Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "WWW.CARREIRAFISCAL.COM.BR"

Transcrição

1 CONCEITOS BÁSICOS, COMÉRCIO EXTERIOR, INTERNACIONAL, POLÍTICA COMERCIAL, COMÉRCIO INTERNACIONAL E CRESCIMENTO ECONÔMICO, PROTECIONISMO E LIVRE-CAMBISMO. BARREIRAS TARIFÁRIAS E NÃO-TARIFÁRIAS. 1. Marque a alternativa ERRADA: a) A política de substituição de importações geralmente é utilizada durante o início de um processo de industrialização, que, via de regra, necessita de proteção alfandegária para se consolidar. b) Quando a proteção alfandegária à indústria nascente é aplicada de forma inadequada, acaba por segmentar o mercado externo, atuando como fator discriminatório, por gerar retaliações. c) Podemos considerar que seja uma alocação correta de recursos investir em atividades econômicas que só são sustentáveis através de protecionismo comercial. d) Inicialmente, o Brasil orientou o seu crescimento industrial para o seu mercado interno, o que se demonstra pela substituição de importações ocorrida durante a I Grande Guerra. e) A substituição de importações foi, no Brasil, um dos fatores contribuintes para a ineficiência do setor agrícola. Comentários. Podemos considerar que seja uma alocação errada de recursos investir em atividades econômicas que só são sustentáveis através de protecionismo comercial. Letra C falsa. 2. O Brasil adota a Tarifa Externa Comum nas suas transações com o exterior, mas há casos de restrições quantitativas à importação de certos produtos. As restrições quantitativas às importações e a utilização de subsídios às exportações podem ser consideras meios de ajuste de desequilíbrios do balanço de pagamentos. Marque a alternativa ERRADA sobre os efeitos destas medidas: a) São fórmulas indiretas de desvalorização cambial. b) Distorcem a alocação interna de recursos. c) Podem ser neutralizadas por retaliação de outros países. d) Podem gerar expectativas futuras de desvalorizações cambiais. e) São incentivadas pela Organização Mundial do Comércio para estimular o desenvolvimento dos países. Comentários. O Brasil adota a Tarifa Externa Comum nas suas transações com o exterior, mas há casos de restrições quantitativas à importação de certos produtos. As restrições quantitativas às importações e a utilização de subsídios às exportações podem ser consideras meios de ajuste de desequilíbrios do balanço de pagamentos. Os subsídios às exportações e as cotas de importação são condenados pela Omc. Letra E falsa. 3. Entre as razões abaixo, indique aquela que não leva à adoção de tarifas alfandegárias. a) Aumento de arrecadação governamental. b) Proteção à indústria nascente. c) Estímulo à competitividade de uma empresa. d) Segurança nacional (defesa). e) Equilíbrio do Balanço de Pagamentos. Comentários (Esaf - AFRF/2001). Letra C. Quanto menos tarifas, maior a abertura da economia, maior a competitividade. 4. Sobre os termos "Comércio Exterior" e "Comércio Internacional" podemos dizer que: a) Muitos autores utilizam as duas expressões como sinônimas, entretanto, seu entendimento pode ser diferenciado. b) Comércio Exterior pode ser entendido como as trocas internacionais vistas sobre a ótica do Estado que pratica o comércio. c) Comércio Internacional identifica as trocas comerciais em nível de comunidade mundial, inserindo-se assim na Economia Internacional. d) Comércio Exterior pode ser entendido como a atividade de compra e venda, e de outrasformas de cessão de mercadorias ou bens, normalmente a título oneroso, e realizada através de pessoas domiciliadas em diferentes nações, o que inclui o transporte e qualquer obrigação de entrega de mercadorias, bem como o seu respectivo pagamento. e) Todas as alternativas estão corretas. Comentários. Sobre os termos "Comércio Exterior" e "Comércio Internacional" podemos dizer que muitos autores utilizam as duas expressões como sinônimas, entretanto, seu entendimento pode ser diferenciado; comércio Exterior pode ser entendido como as trocas internacionais vistas sobre a ótica do Estado que pratica o comércio; comércio Internacional identifica as trocas comerciais em nível de comunidade mundial, inserindo-se assim na Economia Internacional e Comércio Exterior pode ser entendido como a atividade de compra e venda, e de outras formas de cessão de mercadorias ou bens, normalmente a título oneroso, e realizada através de pessoas domiciliadas em diferentes nações, o que inclui o transporte e qualquer obrigação de entrega de mercadorias, bem como o seu respectivo pagamento. Todas as alternativas estão corretas, letra E. 5. Quanto à política comercial e cambial brasileira recente, é FALSO que: a) O comércio exterior foi um dos sustentadores da nossa economia na década de 90, colaborando para que Pib voltasse a crescer a partir de b) Com a abertura da economia iniciada no governo Collor, cresceram as importações, mas também houve crescimento de exportações. c) O Brasil vem implementando um processo de abertura de mercado, atraindo capitais e investimentos estrangeiros diretos, através das privatizações. d) A política de abertura comercial é defendida pelo nosso governo junto aos Estados Unidos, para que seja criada a ALCA o mais rápido possível. e) A abertura de mercado vem propiciando a modernização de nosso parque industrial, principalmente nas áreas que se viram ameaçadas pela concorrência externa, como o setor de brinquedos e de calçados. Comentários. A política de abertura comercial é defendida pelo nosso governo, mas junto aos Estados Unidos há o posicionamento que a ALCA - Área de Livre Comércio das

2 Américas - só deve ser criada quando o Mercosul estiver mais fortalecido. Letra D falsa. 6. O crescimento econômico é um fenômeno complexo que tem sido tradicionalmente associado ao comércio internacional, a ponto de muitos analistas terem caracterizado o comércio como o motor do crescimento (engine of growth). Isto porque, ao longo do século XIX, o comércio mundial cresceu muito mais que o produto mundial. a) Por essa razão, os países industrializados têm índices mais elevados de participação no comércio internacional. b) Por essa razão, os países industrializados e os mais ricos apresentam relações mais elevadas entre o volume de seu comércio exterior e o seu produto interno bruto - Pib. c) Este fato não é suficiente para explicar nem os índices de participação de um país no conjunto do comércio internacional, nem a relação entre o volume do comércio exterior e o produto interno bruto de um país. d) Este fato explica porque os países vão se tornando cada vez mais protecionistas, na medida em que promovem o crescimento e a consolidação de sua economia. e) Este fato explica porque as principais teorias ou modelos de análise do desenvolvimento econômico consideram o comércio exterior o fator determinante das demais variáveis econômicas. Comentários. (Esaf - AFTN 96) O crescimento econômico é um fenômeno complexo que tem sido tradicionalmente associado ao comércio internacional, a ponto de muitos analistas terem caracterizado o comércio como o motor do crescimento (engine of growth). Isto porque, ao longo do século XIX, o comércio mundial cresceu muito mais que o produto mundial. Este fato não é suficiente para explicar nem os índices de participação de um país no conjunto do comércio internacional, nem a relação entre o volume do comércio exterior e o produto interno bruto de um país. Embora as afirmações das letras A e B não sejam, de todo, desprovidas de verdade, mas a Esaf entendeu a letra C mais correta, porque não vê comércio e desenvolvimento em relação entre o volume do comércio exterior e o produto interno bruto de um país. Letra C. 7. O comércio exterior é intimamente ligado ao desenvolvimento econômico, sobre este fenômeno, marque a opção FALSA: a) A estratégia de desenvolvimento tem íntima relação com a política comercial do país e o comércio exterior propicia economias de escala. b) O protecionismo comercial altera os efeitos das vantagens comparativas dos diversos países. c) A proteção a determinados setores econômicos através de barreiras tarifárias nunca é justificado do ponto-de-vista econômico. d) Muitos países que voltaram suas economias para o comércio exterior desenvolveram-se economicamente de forma mais rápida, mas a estratégia de expansão das exportações depende das condições da economia mundial. e) Um dos argumentos que defendem o livre comércio é que as economias que utilizam a política de substituição das importações sofrem uma depressão da renda real, nível de poupança e acumulação de fatores-de-produção. Comentários. A proteção a determinados setores econômicos através de barreiras tarifárias pode ser justificado do ponto-de-vista econômico nos casos em que os custos sociais justifiquem, é o caso das indústrias nascentes, indústrias estratégicas ou setores que têm que sofrer uma transição para aumentar sua competitividade externa, mas esta deve ser encarada como uma situação temporária. Letra C. 8. As barreiras tarifárias podem ser analisadas do ponto de vista econômico. Marque a alternativa abaixo que está INCORRETA: a) Embora o livre comércio seja melhor que a autarquia para um país, este pode aumentar seu bem-estar às custas de outro, restringindo o comércio através de restrições tarifárias e não tarifárias. b) A tarifa geralmente melhora os termos de troca para a nação que a impõe, mas reduz o volume de comércio. c) A curva de demanda recíproca do país que impõe a tarifa aproxima-se do eixo do bem exportado. d) À medida que a tarifa aumenta, o bem-estar do país que a impõe aumentará até um certo ponto, que é denominado tarifa ótima, e então começará a diminuir. e) Em termos globais, a imposição de tarifas por dois países que comerciam diminuirá o bem-estar de ambos. Comentários. A letra C é incorreta, pois curva de demanda recíproca do país que impõe a tarifa afasta-se do eixo do bem exportado por "1,tarifa" vezes a sua distância original (Ex: no caso de uma tarifa de 100%, a curva afasta-se o dobro de sua distância original). As demais opções estão corretas. 9. Proteção é definida como uma vantagem oferecida aos produtores locais que concorrem com as importações ou mesmo a própria promoção das exportações. Qual das opções abaixo NÃO descreve corretamente uma forma de proteção: a) Tarifas, que podem ser "ad valorem" ou específicas. b) Cotas de importação, que são restrições qualitativas por unidades ou por valor total em um certo período. c) Controles cambiais, que são restrições administrativas das transações que envolvem divisas. d) Barreiras não tarifárias: burocracia e controles de qualidade. e) Proibição de importações. Comentários. Cotas de importação são uma forma de proteção, mas correspondem a restrições quantitativas por unidades ou por valor total em um certo período, e não qualitativas. Letra B falsa. 10. Julgue as opções abaixo e assinale a correta. a) O livre-cambismo é uma doutrina de comércio estabelecida através de tarifas protecionistas, a subvenção de créditos, a adoção de câmbios diferenciados. b) O livre-cambismo só beneficia os países em desenvolvimento, que apresentam uma pauta de exportações onde a maioria dos produtos possui demanda inelástica. 2

3 c) O livre-cambismo é uma doutrina pela qual o governo não provê a remoção dos obstáculos legais em relação ao comércio e aos preços. d) O livre-cambismo defende a adoção de tarifas em situação de defesa nacional. e) O livre-cambismo rege que a livre troca de produtos no campo internacional, os quais seriam vendidos a preços mínimos, num regime de mercado, se aproximaria ao da livre concorrência perfeita. Comentários (Esaf - AFRF/2001). Letra E. O livre-cambismo rege que a livre troca de produtos no campo internacional, os quais seriam vendidos a preços mínimos, num regime de mercado, se aproximaria ao da livre concorrência perfeita. 11. Segundo a chamada Escola da Cepal, de Raul Prebish, a deterioração dos Termos de Troca para os países em desenvolvimento se deu devido à vários fatores, EXCETO: a) Retenção, quase que integral, dos frutos do progresso tecnológico pelos países desenvolvidos. b) Transferência do aumento de produtividade para os preços dos produtos primários no mercado internacional. c) O consumo dos produtos primários tem uma taxa de expansão maior que a dos manufaturados. d) Há produtos primários, usados como insumos, que são substituíveis por sintéticos. e) Práticas protecionistas implementadas pelos países desenvolvidos. Comentários. Segundo a chamada Escola da Cepal, de Raul Prebish, a deterioração dos Termos de Troca para os países em desenvolvimento se deu devido a vários fatores, um deles é que o consumo dos produtos primários tem uma taxa de expansão menor que a dos manufaturados. Letra C falsa. 12. Com relação às práticas protecionistas, tal como observadas nas últimas cinco décadas, é correto afirmar-se que: a) assumiram expressão preponderantemente não-tarifária à medida que, por força de compromissos multilaterais, de acordos regionais e de iniciativas unilaterais, reduziram-se as barreiras tarifárias. b) voltaram a assumir expressão preponderantemente tarifária em razão de compromisso assumido no âmbito do Acordo Geral de Comércio e Tarifas (Gatt)) de tarificar barreiras não-tarifárias, com vistas à progressiva redução e eliminação futura das mesmas. c) encontram amparo na normativa da Organização Mundial do Comércio (Omc), quando justificadas pela necessidade de corrigir falhas de mercado, proteger indústrias nascentes, responder a práticas desleais de comércio e corrigir desequilíbrios comerciais. d) recrudesceram particularmente entre os países da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (Ocde), na segunda metade dos anos noventa, em razão da desaceleração das taxas de crescimento de suas economias. e) deslocaram-se do campo estritamente comercial para vincularem-se a outras áreas temáticas como meio ambiente, direitos humanos e investimentos. Comentários (Esaf AFRF ). Letra A. Com relação às práticas protecionistas, tal como observadas nas últimas cinco décadas, é correto afirmar-se que assumiram expressão preponderantemente não-tarifária à medida que, por força de compromissos multilaterais, de acordos regionais e de iniciativas unilaterais, reduziram-se as barreiras tarifárias. O SISTEMA MULTILATERAL DE COMÉRCIO, ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE COMÉRCIO, SUA ESTRUTURA, FUNCIONAMENTO, ACORDOS, SOLUÇÃO DE CONTROVÉRSIAS E NEGOCIAÇÕES. 13. Dentre os fatores abaixo, qual NÃO representou um empecilho aos objetivos do Gatt: a) Imposição de restrições "voluntárias" aos exportadores de produtos primários, como o "Acordo de Multifibras". b) Quase a totalidade do comércio de produtos agrícolas não era coberto pelo Gatt. c) As críticas feitas pelos países desenvolvidos às concessões dadas aos países em desenvolvimento. d) A "Proteção Imperial" existente para a comunidade britânica. e) A cláusula da "Nação Mais Favorecida". Comentários. A existência da cláusula da "Nação Mais Favorecida" não é um empecilho aos objetivos do Gatt, mas as demais opções o são: imposição de restrições "voluntárias" aos exportadores de produtos primários, como o "Acordo de Multifibras". quase a totalidade do comércio de produtos agrícolas não era coberto pelo Gatt. as críticas feitas pelos países desenvolvidos às concessões dadas aos países em desenvolvimento. a "Proteção Imperial" existente para a comunidade britânica. Letra E falsa. 14. A Cláusula da Nação Mais Favorecida estabelece: a) A Nação Mais Favorecida nas tarifas de seu produto de exportação deve manter o seu mercado aberto para os demais produtos. b) Um país estende aos demais os privilégios concedidos a um terceiro país. c) A Nação mais favorecida é a que obtém os privilégios de uma rodada de redução tarifária semabrir o seu mercado para as demais. d) A idéia de que uma Nação deve se abster de obter vantagens injustificáveis ou praticar um comércio injusto com os demais países. e) O direito de alguns países obterem vantagens no comércio com outros países. Comentários. (Esaf - AFTN 98) A Cláusula da Nação Mais Favorecida estabelece que um país deve estender aos demais os privilégios por ele concedidos a um terceiro país. Letra B. 15. NÃO constitui um dos princípios do Gatt: a) Comércio sem discriminação. b) Proteção mediante tarifa aduaneira. c) Consultas, conciliação e solução de litígios. d) Regulamentação de aplicação de restrições quantitativas. e) Acordos regionais. 3

