SISTEMA DE FISCALIZAÇÃO ELETRÔNICA DE VEÍCULOS. Especificações Técnicas

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1 SISTEMA DE FISCALIZAÇÃO ELETRÔNICA DE VEÍCULOS Características Gerais Especificações Técnicas. Ser de fácil transporte, acondicionado em estrutura resistente a sua condução, formada pelo conjunto dos elementos necessários à medição de velocidade, detecção da infração e registro da imagem do veículo infrator, não devendo o tempo de montagem e início da operação exceder a 10 (dez) minutos;. Atender a resolução do CONTRAN n o 146, de 27 de agosto de 2003 (ou outra resolução que por ventura venha a substituí-la em data posterior) que fixa os requisitos técnicos mínimos para a fiscalização de velocidade com medidores do tipo estático;. Ter sua concepção específica para a medição e registro de infrações de excesso de velocidade;. Todo o conjunto deve ser desenvolvido para suportar as atividades em campo, inclusive intempéries e possuir vedação para poeira;. Operar de forma automática como equipamento estático;. Atender a Portaria nº 115, de 29 de junho de 1998, do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial INMETRO, que aprova o Regulamento Técnico Metrológico estabelece as condições mínimas que devem satisfazer os medidores de velocidade para veículos automotivos;. Ter seu modelo aprovado pelo INMETRO;. Possuir manual de operação em português;. Atender a toda legislação aplicável;. O equipamento ao ser conectado a uma rede, deverá permitir que a central de processamento conecte-se a ele via FTP e descarregue os arquivos contendo as imagens e dados gerados;. O endereço IP do equipamento será atribuído via IP FIXO ou DHCP quando este for conectado a uma rede de dados.. O equipamento deverá ser capaz de armazenar as seguintes informações: a) Nome de usuário e senha para acesso ao FTP; b) Dois endereços de IP de dois servidores de FTP.. Após efetuada a conexão entre cliente e servidor, os arquivos devem ser transferidos para o servidor;. Efetuar a contagem volumétrica de pelo menos duas faixas, gerando arquivos que contenham no mínimo informações sobre: horário, local, nome do operador, limite de velocidade da via, velocidade aferida dos veículos e sentido de trafego;. A contagem volumétrica deve ser gravada em arquivo de texto com extensão.txt; 1

2 . Permitir operação noturna com sistema de iluminação que seja imperceptível ao olho humano, evitando assim qualquer tipo de ofuscamento;. O equipamento deverá ser entregue já aferido pelo INMETRO;. Para cada imagem registrada, a velocidade do veículo infrator é comprovada pelo resultado de pelo menos 30 (trinta) medições de velocidade obtidas seqüencialmente, de sorte a garantir máxima precisão em suas leituras, atestadas por documentação emitida pelo fabricante do sensor de velocidade. Para os sensores fabricados no exterior, deverá apresentar documentação notorizada e consularizada no país de origem. Características Físicas e Elétricas:. Os equipamentos medidores de velocidade devem ser do tipo estático, devendo o mesmo ser instalado em suporte apropriado, do tipo tripé e com possibilidade para movimentá-lo 360, nos dois sentidos, bem como possibilitar o movimento basculante, ou seja, de cima para baixo, viabilizando uma maior quantidade de alternativas para operação do mesmo;. Funcionar com alimentação elétrica de forma a possibilitar a operação do equipamento em campo de maneira contínua por pelo menos 6 (seis) horas sem troca de bateria;. O equipamento deverá ser alimentado por bateria integrada ao conjunto não sendo aceita conexão de baterias externas por meio de cabos, sendo vedada o uso de baterias do tipo automotiva. As baterias utilizadas pelo equipamento deverão poder trabalhar e ou serem armazenadas e transportadas em qualquer posição.. Possuir sistema de recarga (recarregador com todos os cabos) da bateria operando com alimentação 110/220V;. Possuir visor das informações em tecnologia resistente à operação em campo, sendo permitido equipamentos com soluções Touch Screen ;. O tripé e todos os cabos necessários para o seu correto funcionamento (incluindo a baixa das imagens e conexão elétrica com a viatura) deverão ser fornecidos;. Todo o conjunto, incluindo bateria, flash e cabos, não poderá exceder o peso máximo de 30 (trinta) kg; Operacionalidade:. Capacidade de avaliar a velocidade de deslocamento de veículo em ambos sentidos (aproximação ou afastamento);. Registrar as velocidades em Km/h (quilômetros por hora);. Deverá reconhecer velocidades de 25 a 240 Km/h (vinte e cinco a duzentos e quarenta quilômetros por hora) no mínimo;. Detectar, identificar e registrar a imagem do veículo, no momento do cometimento da infração, à no mínimo 120 m (cento e vinte metros) de distância da base do equipamento;. Capacidade de registrar 2 (duas) infrações por segundo; 2

