As Relações entre o Brasil e a Nigéria: Cooperação Inter-Regional e criação de novas. alternativas aos países do Sul.

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "As Relações entre o Brasil e a Nigéria: Cooperação Inter-Regional e criação de novas. alternativas aos países do Sul."

Transcrição

1 As Relações entre o Brasil e a Nigéria: Cooperação Inter-Regional e criação de novas alternativas aos países do Sul. Natália Barbosa Argiles Gonçalves 1 RESUMO: O presente trabalho analisa as relações do Brasil com a Nigéria desde o início da política externa brasileira para a África, na década de 1960, até o período atual, dando ênfase à primeira década do século XXI, por ser um período de consolidação de uma ordem multipolar, com a ascensão de potências emergentes e fortalecimento das relações Sul-Sul. Com o objetivo de se posicionar como um importante ator global, o Brasil passou a firmar uma nova rede de parceiros internacionais, fortalecendo os laços especialmente com outros países em desenvolvimento. A Nigéria surge como um importante país a ser observado pela estratégia brasileira devido ao seu expressivo crescimento econômico e demográfico, por ser um dos principais parceiros comerciais brasileiros na África e por ser o país de origem das principais importações de petróleo do Brasil. Além disso, a Nigéria tem se mostrado um significativo parceiro político no fortalecimento e diversificação das formas de cooperação Sul-Sul. Além da cooperação técnica em vários setores, destacam-se os esforços para promover a aproximação inter-regional. Ambos são membros da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (ZOPACAS), mecanismo que aproxima países da África Austral e do Golfo da Guiné da América do Sul. Além disso, articulando-se esforços nigerianos e brasileiros, ocorreu em 2006 a I Cúpula América do Sul África (ASA), na capital nigeriana, Abuja. A Nigéria tem se tornado uma importante parceira brasileira na elaboração de acordos que criam novas alternativas aos países do Sul, aumentando o poder de barganha destes no cenário internacional e potencializando as capacidades do Brasil para exercer um papel central no plano global. Palavras Chave: Política Externa Brasileira, Nigéria, Cooperação Sul-Sul, Integração Inter-regional. 1. Introdução Este trabalho tem como objetivo analisar as relações entre o Brasil e a Nigéria, dando destaque aos contatos a partir da segunda metade do século XX. Assim como o Brasil, a Nigéria é um país emergente, com grande população e relevantes taxas de crescimento, que se destaca pela sua crescente importância regional e cada vez maior participação no cenário internacional. A partir de 2003, o Brasil tem perseguido uma política externa de caráter mais afirmativo, em que busca, além de manter as tradicionais parcerias com os países desenvolvidos, expandir seus contatos internacionais, estabelecendo novos laços com países em desenvolvimento. A África ocupa um lugar de destaque para esta política externa, o Brasil está fazendo investimentos em todo o continente, ampliando o 1 Granduanda em Relações Internacionais, UFRGS,

2 intercâmbio comercial e executando projetos de auxílio ao desenvolvimento e combate à pobreza em diversos países deste continente. Atualmente, a agenda de cooperação brasileira com a África é bastante intensa e a diplomacia brasileira se torna cada vez mais próxima dos africanos em foros internacionais, em temas de interesse comum, como o protecionismo dos países desenvolvidos. Dessa forma, é fundamental o aprofundamento do conhecimento mútuo entre as duas regiões, a fim de se descobrir potencialidades de cooperação em novas áreas e para que se definam estratégias corretas de aproximação. Neste contexto, entende-se que as relações do Brasil com a Nigéria são extremamente importantes para a estratégia brasileira de aproximação com a África. O início das relações entre os dois países se deu devido a mudanças na conjuntura internacional e interna dos dois países. Internacionalmente, ocorria uma redução na polaridade da Guerra Fria. A Nigéria se tornava um novo país independente, em 1960, enquanto o Brasil buscava mercados para seus produtos industrializados que começavam a ser exportados e procurava ampliar seus contatos com os países do Terceiro Mundo. Desde então, a Nigéria se tornou um grande fornecedor de petróleo para o Brasil e este produto fez com que este país sempre permanecesse muito importante para a política externa brasileira, mesmo em períodos de oscilações da diplomacia para o continente africano, assim, a Nigéria se tornou o maior parceiro comercial do Brasil na África. Atualmente, a influência nigeriana no continente africano e a ampliação da sua importância em foros multilaterais globais fazem com que este país seja um catalisador das relações do Brasil com o restante dos países da África. Dessa forma, torna-se fundamental o estudo e o aprofundamento dos laços com esta importante nação africana. Através do levantamento de dados bibliográficos, jornalísticos e de documentos oficiais brasileiros, fez-se a análise do histórico das relações entre os dois países, a fim de se descobrir convergências e divergências em assuntos prioritários como as relações econômicas e a cooperação Sul-Sul. Primeiramente, faz-se uma breve revisão da política externa brasileira para a África. Em seguida, situase a importância da Nigéria e seu contexto interno, regional e internacional, sublinhando-se os principais objetivos de sua política externa. Posteriormente, relata-se os principais fatos para a construção da parceria bilateral, com foco nas relações políticas e encontros de alto nível, no intercâmbio comercial e na cooperação técnica, a fim de se compreender de que forma Brasil e Nigéria estão contribuindo para a criação de novas alternativas para os países do Sul. Por fim, analisa-se a importância da criação de foros inter-regionais entre a América do Sul e a África, qual a efetividade destes arranjos e qual o impacto destes para o avanço na formação de parcerias no âmbito do Atlântico Sul.

3 2. Histórico da Política Externa Brasileira Para a África A colonização, a escravidão e o tráfico atlântico de escravos foram a origem da história comum entre o Brasil e a África, entre os séculos XVI e XIX. Desde então, a África faz parte da construção das instituições, da economia, da cultura e da própria identidade brasileira. O Brasil é o segundo maior país africano, estando apenas depois da Nigéria (Khanna 2008, 214). Por várias décadas, entre o final do século XIX o início do século XX, as relações entre o Brasil e a África foram pouco significativas. Isso ocorreu devido à própria política das grandes potências, que mantinha a África restrita às relações coloniais. Assim, o Brasil tinha poucas possibilidades de manter laços comerciais com este continente. Além disso, neste período, a política externa brasileira se voltava principalmente para as relações com os Estados Unidos e com a Europa (Saraiva 2012, 25). A partir da segunda metade do Século XX, o Brasil passou a elaborar uma estratégia própria de política externa para a África. Formulada essencialmente pelo Itamaraty, esta foi uma resposta brasileira ao novo contexto internacional, menos polarizado e marcado pelo surgimento do terceiro-mundismo, com a criação do Movimento dos Não-Alinhados. O país já desejava aumentar a sua capacidade de influência nos assuntos globais e, para isso, era necessário diversificar seus parceiros internacionais, tanto políticos como econômicos, passando a se aproximar dos países do Sul. A partir de então, a política africana não teve interrupções, porém, passou por diversas fases: teve um grande desenvolvimento na década de 1970, sofreu uma retração na década de 1990 e ganhou um novo impulso a partir do governo Lula, em 2003 (Lechini 2008, 55-57). A partir dos governos de Jânio Quadros e João Goulart, a África passou a ter uma importância especial para o Brasil. O interesse pela África foi impulsionado pela busca por novos mercados aos produtos industrializados brasileiros, que recentemente se inseriam no mercado internacional. Em 1961 foi criada a Divisão de África no Itamaraty e entre esse e o ano seguinte, foram estabelecidas as primeiras Embaixadas brasileiras na África negra, em Gana, no Senegal e na Nigéria. A aproximação com a África se deu nos marcos da Política Externa Independente, que visava maior autonomia para o Brasil no âmbito internacional, através da diversificação de parcerias e foi concomitante à aproximação do Brasil com países da Ásia e do Oriente Médio. Ao apresentar a nova política africana do Brasil, Jânio Quadros afirmou o apoio brasileiro aos africanos contra o colonialismo e o racismo e favorável à autodeterminação destes países (Saraiva 2012, 39). Visentini