4 Comentários. Não constitui um dos princípios do Gatt a aplicação de restrições quantitativas, que era proibida pelo Gatt. Letra D falsa. 16. Não constitui princípio e prática da Organização Mundial do Comércio (Omc): a) Proibição de utilização de tarifas. b) Nação mais favorecida. c) Tratamento nacional. d) Transparência. e) Eliminação das restrições quantitativas. Comentários (Esaf - AFRF/2001). Letra A. As tarifas são o método de proteção aceito pela Omc, embora se busque sua redução gradual em termos multilaterais. 17. O sistema multilateral de comércio, conformado pela Organização Mundial de Comércio (Omc), está amparado em um conjunto de acordos em que se definem normas e compromissos dos países quanto à progressiva liberalização do comércio internacional. Sobre tais acordos, é correto afirmar-se que: a) abrangem o comércio de bens e de serviços e compromissos relacionados a investimentos. b) abrangem o comércio de bens e de serviços e compromissos em matéria de propriedade intelectual. c) são conhecidos como Acordos Plurilaterais, por envolver a totalidade dos membros da Omc e abrangem o comércio de bens e de serviços. d) embora conhecidos como Acordos Plurilaterais, não são necessariamente firmados por todos os membros da Omc. e) são conhecidos como Acordos Plurilaterais e abrangem o comércio de bens, serviços e compromissos em matéria de propriedade intelectual. Comentários (Esaf AFRF ). Letra B. O sistema multilateral de comércio, conformado pela Organização Mundial de Comércio (Omc), está amparado em um conjunto de acordos em que se definem normas e compromissos dos países quanto à progressiva liberalização do comércio internacional. Sobre tais acordos, é correto afirmar-se que abrangem o comércio de bens e de serviços e compromissos em matéria de propriedade intelectual. 18. Na Organização Mundial do Comércio (Omc), o tratamento de temas relativos à simplificação de trâmites aduaneiros ocorre no âmbito das negociações sobre: a) obstáculos técnicos ao comércio. b) acesso a mercados. c) medidas de facilitação de comércio. d) subvenções e direitos compensatórios. e) defesa da concorrência. Comentários (Esaf AFRF ). Letra C. Na Organização Mundial do Comércio (Omc), o tratamento de temas relativos à simplificação de trâmites aduaneiros ocorre no âmbito das negociações sobre medidas de facilitação de comércio. 19. As questões comerciais e financeiras internacionais podem ser tratadas em bases bilaterais ou multilaterais. Neste sentido: a) A Rodada Uruguai foi tipicamente um caso de ampla negociação multilateral e o Banco Mundial constitui, por sua vez, uma fonte de fundos multilateral. b) A Rodada Uruguai foi, tipicamente, um caso de negociação comercial multilateral, mas o Banco Mundial é uma entidade unitária e, como tal, os governos, quando negociam com o Banco, o fazem bilateralmente. c) A Rodada Uruguai reuniu mais de 100 países, mas as principais questões foram tratadas em bases bilaterais. d) Na realidade, não há diferenciação nessas duas formas de negociar as questões comerciais e financeiras, pois os recursos de investimentos são sempre originários de países e o comércio é realizado, em última instância, entre países. e) Bilateralismo e multilateralismo não se associam a entidade no âmbito da qual as negociações são conduzidas, mas sim ao objeto da negociação. Os produtos primários, por exemplo, são sempre tratados em bases bilaterais. Comentários. (Esaf - AFTN-96) As questões comerciais e financeiras internacionais podem ser tratadas em bases bilaterais ou multilaterais. Neste sentido, a Rodada Uruguai foi tipicamente um caso de ampla negociação multilateral e o Banco Mundial constitui, por sua vez, uma fonte de fundos multilateral. Letra A correta. 20. Um dos princípios fundamentais do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio e da Organização Mundial do Comércio (Gatt/Omc) é o da NÃO discriminação. De que maneira este princípio se harmoniza com a constituição de sistemas regionais de integração, que partem do princípio do tratamento diferenciado entre os países que integram e os que NÃO fazem parte destes sistemas de integração? a) O princípio da não discriminação do Gatt refere-se basicamente a produtos, de acordo com a cláusula da nação mais favorecida, e não a países, como é o caso dos arranjos de integração regional. b) O Gatt possui muitas cláusulas de escape, que permitem que os países optem por regras regionais ou gerais. c) Em todo arranjo regional os países participantes se obrigam a oferecer concessões compensatórias. d) Não há contradição entre uma coisa e outra, pois todos os países, por serem soberanos no plano internacional, possuem igual direito de constituir sistemas regionais, competindo a cada país formar a iniciativa de fazê-lo. e) O objetivo maior do Gatt/Omc é o fomento da expansão do comércio internacional. Assim sendo, uma organização que seja criada com o objetivo de reduzir e, no limite, eliminar as tarifas entre os participantes do sistema regional de integração, ampliando o volume de comércio entre estes países, será aceita e mesmo estimulada pelo Gatt/Omc. Comentários. (Esaf - AFTN 96) O objetivo maior do Gatt/Omc é o fomento da expansão do comércio internacional. Assim sendo, uma organização que seja criada com o objetivo de reduzir e, no limite, eliminar as tarifas entre os participantes do sistema regional de integração, ampliando o volume de comércio entre estes países, será aceita e mesmo estimulada pelo Gatt/Omc. Letra E. 4

5 21. A Organização Mundial do Comércio é o principal resultado da Rodada do Uruguai do Gatt, marque a opção que NÃO compreende a uma das funções da Omc: a) Implementação de um fórum de comércio multilateral entre os Estados-Membros. b) Administração do entendimento sobre normas e procedimentos que regem a solução de controvérsias. c) Administração do mecanismo de exame das políticas comerciais. d) Criação de um órgão supranacional independente de controle do comércio. e) Cooperação, no que couber, com o Fundo Monetário Internacional e o Bird para alcançar uma coerência na formulação das políticas econômicas em escala mundial. Comentários. Não há intenção na Omc de criação de órgão supranacional independente de controle do comércio internacional. Letra D falsa. 22. Sobre as diferenças entre o Gatt e a Omc, Assinale a alternativa INCORRETA: a) O Gatt 47 era somente um "acordo de caráter provisório" entre países. A Omc é uma organização internacional. b) O Gatt 47 se ocupava somente do comércio de bens e havia excluído de fato os produtos agrícolas. Os acordos da Omc abarcam todo o universo de comércio de bens, incluindo os agrícolas, assim como o comércio de serviços, os investimentos relacionados ao comércio e os direitos de propriedade intelectual. c) O Gatt 47 era um Acordo Geral, aceito "em caráter provisório". A Omc e seus acordos têm caráter permanente, com uma sólida base jurídica e um modo de funcionamento ratificado por seus membros. d) O Gatt tinha "partes contratantes" de um texto jurídico. A Omc tem "membros". e) todas as alternativas estão corretas. Comentários: todas as alternativas estão corretas, acresçase ainda que as negociações, no marco do Gatt, se realizavam em "rodadas multilaterais" de tempos em tempos, enquanto a Omc constitui um foro de negociação permanente. O sistema de solução de controvérsias do Gatt 47 exigia ao "acusado" demonstrar sua "inocência" e as decisões podiam ser vetadas por apenas uma parte em desacordo (exigia consenso); o sistema de solução da Omc é mais rápido e mais ágil, suas decisões não podem ser objeto de obstruções e a prova do dano recai fundamentalmente sobre quem acusa. 23. A elevação dos níveis de vida, o pleno emprego, a expansão da produção e do comércio de bens e serviços, a proteção do meio ambiente, o uso ótimo dos recursos naturais em níveis sustentáveis e a necessidade de realizar esforços positivos para assegurar uma participação mais efetiva dos países em desenvolvimento no comércio internacional é o objetivo da: a) Uncitral. b) Oma. c) Unctad. d) Omc. e) Onu. Comentários (Esaf AFRF ). Letra D. A elevação dos níveis de vida, o pleno emprego, a expansão da produção e do comércio de bens e serviços, a proteção do meio ambiente, o uso ótimo dos recursos naturais em níveis sustentáveis e a necessidade de realizar esforços positivos para assegurar uma participação mais efetiva dos países em desenvolvimento no comércio internacional é o objetivo da Organização Mundial do Comércio. 24. É o Acordo sobre Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio: a) Gats. b) Trips. c) Trims. d) Sps. e) Tbt. Comentários: Trade Related Intellectual Property Rights (Trips) foi celebrado ao final da Rodada Uruguai e estabelece regras multilaterais em matéria de propriedade intelectual. Visa a harmonização das diversas legislações nacionais existentes sobre propriedade intelectual. Letra B correta. 25. É o Acordo sobre Barreiras Técnicas ao Comércio: a) Gats. b) Trips. c) Trims. d) Sps. e) Tbt. Comentários: O Acordo Tbt estabelece que os regulamentos e as normas técnicas não devem ser mais restritivos ao comércio do que o necessário para atingir os seguintes objetivos legítimos: segurança nacional, prevenção de práticas enganosas, proteção da saúde ou segurança humana, vida e saúde animal e vegetal, e meio ambiente. Letra E correta. 26. É o Acordo sobre Medidas de Investimento Relacionadas ao Comércio: a) Gats. b) Trips. c) Trims. d) Sps. e) Tbt. Comentários: O Acordo sobre Medidas de Investimento Relacionadas ao Comércio (Trims) objetiva evitar que membros adotem medidas de investimento que tenham efeito restritivo e distorcivo ao comércio de bens. Letra C correta. 27. É o Acordo sobre Medidas Sanitárias e Fitossanitárias: a) Gats. b) Trips. c) Trims. d) Sps. e) Tbt. Comentários: O Acordo Sps regula a aplicação das medidas 5

6 sanitárias e fitossanitárias no comércio multilateral, legitima exceções ao livre comércio que podem ser utilizadas pelos países em caso de necessidade de proteger a vida e a saúde humana, animal e vegetal. Letra D correta. ORGANIZAÇÕES E ORGANISMOS INTERNACIONAIS LIGADOS AO COMÉRCIO: UNCTAD, UNCITRAL, OCDE, OMA. 28. Sobre a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), é correto afirmar que: a) é uma conferência convocada a cada quatro anos pela Assembléia Geral das Nações Unidas, assistida por todos os seus membros, para discutir questões relacionadas ao comércio e aos investimentos sob a perspectiva dos interesses dos países em desenvolvimento. b) é um fórum constituído pelos países da Organização Econômica de Cooperação e Desenvolvimento (Oecd) no âmbito da Assembléia Geral das Nações Unidas para coordenar políticas relacionadas ao comércio com os países em desenvolvimento. c) é um organismo intergovernamental vinculado à Assembléia Geral das Nações Unidas voltada para o tratamento de questões relacionadas à promoção do desenvolvimento econômico e seus vínculos com o comércio, as finanças e os investimentos internacionais. d) é uma conferência de caráter permanente integrada pelos países membro da Organização das Nações Unidas com o propósito de discutir questões comerciais e os entraves ao desenvolvimento dos países de menor desenvolvimento relativo. e) é um fórum permanente de consulta e de negociações comerciais, constituído por países em desenvolvimento no contexto da Assembléia Geral das Nações Unidas. Comentários (Esaf AFRF ). Letra C. Sobre a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), é correto afirmar que é um organismo intergovernamental vinculado à Assembléia Geral das Nações Unidas voltada para o tratamento de questões relacionadas à promoção do desenvolvimento econômico e seus vínculos com o comércio, as finanças e os investimentos internacionais. 29. Foi criado em outubro de 1970, como reação à cláusula da nação mais favorecida, com origem no acordo aprovado pela Junta de Comércio e Desenvolvimento da Unctad. a) Consiste no compromisso assumido pelos países da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (Ocde) de eliminar ou reduzir substancialmente os Impostos de Importação incidentes sobre determinados produtos provenientes de países em Sistema Geral de Preferências Comerciais. b) Sistema Geral de Preferências. c) Acordo Geral sobre Comércio e Tarifas. d) Acordo de Bretton Woods. e) Sistema de Auxílio aos Países em Desenvolvimento. Comentários. Sistema Geral de Preferências foi criado em outubro de 1970, como reação à cláusula da nação mais favorecida, com origem no acordo aprovado pela Junta de Comércio e Desenvolvimento da Unctad. Consiste no compromisso assumido pelos países da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (Ocde) de eliminar ou reduzir substancialmente os Impostos de Importação incidentes sobre determinados produtos provenientes de países em desenvolvimento. 30. É objetivo desta entidade assessorar os membros nos seus esforços para modernizar o ambiente de negócios e adapta-lo às mudanças, promovendo a comunicação e a cooperação entre os membros e outras organizações internacionais, favorecendo a ética, o desenvolvimento pessoal, a transparência, aprimorando os métodos de trabalho e de gerenciamento das administrações aduaneiras e compartilhando suas boas práticas: a) Omc. b) Oma. c) Gatt. d) Unctad. e) Uncitral. Comentários: É objetivo da Organização Mundial das Aduanas Oma - assessorar os membros nos seus esforços para modernizar o ambiente de negócios e adapta-lo às mudanças, promovendo a comunicação e a cooperação entre os membros e outras organizações internacionais, favorecendo a ética, o desenvolvimento pessoal, a transparência, aprimorando os métodos de trabalho e de gerenciamento das administrações aduaneiras e compartilhando suas boas práticas. 31. É 0rganização internacional que objetiva fomentar a harmonização do direito comercial internacional e a coordenação dos trabalhos de outras organizações, preparar novas convenções e informar sobre as legislações nacionais, incluindo jurisprudência sobre o tema. Dos trabalhos dessa comissão, em 1980 surge a Lei Uniforme (ou Convenção de Viena) sobre a venda internacional de mercadorias: a) Unctad. b) Icc. c) Omc. d) Gatt. e) Uncitral. Comentários: A Uncitral objetiva fomentar a harmonização do direito comercial internacional e a coordenação dos trabalhos de outras organizações, preparar novas convenções e informar sobre as legislações nacionais, incluindo jurisprudência sobre o tema. Dos trabalhos dessa comissão, em 1980 surge a Lei Uniforme (ou Convenção de Viena) sobre a venda internacional de mercadorias. Letra E correta. O PROCESSO DE INTEGRAÇÃO ECONÔMICA, UNIÃO EUROPÉIA, NAFTA, PACTO ANDINO E ALCA. 32. União aduaneira e mercado comum são duas formas de integração econômica regional. O que diferencia essas duas formas é a (o): a) Inclusão dos fatores de produção no tratamento das relações econômicas entre os países membros. 6

7 b) Número de países participantes. c) Nível de diversificação dos produtos que fazem parte do acordo regional. d) Fato de que, na união aduaneira, somente os países membros são beneficiados pela retirada de tarifas, enquanto no mercado comum mesmo países não membros podem gozar de benefício semelhante. e) Existência ou não de barreiras não tarifárias. Comentários. (Esaf - AFTN 96) União aduaneira e mercado comum são duas formas de integração econômica regional. O que diferencia essas duas formas é a inclusão dos fatores de produção no tratamento das relações econômicas entre os países membros. Letra A. 33. Há vários efeitos da criação de sistemas de integração regional, mas é FALSO que: a) Se em uma união alfandegária ou aduaneira um determinado país passa a importar de seu vizinho um bem antes produzido internamente, ocorre criação de comércio. b) No caso de comércio de produtos industrializados, as áreas de livre comércio e união aduaneira proporcionam economias de escala. c) Se em uma união aduaneira os bens que eram importados do exterior passam a ser importados do parceiro de dentro da união a custos mais elevados, observamos o chamado desvio de comércio. d) O estabelecimento de uma indústria nascente de um produto antes importado do exterior em um país componente de uma união aduaneira é chamado destruição de comércio. e) O desvio de comércio acarreta uma redução de custo para o importador, que paga menos pela mercadoria importada. Comentários. Há vários efeitos da criação de sistemas de integração regional, a letra E é falsa, pois o desvio de comércio acarreta uma aumento de custo para o importador, que paga mais pela mercadoria importada. 34. O que define, essencialmente, uma união aduaneira é a: a) livre circulação de bens e serviços através das fronteiras. b) adoção de uma tarifa externa comum e a harmonização das políticas comerciais dos países membros. c) concessão mútua, pelos países membros, de preferências comerciais. d) livre circulação do capital e da mão-de-obra entre os países. e) coordenação das políticas macroeconômicas. Comentários (Esaf - AFRF2002.1). Letra B. O que define, essencialmente, uma união aduaneira é a adoção de uma tarifa externa comum e a harmonização das políticas comerciais dos países membros. 35. Segundo as teorias de integração econômica, a liberalização do comércio entre um número restrito de países produz efeitos comerciais e econômicos que permitem avaliar o desempenho, desde o ponto de vista da eficiência econômica, dos acordos regionais. A esse respeito, é correto afirmar que a integração regional é economicamente benéfica se: a) preponderar o desvio de comércio e os efeitos estáticos. b) os efeitos estáticos suplantarem os efeitos dinâmicos. c) ocorrerem efeitos dinâmicos, independentemente dos efeitos sobre o comércio. d) prevalecer a criação sobre o desvio de comércio e ocorrerem efeitos dinâmicos. e) houver criação de comércio somente. Comentários (Esaf AFRF ). Letra D. É correto afirmar que a integração regional é economicamente benéfica se prevalecer a criação sobre o desvio de comércio e ocorrerem efeitos dinâmicos. 36. O principal objetivo do North American Free-Trade Agreement - Nafta é: a) A criação de uma União Aduaneira. b) A criação de uma Integração Econômica Total. c) A criação de um Mercado Comum. d) A criação de uma Zona de Livre Comércio. e) A criação de uma Zona Preferencial. Comentários. O principal objetivo do Nafta é a criação de uma Zona de Livre Comércio, pois visa apenas reduzir tarifas e barreiras não tarifárias, mas não prevê a livre circulação de outros fatores produtivos, como o trabalho. Letra D. 37. Sobre integração econômica, marque a alternativa FALSA: a) A expressão Integração Econômica pode ser vista como uma situação (existência de um mercado integrado) ou como processo (eliminação gradual de barreiras ao mercado unificado). b) Na Área ou Zona Preferencial há a redução tarifária para um certo número de produtos entre os membros e é a primeira fase do processo de integração. c) A unificação do território aduaneiro, eliminação das barreiras ao comércio de mercadorias, existência de pauta externa comum, política externa comum e legislação aduaneira comum são características da União Aduaneira. d) No Mercado Comum já há livre circulação de mercadorias, mão-de-obra e capital e é a fase que vem após a Zona Preferencial. e) Na União Econômica há coordenação das políticas fiscal, econômica, etc., mas ainda há a fase de União Econômica Total, com coordenação das políticas monetárias, sociais e criação de uma autoridade supranacional. Comentários. No Mercado Comum já há livre circulação de mercadoria, mão-de-obra e capital e é a fase que vem após a União Aduaneira e não à Zona Preferencial. Letra D falsa. 38. Quais, dentre as opções abaixo, NÃO é um dos objetivos da União Européia: a) Eliminação de barreiras comerciais entre os membros. b) Tarifa e política comum em relação aos não associados. c) Eliminação de obstáculos à livre movimentação de pessoas, serviços e capitais. d) Criação de uma Política Agrícola Comum. e) Eliminação das fronteiras políticas. Comentários. Não há previsão de eliminação de fronteiras políticas, os membros da União Européia continuarão 7

