CÁRITAS DIOCESANA SOBRAL - CEARÁ

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1 CÁRITAS DIOCESANA SOBRAL - CEARÁ

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3 SuMárIo O chão de beleza merece ser respeitado (apresentação ) 02 Territórios ameaçados 05 Urânio, fosfato, energia nuclear o que é? 07 Energia cara e perigosa: como o nuclear é explorado no Brasil? 10 As ameaças do presente que temos em Caetité 13 Caminhos de Luta da Articulação Antinuclear do Ceará 16 Resistências camponesas 21 Nas tramas da pesquisa-ação 23 Alternativa camponesa à Mina de Itataia 20 Bibliografia Agradecemos às mulheres, homens, jovens, crianças das comunidades de Caetité e Santa Quitéria que nos contaram suas histórias de vida, muitas vezes de sofrimento e dor, mas,também de um bem viver feliz no semiárido. Somos gratos as/aos ativistas sociais e todas/os que contribuiram para esta realização. no ceará a peleja da vida contra o urânio 1 Cartilha No Ceará a Peleja da Vida Contra o Urânio.indd 1 25/05/ :22:35

4 O chão de beleza merece ser respeitado As terras deste lugar Já foi um mato fechado Com as árvores secular Deixava o chão adubado Esse torrão de beleza Faz parte da natureza Merece ser respeitado (Chico Paiva Riacho das Pedras) 2 N o Sertão Central do Ceará, entre serras, morros, pedras, rios e uma vasta vegetação de caatinga, localizam-se as comunidades atingidas pela Mina de Itataia. São aproximadamente seis mil famílias, distribuídas em 27 comunidades no município de Santa Quitéria e 15 no município de Itatira, que ficam a uma distancia média de 20 km da Mina de Itataia; a estas, chamamos de comunidades diretamente impactadas. Os dois municípios têm histórias comuns em relação à invasão dos portugueses no final do século XVII e início do século XVIII. Ambos são conhecidos na região como municípios fortes na atividade da pecuária, o que explica a grande concentração de terras que foi alinhada à escravidão de nativos e negros nas fazendas. Em Santa Quitéria, em meados do século XX, chegou-se a contar 350 fazendas; enquanto isso, diversos sem-terra viviam debaixo das botas dos fazendeiros. Da sede do município de Santa Quitéria, que mede 60 km até o Assentamento Morrinhos, este distante 5 km da Mina, existem, ainda hoje, 15 fazendas. No caminho da estrada, não é difícil encontrar inúmeros sinais do massacre latifundiário que perdura ainda hoje, gerando pobreza e degradação ambiental extremas. Esta realidade começa a mudar a partir da ocupação de terras pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e pelos trabalhadores organizados nos Sindicatos Rurais. Hoje, existem 34 assentamentos no município. Caatinga no Assentamento Morrinho Cartilha No Ceará a Peleja da Vida Contra o Urânio.indd 2 25/05/ :22:36

5 Das 27 comunidades atingidas diretamente pelo empreendimento, quatro são assentamentos, portanto, formadas por famílias que saíram do regime de servidão e vivem com liberdade e num processo de reaprender a viver no coletivo. Nas outras comunidades, à exceção dos pequenos proprietários, as famílias ainda moram e trabalham em terras de patrão, subordinadas à lei do latifúndio. Apesar desta realidade, existe uma forte cultura camponesa arraigada na vida das pessoas: o roçado, o criatório de pequenos animais, as festas religiosas, as cacimbas, as cisternas, a casa de sementes, as reuniões e as celebrações, entres outras, são ações diárias de homens e mulheres que fazem e vivem a vida naquelas comunidades. Com desalento e orgulho, como o poeta descreve na epígrafe deste texto. É neste pedaço de chão de contradições e, ao mesmo tempo, de resistências que estão nos impondo o Projeto de Extração de Urânio e Fosfato (Projeto Itataia). Em nome do desenvolvimento da região, os governos municipal, estadual e federal, barganhados por um consórcio entre a estatal Indústria Nucleares do Brasil (INB) e a mineradora privada Galvani, fazem discursos, desde a década de 1970, relacionando a Mina de Itataia ao progresso das comunidades. A problemática da mineração de urânio em Caetité, na Bahia, nos alerta para os impactos socioambientais, as violações aos direitos humanos e os riscos e danos à saúde que os afetam atualmente e podem atingir as populações situadas na área de influência direta e indireta da Mina de Itataia, considerando todo o ciclo do combustível nuclear extração do minério, transporte, conversão, enriquecimento, reconversão e lixo radioativo. O projeto de Itataia, então, poderá ser a segunda etapa de um latifúndio revertido de idealismo desenvolvimentista que, em vez de cercados com bois e escravos, está criando uma nefasta mentira de progresso industrial a partir da matéria prima (urânio e fosfato), deixando muitas pessoas livres para andar nas estradas, mas escravas, amarradas pela consciência, do lobby nuclear em nome do desenvolvimento. Articulação Antinuclear do Ceará Com a ideia de contribuir e proporcionar o debate sobre os impactos socioambientais da Mina de Itataia e, ao mesmo tempo, criar alternativas de enfretamento e construir caminhos concretos capazes de empoderar as famílias das comunidades atingidas diretamente, nasce, no início de 2011, a Articulação Antinuclear do Ceará, composta pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Comissão Pastoral da Terra (CPT), a Cáritas Diocesana de Sobral e o Núcleo Trabalho, Meio Ambiente e Saúde da Universidade Federal do Ceará (TRAMAS-UFC), além de, atualmente, contar com a participação direta de membros das comunidades impactadas e en- 3 Cartilha No Ceará a Peleja da Vida Contra o Urânio.indd 3 25/05/ :22:37

