AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE VALLIS LONGUS PLANO DE AÇÃO DE MELHORIA

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1 AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE VALLIS LONGUS PLANO DE AÇÃO DE MELHORIA VALONGO, JUNHO 2013

2 INTRODUÇÃO O Plano de Melhoria constitui-se como instrumento de suporte à programação e à implementação da melhoria no Agrupamento de Escolas de Vallis Longus e é determinado por um conjunto de campos de análise, objetivos, referentes e ações, cuja governabilidade e sustentabilidade mobilizará a comunidade educativa e os seus recursos. Este plano resultou do processo de avaliação externa de que o Agrupamento foi objeto no período de 28 a 30 de Janeiro de 2013 e da necessidade de contribuirmos para aperfeiçoar práticas e procedimentos com vista à melhoria da prestação do serviço público de educação. Fundamentámos este plano no relatório produzido pela equipa de avaliação externa, e nos diversos documentos elaborados no Agrupamento, que ao longo dos anos sistematizam a evolução da nossa organização. A análise do relatório da avaliação externa permitiu identificar as áreas de melhoria organizadas em três domínios: Resultados; Prestação do Serviço educativo e Liderança e Gestão. Simultaneamente à implementação de novas estratégias de intervenção pretendemos sistematizar e integrar num mesmo documento aquilo que fazemos no Agrupamento relativamente aos três aspetos agora considerados. Trata-se de um programa de desenvolvimento deliberado, planificado e duradouro, comprometido com o bom desempenho da organização e das pessoas para a melhoria contínua dos serviços que presta e focado na mudança e na resolução de um conjunto específico de problemas previamente diagnosticado. Segue um planeamento flexível e progressivo capaz de atender à necessidade de reformulação de meios e estratégias, entendendo o processo numa perspetiva cíclica e formativa. Estende-se no tempo e pressupõe o envolvimento de todos os atores educativos, assim como a recolha e análise regular de evidências de desempenho. O presente plano tem um horizonte temporal de três anos letivos (2013/2014, 2014/2015, 2015/2016). 2

3 PONTO DE PARTIDA A informação gerada pela avaliação externa, assente nos resultados, na prestação do serviço educativo e na liderança e gestão, orientou para a ação. Ela foi peça chave para a definição e aplicação do planeamento estratégico, uma vez que esclareceu os pontos fortes da organização e os aspetos que carecem de melhoria. Possibilitou, ainda, a ponderação sobre os fatores ambientais que potenciam ou desfavorecem a condição em que esta organização escolar se encontra e o seu planeamento para o futuro. Assim o Relatório da Avaliação Externa atribuiu ao Agrupamento, as seguintes classificações nos três domínios: RESULTADOS A ação do Agrupamento tem produzido um impacto acima dos valores esperados na melhoria das aprendizagens e dos resultados dos alunos e nos respetivos percursos escolares. Os pontos fortes predominam na totalidade dos campos em análise, em resultado de práticas organizacionais generalizadas e eficazes. Tais fundamentos justificam a atribuição da classificação de MUITO BOM. PRESTAÇÃO DO SERVIÇO EDUCATIVO A ação do Agrupamento tem produzido um impacto consistente e acima dos valores esperados na melhoria das aprendizagens e dos resultados dos alunos e nos respetivos percursos escolares. Os pontos fortes predominam na totalidade dos campos em análise, em resultado de práticas organizacionais generalizadas e eficazes o que justifica a atribuição da classificação de MUITO BOM. LIDERANÇA E GESTÃO A ação do Agrupamento tem produzido um impacto consistente e acima dos valores esperados na melhoria das aprendizagens e dos resultados dos alunos e nos respetivos percursos escolares. Os pontos fortes predominam na totalidade dos campos em análise, em resultado de práticas organizacionais generalizadas e eficazes, pelo que a classificação é de MUITO BOM. 3

