AS PRIMEIRAS FAZENDAS DE GADO DO PIAUÍ: UM RETRATO ONOMÁSTICO-TOPONÍMICO

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1 RESUMO AS PRIMEIRAS FAZENDAS DE GADO DO PIAUÍ: UM RETRATO ONOMÁSTICO-TOPONÍMICO Marcelo Alessandro Limeira dos ANJOS Samarina Soares de SÁ Neste estudo, intenta-se apresentar, classificar e analisar, à luz da Toponímia, os nomes das primeiras fazendas de gado (129) do estado do Piauí. Tais nomes estão listados na obra Descrição do sertão do Piauí, do padre Miguel de Carvalho (2009). Para fins de classificação, será utilizada a proposta taxionômica de Dick (1990a) e, com esta, poderão ser evidenciados os padrões motivacionais dos nomes constantes na referida obra. Com a mencionada proposta classificatória, pôde-se verificar o seguinte em termos de origem, estrutura morfológica e taxionomia: sobressaem-se os nomes de origem portuguesa (75 no total, ou, 58,13%), seguidos dos de origem indígena - Tupi - (18 no total, ou, 13,95%). A preferência, em termos de estrutura morfológica, é, sem dúvida, pelos nomes compostos em suas diversas submodalidades (41,59% total geral de nomes compostos). Quanto às taxes propriamente ditas, as que se seguem são as mais representativas: 1) Geomorfotopônimo (20 no total, ou, 15,5%); 2) Fitotopônimo (17 no total, ou, 13,17%); 3) Ecotopônimo (17 no total, ou, 13,17%); 4) Animotopônimo (15 no total, ou, 11,62%); 5) Hagiotopônimo (13 no total, ou, 10%); 6) Hidrotopônimo (11 no total, ou, 8,5%); 7) Zootopônimo (10 no total, ou, 7,7%). Tal classificação em taxes pode permitir resgatar, por meio da análise onomástico-toponímica, uma parte dos hábitos, dos costumes e da mundividência dos primeiros colonizadores vindos para os Sertões de Dentro, com o intuito de prear índios e de criar gado. Palavras-chave: Toponímia; Classificação taxionômica; Fazendas de gado. ABSTRACT This study intends to show, classify and analyze, based on Toponymy, the name of the first 129 cattle farms in the Brazilian State of Piauí. These names are listed in the work Descrição do sertão do Piauí (Description of Piauí Countryside) by priest Miguel de Carvalho (2009). For classifying purposes, the Dick (1991a) taxonomic proposal will be used and, throughout its application, the motivational patterns of names stated in the referred work, will be put in evidence. With the mentioned classification proposal, it was possible to verify, the following; in terms of origin, morphological structure and name taxonomy: the Portuguese origin names are prevalent (75 in total, or 58.13%), followed by native origin Tupi (18 in total, or 13.95%). The preference, in terms of morphological structure, is, without doubt, for compound names and its several sub-modalities (41.59% is the total of compound names). Regarding to taxes, indeed, the following are the most representative: 1) Geomorph-toponyms (20 in total, or 15.5%); 2) Phyto-toponyms (17 in total, or 13.17%); 3) Eco-toponyms (17 in total, or 13.17%); 4) Animustoponyms (15 in total, or 11.62%); 5) Hagio-toponyms (13 in total, or 10%); 6) Hydrotoponyms (11 in total, or 8.5%); 7) Zoo-toponyms (10 in total, or 7.7%). Such classification in Professor de Língua Latina e História da Língua Portuguesa na Universidade Federal do Piauí. Graduada em Licenciatura Plena em História pela Universidade Estadual do Piauí e graduada em Letras-Português pela Universidade Federal do Piauí.

2 taxes allows rescuing, by onomastic-toponymic analysis, parts of habits, uses and worldview of first colonizers, who came, to the inner countryside, with the intention of capturing natives and deal with cattle. Key-words: Toponymy, Taxonomic Classification, Cattle farms. 1 INTRODUÇÃO Os estudos toponímicos, escassos no Brasil como um todo, ressentem-se, em âmbito local, de pesquisadores que se debrucem sobre as importantes informações contidas nos nomes de lugares. A importância de que se revestem os estudos nessa área diz respeito à possibilidade de, ao se classificar os diversos topônimos de uma região, segundo, por exemplo, a proposta taxionômica de Dick (1990a), aliada à história social dessa região, buscar, em suma, resgatar e preservar a cosmovisão de povos pretéritos. Isto posto, intenta-se, neste artigo, classificar e discutir, à luz da história social do período colonial piauiense, as denominações das 129 primeiras fazendas de gado do Piauí, listadas na Descrição do sertão do Piauí, de Miguel de Carvalho (2009). Tal obra, mesmo que ainda não devidamente reconhecida, vem se tornando referência tanto para historiadores quanto para geógrafos, mas tem sido pouco discutida em uma perspectiva que inclua também questões linguísticas. Para este fim, recorre-se à Toponímia, a qual assume, como corolário, que um estudo dessa natureza deve aliar conhecimentos linguísticos, históricos, geográficos, antropológicos, etnográficos etc., a fim de que tal ciência possa agir, de fato, como uma crônica, como entende Dick (1990: 22), quando afirma que a Toponímia situa-se como a crônica de um povo, gravando o presente para o conhecimento das gerações futuras e que o topônimo é o instrumento dessa projeção temporal. Antes de se passar à efetiva classificação dos 129 acidentes humanos (fazendas), pretende-se discutir rapidamente como se deu o processo de ocupação das terras

