNGUA DE SINAIS SEMIOTIC ANALYSIS OF SIGN LANGUAGE ANÁLISE SEMIÓTICA DA LÍNGUA DE SINAIS SEMIOTIC ANALYSIS OF SIGN LANGUAGE Elisa Maria PIVETTA UFSM/UFSC, Brasil elisa@cafw.ufsm.br Daniela Satomi SAITO IFSC/UFSC, Brasil daniela.saito@gmail.com Carla da

Leia mais

estudos semióticos

estudos semióticos estudos semióticos www.fflch.usp.br/dl/semiotica/es issn 1980-4016 semestral novembro de 2011 vol. 7, n o 2 p. 102 109 Analise semiótica da imagem de uma cadeira Julio Monteiro Teixeira * Luana Marinho

Leia mais

Apontamentos sobre possíveis contribuições da semiótica de charles anders peirce na educação matemática

Apontamentos sobre possíveis contribuições da semiótica de charles anders peirce na educação matemática Apontamentos sobre possíveis contribuições da semiótica de charles anders peirce na educação matemática Resumo Gefferson Luiz dos Santos Rosana Figueiredo Salvi Este artigo aborda possíveis conexões entre

Leia mais

FALLEN PRINCESSES: UMA ANÁLISE SEMIÓTICA FALLEN PRINCESSES: A SEMIOTIC ANALYSIS

FALLEN PRINCESSES: UMA ANÁLISE SEMIÓTICA FALLEN PRINCESSES: A SEMIOTIC ANALYSIS Cadernos de Semiótica Aplicada Vol. 11.n.2, dezembro de 2013 Publicação SEMESTRAL ISSN: 1679-3404 FALLEN PRINCESSES: UMA ANÁLISE SEMIÓTICA FALLEN PRINCESSES: A SEMIOTIC ANALYSIS Maria do Livramento da

Leia mais

Linguística Computacional Interativa

Linguística Computacional Interativa 1 Linguística Computacional Interativa Linguagem Natural em IHC: possibilidades a explorar Aula de 13 de novembro de 2012 2 Um mergulho rápido na praia da Semiótica O signo peirceano: acesso mediado ao

Leia mais

resenhas texto, som, imagem, hipermídia

resenhas texto, som, imagem, hipermídia resenhas texto, som, imagem, hipermídia Como as linguagens significam as coisas ANA MARIA GUIMARÃES JORGE Teoria Geral dos Signos. Como as Linguagens Significam as Coisas de Lucia Santaella. São Paulo:

Leia mais

Semiótica de interface e interação de usuários Semiotics of interface and users interaction

Semiótica de interface e interação de usuários Semiotics of interface and users interaction Semiótica de interface e interação de usuários Semiotics of interface and users interaction Rita de Cássia Romeiro Paulino, Richard Perassi, Francisco Antônio P. Fialho semiótica, web, interface O objeto

Leia mais

A CONTRIBUIÇÃO DA SEMIÓTICA PEIRCEANA PARA ANÁLISE DA PINTURA HISTÓRICA

A CONTRIBUIÇÃO DA SEMIÓTICA PEIRCEANA PARA ANÁLISE DA PINTURA HISTÓRICA A CONTRIBUIÇÃO DA SEMIÓTICA PEIRCEANA PARA ANÁLISE DA PINTURA HISTÓRICA Érica Ramos Moimaz 1 (ericamoimaz@bol.com.br) Ana Heloísa Molina 2 (ahmolina@uel.br) Resumo: O objetivo deste texto é pensar como

Leia mais

Produções Multicódigos e o Conceito de Signo Genuíno em Peirce 1

Produções Multicódigos e o Conceito de Signo Genuíno em Peirce 1 Produções Multicódigos e o Conceito de Signo Genuíno em Peirce 1 Francisco José Paoliello Pimenta Resumo Este trabalho analisa uma aparente limitação das produções multicódigos em termos de sua efetividade,

Leia mais

ECO, Umberto. A estrutura ausente

ECO, Umberto. A estrutura ausente FONTE COMPLEMENTAR: SANTAELLA, Lúcia. Comunicação e Semiótica ECO, Umberto. A estrutura ausente Influência: filosofia, estética, teorias da informação, da comunicação e da cibernética Crítica ao estruturalismo

Leia mais

SEMIÓTICA: UMA LEVE INTRODUÇÃO

SEMIÓTICA: UMA LEVE INTRODUÇÃO SEMIÓTICA: UMA LEVE INTRODUÇÃO Por Eufrásio Prates* A pretensão de apresentar a Semiótica nestas poucas páginas pode ter resultado em reprováveis simplificações. Um campo de conhecimento tão amplo e complexo

