KIERKEGAARD. Os Pensadores.

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1 KIERKEGAARD Os Pensadores

2 Os Pensadores 1979 EDITOR: VICTOR CIVITA

3 CIP-Brasil. Catalogação-na-Fonte Câmara Brasileira do Livro, SP K59d Kierkegaard, Søren Aabye, Diário de um sedutor ; Temor e tremor ; O desespero humano / Søren Aabye Kierkegaard ; traduções de Carlos Grifo, Maria José Marinho, Adolfo Casais Monteiro. São Paulo : Abril Cultural, (Os pensadores) Inclui vida e obra de Kierkegaard. Bibliografia. 1. Existencialismo 2. Filosofia dinamarquesa 3. Kierkegaard, Søren Aabye, Pecado 5. Psicologia religiosa 6. Religião - Filosofia I. Título: Diário de um sedutor. II. Título: Temor e tremor. III. Título: O desespero humano. IV. Série. CDD Índices para catálogo sistemático: 1. Existencialismo : Filosofia Filosofia dinamarquesa Filósofos dinamarqueses : Biografia e obra Pecado : Teologia dogmática cristã Psicologia religiosa Religião : Filosofia 200.1

4 Contra Capa: ESTE VOLUME CONTÉM AS SEGUINTES OBRAS: O DIÁRIO DE UM SEDUTOR (1843) A obra retrata aquilo que Kierkegaard entende por modo de vida estético, caracterizado pelo hedonismo romântico e sofisticado. O sedutor é um indivíduo que escolhe o mergulho na paixão, as contradições da existência amorosa. Escolhe como finalidade da vida o prazer, gozando pessoalmente a estética e gozando esteticamente sua própria personalidade. TEMOR E TREMOR (1843) O episódio bíblico de Abraão, que se dispõe a matar o filho Isaac em obediência à ordem divina, serve de tema à reflexão de Kierkegaard sobre a natureza da fé. E é fundamentalmente como paradoxo que a fé se revela: paradoxo capaz de fazer de um crime um ato santo e agradável a Deus, paradoxo que devolve a Abraão o seu filho, paradoxo que não pode reduzir-se a nenhum raciocínio, porque a fé começa precisamente onde acaba a razão. O DESESPERO HUMANO (DOENÇA ATÉ À MORTE) A dialética do desespero doença que marcaria o fundo da consciência do cristão até à morte é analisada por Kierkegaard, em suas múltiplas facetas: o desespero inconsciente de ter um eu; o desespero que não quer, e o desespero que quer ser ele próprio; a relação entre desespero e pecado. Tradução de: Carlos Grifo, Maria José Marinho, Adolfo Casais Monteiro. Consultor da Introdução: Marilena de Souza Chauí

5 Orelhas: Os Pensadores - KIERKEGAARD O paradoxo da fé consiste em que o Indivíduo é superior ao geral, de maneira que, para recordar uma distinção dogmática hoje já raramente usada, o Indivíduo determina sua relação com o geral tomando como referência o absoluto, e não a relação ao absoluto em referência ao geral. Pode ainda formular-se o paradoxo dizendo que há um dever absoluto para com Deus; porque nesse dever, o Indivíduo se refere como tal absolutamente ao absoluto. Nestas condições, quando se diz que é um dever amar Deus, exprime-se algo que difere do anteriormente dito; porque se esse dever é absoluto, a moral encontra-se rebaixada ao relativo. De qualquer modo não se segue daí que a moral deva ser abolida, mas recebe uma expressão muito diferente, a do paradoxo, de forma que, por exemplo, o amor para com Deus pode levar o cavaleiro da fé a dar ao seu amor para com o próximo a expressão contrária do que, do ponto de vista moral, é o dever. Se assim não é, a fé não tem lugar na vida, é uma crise, e Abraão está perdido, visto que cedeu. KIERKEGAARD: Temor e Tremor Assim como talvez não haja, dizem os médicos, ninguém completamente são, também se poderia dizer, conhecendo bem o homem, que nem um só existe que esteja isento de desespero, que não tenha lá no fundo uma inquietação, uma perturbação, uma desarmonia, um receio de não se sabe o quê de desconhecido ou que ele nem ousa conhecer, receio duma eventualidade exterior ou receio de si próprio; tal como os médicos dizem de uma doença, o homem traz em estado latente uma enfermidade, da qual, num relâmpago, raramente um medo inexplicável lhe revela a presença interna. KIERKEGAARD: O Desespero Humano