3 piauienses no período colonial, o que se fará no próximo tópico. Seguir-se-ão a este: um breve tópico teórico, um de apresentação dos dados, um de análise e as considerações finais. 2 A COLONIZAÇÃO DO ESTADO DO PIAUÍ O processo de ocupação do território brasileiro dá-se efetivamente com a empresa canavieira, mormente a da província de Pernambuco. Essa atividade econômica teria necessariamente de acarretar consequências diretas e indiretas para as demais regiões (FURTADO, 2004: 60). Para o caso piauiense, uma dessas consequências advém do que está apregoado na Carta Régia de 1701, na qual D. Pedro II determina que os criadores retirem os seus rebanhos, no prazo de um mês, para o interior, observada a distância de dez léguas (BRANDÃO, 1998:17). Os termos dessa Carta logo favoreceram a retirada do gado para o Sertão de Dentro (expressão atribuída a Capistrano de Abreu), dando início à fase de penetração do interior nordestino. Reiterando a afirmação, Nunes e Abreu (1998: 86) consideram que dentre os fatores conjunturais que determinaram o povoamento e a exploração econômica do sertão piauiense, destacam-se a expansão dos engenhos no Nordeste e a apropriação de novas áreas para instalação de currais. Mott (2010:172) vislumbra, por seu turno, os aspectos geomorfoclimáticos que favoreceram a criação de gado no Piauí: Possuindo grande parte de seu território ocupado por caatingas e cerrados, dispondo de poucos rios perenes e baixa pluviosidade, o Piauí, se de um lado representava fracas possibilidades para o desenvolvimento de uma agricultura exportadora, veio a transformarse na principal área pastoril do Nordeste, sendo considerado durante séculos como o curral e açougue das áreas canavieiras.

4 A propensão do estado para a criação de gado favorece, obviamente, o ajuntamento de determinados grupos humanos. Sobre isso, Brandão (1995: 276) afirma que predominavam as famílias originadas de casais portugueses radicados no Piauí, cujos maridos eram vaqueiros dos grandes senhores ou criadores em terras devolutas [...] Os membros destas famílias passaram à condição de proprietários rurais,quando adquiriram títulos fundiários, por compra a particulares ou por concessão real. A predominância étnica (a portuguesa) apontada por Brandão terá, como se verá na parte de análise, reflexos consideráveis no quadro onomástico-toponímico das primeiras fazendas do Piauí. Pode-se, além da etnia portuguesa, atestar, mesmo que em menor proporção do que em outros estados brasileiros, a presença de escravos. Com a mão-de-obra destes, foi possível a expansão da atividade pecuarista no interior piauiense. Outros grupos étnicos, como o dos índios, que particularmente no Piauí eram quase na totalidade falantes de língua jê 1, foram liquidados pelo Estado Colonial Brasileiro (BARROS, 2008: 13) e sofreram inúmeras perseguições empreendidas em nome da limpeza de área e da comercialização de nativos durante alguns séculos 2. Martins (2002: 26) esclarece que os índios forneciam aos grandes contingentes militares necessários não só à proteção dos rebanhos como às expedições responsáveis pela anexação de novas áreas à zona de criação e mesmo ao combate aos quilombos [...] O índio, pois, figurou como elemento indispensável ao desenvolvimento da economia pecuária em seus primeiros séculos. Os três principais estratos étnicos e linguísticos 3 acima comentados conformarão a cosmovisão primeva piauiense, a qual se pretende recuperar, mesmo que parcialmente, por meio da análise onomástico-toponímica das primeiras fazendas de gado do Piauí.