4 (2010, 113) afirma que o objetivo desta aproximação era projetar o país na cena internacional e servir de elo entre do Ocidente com a África, no contexto do recuo do colonialismo. Nos primeiros anos da ditadura militar, houve um regresso nos contatos com os países do Terceiro Mundo. Tendo como foco a manutenção da segurança no Atlântico Sul contra a ameaça de regimes de orientação marxista do outro lado do Atlântico, o Brasil retomou o seu apoio ao colonialismo português e ao regime racista na África do Sul, que havia proposto inclusive, a criação de uma Organização do Tratado do Atlântico Sul (OTAS), aos moldes da OTAN. Durante o governo Médici, porém, o Brasil novamente se volta para a África. O Ministro Gibson Barboza realizou uma missão diplomática em 1972, visitando nove países africanos. Com base na Diplomacia do Interesse Nacional, buscaram-se alianças com países fornecedores de petróleo, além de mercados para as tecnologias tropicalizadas 2. Diversas empresas brasileiras passam a operar no continente africano durante este período, como a Petrobrás e a Vale do Rio Doce, e construtoras como a Mendes Jr e a Odebrecht (Gonçalves; Myamoto 1993). Com o Pragmatismo Responsável de Geisel, além dos interesses econômicos do período anterior, o Brasil passou a dar um suporte político e ideológico (marcado por um forte apelo terceiro-mundismo) às demandas dos países africanos. A decisão brasileira de reconhecer a independência de Guiné-Bissau e de Angola, ex-colônias portuguesas, além de se associar definitivamente à luta contra o apartheid na África do Sul, rompe com as linhas sustentadas até então pelos militares. O governo Figueiredo ampliou e aprofundou a política do pragmatismo responsável, tendo sido o primeiro presidente brasileiro a visitar oficialmente o continente, passando, inclusive, pela Nigéria. As relações comerciais foram ampliadas, assim como o número de representações diplomáticas de países africanos no Brasil (Gonçalves; Myamoto 1993). O governo Sarney manteve as mesmas diretrizes, também visitou alguns países africanos e reforçou a crítica ao apartheid. Foi justamente durante o seu governo que o Brasil liderou, no âmbito da ONU, a aprovação da resolução estabelecendo o Atlântico Sul como uma Zona de Paz e Cooperação, em um contexto de militarização desta região, devido à recente guerra das Malvinas. Assim, em 1988, ocorre no Rio de Janeiro a I Conferência do Atlântico Sul, com a presença de 19 países africanos. Neste período, o Brasil dava 2 O Brasil fornecia produtos com tecnologia intermediária a outros países do Terceiro Mundo, especialmente América Latina e África. Estas se adaptavam mais à realidade africana e, por terem preços mais baixos, porém qualidades inferiores, não representavam uma ameaça direta aos produtos norte-americanos. A Nigéria foi um dos principais países com quem o Brasil realizou este tipo de troca.

5 prioridade às relações com os Países Africanos de Língua Portuguesa (PALOPS), tendo sediado, em 1989, a I Cúpula dos Países Lusófonos (Visentini 2010, ). Na década de 1990, novamente o Brasil se distancia do continente africano. Fernando Collor de Mello assume uma diretriz primeiro-mundista e neoliberal para a sua política externa, afirmando que a instabilidade econômica e política no continente havia criado o custo África, tornando os investimentos e os vínculos políticos bastante arriscados. Além disso, a própria vulnerabilidade externa brasileira fez com que o governo se voltasse mais ao fortalecimento dos laços com o Primeiro Mundo. Para o Terceiro-Mundo, optou-se pela aproximação com a América Latina, especialmente com o Mercosul, reduzindo-se a ênfase africana. Mesmo com a redução dos contatos, ao lado de Angola e da África do Sul, a Nigéria foi um dos poucos países africanos que mantiveram alguma relevância para o Brasil nesse período (Pimentel 2000, 8-9 e 15). Durante o governo de Itamar Franco, destaca-se a reativação da ZOPACAS e o apoio ao processo de paz e reconstrução em alguns países africanos, principalmente Angola. Durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, permaneceu a tendência declinante, especialmente nas relações econômicas, além da significativa redução de diplomatas brasileiros na África. Ainda assim, houve algumas conquistas políticas, como a retomada das relações com a África do Sul pós-apartheid, que desde então passou a se colocar como uma importante parceira. Além disso, o Brasil teve um papel significativo nas missões de paz da ONU no continente. FHC visitou Angola e a África do Sul em 1996 e recebeu a visita de Nelson Mandela em O governo Lula representou uma nova etapa nas relações Brasil-África, possibilitada pela combinação de uma nova visão sobre a ordem internacional com a transformação social interna (Visentini 2010, 118). Somente no seu primeiro mandato, o presidente Lula fez quatro viagens à África. No mesmo período, o Brasil também recebeu diversas visitas de alto nível de líderes africanos, além de terem sido reabertas e inauguradas embaixadas e outros postos de representação diplomática em todo o continente, que totalizaram 31 missões diplomáticas na África e 27 embaixadas africanas no Brasil (Ribeiro 2009, ). Através da cooperação com a África, o Brasil pôde desenvolver novas modalidades de Cooperação Sul- Sul. Tendo em vista o desenvolvimento econômico e social, o Brasil desenvolve programas de cooperação técnica, na área de educação, agricultura, combate à pobreza e a epidemias, como o HIV/AIDS, entre outros. Um aspecto diferenciado desta nova política externa é a criação de alianças e fóruns multilaterais entre os países do Sul que buscam a articulação de posições, tendo em vista a criação de uma ordem multipolar que permita a maior participação dos países em desenvolvimento. Destaca-se o Fórum de Diálogo IBAS (Índia,

6 Brasil e África do Sul) e o G-20 para o fortalecimento das posições no âmbito da OMC, ambos estabelecidos em Além de ter como base os laços históricos e culturais em comum, esta reaproximação também está fundamentada no crescente intercâmbio comercial e na convergência de interesses em votações em foros internacionais e se insere no contexto de uma nova orientação da política externa nacional, que visa diversificar os parceiros internacionais do país, aumentando a sua autonomia e capacidade de ação, assim como a sua influência internacional, a fim de que possa ser reconhecido como um importante ator global (Lechini 2008,55). 3. A importância da Nigéria para a Cooperação Sul-Sul A Nigéria conquistou a sua independência da Inglaterra no ano de 1960, o ano africano. Em 1982 sua capital foi transferida de Lagos para a cidade planejada de Abuja. A população é superior a 170 milhões, dividida em mais de 250 grupos étnicos, com predominância dos Hausa e Fulani (29%), Yoruba (21%) e Igbo (18%), nenhum outro grupo étnico representam uma parcela maior que 10% da população. Estima-se que 50% da população seja de Muçulmanos, 40% de Cristãos e 10% de religiões Tradicionais. Com um PIB de aproximadamente 272,6 bilhões de dólares, em 2012, o país vem mantendo uma taxa de crescimento de aproximadamente 7% ao ano. A Nigéria é uma importante produtora de petróleo, sendo membro da OPEP, e também possui uma grande produção de cacau e borracha 3. Desde a sua independência, a Nigéria passou defender a libertação dos países africanos. As relações com os países do continente se tornaram o foco da sua política externa. Até a década de 1990, os principais objetivos desta política externa eram a luta pela abolição do regime de apartheid na África do Sul; o aprimoramento das relações com as potências industriais, a fim de atrair capitais e investimentos; e financiar organizações internacionais do Terceiro Mundo, como o Movimento dos Países Não-Alinhados, a Comunidade Econômica da África Ocidental (ECOWAS) e a Organização da Unidade Africana (OUA), a qual foi um membro-fundador. Desta forma, percebe-se que, desde a sua independência, a Nigéria tem buscado a aproximação do Terceiro Mundo, tendo como um dos seus maiores objetivos a consolidação dos laços com países africanos, especialmente os de seu entorno geográfico mais imediato. Com o fim do regime autoritário, a Nigéria se tornou capaz de desempenhar um maior protagonismo regional, participando, inclusive de missões de paz da 3 Fonte: World Bank. Disponível em: Acesso em: 11/04/2013

7 União Africana, organização da qual é um dos maiores financiadores. Da mesma forma, a participação da Nigéria na ECOWAS é essencial para a existência do bloco, visto que esta detém 50% da população e mais de dois terços do PIB (Visentini 2010, 96). A Nigéria se projeta internacionalmente devido ao seu crescimento econômico e a sua grande influência regional. O país também desenvolve uma política de aproximação com os países do Sul, tendo em vista a superação da pobreza e a busca por maior autonomia para os países africanos para decidirem sobre as questões internas do continente. 4. As Relações Bilaterais Brasil-Nigéria As relações do Brasil com a Nigéria datam da década de 1960, com a abertura da Embaixada brasileira em Lagos, durante o governo de Jânio Quadros. Em 1972 ocorreu a primeira missão brasileira a países da costa ocidental da África, coordenada pelo então Ministro das Relações Exteriores Gibson Barboza, que visitou a Nigéria na ocasião. Foram firmados um acordo comercial e um acordo cultural. Em retribuição ao convite feito pelo brasileiro, em 1974, o Ministro para Assuntos Exteriores da Nigéria, Okoi Arikpo, visitou o Brasil, em caráter oficial. No encontro ministerial foram tratados assuntos bilaterais bastante específicos e temas globais de interesse comum, como a conjuntura internacional do petróleo, em crise na época. Os países acordaram em expandir o comércio bilateral no setor petrolífero, ampliando os contratos entre a Petrobrás e a Nigerian National Oil Company, de forma que todas as formas possíveis de cooperação e associação entre estas empresas pudessem ser exploradas, também foi reafirmada a aliança enquanto países produtores de cacau. Percebeu-se a necessidade de expansão dos contatos nos setores político, econômico, comercial e cultural. Durante as décadas de 1970 e 1980, foram firmados acordos de amizade, cooperação, comércio, agricultura, serviços aéreos, rádio e televisão. Criou-se uma Comissão Mista para coordenação das consultas bilaterais e foi estabelecido um importante acordo de cooperação econômica, científica e técnica 4. Foi de profunda relevância, ainda na década de 1980, a instituição do counter-trade com alguns países africanos, especialmente Nigéria e Angola, em que produtos com tecnologia tropicalizada e serviços brasileiros passaram a ser trocados por petróleo. A partir dos anos 1990, a Nigéria permaneceu como um dos poucos países com quem o Brasil teve relações significativas na África, tendo se estabelecido como o maior parceiro comercial brasileiro na África Negra, apesar dos poucos contatos políticos (Lechini 2008, 62). 4 Fonte: Sistema Consular Integrado: Sistema Atos Internacionais Ministério das Relações Exteriores Divisão de Atos Internacionais. Disponível em: Acesso em: 18/07/2012