6 tidades parceiras como a Paróquia de Santa Quitéria e o Sindicado dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santa Quitéria. A Articulação tem como princípios básicos de ação: Formação e mobilização das comunidades atingidas diretamente; Contribuir na divulgação dos impactos ou antecipação de riscos; Intercambio entre as comunidades atingidas no Ceará e as comunidades de Caetité na Bahia; Acompanhamento do Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) que está sendo feito pelo IBAMA; Realizar atividades e ações que possam contribuir no enfrentamento da implementação da Mina junto às comunidades. Esta cartilha quer ser um instrumento capaz de criar debates nas comunidades, instituições, movimentos, igrejas, enfim, qualquer ser humano atingido pelo projeto de Itataia ou qualquer outro projeto imposto pelo estado brasileiro. A metodologia da cartilha está organizada a partir da observação da realidade, da reflexão e da ação transformadora que a Articulação Antinuclear do Ceará tem construído coletivamente e concretamente com as comunidades. Iniciaremos com uma discussão sobre o contexto atual da mineração, dando enfoque, principalmente, a energia nuclear; em seguida, faremos um paralelo do presente que temos em Caetité e do futuro já quase presente em Santa Quitéria, Itatira e municípios vizinhos. Refletiremos acerca do que é e em quê consiste o projeto de Itataia e quais os impactos para a saúde humana, os/as camponeses/as, o ar, a terra, a água, enfim, para a vida das comunidades. Por fim, destacaremos a resistência das comunidades e a proposição de um modelo de desenvolvimento capaz de incluir todos/as de forma participativa na construção de um mundo mais justo, sustentável e solidário. 4 Rio Gruairas dentro da área da Mina de Itataia Cartilha No Ceará a Peleja da Vida Contra o Urânio.indd 4 25/05/ :22:37

7 TeRrItórIoS ameaçados Que a história possa mostrar Qual progresso nós queremos Num tem haver com a Mina Vou logo aqui lhe dizendo Tem haver com meu roçado Com os animais bem cuidado Ano a ano florescendo. Diálogo sobre Energia Nuclear na escola Dialogo de sobre Riacho Energia das Pedras Nuclear na escola de Riacho das Pedras (Erivan Camelo) Nas estradas de Itatira O município de Itatira está situado na microrregião dos Sertões de Canindé e fica a aproximadamente 216 km da capital cearense, Fortaleza. Seus 784 km² de área encontram-se limitados pelos municípios de Canindé, Madalena, Santa Quitéria e Boa Viagem; Itatira possui clima frio e temperado, por estar situada nos altos da Serra do Machado, uma das mais famosas do Ceará. Seu topônimo Itatira vem do tupi Ita (Pedra) e Tira (Áspero) e significa pedra de aparência áspera. O município tem suas raízes na cultura indígena, já que a Serra do Machado foi habitada pelos índios Kanindé e, provisoriamente, pelos Jenipapo-Kanindé. De acordo com dados do Censo Demográfico de 2010 do Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia (IBGE), o município conta com uma população de habitantes, dos quais residem na área urbana e na zona rural. Conforme o mesmo Censo de 2010 do IBGE, aproximadamente 863 pessoas migram anualmente de Itatira, sendo que, deste total, 461 são homens e 404 são mulheres. A economia local é baseada na agricultura: feijão, milho, mandioca e mamona. Os cereais mais cultivados pelos agricultores no município são o feijão (743 toneladas/ano), milho (5.225 toneladas/ ano) e mamona (88 toneladas/ano). Esses produtos geram, juntos, uma renda anual de R$ para o município. Na pecuária está presente a criação de bovinos, ovinos, suínos e avícolas. Os dados do IBGE para esta atividade nos mostram que a criação de pequenos animais é maioria ( cabeças), seguida 5 Cartilha No Ceará a Peleja da Vida Contra o Urânio.indd 5 25/05/ :22:38

8 pela criação de ovinos ( cabeças), caprinos (6.963 cabeças), bovinos (9.818 cabeças) e suínos (6.604 cabeças). Tomando como base, ainda, os dados do IBGE, no município, o grupo de pessoas com 15 anos ou mais de idade que não sabem ler e escrever é de 4.176, sendo a taxa de analfabetismo da população de 32,6 %. A população extremamente pobre do município, com renda per capita mensal de até R$ 70,00, perfazia um total de 7.554, que representava 39,98% da população, divididos entre a área urbana (3.197, ou seja, 33,57%) e a zona rural (4.357, representando um percentual de 46,49%). Índice de Desenvolvimento Municipal (IDM), em 2008, era de 22,81 e sua colocação no ranking de posições era o número 137. Apesar ter 63 anos de emancipação política, mesmo em comparação com outros municípios da região com menos tempo de autonomia, Itatira ainda possui considerável dependência de Canindé, principalmente no tocante ao comércio e à saúde; serviços básicos, como o recebimento de benefícios sociais, são realizados no município, mas sem comportar a demanda. Em contraponto, Itatira é culturalmente rico, mas pouco desenvolvido na preservação e reprodução dessa cultura devido à falta de incentivo e iniciativa dos gestores municipais. Algumas ameaças pairam sobre a população do município. Além dos riscos à biodiversidade local, gerados por atividades depredatórias da natureza, as pessoas também precisam conviver com a poluição de alguns reservatórios hídricos e a possibilidade de exploração da mina de urânio e fosfato nos limites com o município de Santa Quitéria. Nas estradas de Santa Quitéria O município de Santa Quitéria está situado no bioma caatinga, na microrregião do Sertão Central do Ceará (noroeste cearense); distante 222 km de Fortaleza, tem uma área geográfica de km 2, sendo assim o maior município em extensão do estado do Ceará. Segundo o senso do IBGE de 2010, Santa Quitéria tem uma população de habitantes, sendo homens e mulheres. A população urbana é de habitantes e pessoas vivem no meio rural. O nome da cidade é uma homenagem a Santa Quitéria, mártir do século II e habitante da Lusitânia. No século XVIII, os irmãos José Machado Freire e Miguel Machado Freire conseguiram, por sesmaria, seis léguas de terra as margens do rio Groaíras. Foi só em 1760, porém, que João Pinto de Mesquita, residente na Fazenda Jacurutu Velho, próximo de onde é hoje o distrito de Malhada Grande, instalou uma fazenda para abrigar seu filho, João de Mesquita Pinto; esta, localizada às margens do Riacho Cascavel, foi a primeira da região e chamava-se Fazenda Cascavel. Atualmente, os quiterienses vivem das transferências diretas e indiretas de recursos federais e estaduais (aposentadorias, Bolsa- Família, FPM etc.), bem como dos empregos públicos que injetam recursos diretamente na economia; a movimentação financeira fica por conta do comércio e serviços. As famílias que vivem no campo têm como principal atividade a agricultura (algodão arbóreo e herbáceo, mamona, milho e feijão) e a criação de animais. Os desafios são grandes, pois não existem incentivos para as famílias camponesas que já possuem a terra e muitas ainda não tem sequer a terra, vivem em fazendas trabalhando apenas para o patrão e sobrevivendo dia a dia. A renda per capita dessas famílias é de aproximadamente R$ 162,00. Quanto à riqueza mineral, nas terras de Santa Quitéria foram registradas ocorrências de coridon, ametista, berilo, calcita, granada, calcário, mármore e, por ultimo, o fosfato e o urânio. 6 Cartilha No Ceará a Peleja da Vida Contra o Urânio.indd 6 25/05/ :22:38

