Relatório de Análise dos Investimentos. da OABPREV SP. Abril de 2015

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1 Relatório de Análise dos Investimentos da OABPREV SP Abril de 2015

2 1. Introdução O presente Relatório de Análise dos Investimentos visa fornecer algumas análises quantitativas do mercado (indicadores financeiros), bem como tecer alguns comentários sobre a carteira consolidada da OABPREV SP. 2. Dados da Análise Data-base da carteira analisada: 30/04/2015 Elaboração: 26/05/2015 Responsáveis: José Suaide e Nathan Batista 3. Análise de Mercado Os primeiros quatro meses de 2015 foram marcados por uma inflação muito elevada. Sem surpresas, o Banco Central do Brasil elevou a taxa Selic para 13,25% ao ano, e dados mais recentes do Boletim do Banco Central (Relatório FOCUS) projeta uma taxa Selic para o final deste ano, na média, em 13,75% ao ano. O comunicado à imprensa não foi alterado: Avaliando o cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic em 0,50 p.p., para 13,25 % a.a., sem viés. Todos os membros do Comitê votaram a favor da decisão, o que demostra, na nossa visão, uma preocupação maior com a inflação. Abaixo apresentamos os principais indicadores do mercado brasileiro, e seus respectivos desempenhos, considerando a data-base final de abril de

3 30/04/2015 No MÊS No Ano 1 M 3 M 6 M 12 M 24 M 36 M CDI 0,95 3,78 0,95 2,83 5,65 11,40 21,58 30,58 IMA-B 2,44 5,91 2,44 2,70 6,11 15,56 9,90 25,13 IMA-B 5 0,46 4,84 0,46 2,73 5,98 12,19 18,75 32,40 IMA-B 5+ 3,55 6,48 3,55 2,67 6,15 17,85 4,96 21,35 IRF-M 1,09 3,16 1,09 1,35 4,29 10,56 16,13 27,94 IMA-C 2,50 4,83 2,50 1,36 5,44 11,56 7,60 26,65 IMA-G 1,59 4,29 1,59 2,11 5,24 12,44 14,67 27,45 IBOV 9,93 12,44 9,93 19,87 2,93 8,92 0,57-9,04 IBrX 9,12 11,71 9,12 18,69 2,80 8,04 6,57 7,62 IBrX-50 9,66 12,86 9,66 19,37 3,14 9,06 7,92 7,52 SMLL 3,04-3,40 3,04 9,83-10,94-14,29-29,39-27,23 DOLAR (PTAX) -6,68 12,70-6,68 12,44 22,48 33,88 49,55 58,24 IFMM -0,44 5,62-0,44 4,47 7,54 12,16 21,08 33,55 IPCA 0,71 4,56 0,71 3,28 5,92 8,17 14,96 22,43 INPC 0,71 4,95 0,71 3,42 6,16 8,34 14,64 22,85 INPC + 6% 1,20 7,01 1,20 4,93 9,30 14,84 28,81 46,32 INPC + 5,5% 1,16 6,84 1,16 4,81 9,04 14,30 27,60 44,26 INPC + 5% 1,12 6,67 1,12 4,69 8,78 13,76 26,39 42,22 Observarmos acima que as metas atuariais estão muito fortes e considerando nossa amostra de Fundos de Pensão (EFPC s), temos observado que praticamente todas não estão conseguindo superar suas metas atuariais nesse início de exercício. O que se espera daqui para frente é uma inflação um pouco mais comedida, mas ainda elevada para padrões civilizados. No ano (até abril), o CDI estava performando 3,78%, contra 6,67% do INPC + 5% ao ano, por exemplo. Apenas os índices de Bolsa tradicionais, e o Dólar, estavam conseguindo superar as metas atuariais. Nessa toada, deveremos ter novamente um ano difícil para os Fundos de Pensão. Ainda na economia, o Ministro da Fazenda, Sr. Joaquim Levy, afirmou que o Brasil estava mais distante de perder seu grau de investimento, mas este risco ainda existe, e parece ter ficado para o próximo ano. O IGP-M subiu 1,17% em abril, levemente acima do consenso de mercado, que era de 1,11%. Conforme esperado, o índice foi puxado para cima pelo IPA, que mede os preços no atacado e compõe 60% do IGP-M. Em abril, sua alta foi de 1,41%, ante 0,92% no mês anterior. No entanto, a projeção para o IGP-M neste ano é bem abaixo dos índices de preços ao consumidor. 2

