Exmo. Sr. Ministro da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento, Uma primeira palavra de boas-vindas à Universidade de Aveiro, e de

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1 Exmo. Sr. Ministro da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento, Exmo. Sr. Secretário de Estado da Energia e da Inovação, Exmo. Sr. Director Geral da Agência para a Energia, Caros membros da Comunidade Universitária, Senhoras e Senhores convidados, Uma primeira palavra de boas-vindas à Universidade de Aveiro, e de agradecimento pela Vossa presença nesta sessão sobre a promoção da eficiência energética. A 1 de Junho de 2009, há pois menos de um ano, a Universidade de Aveiro celebrou um contrato com o Estado Português, tendo em vista a realização de um ambicioso conjunto de intervenções em todos os edifícios deste Campus. Este programa, totalizando nove milhões de euros, enquadra-se na preocupação de aumentar a eficiência energética de edifícios públicos, inserida na iniciativa para o Investimento e o Emprego, aprovada em Conselho de Ministros em Dezembro de O acordo celebrado entre o Ministério das Finanças e da Administração Pública, o Ministério da Economia e da Inovação, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e a Universidade de Aveiro permitiu contar com um apoio do Estado de seis milhões e quinhentos mil euros, suportando esta Universidade o restante investimento, de 2,5 milhões de euros. 1

2 Hoje, repito, menos de um ano decorrido sobre a assinatura do acordo, é possível encontrar na Universidade de Aveiro um conjunto de sistemas, estruturas e equipamentos de produção, poupança e gestão de energia. Os painéis fotovoltaicos e térmicos são, porventura, os elementos de maior visibilidade. Mas a intervenção efectuada tem um cariz muito mais abrangente, e incluiu, designadamente: - a adaptação dos sistemas centrais de ar condicionado; - a introdução de sistemas de telecontagem, imputação interna de custos e monitorização; - a desactivação automática de equipamentos em períodos de não utilização; - a remodelação da iluminação exterior; - a correcção de factores de potência nos postos de transformação; - e a introdução de um sistema de cartão único para os membros da comunidade universitária, combinando valências de disponibilização de serviços e de acesso a edifícios e zonas de estacionamento com a gestão da utilização dos espaços interiores. A concretização deste projecto envolveu mais de 85 empresas nacionais e contou com uma incorporação nacional de equipamentos superior a 75%. Estima-se que estas intervenções, no seu conjunto, permitirão uma poupança global estimada em 300 mil euros por ano, resultante de uma redução de cerca de 40% no nosso consumo energético. 2

3 Permitam-me realçar, publicamente, a capacidade demonstrada pelos serviços e pelas unidades orgânicas da Universidade de Aveiro, em resposta a este enorme desafio, acrescido ainda pelo facto de interferir com os espaços e com as condições desejáveis para a realização das actividades lectivas, de investigação e de cooperação com a sociedade. A importância que conferimos a este programa radica na sua dimensão: uma dimensão que extravasa, claramente, os efeitos económicos e ambientais que lhe estão associados. Apostamos, sempre, numa formação aliada à prática, condição necessária para transformar atitudes; na aplicação dos conhecimentos e tecnologias disponíveis; e na própria utilização da UA como campo de experimentação. O domínio da energia, central para o desenvolvimento e com implicações de profundas ramificações, é uma das apostas fortes da Universidade de Aveiro, para o que se conta com um conjunto alargado de competências pluridisciplinares. Esta é, assim, uma das áreas âncora definidas para o Parque de Ciência e Inovação, projecto a desenvolver nas imediações deste Campus e que a UA tem vindo a liderar, em parceria estreita com as autarquias da região, com associações e com entidades do sector empresarial. 3

4 O programa de Eficiência Energética na Universidade de Aveiro não é um princípio, nem é o fim. Decorre naturalmente da filosofia e da prática de desenvolvimento da UA; e a ele se seguirão outras acções, numa perspectiva de melhoria continuada e de inovação. Este Campus em que nos encontramos, e que, merecidamente, vem recebendo elogios, nacionais e internacionais, é resultado de uma visão com mais de três décadas, e do trabalho diário e empenhado de muitos. A visão que temos é a de um Campus Exemplar. Exemplar na sua configuração e combinação de espaços, exteriores e interiores, proporcionando não só um ambiente adequado para a actividade da Universidade, mas valorizando igualmente a fruição deste espaço pela comunidade: numa interacção sem barreiras, de osmose entre a Universidade e a região. Exemplar em termos arquitectónicos, constituindo já uma verdadeira montra e uma excelente mostra da valia arquitectónica nacional, de que este edifício em que nos encontramos, da autoria do arquitecto Gonçalo Byrne, é apenas um exemplo. 4

5 Exemplar do ponto de vista ambiental, com elevados níveis de eficiência energética, de gestão da água e de resíduos, e de valorização da biodiversidade e do meio em que nos inserimos: promovendo a sustentabilidade da nossa actividade, no seu sentido mais amplo, e servindo de exemplo. Exemplar no apoio aos estudantes e restantes membros da comunidade universitária no que se refere à saúde, ao desporto e a outros aspectos sociais, incluindo o fomento do voluntariado. Exemplar em termos de inserção dos membros da nossa comunidade com especiais limitações, garantindo uma acessibilidade, não apenas física, às instalações, mas sobretudo aos serviços disponibilizados e a todas as actividades aqui desenvolvidas, numa lógica de plena inclusão. Exemplar na criação de dinâmicas culturais e de divulgação científica, colocando ao dispor da cidade, da região e do país, a multiplicidade de valências aqui disponíveis, das ciências e engenharias às artes e humanidades. E, sobretudo, exemplar no que concerne às atitudes e ao desenvolvimento de atitudes: promovendo a reflexão crítica sobre os desafios que enfrentamos e as opções que despontam; fomentando a inovação e o empreendedorismo, 5

6 económico e social; contribuindo para formar futuros trabalhadores, futuros quadros e futuros empregadores; dando resposta a quem já se encontra na vida activa e procura formações mais especializadas; abrindo portas aos que não tiveram em devido tempo, por variadas razões, acesso a formação superior. Este é o percurso exigente que pretendemos continuar a trilhar. O programa de Eficiência Energética que hoje aqui apresentamos, e a que a presença de V. Ex.ª confere um sinal particular, é mais um passo mas um passo muito significativo - dado neste percurso. Muito obrigado a todos. O Reitor, Prof. Doutor Manuel Assunção 6

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