9 UrânIo, FoSfAtO, energia nuclear o que é? Energia nuclear É tão cara e sem noção Chernobyl e Fukushima São vítimas de tal ação Não a mina de Itataia Pra que o povo aqui não caia Na boca do tal dragão (Erivan Camelo) O que é o que é? urânio é um elemento cujos átomos contêm 92 prótons, 92 elétrons e entre 135 e 148 nêutrons. O urânio é encontrado na crosta terrestre em forma de minerais, os principais tipos de minerais de urânio são pechblenda, a uraninita, a carnotita, a autunita e a torbenita. Na mineração, esses minérios são tratados para obtenção do Yellow Cake, uma mistura de óxidos de urânio de onde é extraído o urânio puro. Suas aplicações são variadas, indo de fotografia a indústria madeireira, mas, a sua principal aplicação é o uso na produção de energia, a Energia Nuclear. O urânio sai das minas na forma de dióxido de urânio (UO2), misturado à argila, enxofre e outras impurezas. Uma tonelada desse metal na natureza contém apenas 7 quilos de urânio-235 (U-235), que poderá gerar energia nuclear. O principal composto restante é o menos aproveitável urânio-238 (U-238) que permanecerá no ambiente durante muito tempo com sérios riscos de radiações. O Concentração perigosa: Nível de enriquecimento torna o metal útil para usinas ou para bombas atômicas O fosfato natural ou rocha fosfática é comercialmente expresso sob a forma de pentóxido de fósforo (P2O5), o denominador comum para exprimir o teor/conteúdo de fósforo de todos os produtos da cadeia de fertilizantes fosfatados. A rocha fosfática, depois de extraída, é tratada para atingir um Pedra de Urânio Cartilha No Ceará a Peleja da Vida Contra o Urânio.indd /05/ :22:38

10 contido em P2O5 adequado, sendo comercializada na forma de concentrados fosfáticos, que contêm entre 30% e 38% de P2O5, sendo estes as fontes primárias e únicas de fósforodos fertilizantes1. O uso principal (68%) da rocha fosfática no Brasil é na indústria de fertilizantes, mas apresenta também um conjunto grande de outras aplicações, como na alimentação animal e nas indústrias químicas. O que é de fato! A exploração de fosfato e urânio em larga escala ameaça a vida e a saúde de muitas famílias camponesas que moram em comunidades ao redor da jazida, onde também ficará localizada a Usina de extração e processamento de Itataia, no município de Santa Quitéria, no semiárido cearense. O Projeto Santa Quitéria, consórcio entre as Indústrias Nucleares do Brasil (INB) e a empresa Galvani, orçado em cerca de 750 milhões de reais, conta com financiamento de recursos públicos do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e do Governo do Estado do Ceará, que arcará com as obras de infraestrutura, como o fornecimento de água, energia, estradas e capacitação de mão de obra, no valor aproximado de R$ 85 milhões de reais. Além disso, o projeto faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal. O urânio será destinado à produção de energia, demandada principalmente pelo setor industrial, e o fosfato terá com fim a produção de adubos químicos e ração animal para o agronegócio. De acordo com o Governo do Estado do Ceará, a previsão é de que sejam produzidas 240 mil toneladas de fosfato por ano e toneladas anuais de urânio; ainda segundo o Governo do Estado o urânio será utilizado pela usina nuclear Angra III, no Rio de Janeiro. É veneno que gera veneno. Atualmente, o consumo de fertilizantes pelas grandes empresas do agronegócio, no Brasil, é escandaloso. Somos o principal consumidor mundial desses venenos que se espalham pela comida que compramos, em especial nas cidades. A agricultura camponesa é o principal modo de produção das famílias do entorno da mina e, mesmo que elas não façam a opção pelo cultivo com adubos químicos e agrotóxicos, poderão ser obrigadas a conviver com a presença de radiação uranífera ou fosfática bem ao lado de seus quintais. Ainda segundo o governo estadual, a produção do fosfato é mais importante que a de urânio, pois fomentaria as indústrias dos fertilizantes e, assim, diminuiria a importação do produto usado no agronegócio. O processo, em Santa Quitéria, será o da mineração convencional, com lavra a céu aberto de minério de urânio e fosfato. Após a operação de lavra, o minério de fosfato é transportado, via caminhões, para os processos de britagem e concentração, onde será produzido o concentrado fosfático. O urânio, por sua vez, será transportado em caminhões, trens ou navios, por percursos distantes, depois de transformado em yellowcake ; esta é uma das maiores razões de preocupação, pois, onde passa o transporte, passa, ao mesmo tempo, uma bomba nuclear - imagina se um caminhão sofre um acidente numa rodovia movimentada, ou mesmo dentro de uma cidade? 8 Yellowcake - URA INB Caetité BA Cartilha No Ceará a Peleja da Vida Contra o Urânio.indd 8 25/05/ :22:39