4 Outros eventos que marcaram o mês de abril: o Sr. Murilo Ferreira, o presidente da Vale, foi eleito presidente do conselho da Petrobras. O novo conselho renovou 9 de 10 nomes. Somente o Sr. Luciano Coutinho, presidente do BNDES, foi mantido. A União indicou 7 nomes, os minoritários 2, e os funcionários 1. No cenário internacional, a divulgação do PIB americano mostrou que a economia desacelerou no primeiro trimestre do ano. Com relação à China, o forte desempenho do mercado acionário nos últimos seis meses contrasta com a fraqueza da atividade registrada por diversos indicadores. Tal divergência mostra-se motivada pelas expectativas de introdução de estímulo monetário adicional por parte do Banco Central. Por fim, destacaram-se as crescentes dificuldades quanto a um novo acordo entre a Grécia e seus credores, aumentando o risco de sua saída da Zona do Euro. Portanto, ainda observarmos um cenário externo com volatilidade e incertezas. Por fim, havíamos sugerido nesse início de ano, de uma forma geral, um trade maior com renda fixa inflação curta, aproveitando o carrego da inflação que de certa forma está contratada para esse ano. Temos apresentado esse call desde fevereiro. Apesar de boa parte da inflação já ter ocorrido nesse ano, na nossa visão, e apesar do prêmio de risco Brasil ter caído recentemente (em maio), ainda enxergarmos prêmio nas NTN-B curtas (até 2022) e como a curva atualmente está invertida, nossa expectativa é que a parte curta da curva tem bastante espaço ainda para fechar, o que pode ser um trade interessante na nossa opinião, e com uma volatilidade muito inferior se comparado com a parte longa. Na nossa visão, a curva Pré também passou a apresentar um prêmio interessante dado uma expectativa menor de inflação futura. 3

5 4. Carteira Consolidada OABPREV SP Abaixo tecemos algumas considerações sobre a carteira consolidada da OABPREV SP, com base no fechamento de abril de 2015: O fundo ICATU VANG FICFI MULTIM OABPREV SP (que consolida todos os investimentos da Entidade), no final de abril, apresentou um patrimônio líquido das taxas do fundo de R$ ,23, contra R$ ,12 em março, R$ ,05 em fevereiro e R$ ,26 em janeiro. Esse patrimônio estava distribuído nas classes de ativos abaixo: Gráfico 1: Distribuição por fatores de risco da Carteira do FICFI ICATU 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% -10% Bolsa Caixa e outros CDI / SELIC Compromissada Cupom IGPM Cupom IPCA Cupom SELIC Fundos Pré Podemos observar no gráfico acima que aproximadamente 57% (acima do verificado em março) estava atrelado ao CDI/SELIC. Além disso, a carteira estava com 27,68% em operações compromissadas, também atreladas ao CDI. Portanto, a carteira como um todo mantinha posições mais conservadoras, ou seja, grande parte da carteira da Entidade estava atrelada a taxa de juros, papéis esses com menor risco de mercado (menor volatilidade). 4

6 O maior risco da carteira da Entidade continua sendo das posições em Bolsa (8,12% da carteira). Temos observado também que essa exposição está abaixo da mediana das fundações que são monitoradas pela ADITUS. Até abril a carteira como um todo da Entidade estava rendendo 4,55%, bem acima do CDI, que rendeu 3,78%. O VaR 1 (medida do risco de mercado) do Fundo foi de 0,69% (contra 0,51% em março, 0,57% em fevereiro e 0,68% em janeiro), ou seja, ele vem se mantendo estável nesse início de exercício, em virtude da maior concentração da carteira da Entidade em ativos de baixo risco de mercado. Esse VaR relativamente baixo continua sendo em função do maior percentual investido em CDI/SELIC pelo Fundo, bem como uma menor exposição em Bolsa vis-à-vis outras carteiras que temos acompanhado. No tocante a carteira de crédito da Entidade, aproximadamente 42% da carteira estava em títulos privados, ou seja, pouca oscilação quando comparamos aos primeiros meses deste ano. Consideramos esse percentual elevado, assim como também estava bem acima da média das EFPC s. No entanto, os títulos são considerados como de baixo risco de crédito pela Política de Investimento da Entidade, sendo que 91% desta carteira estava em títulos atrelados ao CDI, mas são ativos que rendem acima de 100% do CDI. 1 O VaR mensura a perda máxima que a carteira pode ter, considerando um horizonte de tempo (no nosso caso) de 21 dias úteis com um grau de confiança de 95%. Por ser uma medida estatística, e que considera algumas hipóteses, a perda calculada não significa que irá ocorrer, mas é um bom parâmetro para medir o grau de risco da carteira. 5

7 Disclaimer 1. Nenhuma informação apresentada no presente documento deve ser entendida como recomendação de investimento ou desinvestimento 2. Todas as análises realizadas no presente relatório estão embasadas em fontes públicas de informação, citadas ao longo do relatório, e em documentos disponibilizados pelo ofertante. Dessa forma, a ADITUS Consultoria Financeira não pode ser responsabilizada por falhas, erros ou omissões decorrentes das informações usadas como base da análise; 3. A ADITUS Consultoria Financeira não faz nenhum tipo de avaliação com relação à validade e autenticidade da documentação disponibilizada para sua análise, de forma que a ADITUS Consultoria Financeira não pode ser responsabilizada por eventual inautenticidade ou invalidade de tais documentos; 4. A presente análise não envolveu profissionais da área jurídica e não endereça questões fiscais, contábeis ou legais; 5. Este relatório possui caráter meramente informativo. A ADITUS Consultoria Financeira não pode ser responsabilizada, portanto, pelas decisões tomadas com base neste documento; 6. Este documento é de propriedade da ADITUS Consultoria Financeira e só pode ser compartilhado ou divulgado mediante sua expressa autorização. 6

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