5 Para Diegues Júnior (1960: 146): a pecuária foi o grande fator que possibilitou a penetração das correntes de ocupação humana para o interior, povoando o mediterrâneo do Nordeste, a chamada região sertaneja. O seu papel ainda hoje repercute através das sobrevivências populares do culto ao boi, revelado em folguedos, danças e cantos, que constituem a essência da mística do boi, e, também, no nome de rios, de localidades, de apelidos de pessoas ou dos simbolismos dos fatos. A importância da atividade pecuarista reflete-se, sobremaneira, como sugere Diegues Júnior, nas manifestações culturais locais e no painel onomástico em geral. Tem-se, pois, que o atual estado do Piauí possui, ainda, tradição econômica essencialmente pecuarista e disso não se pode escusar. Tal influência favoreceu a constituição de uma sociedade que até hodiernamente é repreendida por oligarquias representantes das grandes famílias que atuam no estado e que simbolizam o acúmulo de poder. A inexistência de sociedades indígenas em território piauiense também reflete a avassaladora política de extermínio dos desbravadores contra os nativos, que resistiam aos trabalhos forçados nas fazendas e à perda de terras que utilizavam para subsistência. Após essa rápida discussão histórica, passa-se à apresentação da proposta taxionômica de Dick (1990a). 3 A CLASSIFICAÇÃO TAXIONÔMICA A proposta taxionômica de Dik (1990a) está dividida em taxes de natureza física (11) e as de natureza humana (16). A primeira categoria é dividida da seguinte maneira: 1. Astrotopônimos (referemse aos corpos celestes em geral); 2. Cardinotopônimos (referem-se às posições geográficas em geral); 3. Cromotopônimos (referem-se à escala cromática); 4. Dimensiotopônimos (referem-se às dimensões dos acidentes geográficos); 5.

6 Fitotopônimos (referem-se aos vegetais); 6. Geomorfotopônimos (referem-se às formas topográficas); 7. Hidrotopônimos (referem-se aos acidentes hidrográficos em geral); 8. Litotopônimos (referem-se aos minerais e à constituição do solo); 9. Meteorotopônimos (referem-se aos fenômenos atmosféricos); 10. Morfotopônimos (referem-se às formas geométricas) e 11. Zootopônimos (referem-se aos animais). A segunda categoria, por sua vez, é assim dividida: 1. Animotopônimos (referemse ao psiquismo humano); 2. Antropotopônimos (referem-se aos prenomes, apelidos de família, hipocorísticos, alcunhas etc.); 3. Axiotopônimos (referem-se aos títulos em geral); 4. Corotopônimos (referem-se aos nomes de cidades, países etc.); 5. Cronotopônimos (referem-se aos indicadores cronológicos, como os adjetivos novo, nova, velho, velha). 6. Dirrematopônimos (referem-se às expressões cristalizadas); 7. Ecotopônimos (referem-se às habitações em geral); 8. Ergotopônimos (referem-se aos elementos da cultura material do homem). 9. Etnotopônimos (referem-se aos grupos étnicos); 10. Hierotopônimos (referem-se aos nomes sagrados de diferentes crenças, aos locais de culto, aos membros religiosos, às associações religiosas e às datas relativas a esses fatos); Hagiotopônimos (referem-se aos nomes de santos e de santas do hagiológico romano); Mitotopônimos (referem-se às entidades mitológicas); 11. Historiotopônimos (referem-se à história do país, aos seus personagens e datas); 12. Hodotopônimos (referem-se aos caminhos, às vias de comunicação rural e urbana); 13. Numerotopônimos (referem-se aos numerais em geral); 14. Poliotopônimos (referem-se às taxes relacionadas aos aglomerados populacionais); 15. Sociotopônimos (referem-se às atividades profissionais, aos locais de trabalho e aos pontos de reunião de um grupo); 16. Somatopônimos (referem-se às partes do corpo humano ou dos animais).