11 Itataia concentra a maior jazida de urânio do Brasil e a quinta maior de todo o mundo. Sua exploração estava prevista para começar em 2012, pois os empreendedores da Mina, buscando driblar o licenciamento, solicitaram à Superintendência Estadual do Meio Ambiente (SEMACE) que separasse a atividade de extração de fosfato da extração de urânio. Porém, obtida a licença, o Ministério Público Federal conseguiu derrubá-la na justiça e suspendeu as obras até a realização do procedimento adequado para verificar os impactos da extração do urânio no território. A licença ambiental deve ser feita por um órgão federal, já se trata de um empreendimento com características federativas, e precisa, também, de parecer da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), por se tratar de extração de urânio. Hoje, a previsão das INB é para que a usina comece a funcionar em 2015 e que o faturamento anual seja de, pelo menos, US$ 525 milhões; além disso, segundo o consórcio formado pelo Governo do Ceará, Indústrias Nucleares do Brasil e Galvani Mineração, a produção nacional de concentrado de urânio deve ser quadruplicada. Uma vez concretizada a instalação, a mina permite também a exploração de outros produtos, como o mármore, trazendo assim mais elementos poluentes para a água e para o ar. É necessário salientar que, para a exploração, o Governo do Estado do Ceará está assegurando, além da infraestrutura, os incentivos fiscais na forma de isenção de impostos, ou seja, todo o ônus financeiro do projeto está sendo custeado pelo poder público. Enquanto isso, a região carece de investimentos em políticas sociais que possibilitem o melhor acesso à saúde, educação e lazer, estímulos à produção sustentável de alimentos e acesso a políticas culturais. Da previsão dos três mil empregos prometidos pelos governos e pelas empresas, ainda não se vê nem sombra. Em Caetité (BA), a famosa promessa dos empregos, mesmo depois de 12 anos de exploração da mina, ainda é sombria até para aqueles que conseguiram trabalhar na mineração, pois, além dos salários precários, os riscos a integridade humana são muito grandes, causados, principalmente, pela alta irradiação do urânio que pode provocar doenças como câncer. No Brasil, encontra-se a maior reserva de urânio do mundo são, aproximadamente, 300 mil toneladas. Este total distribui-se entre as jazidas de Itataia, Ceará (142 mil toneladas); Lagoa Real, em Caetité, Bahia ( toneladas); e outras jazidas menores, como Gandarela, Minas Gerais, onde há ouro associado ao Urânio; Rio Cristalino, no Pará; e Figueira, no Paraná. No país, existe, ainda, o Complexo Mínero-Industrial do Planalto de Poços de Caldas (CIPC), uma indústria nuclear que extrai urânio, o separa e concentra, produzindo a substância conhecida como yellowcake (U3 O8), dando início, assim, ao ciclo do combustível nuclear, igualmente como será feito em Itataia. Produzir para o quê? Todo o urânio produzido no Brasil é combustível para alimentar as usinas nucleares de Angra I e Angra II, responsáveis pela produção de apenas 5% da energia consumida no país. A exploração de Santa Quitéria faz parte de um plano da INB para aumentar a produção de urânio. Além de colocar a nova mina em operação, a empresa também pretende triplicar a produção da mina de Caetité (BA), das atuais 400 toneladas para 1,2 mil toneladas em 2014 e, ainda, dobrar este valor para 2,7 mil toneladas em 2015; para alcançar essa meta, serão abertas duas novas frentes de lavra no complexo de mineração baiano. O que nos resta é a resistência para frear a ação do governo. Portanto, é hora de nos perguntar: o quê já fizemos e o quê ainda precisamos fazer para fortalecer a Articulação Antinuclear, começando em cada comunidade, e resistir sempre a qualquer forma de injustiça socioambiental que comprometa a vida? 9 Cartilha No Ceará a Peleja da Vida Contra o Urânio.indd 9 25/05/ :22:39

12 EnErGiA cara e perigosa: como o nuclear é explorado no BrAsIl? A usina do Caetité Continua trabalhando Os habitantes sem fé Estão sempre reclamando Á água contaminada Não serve para beber A que usam é doada Sem eles nem conhecerem (Chico Paiva Riacho das Pedras) Apesar de cara e perigosa, vários países do mundo, inclusive o Brasil, continuam apostando na energia nuclear como uma das possibilidades para seus setores energéticos. Por outro lado, após o acidente de Fukushima alguns países europeus como, por exemplo, a Alemanha decidiu por fim no seu programa nuclear até 202, paralelamente a Alemanha continua vendendo sua tecnologia nuclear inclusive para o Brasil. Uma das maiores desvantagens da opção é a imensa produção de lixo radioativo através da lavra do urânio; mesmo com promessas de 100% de segurança para a realização da atividade, acontecem vazamentos ou transbordamentos nas instalações durante o processo de extração e transformação em concentrado de urânio e nas usinas nucleares. Na unidade das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Caetité (Bahia), por exemplo, o lixo radioativo fica provisoriamente armazenado em piscinas, caldeiras e barris, expostos à chuva e ao ar. Já em Poços de Caldas (MG), a exploração de urânio foi encerrada há 15 anos e, ainda hoje, as pessoas têm problemas de saúde decorrentes da radiação. Outro exemplo é o das usinas como as de Agra I e II, no Rio de Janeiro, onde se produz o lixo atômico, para o qual, até agora, nenhum país encontrou solução de tratamento ou despejo e ainda 10 Cartilha No Ceará a Peleja da Vida Contra o Urânio.indd 10 25/05/ :22:39