8 O ano de 2005 foi de grande importância para as relações brasileiro-nigerianas. Nos dois anos anteriores, o Brasil já havia recebido a visita de diversas missões diplomáticas e empresariais nigerianas. Em 2005, o chanceler Celso Amorim visitou a Nigéria, em seguida, a Embaixada brasileira foi transferida para Abuja e, em abril, o presidente Lula visitou o país (Brasil 2010, 3). Ao ressaltar a necessidade de se ampliar a cooperação entre as nações do Sul, objetivando o desenvolvimento econômico, o presidente Lula falou das inúmeras potencialidades de colaboração entre os dois países, dando destaque a alguns projetos já em andamento, especialmente as negociações para a transferência de tecnologia brasileira na produção de medicamentos antirretrovirais. A cooperação em outros campos da saúde pública também passou a ser aprofundada. Os presidentes deram início ao diálogo para auxílio mútuo nas áreas de energia, agricultura foi assinado o Protocolo de Cooperação em matéria agrícola e em planos contra a fome e a pobreza (Brasil 2005a, 98-99). Nesta visita, o presidente brasileiro estava acompanhado de ministros, diretores de órgãos do governo e alguns empresários. O diálogo a respeito das afinidades culturais e históricas deu o tom do encontro, falou-se na aproximação cultural, mas também em outras áreas como cooperação técnica, comércio, investimentos, defesa e energia. Percebeu-se a necessidade de se convocar prontamente uma reunião da Comissão Mista Brasil-Nigéria, o que ocorreu em julho de Um importante ponto a se ressaltar neste encontro foi a iniciativa para o estabelecimento de um mecanismo de diálogo inter-regional. Primeiramente, o presidente Obasanjo propôs a criação de um fórum Brasil-África, aos moldes do fórum China-África. O presidente Lula, então, reformulou a proposta ao sugerir que a aproximação fosse feita com toda a América do Sul. Dessa forma, o Presidente Obasanjo se encarregou de consultar o interesse da União Africana, e o Brasil o de todos os países sul-americanos, para que fosse feita uma reunião inter-regional. (Brasil 2005a, 311). Nos dias 6, 7 e 8 de setembro do mesmo ano, o presidente Obasanjo veio ao Brasil a convite do presidente Lula, quando assistiu, em Brasília, aos festejos do Dia da Independência, como convidado de honra. Obasanjo também participou do Fórum Brasil-Nigéria de Negócios e Investimentos, organizado pela FIESP, em São Paulo. Os Chefes de Estado acordaram em instruir seus Ministros de Relações Exteriores para trabalharem na elaboração de uma parceria estratégica entre os dois países. Como forma concreta para promover a parceria Sul-Sul, os países assinaram seis acordos bilaterais em diversas áreas: serviços aéreos; assistência jurídica em matéria penal; isenção de vistos para portadores de passaportes diplomáticos; planos para a implementação dos projetos de produção agrícola, em parceria com a EMBRAPA; e um acordo para o

9 combate às drogas e lavagem de dinheiro. Somando-se a isso, os dois presidentes se comprometeram com a promoção das relações entre os países africanos e os sul-americanos e o presidente Obasanjo ofereceu seu país para sediar a Conferência África-América do Sul (Brasil 2005b, ). Nos anos seguintes, o Brasil recebeu missões nigerianas nas áreas de agricultura, energia, comércio, cultura e turismo e a Nigéria recebeu uma missão brasileira de Senadores e do Ministério de Minas e Energia. Em 2009, o Brasil recebeu a visita do novo presidente nigeriano, Umaru Yar Adua (Brasil 2010, 3). O atual presidente nigeriano, Goodluck Jonathan veio ao Brasil, em 2012, por ocasião da Rio+20. A Presidenta Dilma Rousseff visitou a Nigéria no dia 23 de fevereiro de Em Abuja, reuniu-se com o Presidente Goodluck Jonathan para dialogar sobre a formação de novas parcerias nos setores agrícola, energético, comercial e de defesa. Foi assinado um Memorando para o Estabelecimento de Mecanismo de Diálogo Estratégico, que busca impulsionar parcerias tecnológicas, cientificas, e industriais, sendo o primeiro passo para o estabelecimento de uma possível parceria estratégica atlântica. Em organismos multilaterais, Brasil e Nigéria participam da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (ZOPACAS) e do G20 dos países em desenvolvimento, onde ambos defendem a proteção da produção agrícola no âmbito da OMC. Assim como o Brasil, a Nigéria também concorda com a necessidade de uma reforma no Conselho de Segurança da ONU, contudo, não faz uma defesa explícita aos interesses do Brasil de ocupar um assento permanente no Conselho. Mesmo assim, percebe-se que as relações do Brasil com a Nigéria são um grande modelo para o estabelecimento das estratégias diplomáticas e comerciais brasileiras para o restante da África e demonstram uma atuação exemplar a ser seguida pela agenda externa brasileira, em matéria de Cooperação Sul-Sul As Relações Econômicas O comércio entre o Brasil e a Nigéria é crescente desde a década de 1980, quando a Nigéria substituiu a África do Sul como principal parceira comercial brasileira no continente africano. Através do mecanismo jurídico de counter-trade foi possível que os países realizassem trocas diretas, estas eram principalmente de produtos industrializados por petróleo nigeriano. Com os choques do petróleo, na década de 1970, os laços comerciais foram acentuados. Entre os anos de 1985 e 1986, a parcela brasileira no mercado nigeriano superou a de tradicionais parceiros da Nigéria, como a Inglaterra (Saraiva 2012, 47).

10 A Nigéria é um dos parceiros atlânticos mais importantes para o Brasil. Atualmente, as trocas já atingiram mais de US$9 bilhões e ainda existem grandes perspectivas de crescimento em diversas áreas, como agroindústrias, serviços e hidrocarbonetos. A Nigéria é um grande produtor de petróleo e o maior fornecedor deste produto ao Brasil, por esta razão, é o país com o qual o Brasil possui o segundo maior déficit comercial, atrás somente dos Estados Unidos. A Nigéria é membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e tem a Nigerian National Petroleum Company (NNPC) como empresa estatal de maior atuação no setor. Para ampliar as relações comerciais, atualmente, a diplomacia brasileira concentra esforços para a construção de canais que permitam a prospecção e importação de petróleo por empresas brasileiras. Mesmo assim, as relações econômicas ainda possuem grandes potencialidades não exploradas (Ribeiro 2008, ). O Brasil importa principalmente óleos brutos de petróleo, que representam mais de 90% da pauta, além de gás natural e outros hidrocarbonetos, que somam mais de 7%. Para a Nigéria, o Brasil exporta uma pauta mais diversificada, formada principalmente por produtos manufaturados ou semimanufaturados, porém dentre os mais exportados, destacam-se o açúcar, arroz, óleos, fumo. Na última década, o comércio entre os dois países cresceu quase 500%, tornando a Nigéria o sexto principal país de origem das importações brasileiras e o principal parceiro comercial no continente africano, da mesma forma, o Brasil se tornou o terceiro maior exportador para a Nigéria, estando atrás apenas dos Estados Unidos e da Índia. O crescimento do comércio na última década é demonstrado na Tabela 1: Tabela 1: Intercâmbio Comercial Brasileiro Nigéria US$ F.O.B. Ano Exportações Var % Importações Var % Saldo Intercâmbio , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior/SECEX.