7 3 APRESENTAÇÃO DOS DADOS A tabela abaixo, extraída de Mendes (2009), apresenta todas as 129 primeiras fazendas do Piauí, já classificadas 4 taxionomicamente. Nº Acidente Topônimo Origem Taxionomia Estrutura Morfológica 01 Fazenda CACHOEIRA Hidrotopônimo Nf [Ssing] 02 Fazenda BUQUEIRÃO Geomorfotopônimo Nm [Ssing] 03 Fazenda POÇÕES DE S. MIGUEL Geomorfotopônimo NCm [Spl + {(Prep + Ø) + Ssing}] 04 Fazenda CAMPO GRANDE Geomorfotopônimo NCm [Ssing + 05 Fazenda CAMPO LARGO Geomorfotopônimo NCm [Ssing + 06 Fazenda TORRE Ergotopônimo Nf [Ssing] 07 Fazenda ILHA Geomorfotopônimo Nf [Ssing] 08 Fazenda GRACIOSA Animotopônimo Nf [ 09 Fazenda VÁRZEA BRANCA Origem Incerta Geomorfotopônimo NCf [Ssing + 10 Fazenda PASSAGEM Francês Hodotopônimo Nf [Ssing] 11 Fazenda BOA VISTA Animotopônimo NCf [ADJsing 12 Fazenda ALDEIA Árabe Poliotopônimo Nf [Ssing] 13 Fazenda PORTO ALEGRE Geomorfotopônimo NCm [Ssing + 14 Fazenda TATU Indígena (Tupi) Zootopônimo Nm [Ssing] 15 Fazenda GAMELEIRA Fitotopônimo Nf [Ssing] 16 Fazenda RETIRO Origem Incerta Animotopônimo Nm [Ssing] 17 Fazenda BARRA Geomorfotopônimo Nf [Ssing] 18 Fazenda CRAIBAS Indígena (Tupi) Animotopônimo Nm [Spl] 19 Fazenda LAGOA DA SUSSUAPARA Híbrida (Português + Indígena) Hidrotopônimo NCf [Ssing + {(Prep + Asing) + Ssing}] 20 Fazenda SANTA ROSA Hagiotopônimo NCf [ADJsing

8 21 Fazenda JENIPAPO Indígena (Tupi) Fitotopônimo Nm [Ssing] 22 Fazenda TABUA Origem Incerta Fitotopônimo Nf [Ssing] 23 Fazenda SERRA Geomorfotopônimo Nf [Ssing] 24 Fazenda TORTA n/e Nf [ 25 Fazenda TRANQUEIRA Origem incerta Ergotopônimo Nf [Ssing] 26 Fazenda CANAVIEIRA Fitotopônimo Nf [ 27 Fazenda SACO Ergotopônimo Nm [Ssing] 28 Fazenda BURACO Origem Incerta Geomorfotopônimo Nm [Ssing] 29 Fazenda PEDRAS Litotopônimo Nf [Spl] 30 Fazenda SUSSUAPARA Indígena (Tupi) Zootopônimo Nm [Ssing] 31 Fazenda SAMAMBAIA Indígena (Tupi) Fitotopônimo Nf [Ssing] 32 Fazenda BUQUEIRÃO Geomorfotopônimo Nm [Ssing] 33 Fazenda TUCANO Origem Incerta Zootopônimo Nm [Ssing] 34 Fazenda FRADE Hierotopônimo Nm [Ssing] 35 Fazenda TALHADA n/e Nf [Ssing] 36 Fazenda CORRENTE n/e Nf [Ssing] 37 Fazenda MOCAMBO Origem Incerta Ecotopônimo Nm [Ssing] 38 Fazenda ONÇA Zootopônimo Nf [Ssing] 39 Fazenda ANTA Árabe Zootopônimo Nf [Ssing] 40 Fazenda BOQUEIRÃO Geomorfotopônimo Nm [Ssing] 41 Fazenda JUAZEIRO Indígena (Tupi) Fitotopônimo Nm [Ssing] 42 Fazenda SAMAMBAIA Indígena (Tupi) Fitotopônimo Nf [Ssing] 43 Fazenda POTI Indígena (Tupi) Hidrotopônimo Nm [Ssing] 44 Fazenda SÃO LÁZARO Hagiotopônimo NCm [ADJsing 45 Fazenda SÃO PEDRO Hagiotopônimo NCm [ADJsing 46 Fazenda SÃO COSME Hagiotopônimo NCm [ADJsing 47 Fazenda DOR DE BARRIGA Híbrida (Português + Francês) Animotopônimo NCf [Ssing + {(Prep + Ø) + Ssing}] 48 Fazenda BIGODE Origem Incerta n/e Nm [Ssing] 49 Fazenda CABEÇA DO TAPUIA Híbrida (Português + Somatopônimo NCm [Ssing + {(Prep + Osing)