13 serve para a fabricação da bomba atômica; caso seja deixado exposto no meio ambiente, este tipo de dejeto demora, pelo menos, 50 mil anos para se decompor, podendo ameaçar gerações futuras. A primeira exploração do minério urânio no Brasil ocorreu no planalto de Poços de Caldas, e data, oficialmente, do início dos anos 1980, embora, de acordo com o sítio eletrônico da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) a extração já tivesse sido iniciada em À época, o governo municipal apoiou o empreendimento da Nuclebrás (atual INB) e realizou uma intensa campanha para acalmar a opinião pública sobre os riscos da radioatividade. Em 1982, se iniciou também a atividade de conversão do urânio beneficiado em yellowcake, a matéria-prima básica do ciclo de produção de combustível nuclear. De acordo com o sítio eletrônico da ONG Greenpeace, foram produzidas ali cerca de toneladas de yellowcake, o suficiente para o suprimento de Angra I e de programas de desenvolvimento tecnológico, como por exemplo, pesquisas para fins pacíficos. Em 1995, a extração de urânio na região tornou-se economicamente deficitária devido ao custo alto da exploração, passando o complexo local a dedicar-se apenas ao tratamento químico da monazita e de minerais contendo o urânio como subproduto; a partir de então, a extração e beneficiamento de urânio concentrou-se na unidade de Lagoa Real, em Caetité, na Bahia, onde têm ocorrido intensos conflitos com população local, que atribui ao empreendimento a responsabilidade pelos altos índices de ocorrência de câncer na região. Logo após a desativação das atividades de extração e beneficiamento de urânio em Caldas, a região tornou-se palco de grandes e intensas movimentações, quando, no final dos anos 1990, esteve sob ameaça de receber dejetos radioativos da Usina de Santo Amaro (SP) que acabara de ser desativada. Segundo matéria publicada nas páginas 20 e 21 da revista Caros Amigos, edição de julho de 2010, a população da região se revoltou. Milhares de toneladas dos materiais radioativos torta II e mesotório produzidos pela Usina já estavam estocados no local, e os moradores da região ainda teriam que mais uma vez aceitar estes vizinhos indesejáveis? [...] moradora de Caldas, conta: Ficamos revoltados, não fomos nós que produzimos este lixo, por que devemos aceitá-lo aqui? Desde 2000 a INB explora a mina de urânio de Lagoa Real, no município baiano de Caetité. O minério extraído lá é transportado, por via terrestre, até o porto de Salvador, distante 647 km; do porto, o material segue para o Canadá e, em seguida, para Holanda, Alemanha e Inglaterra, no continente europeu, onde passa pelas etapas de beneficiamento. Só depois de todo esse trânsito o material retorna para o Brasil. Vários conflitos com a população dos dois municípios baianos já aconteceram por conta dos transtornos trazidos pela mina. Em 2008, o Ministério Público Federal (MPF) recomendou o não licenciamento, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (IBAMA), para a ampliação do volume de extração mineral naquela unidade até o cumprimento, pela INB, de medidas atenuantes sobre os impactos sociais e ambientais causados pela extração do urânio. Na Bahia, esses conflitos são acompanhados pela Associação Movimento Paulo Jackson Ética, Justiça e Cidadania (AMPJ), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Grupo Ambientalista da Bahia (Gambá), Comissão Pastoral do Meio Ambiente de Caetité e Sindicato dos Mineradores de Brumado. Estas entidades, além de denunciar, promovem campanhas, na tentativa de apoiar e informar a população local, para reverter ou mesmo amenizar os impactos já existentes e tentar evitar novos problemas para o povo daquela região. Também acompanham de perto o funcionamento da INB e vêm denunciando desvios e falhas da empresa e dos órgãos encarregados da fiscalização. A mineração de urânio é considerada como de alto risco à saúde devido às possibilidades de contaminação do solo e das águas por resíduos que, por sua vez, podem ser responsáveis por doenças que afetam as regiões ósseas e renais, causam diferentes tipos de câncer e têm chance de se constituir como fator mutagênico e com possí- 11 Cartilha No Ceará a Peleja da Vida Contra o Urânio.indd 11 25/05/ :22:39

14 veis conseqüências hereditárias. Todas essas enfermidades podem vir a afetar seres humanos e animais que vivem na região. De acordo com Zoraide Villasboas, da Associação Movimento Paulo Jackson, apesar dos perigos representados pelos sucessivos problemas operacionais, parte da população urbana ainda pensa estar livre da influência do complexo INB, seja pelo fato de a mineração ficar longe da sede municipal ou por não consumir a água usada na área do empreendimento, cujos mananciais vertem para a Bacia Hidrográfica do Rio de Contas - que banha 63 municípios baianos. A AMPJ atua desde o ano 2000 na região, buscando acionar os órgãos competentes e denunciar irregularidades para evitar que contínuos acidentes ocorram e continuem a ameaçar a população - especialmente os camponeses, tradicionalmente vitimados pela negligência e injustiça socioambientais provocadas pelos grandes projetos. Ainda segundo Zoraide, em 1999, as famílias que viviam no entorno da mina já sofriam as conseqüências de sua instalação: foram obrigadas a permitir a perfuração de poços artesianos e autorizar o uso gratuito, por tempo indeterminado, das águas subterrâneas dos seus lotes. Dezenas de poços foram abertos: com a extração de água durante doze horas por dia, a disponibilidade do produto, sempre mínima no semiárido nordestino, chegou ao ponto crítico no segundo semestre de Proprietários rurais que sofrem mais vitalmente com a suspeita de contaminação do lençol freático, a poluição e a exaustão dos mananciais, ouviram a empresa estadual que abastece o município, a Embasa, afirmar que o quadro tende a ficar crítico em 10 anos.. Segundo relatos colhidos nas comunidades por pesquisadores, os impactos sociais e ambientais da mineração de urânio nas comunidades rurais de Caetité são diversos, como o fato de a mina ter passado a operar sem licença ambiental, perca de terras, saídas de pessoas de suas localidades, comunidades vivenciando diariamente tremores causados pelas detonações, falta de água com a exploração da mina através das empresas, vários poços lacrados pela contaminação da água, alto índice de morte por causas desconhecidas, casas com rachaduras provocadas pelas detonações das rochas debaixo da terra e dificuldades com o escoamento e desvalorização da produção dos agricultores nas localidades e no município. Em 2009, houve um acidente que provocou vazamento na usina e foi denunciado pelo conjunto das organizações que acompanham a situação e, também, pelo Greenpeace. Segundo estas organizações, houve um vazamento de cerca de 30 mil litros de licor de urânio, que foi confirmado pela CNEN, mas com menção a um volume bem inferior. Em maio de 2011, houve o impedimento da entrada dos caminhões carregados com material suspeito de ser lixo atômico em Caetité. Depois das experiências sofridas pelas comunidades, principalmente em Caetité, em função da mineração e das mineradoras, podemos nos perguntar qual será a situação da minha comunidade, daqui para frente, se for explorado nela algum tipo de mineração, seja urânio, fosfato ou ainda outro?. 12 Cartilha No Ceará a Peleja da Vida Contra o Urânio.indd 12 25/05/ :22:40