6 FAZEM PARTE DESTA SÉRIE: VOLTAIRE MARX FREUD ARISTÓTELES SARTRE ROUSSEAU NIETZSCHE KEYNES ADORNO SAUSSURE PRÉ-SOCRÁTICOS GALILEU PIAGET KANT BACHELARD DURKHEIM LOCKE PLATÃO DESCARTES MERLEAU-PONTY WITTGENSTEIN HEIDEGGER BERGSON STO. TOMÁS DE AQUINO HOBBES ESPINOSA ADAM SMITH SCHOPENHAUER VICO KIERKEGAARD PASCAL MAQUIAVEL HEGEL E OUTROS

7 SØREN AABYE KIERKEGAARD DIÁRIO DE UM SEDUTOR TEMOR E TREMOR O DESESPERO HUMANO Traduções de Carlos Grifo, Maria José Marinho, Adolfo Casais Monteiro

8 Títulos originais: Forförerens Daghog Frygt og Baeven Sygdommen til Doeden Copyright Abril S.A. Cultural e Industrial, São Paulo, Traduções publicadas sob licença de Editorial Presença Ltda., Lisboa (Diário de um sedutor ou A arte de amar); Guimarães Editores, Lisboa (Temor e Tremor); Livraria Tavares Martins, Porto (O desespero humano).

9 KIERKEGAARD ( ) VIDA e OBRA Consultoria de Marilena de Souza Chauí

10 Minha vida não será, apesar de tudo, mais do que uma existência poética. Essa afirmação do filósofo dinamarquês Søren Aabye Kierkegaard revela, segundo György Lukács ( ), seu heroísmo, sua honestidade e sua tragédia. Para Lukács, o heroísmo de Kierkegaard residiu em ter desejado criar formas a partir da vida; sua probidade, em ter seguido até o fim o caminho escolhido; e sua tragédia, em ter desejado viver aquilo que jamais poderia ser vivido. Régis Jolivet afirma que o pensamento de Kierkegaard formouse, não tanto por assimilação de elementos estranhos, mas sobretudo através de uma luta de consciência, cada vez mais intensa e cada vez mais exigente, perante as condições, não já da existência em geral, mas do seu próprio existir. Ainda segundo Jolivet, a filosofia de Kierkegaard é precisamente ele mesmo, e ele mesmo, não fortuitamente e, de certo modo contrariado, mas ele mesmo voluntária e sistematicamente, a tal ponto que o existir como indivíduo e a consciência desse existir chegaram, a ser, para ele, condição absoluta da filosofia e até sua única razão de ser. A existência e a razão Considerado por muitos historiadores como o primeiro representante da filosofia existencialista. Søren Aabye Kierkegaard nasceu a 5 de maio de 1813, em Copenhague, filho de Michael Pedersen Kierkegaard, então com 56 anos de idade, e de Anne Srensdatter, de 44 anos. Seu pai era um agricultor da Jutlândia ocidental que se mudou para Copenhague, onde enriqueceu como comerciante de lã. A primeira infância, Kierkegaard passou-a toda na companhia do pai, que insistia no aprendizado rigoroso do latim e do grego e inculcou no filho uma devoção pietista atormentada pela ansiedade. Desperto, desde muito cedo, para um tipo de vida imaginativa, pois seu pai exigia que representasse estórias e cenas teatrais,