9 Tupi) 50 Fazenda OLHO D ÁGUA 51 Fazenda SÍTIO DA CRUZ Híbrida (Origem Incerta + Português) 52 Fazenda CANABRAVA + Ssing}] Hidrotopônimo NCm [Ssing + {(Prep + Ø) + Ssing}] Ecotopônimo NCm [Ssing + {(Prep + Asing) + Ssing}] Fitotopônimo Nf [Ssing] 53 Fazenda ININGA n/e n/e n/e 54 Fazenda SÍTIO DO Híbrida (Origem Ecotopônimo NCm [Ssing + MENDES Incerta + {(Prep + Osing) Português) 55 Fazenda SÃO NICOLAU 56 Fazenda SÍTIO DAS Híbrida (Origem PEDRAS Incerta + + Ssing}] Hagiotopônimo NCm [ADJsing Ecotopônimo NCm [Ssing + {(Prep + Apl) + Spl}] Português) 57 Fazenda SANTO Hagiotopônimo NCm [ADJsing ANTONIO 58 Fazenda VITÓRIA Animotopônimo Nf [Ssing] 59 Fazenda SERRA NEGRA Geomorfotopônimo NCm [Ssing + 60 Fazenda SÃO VITOR Hagiotopônimo NCm [ADJsing 61 Fazenda SÃO MATEUS Hagiotopônimo NCm [ADJsing 62 Fazenda BELO JARDIM Animotopônimo NCm [ADJsing DE SANTA + Ssing + CRUZ prep.+ ADJsing 63 Fazenda TAPERA Indígena (Tupi) Ecotopônimo Nf [Ssing] 64 Fazenda SÃO Hagiotopônimo NCm [ADJsing FRANCISCO + Ssing + XAVIER Ssing] 65 Fazenda SÍTIO DE CATARINA Híbrida (Origem Incerta + Português) Ecotopônimo NCm [Ssing + {(Prep + Ø) + Ssing] 66 Fazenda GADO BRAVO Origem Incerta Zootopônimo NCm [Ssing + 67 Fazenda SÃO VICENTE 68 Fazenda SANTO ANTÔNIO 69 Fazenda ALEGRETE Hagiotopônimo Hagiotopônimo Animotopônimo NCm [ADJsing NCm [ADJsing Nm/f [

10 70 Fazenda CARAIBAS Indígena (Tupi) Animotopônimo Nm [Spl] 71 Fazenda BERLENGAS n/e n/e n/e 72 Fazenda SÃO JOÃO DAS FLORES Hagiotopônimo NCm [ADJsing + Ssing + prep.+ Apl + Ssing] 73 Fazenda SANTO ANTÔNIO Hagiotopônimo NCm [ADJsing 74 Fazenda JENIPAPO Indígena (Tupi) Fitotopônimo Nm [Sing] 75 Fazenda CARNAIBA Indígena (Tupi) Fitotopônimo Nf [Sing] 76 Fazenda ESTREITO Geomorfotopônimo Nm [Sing] 77 Fazenda BOA CEIA Animotopônimo NCf [ADJsing 78 Fazenda SÍTIO DA COBRA Híbrida (Origem Incerta + Ecotopônimo NCm [Ssing + {(Prep+ ASing) 79 Fazenda FAZENDA DA BARRA Português) Ecotopônimo NCf [Ssing + {(Prep+ ASing) 80 Fazenda SERRA Geomorfotopônimo Nf [Ssing] 81 Fazenda BITOROCARA n/e n/e n/e 82 Fazenda JATOBÁ Indígena (Tupi) Fitotopônimo Nm [Ssing] 83 Fazenda FAZENDA DAS ÉGUAS Ecotopônimo NCf [Ssing+ {(Prep+ Apl)} + Spl] 84 Fazenda SACO Ergotopônimo Nm [sing] 85 Fazenda LAGOA GRANDE Hidrotopônimo NCf [Ssing + 86 Fazenda TRANQUEIRA Origem Incerta Ergotopônimo Nf [Ssing] 87 Fazenda SUSSUAPARA Indígena (Tupi) Zootopônimo Nm [Ssing] 88 Fazenda SALINAS Sociotopônimo Nf [Spl] 89 Fazenda ALMAS SANTAS Animotopônimo NCf [Spl+ ADJpl] 90 Fazenda TABOLEIRO ALTO Geomorfotopônimo NCm [Ssing + 91 Fazenda CURRAL DO CAMPO 92 Fazenda FAZENDA GRANDE 93 Fazenda SÍTIO DAS PIMENTAS Híbrida (português + Sociotopônimo NCm [Ssing + {(Prep + OSing)} + Ssing] Ecotopônimo NCf [Ssing + Ecotopônimo NCm [Ssing + Prep + Apl +