15 As ameaças do presente que temos em CaEtIté O que melhor que agente faz É ir se organizando Fazer um mutirão de paz Uns ao outros ajudando Nossa vida ameaçada Também precisa viver Se a mina for explora Muita gente vai morrer (Chico Paiva Riacho das Pedras) Mina de Urânio em Caetité na Bahia Cartilha No Ceará a Peleja da Vida Contra o Urânio.indd 13 O município de Caetité, com população estimada em 50 mil habitantes, localiza-se a 757 km de Salvador, no sertão da Bahia. Lá está localizada a única mina de urânio em produção no Brasil. É uma unidade de mineração e beneficiamento de urânio, explorada pelas Indústrias Nucleares do Brasil, empresa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação; considerado uma província uranífera, com reservas de 100 mil toneladas do minério, o município de Caetité produz anualmente 400 toneladas de yellowcake Implantada em 2000 a unidade de mineração funciona com autorização de operação concedida pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e com licença de operação emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). Embora a mina esteja localizada a 70 km da sede do município, existem várias denúncias das comunidades ao redor e matérias da imprensa acerca da contaminação, por urânio, do lençol freático da região. A situação torna-se especialmente crítica em anos de estiagem, como o de Em 2009, o Greenpeace já alertava que a INB omitia os vazamentos que provocava e que havia falta de transparência, também, por parte da Comissão Nacional de Energia Nuclear, órgão governamental responsável pela fiscalização. No mesmo ano, foi estabelecida uma multa diária, no valor de cinco mil reais, para a INB, a prefeitura 13 25/05/ :22:40

16 de Caetité e o Governo da Bahia, caso não fornecessem água potável para as comunidades do entorno da mina. Denúncias da imprensa também dão conta do aumento do número de casos de câncer na região, em especial, entre os trabalhadores e trabalhadoras, desde o início da exploração de urânio. Atualmente, cerca de 3000 pessoas vivem nas comunidades no entorno da mina e ainda faltam estudos sobre a saúde desta população que é exposta, diariamente, às consequências da exploração de material radioativo. Outro risco trazido pela instalação da INB na região é o do transporte do material radioativo entre a cidade de Caetité e o porto de Salvador. São mais de 700 km percorridos por vias terrestres, expondo toda a população que vive próxima às estradas que cortam a Bahia a um possível acidente, o qual traria transtornos imensos para as vidas dessas pessoas, além das possibilidades de contaminação. A população de Caetité realizou manifestações contra esta prática, mas a empresa continua ameaçando vidas no vai e vem dos caminhões. Uma das maiores alegações, por parte dos empresários e governos, é de que a exploração do urânio trouxe desenvolvimento e empregos para região. Aqui, vale ressaltar que a grande maioria dos empregos gerados é de pessoal terceirizado, contratado por curtos períodos de tempo e muitos sem seus direitos trabalhistas assegurados, trabalhando de maneira irregular. Além disso, mina trouxe imensa desvalorização das terras dos pequenos agricultores residentes no entorno. Em maio de 2011, a população do município se mobilizou e impediu a entrada na cidade de nove contêineres provenientes de São Paulo, cada um com cerca de 90 toneladas de carga, que transportavam material radioativo. Centenas de pessoas bloquearam a rodovia que fica entre a cidade de Caetité e o distrito de Maniaçu, impedindo a passagem do material. As pessoas não estavam suficientemente esclarecidas sobre o conteúdo da carga e havia a forte suspeita de que era lixo tóxico que estava sendo transportado à cidade para ser armazenado nas dependências da INB, o que traria ainda mais riscos para população do entorno. Gilmar Santos, membro da Comissão Pastoral da Terra de Caetité, afirma que faltou clareza e transparência da INB para com a população nesse episódio, assim como em muitos outros. Também em 2011, a empresa enfrentou uma greve dos trabalhadores contra o corte das horas-extras, o que significava uma redução de cerca de 50% do salário, e que também denunciava diversas situações de falta de segurança nos locais de trabalho. Entre as denúncias, estava a de exposição dos trabalhadores a níveis de urânio acima dos permitidos em lei, como afirma Lucas Mendonça dos Santos, trabalhador da empresa e membro do Sindicato dos Mineradores de Brumado e Microrregião. Ainda de acordo com Lucas Mendonça, durante o processo de reentamboramento (mudança de tambor de concentrados de urânio), realizado em junho deste ano e combatido pela comunidade em manifestações públicas, se viu urânio para tudo quanto é lugar da área. Chegou-se a despejar urânio no chão e recolher de pá. O supervisor de serviço abriu o portão da área para jogar a poeira de urânio para fora do local. Não havia equipamento de proteção respiratória. Os macacões usados pelos trabalhadores, que deveriam ser descartados, eram lavados e entregues aos funcionários terceirizados. A empresa conta com aproximadamente 500 funcionários, sendo que cerca de 300 são terceirizados. Seu Florisvaldo Cardoso é um desses agricultores que vivem nas proximidades da mina. Ele que afirma que, além da terra, também a produção que vêm dessas áreas é desvalorizada: Antes disso a gente plantava mais, vendia mais, produzia mais e vendíamos com facilidade nossos produtos. Hoje, quando a gente diz de onde é, que é perto do urânio, ninguém quer mais comprar. E o pior são os atravessadores, que vêm e compram barato da gente e vendem ao povo dizendo que é de outra região. Seu Florisvaldo também manda um recado para os agricultores e agricultoras da região de Santa Quitéria: Que eles procurem uma maneira de não serem enganados como nós fomos 14 Cartilha No Ceará a Peleja da Vida Contra o Urânio.indd 14 25/05/ :22:40

