REGULAMENTO DESPORTIVO DA FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE GOLFE

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1 REGULAMENTO DESPORTIVO DA FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE GOLFE Regulamento Desportivo da Federação Portuguesa de Golfe CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS SECÇÃO I REGIME DE INSCRIÇÃO DE PRATICANTES CAPÍTULO II DISPOSIÇÕES FINAIS Breves Notas Na sequência das mais recentes alterações legislativas efectuadas no ano de 2009, da aprovação, em Assembleia-Geral, dos novos Estatutos da Federação Portuguesa de Golfe e da nova regulamentação desportiva, sentiu-se a necessidade de alterar, em consonância, o Regulamento de Desportivo da Federação Portuguesa de Golfe. O PRESIDENTE Av. das Túlipas, nº6, Efifício Miraflores, 17º, Miraflores Algés * Tel W W W. F F G. P T

2 CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Pág. 2 de 7 Artigo 1º. (Princípios Orientadores) 1. As competições de direcção efectiva da Federação Portuguesa de Golfe regem-se pelos seguintes princípios: a. Respeito integral pelas Regras de Jogo e de Etiqueta aprovadas por R&A Rules Limited e pela United States Golf Association, pelo Sistema de Handicap EGA e pelo Regulamento de Handicap Pitch & Putt, em vigor, aprovado pela Federação Portuguesa de Golfe; b. Respeito integral pelas Condições e Regras Locais de aplicação permanente ou as específicas de cada competição, elaboradas pela Comissão de Campeonatos da Federação Portuguesa de Golfe em conformidade com as regras acima referidas; c. Só podem nelas participar membros praticantes efectivos com handicaps EGA e/ou de Pitch & Putt, não suspenso ou caducado, conforme informação disponível no sítio oficial da Federação Portuguesa de Golfe na Internet; d. As provas internacionais organizadas pela Federação Portuguesa de Golfe terão um regulamento próprio para enquadrar a situação de jogadores estrangeiros oriundos de países não aderentes aos Sistema EGA. 2. A violação grave, por parte de qualquer Clube, praticante, e/ou qualquer agente desportivo, dos supra referidos princípios, designadamente quando praticada em contradição com o espírito desportivo, é passível de procedimento disciplinar, em conformidade com o respectivo Regulamento. ARTIGO 2º (Provas organizadas sob a égide da Federação Portuguesa de Golfe) 1. A Federação Portuguesa de Golfe organiza, sob a sua direcção efectiva, as seguintes provas: a. Calendário Nacional: i. Torneios do Circuito Tranquilidade; ii. Taça da Federação Portuguesa de Golfe;

3 iii. Campeonato Internacional Amador de Portugal; iv. Campeonato Nacional Individual Absoluto; v. Campeonato Nacional Absoluto de Pares; vi. Campeonato Nacional de Clubes; vii. Campeonato Nacional de Clubes sub 14 e sub 18; viii. Campeonato Nacional Mid-Amateurs BPI; ix. Campeonato Nacional de Clubes Mid-Amateur BPI; x. Campeonato Nacional de 2 as Categorias; xi. Campeonato Nacional de Pares Mistos; xii. Campeonato Nacional de Seniores; xiii. Campeonato Nacional de Jovens. Pág. 3 de 7 b. Calendário Nacional Pitch & Putt: i. Campeonato Nacional de Jovens; ii. Campeonato Nacional de Pitch & Putt; iii. Campeonato Nacional de Pares; iv. Campeonato Nacional de Mid-Amateur; v. Campeonato Nacional de Clubes; SECÇÃO I REGIME DE INSCRIÇÃO DE PRATICANTES Artigo 3º (Da inscrição de praticantes na Federação) 1. Somente aos praticantes inscritos na Federação, e por esta licenciados, será permitido usufruir dos direitos e regalias regulamentares ou participar nos quadros competitivos nacionais realizados sob a égide da Federação. 2. Só os Clubes podem inscrever praticantes na Federação, devendo inscrever, obrigatoriamente, todos os seus sócios praticantes, nos termos dos regulamentos em vigor. 3. Apenas o Clube que gere o handicap do praticante pode inscrevê-lo na Federação Portuguesa de Golfe.

4 Pág. 4 de 7 4. A inscrição é válida para o ano civil em que é efectuada, devendo ser renovada anualmente. 5. Na falta de declaração em contrário da Federação Portuguesa de Golfe e sem que sejam cumpridos os requisitos fixados para o efeito, só será admitida a inscrição de um praticante federado desde que apresentada pelo seu Clube de Filiação do ano imediatamente anterior. Artigo 4º (Da transferência de Clube de Filiação) 1. Para transferência de Clube de Filiação, deverão verificar-se, cumulativamente, os seguintes requisitos: a. O praticante deve manifestar, por escrito, a sua vontade expressa de mudar de Clube de Filiação, em formulário próprio, disponível para o efeito, no sítio oficial da Federação Portuguesa de Golfe na Internet; b. O Clube de Destino deve proceder ao pedido de transferência de Clube de Filiação através do sistema informático Datagolf, bem como remeter aos serviços da Federação Portuguesa de Golfe o formulário mencionado na alínea anterior. c. O Clube de Origem deve ter integralmente regularizado junto da Federação Portuguesa de Golfe o pagamento de quotas do praticante que tenha solicitado através do sistema informático Datagolf. 2. O Clube de Origem só poderá recusar a transferência de filiação de um seu praticante associado por motivos de índole exclusivamente desportiva. Artigo 5º (Da atribuição de handicaps) 1. Cada praticante de golfe deverá possuir um handicap EGA e/ou de Pitch & Putt válido que o habilite a praticar o desporto de acordo com as regras de compensação da prestação desportiva estabelecidas pelo Sistema de Handicap EGA e no Regulamento de Handicap Pitch & Putt aprovado pela Federação Portuguesa de Golfe, salvo quando, nos termos desses mesmos regulamentos, se verifique uma situação em que o praticante possa não ser possuidor de handicap válido. 2. O handicap de cada praticante ser-lhe-á atribuído, e a respectiva evolução gerida, pelo Clube pelo qual esteja inscrito na Federação Portuguesa de Golfe, o qual, por delegação desta, será a