3 . Operar com medição ótica de velocidade; a proponente deverá apresentar laudo emitido por entidades especializadas garantindo que o sensor ofertado é de classe 1 (eye safe), bem como indicando a freqüência de operação, o número de medidas de distância por segundo e ângulo de abertura. Quando o laudo for emitido por entidades no exterior a proponente deverá apresentar o atestado com tradução juramentada e consularizado.. Em rodovias de pista simples ter a capacidade de capturar imagens de veículos em afastamento e aproximação simultaneamente;. Capturar as imagens de acordo com diferentes limites de velocidade permitidos;. O programa de operação do equipamento deve permitir que sejam configuradas as seguintes informações no local de operação: MG Km Metros Sentido (Crescente ou Decrescente) Código do Município Código do Agente Velocidades Regulamentares para o local (para automóveis, ônibus, motocicleta e caminhões) Velocidade considerada para efeito da aplicação da penalidade (para automóveis, ônibus, motocicleta e caminhões);. Permitir o armazenamento de pelo menos (duas mil) imagens, sem necessidade de troca de unidade de armazenamento;. Manter armazenadas as provas visuais por tempo indeterminado quando ocorrer interrupções no fornecimento de energia para o seu funcionamento;. Não possibilitar nenhum tipo de edição na imagem digital registrada originalmente e suas cópias, seja no equipamento ou durante o envio para a base de processamento. Não possibilitar a exclusão das imagens pelo operador do equipamento, apenas por pessoa autorizada para esta função. O proponente deverá dispor de sistemas de segurança que garantam a integridade e confiabilidade das imagens captadas;. Possibilitar o controle eletrônico através de microprocessador, com sistema de auto diagnóstico que facilite a identificação de falhas;. Possuir recurso de zoom na própria unidade de controle através de um simples toque na tela da unidade de controle permitindo a visualização das imagens ao vivo de sorte a possibilitar o ajuste da qualidade da imagem;. A unidade de iluminação deverá ser do tipo anti ofuscante com autonomia de no mínimo 6 horas, com bateria recarregável embutida a esta unidade, não sendo permitido o fornecimento de equipamentos com bateria externa;. O equipamento deverá operar tanto no modo automático (equipamento estático) como no modo manual (equipamento portátil), cabendo ao operador definir o modo de operação desejado;. O equipamento deverá permitir a captura e registro da imagem de um mesmo veículo pela dianteira e 3

4 traseira, sem a necessidade de ser reprogramado ou reinstalado;. O equipamento deverá possuir teclado de toque retro-iluminado; Característica das Imagens. O equipamento deverá permitir a seleção em campo de no mínimo 4 tipo de resoluções de imagens, possibilitando o ajuste da melhor resolução para o local de operação garantindo a identificação nítida da placa e o modelo do veículo infrator e/ou contexto do local;. Registrar na imagem capturada de forma automática, no mínimo os dados constantes no ANEXO II;. Os arquivos criados, em forma eletrônica, devem ser obrigatoriamente gravados no drive do equipamento em aplicativo codificado/criptografado. As imagens originárias dos equipamentos deverão ser gravadas em formato jpeg (.jpg) com tamanho entre 1 e 180 Kb por foto, devendo ser nomeada segundo o padrão constante no ANEXO I;. As informações do ANEXO II deverão constar na imagem em forma de tarjas na parte superior, inferior ou ambas de forma a não ocupar mais do que 20% da imagem;. Índice de aproveitamento das imagens captadas, cuja placa seja legível ao olho humano, em relação à quantidade total de imagens capturadas de no mínimo 80%;. Imagens em cores se capturadas a luz do dia;. As imagens capturadas pelo equipamento deverão conter uma alça de mira evidenciando o veículo infrator, evitando a contestação quanto ao veículo infrator. Documentação Complementar:. Manuais de operação em português, com especificação técnica, de modo a permitir o exame da compatibilidade dos equipamentos.. Registro ou pedido de privilégio do equipamento ofertado pela licitante no Instituto Nacional de Propriedade Industrial INPI.. Portaria de aprovação de modelo(s), expedida pelo Instituto Nacional de metrologia e Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO-DIMEL), de que o equipamento ofertado atende as exigências da resolução 801/95 do CONTRAN, inclusive as constantes no Parágrafo Único..Todos os softwares necessários ao funcionamento do equipamento deverão ser fornecidos acompanhados do CD de instalação e com licenças necessárias, incluindo o Sistema Operacional, o software de operação, o software de descriptografia e os drivers; Garantia:. Os equipamentos deverão possuir garantia de no mínimo 03 (três) anos a partir de assinatura do Termo de Recebimento Definitivo. 4