11 indígena) 94 Fazenda ESPINHOS 95 Fazenda SALINAS 96 Fazenda CACHOEIRA 97 Fazenda GAMELEIRAS 98 Fazenda SERRA 99 Fazenda RIACHO 100 Fazenda SOBRADO 101 Fazenda LAGOA DO JACARÉ 102 Fazenda ESPINHEIROS 103 Fazenda LAGOA DAS Híbrida ITARIS (Português Fazenda SÍTIO DE BAIXO Origem Incerta) Híbrida (Origem Incerta + Português) Fitotopônimo Sociotopônimo Hidrotopônimo Fitotopônimo Geomorfotopônimo Hidrotopônimo Ecotopônimo Spl] Nm [Spl] Nf [Spl] Nf [Ssing] Nf [Spl] Nf [Ssing] Nm [Ssing] Nm [Ssing] Hidrotopônimo NCf [Ssing + {(Prep+ OSing)} + Ssing] Fitotopônimo Nm [Spl] Hidrotopônimo NCf [Ssing + {(Prep+ Apl)} + Spl] Ecotopônimo NCm [Ssing + Prep + Ø+ ADV] 105 Fazenda SUSSUAPARA Indígena (Tupi) Zootopônimo Nm [Ssing] 106 Fazenda ALGODÕES Árabe Fitotopônimo Nm [Spl] 107 Fazenda CATARENZ n/e n/e n/e 108 Fazenda TAPERA Indígena (Tupi) Ecotopônimo Nf [Ssing] 109 Fazenda POBRE Animotopônimo Nm [Ssing] 110 Fazenda ANGICOS Origem Incerta Fitotopônimo Nm [Spl] 111 Fazenda MOICOTÁ n/e n/e n/e 112 Fazenda LAGOA DO JACARÉ Híbrida (Português + Tupi) Hidrotopônimo NCf [Ssing + {(Prep + OSing)} + Ssing] 113 Fazenda BOA VISTA Animotopônimo NCf [ADJsing 114 Fazenda MARAVILHOSA Animotopônimo Nf [ 115 Fazenda BATALHA Animotopônimo Nf [Ssing] 116 Fazenda JACARÉ Indígena (Tupi) Zootopônimo Nm [Ssing] 117 Fazenda SÍTIO DAS Híbrida (Origem Ecotopônimo NCm [Ssing +

12 FLORES Incerta + Português) {(Prep+ Apl)} + Spl] 118 Fazenda GUARIBAS Indígena (Tupi) Zootopônimo Nf [Spl] 119 Fazenda PICO Geomorfotopônimo Nm [Ssing] 120 Fazenda MATO Fitotopônimo Nm [Ssing] 121 Fazenda RIO GRANDE Hidrotopônimo NCm [Ssing Fazenda SALINAS Sociotopônimo Nf [Spl] 123 Fazenda SERRA VERMELHA Geomorfotopônimo NCf [Ssing Fazenda ESTREITO Geomorfotopônimo Nm [Ssing] 125 Fazenda BORETIS n/e n/e n/e 126 Fazenda BARREIRA n/e Nf [Ssing] 127 Fazenda CASTELO Ergotopônimo Nm [Ssing] 128 Fazenda SÍTIO DAS MANGANAS Origem Incerta Ecotopônimo NCm [Ssing + {(Prep+Apl)} Fazenda SÍTIO REAL Híbrida (Origem Incerta + Português) Spl] Ecotopônimo NCm [Ssing + ADJSing] Feita a classificação acima referida, passa-se, de agora em diante, a discutir, no tópico seguinte, as taxes propriamente ditas. 4 ANÁLISE DOS DADOS 4.1 GEOMORFOTOPÔNIMO A análise dos dados apresentada na tabela anterior permitiu identificar que esta foi a taxe mais recorrente no processo de denominação das primeiras 129 fazendas de gado do estado do Piauí. Ao todo, foram 20 casos verificados, o que corresponde a 15,5% do total. Vocábulos como Buqueirão, Poções de S. Miguel, Campo Grande, Campo Largo, dentre outros, representam algumas das denominações atribuídas pelos primeiros

13 colonizadores a partir do contato com o meio, o que sugere ter sido a geomorfologia piauiense de assaz relevância no processo denominativo. 4.2 FITOTOPÔNIMO No que se refere a esta taxe, a segunda mais representativa, houve 17 ocorrências, o que significa afirmar que 13,17% dos batismos das primeiras fazendas de gado estão relacionados a aspectos da vegetação do Piauí. Jenipapo, Tabua, Canavieira e Samambaia são alguns exemplos desta taxe. 4.3 ECOTOPÔNIMO Esta taxe equipara-se à dos fitotopônimos em recorrência, ou seja, também foi utilizada em 17 acidentes humanos, representando 13,17% do total. Mocambo, Sítio da Cruz, Sítio do Mendes e Sítio das Pedras são alguns exemplos desta taxe. 4.4 ANIMOTOPÔNIMO A taxe que pode ajudar a explicar o estado anímico dos primeiros colonizadores do Piauí está presente em 15 nomes de fazendas, ou seja, em 11,62% dos casos. Palavras como Graciosa, Boa Vista e Retiro são exemplos desta taxe. 4.5 HAGIOTOPÔNIMO Foram 13 as ocorrências toponímicas relacionadas à religiosidade, o que equivale a 10% do total. Santa Rosa, São Lázaro, São Cosme e São Pedro são alguns exemplos desta taxe. 4.6 HIDROTOPÔNIMO