11 4.2. Cooperação Técnica A Cooperação Técnica para o Desenvolvimento envolve menores custos do que outras formas de auxílio ao desenvolvimento tais como ajuda financeira. Aliado a isso, as semelhanças econômicas, culturais e de recursos naturais entre países africanos e o Brasil tornam esta a modalidade de Cooperação Sul-Sul a mais utilizada pelo Brasil como forma de auxílio oficial para o desenvolvimento. O Brasil passou de receptor para transferidor de conhecimentos através de determinados projetos, no entanto, a cooperação não é guiada por uma estratégia própria ex ante, mas faz parte da inserção internacional do Brasil que pretende, através de diversos mecanismos, projetar-se como ator assertivo e influir nas mudanças do sistema e das instituições internacionais (Berdnt 2009, 4 e 32). O primeiro tratado de cooperação técnica entre o Brasil e a Nigéria foi firmado em 1983, no contexto da política externa universalista de Figueiredo que ampliou e aprofundou a política africana do governo Geisel. Atualmente, existem acordos de cooperação técnica entre os dois países nas mais diversas áreas como na de biotecnologia, energia, cooperação esportiva, na área de saúde, no combate ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro e na difusão do rádio e televisão. Há também um acordo ente a Petrobras e a COIMEX para o desenvolvimento de Etanol na Nigéria. Destaca-se a cooperação técnica na área de agricultura, com acordo vigente desde Encontra-se em tramitação planos para a implementação de dois projetos relacionados à agricultura: o primeiro para a produção e processamento agroindustrial de mandioca e o segundo para a produção e processamento de frutas tropicais e hortaliças. Existe um projeto para a transferência de tecnologia brasileira para a produção de medicamentos contra o HIV/AIDS na Nigéria, a exemplo da fábrica de medicamentos antirretrovirais aberta em Moçambique através da cooperação brasileira com este país 5. O desenvolvimento de formas concretas de cooperação está redesenhando a parceria entre o Brasil e a África. O continente tem demonstrado o reconhecimento das iniciativas brasileiras, dando a entender que não querem apenas conceder ao Brasil o perdão histórico, mas querem encontrar novas alternativas para o futuro. Neste sentido, tem sido de extrema importância a atuação de instituições brasileiras como a EMBRAPA, dando apoio à pesquisa em agricultura tropical; o SEBRAE, amparando pequenos empreendimentos; e a Fiocruz, auxiliando na luta contra a AIDS (Saraiva 2012, 100). 5 Fonte: Sistema de Atos Internacionais (DAI-MRE). Disponível em: Acesso em: 11 de abril de 2013

BRICS Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul

BRICS Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul MECANISMOS INTER-REGIONAIS BRICS Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul O que faz o BRICS? Desde a sua criação, o BRICS tem expandido suas atividades em duas principais vertentes: (i) a coordenação

Leia mais

COMUNICADO FINAL. XXIXª Comissão Bilateral Permanente Washington 5 de Maio de 2011

COMUNICADO FINAL. XXIXª Comissão Bilateral Permanente Washington 5 de Maio de 2011 COMUNICADO FINAL XXIXª Comissão Bilateral Permanente Washington 5 de Maio de 2011 Na 29ª reunião da Comissão Bilateral Permanente Portugal-EUA, que se realizou em Washington, a 5 de Maio de 2011, Portugal

Leia mais

4. Trata-se de uma estratégia complementar à cooperação Norte-Sul e que não tem o objetivo de substituí-la.

4. Trata-se de uma estratégia complementar à cooperação Norte-Sul e que não tem o objetivo de substituí-la. VI REUNIÃO PARDEV 17/5/2012 Fala abertura Laís Abramo 1. A Cooperação Sul Sul é um importante e estratégico instrumento de parceria (partnership) para o desenvolvimento, capaz de contribuir para o crescimento

Leia mais

COOPERAÇÃO SUL SUL INSPEÇÃO DO TRABALHO. Brasília, 7 de dezembro de 2010

COOPERAÇÃO SUL SUL INSPEÇÃO DO TRABALHO. Brasília, 7 de dezembro de 2010 COOPERAÇÃO SUL SUL SEMINARIO BOAS PRÁTICAS NA INSPEÇÃO DO TRABALHO Brasília, 7 de dezembro de 2010 ESQUEMA DA APRESENTAÇÃO 1. O que se entende por Cooperação Sul-Sul 2. Princípios da Cooperação Sul-Sul

Leia mais

ANEXO I QUADRO COMPARATIVO DOS GOVERNOS LULA E fhc

ANEXO I QUADRO COMPARATIVO DOS GOVERNOS LULA E fhc ANEXO I QUADRO COMPARATIVO DOS GOVERNOS LULA E fhc Mercadante_ANEXOS.indd 225 10/4/2006 12:00:02 Mercadante_ANEXOS.indd 226 10/4/2006 12:00:02 QUADRO COMPARATIVO POLÍTICA EXTERNA Fortalecimento e expansão

Leia mais

I REUNIÃO DE MINISTROS DA ENERGIA DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA. Cascais, 23 de junho de 2015. Declaração de Cascais

I REUNIÃO DE MINISTROS DA ENERGIA DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA. Cascais, 23 de junho de 2015. Declaração de Cascais I REUNIÃO DE MINISTROS DA ENERGIA DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA Cascais, 23 de junho de 2015 Declaração de Cascais Os Ministros responsáveis pela Energia da Comunidade dos Países de Língua

Leia mais

Acordo-Quadro de Associação entre o MERCOSUL e a República do Suriname

Acordo-Quadro de Associação entre o MERCOSUL e a República do Suriname Acordo-Quadro de Associação entre o MERCOSUL e a República do Suriname A República Argentina, a República Federativa do Brasil, a República do Paraguai, a República Oriental do Uruguai, a República Bolivariana

Leia mais

Plataforma de Cooperação da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) na Área Ambiental

Plataforma de Cooperação da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) na Área Ambiental Plataforma de Cooperação da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) na Área Ambiental I. Contexto Criada em 1996, a reúne atualmente oito Estados Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique,

Leia mais

Senado Federal Comissão de Relações Exteriores Maio/2011. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo Universidade Estadual da Paraíba

Senado Federal Comissão de Relações Exteriores Maio/2011. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo Universidade Estadual da Paraíba A INFLUÊNCIA DA CHINA NA ÁFRICA SETENTRIONAL E MERIDIONAL Senado Federal Comissão de Relações Exteriores Maio/2011 Henrique Altemani de Oliveira Pontifícia Universidade Católica de São Paulo Universidade

Leia mais

ENCONTRO DE MINISTROS DA AGRICULTURA DAS AMÉRICAS 2011 Semeando inovação para colher prosperidade

ENCONTRO DE MINISTROS DA AGRICULTURA DAS AMÉRICAS 2011 Semeando inovação para colher prosperidade ENCONTRO DE MINISTROS DA AGRICULTURA DAS AMÉRICAS 2011 Semeando inovação para colher prosperidade DECLARAÇÃO DOS MINISTROS DA AGRICULTURA, SÃO JOSÉ 2011 1. Nós, os Ministros e os Secretários de Agricultura

Leia mais

- Observatório de Política Externa Brasileira - Nº 67 02/09/05 a 08/09/05

- Observatório de Política Externa Brasileira - Nº 67 02/09/05 a 08/09/05 - Observatório de Política Externa Brasileira - Nº 67 02/09/05 a 08/09/05 Lula faz um balanço da política externa O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um balanço de sua política externa na cerimônia

Leia mais

RECONHECENDO a geometria variável dos sistemas de pesquisa e desenvolvimento dos países membros do BRICS; ARTIGO 1: Autoridades Competentes

RECONHECENDO a geometria variável dos sistemas de pesquisa e desenvolvimento dos países membros do BRICS; ARTIGO 1: Autoridades Competentes MEMORANDO DE ENTENDIMENTO SOBRE A COOPERAÇÃO EM CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO ENTRE OS GOVERNOS DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, FEDERAÇÃO DA RÚSSIA, REPÚBLICA DA ÍNDIA, REPÚBLICA POPULAR DA CHINA E

Leia mais

Fernanda de Paula Ramos Conte Lílian Santos Marques Severino RESUMO:

Fernanda de Paula Ramos Conte Lílian Santos Marques Severino RESUMO: O Brasil e suas políticas sociais: características e consequências para com o desenvolvimento do país e para os agrupamentos sociais de nível de renda mais baixo nas duas últimas décadas RESUMO: Fernanda

Leia mais

Fórum de Diálogo IBAS

Fórum de Diálogo IBAS Fórum de Diálogo IBAS, e do Sul Integração SUL-SUL Fórum de Mulheres FÓRUM De DIÁLOGO IBAS, e do Sul O Fórum IBAS é uma iniciativa trilateral entre, e do Sul, desenvolvida para promover a cooperação Sul-

Leia mais

FÓRUM DAS ESTATAIS PELA EDUCAÇÃO Diálogo para a Cidadania e Inclusão

FÓRUM DAS ESTATAIS PELA EDUCAÇÃO Diálogo para a Cidadania e Inclusão FÓRUM DAS ESTATAIS PELA EDUCAÇÃO Diálogo para a Cidadania e Inclusão 1. OBJETIVO DO FÓRUM O Fórum das Estatais pela Educação tem a coordenação geral do Ministro Chefe da Casa Civil, com a coordenação executiva