11 Kierkegaard passou a sentir a vida como um palco permanente para a devoção religiosa. A profundidade do sentimento religioso, que o acompanhou desde a infância, levou-o a ingressar no curso de teologia da Universidade de Copenhague. Nessa escola, Kierkegaard tomou conhecimento do sistema filosófico de Hegel ( ), cuja influência estendia-se a todos os setores intelectuais e até mesmo à teologia protestante, que estava impregnada de seu racionalismo. Inicialmente, Kierkegaard deixou-se seduzir pelas sutilezas da dialética hegeliana; a lógica parecia-lhe uma apaixonante voluptuosidade. No entanto, logo começou a se sentir impressionado pela forma como o sistema hegeliano se arrogava o direito de ignorar a existência concreta do indivíduo. Por causa disso Kierkegaard passou a contestar energicamente o hegelianismo. Para o pensador dinamarquês, a existência humana não pode deixar-se dissolver na pura conceituação intelectual. Jean-Paul Sartre (1905 ), analisando as relações entre os dois pensadores, afirma: O que opõe Kierkegaard a Hegel é que para o último o trágico de uma vida é sempre superado. O vivido se dissolve no saber. E acrescenta o filósofo existencialista francês: Para Kierkegaard, pouco importa que Hegel fale de liberdade para morrer ou que descreva corretamente alguns aspectos da fé, o que ele critica no hegelianismo é o fato de negligenciar a insuperável opacidade da experiência vivida. Não é somente, nem sobretudo no nível dos conceitos que está o desacordo, mas antes no da crítica do saber e da delimitação de seu alcance. A angústia da sensualidade A filosofia de Hegel opunha-se ao desejo intelectual mais profundo de Kierkegaard: uma verdade que seja verdadeira para mim ou a idéia pela qual eu possa viver e morrer. Por outro lado, o

12 luteranismo então imperante na Dinamarca também se opunha à sua concepção da verdade filosófica. Kierkegaard sentia que a Igreja luterana estava por demais burocratizada e afastada da religiosidade interior, que considerava essencial para o verdadeiro cristão. O jovem Kierkegaard, obcecado pelo sentimento do pecado e pela angústia da sensualidade que o assaltavam nessa época, tornou-se então um filósofo solitário, no dizer de Jean Wahl, e abandonou a religião. Ao mesmo tempo, entregou-se a uma vida desregrada de prazeres, gastando altas somas em roupas, comidas e bebidas. Esse período crítico de sua juventude iniciou-se no mesmo ano da morte de seu pai (1838) e teve evidentes relações com esse triste acontecimento. Passados os primeiros momentos de crise, Kierkegaard resolveu retomar os estudos universitários e tornar-se pastor. Em 1841, terminou a tese Sobre o Conceito de Ironia e pregou o primeiro sermão.

13 Um ano antes, ficara noivo de Regine Olsen, jovem de 17 anos de idade. Contudo, à medida que se definia a singularidade de sua vocação, Kierkegaard começou a perceber que não seria capaz de partilhar sua vida com outra pessoa; ao mesmo tempo, achava que não lhe cabia o papel convencional de pastor protestante. Decidiu então romper o noivado, interpretando a decisão como conseqüência de uma vocação filosófica e religiosa. De fato comenta Lukács mesmo Regine, que ele havia abandonado, que em sonho transformara em um ideal além de seu alcance, não pode ser para Kierkegaard mais que uma etapa, porém uma etapa que o conduziu de maneira mais acertada a seu objetivo. Com o rompimento do noivado, Regine Olsen sentiu-se ferida em seu orgulho de mulher e casou-se com Fritz Schlegel, posteriormente governador das Índias Ocidentais Holandesas. Kierkegaard passou a viver solitariamente sua realidade singular e incomunicável, declarando que sua vida deveria ser reflexão do princípio ao fim. Em carta a Peter Lind, chamava a atenção para a vantagem de sentir-se um tanto abandonado por parte dos amigos. O silêncio deles afirmava é nitidamente proveitoso para mim, porque me obriga a fixar a vista no meu eu; porque me estimula a aprender esse eu que é o meu; porque me obriga a manter-me fixo na infinita instabilidade da vida e a voltar para mim o espelho côncavo com que dantes procurava abarcar a vida fora de mim mesmo. Esse silêncio agrada-me porque me sinto capaz desse esforço e com coragem para segurar o espelho, mostre-me ele o que mostrar, o meu ideal ou a minha caricatura. Homem problema para si mesmo, Kierkegaard nunca deixou de se interrogar e de se analisar a si próprio. Para ele, a filosofia resumia-se em tomar consciência das exigências absolutas feitas a qualquer pessoa que queira viver uma existência verdadeiramente autêntica.