14 Esta taxe foi encontrada em 11 denominações atribuídas às primeiras fazendas. Representa, pois, 8,5% das ocorrências. Eis alguns exemplos: Cachoeira, Lagoa da Sussuapara, Poti e Olho D água, dentre outros. 4.7 ZOOTOPÔNIMO Esta taxe foi encontrada em 10 dos 129 acidentes humanos. Trata-se, então, de 7,7% das ocorrências. Tatu, Sussuapara, Tucano e Onça são alguns exemplos desta taxe. 4.8 ERGOTOPÔNIMO Esta taxe manifesta-se em 6 casos (4,65% do total). Torre, Saco, Tranqueira e Castelo são alguns exemplos. 4.9 SOCIOTOPÔNIMO Esta taxe corresponde a 3,1% dos acidentes humanos analisados, uma vez que está presente em 4 denominações. São elas: Salinas 5 e Curral do Campo HIEROTOPÔNIMO Esta taxe representa 0,77% do total, pois se verifica em apenas um momento, com o termo Frade HODOTOPÔNIMO Esta taxe também está presente em apenas uma denominação, qual seja, o vocábulo Passagem. Sendo assim, corresponde a 0,77% do total LITOTOPÔNIMO total. Pedras é a única ocorrência desta taxe, a qual corresponde também a 0,77% do

15 4.13 POLIOTOPÔNIMO total. Esta taxe está representada apenas pelo termo Aldeia, que equivale a 0,77% do 4.14 SOMATOPÔNIMO Assemelha-se às taxes Hierotopônimo, Hodotopônimo, Litotopônimo e Poliotopônimo em ocorrência, por meio da expressão Cabeça do Tapuia CASOS NÃO ENCONTRADOS (n/e) Não foi possível identificar a motivação toponímica em 11 casos, o que equivale a 8,5% do total. Vocábulos como Torta, Talhada, Corrente e Bigode, dentre outros, representam esses casos. De modo geral, as taxes acima referidas podem, ainda, ser agrupadas nas duas categorias maiores, a dos Acidentes Físicos (AF) e a dos Acidentes Humanos (AH), o que permite afirmar que houve a predominância de denominações associadas ao ambiente físico encontrado pelos sujeitos que se deslocaram para o território correspondente ao atual estado do Piauí. No total, as motivações toponímicas relacionadas aos aspectos físicos correspondem às seguintes taxes, em ordem da maior para a menor ocorrência: Geomorfotopônimo, Fitotopônimo, Hidrotopônimo, Zootopônimo e Litotopônimo. Os fatores referentes aos aspectos humanos, por sua vez, estão presentes por meio das seguintes taxes, agrupadas da mais recorrente para a menos recorrente: Ecotopônimo, Animotopônimo, Hagiotopônimo, Ergotopônimo, Sociotopônimo, Hierotopônimo, Hodotopônimo, Poliotopônimo e Somatopônimo. Considerando as taxes mais prevalentes (Geomorfotopônimo, Fitotopônimo, Ecotopônimo, Animotopônimo, Hagiotopônimo, Hidrotopônimo e Zootopônimo), é

16 possível constatar que as relacionadas aos aspectos físicos sobressaem em relação à categoria de topos humanos: ASPECTOS FÍSICOS (44,87%) e ASPECTOS HUMANOS (34,79%). Pode-se afirmar, pois, com base nos dados apresentados, que prevaleceu a visão do colonizador na denominação das primeiras fazendas de gado do Piauí, uma vez que a maioria dos nomes analisados é de origem portuguesa (75 no total, ou, 58,13%). Os nomes de origem indígena (tupi) alcançam um total de 18 ocorrências no total, ou, 13,95%. Essas denominações deram-se, sobretudo, com a utilização de nomes compostos (41,59% - total geral de nomes compostos). Dessa forma, os bandeirantes e demais desbravadores que aqui se instalaram foram influenciados principalmente pela topografia local, bem como pela flora regional e pelas construções habitacionais que foram estabelecidas no processo de fixação dos colonizadores, atestando, mormente para os acidentes físicos, o fato de que o ambiente influencia nas denominações, conforme propôs Sapir (1969: 2): o ambiente físico só se reflete na língua na medida em que atuarem sobre eles forças sociais. A prevalência dos nomes portugueses indica que os colonizadores logo se preocuparam em demarcar o território com base no seu idioma e que foram influenciados, em parte, pelas conjunturas físicas e humanas locais, principalmente pelos aspectos físicos. 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS Estudos como este, inseridos no escopo da Toponímia, podem permitir identificar memórias de uma sociedade que necessitam de conservação. Também servem para atestar, como no caso piauiense, a impossibilidade de resgatar tais memórias, haja vista a ausência de marcas toponímicas dos autóctones piauienses. Por meio do estudo das