Leia mais

Documento referencial: uma contribuição para o debate

Documento referencial: uma contribuição para o debate Documento referencial: uma contribuição para o debate desenvolvimento integração sustentável participação fronteiriça cidadã 1. Propósito do documento O presente documento busca estabelecer as bases para

Leia mais

Rio de Janeiro: o melhor lugar para a sua empresa no Brasil

Rio de Janeiro: o melhor lugar para a sua empresa no Brasil Rio de Janeiro: o melhor lugar para a sua empresa no Brasil Thayne Garcia, Assessora-Chefe de Comércio e Investimentos (tgarcia@casacivil.rj.gov.br) Luciana Benamor, Assessora de Comércio e Investimentos

Leia mais

CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL. Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A

CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL. Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A O capitalismo teve origem na Europa, nos séculos XV e XVI, e se expandiu para outros lugares do mundo ( Ásia, África,

Leia mais

18 de maio, 19h30. Minhas primeiras palavras são de saudação ao colega Ministro Gao Hucheng, que

18 de maio, 19h30. Minhas primeiras palavras são de saudação ao colega Ministro Gao Hucheng, que PALAVRAS DO MINISTRO ARMANDO MONTEIRO POR OCASIÃO DO JANTAR OFERECIDO PELO CONSELHO EMPRESARIAL BRASIL - CHINA, COM A PRESENÇA DO MINISTRO DO COMÉRCIO DA CHINA, GAO HUCHENG 18 de maio, 19h30. Minhas primeiras

Leia mais

DECLARAÇÃO CONJUNTA SOBRE OS RESULTADOS DAS CONVERSAÇÕES OFICIAIS ENTRE O PRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, E O PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO DA RÚSSIA, VLADIMIR V. PUTIN

Leia mais

DIPLOMACIA Introdução

DIPLOMACIA Introdução DIPLOMACIA Introdução Ao longo dos tempos, o pensamento político e o pensamento jurídico sempre foram o reflexo das relações entre os homens, os povos, os Estados e as Nações. Foram se operando constantemente

Leia mais

Perspectivas para o desenvolvimento brasileiro e a indústria de commodities minerais

Perspectivas para o desenvolvimento brasileiro e a indústria de commodities minerais Perspectivas para o desenvolvimento brasileiro e a indústria de commodities minerais João Carlos Ferraz BNDES 31 de agosto de 2008 Guia Contexto macroeconômico Políticas públicas Perpectivas do investimento

Leia mais

TERMO DE REFERÊNCIA. Código: CONS AI01/2008. Nº de vagas: 01

TERMO DE REFERÊNCIA. Código: CONS AI01/2008. Nº de vagas: 01 TERMO DE REFERÊNCIA Denominação: Consultor(a) para atuação na área de desenvolvimento, aprofundamento e ampliação de ações e estudos relacionados à análise de tratados de direito econômico internacional

Leia mais

Sua Excelência, Doutor Abrahão Gourgel, Ministro da Economia,

Sua Excelência, Doutor Abrahão Gourgel, Ministro da Economia, ANGOLA NO CONTEXTO DA INTEGRAÇAO ECONÓMICA REGIONAL 29 de Setembro, 2015 Intervenção do Doutor Paolo Balladelli, Representante Residente do PNUD em Angola Sua Excelência, Doutor Abrahão Gourgel, Ministro

Leia mais

Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21

Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21 Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21 Resenha Desenvolvimento Raíssa Daher 02 de Junho de 2010 Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21

Leia mais

Discurso do Ministro de Estado da Educação do Brasil, Fernando Haddad

Discurso do Ministro de Estado da Educação do Brasil, Fernando Haddad Discurso do Ministro de Estado da Educação do Brasil, Fernando Haddad Debate sobre Política Geral da 34 a. Conferência Geral da UNESCO Paris, Unesco, Sessão Plenária, 18 de outubro de 2007 Senhor Presidente,

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 15 Discurso em almoço oferecido ao

Leia mais

A REORIENTAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL BRASILEIRO IBGC 26/3/2015

A REORIENTAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL BRASILEIRO IBGC 26/3/2015 A REORIENTAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL BRASILEIRO IBGC 26/3/2015 1 A Situação Industrial A etapa muito negativa que a indústria brasileira está atravessando vem desde a crise mundial. A produção

Leia mais

Fórum Social Mundial Memória FSM memoriafsm.org

Fórum Social Mundial Memória FSM memoriafsm.org Este documento faz parte do Repositório Institucional do Fórum Social Mundial Memória FSM memoriafsm.org Michael Haradom - www.shalomsalampaz.org - ssp@shalomsalampaz.org tel (11) 3031.0944 - fax (11)

Leia mais

Declaração de Pequim adotada pela Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres: Ação para Igualdade, Desenvolvimento e Paz (1995)

Declaração de Pequim adotada pela Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres: Ação para Igualdade, Desenvolvimento e Paz (1995) Declaração de Pequim adotada pela Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres: Ação para Igualdade, Desenvolvimento e Paz (1995) 1. Nós, os Governos, participante da Quarta Conferência Mundial sobre as

Leia mais

1. (FGV 2014) A questão está relacionada ao gráfico e ao texto apresentados.

1. (FGV 2014) A questão está relacionada ao gráfico e ao texto apresentados. Brasil e Commodities 1. (FGV 2014) A questão está relacionada ao gráfico e ao texto apresentados. Desde 2007, os produtos básicos sinalizam uma estabilização no quantum importado, apresentando pequena

Leia mais

ESTADOS UNIDOS: superpotência mundial. Capítulo 8 Educador: Franco Augusto

ESTADOS UNIDOS: superpotência mundial. Capítulo 8 Educador: Franco Augusto ESTADOS UNIDOS: superpotência mundial Capítulo 8 Educador: Franco Augusto EUA: Processo histórico Colônia de povoamento (Reino Unido, em especial a Inglaterra) A ocupação da costa do Atlântico foi baseada

Leia mais

Policy Brief. Os BRICS e a Segurança Internacional

Policy Brief. Os BRICS e a Segurança Internacional Policy Brief Outubro de 2011 Núcleo de Política Internacional e Agenda Multilateral BRICS Policy Center / Centro de Estudos e Pesquisa BRICS Policy Brief Outubro de 2011 Núcleo de Política Internacional

Leia mais

Rede de Produção de Plantas Medicinais, Aromáticas e Fitoterápicos

Rede de Produção de Plantas Medicinais, Aromáticas e Fitoterápicos Rede de Produção de Plantas Medicinais, Aromáticas e Fitoterápicos Atores envolvidos Movimentos Sociais Agricultura Familiar Governos Universidades Comunidade Científica em Geral Parceiros Internacionais,

Leia mais

BR/2001/PI/H/3. Declaração das ONGs Educação para Todos Consulta Internacional de ONGS (CCNGO), Dakar, 25 de Abril de 2000

BR/2001/PI/H/3. Declaração das ONGs Educação para Todos Consulta Internacional de ONGS (CCNGO), Dakar, 25 de Abril de 2000 BR/2001/PI/H/3 Declaração das ONGs Educação para Todos Consulta Internacional de ONGS (CCNGO), Dakar, 25 de Abril de 2000 2001 Declaração das ONGs Educação para Todos Consulta Internacional de ONGS (CCNGO),

Leia mais

RELATÓRIO DA OFICINA DE PAÍSES FEDERATIVOS E DA AMÉRICA DO NORTE. (Apresentado pelo Brasil)

RELATÓRIO DA OFICINA DE PAÍSES FEDERATIVOS E DA AMÉRICA DO NORTE. (Apresentado pelo Brasil) TERCEIRA REUNIÃO DE MINISTROS E AUTORIDADES DE OEA/Ser.K/XXXVII.3 ALTO NÍVEL RESPONSÁVEIS PELAS POLÍTICAS DE REDMU-III/INF. 4/05 DESCENTRALIZAÇÃO, GOVERNO LOCAL E PARTICIPAÇÃO 28 outubro 2005 DO CIDADÃO

Leia mais

Proposta de Programa- Quadro de Ciência, Tecnologia e Inovação 2014-2018. L RECyT, 8.11.13

Proposta de Programa- Quadro de Ciência, Tecnologia e Inovação 2014-2018. L RECyT, 8.11.13 Proposta de Programa- Quadro de Ciência, Tecnologia e Inovação 2014-2018 L RECyT, 8.11.13 Delineamento do Programa - Quadro Fundamentação Geral Programa público, plurianual, voltado para o fortalecimento

Leia mais

A ascensão dos subdesenvolvidos. Geografia Professor Daniel Nogueira

A ascensão dos subdesenvolvidos. Geografia Professor Daniel Nogueira GE GRAFIA A ascensão dos subdesenvolvidos Geografia Professor Daniel Nogueira Os grupos econômicos são grupos de países com comportamento econômico específico. Geralmente economias com aspectos semelhantes.