Leia mais

Aula 1 - Linguagem e Alfabetismo Visual. professor Rafael Hoffmann

Aula 1 - Linguagem e Alfabetismo Visual. professor Rafael Hoffmann Aula 1 - Linguagem e Alfabetismo Visual professor Rafael Hoffmann Linguagem Linguagem Definições lin.gua.gem s.f. 1 o conjunto das palavras e dos métodos de combiná-las usado e compreendido por uma comunidade

Leia mais

A SEMIÓTICA SEGUNDO PEIRCE

A SEMIÓTICA SEGUNDO PEIRCE A SEMIÓTICA SEGUNDO PEIRCE SANTAELLA, Lucia. Semiótica aplicada. SP: Pioneira, 2004. Teorias dos signos UNEB Lidiane Lima A TEORIA DOS SIGNOS: Três origens: EUA (1), Europa Ocidental e União Soviética

Leia mais

terminologia e semântica. Rio de Janeiro: CiFEFiL,

terminologia e semântica. Rio de Janeiro: CiFEFiL, LINGUAGEM NÃO VERBAL: UMA ANÁLISE SEMIÓTICA DA SÉRIE FOTOGRÁFICA ALICE IN WATERLAND DE ELENA KALIS Taís Turaça Arantes (UEMS) taistania@gmail.com Nataniel dos Santos Gomes (UEMS) natanielgomes@uol.com.br

Leia mais

O ÍCONE E A POSSIBILIDADE DE INFORMAÇÃO THE ICON AND THE POSSIBILITY OF INFORMATION

O ÍCONE E A POSSIBILIDADE DE INFORMAÇÃO THE ICON AND THE POSSIBILITY OF INFORMATION O ÍCONE E A POSSIBILIDADE DE INFORMAÇÃO THE ICON AND THE POSSIBILITY OF INFORMATION Solange Silva Moreira 1 E-mail: sol.si@uol.com.br Comente este artigo no blog Ebibli = http://encontros-bibli-blog.blogspot.com/

Leia mais

RESENHA SOBRE LIVRO Topologia da ação mental: introdução à teoria da mente, de Ana Maria Guimarães Jorge

RESENHA SOBRE LIVRO Topologia da ação mental: introdução à teoria da mente, de Ana Maria Guimarães Jorge RESENHA SOBRE LIVRO Topologia da ação mental: introdução à teoria da mente, de Ana Maria Guimarães Jorge por Maria Amelia de Carvalho (UNESP-Marilia) O livro Topologia da ação mental: introdução à teoria

Leia mais

ANÁLISE SEMIÓTICA DA INTRODUÇÃO Á GEOMETRIA DO LIVRO DE 5 A SÉRIE DA COLEÇÃO: IDÉIAS E RELAÇÕES

ANÁLISE SEMIÓTICA DA INTRODUÇÃO Á GEOMETRIA DO LIVRO DE 5 A SÉRIE DA COLEÇÃO: IDÉIAS E RELAÇÕES GREGÓRIO ANTÔNIO CONSTANTINO ANÁLISE SEMIÓTICA DA INTRODUÇÃO Á GEOMETRIA DO LIVRO DE 5 A SÉRIE DA COLEÇÃO: IDÉIAS E RELAÇÕES Dissertação apresentada ao Curso de Mestrado em Ciências da Linguagem como requisito

Leia mais

Jah fiz minha parte, e vc? 1

Jah fiz minha parte, e vc? 1 Jah fiz minha parte, e vc? 1 Ana Lívia Gama Jardim de SÁ 2 Caroline Avelino HOLDER 3 Larissa de OLIVEIRA 4 Roberto CAMPELO 5 Maria Érica de Oliveira LIMA 6 Universidade Federal do Rio Grande do Norte,

Leia mais

Texto integrante dos Anais do XVIII Encontro Regional de História O historiador e seu tempo. ANPUH/SP UNESP/Assis, 24 a 28 de julho de Cd-rom.

Texto integrante dos Anais do XVIII Encontro Regional de História O historiador e seu tempo. ANPUH/SP UNESP/Assis, 24 a 28 de julho de Cd-rom. Semiótica aplicada à análise de imagens em história Ana Cristina Teodoro da Silva (UEM/DFE) Encarar imagens como fontes de pesquisa causa impacto. A percepção de que estamos dialogando com linguagens não

Leia mais

COMUNICAÇÃO APLICADA MÓDULO 3

COMUNICAÇÃO APLICADA MÓDULO 3 COMUNICAÇÃO APLICADA MÓDULO 3 Índice 1. Semiótica...3 1.1. Conceito... 3 1.2. Objetivos da Semiótica... 4 1.3. Conceitos Básicos... 4 1.3.1. Signo... 4 1.3.2. Índices... 4 1.3.3. Símbolo... 4 1.4. Conceito...