8 soberanos. Letra E falsa. 39. De acordo com o Tratado de Maastricht, NÃO é organismo da União Européia, o(a): a) Conselho de Ministros Europeus. b) Conselho Europeu. c) Parlamento Europeu. d) Grupo do Mercado Comum Europeu. e) Comissão Européia. Comentários. (Esaf - AFTN 98) Grupo do Mercado Comum é organismo do Mercosul, não existe na União Européia. Letra D. 40. A recente introdução do Euro como moeda comum entre doze dos quinze países membros da União Européia representou importante avanço em direção à formação de um(a): a) mercado comum. b) união aduaneira. c) zona de preferências tarifárias. d) área de livre comércio. e) união econômica total. Comentários (Esaf - AFRF2002.1). Letra E. A recente introdução do Euro como moeda comum entre doze dos quinze países membros da União Européia representou importante avanço em direção à formação de uma união econômica total. ALALC, ALADI, MERCOSUL. O COMÉRCIO INTRABLOCO. TEXTOS LEGAIS. ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO. O SISTEMA DE SOLUÇÃO DE CONTROVÉRSIAS. AS NEGOCIAÇÕES E OS ACORDOS COMERCIAIS ENVOLVENDO O MERCOSUL. 41. O Mercado Comum do Sul (Mercosul) foi criado em março de 1991 tendo como objetivo final: a) o estabelecimento de um regime de comércio administrado por meio de um sistema de preferências tarifárias no âmbito da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi). b) a completa liberalização do comércio de bens entre os quatro países membros no prazo de quatro anos. c) a harmonização das políticas comerciais mediante a adoção de uma tarifa externa comum. d) a liberalização do comércio de bens e de serviços, a livre circulação de mão-de-obra e de capitais e a coordenação de políticas macroeconômicas entre os quatro países membros. e) a unificação das políticas comerciais, cambiais, monetárias e fiscais dos quatro países membros. Comentários (Esaf - AFRF2002.1). Letra D. O Mercado Comum do Sul (Mercosul) foi criado em março de 1991 tendo como objetivo final a liberalização do comércio de bens e de serviços, a livre circulação de mão-de-obra e de capitais e a coordenação de políticas macroeconômicas entre os quatro países membros. 42. A partir de dezembro de 1994, o Mercado Comum do Sul (Mercosul) instituiu uma área de livre comércio e uma união aduaneira que ainda carecem de aperfeiçoamento. São medidas necessárias para tal fim: a) eliminar barreiras não-tarifárias ainda existentes, promover a liberalização dos fluxos de capital e de serviços e coordenar políticas macroeconômicas. b) aplicar integralmente o Programa de Liberalização Comercial, estabelecer regras de origem e incorporar produtos mantidos em listas de exceções à Tarifa Externa Comum. c) aperfeiçoar o sistema de salvaguardas intra-mercosul, implementar um regime de compras governamentais e introduzir mecanismo de salvaguardas comerciais. d) liberalizar o comércio de serviços, coordenar políticas macroeconômicas e estabelecer a livre circulação de capital e mão-de-obra. e) eliminar barreiras não-tarifárias ainda existentes, promover a liberalização do comércio de serviços e a incorporar à tarifa externa comum produtos mantidos à margem da mesma. Comentários (Esaf AFRF ). Letra E. A partir de dezembro de 1994, o Mercado Comum do Sul (Mercosul) instituiu uma área de livre comércio e uma união aduaneira que ainda carecem de aperfeiçoamento. São medidas necessárias para tal fim eliminar barreiras não-tarifárias ainda existentes, promover a liberalização do comércio de serviços e a incorporar à tarifa externa comum produtos mantidos à margem da mesma. 43. Os instrumentos básicos de ação previstos no Tratado de Assunção para o Mercosul são: a) Redução progressiva de barreiras tarifárias e não tarifárias até a eliminação total de barreiras entre os países membros, o estabelecimento de uma autoridade supranacional com representantes dos países membros e a ampliação gradativa do quadro de países membros. b) Redução progressiva de barreiras tarifárias e não tarifárias, até a eliminação total das barreiras entre os países membros, o estabelecimento de uma tarifa externa comum, acordos setoriais para o mercado de fatores, sistema provisório para solução de controvérsias, e coordenação gradual das políticas macroeconômicas. c) Estabelecimento de prazos para a redução das barreiras tarifárias e não tarifárias, até a sua eliminação total entre os membros da união, estabelecimento de tarifa externa comum, criação de uma moeda comum, num prazo previamente acordado, a exemplo da União Européia. d) Eliminação de barreiras tarifárias e não tarifárias entre os países membros, estabelecimento de tarifa externa comum, ampliação gradativa do número de países membros para que o sistema se fortaleça pela ampliação gradativa dos mercados. e) Estabelecimento de tarifa externa comum, criação de sistemas de compensação para os negócios feitos no âmbito do sistema, eliminação progressiva das barreiras tarifárias e não tarifárias entre os países membros, estabelecimento de um sistema de solução de controvérsia. Comentários. (Esaf - AFTN 96) Os instrumentos básicos de ação previstos no Tratado de Assunção para o Mercosul são: redução progressiva de barreiras tarifárias e não tarifárias, 8

9 até a eliminação total das barreiras entre os países membros, o estabelecimento de uma tarifa externa comum, acordos setoriais para o mercado de fatores, sistema provisório para solução de controvérsias, e coordenação gradual das políticas macroeconômicas. Letra B. 44. A Associação Latino-Americana de Integração (Aladi) foi estabelecida em 1980, sucedendo à Associação Latino- Americana de Livre Comércio (Alalc). Ao longo de pouco mais de duas décadas de funcionamento, a Aladi logrou estabelecer: a) uma área de preferências tarifárias alcançando a totalidade dos países-membro. b) uma área de livre comércio que alcança apenas o comércio de bens e da qual participam todos os paísesmembro. c) uma união aduaneira da qual participam todos os paísesmembro, exceto Cuba. d) um mercado comum com várias disciplinas ainda por serem aperfeiçoadas, do qual tomam parte apenas os países que integram iniciativas sub-regionais de integração, a exemplo do Mercado Comum do Sul (Mercosul) e) uma união econômica que envolve apenas os países de maior desenvolvimento relativo pertencentes à Associação. Comentários (Esaf AFRF ). Letra A. Ao longo de pouco mais de duas décadas de funcionamento, a Aladi logrou estabelecer uma área de preferências tarifárias alcançando a totalidade dos países-membro. 45. Identifique, nas opções abaixo, o órgão superior do Mercado Comum do Sul (Mercosul) ao qual incumbe a condução política do processo de integração e a tomada de decisões paraassegurar o cumprimento dos objetivos estabelecidos pelo Tratado de Assunção. a) Foro Consultivo Econômico-Social. b) Conselho do Mercado Comum. c) Comissão de Comércio do Mercosul. d) Secretaria Administrativa do Mercosul. e) Comissão Parlamentar Conjunta. Comentários. (Esaf - AFTN 98) Ao Conselho do Mercado Comum incumbe a condução política do processo de integração e a tomada de decisões para assegurar o cumprimento dos objetivos estabelecidos pelo Tratado de Assunção. Letra B. 46. NÃO constitui objetivo ou característica do Mercosul: a) Eliminação de Direitos Aduaneiros e Barreiras Não Tarifárias entre os seus membros. b) Tarifa Externa Comum (Tec). c) Livre circulação de bens e fatores de produção, exceto pessoas. d) Coordenação de Política Macroeconômica. e) Realização de Acordos Setoriais. Comentários. (Esaf - AFTN 98) Livre circulação de bens e fatores de produção, inclusive pessoas, constitui objetivo ou característica do Mercosul. Letra C falsa. 47. NÃO faz parte da estrutura jurídica do Mercosul: a) Comissão Parlamentar Conjunta. b) Sistema de Solução de Controvérsias. c) Foro Consultivo Econômico-Social. d) Comissão de Comércio do Mercosul. e) Secretaria Administrativa do Mercosul. Comentários. (Esaf - AFTN 98) Sistema de Solução de Controvérsias não faz parte da estrutura jurídica do Mercosul. Letra B. SGP E SGPC. 48. Marque a alternativa que está EM DESACORDO com o Sistema Geral de Preferências, que é um sistema pelo qual são concedidas vantagens aos países subdesenvolvidos através de listas de mercadorias que, em sua maioria, sofrem restrições quantitativas: a) Não é necessária a reciprocidade. b) Existência da cláusula de salvaguarda. c) Necessidade de certificação de origem. d) A Unctad determina os produtos com direito ao tratamento preferencial e no que consiste este tratamento. e) São beneficiados cerca de 130 países em desenvolvimento, inclusive o Brasil. Comentários. Cada país outorgante determina os produtos com direito ao tratamento preferencial, e no que consiste este tratamento, e não a Unctad. Letra D errada. 49. O Sistema Geral de Preferências (Sgp) foi criado no seio da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento - Unctad, com o objetivo de fomentar o comércio: a) internacional, especialmente em benefício dos países em desenvolvimento, que, há muito, vinham observado dificuldades cada vez maiores para sustentar seus programas de desenvolvimento e industrialização, face ao declínio da importância relativa dos bens primários tradicionais no comércio internacional. A principal característica do Sistema Geral de Abertura de linhas especiais de crédito à exportação originária dos países em desenvolvimento. b) Estabelecimento de quotas preferenciais aos países em desenvolvimento. c) Estabelecimento de padrões menos rígidos para concessão de subsídios à exportação por parte dos governos dos países em desenvolvimento. d) Importação, pelos países industrializados, de produtos manufaturados e serviços preferencialmente produzidos nos países em desenvolvimento. e) Eliminação total ou parcial, pelos países industrializados, de tarifas que incidem sobre produtos origináriosde países em desenvolvimento, sem exigência de reciprocidade. Comentários. (Esaf - AFTN 96) A principal característica do Sistema Geral de Preferências é a eliminação total ou parcial, pelos países industrializados, de tarifas que incidem sobre produtos originários de países em desenvolvimento, sem exigência de reciprocidade. Letra E. 50. Marque a opção que melhor corresponde à Unctad 9

10 (Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento): a) Tem por objetivo fomentar o comércio internacional para acelerar o desenvolvimento. b) Serve de meio para coordenar as políticas e atividades dos governos, especialmente no tocante aos países subdesenvolvidos. c) Busca um consenso para a redução de barreiras pelos países desenvolvidos. d) Foi responsável pela criação do Sistema Geral de Preferências (Sgp). e) Todas as alternativas acima estão corretas. Comentários. Todas as alternativas acima estão corretas. A Unctad tem por objetivo fomentar o comércio internacional para acelerar o desenvolvimento. serve de meio para coordenar as políticas e atividades dos governos, especialmente no tocante aos países subdesenvolvidos. busca um consenso para a redução de barreiras pelos países desenvolvidos e foi responsável pela criação do Sistema Geral de Preferências (Sgp). Letra E. 51. Sobre o Sistema Geral de Preferências (Sgp), marque a opção FALSA: a) Surgiu pelo descontentamento dos países subdesenvolvidos devido ao desequilíbrio comercial causado pelas restrições aos produtos primários. b) Foi uma iniciativa da Conferência das Nações Unidas sobre o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad). c) Cada país desenvolvido edita sua própria lista de produtos sobre os quais fará concessões tarifárias às importações de todos os países em desenvolvimento. d) Não pode ser retirado um país em desenvolvimento da lista de beneficiários. e) A quantidade de importações preferenciais pode ser limitada. Comentários. Sobre o Sistema Geral de Preferências (Sgp), pode ser retirado um país em desenvolvimento da lista de beneficiários caso suas exportações aumentem muito. Letra D falsa. 52. É sabido que todo processo de desenvolvimento econômico exige volume apreciável de divisas para financiar a importação de bens de equipamento. Os países subdesenvolvidos dependem, para suas receitas de divisas, da exportação de produtos primários, cujo mercado vem declinando cada vez mais nos países industriais. Em outubro de 1970, foi instituído pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad) o Sistema Geral de Preferências, conhecido por Sgp. Acerca do Sistema Geral de Preferências (Sgp) e do Sistema Global de Preferências Comerciais (Sgpc), pode-se afirmar que: a) A principal diferença entre o Gatt e o Sgpc é que, enquanto o Gatt utiliza o princípio da nação mais favorecida, o Sgpc utiliza o sistema de acordos preferenciais dentro do sistema. b) O sistema foi incorporado ao Gatt nos anos 70, com a cláusula de habilitação (Enabling Clause após a Rodada Tóquio). c) O Sgp constitui um conjunto de regras gerais adotadas universalmente para estimular as exportações de bens dos Ped, supervisionadas pela Cepal. d) O Sgpc defende uma eliminação de tarifas entre Ped. e) A principal vantagem do Sgp é a isenção das tarifas de importação. Comentários (Esaf - AFRF/2001). Letra A. A principal diferença entre o Gatt e o Sgpc é que, enquanto o Gatt utiliza o princípio da nação mais favorecida, o Sgpc utiliza o sistema de acordos preferenciais dentro do sistema. PRÁTICAS DESLEAIS E DEFESA COMERCIAL NA OMC, NO MERCOSUL E NO BRASIL. 53. Sobre os Direitos Compensatórios, podem-se fazer todas as afirmativas abaixo, exceto que: a) Os membros devem assegurar que a imposição de direitos compensatórios sobre qualquer produto do território de outro membro e que seja importado para dentro de seu território esteja de acordo com o Artigo VI do Acordo Geral. b) Direitos compensatórios só podem ser impostos após uma investigação ter sido iniciada e conduzida de acordo com os dispositivos do Acordo sobre Medidas Compensatórias. c) No caso de subsídios acionáveis que estejam causando dano material à indústria doméstica, o membro pode escolher aplicação de anti-subsídios ou medidas compensatórias. d) Uma investigação para ser iniciada necessita de uma determinação de uma autoridade da área competente. e) A investigação deve ser encerrada se as autoridades envolvidas estiverem satisfeitas de que não existe evidência suficiente de subsídio ou de dano. Comentários (Esaf - AFRF/2001). Letra D. As investigações de subsídios e de dumping devem ser provocadas por empresa que se sinta prejudicada. 54. Entre as afirmativas abaixo, indique aquela que não constitui subsídio permitido pela Organização Mundial do Comércio (Omc). a) Apoio para atividades de pesquisa. b) Assistência para regiões desfavorecidas. c) Tarifas de Transporte e Fretes mais favoráveis para produtos destinados à exportação. d) Apoio para promover adaptações de instalações existentes para novas exigências de ambiente impostas por lei que resultem em carga financeira desde que, entre outras, esse apoio seja único e não ultrapasse a 20% do custo de adaptação. e) Subsídios genéricos. Comentários (Esaf - AFRF/2001). Letra C. Tarifas de Transporte e Fretes mais favoráveis para produtos destinados à exportação não são admitidos pela Omc. 55. Acerca do Dumping não é correto afirmar: a) O Gatt e a Omc não proíbem práticas de dumping se elas forem voltadas para o mercado interno. 10

11 b) Para uma medida anti-dumping ser adotada é preciso que haja uma investigação de acordo com o Acordo Anti- Dumping. c) Um produto é exportado com preço de dumping se é introduzido no comércio exterior de outro país por um valor inferior ao vendido no mercado doméstico. d) Caso não haja a venda de produto similar no mercado doméstico, deve-se comparar com vendas de produtos similares em outros mercados. e) Os custos devem ser calculados com base no registro do país importador do bem. Comentários (Esaf - AFRF/2001). Letra D. A comparação de preços para aferição de dumping sempre deve ter como base vendas para o mercado doméstico. Comparações com outros mercados não têm sentido. 56. Para a determinação de dano, é incorreto afirmar: a) A determinação de dano deve estar baseada em evidência positiva. b) O termo deve significar dano material a uma indústria doméstica, ameaça de dano material ou o retardamento material do estabelecimento de uma indústria. c) A determinação de dano deve implicar um exame objetivo de volume de importações subsidiadas e o efeito destas sobre os preços no mercado doméstico para produtos similares. d) Com relação aos efeitos das importações sobre os preços, deve-se observar se o preço dos produtos importados não é superior ao preço do produto similar nacional e a qualidade de ambos. e) Medidas de salvaguarda aplicadas a um produto. Comentários (Esaf - AFRF/2001). Letra B. O dano relativo ao dumping não pode ser mensurado para uma indústria que ainda não foi estabelecida. 57. Sobre direitos compensatórios é correto afirmar-se que: a) objetivam corrigir danos causados à produção doméstica pelo aumento súbito de importações. b) são aplicados pelo país importador quando comprovada a prática de dumping pelo país exportador e depois de estimado o dano causado à indústria doméstica. c) são aplicados pelo país exportador para corrigir danos causados por medidas restritivas e outras práticas desleais de comércio impostas pelo país importador sempre que caracterizado o dano à produção nacional deste último. d) associam-se à neutralização de medidas restritivas ao comércio como normas sanitárias, barreiras técnicas e regras de origem quando não compatíveis com acordos multilaterais. e) envolvem a aplicação, pelo país importador, de gravames às importações com o propósito de neutralizar efeitos distorcivos sobre o comércio decorrentes de medidas de apoio às exportações implementadas no país de que procedem e que ferem a normativa multilateral. Comentários (Esaf AFRF ). Letra E. Sobre direitos compensatórios é correto afirmar-se que envolvem a aplicação, pelo país importador, de gravames às importações com o propósito de neutralizar efeitos distorcivos sobre o comércio decorrentes de medidas de apoio às exportações implementadas no país de que procedem e que ferem a normativa multilateral. 58. Quando vinculados às exportações, os subsídios distorcem as condições de concorrência internacional, o que, de acordo com as normas da Organização Mundial de Comércio (Omc), faculta ao país afetado adotar medidas restritivas. Tais medidas são denominadas: a) medidas anti-dumping. b) salvaguardas. c) barreiras não-tarifárias. d) medidas compensatórias. e) medidas suspensivas. Comentários (Esaf AFRF ). Letra D. Quando vinculados às exportações, os subsídios distorcem as condições de concorrência internacional, o que, de acordo com as normas da Organização Mundial de Comércio (Omc), faculta ao país afetado adotar medidas restritivas. Tais medidas são denominadas medidas compensatórias. 59. Exercer, prévia ou posteriormente, a fiscalização de preços, pesos, medidas, qualidade e tipos declarados nas operações de importação e de exportação, acompanhar a execução dos acordos internacionais relacionados com o comércio exterior, conceder a aplicação do mecanismo do drawback, investigar a ocorrência de dumping e subsídios com vistas a estabelecer as medidas de defesa comercial, são algumas das atribuições: a) da Secretaria da Receita Federal, tendo em vista sua competência constitucional para a fiscalização e controle do comércio exterior, além da pesquisa e fiscalização do valor aduaneiro das mercadorias reprimir as práticas de sub e superfaturamento na importação e na exportação. b) do Ministério das Relações Exteriores, tendo em vista que dumping, subsídios, salvaguardas, valoração aduaneira, Sistema Harmonizado, acordos internacionais de comércio são decorrentes de atos internacionais sob sua competência constitucional. c) da Secretaria de Comércio Exterior, tendo em vista competir a ela, entre outras atribuições, exercer a política de comércio exterior e autorizar as importações e exportações de mercadorias através do mecanismo do licenciamento. d) do Banco Central do Brasil em conjunto com a Secretaria de Comércio Exterior, tendo em vista o controle cambial e administrativo das operações de importação e exportação. e) da Secretaria da Receita Federal e do Banco Central do Brasil, tendo em vista a necessidade de coibir as fraudes cambiais nas operações de comércio exterior, fretes internacionais e conciliação entre os contratos de câmbio, faturas comerciais e conhecimentos de carga. Comentários (Esaf AFRF ). Letra C. Exercer, prévia ou posteriormente, a fiscalização de preços, pesos, medidas, qualidade e tipos declarados nas operações de importação e de exportação, acompanhar a execução dos acordos internacionais relacionados com o comércio exterior, conceder a aplicação do mecanismo do drawback, investigar a ocorrência de dumping e subsídios com vistas a estabelecer as medidas de defesa comercial, são algumas 11