14 A existência autêntica Apesar de viver isolado, Kierkegaard polemizou violentamente com personalidades dinamarquesas da época. A principal dessas polêmicas levou-o a atacar de maneira impiedosa as autoridades da Igreja luterana da Dinamarca. Inconformado com as disparidades entre o caráter introspectivo da fé cristã e o conformismo social e

15 político da Igreja estabelecida, escreveu diversos artigos contra o primaz luterano Hans Larsen Martensen ( ), que seguia uma orientação hegeliana Coerentemente com suas posições, Kierkegaard recusou-se a receber os sacramentos de pastor: pastores são oficiais do rei; oficiais do rei nada têm a ver com a cristandade. Ao lado das polêmicas que marcaram os anos seguintes ao rompimento de seu noivado, Kierkegaard dedicou-se intensamente à redação de inúmeras obras, muitas das quais vindas a público sob curiosos pseudônimos: Victor Eremita, Johannes de Silentio, Constantin Constantio, Johannes Climacus, Nicolaus Notabene, Virgilius Haufniensis, Hilarius Bogbinder, Anti-Climacus. Entre essas obras, salientam-se Sobre o Conceito de Ironia (1841), Discursos Edificantes (1843/44), Ou, Ou. Um Fragmento de Vida (1843), Temor e Tremor (1843). A Repetição (1843) O Conceito de Angústia (1844), Etapas no Caminho da Vida (1845). O Desespero Humano (Doença até à Morte) (1849). Ou estético ou ético A vida subjetiva, na própria medida em que é vivida, não pode jamais ser objeto de um saber; ela escapa, em princípio, ao conhecimento... Essa interioridade que pretende afirmar-se contra toda filosofia, na sua estreiteza e profundidade infinita, essa subjetividade reencontrada para além da linguagem, como a aventura pessoal de cada um em face dos outros e de Deus, eis o que Kierkegaard chamou de existência. Com essas palavras Jean-Paul Sartre sintetiza todo o caráter da filosofia de Kierkegaard; uma filosofia da existência, que o pensador dinamarquês construiu, em oposição a todos os sistemas racionalistas, especialmente ao sistema hegeliano. No século XX, alguns estudiosos procuraram mostrar como se encontra um existencialismo nas obras de Hegel,

16 sobretudo em sua Fenomenologia do Espírito. Segundo Merleau- Ponty, por exemplo, pode-se falar de um existencialismo nessa obra, no sentido de que nela Hegel não se propõe a encadear conceitos, mas revelar a lógica imanente da experiência humana; de maneira mais precisa, haveria um existencialismo em Hegel no sentido de que ele não concebe o homem como consciência que possui seus próprios pensamentos, mas como vida que procura compreender a si mesma. Kierkegaard, porém, não pensava no Hegel de 1807 (data da publicação da Fenomenologia do Espírito), mas no Hegel do fim da vida, aquele que tratava a história como desenvolvimento visível de uma lógica, na qual a experiência individual da vida humana subordina-se à vida própria das idéias. Assim, Kierkegaard combateu a filosofia hegeliana como um sistema que esvazia a existência humana de todo caráter concreto, dissolvendo-a em puros conceitos racionais. O filósofo dinamarquês defendia a tese de que qualquer esquema particular de conceitos constitui apenas uma possibilidade entre outras, cuja concretização não depende dos próprios conceitos, mas do indivíduo. Assim, o que este faz não depende do que ele compreende, mas do que ele quer, ou seja, do que ele escolhe. A noção de escolha constitui uma das idéias fundamentais da filosofia de Kierkegaard. Ela seria o próprio núcleo da existência humana. Para Kierkegaard, o ponto de vista hegeliano, segundo o qual a existência humana se desenvolve logicamente no interior de esquemas conceituais, não constitui apenas um erro intelectual mas, sobretudo, uma tentativa de dissimular os verdadeiros fatos e rejeitar as responsabilidades implicadas pela escolha. A essência do conceito kierkegaardiano de escolha como diz Alasdair MacIntyre reside em que esta última é despida de critérios. Em outras palavras, para Kierkegaard não existem quaisquer razões lógicas que obriguem o homem a optar por esta ou aquela forma de vida. Uma aplicação concreta da doutrina kierkegaardiana da escolha encontra-se em sua obra Ou, Ou. Um Fragmento de Vida,