Leia mais

Marco Antônio de MATOS 2 Tassiara Baldissera CAMATTI 3 Universidade de Caxias do Sul, Caxias do Sul, RS

Marco Antônio de MATOS 2 Tassiara Baldissera CAMATTI 3 Universidade de Caxias do Sul, Caxias do Sul, RS Análise Semiótica de Atendimento ao Cliente no Comércio Varejista 1 Marco Antônio de MATOS 2 Tassiara Baldissera CAMATTI 3 Universidade de Caxias do Sul, Caxias do Sul, RS Resumo O processo de vendas é

Leia mais

OS ESTUDOS SEMIÓTICOS DE C.S. PEIRCE E OS TRÊS REGISTROS LACANIANOS: UMA RELAÇÃO. João Vitor Teixeira Castro Corrêa e Luiz Henrique Moura Lopes 1

OS ESTUDOS SEMIÓTICOS DE C.S. PEIRCE E OS TRÊS REGISTROS LACANIANOS: UMA RELAÇÃO. João Vitor Teixeira Castro Corrêa e Luiz Henrique Moura Lopes 1 OS ESTUDOS SEMIÓTICOS DE C.S. PEIRCE E OS TRÊS REGISTROS LACANIANOS: UMA RELAÇÃO João Vitor Teixeira Castro Corrêa e Luiz Henrique Moura Lopes 1 RESUMO O presente trabalho tem como objetivo relacionar

Leia mais

Como entender a ação do signo fora do contexto da vida cognitiva?

Como entender a ação do signo fora do contexto da vida cognitiva? Fisio-Semiótica Como entender a ação do signo fora do contexto da vida cognitiva? Peirce: o universo está repleto de signos, se não for composto exclusivamente de signos justifica-se esta concepção tão

Leia mais

Exemplo: sinal NOME. VARIAÇÃO REGIONAL: representa as variações de sinais de uma região para outra, no mesmo país. Exemplo: sinal VERDE

Exemplo: sinal NOME. VARIAÇÃO REGIONAL: representa as variações de sinais de uma região para outra, no mesmo país. Exemplo: sinal VERDE Estruturas linguisticas da Libras Car@ alun@, já sabe como é a gramática da Libras, então vai observar como é a estrutura linguistica da Libras. Variação linguística A comunicação da comunidade surda do

Leia mais

Práxis Educativa (Brasil) ISSN: Universidade Estadual de Ponta Grossa Brasil

Práxis Educativa (Brasil) ISSN: Universidade Estadual de Ponta Grossa Brasil Práxis Educativa (Brasil) ISSN: 1809-4031 praxiseducativa@uepg.br Universidade Estadual de Ponta Grossa Brasil de Souza Pontes, Helaine Maria; Teixeira Kluppel, Gabriela DUVAL, Raymond. Ver e ensinar a

Leia mais

SEMIÓTICA E GESTÃO DO DESIGN

SEMIÓTICA E GESTÃO DO DESIGN SEMIÓTICA E GESTÃO DO DESIGN Professor Isaac Antonio Camargo Mestre em Educação UEL/PR Doutor em Comunicação e Semiótica PUC/SP UFU Universidade Federal de Uberlândia Meu ambiente pedagógico virtual: www.artevisualensino.com.br

Leia mais

ESTRATÉGIA DE REPRESENTAÇÃO EM PROJETO DE LOGOTIPIA: LEITURA SEMIÓTICA DA MARCA GRÁFICA UNO/FIAT

ESTRATÉGIA DE REPRESENTAÇÃO EM PROJETO DE LOGOTIPIA: LEITURA SEMIÓTICA DA MARCA GRÁFICA UNO/FIAT ESTRATÉGIA DE REPRESENTAÇÃO EM PROJETO DE LOGOTIPIA: LEITURA SEMIÓTICA DA MARCA GRÁFICA UNO/FIAT Bruno Indalêncio de Campos (UFSC) 1 Richard Perassi Luiz de Sousa (UFSC) 2 Milton Luiz Horn Vieira (UFSC)

Leia mais

GD11 Filosofia da Educação Matemática

GD11 Filosofia da Educação Matemática A Relação entre Matemática e Linguagem com Base na Comparação das Semióticas de Peirce e de Saussure Jane Carmem Magalhães 1 GD11 Filosofia da Educação Matemática Resumo: O presente texto trata da pesquisa

Leia mais

Estudo Semiótico investigativo das cartas de Tarot 1

Estudo Semiótico investigativo das cartas de Tarot 1 Estudo Semiótico investigativo das cartas de Tarot 1 LIMA, C. A. F. 2 Cavalcante, D. F. C. 3 Faculdade Nordeste Fanor Devry, Fortaleza, CE RESUMO O objetivo desse artigo é compreender a transformação de

Leia mais

ÍNDICE PRIMEIRA PARTE

ÍNDICE PRIMEIRA PARTE ÍNDICE PRIMEIRA PARTE IN T R O D U Ç Ã O... 9 APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA SLH T J... 11 1. Sem iótica... II 2. Lingüística... 12 3. Herm enêutica... 12 4. Texto Jurídico... 13 CAPÍTULO 1 - GRAMATICA DA