5 Padrão para nomes dos arquivos: ANEXO I 84 caracteres divididos da seguinte forma (da esquerda para a direita): 1 a 9 = número seqüencial da imagem no sistema 10 a 12 = número da rodovia 13 a 15 = quilômetro da rodovia 16 a 18 = metros da rodovia 19 a 23 = código do município de autuação 24 = sentido (C ou D) Crescente ou Decrescente, sentido da numeração dos marcos kilométricos. 25 = pista (1, 2, 3,...) 26 a 33 = data da infração (ddmmaaaa) 34 a 39 = hora da infração (hhmmss) 40 a 46 = matrícula do agente 47 a 48 = tipo do equipamento (ES = estático) 49 a 54 = código do equipamento (que será fornecido ), EX:DFFX01 55 a 57 = velocidade regulamentada p/ automóveis e camionetas 58 a 60 = velocidade regulamentada p/ ônibus e microônibus 61 a 63 = velocidade regulamentada p/ caminhões e demais veículos 64 a 66 = velocidade aferida 67 = original ou tratada (preencher com a letra O) 68 a 74 = placa do veículo (preencher com 0-zeros, caso não tenha sido feita a leitura da placa) 75 a 82 = data de aferição do Inmetro. 83 a 84 = UF de atuação 1. Legislação ANEXO II DADOS QUE DEVERÃO ESTAR REGISTRADOS NA IMAGEM Código de Trânsito Brasileiro Art. 61 A velocidade máxima permitida para a via será indicada por meio de sinalização, obedecidassuas características técnicas e as condições de trânsito. 1º - Onde não existir sinalização regulamentadora, a velocidade máxima será de: II Nas vias rurais: a) nas rodovias. 110 (cento e dez) quilômetros por hora para automóveis, camionetas e motocicletas; 90 (noventa) quilômetros por hora para ônibus e microônibus; 80 (oitenta) quilômetros por hora, para os demais veículos. b) nas estradas 60 (sessenta) quilômetros por hora. Resolução 146 do Contran Artigo 1º A medição de velocidade deve ser efetuada por meio de instrumento ou equipamento que registre ou indique a velocidade medida, com ou sem dispositivo registrador de imagem dos seguintes tipos: 5

6 2º O instrumento ou equipamento medidor de velocidade dotado de dispositivo registrador de imagem deve permitir a identificação do veículo e, no mínimo: I Registrar a) Placa do veículo; b) Velocidade medida do veículo; c) Data e hora da infração. II Conter Velocidade regulamentada para o local da via em km/h; Local da infração identificado de forma descrita ou codificada; Identificação do instrumento ou equipamento utilizado, mediante numeração estabelecida pelo órgão ou entidade de trânsito com circunscrição sobre a via. 2. Dados que deverão constar na imagem: I a Placa do veículo: A Placa deve estar legível. I b Velocidade medida do veículo em km/h: Exemplo 95 km/h A velocidade deve ser medida em km/h. I c Data e hora da infração: Exemplo DD/MM/AAAA HH:MM:SS. II a Limite regulamentar: A classificação deve ser feita conforme parágrafo 1º, inciso II, do artigo 61 do CTB. a) Automóveis/camionetas/motocicletas. b) Ônibus/Microônibus c) Demais veículos. Se as velocidades variam em função da classificação do veículo, estas devem ser identificadas com seu valor, após a classificação. Se a velocidade for igual para todos os veículos, repete a velocidade permitida. Não classificar como grande ou pequeno II b Local Exemplo Local: BR 116 PR Km: m Sentido: Crescente/Decrescente Código Município de Autuação: O código do município de autuação deve ser preenchido com 5 (cinco) dígitos. O sentido deve ser identificado pelas palavras Crescente ou Decrescente II c Identificação do equipamento. Número. Este número é determinado pela autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via. Pode ser composto por letras e números. 6

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