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1 UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS UNIDADE UNIVERSITÁRIA DE GOIÁS INGLÊS INSTRUMENTAL: uma abordagem. Mislainy Patricia de Andrade i (UEG UnU/GOIÁS) JUSTIFICATIVA O termo inglês instrumental é parte de um movimento na área de ensino de línguas estrangeiras, denominada Língua para Fins Específicos - Language for Specific Purposes (LSP), no qual se insere o ensino de qualquer língua estrangeira com foco nas necessidades específicas do aprendiz, objetivando o uso da língua-alvo para desempenho de tarefas comunicativas, sejam elas de produção ou compreensão oral ou escrita naquela língua. O inglês instrumental - English for Specific Purposes (ESP), foi divulgado no Brasil na década de 70, por um projeto de nível nacional, junto às principais universidades do país, entre elas, USP e PUC - SP (pioneiras no Brasil nesta pesquisa), em parceria o Conselho Britânico e o apoio do Ministério da Educação. O projeto de Inglês Instrumental no Brasil teve desenvolvimento de impacto nacional. Em 1978 nasceu o projeto de ensino de Inglês Instrumental em sua fase experimental, para ver se havia ou não resposta favorável a um projeto dessa natureza, coordenado pela Doutora Maria Antonieta Celani, (PUC/SP). O histórico do projeto está

2 relatado no livro The Brazilian ESP Project an Evaluation, editado por Celani, Holmes, Ramos e Scott, ainda não traduzido. Em 1980, o projeto começou oficialmente, financiado por agências nacionais e estrangeiras, estendendo-se até 1989 nas universidades e depois se estendeu para as escolas técnicas. Após este período, tornouse auto-sustentável, com a participação de mais de setenta entidades, entre universidades, escolas técnicas e outras. No Brasil, de um modo geral, o Inglês Instrumental é uma das inúmeras abordagens do ensino de língua inglesa que trata do inglês como língua técnica e científica. Essa abordagem, foca o emprego de estratégias específicas. Seu objeto de ensino é o texto científico. O estudo da gramática restringe-se ao mínimo necessário, sendo normalmente associada ao texto. O inglês instrumental tem como suporte teórico o uso de recursos linguísticos bem como a identificação de estruturas gramaticais e o uso de afixos e de cognatos tocantes à língua em questão, neste caso, o inglês. INGLÊS INSTRUMENTAL 1 É um curso de extensão voltado para a leitura e compreensão de textos acadêmicos e cientifícos. Tem como público alvo, professores e alunos da Universidade Estadual de Goiás UnU/Goiás, bem como, alunos da sociedade de forma geral. Os alunos durante a realização do curso, terão acesso a textos acadêmicos autênticos e contarão com assistência individual por parte do professor, que passa a ser aqui - um consultor e, terá também, a participação ativa dos alunos matriculados na seleção de textos específicos das áreas de interesses particulares. OBJETIVO GERAL Este projeto tem como objetivo proporcionar aos alunos a oportunidade de desenvolverem, em um curto espaço de tempo, as habilidades comunicativas, em foco, a habilidade de leitura de textos acadêmicos e autênticos escritos em língua inglesa, bem como, desenvolver o senso crítico dos alunos através de textos variados e levá-los a perceber no contexto, relações de causa e efeito, tempo e espaço, e outras, de igual importância.