Leia mais

SEMIÓTICA ENQUANTO CATEGORIA DA REPRESENTAÇÃO: A NECESSIDADE FORMAL DA CATEGORIA DA REPRESENTAÇÃO EM PEIRCE

SEMIÓTICA ENQUANTO CATEGORIA DA REPRESENTAÇÃO: A NECESSIDADE FORMAL DA CATEGORIA DA REPRESENTAÇÃO EM PEIRCE SEMIÓTICA ENQUANTO CATEGORIA DA REPRESENTAÇÃO: A NECESSIDADE FORMAL DA CATEGORIA DA REPRESENTAÇÃO EM PEIRCE Paulo Henrique Silva Costa (FAPEMIG/UFSJ) Mariluze Ferreira de Andrade e Silva (Orientadora/DFIME/UFSJ)

Leia mais

Estudos da semiótica na Ciência da Informação: relatos de. interdisciplinaridades

Estudos da semiótica na Ciência da Informação: relatos de. interdisciplinaridades Estudos da semiótica na Ciência da Informação: relatos de Camila Monteiro de Barros Mestre em Ciência da Informação (Universidade Federal de Santa Catarina). Doutora em Linguística (Université Laval, Canadá).Professora

Leia mais

ESTUDO SEMIÓTICO DE PLACAS DE SINALIZAÇÃO: BASES PARA UMA PROPOSTA METODOLÓGICA

ESTUDO SEMIÓTICO DE PLACAS DE SINALIZAÇÃO: BASES PARA UMA PROPOSTA METODOLÓGICA ESTUDO SEMIÓTICO DE PLACAS DE SINALIZAÇÃO: BASES PARA UMA PROPOSTA METODOLÓGICA Susana Vieira UFSC, Departamento de Expressão Gráfica Vieira.su@gmail.com Diego Spagnuelo UFSC, Departamento de Expressão

Leia mais

uma marca portuguesa com certeza

uma marca portuguesa com certeza uma marca portuguesa com certeza, este nome pode ser curioso, mas garantimos que se vai divertir bastante connosco, como também com as nossos produtos e projetos. Somos uma marca portuguesa que pretende

Leia mais

Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Linguísticos

Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Linguísticos Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Linguísticos A MANDALA ASTROLÓGICA ANÁLISE SEMIÓTICA DA RODA ASTROLÓGICA Ana Júlia Tavares Staudt (UNEB) anajuliastaudt@gmail.com RESUMO No presente artigo,

Leia mais

Semiótica Aplicada (SANTAELLA, Lucia. São Paulo: Thomson Learning, 2007, 185p.)

Semiótica Aplicada (SANTAELLA, Lucia. São Paulo: Thomson Learning, 2007, 185p.) Resenha Semiótica Aplicada (SANTAELLA, Lucia. São Paulo: Thomson Learning, 2007, 185p.) Társila Moscoso BORGES 1 No livro Semiótica Aplicada Lúcia Santaella fala do crescimento do número de linguagens

Leia mais

Teoria para IHC: Engenharia Semiótica

Teoria para IHC: Engenharia Semiótica Teoria para IHC: Engenharia Semiótica ERBASE EPOCA 2009 2010 Engenharia Semiótica: uma nova perspectiva A Engenharia Semiótica é uma abordagem para IHC na qual o design e a interação fazem parte de um

Leia mais

ATENÇÃO! Material retirado da Internet, que eu considero de fonte segura e confiável. Os endereços estão no fim de cada assunto. O que é Semântica? Semântica provém do vocábulo grego que se pode traduzir

Leia mais

Análise semiótica da campanha Águas de março 1. Rafael Bulegon LOVI 2 Hans Peder BEHLING 3 Universidade do Vale do Itajaí, Itajaí, SC

Análise semiótica da campanha Águas de março 1. Rafael Bulegon LOVI 2 Hans Peder BEHLING 3 Universidade do Vale do Itajaí, Itajaí, SC Análise semiótica da campanha Águas de março 1 Rafael Bulegon LOVI 2 Hans Peder BEHLING 3 Universidade do Vale do Itajaí, Itajaí, SC RESUMO Este trabalho teve como objetivo analisar quatro tipos de peças

Leia mais

Disciplina: SEMIÓTICA DA COMUNICAÇÃO Prof. Thais Helena Medeiros Faculdades Integradas do Tapajós FIT

Disciplina: SEMIÓTICA DA COMUNICAÇÃO Prof. Thais Helena Medeiros Faculdades Integradas do Tapajós FIT Disciplina: SEMIÓTICA DA COMUNICAÇÃO Prof. Thais Helena Medeiros Faculdades Integradas do Tapajós FIT O que é semiójca? A Semió&ca (do grego semeio&ké, (arte) dos sinais, sintomas) é a ciência dos signos