Leia mais

Cimeira do Fórum Índia África

Cimeira do Fórum Índia África REPÚBLICA DA GUINÉ-BISSAU Presidência da República Cimeira do Fórum Índia África Intervenção de Sua Excelência Senhor José Mário Vaz Presidente da República Nova Delhi, 29 de Outubro de 2015 Excelência,

Leia mais

COMO SE ASSOCIAR 2014

COMO SE ASSOCIAR 2014 2014 QUEM SOMOS FUNDADO EM 2004, O CONSELHO EMPRESARIAL BRASIL CHINA CEBC É UMA INSTITUIÇÃO BILATERAL SEM FINS LUCRATIVOS FORMADA POR DUAS SEÇÕES INDEPENDENTES, NO BRASIL E NA CHINA, QUE SE DEDICA À PROMOÇÃO

Leia mais

O processo de abertura comercial da China: impactos e perspectivas

O processo de abertura comercial da China: impactos e perspectivas O processo de abertura comercial da China: impactos e perspectivas Análise Economia e Comércio / Desenvolvimento Carolina Dantas Nogueira 20 de abril de 2006 O processo de abertura comercial da China:

Leia mais

A ASSOCIAÇÃO DAS NAÇÕES DO SUDESTE ASIÁTICO E SEU AMBIENTE DE NEGÓCIOS

A ASSOCIAÇÃO DAS NAÇÕES DO SUDESTE ASIÁTICO E SEU AMBIENTE DE NEGÓCIOS www.observatorioasiapacifico.org A ASSOCIAÇÃO DAS NAÇÕES DO SUDESTE ASIÁTICO E SEU AMBIENTE DE NEGÓCIOS Ignacio Bartesaghi 1 O debate na América Latina costuma focar-se no sucesso ou no fracasso dos processos

Leia mais

RESPONSABILIDADE SOCIAL: a solidariedade humana para o desenvolvimento local

RESPONSABILIDADE SOCIAL: a solidariedade humana para o desenvolvimento local RESPONSABILIDADE SOCIAL: a solidariedade humana para o desenvolvimento local 1 Por: Evandro Prestes Guerreiro 1 A questão da Responsabilidade Social se tornou o ponto de partida para o estabelecimento

Leia mais

iom haatzmaút 2015 neste ano de 2015 o estado de israel completa 67 anos de independência, do estado palestino judeu e do estado palestino árabe.

iom haatzmaút 2015 neste ano de 2015 o estado de israel completa 67 anos de independência, do estado palestino judeu e do estado palestino árabe. 1 iom haatzmaút 2015 neste ano de 2015 o estado de israel completa 67 anos de independência, decretada no ano de 1948 após uma decisão da assembléia geral da onu de 1947, presidida pelo brasileiro osvaldo

Leia mais

O MERCOSUL E A REGULAÇÃO DO COMÉRCIO ELETRÔNICO: UMA BREVE INTRODUÇÃO

O MERCOSUL E A REGULAÇÃO DO COMÉRCIO ELETRÔNICO: UMA BREVE INTRODUÇÃO O MERCOSUL E A REGULAÇÃO DO COMÉRCIO ELETRÔNICO: UMA BREVE INTRODUÇÃO Ricardo Barretto Ferreira da Silva Camila Ramos Montagna Barretto Ferreira, Kujawski, Brancher e Gonçalves Sociedade de Advogados São

Leia mais

O ensino e a cooperação na investigação para o turismo entre os países lusófonos: uma reflexão

O ensino e a cooperação na investigação para o turismo entre os países lusófonos: uma reflexão O ensino e a cooperação na investigação para o turismo entre os países lusófonos: uma reflexão Alexandre Panosso Netto Escola de Artes, Ciências e Humanidades Universidade de São Paulo Fábia Trentin Departamento

Leia mais

VI REUNIÃO DE MINISTROS DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E ENSINO SUPERIOR DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA. Maputo, 15 de Abril de 2014

VI REUNIÃO DE MINISTROS DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E ENSINO SUPERIOR DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA. Maputo, 15 de Abril de 2014 VI REUNIÃO DE MINISTROS DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E ENSINO SUPERIOR DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA Maputo, 15 de Abril de 2014 DECLARAÇÃO FINAL Os Ministros responsáveis pela Ciência, Tecnologia

Leia mais

Estatutos do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CONSAN-CPLP) Preâmbulo

Estatutos do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CONSAN-CPLP) Preâmbulo Estatutos do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CONSAN-CPLP) Preâmbulo Os Estados membros da CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa,

Leia mais

Diálogo 5 + 5. Quinta Conferência Ministerial. sobre a "Migração no Mediterrâneo Ocidental" Algeciras, 12 e 13 de Dezembro de 2006

Diálogo 5 + 5. Quinta Conferência Ministerial. sobre a Migração no Mediterrâneo Ocidental Algeciras, 12 e 13 de Dezembro de 2006 Diálogo 5 + 5 Quinta Conferência Ministerial sobre a "Migração no Mediterrâneo Ocidental" Algeciras, 12 e 13 de Dezembro de 2006 Conclusões da Presidência Nos dias 12 e 13 de Dezembro de 2006 teve lugar

Leia mais

DECRETO Nº 6.617, DE 23 DE OUTUBRO DE

DECRETO Nº 6.617, DE 23 DE OUTUBRO DE DECRETO Nº 6.617, DE 23 DE OUTUBRO DE 2008: Promulga o Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República da África do Sul no Campo da Cooperação Científica e Tecnológica,

Leia mais

DECLARAÇÃO DE BRASÍLIA

DECLARAÇÃO DE BRASÍLIA DECLARAÇÃO DE BRASÍLIA Os Governadores e Governadoras, Intendentas e Intendentes, Prefeitas e Prefeitos do MERCOSUL reunidos no dia 16 de julho de 2015, na cidade de Brasília DF, por meio do Foro Consultivo

Leia mais

BRICS Monitor. Especial RIO+20. Os BRICS rumo à Rio+20: África do Sul. Novembro de 2011

BRICS Monitor. Especial RIO+20. Os BRICS rumo à Rio+20: África do Sul. Novembro de 2011 BRICS Monitor Especial RIO+20 Os BRICS rumo à Rio+20: África do Sul Novembro de 2011 Núcleo de Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade BRICS Policy Center / Centro de Estudos e Pesquisas BRICS BRICS

Leia mais

POLÍTICAS PÚBLICAS LOCAIS E INSERÇÃO INTERNACIONAL. A Experiência da Cidade de São Paulo (*)

POLÍTICAS PÚBLICAS LOCAIS E INSERÇÃO INTERNACIONAL. A Experiência da Cidade de São Paulo (*) POLÍTICAS PÚBLICAS LOCAIS E INSERÇÃO INTERNACIONAL. A Experiência da Cidade de São Paulo (*) Maurício Fronzaglia (**) Introdução Novos atores têm enriquecido o diálogo internacional, e, mesmo que os Estados

Leia mais

BRASIL E ESTADOS UNIDOS: relações comerciais e linguístico-culturais

BRASIL E ESTADOS UNIDOS: relações comerciais e linguístico-culturais BRASIL E ESTADOS UNIDOS: relações comerciais e linguístico-culturais Autor(a): João Corcino Neto Coautor(es): Suzana Ferreira Paulino Email: jcn1807iop@gmail.com Introdução As relações comerciais entre

Leia mais

ESCOLA DE DEFESA. Projetos de Pesquisa em Gestão de Defesa. Prof. Dr. Luiz Rogério F. Goldoni. lgoldoni@hotmail.com

ESCOLA DE DEFESA. Projetos de Pesquisa em Gestão de Defesa. Prof. Dr. Luiz Rogério F. Goldoni. lgoldoni@hotmail.com ESCOLA DE DEFESA Projetos de Pesquisa em Gestão de Defesa Prof. Dr. Luiz Rogério F. Goldoni lgoldoni@hotmail.com 08 Jul 2015 Luiz Rogério Franco Goldoni - Doutor em Ciência Política pela UFF (2011); -

Leia mais

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Novembro 2014

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Novembro 2014 Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Novembro 2014 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO EM EMPRESAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL DE MÉDIO PORTE NO BRASIL. Elisabete Maria de Freitas Arquiteta

Leia mais

Associação Catarinense das Fundações Educacionais ACAFE PARECER DOS RECURSOS

Associação Catarinense das Fundações Educacionais ACAFE PARECER DOS RECURSOS 11) China, Japão e Índia são três dos principais países asiáticos. Sobre sua História, cultura e relações com o Ocidente, analise as afirmações a seguir. l A China passou por um forte processo de modernização

Leia mais

Novas perspectivas para o Comércio entre Brasil e China. Resenha Economia e Segurança

Novas perspectivas para o Comércio entre Brasil e China. Resenha Economia e Segurança Novas perspectivas para o Comércio entre Brasil e China Resenha Economia e Segurança Daniel Mendes 21 de outubro de 2004 Novas perspectivas para o Comércio entre Brasil e China Resenha Economia e Comércio