17 publicada em Nesse livro, Kierkegaard analisa os modos de vida estético e ético. O modo de vida estético seria caracterizado pelo hedonismo romântico e sofisticado, ao qual se contrapõe, não apenas a dor, mas, sobretudo, o tédio. Em Diário de um Sedutor, o personagem central penetra no mais fundo abismo da paixão, escolhendo viver a existência amorosa em todas as suas contradições. Retrato característico desse tipo de conduta encontrase em outra obra de Kierkegaard, Purifiquem Vossos Corações, na qual o autor interroga sobre aquele que escolheu o modo de vida estético: Vejam-no em sua temporada de prazer: não almejou ele a um prazer depois do outro, variando sua senha? O protagonista da opção estética tenta realizar todas as possibilidades, mas estas não lhe proporcionam mais do que uma atualidade transitória. O mais importante, porém, está em que a ameaça do tédio é perpétua, porque ele exige constante defesa. Conseqüentemente, a busca estética de novidades conduz, em última instância, ao desespero, tema da última obra, O Desespero Humano (Doença até à Morte). O mesmo absurdo que está na raiz da conduta estética encontra-se também no modo de vida ético. Em Temor e Tremor (1843), Kierkegaard relata várias versões da história de Abraão e Isaac, e em todas elas se encontra o absurdo que conduz ao abismo da fé. O modo de vida ético contrasta com a conduta estética, instaurando-se nos terrenos do dever, das regras universais e de todas as exigências e tarefas de caráter incondicional. Segundo Kierkegaard, para aquele que se encontra no estágio ético, a coisa mais importante não é saber se ele é capaz de contar nos dedos todos os deveres mas se sentiu, alguma vez, a

18 intensidade do dever, de tal modo que sua consciência esteja plenamente garantida da eterna validez de seu ser. Nessa ordem de idéias, é fundamental o papel desempenhado pelo sentimento na teoria kierkegaardiana da escolha ética. A intensidade de sentimento parecia tão importante a Kierkegaard que ele considerava a paixão como aquilo de que seu tempo carecia mais profundamente. Em Ou, Ou, o confronto entre a opção estética e a opção ética é apresentado nas figuras de um jovem e um velho, compondo dois caracteres contrapostos, entre os quais o leitor sente-se obrigado a decidir. Mas Kierkegaard mostra claramente suas preferências pelo ético. Segundo a análise de Alasdair MacIntyre, o exame da alternativa levanta uma série de questões no que diz respeito à consistência da argumentação do autor. Kierkegaard sustenta que não existe qualquer critério objetivo para decidir entre as duas opções, e, ao mesmo tempo, favorece nitidamente o estágio ético, mostrando ser este superior ao primeiro. Certas passagens sugerem que o indivíduo que escolhe a conduta estética não faz uma verdadeira escolha. Admitir isso, para MacIntyre, seria negar a própria doutrina kierkegaardiana da ausência de critérios na escolha.

19 O paradoxo da religião Assim como a conduta estética levada às últimas conseqüências culmina no desespero, a etapa ética, atingindo seus limites supremos, faz surgir a contradição. A passagem do ético ao religioso torna-se então necessária. Em Temor e Tremor (1843), Kierkegaard afirma que, quando o pecado entra em discussão, a ética fracassa, pois o arrependimento (implícito no sentimento de pecado) é a suprema expressão da ética, mas, ao mesmo tempo, constitui a mais profunda contradição ética. A solução da contradição somente seria possível mediante a passagem para outro tipo de, conduta: a etapa religiosa. Exemplo de passagem do ético ao religioso, segundo Kierkegaard, encontra-se no episódio bíblico referente a Abraão e Isaac. Quando Deus exige de Abraão o sacrifício de seu filho Isaac, Abraão, dentro do nível ético, está diante da necessidade de cometer