Leia mais

O que é uma Imagem? PROF. ANDRÉ GALVAN FONTE: JOLY, MARTINE (1994) INTRODUÇÃO À ANÁLISE DA IMAGEM, LISBOA, ED.70, 2007

O que é uma Imagem? PROF. ANDRÉ GALVAN FONTE: JOLY, MARTINE (1994) INTRODUÇÃO À ANÁLISE DA IMAGEM, LISBOA, ED.70, 2007 O que é uma Imagem? PROF. ANDRÉ GALVAN FONTE: JOLY, MARTINE (1994) INTRODUÇÃO À ANÁLISE DA IMAGEM, LISBOA, ED.70, 2007 1. A Noção de Imagem: Usos e Significados Compreendemos que ela designa algo que,

Leia mais

estudos semióticos

estudos semióticos estudos semióticos www.fflch.usp.br/dl/semiotica/es issn 1980-4016 semestral novembro de 2009 vol. 5, n o 2 p. 60 69 Visualização científica vs interpretação científica: uma leitura semiótica Rozélia de

Leia mais

A ICONICIDADE E ARBITRARIEDADE NA LIBRAS Vanessa Gomes Teixeira (UERJ) vanessa_gomesteixeira@hotmail.com

A ICONICIDADE E ARBITRARIEDADE NA LIBRAS Vanessa Gomes Teixeira (UERJ) vanessa_gomesteixeira@hotmail.com A ICONICIDADE E ARBITRARIEDADE NA LIBRAS Vanessa Gomes Teixeira (UERJ) vanessa_gomesteixeira@hotmail.com RESUMO Língua é um sistema de signos constituído arbitrariamente por convenções sociais, que possibilita

Leia mais

Línguas. Os principais sistemas de sinais empregues pelo ser humano para a transmissão de informação, se bem que não os únicos, são as línguas.

Línguas. Os principais sistemas de sinais empregues pelo ser humano para a transmissão de informação, se bem que não os únicos, são as línguas. John Lyons Línguas Os principais sistemas de sinais empregues pelo ser humano para a transmissão de informação, se bem que não os únicos, são as línguas. Um sinal é informativo se tornar o receptor sabedor

Leia mais

AS TRICOTOMIAS DE PEIRCE NO REFERENTE TOY ART: REPRESENTÂMEN, OBJETO

AS TRICOTOMIAS DE PEIRCE NO REFERENTE TOY ART: REPRESENTÂMEN, OBJETO AS TRICOTOMIAS DE PEIRCE NO REFERENTE TOY ART: REPRESENTÂMEN, OBJETO E INTERPRETANTE NA MENSAGEM PUBLICITÁRIA THE TRICHOTOMIES OF PEIRCE IN THE TOY ART REFERENT: REPRESENTAMEN, OBJECT AND INTERPRETER IN

Leia mais

A CONSTITUIÇÃO SÍGNICA DA LIBRAS: UMA PROPOSTA INTERSEMIÓTICA

A CONSTITUIÇÃO SÍGNICA DA LIBRAS: UMA PROPOSTA INTERSEMIÓTICA A CONSTITUIÇÃO SÍGNICA DA LIBRAS: UMA PROPOSTA INTERSEMIÓTICA INTRODUÇÃO Emílio Soares Ribeiro (UERN) E-mail: emilioribeiro@uern.br Erica Santana de Sousa (UERN) E-mail: erica.sousa82@yahoo.com.br O ser

Leia mais

FILOSOFIA DA LINGUAGEM

FILOSOFIA DA LINGUAGEM FILOSOFIA DA LINGUAGEM O século XX poderia ser chamado de século da linguagem, pois nele se sobressaíram, dentre outros, filósofos como Ludwig Wittgenstein, com sua teoria semântica, Martin Heidegger,

Leia mais

O signo enquanto representamen constitui a sua esfera mais primitiva e estaria relacionado à forma como algo está representado, sentido do signo como

O signo enquanto representamen constitui a sua esfera mais primitiva e estaria relacionado à forma como algo está representado, sentido do signo como AS NOVAS MÍDIAS COMO FERRAMENTA SEMIÓTICA NO PROCESSO DE ENSINO DE LÍNGUA INGLESA PARA CRIANÇAS 1. INTRODUÇÃO Waleska da Graça Santos (UFS) O ensino de línguas, assim como em qualquer outra esfera do saber

Leia mais

Prática Profissional: A Fala e as Questões Sociais. Contextualização. Licenciatura em Letras Língua Portuguesa e Literaturas

Prática Profissional: A Fala e as Questões Sociais. Contextualização. Licenciatura em Letras Língua Portuguesa e Literaturas Prática Profissional: A Fala e as Questões Sociais Teleaula 2 Prof.ª Me. Elys Regina Andretta tutorialetras@grupouninter.com.br Contextualização Licenciatura em Letras Língua Portuguesa e Literaturas A