12 das atribuições da Secretaria de Comércio Exterior, tendo em vista competir a ela, entre outras atribuições, exercer a política de comércio exterior e autorizar as importações e exportações de mercadorias através do mecanismo do licenciamento. 60. Cabe ao Departamento de Defesa Comercial da Secretaria de Comércio Exterior tratar de assuntos relativos à: a) Medidas antidumping. b) Medidas de salvaguarda. c) Medidas compensatórias. d) As letras A, B e C estão corretas. e) Somente as letras A e B estão corretas. Comentários. As letras A, B e C estão corretas. Cabe ao Departamento de Defesa Comercial da Secretaria de Comércio Exterior tratar de assuntos relativos à medidas antidumping, de salvaguarda e compensatórias. Letra D. INSTITUIÇÕES INTERVENIENTES NO COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO, ÓRGÃOS GESTORES E ANUENTES. 61. Assinale a opção incorreta. a) Compete à Camex, Câmara de Comércio Exterior, alterar a Nomenclatura Comum do Mercosul de que trata o Decreto nº /97, na forma estabelecida nos atos decisórios do Mercosul. b) O Presidente do Conselho de Ministros da Camex poderá alterar as alíquotas do Imposto de Importação e do Imposto de Exportação, ad referendum do Conselho de Ministros, consultados previamente os membros do Comitê Executivo de Gestão. c) A Camex deve observar, no exercício de suas atribuições, as competências do Ministério da Fazenda, fixadas no art. 237 da Constituição, do Banco Central e do Conselho Monetário Nacional. d) A fixação das alíquotas dos impostos incidentes sobre o comércio exterior compete à Camex. e) A investigação e fixação dos direitos antidumping e compensatórios, e a aplicação de salvaguardas é de competência do DECOM (Departamento de Defesa Comercial) da Secex (Secretaria de Comércio Exterior). Comentários (Esaf/AFRF 2003). Letra E incorreta. Fixar alíquotas de imposto de exportação, alíquotas de imposto de importação, direitos antidumping e compensatórios, provisórios ou definitivos, e salvaguardas, e eventuais suspensões é competência da Camex (por meio de Resoluções). A letra D era o gabarito original, mas estava correta. 62. Marque a opção que NÃO corresponde à uma atribuição do Ministério das Relações Exteriores: a) Organizar feiras com o fim exclusivo de exportação. b) Manter cadastro de exportadores e importadores estrangeiros. c) Realizar estudos e pesquisas sobre mercados externos e intercâmbio comercial brasileiro. d) Atuar no âmbito externo, promovendo as exportações brasileiras. e) Divulgar as oportunidades comerciais para o Brasil. Comentários. O Ministério das relações Exteriores divulga as oportunidades comerciais para o Brasil, organiza feiras e promove a vinda ao nosso País de importadores estrangeiros, as feiras não são com o fim exclusivo de exportação. Letra A falsa. 63. O Siscomex, em seu módulo exportação tem sua operacionalidade em três fases: comercial, financeira e cambial e aduaneira. Marque a opção que NÃO é correta: a) Os diversos usuários devem ser cadastrados para atuarem no Siscomex, obtendo senha individual e sigilosa ligada ao seu CPF, através do Banco Central do Brasil ou da Secretaria da Receita Federal. b) Os servidores da Secretaria de Comércio Exterior, dos órgãos anuentes, das instituições financeiras e do Departamento de Câmbio do Banco Central do Brasil são cadastrados pelo Banco Central do Brasil. c) Os exportadores, transportadores, depositários, administradores portuários e aeroportuários e servidores aduaneiros são cadastrados pela Secretaria da Receita Federal. d) A fase cambial, controlada pela Secretaria de Comércio Exterior, é composta de três operações principais: Registro de Venda (RV), Registro de Operações de Crédito (RC) e Registro de Exportação (RE). e) O Registro de Exportação é o conjunto de informações de natureza comercial, financeira, cambial e fiscal que caracterizam a operação de exportação de uma mercadoria e definem seu enquadramento. Comentários. O erro está em "cambial", o correto seria "comercial", pois a fase financeira e cambial é controlada pelo Banco Central do Brasil. Letra falsa e demais corretas. 64. A execução e acompanhamento da política cambial são atribuições da (o): a) Câmara de Comércio Exterior. b) Conselho Monetário Nacional. c) Banco do Brasil. d) Banco Central do Brasil. e) Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes). Comentários. (Esaf - AFTN 98) A execução e acompanhamento da nossa política cambial são atribuições do Banco Central do Brasil. Letra D. 65. A atuação da Secretaria da Receita Federal, no que se refere ao Comércio Exterior, envolve: a) O controle administrativo das operações comerciais e a supervisão das atividades de arrecadação e fiscalização aduaneira. b) Atividades de tributação, arrecadação e fiscalização aduaneira. c) O controle tributário, financeiro e administrativo das operações comerciais. d) A administração de tributos internos e aduaneiros, arrecadação de receitas cambiais e fiscalização das práticas administrativas. 12

13 e) A supervisão administrativa das operações comerciais e formulação de normas tributárias. Comentários. (Esaf - AFTN 98) A atuação da Secretaria da Receita Federal, no que se refere ao Comércio Exterior, envolve atividades de tributação, arrecadação e fiscalização aduaneira. Letra B. 66. Ao Ministério das Relações Exteriores (Mre) compete, em matéria de comércio exterior: a) Atuar como agente pagador e recebedor fora do país, como representante do Governo Federal, emitir licenças de importação e exportação e representar o país em feiras e eventos. b) Traçar as diretrizes da política de comércio exterior, estabelecer normas para sua implementação e supervisionar sua execução. c) Realizar estudos e pesquisas sobre mercados externos, atuar na promoção comercial e organizar a participação brasileira nas feiras internacionais. d) Definir normas para a exportação e importação de produtos, negociar e celebrar contratos comerciais internacionais e atuar, em nome do Estado, nos foros internacionais. e) Estabelecer contratos e contrair, em nome do Estado, compromissos comerciais e coordenar o sistema de informações comerciais. Comentários. (Esaf - AFTN 96) Ao Ministério das Relações Exteriores (Mre) compete, em matéria de comércio exterior, realizar estudos e pesquisas sobre mercados externos, atuar na promoção comercial e organizar a participação brasileira nas feiras internacionais compete ao Mre, as demais não estão completamente corretas. Letra C. CLASSIFICAÇÃO ADUANEIRA, SISTEMA HARMONIZADO, NOMENCLATURA COMUM DO MERCOSUL. 67. O Sistema Harmonizado distribui as mercadorias em: a) seções e capítulos, dos quais três foram reservados para utilização futura. Possui seis regras gerais de interpretação (RGI) e duas regras gerais complementares (RGC-1 e RGC- 2). O texto de descrição das mercadorias é precedido de um código, composto de seis algarismos, separados da seguinte forma XXXX.XX, indicando os dois primeiros o capítulo, os quatro primeiros a posição, e os dois últimos, a subposição, que pode ser de primeiro nível ou de segundo nível ou composta. b) seções e capítulos, dos quais três foram reservados para utilização pelas partes contratantes, individualmente. Possui seis regras gerais de interpretação (RGI) e uma regra geral complementar (RGC-1). O texto de descrição das mercadorias é precedido de um código, composto de oito algarismos, separados da seguinte forma XXXX.XX.XX, indicando os dois primeiros o capítulo, os quatro primeiros a posição, o 5º e o 6º, a subposição, que pode ser de primeiro nível ou de segundo nível ou composta, e os dois últimos, o item e o subitem. c) seções e capítulos, dos quais um foi reservado para utilização pelas partes, individualmente, e dois foram reservados para utilização futura. Possui seis regras gerais de interpretação (RGI) e uma regra geral complementar (RGC-1). O texto de descrição das mercadorias é precedido de um código, composto de oito algarismos, separados da seguinte forma XX.XX.XX.XX, indicando os dois primeiros o capítulo, os quatro primeiros a posição, o 5º e o 6º, a subposição, que pode ser de primeiro nível ou de segundo nível ou composta, e os dois últimos, o item e o subitem. d) seções e capítulos, dos quais três foram reservados para utilização futura. Possui seis regras gerais de interpretação (RGI) e uma regra geral complementar (RGC-1). O texto de descrição das mercadorias é precedido de um código, composto de oito algarismos, separados da seguinte forma XXXX.XX.XX, indicando os dois primeiros o capítulo, os quatro primeiros a posição, o 5º e o 6º, a subposição, que pode ser de primeiro nível ou de segundo nível ou composta, e os dois últimos, o item e o subitem. e) seções e capítulos, dos quais um foi reservado para utilização futura e dois, para utilização pelas partes contratantes. Possui seis regras gerais de interpretação (RGI). O texto de descrição das mercadorias é precedido de um código, composto de seis algarismos, separados da seguinte forma XXXX.XX, indicando os dois primeiros o capítulo, os quatro primeiros a posição, e os dois últimos, a subposição, que pode ser de primeiro nível ou de segundo nível ou composta. Comentários (Esaf/AFRF 2003). Letra E correta. O Sistema Harmonizado distribui as mercadorias em seções e capítulos, dos quais um foi reservado para utilização futura e dois, para utilização pelas partes contratantes. Possui seis regras gerais de interpretação (RGI). O texto de descrição das mercadorias é precedido de um código, composto de seis algarismos, separados da seguinte forma XXXX.XX, indicando os dois primeiros o capítulo, os quatro primeiros a posição, e os dois últimos, a subposição, que pode ser de primeiro nível ou de segundo nível ou composta. 68. Avalie a correção das afirmativas abaixo a respeito da classificação na TIPI/NCM, Tabela de Incidência do IPI/ Nomenclatura Comum do Mercosul. Atribua a letra V para as verdadeiras e F para as falsas. Em seguida, marque a opção que contenha a seqüência correta. ( ) As embalagens contendo mercadorias, do tipo normalmente utilizado para seu condicionamento e que sejam claramente suscetíveis de utilização repetida seguirão o regime de classificação das mercadorias ou, quando submetidas aos regimes aduaneiros especiais de admissão temporária ou de exportação temporária, seguirão seu próprio regime de classificação. ( ) As embalagens contendo mercadorias, do tipo normalmente utilizado para seu condicionamento e que sejam claramente suscetíveis de utilização repetida seguirão o regime de classificação das mercadorias. ( ) As embalagens suscetíveis de utilização repetida, que sejam claramente do tipo normalmente utilizado para o acondicionamento dos produtos que contenham, seguem o regime de classificação das mercadorias. 13

14 ( ) As embalagens contendo mercadorias, do tipo normalmente utilizado para seu condicionamento e que sejam claramente suscetíveis de utilização repetida seguirão seu próprio regime de classificação quando submetidas aos regimes aduaneiros especiais de admissão temporária ou de exportação temporária. ( ) As embalagens, importadas a título definitivo, ainda que sejam do tipo normalmente utilizado para o acondicionamento de determinado produto e claramente suscetíveis de utilização repetida, seguirão seu próprio regime de classificação. a) F, V, V, F, F b) F, F, V, V, V c) V, F, V, V, V d) V, F, F, V, F e) V, V, F, F, V Comentários (Esaf/AFRF 2003). Letra C correta pela Esaf. A regra 5-b dispõe que... as embalagens contendo mercadorias classificam-se com estas últimas quando sejam do tipo normalmente utilizado para o seu acondicionamento. Todavia, esta disposição não é obrigatória quando as embalagens sejam claramente suscetíveis de utilização repetida. Não há disposição expressa que corrobore a primeira assertiva. A segunda assertiva é falsa. A terceira assertiva está correta pois foram trocados os termos claramente e normalmente nos conceitos, e nesse caso caímos na situação da embalagem comum, que segue o regime da mercadoria. Embora seja o que ocorre na prática, não há disposição expressa que corrobore a quarta assertiva. A quinta assertiva está correta pois se fala da importação da própria embalagem. Entendemos que a questão foi mal formulada, mas o que interessa é entender as regras de classificação. 69. Para efeito de classificação das mercadorias na nomenclatura e aplicação das regras gerais para interpretação do Sistema Harmonizado, quando inaplicável a RGI número 1, o artigo incompleto ou inacabado: a) Não pode ser classificado na posição do artigo completo ou acabado porque as Notas Explicativas do Sistema Harmonizado determinam sua classificação segundo a matéria preponderante no artigo em referência. b) Assim considerado ou desmontado ou por montar não é abrangido pela posição do artigo completo ou acabado, porque nesse estado sua classificação far-se-á individualmente segundo as posições específicas de suas partes. c) É classificado na posição do artigo completo ou acabado, sempre que se apresente no estado em que se encontra, as características essenciais do artigo completo ou acabado, aplicável tal regra também para o artigo desmontado ou por montar. d) É abrangido pela posição do artigo completo ou acabado, desde que se apresente, no estado em que se encontra, as características essenciais do artigo completo ou acabado, não valendo esta regra para o artigo completo ou acabado desmontado ou por montar. e) É abrangido pela posição do artigo completo ou acabado desde que se comprove que a parte faltante confira ao mesmo suas características essenciais. Comentários. (Esaf - AFTN 98) Para efeito de classificação das mercadorias na nomenclatura e aplicação das regras gerais para interpretação do Sistema Harmonizado, quando inaplicável a RGI número 1, o artigo incompleto ou inacabado é classificado na posição do artigo completo ou acabado, sempre que se apresente no estado em que se encontra, as características essenciais do artigo completo ou acabado, aplicável tal regra também para o artigo desmontado ou por montar. Letra C. VALORAÇÃO ADUANEIRA. 70. Conforme estabelecido no Acordo de Valoração Aduaneira existem 6 (seis) métodos de Valoração Aduaneira nele descritos articuladamente, para as mercadorias importadas que devem ser aplicados: a) sucessiva e seqüencialmente até chegar ao primeiro na seqüência que permita determinar tal valor independentemente de o importador solicitar a inversão da ordem dos 4º e 5º métodos. b) em sua totalidade, elegendo a autoridade fiscal aquele cujo valor aduaneiro se revele mais elevado tendo em vista a função protecionista do imposto de importação. c) sucessivamente, porém, não pela ordem, iniciando-se por quaisquer deles, até chegar ao primeiro que permita determinar tal valor, tendo em vista o poder discricionário da autoridade fiscal. d) sucessiva e seqüencialmente, até chegar ao terceiro método, e assim prosseguir com os seguintes, salvo se o importador solicitar a inversão da ordem dos métodos 4º e 5º, independentemente da viabilidade da aplicação do 5º método. e) sucessiva e seqüencialmente, até chegar ao terceiro método, e assim prosseguir com os seguintes, salvo se o importador solicitar a inversão da ordem dos métodos quarto e quinto, desde que seja possível a aplicação do quinto método na seqüência solicitada. Comentários (Esaf AFRF ). Letra E. Conforme estabelecido no Acordo de Valoração Aduaneira existem 6 (seis) métodos de Valoração Aduaneira nele descritos articuladamente, para as mercadorias importadas que devem ser aplicados sucessiva e seqüencialmente, até chegar ao terceiro método, e assim prosseguir com os seguintes, salvo se o importador solicitar a inversão da ordem dos métodos quarto e quinto, desde que seja possível a aplicação do quinto método na seqüência solicitada. 71. O Acordo sobre a Implementação do Artigo VII do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio-1994 prevê Métodos Valorativos, a serem aplicados seqüencialmente, isto é, se o problema valorativo não se equacionar pelo Método Primeiro aplicar-se-á o Método Segundo, e assim sucessivamente. Estão previstos: a) Dois métodos. b) Três métodos. c) Quatro métodos. 14