20 uma transgressão absolutamente proibida. Abraão não tem saída a não ser pelo salto do ético ao religioso. Em outros termos, Abraão deve saltar para a fé, aceitando o absurdo da exigência divina e concordando com uma suspensão do ético, em favor do religioso. Em tais situações críticas, a escolha que o indivíduo sente-se obrigado a fazer independe de quaisquer critérios racionais, isto é, as regras gerais e universais não podem ajudá-lo. Apesar disso, segundo Kierkegaard, existem algumas experiências, à margem do ético e do religioso, que podem servir de indicação, Uma delas é o desespero, outra é a ansiedade. Kierkegaard descreve-as em O Conceito de Angústia (1844), titulo que, para Jean Wahl, constitui uma provocação. Para Jean-Paul Sartre, a angústia não pode, em caso algum, ser objeto de um conceito e, numa certa medida, enquanto ela se encontra na fonte da livre opção temporalizante, ela é o fundamento não-conceitual de todos os conceitos.

21 Assim, na interpretação de Sartre, é necessário poder compreender que a palavra angústia é a universalização do singular e, portanto, um falso conceito. Este remete à universalidade enquanto que a angústia reconduz para o Único, seu fundamento. Por outro lado, Alasdair MacIntyre é de opinião que o desespero tem a mesma orientação que a angústia. O homem, em estado de desespero, verifica que se desespera não de fatos contingentes, mas de si mesmo. O desespero kierkegaardiano constituiria, portanto, o fato de o indivíduo ver-se confrontado com a vacuidade, o vazio, que não pode ser preenchido nem pelos prazeres estéticos, nem pelas obrigações éticas. Em A Repetição (1843), Kierkegaard mostra que o homem não pode repetir cada uma de suas experiências estéticas (e éticas), a fim de gozar um prazer passado. A repetição, contudo, é possível no plano do futuro, na aceitação da vida como um recomeço, conversão que se abre ao sentimento do prodigioso e do divino; em outros termos, a repetição só é possível como impulso de submissão religiosa ao desconhecido, e radica no próprio absurdo de sua impossibilidade como recomposição de experiências estéticas e condutas éticas do passado. Por essa razão, toda a filosofia de Kierkegaard centraliza-se no significado e nas complexas implicações do fato de se ser cristão. Toda a sua vida constituiu uma intensa experiência da contraposição entre aquilo que considerava ser o cristianismo em seu significado mais profundo e as roupagens exteriores com as quais se revestia a Igreja luterana de seu tempo. Para Kierkegaard, a vivência mais profunda do cristianismo é a vivência e a certeza da fé. Trata-se de uma certeza muito peculiar, pois correspondente a uma incerteza objetiva e, conseqüentemente, constitui um paradoxo e um absurdo. A realidade da subjetividade implicada na fé consistiria em algo finito, mas dependente de uma infinitude essencial que é a infinitude de Deus. Como conciliar as duas é o grande paradoxo do cristianismo. Afrontar esse paradoxo, segundo Kierkegaard, implica necessariamente suspender o ético e

22 entregar-se totalmente ao religioso. Tal entrega não conduz à tranqüilidade mas, ao contrário, a um permanente conflito, pois a eternidade e a infinitude de Deus são ao mesmo tempo, absolutamente reais e absolutamente incompreensíveis. Por isso, Kierkegaard concluiu que não se pode propriamente falar de Deus ou, em outras palavras, formular uma teologia. Impõe-se, portanto, uma transformação na própria linguagem empregada pelo homem: a razão deve ser posta de lado, dando lugar à súplica e até mesmo à imprecação.