Leia mais

A TEORIA SÓCIO-CULTURAL DA APRENDIZAGEM E DO ENSINO. Leon S. Vygotsky ( )

A TEORIA SÓCIO-CULTURAL DA APRENDIZAGEM E DO ENSINO. Leon S. Vygotsky ( ) A TEORIA SÓCIO-CULTURAL DA APRENDIZAGEM E DO ENSINO Leon S. Vygotsky (1896-1934) O CONTEXTO DA OBRA - Viveu na União Soviética saída da Revolução Comunista de 1917 - Materialismo marxista - Desejava reescrever

Leia mais

É a ciência dos signos e dos processos significativos (semiose) na natureza e na cultura. Winfried Nöth

É a ciência dos signos e dos processos significativos (semiose) na natureza e na cultura. Winfried Nöth Semiótica O que é semiótica? É a ciência dos signos e dos processos significativos (semiose) na natureza e na cultura. Winfried Nöth É a teoria geral dos signos (algo que representa alguma coisa para alguém

Leia mais

Investigações em Ensino de Ciências V16(2), pp , 2011

Investigações em Ensino de Ciências V16(2), pp , 2011 OS NÍVEIS DE REPRESENTAÇÃO NO ENSINO DE QUÍMICA E AS CATEGORIAS DA SEMIÓTICA DE PEIRCE (The levels of representation in de teaching of chemistry and the categories of Peirce s semiotics) Edson José Wartha

Leia mais

Semiologia. Semiótica. Profa. Carla de Abreu

Semiologia. Semiótica. Profa. Carla de Abreu Semiologia Semiótica Profa. Carla de Abreu FAV I UFG Semiótica e Semiologia Semiótica e semiologia têm a mesma origem semântica: Do grego semeîon signo, sinal dissecar, cortar; método da descoberta Ferramentas

Leia mais

Análise de imagens: paradigmas, duplicidades e tricotomias 1. Kamila UBERTO 2 Hans Peder BEHLING 3 Universidade do Vale do Itajaí, Itajaí, SC

Análise de imagens: paradigmas, duplicidades e tricotomias 1. Kamila UBERTO 2 Hans Peder BEHLING 3 Universidade do Vale do Itajaí, Itajaí, SC Intercom Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação XIII Congresso de Ciências da Comunicação na Região Sul Chapecó - SC 31/05 a 02/06/2012 Análise de imagens: paradigmas, duplicidades

Leia mais

Análise Semiótica: O Canto das Torcidas - Expoente No Campo Emocional/Acional 1

Análise Semiótica: O Canto das Torcidas - Expoente No Campo Emocional/Acional 1 Análise Semiótica: O Canto das Torcidas - Expoente No Campo Emocional/Acional 1 Mateus Castro Sousa 2 Diego Frank Marques Cavalcante 3 Fanor DeVry, Fortaleza, Ceará Resumo A intenção desse artigo é discutir

Leia mais

3 Comunicação Visual & Semiótica no material didático 3.1. Comunicação visual e o material didático

3 Comunicação Visual & Semiótica no material didático 3.1. Comunicação visual e o material didático 42 3 Comunicação Visual & Semiótica no material didático 3.1. Comunicação visual e o material didático Para se comunicar, o homem utiliza diversos códigos, tais como a escrita, imagens, gestos e sons.

Leia mais

TESTE SEUS CONHECIMENTOS sobre o MESTRE GENEBRINO! Faça o teste, conte os pontos e veja no final comentários sobre a sua pontuação.

TESTE SEUS CONHECIMENTOS sobre o MESTRE GENEBRINO! Faça o teste, conte os pontos e veja no final comentários sobre a sua pontuação. TESTE SEUS CONHECIMENTOS sobre o MESTRE GENEBRINO! Faça o teste, conte os pontos e veja no final comentários sobre a sua pontuação. Você encontra as leituras de apoio ao exercício neste link: http://www.revel.inf.br/pt/edicoes/?mode=especial&id=13

Leia mais

Tijolos que montam e demonstram o mundo. A marca LEGO e sua experiência marcária por meio da produção de sentido 1.