Leia mais

A visita da presidente Dilma à China

A visita da presidente Dilma à China A visita da presidente Dilma à China Análise Ásia Déborah Silva do Monte 02 de Julho de 2011 A visita da presidente Dilma à China Análise Ásia Déborah Silva do Monte 02 de Julho de 2011 A presidente Dilma

Leia mais

A visita de Shimon Peres ao Brasil e a relação brasileira com o Oriente Médio

A visita de Shimon Peres ao Brasil e a relação brasileira com o Oriente Médio A visita de Shimon Peres ao Brasil e a relação brasileira com o Oriente Médio Análise Desenvolvimento Jéssica Silva Fernandes 15 de dezembro de 2009 A visita de Shimon Peres ao Brasil e a relação brasileira

Leia mais

BRASIL e CHINA na ÁFRICA: Desafios da Cooperação para o Desenvolvimento

BRASIL e CHINA na ÁFRICA: Desafios da Cooperação para o Desenvolvimento BRASIL e CHINA na ÁFRICA: Desafios da Cooperação para o Desenvolvimento Rômulo Paes de Sousa Secretário Executivo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Brasil Confederação Nacional do Comércio

Leia mais

Sinergia com os EUA. Henrique Rezezinski¹. Ano: 2012

Sinergia com os EUA. Henrique Rezezinski¹. Ano: 2012 ¹ Ano: 2012 1 HENRIQUE REZEZINSKI é membro do Conselho Curador do CEBRI e presidente da Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (Amcham-Rio). CEBRI Centro Brasileiro de Relações Internacionais +55

Leia mais

Mobilização e Participação Social no

Mobilização e Participação Social no SECRETARIA-GERAL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME Mobilização e Participação Social no Plano Brasil Sem Miséria 2012 SUMÁRIO Introdução... 3 Participação

Leia mais

BRICS e o Mundo Emergente

BRICS e o Mundo Emergente BRICS e o Mundo Emergente 1. Apresente dois argumentos favoráveis à decisão dos países integrantes da Aliança do Pacífico de formarem um bloco regional de comércio. Em seguida, justifique a situação vantajosa

Leia mais

QUALIFICAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DE PROFESSORES DAS UNIDADES DE ENSINO NA ELABORAÇÃO DE PROGRAMAS FORMAIS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

QUALIFICAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DE PROFESSORES DAS UNIDADES DE ENSINO NA ELABORAÇÃO DE PROGRAMAS FORMAIS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL QUALIFICAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DE PROFESSORES DAS UNIDADES DE ENSINO NA ELABORAÇÃO DE PROGRAMAS FORMAIS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL MOHAMED HABIB* & GIOVANNA FAGUNDES** * Professor Titular, IB, UNICAMP ** Aluna

Leia mais

154 a SESSÃO DO COMITÊ EXECUTIVO

154 a SESSÃO DO COMITÊ EXECUTIVO 154 a SESSÃO DO COMITÊ EXECUTIVO Washington, D.C., EUA 16 a 20 de junho de 2014 CE154.R17 Original: inglês RESOLUÇÃO CE154.R17 ESTRATÉGIA PARA COBERTURA UNIVERSAL DE SAÚDE A 154 a SESSÃO DO COMITÊ EXECUTIVO,

Leia mais

Seminários CEsA 2012. 26 de Abril de 2012. Brasil em África: a cooperação. Gerhard Seibert

Seminários CEsA 2012. 26 de Abril de 2012. Brasil em África: a cooperação. Gerhard Seibert Seminários CEsA 2012 26 de Abril de 2012 Brasil em África: a cooperação Gerhard Seibert Centro de Estudos Africanos (CEA), ISCTE-IUL 1. Enquadramento político-histórico 2. História Relações Brasil - África

Leia mais

Tratados internacionais sobre o meio ambiente

Tratados internacionais sobre o meio ambiente Tratados internacionais sobre o meio ambiente Conferência de Estocolmo 1972 Preservação ambiental X Crescimento econômico Desencadeou outras conferências e tratados Criou o Programa das Nações Unidas para

Leia mais

ABCE REVITALIZADA PLANEJAMENTO 2011-2015

ABCE REVITALIZADA PLANEJAMENTO 2011-2015 ABCE REVITALIZADA PLANEJAMENTO 2011-2015 1 Destaques do levantamento de referências de associações internacionais Além dos membros associados, cujos interesses são defendidos pelas associações, há outras

Leia mais

A crise financeira mundial e os países da CPLP

A crise financeira mundial e os países da CPLP A crise financeira mundial e os países da CPLP Como podem trabalhar em conjunto contra os efeitos da crise Direcção Nacional Política Económica, Timor-Leste 1 Estrutura da Apresentação Os efeitos da crise

Leia mais

POLÍTICA EXTERNA, DEMOCRACIA. DESENVOLVIMENTO

POLÍTICA EXTERNA, DEMOCRACIA. DESENVOLVIMENTO POLÍTICA EXTERNA, DEMOCRACIA. DESENVOLVIMENTO GESTÃO do MÍNÍSTRO CEISO AMORÍM NO itamaraty AqosTO 95A DEZEMBRO 94 / FUNDAÇÃO ALEXANDRE DE GUSMÃO Brasília 1995 Tricentenário do nascimento de Alexandre de

Leia mais

SENADO FEDERAL Gabinete do Senador ALOYSIO NUNES FERREIRA RELATÓRIO

SENADO FEDERAL Gabinete do Senador ALOYSIO NUNES FERREIRA RELATÓRIO RELATÓRIO Da COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DEFESA NACIONAL, sobre a Mensagem nº 25, de 2013 (Mensagem nº 7, de 01/02/2013, na origem), da Presidente da República, que submete à apreciação do Senado

Leia mais

A cooperação Canadá - Brasil: INTERNACIONALIZAÇÃO PARA A INOVAÇÃO

A cooperação Canadá - Brasil: INTERNACIONALIZAÇÃO PARA A INOVAÇÃO OUI- IOHE MISSÃO OUI DE UNIVERSIDADES CANADENSES NO BRASIL 28 de novembro a 2 de dezembro de 2011 Programa preliminar A cooperação Canadá - Brasil: INTERNACIONALIZAÇÃO PARA A INOVAÇÃO À luz dos excelentes

Leia mais

Mapa da Educação Financeira no Brasil

Mapa da Educação Financeira no Brasil Mapa da Educação Financeira no Brasil Uma análise das iniciativas existentes e as oportunidades para disseminar o tema em todo o País Em 2010, quando a educação financeira adquire no Brasil status de política

Leia mais

A Comunidade Empresarial do IBAS está concentrada em promover fluxos comerciais de US$30 bilhões até 2015

A Comunidade Empresarial do IBAS está concentrada em promover fluxos comerciais de US$30 bilhões até 2015 A Comunidade Empresarial do IBAS está concentrada em promover fluxos comerciais de US$30 bilhões até 2015 Recomendações da Terceira Reunião de Cúpula do IBAS para questões empresariais, apresentadas aos

Leia mais

DECRETO Nº 1.211, DE 3 DE AGOSTO DE 1994.

DECRETO Nº 1.211, DE 3 DE AGOSTO DE 1994. DECRETO Nº 1.211, DE 3 DE AGOSTO DE 1994. Promulga o Tratado Geral de Cooperação e Amizade e o Acordo Econômico Integrante do Tratado Geral de Cooperação e Amizade, entre a República Federativa do Brasil

Leia mais

Comunidade de Prática Internacional para apoiar o fortalecimento e liderança da BIREME OPAS/OMS Fortalecimento institucional da BIREME OPAS/OMS

Comunidade de Prática Internacional para apoiar o fortalecimento e liderança da BIREME OPAS/OMS Fortalecimento institucional da BIREME OPAS/OMS Comunidade de Prática Internacional para apoiar o fortalecimento e liderança da BIREME OPAS/OMS Fortalecimento institucional da BIREME OPAS/OMS TERMOS DE REFERÊNCIA Versão 17/07/2012 No âmbito de um processo

Leia mais

ACORDO-QUADRO SOBRE MEIO AMBIENTE DO MERCOSUL

ACORDO-QUADRO SOBRE MEIO AMBIENTE DO MERCOSUL MERCOSUL/CMC/DEC. N o 02/01 ACORDO-QUADRO SOBRE MEIO AMBIENTE DO MERCOSUL TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção, o Protocolo de Ouro Preto, a Resolução N o 38/95 do Grupo Mercado Comum e a Recomendação

Leia mais

DECLARAÇÃO FINAL Quebec, 21 de setembro de 1997

DECLARAÇÃO FINAL Quebec, 21 de setembro de 1997 DECLARAÇÃO FINAL Quebec, 21 de setembro de 1997 Reunidos na cidade de Quebec de 18 a 22 de setembro de 1997, na Conferência Parlamentar das Américas, nós, parlamentares das Américas, Considerando que o