23 CRONOLOGIA 1813 Em Copenhague, a 5 de maio, nasce Søren Aabye Kierkegaard Hegel publica a Enciclopédia das Ciências Filosóficas Surge O Pai Goriot, de Balzac Musset publica a Confissão de um Filho do Século Nasce Auguste Rodin Kierkegaard conclui sua lese Sobre o Conceito de Ironia. Feuerbach publica a Essência do Cristianismo Nasce Mallarmé Kierkegaard publica Temor e Tremor, e Ou. Ou. Um Fragmento de Vida Publica as Migalhas Filosóficas e O Conceito de Angústia Marx e Engels publicam A Sagrada Família Vem à lume o Sistema das Contradições Econômicas ou Filosofia da Miséria, de Proudhon Marx publica a Miséria da Filosofia Resposta à Filosofia da Miséria, de Proudhon John Stuart Mill publica os Princípios de Economia Política. Nasce Paul Gauguin Dickens escreve David Copperfield. Morte de Poe Morre Balzac. Nasce Maupassant Kierkegaard publica Sobre meu Trabalho como um Autor Nasce Vincent Van Gogh. Publica se o Sistema de Ética, de Fichte Nasce Rimbaud. Publica-se Walden, de Thoreau. Morre Schelling A 11 de novembro, em Copenhague, morre Kierkegaard. BIBLIOGRAFIA SARTRE, J. P.: Questão de Método, Difusão Européia do Livro, São Paulo, 1967; Abril Cultural (Sartre série Os Pensadores). 1974, GATEAU, J. J.: Introduction in Traité du Désespoir, de Kierkegaard, Gallimard, Paris, Kierkegaard Vivant, vários autores, Gallimard, Paris, MACINTYRE, A.: Kierkegaard, Soren Aabye in The Encyclopedia of Philosophy, 8 vols., The MacMillan Company & The Free Press, Nova York, BRETALL, R.:A Kierkegaard Anthology, Princeton, GEISMAR, E. O.: Lectures on the Religious Thought of Soren Kierkegaard, Minneapolis HOHLENBERG, J. E.: Soren Kierkegaard, Londres, JOLIVET, R.: Introduction to Kierkegaard, Londres, 1950.

24 LOWRIE, W.: Kierkegaard, Nova York, LOWRIE, W.: A Short Life of Kierkegaard, Princeton, SWENSON, D. F.: Something about Kierkegaard, Minneapolis, WAHL, J.: Études Kierkegaardiennes, Paris, MESNARD, P.: Kierkegaard: sa Vie, son Oeuvre, avec un Exposé de sa Philosophie, PRICE, G.: The Narrow Pass: a Study of Kierkegaard s Concept of Man, Copyright mundial Abril S.A. Cultural e Industrial, São Paulo, 1979.

25 DIÁRIO DE UM SEDUTOR Tradução de Carlos Grifo

26 Sua passion predominante è la giovin principiante. Don Giovanni N. 4 Ária 1 Agora que, no meu pessoal interesse, me decido a passar a limpo a cópia exata de uma outra que, com o coração em sobressalto, consegui em tempo adquirir, rabiscando-a à pressa, não posso libertar-me da sensação de ser oprimido por uma angústia difícil de dominar. Como outrora, a situação apresenta-se-me ao espírito cheia de inquietação e como que eivada de censuras. Contrariamente aos seus hábitos, ele não tinha fechado a secretária e assim tudo o que ela continha se encontrava à minha mercê; mas de nada serviria tentar desculpar a minha atitude pela recordação de que não abri qualquer gaveta. Uma delas estava já aberta, e nela havia uma quantidade de folhas soltas e, sobre elas, um grande inquarto, belamente encadernado. Na capa estava colada uma vinheta branca onde, com a sua própria letra, ele escrevera: Commentarius perpetuus N. 4. Contudo, foi em vão que tentei convencer-me a mim próprio de que, se este lado do livro não estivesse voltado para cima, e se não tivesse sido tentado por aquele título extravagante, não teria sucumbido à tentação ou que, pelo menos, lhe teria resistido. O próprio título era estranho, não tanto em si próprio mas pelo que o rodeava. Lançando um olhar rápido pelas folhas soltas, verifiquei que continham estudos de situações eróticas, alguns conselhos sobre este ou aquele assunto, rascunhos de cartas de um gênero muito particular, de que pude, mais tarde, apreciar o estilo negligente, mas intencional, e artisticamente rigoroso. Hoje, depois de ter penetrado a consciência artificiosa desse homem perverso, quando evoco a situação, quando, com os olhos bem abertos a qualquer astúcia, avanço, na minha imaginação, para aquela gaveta, a minha impressão é a mesma que deve dominar um comissário de polícia quando entra no quarto de um falsário, abre os seus esconderijos e