Tijolos que montam e demonstram o mundo. A marca LEGO e sua experiência marcária por meio da produção de sentido 1. Tijolos que montam e demonstram o mundo. A marca LEGO e sua experiência marcária por meio da produção de sentido 1. Alhen Rubens Silveira DAMASCENO 2 Flávia GONSALES 3 Universidade de São Paulo, São Paulo,

Leia mais

Uma análise da semiótica peirciana, aplicada ao anúncio da Associação Desportiva para Deficientes. Maria Luciana Garcia Cunha 1

Uma análise da semiótica peirciana, aplicada ao anúncio da Associação Desportiva para Deficientes. Maria Luciana Garcia Cunha 1 Uma análise da semiótica peirciana, aplicada ao anúncio da Associação Desportiva para Deficientes Maria Luciana Garcia Cunha 1 Resumo Este artigo visa aplicar as teorias semióticas peircianas, assim como

Leia mais

3 A Semiótica das Imagens

3 A Semiótica das Imagens 3 A Semiótica das Imagens Palavra dócil Palavra d água Pra qualquer moldura que se acomoda Em balde, em verso, em mágoa Qualquer feição de se manter palavra. Chico Buarque de Holanda Esse capítulo tem

Leia mais

PARADIGMAS SOCIOLÓGICOS DECORREM DA FORMA DE VER A RELAÇÃO ENTRE O INDIVÍDUO E A SOCIEDADE.

PARADIGMAS SOCIOLÓGICOS DECORREM DA FORMA DE VER A RELAÇÃO ENTRE O INDIVÍDUO E A SOCIEDADE. PARADIGMAS SOCIOLÓGICOS DECORREM DA FORMA DE VER A RELAÇÃO ENTRE O INDIVÍDUO E A SOCIEDADE. 1. Teorias que consideram que a sociedade é uma instância que se impõe aos indivíduos sendo estes produto dessa

Leia mais

OS SIGNOS VISUAIS E AS FORMAS DE REPRESENTAÇÃO DA IMAGEM TELEVISIVA: um modelo peirceano de análise instrumental

OS SIGNOS VISUAIS E AS FORMAS DE REPRESENTAÇÃO DA IMAGEM TELEVISIVA: um modelo peirceano de análise instrumental OS SIGNOS VISUAIS E AS FORMAS DE REPRESENTAÇÃO DA IMAGEM TELEVISIVA: um modelo peirceano de análise instrumental CARDOSO, João Batista F. Doutor e Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP; Professor

Leia mais

Simples Simplesmente : Uma Análise Peirceana da Campanha McDonald s 1

Simples Simplesmente : Uma Análise Peirceana da Campanha McDonald s 1 Simples Simplesmente : Uma Análise Peirceana da Campanha McDonald s 1 Andre Luiz B da SILVA 2 Pontifica Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, SP RESUMO Mediante a um vazio latente do consumidor

Leia mais

Palavras-Chave: Semiótica, Semiótica Peirceana, publicidade infantil;

Palavras-Chave: Semiótica, Semiótica Peirceana, publicidade infantil; A SEMIÓTICA NA PUBLICIDADE INFANTIL: UMA ANÁLISE DA CAMPANHA PUBLICITÁRIA NOS TRILHOS DA MARCA LILICA RIPILICA 1 Prof. Dra. Carmen Cristiane Borges Losano (IFSUDESTE-MG) Prof. Me. Glaucia Maria Pinto Vieira

Leia mais

Pesquisas e estudos sobre Semiótica Peirceana na Área de Ensino de Ciências um estudo das tendências de pesquisa no ENPEC ( )

Pesquisas e estudos sobre Semiótica Peirceana na Área de Ensino de Ciências um estudo das tendências de pesquisa no ENPEC ( ) Pesquisas e estudos sobre Semiótica Peirceana na Área de Ensino de Ciências um estudo das tendências de pesquisa no ENPEC (2005-2014) Research and studies on Peirce Semiotics in Science Education Area

Leia mais

Resumo. Introdução. Mauro Maia LARUCCIA*

Resumo. Introdução. Mauro Maia LARUCCIA* Mauro Maia LARUCCIA* Resumo Este trabalho tem por finalidade abordar a teoria semiótica, incluindo um pequeno esboço sobre signo, objeto e interpretante na Semiótica de Charles Sanders Peirce. Abstract

Leia mais

8 Discussões dos Resultados da Pesquisa

8 Discussões dos Resultados da Pesquisa Discussões dos Resultados da Pesquisa 176 8 Discussões dos Resultados da Pesquisa O banner pop-up é uma mídia que apresenta um alto índice de rejeição por parte dos internautas. Durante a interação com

Leia mais

O USO DOS CONCEITOS DE HIPOÍCONES E DE LEGISIGNOS DA SEMIÓTICA PEIRCEANA PARA A ANÁLISE DE MARCAS GRÁFICAS

O USO DOS CONCEITOS DE HIPOÍCONES E DE LEGISIGNOS DA SEMIÓTICA PEIRCEANA PARA A ANÁLISE DE MARCAS GRÁFICAS Versão completa do poster apresentado no 11º P&D Design 2014 - Gramado, que será publicado na forma de Resumo nos anais do evento. Apresentado dia 01/10/2014 Gramado RS De 30 de setembro a 2 de outubro