15 d) Cinco métodos. e) Seis métodos. Comentários (Esaf - AFRF2002.1). Letra E. Estão previstos seis métodos de valoração. 72. O tratamento fiscal aplicável na valoração aduaneira das mercadorias objeto de dumping: a) assemelhando-se a uma importação de mercadorias a um preço inferior aos preços correntes de mercado para mercadorias idênticas, é o da rejeição pelo Fisco do valor declarado. b) é o mesmo reservado às mercadorias importadas a um preço inferior aos preços correntes de mercado para mercadorias idênticas, ou seja, o valor declarado deve ser admitido pelo Fisco, sem prejuízo de seu direito à confirmação do valor de transação. c) consiste em acrescer ao valor de transação a parcela correspondente à margem de dumping necessária a tornar o valor de transação igual ao do preço corrente de mercado para mercadorias idênticas. d) é o mesmo reservado às mercadorias objeto de subfaturamento, ou seja, a diferença entre o preço corrente de mercado para mercadorias idênticas e o valor de transação deverá ser tributado à alíquota fixada na Tarifa Externa Comum, com aplicação das multas fiscais e administrativas previstas nos artigos 524 e 526, III do Regulamento Aduaneiro. e) visto tratar-se o dumping de uma prática desleal no comércio exterior, consiste na rejeição do valor declarado, selecionando-se a mercadoria para o canal cinza de conferência aduaneira e aplicando-se à mercadoria um valor baseado no preço das mercadorias vendidas para exportação para um terceiro país. Comentários (Esaf AFRF ). Letra B. O tratamento fiscal aplicável na valoração aduaneira das mercadorias objeto de dumping é o mesmo reservado às mercadorias importadas a um preço inferior aos preços correntes de mercado para mercadorias idênticas, ou seja, o valor declarado deve ser admitido pelo Fisco, sem prejuízo de seu direito à confirmação do valor de transação. 73. O(A) consiste em verificação da existência dos documentos justificativos do valor aduaneiro, conforme o método de valoração utilizado. avaliação da integridade dos documentos apresentados. e cotejo entre as informações contidas na declaração de importação e aquelas consignadas nos respectivos documentos justificativos: a) exame conclusivo do valor declarado. b) processo de valoração aduaneira. c) apuração do valor aduaneiro. d) conferência documental do valor aduaneiro. e) exame preliminar do valor declarado. Comentários. Letra E. O exame preliminar do valor declarado consiste em verificação da existência dos documentos justificativos do valor aduaneiro, conforme o método de valoração utilizado. avaliação da integridade dos documentos apresentados. e cotejo entre as informações contidas na declaração de importação e aquelas consignadas nos respectivos documentos justificativos. REGRAS DE ORIGEM. 74. Assinale a opção correta. a) Para ser considerado originário de país-membro, o produto deve ter, no mínimo, 50% de conteúdo nacional, sendo de 40% para os países de menor desenvolvimento regional da Aladi, e para ser considerado originário do Mercosul, deve ter 60%, no mínimo, de conteúdo nacional. b) Para ser considerado originário de país-membro, o produto deve ter, no mínimo, 60% de conteúdo nacional, sendo de 50% para os países de menor desenvolvimento regional da Aladi, e para ser considerado originário do Mercosul, deve ter 40%, no mínimo, de conteúdo nacional. c) Para ser considerado originário de país-membro da Aladi, o produto deve ter, no mínimo, 40% de conteúdo nacional, para os países de menor desenvolvimento econômico relativo (PMDER), 50% para os países de desenvolvimento intermediário (PDI) e de 60%, para os demais. d) Para ser considerado originário de país-membro do Mercosul, o produto deve ter, no mínimo, 60% de conteúdo nacional, sendo de 50% para os produtos do Paraguai e do Uruguai, países de menor desenvolvimento regional. e) Para ser considerado originário de país-membro, o produto deve ter, no mínimo, 50% de conteúdo regional, sendo de 40 % para os países de menor desenvolvimento regional da Aladi e, para ser considerado originário do Mercosul, deve ter 60%, no mínimo, de conteúdo regional. Comentários (Esaf/AFRF 2003). Letra A correta para a Esaf, mas para ser considerado originário de país-membro, o produto deve ter, no mínimo, 50% de conteúdo nacional, sendo de 40% para os países de menor desenvolvimento regional da Aladi, e para ser considerado originário do Mercosul, deve ter 60%, no mínimo, de conteúdo REGIONAL, e não nacional. 75. As regras de origem são: a) exigências da Omc para comércio de produtos industrializados. b) utilizadas apenas no Mercosul. c) critérios adotados para determinar onde o bem foi produzido. d) normas que visam proteger os consumidores de produtos de origem duvidosa. e) uma espécie de barreira não-tarifária. Comentários. As regras de origem são critérios adotados para determinar onde o bem foi produzido, constituindo-se parte essencial das normas comerciais nos acordos bilaterais ou regionais em que se outorgam preferências de acesso a mercados a determinado país. Letra C. 76. Conforme as regras de origem aplicáveis aos Estados- Partes do Mercosul, adotando exclusivamente o critério do salto tarifário, serão considerados originários do Mercosul os produtos em cuja elaboração foram utilizados materiais não originários de seus países membros, quando resultantes de um processo de transformação substancial realizado em seu 15

16 território, que lhes confira uma nova individualidade caracterizada pelo fato de estarem classificados na Nomenclatura Comum do Mercosul: a) na mesma posição do material cuja função seja preponderante. b) em posição diferente à dos mencionados materiais. c) em subposição diferente à dos mencionados materiais. d) em item diferente ao dos mencionados materiais. e) no mesmo capítulo, porém, em subposição igual e item diferente. Comentários (Esaf AFRF ). Letra B. Conforme as regras de origem aplicáveis aos Estados-Partes do Mercosul, adotando exclusivamente o critério do salto tarifário, serão considerados originários do Mercosul os produtos em cuja elaboração foram utilizados materiais não originários de seus países membros, quando resultantes de um processo de transformação substancial realizado em seu território, que lhes confira uma nova individualidade caracterizada pelo fato de estarem classificados na Nomenclatura Comum do Mercosul em posição diferente à dos mencionados materiais. CONTRATO INTERNACIONAL DE COMPRA E VENDA DE MERCADORIAS E A CONVENÇÃO DE VIENA. CLÁUSULAS E TERMOS INTERNACIONAIS DE COMÉRCIO (INCOTERMS). 77. Nos contratos internacionais de compra e venda, a diferença entre cláusula de força maior e a cláusula de hardship reside em que: a) na primeira, a circunstância é imprevista, mas evitável, enquanto que na segunda é imprevista e inevitável; na primeira, o contrato se torna exeqüível e na segunda, inexeqüível. b) ambas se referem a circunstâncias imprevisíveis e inevitáveis; a primeira tem a ver com circunstâncias que impossibilitam sua execução; a segunda, com circunstâncias que o tornam substancialmente mais oneroso, porém exeqüível. c) na primeira, a execução do controle é relativamente impossível e na segunda, absolutamente impossível; ambas traduzem a previsão de um desequilíbrio econômico em prejuízo de uma das partes envolvidas. d) a primeira prevê alterações nas condições que motivaram a celebração do contrato e a segunda, não. e) a primeira, em regra, não indica detalhadamente os eventos suscetíveis de serem considerados como circunstâncias que a caracterizem, porque imprevisíveis, e a segunda indica detalhadamente os fenômenos de natureza econômica que possam ocorrer. Comentários (Esaf/AFRF 2003). Letra B correta. Nos contratos internacionais de compra e venda, a diferença entre cláusula de força maior e a cláusula de hardship reside em que ) ambas se referem a circunstâncias imprevisíveis e inevitáveis; a primeira tem a ver com circunstâncias que impossibilitam sua execução; a segunda, com circunstâncias que o tornam substancialmente mais oneroso, porém exeqüível. 78. Os Incoterms (International Commercial Terms /Termos Internacionais do Comércio), conjunto de regras internacionais que estabelecem um padrão de definições, de caráter uniformizador: a) são 13 termos, representados por siglas de três letras, distribuídos em 4 grupos identificados pelas letras E, F, C, D, que vão da obrigação mínima para o exportador à obrigação máxima para o exportador, alguns dos quais são aplicáveis apenas a determinado modal de transporte. b) são 13 termos, representados por siglas de três letras, distribuídos em 4 grupos identificados pelas letras E, F, C, D, que vão da obrigação mínima para o exportador à obrigação máxima para o exportador, aplicáveis ao transporte internacional marítimo e aéreo. c) são 13 termos, representados por siglas de três letras, distribuídos em 3 grupos identificados pelas letras C (Cost), I (Insurance) e F (Freight), que vão da obrigação mínima para o exportador à obrigação máxima para o exportador, alguns dos quais são aplicáveis apenas a determinado modal de transporte. d) são 13 termos, representados por siglas de três letras, distribuídos em 4 grupos identificados pelas letras E, F, C, D, que vão da obrigação mínima para o comprador à obrigação máxima para o importador, aplicáveis a todos os modais de transporte. e) são 13 termos, representados por siglas de três letras, distribuídos em 4 grupos identificados pelas letras C, D, E, F, que vão da obrigação mínima para o exportador à obrigação máxima para o exportador, alguns dos quais são aplicáveis apenas às exportações. Comentários (Esaf/AFRF 2003). Letra A correta. Os Incoterms são 13 termos, representados por siglas de três letras, distribuídos em 4 grupos identificados pelas letras E, F, C, D, que vão da obrigação mínima para o exportador à obrigação máxima para o exportador, alguns dos quais são aplicáveis apenas a determinado modal de transporte. 79. Segundo a Convenção de Viena, são obrigações do comprador, EXCETO: a) encargo de examinar as mercadorias quando do recebimento para certificar-se da sua conformidade com os termos do contrato e informar ao vendedor o mais breve possível, se o contrato não fizer referência a prazo certo. b) a mercadoria deverá estar em perfeitas condições de utilização para os fins a que se propõe, sendo o comprador responsabilizado por eventual desconformidade caso tenha conhecimento da intenção do vendedor. c) assim que colocada à sua disposição, receber a mercadoria, facilitando a prática de todos os atos do vendedor para conclusão do ato da entrega. d) relativamente ao preço, solver outras despesas eventualmente estabelecidas no contrato, diversas do preço da mercadoria, tais como taxas de transporte, embarque, desembaraço, dentre outras. e) pagar o preço e receber a mercadoria desde que se encontre em conformidade com os termos estipulados no contrato ou na falta de fixação específica, seguindo as orientações da Convenção. 16

17 Comentários: A mercadoria deverá estar em perfeitas condições de utilização para os fins a que se propõe, sendo o vendedor responsabilizado por eventual desconformidade caso tenha conhecimento da intenção do comprador. Letra B incorreta. 80. Sobre o contrato de compra e venda internacional, é correto afirmar que: a) Contempla, necessariamente, além do vendedor e do comprador, a atuação de agente representante no exterior. b) Deve sempre especificar a mercadoria, serviço ou conhecimento transacionado por meio de Incoterms correspondente. c) Devem constar, no mesmo, as obrigações das partes, por meio do uso de um Incoterms entre elas acordadas, ainda quando envolva operações de leasing ou exportação de serviços. d) É classificado, juridicamente, como consensual, bilateral, oneroso, comutativo e típico. e) Instrui o processo de despacho aduaneiro para fins de controle e tributação, podendo ser substituído pelo Conhecimento de Embarque. Comentários. (Esaf - AFTN 98) Sobre o contrato de compra e venda internacional, é correto afirmar que é classificado, juridicamente, como consensual, bilateral, oneroso, comutativo e típico. Letra D. FORMAS DE PAGAMENTO NO COMÉRCIO INTERNACIONAL. 81. Uma carta com valor fixo definido para um período de tempo, para importações continuadas, pode ser cumulativa (valor não usado vai para o período seguinte ou é não cumulativa). com restabelecimento automático, paga sem necessidade de avisos, ou sem restabelecimento automático: a) security letter of credit. b) stand by letter of credit. c) updating letter of credit. d) revolving letter of credit. e) trust letter of credit. Comentários. Letra D. carta de crédito rotativa (revolving letter of credit), uma carta com valor fixo definido para um período de tempo, para importações continuadas, pode ser cumulativa (valor não usado vai para o período seguinte ou é não cumulativa). com restabelecimento automático, paga sem necessidade de avisos, ou sem restabelecimento automático. 82. Sobre a remessa antecipada, é correto afirmar-se que: a) É modalidade de pagamento muito empregada por não acarretar riscos para as partes. b) Não acarreta riscos para as partes, não sendo, contudo, de emprego muito freqüente. c) Acarreta risco para o importador, sendo, por essa razão, modalidade de pagamento pouco empregada. d) É freqüente por fornecer garantia ao importador de concretização da transação comercial. e) Não acarreta risco para o importador por ser amparada em seguro de crédito. Comentários. (Esaf - AFTN 98) Sobre a remessa antecipada, é correto afirmar-se que acarreta risco para o importador, sendo, por essa razão, modalidade de pagamento pouco empregada. Letra C. 83. A modalidade de remessa cambial em que um banco, atuando como intermediário, compromete-se a efetuar o pagamento de uma operação comercial ao exportador é: a) Cobrança à vista. b) Remessa sem saque. c) Cobrança a prazo. d) Remessa antecipada. e) Carta de crédito. Comentários. (Esaf - AFTN 96) A modalidade de remessa cambial em que um banco, atuando como intermediário, compromete-se a efetuar o pagamento de uma operação comercial ao exportador é carta de crédito ou crédito documentário. Letra E. 84. Cobrança é a modalidade de pagamento que se processa através da: a) Remessa ao exterior e por via bancária de documentos referentes à exportação para cobrança através de banco na praça do importador. b) Imediata execução do pagamento por ocasião da celebração do contrato comercial. c) Remessa antecipada do pagamento pelo importador ao exportador por via bancária. d) Contratação da operação cambial para imediata liquidação. e) Assinatura de termo de compromisso entre as partes, definindo o prazo para contratação de câmbio. Comentários. (Esaf - AFTN 96) Cobrança é a modalidade de pagamento que se processa através da remessa ao exterior e por via bancária de documentos referentes à exportação para cobrança através de banco na praça do importador. Letra A. 85. É uma carta de crédito utilizada no comércio internacional, é um documento que concede ao beneficiário o direito de sacar contra o banco pagador, desde que o saque seja acompanhado de uma declaração indicando que a parte que institui a carta de crédito teve sua proposta aceita, mas recusou-se a levar o negócio adiante: a) Back-to-back. b) Traveler's letter of credit. c) Bid Letter of credit. d) Performance letter of credit. e) Revolving letter of credit. Comentários. Bid Letter of credit ou "bid bond" é uma carta de crédito utilizada no comércio internacional, é um documento que concede ao beneficiário o direito de sacar contra o banco pagador, desde que o saque seja acompanhado de uma declaração indicando que a parte que institui a carta de crédito teve sua proposta aceita, mas 17

18 recusou-se a levar o negócio adiante. Letra C. 86. O pagamento sob a forma de crédito documentário é muito usual porque: a) Assegura ao exportador o recebimento antecipado do valor total ou parcial da mercadoria a ser exportada. b) Fornece ao banco garantia de recebimento de créditos recebidos para financiamento de importações. c) É barato por não envolver intermediação bancária. d) Assegura ao importador o acesso a financiamento para cumprimento de suas obrigações para com o exportador. e) Fornece maiores garantias tanto ao importador quanto ao exportador. Comentários. (Esaf - AFTN 98) O pagamento sob a forma de crédito documentário é muito usual porque fornece maiores garantias tanto ao importador quanto ao exportador. Letra E. 87. A modalidade de pagamento na qual o importador autoriza o banco com o qual opera a emitir uma ordem de pagamento condicional em favor do exportador é: a) Cobrança documentária. b) Crédito documentário. c) Remessa antecipada. d) Remessa sem saque. e) Red clause. Comentários. (Esaf - AFTN 98) A modalidade de pagamento na qual o importador autoriza o banco com o qual opera a emitir uma ordem de pagamento condicional em favor do exportador é crédito documentário ou carta de crédito. Letra B. CÂMBIO, TAXAS CAMBIAIS, CONTROLE CAMBIAL NO BRASIL, OPERAÇÕES PRONTAS E FUTURAS, ARBITRAGEM E SWAPS. 88. Sobre controle cambial, é ERRADO que: a) Controle cambial é uma forma primária de corrigir as dificuldades no balanço de pagamentos, respeitando as forças do mercado. b) Age com restrições sobre as importações, sobre os pagamentos internacionais e sobre a conversibilidade. c) É eficiente nos movimentos de capital, necessário, às vezes, um controle da transferência de capital realizada por subfaturamento das exportações e superfaturamento das importações, através de um controle do mercado por especialistas contra essas informações falsas (valoração aduaneira). d) O controle cambial corrige o balanço de pagamentos pela supressão do déficit, que é o sintoma e não o problema básico, a única escolha possível, no entanto, para países com reservas inadequadas para suportar uma taxa cambial fixa, enquanto agir a deflação. e) O país adquire liberdade de ação, relativamente às políticas internas que podem afetar o balanço de pagamentos, mas, mais cedo ou mais tarde, o governo é forçado a implementar a expansão monetária. Comentários. Letra A. Controle cambial é uma forma alternativa de corrigir as dificuldades no balanço de pagamentos, despreza as forças do mercado e as substitui por decisões dos governos. 89. A última obrigação do exportador, relacionada com a operação de câmbio, é a entrega da moeda estrangeira ao banco, que, por sua vez, efetuará o pagamento do valor equivalente em moeda nacional à taxa de câmbio acertada na data da contratação do câmbio. Este procedimento é conhecido como: a) Cancelamento de Câmbio. b) Liquidação do Câmbio. c) Pagamento de Câmbio. d) Encerramento de Câmbio. e) Resolução de Câmbio. Comentários. Letra B. A última obrigação do exportador, relacionada com a operação de câmbio, é a entrega da moeda estrangeira ao banco, que, por sua vez, efetuará o pagamento do valor equivalente em moeda nacional à taxa de câmbio acertada na data da contratação do câmbio. Este procedimento é conhecido como Liquidação do Câmbio. 90. Sobre arbitragem, marque a alternativa errada: a) Arbitragem pura é a estratégia com recurso a contratos de futuros, ações subjacentes a esses contacto e empréstimos que proporciona um lucro sem risco, beneficiando de situações temperarias de afastamento de preços dos seus valores de equilíbrio. b) Arbitragem triangular é tomada de posições de investimento simultâneas em três mercados distintos de forma a tirar partido de uma possibilidade de lucro praticamente sem risco, ou seja, efetuando uma arbitragem em três tabuleiros. c) É a operação de compra de uma quantidade de moeda local e na venda de outra quantidade de moeda estrangeira, de tal forma que, aplicando-se a paridade entre elas, obtenha-se equivalência. d) Operações financeiras visando tirar partido de desalinhamentos temporários nas taxas de câmbio vigentes em mercados financeiros diferentes, comprando-se uma moeda num mercado e vendendo-a noutro. e) Se envolver taxas de câmbio de mais de uma praça, é denominada intertemporal, se for realizada aproveitando-se do diferencial de taxas em momentos distintos, é chamada interespacial. Comentários. Letra E. Se envolver taxas de câmbio de mais de uma praça, é denominada interespacial, se for realizada aproveitando-se do diferencial de taxas em momentos distintos, é chamada intertemporal. 91. É uma vantagem da Taxa Fixa de Câmbio: a) Necessidade de manter estoques reguladores pelo Banco Central. b) Ligação entre a política cambial e a política monetária. c) Estabilidade cria menor risco para os agentes econômicos. d) Necessidade de credibilidade na sustentabilidade da taxa de câmbio. 18