3 OBJETIVOS ESPECÍFICOS Espera-se que os alunos no decorrer do curso, sejam capazes de utilizarem sinônimos, expressões, cognatos, afixos e outros recursos de vocabulário e de sintáxe. Que os alunos se tornem aptos a se comunicarem de maneira precisa, utilizando-se de idéias e significados, e consequentemente, que seja eliminando o grau de dificuldade existente, levando-os do nível de conhecimento elementar, para médio e alto, proporcionando-os um maior aprimoramento profissional e intelectual. METODOLOGIA A metodologia do inglês instrumental, tem como prioridade, levar o aluno a descobrir suas necessidades acadêmicas e profissionais dentro de um contexto autêntico, capacitando o aluno, em um curto espaço de tempo, a ler e compreender o essencial para o desenvolvimento de determinada atividade. Além de ser, o inglês instrumental, sinônimo de leitura, ele traz consigo a idéia de um inglês comunicativo. Ele tem um propósito real de comunicação e, apesar de "instrumental", a abordagem comunicativa vai se desenvolver de acordo com sua aplicação em sala de aula e, cada aluno, com a orientação do professor, desenvolverá sua competência comunicativa na forma que lhe for necessária. As aulas serão ministradas, como citado anteriormente, com foco na Abordagem Comunicativa. O curso será ministrado com material preparado pela professora/coordenadora responsável pelo projeto e contará com a participação direta dos alunos na seleção de textos de suas áreas de interesses específicos. Além da leitura (o foco desse curso), serão abordadas também, as habilidades de speaking (fala), listening (compreensão oral) e writing (escrita), de acordo com o tempo disponível e a necessidade encontrada. DISCUSÃO / CONSIDERAÇÕES FINAIS Por ser este curso de inglês instrumental, não se faz necessário usar apenas uma habilidade específica, e relevante aproveitar a oportunidade e o interesse dos alunos e assim, buscar desenvolver todas as demais habilidades comunicativas

4 supracitadas. É importante que se deixe de lado as estratégias mecânicas e busque ao longo dos estudos, o desenvolvimento da comunicação. Pode-se definir o inglês instrumental em três traços distintivos: 1. A análise de necessidades 2. Os objetivos claramente definidos 3. O conteúdo específico Essas características são de crucial importância em cursos de inglês instrumental como um todo, pois quando o aprendiz tem necessidades e objetivos claramente definidos, são automotivados a aprender. No ensino instrumental, o professor passa a ser um consultor lingüístico e o aluno mantém o seu status de especialista em sua área de atuação específica. O professor conta com a realidade do aluno para montar o programa. Durante o curso, o aluno interagir-se-á com o professor, o qual tem o conhecimento lingüístico e, não necessariamente dos termos técnicos que aparecerão no percurso. Para tanto, o professor contará com o conhecimento prévio do aluno para fazer esta leitura, porque o aluno tem o conhecimento da área específica e é também, co-responsável pelo seu próprio desenvolvimento. É relevante a participação ativa dos alunos na escolha dos textos, assim como em todo o processo - não somente da aprendizagem, como também da montagem do programa. Isso faz com que esteja consciente do que está acontecendo na aula de inglês e o porquê de estar ali. No inglês instrumental, a leitura tem por objetivo extrair conhecimentos para áreas específicas do conhecimento. Nesta abordagem, a leitura conta com o conhecimento prévio. A concepção do ensino instrumental não visa simples aquisição de conhecimento através da leitura, é na verdade uma expansão do conhecimento através dela. Segundo Celani (1988), o professor de inglês instrumental passa a ser: 1. Pesquisador 2. Elaborador de programas 3. Autor de matérias 4. Examinador 5. Avaliador

5 6. Professor de estratégias 7. Analista 8. Observador de sua prática 9. Explorador da realidade 10. Experimentador da realidade Entretanto, é importante que o professor de cursos instrumentais não apresente apenas conhecimentos lingüísticos e pedagógicos, mas que tenha percepções críticas e reflexivas diante do que acontece em sala de aula e que seja, acima de tudo, apto a compreender que cada aluno é um ser humanos único, com necessidades e propósitos específicos. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CELANI, M. Antonieta, HOLMES, John, RAMOS, Rosinda Guerra e SCOTT, Michael. The Brazilian ESP Project an Evaluation. PUC - São Paulo: EDUC, HOLMES, J. What do we mean by ESP? Projeto Ensino de Inglês Instrumental em Universidades Brasileiras. Working Paper 2. São Paulo, SP. PUC/SP, SOUZA, Adriana Grade Fiori, ABSY, Conceição A., COSTA, Gisele Cilli, MELLO, Leonilde Favoreto. Leitura em Língua Inglesa: uma abordagem instrumental. São Paulo. Disal, 2005.

6 i Professora do curso de Letras da Universidade Estadual de Goiás UnU/Goiás. Projeto de Extensão: Curso de Inglês Instrumental 1. Texto revisado pela autora da ação.

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