Leia mais

I F1 F 403 In I t n rod o u d ç u ão o a I n I t n eração Hum u ano n -Com o pu p t u ado d r o ( IH I C) Turm r a m 3W 3 B

I F1 F 403 In I t n rod o u d ç u ão o a I n I t n eração Hum u ano n -Com o pu p t u ado d r o ( IH I C) Turm r a m 3W 3 B 1 INF1403 Introdução a Interação Humano-Computador (IHC) Turma 3WB Professor: Alberto Barbosa Raposo Engenharia Semiótica Há mais H em IHC do que o H dos usuários Duas teorias de IHC Engenharia Cognitiva

Leia mais

Veja o livro e leia o filme: a tradução intersemiótica. Apresenta-se um arcabouço teórico, baseado em Peirce, para analisar as

Veja o livro e leia o filme: a tradução intersemiótica. Apresenta-se um arcabouço teórico, baseado em Peirce, para analisar as Veja o livro e leia o filme: a tradução intersemiótica Julio Jeha Resumo Apresenta-se um arcabouço teórico, baseado em Peirce, para analisar as diferenças (e não o espelhamento) na tradução intersemiótica.

Leia mais

Análise de embalagens e linguagem regional: aplicação da semiótica peirciana no estudo de rótulos de embalagens de erva-mate

Análise de embalagens e linguagem regional: aplicação da semiótica peirciana no estudo de rótulos de embalagens de erva-mate UNIrevista - Vol. 1, nº:3 (julho 2006) ISSN 0000-0000 Análise de embalagens e linguagem regional: aplicação da semiótica peirciana no estudo de rótulos de embalagens de erva-mate Jaqueline Arruda da Silva

Leia mais

Revista Graphos, vol. 16, n 2, 2014 UFPB/PPGL ISSN A SEMIÓTICA PEIRCEANA E O SENSACIONISMO PESSOANO

Revista Graphos, vol. 16, n 2, 2014 UFPB/PPGL ISSN A SEMIÓTICA PEIRCEANA E O SENSACIONISMO PESSOANO 78 A SEMIÓTICA PEIRCEANA E O SENSACIONISMO PESSOANO Jair Nogueira de Luna (UPE) 1 RESUMO: Neste artigo buscamos demonstrar que existe uma possibilidade de aproximação entre o pensamento de Fernando Pessoa

Leia mais

A GEOMETRIA NOS SÍMBOLOS, LOGOTIPOS E LOGOMARCAS. Palavras-chave: Geometria; Símbolos; Logotipos; Construções Geométricas.

A GEOMETRIA NOS SÍMBOLOS, LOGOTIPOS E LOGOMARCAS. Palavras-chave: Geometria; Símbolos; Logotipos; Construções Geométricas. na Contemporaneidade: desafios e possibilidades A GEOMETRIA NOS SÍMBOLOS, LOGOTIPOS E LOGOMARCAS Ruth Ribas Itacarambi GCIEM (Grupo Colaborativo de Investigação em ) ritacarambi@yahoo.com.br Resumo: A

Leia mais

Análise semiótica Greenpeace 1. Maria Claudia VENTURA 2 Thaynara dos SANTOS 3 Hans Peder BEHLING 4 Universidade do Vale do Itajaí, Itajaí, SC

Análise semiótica Greenpeace 1. Maria Claudia VENTURA 2 Thaynara dos SANTOS 3 Hans Peder BEHLING 4 Universidade do Vale do Itajaí, Itajaí, SC Análise semiótica Greenpeace 1 Maria Claudia VENTURA 2 Thaynara dos SANTOS 3 Hans Peder BEHLING 4 Universidade do Vale do Itajaí, Itajaí, SC RESUMO O presente trabalho tem como intuito analisar quatro

Leia mais

A identidade como fator distintivo entre os seres humanos

A identidade como fator distintivo entre os seres humanos A identidade como fator distintivo entre os seres humanos Homem Unidade Diversidade Espécie humana Património genético único; tempo, sociedade e cultura diferentes Eu sou único Eu sou eu, diferente de

Leia mais

Comunicação Visual. Introdução

Comunicação Visual. Introdução Comunicação Visual Introdução Comunicar é a capacidade de partilhar, pôr em comum, o que pensamos ou sentimos; é transmitir uma determinada mensagem. Para que a comunicação exista é necessária a existência

Leia mais

1. A ABORDAGEM PERCIANA COMO UMA METODOLOGIA PARA O ENSINO DA MATEMÁTICA.

1. A ABORDAGEM PERCIANA COMO UMA METODOLOGIA PARA O ENSINO DA MATEMÁTICA. Salvador BA, 7 a 9 de Julho de 010 AS REPRESENTAÇÕES MATEMÁTICAS EM UMA PERSPECTIVA SEMIÓTICA Maria Margarete do Rosário Farias Universidade Estadual de Santa Cruz-UESC margarete333@hotmail.com Rosana

Leia mais