17 aqui em Caetité. Exijam antes que a empresa se instale. A gente confiou e não conseguiu.. Hoje, na comunidade de Seu Florisvaldo, existe a suspeita de a água estar contaminada, além de um grande número de casas com rachaduras, estas atribuídas as explosões diárias na mina, que fica a menos de 1 km. A empresa sempre alega que as rachaduras acontecem por erro das próprias famílias na construção e no material usado. Mesmo diante desse cenário, os moradores da comunidade de Gameleira, assim como seu Florisvaldo, não querem sair do lugar onde nasceram e cresceram. A gente tem amor por essa terra, não é uma planta, tem laços. Caetité é uma cidade famosa em todo o Brasil, mas a riqueza é pra quem vem de fora não para quem é daqui. Quem vem de fora tem o direito de gritar alto e quem é daqui só pensa e não fala, disse Seu Florisvaldo. Elenice Alves é agente de saúde e também mora nas imediações da Mina, em Caetité. Ela conta que, no início, os/as moradores/as das comunidades achavam que a instalação da empresa ali seria uma coisa boa, que os ajudaria, pois, nas propagandas que faziam antes da implantação, prometiam melhor qualidade de vida naquelas localidades. Nada disso aconteceu e, ainda, segundo Elenice, o urânio só trouxe coisas ruins. Para mim, urânio significa morte, explica. A empresa secou todas as nascentes da região, impedindo os agricultores/as de produzir com qualidade e atrapalhando a comercialização dos produtos. Quando as pessoas descobrem que a gente é do entorno da mina, na feira, as pessoas não compram nossos produtos, aqui muita gente já deixou de produzir por isso. Antigamente a gente tinha uma nascente, um brejo onde a gente plantava. Todas as nascentes secaram. A água que a gente usa hoje é de poço artesiano. A qualidade da água que bebemos é duvidosa, nunca tivemos acesso às análises feitas pela INB nos poços artesianos. Como Agente de Saúde, Elenice acompanhou de perto o aumento do número de casos de câncer nas comunidades. Ficha suja da INB: o que acontece em Caetité/BA e pode acontecer em Santa Quitéria/CE. Veja a seguir um quadro que relata os principais acidentes em Caetité. 15 Cartilha No Ceará a Peleja da Vida Contra o Urânio.indd 15 25/05/ :22:40

18 16 CaMiNhOs de luta darticulação AnTiNuClEaR do CeArá Com grande articulação Construindo o Bem Viver Somos antinuclear Resistimos ao poder Das empresas e do Estado Consórcio bruto e malvado Lutaremos pra vencer! (Erivan Camelo) Crianças na manifestação na cidade de Santa Quitéria No Ceará, as resistências à Mina de Itataia e ao consórcio para exploração de urânio e fosfato em Santa Quitéria começam no ano de 2010, com a iniciativa da Cáritas Diocesana de Sobral e do Núcleo Trabalho, Meio Ambiente e Saúde (TRAMAS-UFC) que, em parceria, realizaram, na comunidade Riacho das Pedras e com a participação de outras comunidades do município de Santa Quitéria, um encontro coordenado pelo curso de Medicina da UFC. O encontro foi um trabalho de extensão para construir a cartografia social das comunidades do entorno da mina e tornou-se, também, um marco inicial para a história antinuclear no Ceará. A ideia germinou diante da ameaça, pelas empresas que farão a extração dos minérios em Itataia, aos modos de vida camponeses, que asseguram a história de vida desenhada e retratada pelas comunidades. Ainda em 2010, aconteceu uma audiência, na comunidade Riacho das Pedras, articulada pela Cáritas Diocesana de Sobral e com a presença do Núcleo TRAMAS-UFC, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Comissão Pastoral da Terra (CPT) e Movimento Sindical dos Trabalhadores/as Rurais, entre outros, além de comunidades do entorno da Mina. Estiveram presentes, também, a prefeitura de Santa Quitéria, a Galvani (empresa privada) e representantes da empresa estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB), que fizeram parte da mesa juntamente com todas as outras instituições citadas. O resultado da audiência foi negativo, pois não se chegou a qualquer consenso sobre os malefícios da extração de urânio Cartilha No Ceará a Peleja da Vida Contra o Urânio.indd 16 25/05/ :22:41