17 denominações atribuídas às primeiras fazendas de gado do Piauí, verificou-se a visão de um colonizador pouco afeito à preservação da cultura local encontrada, uma vez que, por exemplo, a língua jê, falada pela maioria dos nativos que habitavam o solo piauiense, logo desapareceu com a truculenta chegada dos colonizadores a esta região, dando lugar a uma cosmovisão, ainda que bastante influenciada pelos aspectos físicos locais, tipicamente alienígena, no sentido de que passaram a vigorar, nas glebas piauienses, a mundividência portuguesa e a tupi, esta certamente trazida para cá na boca dos bandeirantes, falantes, em sua maioria, da já atestada língua geral, de base tupi. Com isso, não se pode olvidar que qualquer tentativa de recuperação do modus vivendi do autóctone piauiense é vã, pois, nestas terras, além do já atestado etnocídio, houve também um total glotocídio, o que inviabiliza tal empresa, restando apenas a possibilidade de se vislumbrar as formas de interação e percepção do colonizadorbandeirante com o meio, as quais estão manifestadas, neste estudo, nos 129 nomes das primeiras fazendas de gado do Piauí. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BARROS, Celso Coelho. In: CARVALHO, João Renôr F. de. Resistência Indígena no Piauí Colonial ( ). Imperatriz- MA: Editora Ética, BRANDÃO, Tanya Maria Pires. A elite colonial piauiense: família e poder. Teresina: Fundação Cultural Monsenhor Chaves, BRANDÃO, Wilson. Formação Social. In: SANTANA, R. N. Monteiro de (org.). Piauí: Formação, Desenvolvimento, Perspectivas. Teresina PI: Editora FUNDAPI, CARVALHO, Pe. Miguel de. Descrição do Sertão Piauiense. Teresina: APL; FUNDAC; DETRAN, 2009.

18 DIAS, Claudete Maria Miranda Dias. Povoamento e Despovoamento (da Pré-História à Sociedade Escravista colonial). In: NASCIMENTO, Francisco Alcides e VAINFAS, Ronaldo (orgs). História e Historiografia. Recife PE: Editora Bagaço, DICK, Maria Vicentina de Paula do Amaral. A Motivação Toponímica e a Realidade Brasileira. São Paulo: Governo do Estado de São Paulo. Edições Arquivo do Estado, Toponímia e Antroponímia no Brasil. Coletânea de Estudos. 2. ed. São Paulo: FFLCH/USP, 1990a. DIEGUES JR., Manuel. Regiões Culturais do Brasil. Rio de Janeiro: Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais, FURTADO, Celso. Formação Econômica do Brasil. São Paulo: Companhia Editora Nacional, MARTINS, Agenor de Sousa. Piauí: evolução, realidade e desenvolvimento. Teresina: Fundação CEPRO, MENDES, Letícia Rodrigues Guimarães. Hidronímia da região do Rio das Velhas: de Ouro Preto ao Sumidouro. Dissertação de Mestrado. FALE/UFMG, MOTT, Luiz. Piauí Colonial: população, economia e sociedade. Teresina: FUNDAC - Coleção Grandes Textos, NUNES, Célis Portella e ABREU, Irlane Gonçalves de. Vilas e Cidades do Piauí. In: SANTANA, R. N. Monteiro de (org.). Piauí: Formação, Desenvolvimento, Perspectivas. Teresina PI: Editora FUNDAPI, SAPIR, E. Língua e ambiente. Trad. J. Mattoso Câmara Jr. Linguística como ciência: ensaios. Rio de Janeiro: Livraria Acadêmica, À exceção dos índios Tabajara, todas as outras etnias indígenas do Piauí eram, ao que tudo indica, falantes de língua jê. 2 Segundo o historiador piauiense Odilon Nunes, nos primeiros tempos da colonização, os índios fervilhavam como formigas nos vales dos rios do Piauí. (NUNES, 1985 apud DIAS, 2006: 80) 3 Obviamente, não há, dada a dizimação total do índio piauiense, como resgatar, pelos nomes das fazendas, o estrato linguístico desses habitantes primevos. 4 Tal classificação não se pretende definitiva, haja vista que o aprofundamento na história social da região pode vir a alterar a classificação de uma ou outra taxe. 5 Esta denominação se repete em três momentos.

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