19 e) Utilização das reservas internacionais para manter a taxa cambial. Comentários. É uma vantagem da Taxa Fixa de Câmbio a estabilidade que cria menor risco para os agentes econômicos. Letra c correta. As demais alternativas representam desvantagens. 92. Assinale a opção correta. a) A arbitragem, em matéria cambial, designa a compra e venda simultânea de câmbio objetivando a obtenção de lucros em razão de discrepâncias entre as taxas cambiais vigentes na mesma época em diferentes centros, ou entre margens futuras (forward) para diferentes vencimentos. b) A arbitragem, em matéria cambial, designa a emissão de um título representativo de crédito internacional. c) A arbitragem, em matéria cambial, designa a compra e venda não simultânea de câmbio objetivando a obtenção de lucros em razão de discrepâncias entre as taxas cambiais vigentes na mesma época em diferentes centros, ou entre margens futuras (forward) para diferentes vencimentos. d) A arbitragem, em matéria cambial, designa a emissão de um título representativo de crédito bancário intercambiável. e) A arbitragem, em matéria cambial, designa a compra e venda simultânea de câmbio objetivando a obtenção de lucros por não haver discrepâncias entre as taxas cambiais vigentes na mesma época em diferentes centros, ou entre margens futuras (forward) para diferentes vencimentos. Comentários (Esaf - AFRF2002.1). Letra A. A arbitragem, em matéria cambial, designa a compra e venda simultânea de câmbio objetivando a obtenção de lucros em razão de discrepâncias entre as taxas cambiais vigentes na mesma época em diferentes centros, ou entre margens futuras (forward) para diferentes vencimentos. 93. O swap é uma operação cambial que consiste na: a) compra ou venda de câmbio para entrega futura. b) remessa de moedas de uma praça a outra com o objetivo de auferir lucros provindos das diferenças entre as taxas cambiais. c) compra e venda simultânea de câmbio de uma mesma moeda feita com o propósito de estabilizar o fluxo cambial. d) compra ou venda de câmbio pronto contra venda ou compra de câmbio futuro, compreendendo quantidades equivalentes de duas moedas diferentes. e) remessa de divisas, através do mercado cambial, para outro país, objetivando vantagens provindas de diferenças nas taxas de juros entre dois países. Comentários. (Esaf - AFTN 96) O swap é uma operação cambial que consiste na compra ou venda de câmbio pronto contra venda ou compra de câmbio futuro, compreendendo quantidades equivalentes de duas moedas diferentes. Letra D. 94. Nas operações de compra e venda de moeda estrangeira, junto aos bancos comerciais, o Banco Central do Brasil aplica as seguintes taxas para cada operação: a) Taxa livre nas operações de compra e taxa oficial nas operações de venda. b) Taxa de repasse nas operações de compra e taxa de cobertura na venda. c) Taxa cruzada nas operações de compra e taxa pronta nas operações de venda. d) Taxa fixa nas operações de compra e taxa variável nas operações de venda. e) Taxa pronta nas operações de compra e taxa futura nas operações de venda. Comentários. (Esaf - AFTN 96) Nas operações de compra e venda de moeda estrangeira, junto aos bancos comerciais, o Banco Central do Brasil aplica as seguintes taxas para cada operação: taxa de repasse nas operações de compra e taxa de cobertura na venda. Letra B. 95. O controle da entrada, saída e depósito de moeda estrangeira é exercido pelo Governo Federal por intermédio do Banco Central, podendo ser exercido sob diversas modalidades. Assim, direta ou indiretamente, os mecanismos aplicados pelo Governo refletem no controle de entrada ou saída de divisas. Nas opções abaixo, refletem direta e imediatamente no fluxo de divisas: a) contingenciamento nas importações e exportações e regime de similaridade. b) barreiras tarifárias, para-tarifárias e não-tarifárias. c) sistema de taxas múltiplas de câmbio, exigência de liquidação prévia das cambiais na importação de bens com alíquotas do II acima de determinado patamar e, desvalorização da moeda. d) licenciamento de importações e barreiras técnicas ao comércio exterior. e) imposição de direitos antidumping, compensatórios e salvaguardas. Comentários (Esaf/AFRF 2003). Letra C correta. O controle da entrada, saída e depósito de moeda estrangeira é exercido pelo Governo Federal por intermédio do Banco Central e reflete direta e imediatamente no fluxo de divisas a exigência de taxas múltiplas de câmbio, as demais não tem influência direta sobre o câmbio. 96. As diferentes modalidades de controle cambial estão voltadas fundamentalmente para a (o): a) Correção de desequilíbrios fiscais associados ao comércio exterior. b) Obtenção e manutenção de equilíbrio no balanço de pagamentos. c) Aumento dos movimentos de capitais para o exterior. d) Ingresso de investimentos estrangeiros. e) Obtenção de saldos positivos nas transações correntes. Comentários. (Esaf - AFTN 96) As diferentes modalidades de controle cambial estão voltadas fundamentalmente para a obtenção e manutenção de equilíbrio no balanço de pagamentos. Letra B. 97. As operações cambiais são acertadas e formalizadas em um Contrato de Câmbio onde se definem as obrigações contratuais do vendedor e do comprador. Uma vez formalizado o Contrato de Câmbio, a operação cambial objeto deste: 19

20 a) Passa a ser irrevogável, embora sujeita a alterações acordadas pelas partes e previstas na legislação cambial. b) É revogável sempre que requerido por uma das partes. c) Passa a ser irrevogável, não se admitindo nenhuma forma de modificação. d) Pode ser modificada em seus termos apenas pelo vendedor. e) Pode ser revogada apenas pelo comprador. Comentários. (Esaf - AFTN 96) As operações cambiais são acertadas e formalizadas em um Contrato de Câmbio onde se definem as obrigações contratuais do vendedor e do comprador. Uma vez formalizado o Contrato de Câmbio, a operação cambial objeto deste passa a ser irrevogável, embora sujeita a alterações acordadas pelas partes e previstas na legislação cambial. Letra A. 98. No Brasil, atribui-se o termo mercado cambial ao conjunto de instituições e normas com base no qual interagem agentes públicos e privados interessados na compra e venda de moedas e divisas estrangeiras. Entre os principais agentes autorizados a atuar diretamente nesse mercado, destacam-se: a) indivíduos, operadores de câmbio, Tesouros, Bancos Centrais. b) empresas, bolsas de valores, corretoras de crédito e Tesouros. c) bancos comerciais, empresas, instituições financeiras nãobancárias e Bancos Centrais. d) bancos comerciais, as autoridades monetárias e operadores de câmbio. e) indivíduos, empresas, corretoras de crédito e bolsas de valores. Comentários (Esaf - AFRF2002.1). Letra C. No Brasil, atribuise o termo mercado cambial ao conjunto de instituições e normas com base no qual interagem agentes públicos e privados interessados na compra e venda de moedas e divisas estrangeiras. Entre os principais agentes autorizados a atuar diretamente nesse mercado, destacam-se bancos comerciais, empresas, instituições financeiras não-bancárias e Bancos Centrais. SEGURO NO COMÉRCIO INTERNACIONAL. 99. O seguro de crédito à exportação é instrumento de política comercial que visa: a) Garantir ao exportador o ressarcimento de valores referentes a operações comerciais não concretizadas por circunstâncias políticas. b) Garantir o exportador contra o risco de não pagamento pelo importador ou a não transferência de divisas. c) Conceder créditos para o importador, garantindo ao exportador a realização da venda. d) Indenizar o exportador por destruição ou avaria da mercadoria durante o embarque, quando não relacionada a acontecimentos catastróficos e a acontecimentos políticos. e) Garantir ao importador a cobertura contra avaria e danos que a mercadoria possa sofrer após embarcada. Comentários. (Esaf - AFTN 98) O seguro de crédito à exportação é instrumento de política comercial que visa a garantir o exportador contra o risco de não pagamento pelo importador ou a não transferência de divisas. Letra B Marque a alternativa que NÃO corresponde ao seguro de crédito à exportação: a) O seguro de crédito à exportação visa garantir ao exportador a indenização por perdas líquidas definitivas que vier a sofrer em conseqüência do não recebimento do crédito concedido a seus clientes no exterior. b) Os riscos cobertos por esta modalidade de seguro são tanto de origem comercial (situações de insolvência do importador de bens ou serviços ou mora no pagamento da dívida), quanto de natureza política e extraordinária (guerras internas ou externas revoluções, embargos de importação e exportação, intervenções governamentais que impeçam o cumprimento do contrato, moratória governamental, restrições à transferência de divisas e desastres naturais). c) Também pode ser admitido o seguro contra rescisão dos contratos de fabricação, bem como a cobertura para casos de exportação em consignação, feiras amostras, exposições e similares. d) A Seguradora Brasileira de Crédito à Exportação S.A. - Sbce - é uma companhia privada, tendo como acionistas a Coface, maior seguradora de crédito à exportação do mundo, o Banco do Brasil e outras grandes companhias de seguros nacionais. e) O seguro de crédito à exportação é obrigatório nas exportações brasileiras. Comentários. O seguro de crédito à exportação não é obrigatório nas exportações brasileiras. Letra E falsa. O seguro de crédito à exportação visa garantir ao exportador a indenização por perdas líquidas definitivas que vier a sofrer em conseqüência do não recebimento do crédito concedido a seus clientes no exterior. Os riscos cobertos por esta modalidade de seguro são tanto de origem comercial (situações de insolvência do importador de bens ou serviços ou mora no pagamento da dívida), quanto de natureza política e extraordinária (guerras internas ou externas revoluções, embargos de importação e exportação, intervenções governamentais que impeçam o cumprimento do contrato, moratória governamental, restrições à transferência de divisas e desastres naturais). Também pode ser admitido o seguro contra rescisão dos contratos de fabricação, bem como a cobertura para casos de exportação em consignação, feiras amostras, exposições e similares. A Seguradora Brasileira de Crédito à Exportação S.A. - Sbce - é uma companhia privada, tendo como acionistas a Coface, maior seguradora de crédito à exportação do mundo, o Banco do Brasil e outras grandes companhias de seguros nacionais. MODALIDADES DE FINANCIAMENTO À IMPORTAÇÃO E À EXPORTAÇÃO É a operação pela qual o Eximbank assume os riscos de crédito do exportador norte-americano que financia diretamente o importador estrangeiro: a) Empréstimos Diretos. 20

COMÉRCIO INTERNACIONAL Políticas Comerciais. Políticas Comerciais, Barreiras e Medidas de Defesa Comercial

COMÉRCIO INTERNACIONAL Políticas Comerciais. Políticas Comerciais, Barreiras e Medidas de Defesa Comercial Políticas Comerciais, Barreiras e Medidas de Defesa Comercial Prof.Nelson Guerra Políticas Comerciais Conceito: São formas e instrumentos de intervenção governamental sobre o comércio exterior, e sempre

Leia mais

OMC: suas funções e seus acordos de comércio

OMC: suas funções e seus acordos de comércio OMC: suas funções e seus acordos de comércio Prof.Nelson Guerra Surgiu para combater o protecionismo criado pelos países no período entreguerras. O GATT (Acordo Geral de Tarifas e Comércio) surgiu em 1947

Leia mais

Negócios Internacionais

Negócios Internacionais International Business 10e Daniels/Radebaugh/Sullivan Negócios Internacionais Capítulo 3.2 Influencia Governamental no Comércio 2004 Prentice Hall, Inc Objectivos do Capítulo Compreender a racionalidade

Leia mais

Formação em Gestão da Qualidade e Higiene dos Alimentos Praia 7, 8 e 9 Novembro 2011

Formação em Gestão da Qualidade e Higiene dos Alimentos Praia 7, 8 e 9 Novembro 2011 Formação em Gestão da Qualidade e Higiene dos Alimentos Praia 7, 8 e 9 Novembro 2011 Breve referência aos acordos da OMC OTC e SPS Sumário GATT Origem dos acordos OTC e SPS OMC funções e acordos Propósitos

Leia mais

http://revistagloborural.globo.com/noticias/politica/noticia/2014/10/brasil-nao-deveentrar-em-nova-disputa-com-eua-na-omc-diz-neri-geller.

http://revistagloborural.globo.com/noticias/politica/noticia/2014/10/brasil-nao-deveentrar-em-nova-disputa-com-eua-na-omc-diz-neri-geller. http://revistagloborural.globo.com/noticias/politica/noticia/2014/10/brasil-nao-deveentrar-em-nova-disputa-com-eua-na-omc-diz-neri-geller.html Celso Lafer, A OMC e a regulamentação do comércio internacional.

Leia mais

BLOCOS ECONÔMICOS. O Comércio multilateral e os blocos regionais

BLOCOS ECONÔMICOS. O Comércio multilateral e os blocos regionais BLOCOS ECONÔMICOS O Comércio multilateral e os blocos regionais A formação de Blocos Econômicos se tornou essencial para o fortalecimento e expansão econômica no mundo globalizado. Quais os principais

Leia mais

www.caparroz.com Comércio Internacional Prova AFRFB 2009 Comentários do Prof. Roberto Caparroz

www.caparroz.com Comércio Internacional Prova AFRFB 2009 Comentários do Prof. Roberto Caparroz Comércio Internacional Prova AFRFB 2009 Comentários do Prof. Roberto Caparroz 51- A participação no comércio internacional é importante dimensão das estratégias de desenvolvimento econômico dos países,

Leia mais

AVII 8º ANO Globalização Qual é a mais próxima da realidade? Como será o futuro? Escola do futuro de 1910 Cidade-prédio de 1895 A era das redes aumentou ou diminuiu o tamanho do mundo?

Leia mais

ACORDO SOBRE MEDIDAS DE INVESTIMENTO RELACIONADAS AO COMÉRCIO

ACORDO SOBRE MEDIDAS DE INVESTIMENTO RELACIONADAS AO COMÉRCIO ACORDO SOBRE MEDIDAS DE INVESTIMENTO RELACIONADAS AO COMÉRCIO Os Membros, Considerando que os Ministros acordaram em Punta del Este que "em seguida a um exame da operação dos Artigos do GATT relacionados

Leia mais

ESTUDO DE CASO MÓDULO XI. Sistema Monetário Internacional. Padrão Ouro 1870 1914

ESTUDO DE CASO MÓDULO XI. Sistema Monetário Internacional. Padrão Ouro 1870 1914 ESTUDO DE CASO MÓDULO XI Sistema Monetário Internacional Padrão Ouro 1870 1914 Durante muito tempo o ouro desempenhou o papel de moeda internacional, principalmente por sua aceitabilidade e confiança.

Leia mais

Resumo dos resultados da enquete CNI

Resumo dos resultados da enquete CNI Resumo dos resultados da enquete CNI Brasil - México: Interesse empresarial para ampliação do acordo bilateral Março 2015 Amostra da pesquisa No total foram recebidos 45 questionários de associações sendo

Leia mais

Master em Regulação do Comércio Global. Master in International Trade Regulation (MITRE)

Master em Regulação do Comércio Global. Master in International Trade Regulation (MITRE) Proposta de curso de pós-graduação Escola de Economia de São Paulo da FGV Master em Regulação do Comércio Global Master in International Trade Regulation (MITRE) OU Coordenadores: Vera Thorstensen (EESP)

Leia mais

COMÉRCIO INTERNACIONAL. Instituições Intervenientes no Comércio Exterior do Brasil e Siscomex COMÉRCIO INTERNACIONAL COMÉRCIO INTERNACIONAL

COMÉRCIO INTERNACIONAL. Instituições Intervenientes no Comércio Exterior do Brasil e Siscomex COMÉRCIO INTERNACIONAL COMÉRCIO INTERNACIONAL Instituições Intervenientes no Comércio Exterior do Brasil e Siscomex Prof.Nelson Guerra Órgãos acima + Ministério das Relações Exteriores. Conheça cada um deles CAMEX: Objetiva a formulação, adoção, implementação

Leia mais

Prof. Rodrigo Luz Prova de AFRF/2002-2. Auditor-Fiscal da Receita Federal AFRF/2002-2

Prof. Rodrigo Luz Prova de AFRF/2002-2. Auditor-Fiscal da Receita Federal AFRF/2002-2 1 Auditor-Fiscal da Receita Federal AFRF/2002-2 COMÉRCIO INTERNACIONAL 01- O imposto de importação tem como elementos que o caracterizam, na essência: a) o lançamento por declaração; o valor da fatura

Leia mais

Professora Ana Maria Matta Walcher Skype: ana.maria.walcher37

Professora Ana Maria Matta Walcher Skype: ana.maria.walcher37 Noções básicas de Comércio Exterior Professora Ana Maria Matta Walcher Skype: ana.maria.walcher37 Regimes Aduaneiros É o conjunto de procedimentos ou regras previstas em lei para efetivar uma importação

Leia mais

Capitulo 5: O Comércio Internacional

Capitulo 5: O Comércio Internacional Capitulo 5: O Comércio Internacional O comércio nacional é regido por leis e diretrizes que regulamentam as negociações de bens e serviços entre duas ou mais pessoas, sejam físicas ou jurídicas. Dessa

Leia mais

MÓDULO 3 A estrutura brasileira para o comércio exterior

MÓDULO 3 A estrutura brasileira para o comércio exterior MÓDULO 3 A estrutura brasileira para o comércio exterior O governo brasileiro possui definida uma política voltada para o comércio internacional, onde defende os interesses das empresas nacionais envolvidas,

Leia mais

Expressando que este processo de integração constitui uma resposta adequada a tais acontecimentos;