5 Pág. 5 de 7 entidade exclusivamente competente para a gestão do handicap do praticante, salvo nos casos em que, nos termos da regulamentação aplicável, tal competência caiba excepcionalmente à própria Federação, através da sua Comissão de Handicaps e Course Rating. 3. O Clube responsável pela gestão do handicap do praticante por si inscrito na Federação Portuguesa de Golfe designa-se Clube de Filiação. 4. Os Clubes filiados na Federação Portuguesa de Golfe deverão limitar a participação nas competições por si organizadas aos jogadores possuidores de handicap válido, exceptuando-se os seguintes casos: a. Jogadores com handicap de Clube poderão participar nas Competições, mas apenas no seu Clube de Filiação, com excepção dos jogadores com handicap de Clube inscritos no projecto Drive, que poderão participar em provas específicas organizadas quer pelos Clubes, quer pela Federação Portuguesa de Golfe; b. Jogadores com handicap caducado podem participar nas Competições do seu Clube de Filiação com o fim de revalidarem o seu handicap, mas não poderão ganhar prémios; c. Jogadores que nos visitam de outros países e que não tendo Handicap EGA poderão participar através da fórmula de conversão prevista no Sistema de Handicap EGA. Artigo 6º (Das quotas) 1. Cada praticante inscrito na Federação Portuguesa de Golfe pagará anualmente uma quota de filiação, a fixar pela Direcção para cada ano civil. A quota é anual e indivisível, correspondendo ao ano civil respectivo ou à parte remanescente deste. 2. O valor das quotas de filiação vigentes em cada ano civil será estabelecido em moeda corrente, a divulgar pela Direcção da Federação Portuguesa de Golfe até 15 de Novembro do ano anterior. 3. As quotas anuais de filiação vencem-se no dia 1 de Janeiro do ano a que respeitam, podendo ser pagas até 31 de Março desse ano. 4. Não sendo renovada, até 31 de Março, a quotização anual pelos praticantes individuais, acresce ao valor da quota um agravamento de 10% (dez por cento).

6 Pág. 6 de 7 5. Se a quota de um praticante inscrito na Federação Portuguesa de Golfe, não for renovada pelo Clube de Filiação até 31 de Março, o praticante terá o seu handicap suspenso até que a quota seja renovada. 6. Após esta data, apenas serão recebidas em singelo as quotas iniciais de praticantes inscritos pela primeira vez. Artigo 7º (Do sistema de gestão de handicaps desportivos) 1. Os Clubes filiados na Federação Portuguesa de Golfe, que cumpram com as condições necessárias à atribuição de Autoridade de Handicap previstas no Sistema de Handicap EGA e no Regulamento de Handicap Pitch & Putt aprovado pela Federação Portuguesa de Golfe, conforme apreciação da Comissão de Handicaps e Course Rating da Federação Portuguesa de Golfe, terão acesso ao Sistema de Gestão de Handicaps Desportivos Datagolf. 2. O referido software, será fornecido pela Comissão de Handicaps e Course Rating da Federação Portuguesa de Golfe, uma vez verificadas as condições necessárias a essa atribuição, e melhor definidas na demais regulamentação em vigor, o qual deverá ser utilizado pelo Clube de forma diligente e responsável, no estrito cumprimento da legislação em vigor. 3. Os Clubes utilizarão o software Datagolf para inscrever todos os sócios praticantes, nos termos do presente Regulamento. O registo no Datagolf inclui o nome completo, data de nascimento, sexo, nacionalidade, morada actual, número de licença federativa e dados de handicap. A inscrição no Datagolf pelo Clube de Filiação dos praticantes pressupõe a responsabilidade de pagamento das respectivas quotizações anuais pelo Clube. 4. A Federação Portuguesa de Golfe fará as devidas e necessárias actualizações desse software, de que dará conhecimento aos Clubes que dele façam uso. 5. No início de cada ano civil, será fornecida pela Comissão de Handicaps e Course Rating da Federação Portuguesa de Golfe a cada Clube filiado com Autoridade de Handicap, a chave de activação, que permitirá o uso do Sistema de Gestão de Handicaps Desportivos. 6. A chave de activação referida no ponto anterior será remetida via a cada um dos Clubes com Autoridade de Handicap até 15 de Dezembro de cada ano, desde que estes tenham a sua situação financeira integralmente regularizada junto da Federação Portuguesa de Golfe.

7 Pág. 7 de 7 7. A Federação Portuguesa de Golfe reserva para si o direito de suspender a utilização do Sistema de Gestão de Handicaps Desportivos pelo Clube que tenha dívidas pendentes com mais de 60 (sessenta) dias. CAPÍTULO II DISPOSIÇÕES FINAIS Artigo 8º (Entrada em vigor) O presente Regulamento, aprovado em Assembleia-Geral de 30 de Abril de 2010, entra em vigor após publicação em Comunicado Oficial.

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