Leia mais

Fomento à Inovação e Negócios em Ciências da Vida em Belo Horizonte

Fomento à Inovação e Negócios em Ciências da Vida em Belo Horizonte Fomento à Inovação e Negócios em Ciências da Vida em Belo Horizonte Atração de Investimentos, Promoção Comercial e Projeção Internacional Eduardo Bernis Secretaria Municipal de Desenvolvimento Belo Horizonte

Leia mais

Brasil-China: Uma Agenda de

Brasil-China: Uma Agenda de Brasil-China: Uma Agenda de Colaboração Jorge Arbache BNDES Palácio do Itamaraty, Rio de Janeiro, 17 de junho de 2011 1 China Principal parceiro comercial do Brasil Um dos principais investidores estrangeiros

Leia mais

Minuta do Capítulo 10 do PDI: Relações Externas

Minuta do Capítulo 10 do PDI: Relações Externas Minuta do Capítulo 10 do PDI: Relações Externas Elaborada pela Diretoria de Extensão e pela Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação 1 1 Esta minuta será apreciada pelo Colegiado de Ensino, Pesquisa

Leia mais

Agenda Internacional 2009

Agenda Internacional 2009 Agenda Internacional 2009 CNI: estratégia institucional Visão Estratégica Mapa Estratégico Uma visão sobre o futuro do país e da indústria (2007-2015) Identifica prioridades estratégicas Participação de

Leia mais

O Mundo em 2030: Desafios para o Brasil

O Mundo em 2030: Desafios para o Brasil O Mundo em 2030: Desafios para o Brasil Davi Almeida e Rodrigo Ventura Macroplan - Prospectiva, Estratégia & Gestão Artigo Publicado em: Sidney Rezende Notícias - www.srzd.com Junho de 2007 Após duas décadas

Leia mais

DESTAQUES ESTRATÉGICOS: PROJETOS E INICIATIVAS INTEGRAÇÃO COM A ÁFRICA

DESTAQUES ESTRATÉGICOS: PROJETOS E INICIATIVAS INTEGRAÇÃO COM A ÁFRICA Destaques Estratégicos: projetos e iniciativas DESTAQUES ESTRATÉGICOS: PROJETOS E INICIATIVAS INTEGRAÇÃO COM A ÁFRICA Legenda: branco = PDP original Amarelo = modificação posterior ao lançamento da PDP

Leia mais

A Cooperação Energética Brasil-Argentina

A Cooperação Energética Brasil-Argentina 9 A Cooperação Energética Brasil-Argentina + Sebastião do Rego Barros + Rodrigo de Azeredo Santos Os atuais desafios brasileiros na área energética fizeram com que as atenções de técnicos, investidores,

Leia mais

49 o CONSELHO DIRETOR 61 a SESSÃO DO COMITÊ REGIONAL

49 o CONSELHO DIRETOR 61 a SESSÃO DO COMITÊ REGIONAL ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE 49 o CONSELHO DIRETOR 61 a SESSÃO DO COMITÊ REGIONAL Washington, D.C., EUA, 28 de setembro a 2 de outubro de 2009 CD49.R10 (Port.) ORIGINAL:

Leia mais

Curso Agenda 21. Resumo da Agenda 21. Seção I - DIMENSÕES SOCIAIS E ECONÔMICAS

Curso Agenda 21. Resumo da Agenda 21. Seção I - DIMENSÕES SOCIAIS E ECONÔMICAS Resumo da Agenda 21 CAPÍTULO 1 - Preâmbulo Seção I - DIMENSÕES SOCIAIS E ECONÔMICAS CAPÍTULO 2 - Cooperação internacional para acelerar o desenvolvimento sustentável dos países em desenvolvimento e políticas

Leia mais

Desenvolvimento e Desigualdades: cenários e perspectivas para a saúde no mundo

Desenvolvimento e Desigualdades: cenários e perspectivas para a saúde no mundo Ciclo de Debates sobre Bioética, Diplomacia e Saúde Pública Desenvolvimento e Desigualdades: cenários e perspectivas para a saúde no mundo Samira Santana de Almeida 1 RELATÓRIO 1. Apresentação O presente

Leia mais

Percepção de Portugal no mundo

Percepção de Portugal no mundo Percepção de Portugal no mundo Na sequência da questão levantada pelo Senhor Dr. Francisco Mantero na reunião do Grupo de Trabalho na Aicep, no passado dia 25 de Agosto, sobre a percepção da imagem de

Leia mais

EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA PROJETOS FRANCO-BRASILEIROS DE COOPERAÇÃO DESCENTRALIZADA TRILATERAL EM BENEFÍCIO DO HAITI E DO CONTINENTE AFRICANO

EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA PROJETOS FRANCO-BRASILEIROS DE COOPERAÇÃO DESCENTRALIZADA TRILATERAL EM BENEFÍCIO DO HAITI E DO CONTINENTE AFRICANO EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA PROJETOS FRANCO-BRASILEIROS DE COOPERAÇÃO DESCENTRALIZADA TRILATERAL EM BENEFÍCIO DO HAITI E DO CONTINENTE AFRICANO I. CONTEXTO Em junho de 2010, realizou-se, no Palácio do Itamaraty,

Leia mais

FOME ZERO. O papel do Brasil na luta global contra a fome e a pobreza

FOME ZERO. O papel do Brasil na luta global contra a fome e a pobreza FOME ZERO O papel do Brasil na luta global contra a fome e a pobreza Seminário Internacional sobre Seguro de Emergência e Seguro Agrícola Porto Alegre, RS -- Brasil 29 de junho a 2 de julho de 2005 Alguns

Leia mais

Discurso de Luiz Inácio Lula da Silva Seminário do Prêmio Global de Alimentação Des Moines, Estados Unidos 14 de outubro de 2011

Discurso de Luiz Inácio Lula da Silva Seminário do Prêmio Global de Alimentação Des Moines, Estados Unidos 14 de outubro de 2011 Discurso de Luiz Inácio Lula da Silva Seminário do Prêmio Global de Alimentação Des Moines, Estados Unidos 14 de outubro de 2011 Estou muito honrado com o convite para participar deste encontro, que conta

Leia mais

DISCIPLINA: INTRODUÇÃO AO ESTUDO DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS

DISCIPLINA: INTRODUÇÃO AO ESTUDO DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS 7.PROJETO PEDAGÓGICO 1º SEMESTRE DISCIPLINA: INTRODUÇÃO À ECONOMIA EMENTA: Conceitos Fundamentais; Principais Escolas do Pensamento; Sistema Econômico; Noções de Microeconomia; Noções de Macroeconomia;

Leia mais

Esta apresentação baseia se no trabalho em curso no âmbito do projeto do Cindes e também em estudos anteriores que tenho vindo a desenvolver sobre o

Esta apresentação baseia se no trabalho em curso no âmbito do projeto do Cindes e também em estudos anteriores que tenho vindo a desenvolver sobre o Esta apresentação baseia se no trabalho em curso no âmbito do projeto do Cindes e também em estudos anteriores que tenho vindo a desenvolver sobre o tema de cooperação brasileira para o desenvolvimento.

Leia mais

Responsabilidade Social e Ambiental na Petrobras

Responsabilidade Social e Ambiental na Petrobras Responsabilidade Social e Ambiental na Petrobras Carlos Alberto Ribeiro de Figueiredo Janice Dias PETROBRAS - Comunicação Nacional RESPONSABILIDADE SOCIAL SOCIAL CORPORATIVA Necessidade Assistencialismo

Leia mais

Desafios para consolidação de políticas públicas p instrumentos legais para acesso a recursos genéticos e repartição de benefícios no Brasil

Desafios para consolidação de políticas públicas p instrumentos legais para acesso a recursos genéticos e repartição de benefícios no Brasil Desafios para consolidação de políticas públicas p e instrumentos legais para acesso a recursos genéticos e repartição de benefícios no Brasil Maurício Antônio Lopes Presidente da Embrapa Reunião do Cosag

Leia mais

Integração Produtiva Brasil/Argentina Setor de Lácteos Cândida Maria Cervieri SECEX/MDIC Brasília, 03 de agosto de 2010

Integração Produtiva Brasil/Argentina Setor de Lácteos Cândida Maria Cervieri SECEX/MDIC Brasília, 03 de agosto de 2010 Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Secretaria de Comércio Exterior Integração Produtiva Brasil/Argentina Setor de Lácteos Cândida Maria Cervieri SECEX/MDIC Brasília, 03 de agosto

Leia mais

Relações Brasil-África:

Relações Brasil-África: 53 Relações Brasil-África: cooperação técnica e comércio Lia Valls Pereira Em 2008, o governo brasileiro lançou a Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP). No capítulo sobre Destaques Estratégicos temas

Leia mais

Comunicado Conjunto. Reunião dos Presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e José Alberto Mujica Cordano

Comunicado Conjunto. Reunião dos Presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e José Alberto Mujica Cordano Comunicado Conjunto Reunião dos Presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e José Alberto Mujica Cordano (Santana do Livramento/Rivera, 30 de julho de 2010) Os Presidentes da República Federativa do Brasil,

Leia mais