Expressando que este processo de integração constitui uma resposta adequada a tais acontecimentos; TRATADO PARA A CONSTITUIÇÃO DE UM MERCADO COMUM ENTRE A REPUBLICA ARGENTINA, A REPUBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, A REPUBLICA DO PARAGUAI E A REPUBLICA ORIENTAL DO URUGUAI (ASSUNÇÃO, 26/03/1991) A República

Leia mais

Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro

Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Análise Economia e Comércio / Integração Regional Jéssica Naime 09 de setembro de 2005 Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Análise Economia

Leia mais

CESA Comitê de Apoio ao Comércio Exterior

CESA Comitê de Apoio ao Comércio Exterior A ALCA E OS INTERESSES BRASILEIROS Thomas Benes Felsberg Agnes Borges O Brasil no Mercado Internacional Respondemos hoje por menos de 1% do comércio mundial. Exportações brasileiras não superam a marca

Leia mais

REACH. Andamento das discussões sobre o REACH na OMC. Rodrigo Carvalho Secretaria de Tecnologia Industrial

REACH. Andamento das discussões sobre o REACH na OMC. Rodrigo Carvalho Secretaria de Tecnologia Industrial REACH Andamento das discussões sobre o REACH na OMC Rodrigo Carvalho Secretaria de Tecnologia Industrial Brasília, 07 de Abril de 2009 Andamento das Discussões sobre o REACH na OMC 1. Visão geral do Acordo

Leia mais

A REORIENTAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL BRASILEIRO IBGC 26/3/2015

A REORIENTAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL BRASILEIRO IBGC 26/3/2015 A REORIENTAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL BRASILEIRO IBGC 26/3/2015 1 A Situação Industrial A etapa muito negativa que a indústria brasileira está atravessando vem desde a crise mundial. A produção

Leia mais

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Fevereiro/2014 A taxa de câmbio é um dos principais preços relativos da economia, com influência direta no desempenho macroeconômico do país e na composição de

Leia mais

Organização Mundial do Comércio: Possibilidades e Limites

Organização Mundial do Comércio: Possibilidades e Limites Organização Mundial do Comércio: Possibilidades e Limites Análise Integração Regional / Economia e Comércio Bernardo Erhardt de Andrade Guaracy 15 de outubro de 2003 Organização Mundial do Comércio: Possibilidades

Leia mais

FACULDADE DE ECONOMIA DO PORTO ANO LECTIVO 2010/2011

FACULDADE DE ECONOMIA DO PORTO ANO LECTIVO 2010/2011 FACULDADE DE ECONOMIA DO PORTO ANO LECTIVO 2010/2011 1 1G203 - ECONOMIA INTERNACIONAL A regulação das trocas internacionais: do GATT à OMC 1.3 OMC: Objectivos e princípios. Perspectiva histórica da liberalização

Leia mais

DECRETO Nº 4.732, DE 10 DE JUNHO DE 2003. Dispõe sobre a Câmara de Comércio Exterior - CAMEX, do Conselho de Governo.

DECRETO Nº 4.732, DE 10 DE JUNHO DE 2003. Dispõe sobre a Câmara de Comércio Exterior - CAMEX, do Conselho de Governo. DECRETO Nº 4.732, DE 10 DE JUNHO DE 2003. Dispõe sobre a Câmara de Comércio Exterior - CAMEX, do Conselho de Governo. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, incisos

Leia mais

Organização Mundial do Comércio I. Histórico

Organização Mundial do Comércio I. Histórico Organização Mundial do Comércio I Histórico No final da Segunda Guerra Mundial, diversos países resolveram reunir- -se, sob a influência norte-americana, para formular as diretrizes do sistema econômico-financeiro

Leia mais

2 DISCIPLINA: Economia M6 Ano :11º C DATA: 10/07/2013 Cursos Profissionais: Técnico de Restauração Variante de Restaurante - Bar

2 DISCIPLINA: Economia M6 Ano :11º C DATA: 10/07/2013 Cursos Profissionais: Técnico de Restauração Variante de Restaurante - Bar 2 DISCIPLINA: Economia M6 Ano :11º C DATA: 10/07/2013 Cursos Profissionais: Técnico de Restauração Variante de Restaurante - Bar Nome: N.º: Classificação: Ass.Professor: GRUPO I Este grupo é constituído

Leia mais

ABERTURA DO MERCADO BRASILEIRO DE AVIAÇÃO: A QUESTÃO DA CABOTAGEM E DA PARTICIPAÇÃO DO CAPITAL ESTRANGEIRO NAS COMPANHIAS AÉREAS BRASILEIRAS

ABERTURA DO MERCADO BRASILEIRO DE AVIAÇÃO: A QUESTÃO DA CABOTAGEM E DA PARTICIPAÇÃO DO CAPITAL ESTRANGEIRO NAS COMPANHIAS AÉREAS BRASILEIRAS ABERTURA DO MERCADO BRASILEIRO DE AVIAÇÃO: A QUESTÃO DA CABOTAGEM E DA PARTICIPAÇÃO DO CAPITAL ESTRANGEIRO NAS COMPANHIAS AÉREAS BRASILEIRAS por Victor Carvalho Pinto 1. Conceituação Os parâmetros básicos

Leia mais

O processo de abertura comercial da China: impactos e perspectivas

O processo de abertura comercial da China: impactos e perspectivas O processo de abertura comercial da China: impactos e perspectivas Análise Economia e Comércio / Desenvolvimento Carolina Dantas Nogueira 20 de abril de 2006 O processo de abertura comercial da China:

Leia mais

POLÍTICA COMERCIAL. Cotas de importação: restrição sobre quantidade Tarifa: específica ou ad-valorem. Subsídio:

POLÍTICA COMERCIAL. Cotas de importação: restrição sobre quantidade Tarifa: específica ou ad-valorem. Subsídio: POLÍTICA COMERCIAL Termos de troca: relação entre os preços praticados nas importações e exportações de um determinado país. Instrumentos de política comercial Cotas de importação: restrição sobre quantidade

Leia mais

OMC: estrutura institucional

OMC: estrutura institucional OMC: estrutura institucional Especial Perfil Wesley Robert Pereira 06 de outubro de 2005 OMC: estrutura institucional Especial Perfil Wesley Robert Pereira 06 de outubro de 2005 Enquanto o GATT foi apenas

Leia mais

MATERIAL ATUALIZADO EM ABRIL DE 2012

MATERIAL ATUALIZADO EM ABRIL DE 2012 1 MATERIAL ATUALIZADO EM ABRIL DE 2012 4. Processo de integração econômica. Estágios de integração econômica. Formação de blocos econômicos. União Européia. Integração econômica nas Américas: ALALC, ALADI,

Leia mais

COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO. PROJETO DE LEI N o 1.893, DE 2007

COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO. PROJETO DE LEI N o 1.893, DE 2007 COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO PROJETO DE LEI N o 1.893, DE 2007 Dispõe sobre medidas de suspensão e diluição temporárias ou extinção de da proteção de direitos de propriedade

Leia mais

CARTA DO PARANÁ DE GOVERNANÇA METROPOLITANA

CARTA DO PARANÁ DE GOVERNANÇA METROPOLITANA CARTA DO PARANÁ DE GOVERNANÇA METROPOLITANA Em 22 e 23 de outubro de 2015, organizado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano SEDU, por meio da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba COMEC,

Leia mais

Prof. Rodrigo Luz Prova de ACE/2002 COMÉRCIO EXTERIOR

Prof. Rodrigo Luz Prova de ACE/2002 COMÉRCIO EXTERIOR 1 COMÉRCIO EXTERIOR 41- Sobre a Câmara de Comércio Exterior (CAMEX), é correto afirmar-se que: a) é órgão vinculado à Presidência da República incumbido de promover e divulgar oportunidades comerciais

Leia mais

órgão nacional interveniente no comércio internacional

órgão nacional interveniente no comércio internacional MDIC órgão nacional interveniente no comércio internacional CURSO: Administração DISCIPLINA: Comércio Exterior FONTES: KEEDI, Samir. ABC DO COMÉRCIO EXTERIOR. São Paulo: Aduaneiras, 2007. www.desenvolvimento.gov.br

Leia mais

Controles Internos e Governança de TI. Charles Holland e Gianni Ricciardi

Controles Internos e Governança de TI. Charles Holland e Gianni Ricciardi Controles Internos e Governança de TI Para Executivos e Auditores Charles Holland e Gianni Ricciardi Alguns Desafios da Gestão da TI Viabilizar a inovação em produtos e serviços do negócio, que contem

Leia mais

DECRETO Nº, DE DE DE. A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea a, da Constituição, e

DECRETO Nº, DE DE DE. A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea a, da Constituição, e DECRETO Nº, DE DE DE. Aprova a Política Nacional da Indústria de Defesa (PNID). A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea a, da Constituição, e Considerando

Leia mais

ACORDO-QUADRO SOBRE MEIO AMBIENTE DO MERCOSUL

ACORDO-QUADRO SOBRE MEIO AMBIENTE DO MERCOSUL MERCOSUL/CMC/DEC. N o 02/01 ACORDO-QUADRO SOBRE MEIO AMBIENTE DO MERCOSUL TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção, o Protocolo de Ouro Preto, a Resolução N o 38/95 do Grupo Mercado Comum e a Recomendação

Leia mais

Prof. Esp. Lucas Cruz. www.proflucas.com

Prof. Esp. Lucas Cruz. www.proflucas.com Prof. Esp. Lucas Cruz www.proflucas.com O principal discípulo de Smith, David Ricardo, sofisticou um pouco mais essa teoria. Segundo ele, ainda que uma economia fosse mais eficiente em todos os produtos,

Leia mais

A ASSOCIAÇÃO DAS NAÇÕES DO SUDESTE ASIÁTICO E SEU AMBIENTE DE NEGÓCIOS

A ASSOCIAÇÃO DAS NAÇÕES DO SUDESTE ASIÁTICO E SEU AMBIENTE DE NEGÓCIOS www.observatorioasiapacifico.org A ASSOCIAÇÃO DAS NAÇÕES DO SUDESTE ASIÁTICO E SEU AMBIENTE DE NEGÓCIOS Ignacio Bartesaghi 1 O debate na América Latina costuma focar-se no sucesso ou no fracasso dos processos

Leia mais

COMÉRCIO EXTERIOR. Causas da dívida Empréstimos internacionais para projetar e manter grandes obras. Aquisição de tecnologia e maquinário moderno.

COMÉRCIO EXTERIOR. Causas da dívida Empréstimos internacionais para projetar e manter grandes obras. Aquisição de tecnologia e maquinário moderno. 1. ASPECTOS GERAIS Comércio é um conceito que possui como significado prático, trocas, venda e compra de determinado produto. No início do desenvolvimento econômico, o comércio era efetuado através da

Leia mais

Declaração de Pequim adotada pela Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres: Ação para Igualdade, Desenvolvimento e Paz (1995)

Declaração de Pequim adotada pela Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres: Ação para Igualdade, Desenvolvimento e Paz (1995) Declaração de Pequim adotada pela Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres: Ação para Igualdade, Desenvolvimento e Paz (1995) 1. Nós, os Governos, participante da Quarta Conferência Mundial sobre as

Leia mais

Sumário. Capítulo 3 Dois Vetores Fundamentais da OMC: Cláusula da Nação Mais Favorecida e Tratamento Nacional 25

Sumário. Capítulo 3 Dois Vetores Fundamentais da OMC: Cláusula da Nação Mais Favorecida e Tratamento Nacional 25 Uô / Comércio erior Sumário Capítulo I Negociações Internacionais I Introdução 1 Definição: Negociação 1 Negociação Distributiva ou Posicionai 3 Negociação Cooperativa 4 Negociações Internacionais 7 Leitura

Leia mais

Aula 9.1 Conteúdo: Tentativas de união na América Latina; Criação do Mercosul. FORTALECENDO SABERES DINÂMICA LOCAL INTERATIVA CONTEÚDO E HABILIDADES

Aula 9.1 Conteúdo: Tentativas de união na América Latina; Criação do Mercosul. FORTALECENDO SABERES DINÂMICA LOCAL INTERATIVA CONTEÚDO E HABILIDADES CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA Aula 9.1 Conteúdo: Tentativas de união na América Latina; Criação do Mercosul. 2 CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA Habilidade:

Leia mais

PRINCÍPIOS PARA DISPOSIÇÕES SOBRE PROPRIEDADE INTELECTUAL EM ACORDOS BILATERAIS E REGIONAIS

PRINCÍPIOS PARA DISPOSIÇÕES SOBRE PROPRIEDADE INTELECTUAL EM ACORDOS BILATERAIS E REGIONAIS PRINCÍPIOS PARA DISPOSIÇÕES SOBRE PROPRIEDADE INTELECTUAL EM ACORDOS BILATERAIS E REGIONAIS Introdução Durante vários anos, a pesquisa no Instituto Max Planck para o Direito da Propriedade Intelectual

Leia mais

A Escalada Protecionista nos BRICS no contexto pós Crise financeira Internacional - Monitoramento de Medidas de Política Comercial

A Escalada Protecionista nos BRICS no contexto pós Crise financeira Internacional - Monitoramento de Medidas de Política Comercial BRICS Monitor A Escalada Protecionista nos BRICS no contexto pós Crise financeira Internacional - Monitoramento de Medidas de Política Comercial Outubro de 2011 Núcleo de Desenvolvimento, Comércio, Finanças

Leia mais

Resumo dos resultados da enquete CNI

Resumo dos resultados da enquete CNI Resumo dos resultados da enquete CNI Brasil - México: Interesse empresarial para ampliação do acordo bilateral Março 2015 Amostra da pesquisa No total foram recebidos 45 questionários de associações sendo

Leia mais

ENCONTRO DE MINISTROS DA AGRICULTURA DAS AMÉRICAS 2011 Semeando inovação para colher prosperidade

ENCONTRO DE MINISTROS DA AGRICULTURA DAS AMÉRICAS 2011 Semeando inovação para colher prosperidade ENCONTRO DE MINISTROS DA AGRICULTURA DAS AMÉRICAS 2011 Semeando inovação para colher prosperidade DECLARAÇÃO DOS MINISTROS DA AGRICULTURA, SÃO JOSÉ 2011 1. Nós, os Ministros e os Secretários de Agricultura

Leia mais

Os Acordos Regionais de Comércio, as Novas Regras e a OMC

Os Acordos Regionais de Comércio, as Novas Regras e a OMC Os Acordos Regionais de Comércio, as Novas Regras e a OMC Michelle R S Badin COSCEX/FIESP, March 13, 2013 Estratégias Política Econômica Jurídica Zona de influência Alianças Liberalização, contenção ou

Leia mais

CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO CAPÍTULO 30 FORTALECIMENTO DO PAPEL DO COMÉRCIO E DA INDÚSTRIA INTRODUÇÃO

CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO CAPÍTULO 30 FORTALECIMENTO DO PAPEL DO COMÉRCIO E DA INDÚSTRIA INTRODUÇÃO CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO CAPÍTULO 30 FORTALECIMENTO DO PAPEL DO COMÉRCIO E DA INDÚSTRIA INTRODUÇÃO 30.1. O comércio e a indústria, inclusive as empresas transnacionais,

Leia mais

A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO

A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO Introdução Escopo A Carta de Bangkok identifica ações, compromissos e promessas necessários para abordar os determinantes da saúde em

Leia mais

TRATADO ALTERNATIVO SOBRE COMÉRCIO E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL [12] PREÂMBULO

TRATADO ALTERNATIVO SOBRE COMÉRCIO E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL [12] PREÂMBULO TRATADO ALTERNATIVO SOBRE COMÉRCIO E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL [12] PREÂMBULO 1. O comércio internacional deve ser conduzido de forma a melhorar o bem estar social, respeitando a necessidade de promover

Leia mais

Acordo-Quadro de Associação entre o MERCOSUL e a República do Suriname

Acordo-Quadro de Associação entre o MERCOSUL e a República do Suriname Acordo-Quadro de Associação entre o MERCOSUL e a República do Suriname A República Argentina, a República Federativa do Brasil, a República do Paraguai, a República Oriental do Uruguai, a República Bolivariana

Leia mais

OS IMPACTOS DA ALCA E DO ACORDO COMERCIAL COM A UNIÃO EUROPÉIA - O CASO DA CADEIA TÊXTIL/CONFECÇÕES 1 Victor Prochnik 2

OS IMPACTOS DA ALCA E DO ACORDO COMERCIAL COM A UNIÃO EUROPÉIA - O CASO DA CADEIA TÊXTIL/CONFECÇÕES 1 Victor Prochnik 2 OS IMPACTOS DA ALCA E DO ACORDO COMERCIAL COM A UNIÃO EUROPÉIA - O CASO DA CADEIA TÊXTIL/CONFECÇÕES 1 Victor Prochnik 2 1. Apresentação Este artigo discute as oportunidades e riscos que se abrem para a

Leia mais

Letra B: errada. Mesmo os países ditos liberais reconhecem a importância dos acordos regionais e

Letra B: errada. Mesmo os países ditos liberais reconhecem a importância dos acordos regionais e Prof. Rodrigo Teixeira Luz 1 Prova AFRFB/2009 - COMÉRCIO INTERNACIONAL 51- A participação no comércio internacional é importante dimensão das estratégias de desenvolvimento econômico dos países, sendo

Leia mais

Agenda. Cenário atual enfrentado pelo exportador. O programa do próximo governo. Política comercial: agenda pendente.