4 O mesmo relatório realça os seguintes pontos fortes no desempenho do Agrupamento: As dinâmicas de participação e envolvimento das crianças e alunos na vida do Agrupamento com impacto na sua formação integral. As práticas de articulação vertical, patentes nos planos de grupo/turma que possibilitam respostas educativas adequadas às características dos grupos e das turmas e aos ritmos de aprendizagem das crianças e alunos. A monitorização dos resultados da avaliação formativa que tem contribuído para o reajustamento dos apoios educativos, com reflexos nos resultados escolares. As respostas educativas para os alunos com necessidades educativas especiais adequadas às suas potencialidades de desenvolvimento. A liderança partilhada e atenta do diretor com reflexos na mobilização das lideranças intermédias e na participação dos pais e encarregados de educação. A gestão criteriosa dos recursos humanos, centrada nas pessoas e nas suas competências profissionais, que tem contribuído para o bom funcionamento geral. As áreas, preconizadas na avaliação externa, onde o Agrupamento deve incidir prioritariamente os seus esforços para a melhoria são as seguintes: A formalização de um dispositivo de acompanhamento dos percursos educativos dos alunos, após a conclusão de estudos no Agrupamento, de modo a aferir o impacto das aprendizagens na vida futura dos alunos. O reforço da atividade experimental em todos os ciclos de ensino, tendo em vista potenciar o espírito científico e o seu raciocínio estruturante. A promoção de formação no âmbito das tutorias, visando orientar o trabalho dos docentes nesta matéria. A consolidação do processo de autoavaliação, tornando-o mais sistemático e com maior impacto nas práticas profissionais. 4

5 IMPLEMENTAÇÃO E MONITORIZAÇÃO A implementação do presente plano de melhoria será efetuada ao longo dos próximos três anos letivos. A sua monitorização será feita pela equipa de avaliação interna, que incorporará no seu relatório anual uma avaliação das ações implementadas no âmbito do presente plano de melhoria. Compete à Equipa de avaliação interna em articulação com os restantes órgãos do agrupamento proceder à definição de momentos de verificação e de avaliação e análise dos resultados, inscritos em relatórios e reuniões agendadas para o efeito. AVALIAÇÃO E DIVULGAÇÃO No final dos três anos será elaborado um relatório que evidencie a concretização deste projeto e os resultados alcançados. Matriz avaliativa do Plano de Melhoria Critérios/indicadores de avaliação Instrumentos a utilizar Momentos previstos Responsabilidade do acompanhamento Grau de cumprimento dos objetivos Grau de cumprimento das metas Relatórios da avaliação Relatório de autoavaliação Final de cada ano letivo Final do período de vigência do plano de melhoria Equipa de autoavaliação O confronto entre o investimento e a consecução dos objetivos, e entre os resultados e os critérios de sucesso predeterminados, elucidarão sobre a mudança efetuada e o progresso alcançado e servirão para fundamentar ações futuras. Os resultados serão divulgados e discutidos sectorialmente e junto da comunidade educativa. 5

6 PLANO DE MELHORIA Domínio: Resultados Campo de análise: Resultados sociais Referente: Impacto da escolaridade no percurso dos alunos. Área de melhoria: Formalização de um dispositivo de acompanhamento dos percursos educativos dos alunos, após a conclusão de estudos no Agrupamento, de modo a aferir o impacto das aprendizagens na vida futura dos alunos. Calendarização: De 2013/2014 a 2015/2016 Objetivos Ações de melhoria Procedimentos Responsáveis pela execução Metas Monitorização Criar mecanismos de acompanhamento do percurso educativo dos alunos, após a conclusão do 9º ano de escolaridade. Estabelecimento de compromisso com os Encarregados de Educação dos alunos de 9º ano de escolaridade com vista ao fornecimento de dados sobre o percurso escolar do seu educando até final do Ensino Secundário. Seleção de todos os alunos de 9º ano de escolaridade. Coordenadora de Diretores de Turma; Diretores de Turma de 9º ano; Direção. Acompanhar no mínimo 25% dos alunos Pedagógico; Equipa de Autoavaliação 6