19 e fosfato e, muito menos, acerca dos pontos positivos apresentados pelo governo e as empresas. Daí, surge a grande necessidade de se trabalhar o assunto diretamente com as comunidades impactadas do entorno da Mina. No início de 2011, ocorreram diversas reuniões e rodas de conversas, na cidade de Santa Quitéria, com o governo estadual e municipal e a participação da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (SEMACE). Dia 3 de março, aconteceu o III Encontro de Mulheres da Via Campesina do Ceará, onde se tirou o encaminhamento de que a luta do Dia Internacional de Luta das Mulheres daquele ano seria uma manifestação pública contra a Mina de Itataia. A manifestação realizada pelas mulheres da Via Campesina no dia 8 de março de 2011, em Santa Quitéria, teve o intuito de formar e mobilizar sobre questões referentes à mineração de urânio e seus impactos para as comunidades atingidas diretamente e para toda a sociedade atingida indiretamente. A manifestação atingiu todo o município e demonstrou que as mulheres e as comunidades estão em alerta. Ainda no primeiro semestre de 2011, depois de reuniões envolvendo a Cáritas, o MST, o Núcleo TRAMAS-UFC e a CPT, tivemos a ideia de fazer um seminário para reunir as comunidades diretamente impactadas e pesquisadores em torno da temática A Mineração de Urânio e Fosfato: seus impactos socioambientais e para a saúde humana, que aconteceu no dia 6 de maio, no município de Itatira. O evento contou com a presença de representante da CPT de Caetité, que relatou para todos/as os presentes os impactos e as desordens causadas pela extração de urânio no complexo de Lagoa Real. Na ocasião, foram apontadas várias ações a serem trabalhadas, no intuito de fortalecer a luta contra o Nuclear e, especificamente, construir resistências junto às comunidades impactadas. É desse seminário que nasce a Articulação Antinuclear do Ceará (AACE), tendo em vista a necessidade de continuarmos nos encontrando e, ao mesmo tempo, de estarmos ligados a Articulação Antinuclear Brasileira. AACE se reúne novamente dia 18 de junho, no distrito de Lagoa do Mato, uma das comunidades impactadas diretamente, para uma oficina de Planejamento do trabalho de formação de base sobre o enfrentamento à mineração de urânio e fosfato nas comunidades. Desde esse tempo, até hoje, a AACE vem se encontrando a cada dois meses para ir discutindo, planejando, construindo, aperfeiçoando e, principalmente, realizando ações de fortalecimento da luta contra o Nuclear. No segundo semestre de 2011, tivemos uma ação muito importante e que foi uma das primeiras estratégias para o trabalho de base nas comunidades: o intercâmbio de instituições e pessoas das comunidades impactadas de Santa Quitéria e Itatira para conhecer a situação de Caetité, na Bahia. Os relatos das ameaças, dos medos, da insegurança e da falta de perspectivas de vida, causados pelo projeto de extração de urânio das comunidades de Caetité, mostraram a realidade e o que provavelmente será o futuro das comunidades de Santa Quitéria e Itatira. Este se tornou um dos principais motes que usamos em contraposição à Mina até hoje no Ceará: o presente de Caetité é o futuro que não queremos para Santa Quitéria e Itatira. Ao longo do segundo semestre de 2011 e de todo ano de 2012, realizamos diversas atividades, ligadas principalmente ao trabalho de base nas comunidades, e alguns encontros de abrangência regional e estadual. Um exemplo foi o seminário realizado pelo Sindicato dos Docentes da Universidade Vale do Acaraú (SINDIUVA), na Universidade Vale do Acaraú, em Sobral, com o tema Usina Nuclear e Exploração de Urânio: porque e para quem? Sobral é uma cidade banhada pela bacia do Rio Acaraú, que recebe água de um afluente nascente na serra em que está situada a jazida de urânio e fosfato em Santa Quitéria. A Articulação trilha caminhos nas comunidades de base para fazer jus ao planejamento. Escuta o povo, pergunta e vai construindo, coletivamente, conceitos a partir do entendimento das pessoas e através da contribuição dos/as facilitadores/as dos diversos mo- 17 Cartilha No Ceará a Peleja da Vida Contra o Urânio.indd 17 25/05/ :22:41

20 mentos de reuniões. A ideia principal foi e continua sendo desmistificar a ideia de desenvolvimento ressaltada pelo governo e pelas empresas com a chegada do empreendimento e, ao mesmo tempo, reforçar os modos de vida camponeses que, historicamente, estão enraizados nas comunidades e precisam ser valorizados e respeitados. Conseguimos, nas idas e vindas, identificar 27 comunidades em Santa Quitéria e 14 em Itatira que ficam na faixa de 20 km de distância do entorno da Mina de Itataia. No total são 41 comunidades e aproximadamente famílias. Entre as comunidades impactadas foram criados núcleos de base para facilitar, do ponto de vista geográfico, as reuniões e os momentos de encontro da AACE. Atualmente, a AACE tem representantes das comunidades e prima sempre que suas reuniões aconteçam nos núcleos de base. A interação é marcada por discussões e atividades feitas nas escolas, com grupos de jovens, com educadores/ as e momentos envolvendo toda a comunidade; a metodologia de discussão sempre é a partir de documentários, palestras, trabalho em grupos, escuta e intercâmbios de conhecimentos, entre outros. 18 Cartilha No Ceará a Peleja da Vida Contra o Urânio.indd 18 Em 25 de julho de 2012, mais uma vez ocupamos as ruas da cidade de Santa Quitéria. Na data, que marca o Dia do Agricultor/a, camponeses e camponesas afirmaram que o desenvolvimento necessário para as comunidades é a preservação da cultura camponesa, não a extração de urânio e fosfato que ameaça a vida e fragiliza e desarticula as comunidades. Já no segundo semestre de 2012, realizamos, com todas as comunidades, a I Jornada Antinuclear do Ceará, com o tema O presente que temos em Caetité e o que futuro que queremos em Santa Quitéria. Começamos a Jornada nas comunidades de Santa Quitéria e Itatira e terminamos com um seminário em Fortaleza. Foram três momentos marcantes: a articulação e mobilização das comunidades; a realização da Jornada propriamente dita e os resultados que repercutiram dentro das comunidades e para toda a sociedade cearense. A metodologia usada foi a partilha e a escuta de pessoas que vieram de Caetité para fomentar a discussão feita sobre que Santa Quitéria queremos. Ressaltamos, aqui, que há dois estudantes da UFC fazendo pes- Manifestação do MST e Articulação Antinuclear do Ceará na cidade de Santa Quitéria 25/05/ :22:41

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