Agenda. Cenário atual enfrentado pelo exportador. O programa do próximo governo. Política comercial: agenda pendente. Agenda Cenário atual enfrentado pelo exportador O programa do próximo governo Política comercial: agenda pendente Parte da resposta Cenário Atual Problemas internos Entraves operacionais Infraestrutura

Leia mais

IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO

IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO Instituições de Direito Profª Doutora Ideli Raimundo Di Tizio p 41 IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO O imposto de importação é de competência da União, é também conhecido como tarifa aduaneira. Sua função é predominantemente

Leia mais

Bali e pós-bali: Tendências nas negociações comerciais

Bali e pós-bali: Tendências nas negociações comerciais Bali e pós-bali: Tendências nas negociações comerciais Sandra Polónia Rios 20 de maio de 2014 Roteiro 1. Antecedentes 2. O Pacote de Bali: agricultura, questões de desenvolvimento e facilitação de comércio

Leia mais

Facilitações para o Comércio Exterior

Facilitações para o Comércio Exterior EXPORTAÇÕES POR ENVIOS POSTAIS Facilitações para o Comércio Exterior São Paulo 18 de novembro de 2009 José Barroso Tostes Neto Coordenação Geral de Administração Aduaneira FACILITAÇÕES PARA O COMÉRCIO

Leia mais

(no edital de ATRFB-2009, é o tópico 2) Multilateralismo no comércio internacional

(no edital de ATRFB-2009, é o tópico 2) Multilateralismo no comércio internacional 1 2. A Organização Mundial do Comércio (OMC): textos legais, estrutura, funcionamento. 2.1. O Acordo sobre o Comércio de Bens (GATT-1994); princípios básicos e objetivos. 2.2. O Acordo Geral sobre o Comércio

Leia mais

Moção relativa à próxima negociação sobre o comércio. internacional de produtos do sector têxtil e da

Moção relativa à próxima negociação sobre o comércio. internacional de produtos do sector têxtil e da Moção relativa à próxima negociação sobre o comércio internacional de produtos do sector têxtil e da Moção relativa à próxima negociação sobre o comércio internacional de produtos do sector têxtil e da

Leia mais

Posição da indústria química brasileira em relação ao tema de mudança climática

Posição da indústria química brasileira em relação ao tema de mudança climática Posição da indústria química brasileira em relação ao tema de mudança climática A Abiquim e suas ações de mitigação das mudanças climáticas As empresas químicas associadas à Abiquim, que representam cerca

Leia mais

O PAPEL DAS UNIVERSIDADES E A INVESTIGAÇÃO SOBRE DIPLOMACIA ECONÓMICA. Joaquim Ramos Silva Socius/ISEG jrsilva@iseg.utl.pt

O PAPEL DAS UNIVERSIDADES E A INVESTIGAÇÃO SOBRE DIPLOMACIA ECONÓMICA. Joaquim Ramos Silva Socius/ISEG jrsilva@iseg.utl.pt O PAPEL DAS UNIVERSIDADES E A INVESTIGAÇÃO SOBRE DIPLOMACIA ECONÓMICA Joaquim Ramos Silva Socius/ISEG jrsilva@iseg.utl.pt PRINCIPAIS TÓPICOS A emergência da Diplomacia Económica e suas razões As mudanças

Leia mais

Fiscal - Exercícios Legislação Aduaneira Exercício Fábio Lobo

Fiscal - Exercícios Legislação Aduaneira Exercício Fábio Lobo Fiscal - Exercícios Legislação Aduaneira Exercício Fábio Lobo 2012 Copyright. Curso Agora eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. 1. (ESAF/AFRF/1998) O transporte de mercadoria estrangeira contida

Leia mais

IMPOSTOS FEDERAIS: II, IE E IPI

IMPOSTOS FEDERAIS: II, IE E IPI IMPOSTOS FEDERAIS: II, IE E IPI CAIO AUGUSTO TAKANO MESTRANDO EM DIREITO ECONÔMICO, FINANCEIRO E TRIBUTÁRIO USP ESPECIALISTA EM DIREITO TRIBUTÁRIO IBET PROFESSOR-ASSISTENTE DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO DO

Leia mais

OMC Organização Mundial do Comércio

OMC Organização Mundial do Comércio OMC Organização Mundial do Comércio CURSO: Administração DISCIPLINA: Comércio Exterior FONTES: DIAS, Reinaldo. RODRIGUES, Waldemar. Comércio Exterior Teoria e Gestão. Atlas. São Paulo: 2004. SILVA, Luiz

Leia mais

Taxa de Câmbio. Recebimento de juros Recebimentos de lucros do exterior Receita de rendas do trabalho

Taxa de Câmbio. Recebimento de juros Recebimentos de lucros do exterior Receita de rendas do trabalho Taxa de Câmbio TAXA DE CÂMBIO No Brasil é usado a CONVENÇÃO DO INCERTO. O valor do dólar é fixo e o variável é a nossa moeda. Por exemplo : 1 US$ = R$ 3,00 Mercado de Divisa No mercado de câmbio as divisas

Leia mais

Economia. Comércio Internacional Taxa de Câmbio, Mercado de Divisas e Balança de Pagamentos,

Economia. Comércio Internacional Taxa de Câmbio, Mercado de Divisas e Balança de Pagamentos, Economia Comércio Internacional Taxa de Câmbio, Mercado de Divisas e Balança de Pagamentos, Comércio Internacional Objetivos Apresentar o papel da taxa de câmbio na alteração da economia. Iniciar nas noções

Leia mais

Organizações internacionais Regionais

Organizações internacionais Regionais Organizações internacionais Regionais Percurso 4 Geografia 9ºANO Profª Bruna Andrade e Elaine Camargo Os países fazem uniões a partir de interesses comuns. Esses interesses devem trazer benefícios aos

Leia mais

Curso Básico de Comércio Exterior Pitágora Pereira CURSO BÁSICO DE COMÉRCIO EXTERIOR. Módulo IV. Pitágora Pereira

Curso Básico de Comércio Exterior Pitágora Pereira CURSO BÁSICO DE COMÉRCIO EXTERIOR. Módulo IV. Pitágora Pereira CURSO BÁSICO DE COMÉRCIO EXTERIOR Módulo IV www.commex.com.br cursos@commex.com.br 1 SUMÁRIO 1. BARREIRAS TARIFÁRIAS E NÃO-TARIFÁRIAS... 03 1.1 Barreiras Tarifárias... 03 1.1.1 A Tarifa Ótima... 04 1.2

Leia mais

DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO

DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO MASTER JURIS RJ Prof. LUIZ OLIVEIRA CASTRO JUNGSTEDT Agosto/2015 Aula 4 73 ASILO INSTITUTO LIGADO À PROTEÇÃO DA PESSOA HUMANA MESMO COM O FORTALECIMENTO DO DIREITO INTERNACIONAL

Leia mais

CURSO CANAL MÓDULO: VALORAÇÃO ADUANEIRA PROF: LUIZ ROBERTO MISSAGIA LISTA DE EXERCÍCIOS DE AULA

CURSO CANAL MÓDULO: VALORAÇÃO ADUANEIRA PROF: LUIZ ROBERTO MISSAGIA LISTA DE EXERCÍCIOS DE AULA CURSO CANAL MÓDULO: VALORAÇÃO ADUANEIRA PROF: LUIZ ROBERTO MISSAGIA LISTA DE EXERCÍCIOS DE AULA EXERCÍCIOS 1 (AFRF/2002-1) Por meio dos elementos abaixo determine, com base no Método Primeiro, o valor

Leia mais

CURSO CANAL DISCIPLINA: COMÉRCIO INTERNACIONAL MÓDULO: VALORAÇÃO ADUANEIRA PROF: LUIZ ROBERTO MISSAGIA LISTA DE EXERCÍCIOS DE AULA

CURSO CANAL DISCIPLINA: COMÉRCIO INTERNACIONAL MÓDULO: VALORAÇÃO ADUANEIRA PROF: LUIZ ROBERTO MISSAGIA LISTA DE EXERCÍCIOS DE AULA CURSO CANAL DISCIPLINA: COMÉRCIO INTERNACIONAL MÓDULO: VALORAÇÃO ADUANEIRA PROF: LUIZ ROBERTO MISSAGIA LISTA DE EXERCÍCIOS DE AULA EXERCÍCIOS 1 (AFRF/2002-1) Por meio dos elementos abaixo determine, com

Leia mais

Comércio (Países Centrais e Periféricos)

Comércio (Países Centrais e Periféricos) Comércio (Países Centrais e Periféricos) Considera-se a atividade comercial, uma atividade de alto grau de importância para o desenvolver de uma nação, isso se dá pela desigualdade entre o nível de desenvolvimento

Leia mais

Discurso do Diretor Aldo Luiz Mendes no Seminário sobre Modernização do Sistema Câmbio

Discurso do Diretor Aldo Luiz Mendes no Seminário sobre Modernização do Sistema Câmbio São Paulo, 28 de outubro de 2011 Discurso do Diretor Aldo Luiz Mendes no Seminário sobre Modernização do Sistema Câmbio Bom dia a todos. É com grande prazer que, pela segunda vez, participo de evento para

Leia mais

DECLARAÇÃO DE POLÍTICA DE DIREITOS HUMANOS DA UNILEVER

DECLARAÇÃO DE POLÍTICA DE DIREITOS HUMANOS DA UNILEVER DECLARAÇÃO DE POLÍTICA DE DIREITOS HUMANOS DA UNILEVER Acreditamos que as empresas só podem florescer em sociedades nas quais os direitos humanos sejam protegidos e respeitados. Reconhecemos que as empresas

Leia mais

O BRASIL E O MUNDO NO COMÉRCIO EXTERIOR

O BRASIL E O MUNDO NO COMÉRCIO EXTERIOR São Paulo Rio de Janeiro Brasília Curitiba Porto Alegre Recife Londres Lisboa Shanghai Miami Buenos Aires O BRASIL E O MUNDO NO COMÉRCIO EXTERIOR Durval de Noronha Goyos Jr. Aula Magna - Universidade de

Leia mais

Os INCOTERM s ou International Comercial Terms são nomenclaturas representativas de cláusulas contratuais padronizadas internacionalmente para

Os INCOTERM s ou International Comercial Terms são nomenclaturas representativas de cláusulas contratuais padronizadas internacionalmente para Os INCOTERM s ou International Comercial Terms são nomenclaturas representativas de cláusulas contratuais padronizadas internacionalmente para facilitar o comércio. Elas tratam das condições e responsabilidades

Leia mais

Bens remanufaturados e as negociações em curso na OMC. Nota Técnica

Bens remanufaturados e as negociações em curso na OMC. Nota Técnica Bens remanufaturados e as negociações em curso na OMC Nota Técnica 1. Introdução O comércio internacional de bens usados tem sido, em muitos países, objeto de um tratamento diferenciado em comparação com

Leia mais

WP WGFA 2/06 Add. 1 Rev. 1

WP WGFA 2/06 Add. 1 Rev. 1 International Coffee Organization Organización Internacional del Café Organização Internacional do Café Organisation Internationale du Café WP WGFA 2/06 Add. 1 Rev. 1 10 janeiro 2007 Original: inglês P

Leia mais

1. Histórico. . Iniciativa para as Américas (Miami 94) . 34 paises, menos Cuba. . Cúpulas Presidenciais: - Santiago 1998 - Québec 2001

1. Histórico. . Iniciativa para as Américas (Miami 94) . 34 paises, menos Cuba. . Cúpulas Presidenciais: - Santiago 1998 - Québec 2001 1. Histórico. Iniciativa para as Américas (Miami 94). 34 paises, menos Cuba. Cúpulas Presidenciais: - Santiago 1998 - Québec 2001 1. Histórico. Reunião Ministeriais de negociação - Denver 1995 - Cartagena

Leia mais

Da coexistência internacional à cooperação multilateral: o papel da ONU e da OMC nas relações internacionais

Da coexistência internacional à cooperação multilateral: o papel da ONU e da OMC nas relações internacionais Da coexistência internacional à cooperação multilateral: o papel da ONU e da OMC nas relações internacionais A Cooperação Internacional tem por objetivo conduzir o conjunto de atores que agem no cenário

Leia mais

A Reforma Tributária e o Desenvolvimento

A Reforma Tributária e o Desenvolvimento A Reforma Tributária e o Desenvolvimento Por que a Reforma Tributária é Fundamental? Acelera o crescimento econômico Torna o crescimento mais sustentável É a reforma econômica mais importante Reforma Tributária

Leia mais

Maio 2005 geral@economia-internacional.org. Acordo Geral sobre o Comércio de Serviços - GATS

Maio 2005 geral@economia-internacional.org. Acordo Geral sobre o Comércio de Serviços - GATS Maio 2005 geral@economia-internacional.org Acordo Geral sobre o Comércio - GATS de Serviços I. Enquadramento (histórico) O GATS entrou em vigor em 01/01/1995; juntamente com o GATT e o TRIPS, completam

Leia mais

FINANCIAMENTO DO DESENVOLVIMENTO URBANO

FINANCIAMENTO DO DESENVOLVIMENTO URBANO FINANCIAMENTO DO DESENVOLVIMENTO URBANO As condições para o financiamento do desenvolvimento urbano estão diretamente ligadas às questões do federalismo brasileiro e ao desenvolvimento econômico. No atual

Leia mais

Histórico da OMC: construção e evolução do sistema multilateral de comércio

Histórico da OMC: construção e evolução do sistema multilateral de comércio Histórico da OMC: construção e evolução do sistema multilateral de comércio Especial Perfil Wesley Robert Pereira 08 de setembro de 2005 Histórico da OMC: construção e evolução do sistema multilateral

Leia mais

Os 10 Princípios Universais do Pacto Global

Os 10 Princípios Universais do Pacto Global Os 10 Princípios Universais do Pacto Global O Pacto Global advoga dez Princípios universais, derivados da Declaração Universal de Direitos Humanos, da Declaração da Organização Internacional do Trabalho

Leia mais

ABINEE TEC 2005. Normalização e Avaliação da Conformidade. A Normalização nas Américas. Eugenio De Simone Diretor de Normalização da ABNT, Brasil

ABINEE TEC 2005. Normalização e Avaliação da Conformidade. A Normalização nas Américas. Eugenio De Simone Diretor de Normalização da ABNT, Brasil Normalização e Avaliação da Conformidade A Normalização nas Américas Eugenio De Simone Diretor de Normalização da ABNT, Brasil O QUE É A ABNT? FUNDADA EM 1940 ENTIDADE PRIVADA, SEM FINS LUCRATIVOS, DE

Leia mais

União Europeia Acesso a cuidados de saúde Prestação de serviços de saúde

União Europeia Acesso a cuidados de saúde Prestação de serviços de saúde União Europeia Acesso a cuidados de saúde Prestação de serviços de saúde Legislação da União Europeia Legislação nacional Jurisprudência TJUE Diretiva 2011/24 Proposta de Lei 206/XII Direitos e deveres

Leia mais

Mercados. informação regulamentar. Finlândia Condições Legais de Acesso ao Mercado

Mercados. informação regulamentar. Finlândia Condições Legais de Acesso ao Mercado Mercados informação regulamentar Finlândia Condições Legais de Acesso ao Mercado Janeiro 2012 Índice 1. Regime Geral de Importação 3 2. Regime de Investimento Estrangeiro 4 3. Quadro Legal 5 2 1. Regime

Leia mais

ACORDO CONSTITUTIVO DA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE COMÉRCIO

ACORDO CONSTITUTIVO DA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE COMÉRCIO ACORDO CONSTITUTIVO DA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE COMÉRCIO As Partes do presente Acordo, Reconhecendo que as suas relações na esfera da atividade comercial e econômica devem objetivar a elevação dos níveis

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL 4ª CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO SUB-GRUPO DE TRABALHO DE TRATADOS INTERNACIONAIS

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL 4ª CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO SUB-GRUPO DE TRABALHO DE TRATADOS INTERNACIONAIS FORMULÁRIO DESCRITIVO DA NORMA INTERNACIONAL Norma Internacional: Acordo-Quadro sobre Meio-Ambiente do Mercosul Assunto: Agenda comum de meio-ambiente no âmbito do Mercosul Decreto: 5208 Entrada em vigor:

Leia mais

O Acordo de Madrid relativo ao Registro. Internacional de Marcas e o Protocolo. referente a este Acordo: Objetivos,

O Acordo de Madrid relativo ao Registro. Internacional de Marcas e o Protocolo. referente a este Acordo: Objetivos, O Acordo de Madrid relativo ao Registro Internacional de Marcas e o Protocolo referente a este Acordo: Objetivos, Principais Características, Vantagens Publicação OMPI N 418 (P) ISBN 92-805-1313-7 2 Índice

Leia mais

MARKETING INTERNACIONAL

MARKETING INTERNACIONAL MARKETING INTERNACIONAL Produtos Ecologicamente Corretos Introdução: Mercado Global O Mercado Global está cada dia mais atraente ás empresas como um todo. A dinâmica do comércio e as novas práticas decorrentes

Leia mais

Mercados. informação regulamentar. Alemanha Condições Legais de Acesso ao Mercado

Mercados. informação regulamentar. Alemanha Condições Legais de Acesso ao Mercado Mercados informação regulamentar Alemanha Condições Legais de Acesso ao Mercado Setembro 2012 Índice 1. Regime Geral de Importação 3 2. Regime de Investimento Estrangeiro 4 3. Quadro Legal 5 2 1. Regime

Leia mais

O Comércio Exterior. a Receita Federal do Brasil. Itajaí, 18 de fevereiro de 2011

O Comércio Exterior. a Receita Federal do Brasil. Itajaí, 18 de fevereiro de 2011 O Comércio Exterior & Itajaí, 18 de fevereiro de 2011 Contexto A RFB é o órgão responsável pela administração e controle aduaneiro no País. Missão Institucional: Arrecadaçãod ã dos tib tributost sobre

Leia mais

PROPRIEDADE INTELECTUAL:

PROPRIEDADE INTELECTUAL: PROPRIEDADE INTELECTUAL: LEGISLAÇÃO - 2 Profa. Dra. Suzana Leitão Russo Prof. Gabriel Francisco Silva Profa. Dra. Ana Eleonora Almeida Paixão Art. 1º Esta Lei regula direitos e obrigações relativos à propriedade

Leia mais

Manual de Negociações Internacionais

Manual de Negociações Internacionais Manual de Negociações Internacionais MANUAL DE NEGOCIAÇÕES INTERNACIONAIS FEDERAÇÃO E CENTRO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SÃO PAULO DEPARTAMENTO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS E COMÉRCIO EXTERIOR DEREX GERÊNCIA

Leia mais