27 encontra numa gaveta um monte de folhas soltas que serviram para ensaios de escrita e desenho: numa descobre um esboço de folhagem, noutra um parágrafo, numa terceira uma linha escrita às avessas. Tudo isto lhe prova, sem dificuldade, que a pista é boa, e ao seu contentamento vem juntar-se uma certa admiração por tudo o que aquilo implica, sem margem de dúvida, de estudo e diligência. Penso que, no seu lugar, as minhas sensações seriam outras, pois não estou habituado a investigar atos criminosos e não uso insígnia de polícia. Num tal caso, o sentimento de me ter embrenhado em terreno proibido viria sobrecarregar pesadamente a minha consciência. Como é hábito acontecer, não fiquei, nessa ocasião, menos privado de idéias que de palavras. Uma impressão dominanos até que a reflexão se liberta de novo e, complexa e ágil nos seus movimentos, seduz o estranho desconhecido, insinuando-se no seu espírito. Quanto mais se vai desenvolvendo a reflexão, tanto mais apta fica a dominar-se e, como um funcionário de alfândega no serviço dos passaportes, de tal modo se familiariza com o aspecto dos mais estranhos tipos que já não é tarefa fácil desconcertá-la. Ora, embora a minha, conforme creio, esteja sobremaneira desenvolvida, a primeira surpresa foi enorme; lembro-me perfeitamente de ter empalidecido, de ter estado prestes a cair por terra, de o ter temido. Suponham que ele regressava nesse momento e me encontrava ali, desmaiado, a gaveta na mão ah!, uma má consciência pode trazer interesse à vida. Em si, o título do livro não me feria a imaginação, pensei tratar-se de uma coletânea de excertos, o que se me afigurava perfeitamente natural, pois sabia que ele sempre se aplicara aos seus estudos com o maior zelo. Mas muito diferente era o conteúdo. Tratava-se afinal de um diário, nem mais nem menos, e mantido com um cuidado extremo. E embora, segundo o que dele eu antes conhecia, não pareça muito indicado um comentário da sua vida, devo confessar ter compreendido, após a primeira vista de olhos

28 lançada ao diário, que o título foi escolhido com grande soma de gosto e compreensão, testemunhando, sobre ele próprio e sobre a situação, uma real superioridade estética e objetiva. Este título está em perfeita harmonia com todo o conteúdo. A sua vida foi uma tentativa constante para realizar a tarefa de viver poeticamente. Dotado de uma capacidade extremamente evoluída para descobrir o que de interessante existe na vida, soube encontrá-lo e, tendo-o encontrado, soube sempre exprimir o que vivera com uma veia quase poética. Por conseqüência, o seu diário não é de uma precisão histórica nem uma simples narrativa, não foi redigido no modo indicativo, mas sim no conjuntivo. Muito embora tenham os pormenores, naturalmente, sido anotados após terem sido vividos, por vezes talvez mesmo bastante tempo depois, a narrativa dá, muitas vezes a sensação de que tudo acontece naquele próprio instante, sendo a vida dramática de tal modo intensa que, por vezes, se diria que tudo decorre perante os nossos olhos. É sobremodo inverossímil que ele tenha escrito este diário com uma finalidade particular; salta à vista que, no sentido mais estrito, apenas se revestia para ele de uma importância pessoal, e o conjunto bem como os pormenores inibem-nos de pensar que temos perante nós uma obra literária, e muito menos destinada a ser impressa. É certo que ele nada teria a temer pessoalmente se a publicasse pois que, na sua maior parte, os nomes são de tal modo extravagantes que não é provável sequer a sua realidade; apenas suponho serem reais os nomes próprios, de modo que ele próprio podia reconhecer com segurança a verdadeira personagem, enquanto um terceiro seria induzido em erro pelo apelido. Quanto mais não seja, é esse o caso da jovem Cordélia, que conheci e que representa todo o fulcro de interesse do diário; chamava-se ela, na realidade, Cordélia, mas não Wahl. Mas como explicar então que o diário tenha tomado uma feição de tal modo poética? A resposta não apresenta dificuldades,

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