7 PLANO DE MELHORIA Domínio: Prestação do Serviço Educativo Campo de análise: Práticas de Ensino Referente: Metodologias ativas e experimentais no ensino e nas aprendizagens. Área de melhoria: Reforço da atividade experimental em todos os ciclos de ensino, tendo em vista potenciar o espírito científico e o seu raciocínio estruturante. Calendarização: De 2013/2014 a 2015/2016 Objetivos Ações de melhoria Procedimentos Responsáveis pela execução Metas Monitorização Intensificar o contacto dos alunos com a atividade experimental em todos os ciclos de ensino; As condições físicas da escola sede são um constrangimento que condiciona a consecução do objetivo, ex.: falta de laboratórios. Divulgação dos recursos de atividade experimental no Agrupamento, numa disciplina da plataforma Moodle; Inclusão destes recursos na planificação das atividades didáticas, no início de cada ano letivo; Inclusão de Ciências Experimentais na Oferta Complementar, no 1º Ciclo; Inscrição do Agrupamento em projetos, na área das atividades experimentais, para os diferentes níveis de ensino; Dinamização de workshops de atividade experimental na Feira AVVL. Criação de disciplina na plataforma Moodle com inventário dos materiais e recursos requisitáveis existentes nos departamentos. Realização de reuniões para planificação das atividades. Coordenadora e Subcoordenadores dos Departamentos do Pré-escolar, 1º, 2º e 3º ciclos; Departamentos do pré-escolar, 1º, 2º e 3ºciclos; Grupo ano, professores titulares de turma e conselhos de turma. Proporcionar, no mínimo, doze atividades experimentais por turma, ao longo de cada ano letivo, em todos os ciclos. Pedagógico; Equipa de Autoavaliação Departamentos 7

8 PLANO DE MELHORIA Domínio: Prestação do Serviço Educativo Campo de análise: Práticas de Ensino Referente: Adequação do ensino às capacidades e aos ritmos de aprendizagem dos alunos. Área de melhoria: Promoção de formação no âmbito das tutorias, visando orientar o trabalho dos docentes nesta matéria. Calendarização: De 2013/2014 a 2015/2016 Objetivos Ações de melhoria Procedimentos Responsáveis pela execução Metas Monitorização Promover a formação do pessoal docente na área das tutorias. Levantamento dos recursos humanos com formação específica em Tutoria. Frequência de ações de formação na área das Tutorias; Solicitação de formação na área das Tutorias ao Centro de Formação Sebastião da Gama. Pedagógico; Centro de Formação Sebastião da Gama. Formar, no mínimo, 10% dos docentes. Pedagógico; Equipa de Autoavaliação Objetivo condicionado pela oferta formativa creditada. 8

9 PLANO DE MELHORIA Domínio: Liderança e Gestão Campo de análise: Autoavaliação e melhoria Referente: Impacto da autoavaliação no planeamento, na organização e nas práticas profissionais. Área de melhoria: Consolidação do processo de autoavaliação, tornando-o mais sistemático e com maior impacto nas práticas profissionais. Calendarização: De 2013/2014 a 2015/2016 Objetivos Ações de melhoria Procedimentos Responsáveis pela execução Metas Monitorização Consolidar o processo de autoavaliação. Seleção de domínios a avaliar com impacto nas práticas profissionais; Planificação das atividades de monitorização interna; Reflexão sobre as práticas profissionais e seu impacto nos resultados escolares dos alunos. Definição dos domínios a avaliar em função das necessidades sentidas; Programação do trabalho a desenvolver no âmbito da autoavaliação; Registo das reflexões dos docentes nos relatórios trimestrais e anuais de coordenação e subcoordenação dos diferentes departamentos / grupo ano. Pedagógico Equipa Autoavaliação; e de Equipa de Autoavaliação; Coordenadores e Subcoordenadores dos Departamentos. Cumprir a programação estipulada no âmbito da avaliação interna e fazer a sua divulgação junto da comunidade educativa; Ajustar o Plano Anual de Atividades e outros documentos estruturantes do Agrupamento em função dos planos de melhoria elaborados. Geral; Pedagógico. 9

10 CONSIDERAÇÕES FINAIS O Plano apresentado: Resulta de um processo de reflexão exaustivo e participado suportado no relatório da avaliação externa ao Agrupamento; Representa o esforço da organização para a melhoria sistemática e contínua do seu desempenho e o compromisso possível com a qualidade do serviço público de educação; Integra objetivos de curto, médio e longo prazo; Segue um planeamento flexível e progressivo; Enuncia e calendariza as atividades e estratégias subjacentes ao desenvolvimento do plano; Prevê mecanismos de monitorização e controlo, verificação, avaliação e divulgação do plano e dos seus resultados. Agrupamento de Escolas de Vallis Longus - Valongo 10

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