Como recorrer ao Julgado de Paz

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1 A defesa em juízo é um princípio geral reconhecido pelo ordenamento jurídico italiano no artigo 24º da Constituição. De um modo geral, a representação é necessária, devendo, portanto, o requerente ser defendido por um técnico (representante judiciário). Todavia, nalguns casos, a parte pode não se fazer representar por um advogado. É o que acontece nos processos de reduzida importância em relação aos quais a lei permite que as partes executem elas próprias os diferentes actos processuais. Nestes casos, o ordenamento renuncia à obrigação da defesa técnica, tendo em conta o reduzido valor da acção para não onerar a parte com os honorários do advogado. Não é necessário constituir advogado nos seguintes casos: a) Nas acções cíveis perante os julgados de paz, as partes podem estar pessoalmente presentes em juízo nos litígios de valor não superior a 516,46 euros. Nas acções de valor superior a este montante, o juiz de paz pode autorizar a parte, que o tenha solicitado, a estar em juízo pessoalmente, se tal for possível em relação à natureza e ao valor da acção (artigo 82º do Código de Processo Civil); b) Quando a parte tem o estatuto necessário para exercer a função de advogado junto do tribunal competente, pode estar em juízo sem a assistência de outro advogado (artigo 86º do Código de Processo Civil); c) Nos litígios em matéria de direito do trabalho, a parte, em primeira instância, pode estar em juízo pessoalmente quando o valor da acção não exceder o montante de 129,11 euros. Medida análoga existe para os litígios em matéria de assistência e previdência social obrigatórias (artigos 417º e 442º do Código de Processo Civil). Outros casos são previstos por lei especial: é autorizada a defesa pessoal em acções relativas a liquidação de despesas, honorários e direitos de advogados, nos processos em matéria eleitoral, nos processos de arrendamento em primeira instância até determinados limites de valor e perante as comissões fiscais. Como recorrer ao Julgado de Paz Em princípio, pode recorrer-se ao julgado de paz mediante citação para comparecer numa das datas indicadas no calendário das audiências que qualquer tribunal publica mediante afixação na sala de audiências, aprovada anualmente por decreto do presidente do tribunal, de acordo com o Procurador da República.

2 Seguidamente, o chefe da secretaria do julgado de paz distribui previamente em cada trimestre as audiências entre os magistrados competentes, designando, portanto, após a entrega do acto inicial na secretaria, o magistrado competente em matéria de instrução do processo. Além disso, o cidadão que tencione invocar o seu direito, se a pretensão não exceder o valor de 516,45 euros, pode apresentar-se ao tribunal na audiência e solicitar expor oralmente as suas razões. O juiz ordena que seja lavrado auto das declarações prestadas, sendo uma cópia notificada pelo próprio interessado ao requerido, com citação para comparecer na audiência fixada. O limite do valor é estabelecido por lei sob pena de não admissibilidade do pedido. Todavia, o tribunal, tendo em conta a natureza e o montante do litígio, pode autorizar a parte a estar pessoalmente em juízo para litígios de valor superior, mediante decisão tomada na sequência de um simples pedido oral. Tanto o requerente como o requerido podem fazer-se representar por uma pessoa com mandato escrito na parte inferior do acto que expõe a pretensão ou a réplica, ou em acto separado. Não é necessário que o mandatário seja um advogado, bastando que tenha capacidade para agir e expor de forma suficientemente clara os argumentos da pessoa que representa. Nos casos em que não é obrigatória a presença de um advogado, especialmente nos tribunais de província, é autorizada a prática de ser recebido pelo juiz num dia qualquer, mesmo fora da audiência, e combinar o dia e a hora da apresentação do caso. Naturalmente, quem entender iniciar um processo, mesmo no caso de um litígio de reduzido valor, pode optar por uma citação para comparecer redigida por um advogado a quem é passada procuração para os litígios mediante acto público separado ou mediante simples inscrição na parte inferior ou à margem do acto de citação, assinada pela parte, devendo esta assinatura ser reconhecida pelo próprio advogado. O advogado poderá assim proceder, no interesse do representado, a todos os actos processuais que não sejam expressamente reservados por lei a este último, excepto se se tratar de actos que impliquem disposição de direitos. Nestes casos, deve ser conferido mandato expresso sob pena de nulidade do acto. Tal como noutros países da União, as relações entre cidadãos e entre estes e os poderes públicos multiplicaram-se progressivamente em Itália nas últimas décadas e as

3 estruturas judiciárias nem sempre conseguem fazer face à carga de trabalho, com consequente morosidade na administração da justiça. Por esta razão, a partir da última década tem-se tentado dar um impulso aos sistemas de resolução dos litígios, sem recorrer ao tribunal, nomeadamente quando dizem respeito a relações de trabalho independente ou assalariado, o que se considera apresentar um valor social relevante. Ao mesmo tempo, este tipo de resolução dos litígios constitui uma alternativa à via judicial que contribui para um desenvolvimento organizado das relações sociais, aliviando frequentemente as partes de certos encargos económicos. Estão também previstas a nível nacional e local formas de conciliação preventiva para os contenciosos específicos, de natureza predominantemente técnica, entre os quais o mediador bancário, as secções arbitrais das câmaras de comércio e as câmaras de conciliação instituídas pela Ordem dos Advogados. Bem conhecida do público em geral é a actividade do difensore civico, figura que corresponde à do Provedor de Justiça, que, embora não faça parte do ordenamento judiciário, é um órgão que funciona a nível do município, da província ou da região, que já existe em muitas administrações locais. O difensore civico actua não em posição de equidistância entre as partes como o juiz de paz, mas ao lado do cidadão a fim de solicitar a intervenção das administrações públicas sobre os seus órgãos internos e sobre os organismos de utilidade pública por elas controlados. Ao mesmo tempo, o difensore civico desempenha um papel de conciliador nos litígios e de garante da imparcialidade e do bom funcionamento da administração pública, denunciando abusos, disfuncionamentos e deficiências. O interessado pode expor sempre o seu ponto de vista por escrito ou oralmente em contacto directo com o difensore civico, mesmo sem a assistência de um advogado ou de um perito. Na maior parte dos casos, os litígios a decidir dizem respeito a interesses que exorbitam da jurisdição cível, mas frequentemente trata-se de contestações relativas a direitos regulados pelo Código Civil, da competência da jurisdição comum. Nesta matéria, são de referir os casos de violação do direito de propriedade ou de obrigações contratuais, susceptíveis de defesa perante o tribunal comum.

4 Reconhece-se em geral que a actividade do difensore civico se destina a evitar e a reduzir a carga de trabalho decorrente dos processos introduzidos perante a autoridade judiciária comum e administrativa. Quanto aos julgados de paz, também eles são chamados a participar na tentativa de conciliação que, no dia a dia, se tornou uma das características essenciais das funções que lhes são atribuídas pelo legislador. De facto, o requerente ou o requerido podem solicitar ao tribunal que convoque as partes e tente a conciliação tanto antes como depois de iniciada a instrução. Trata-se respectivamente de conciliação em sede não contenciosa e endoprocessual. Se necessário, o tribunal pode renovar a tentativa também por sua iniciativa até ao momento em que é pronunciada a sentença. Para recorrer ao tribunal em primeira instância ou na fase de recurso, é necessário, pelo contrário, citar o requerido para comparecer numa das audiências fixadas para a primeira comparência das partes no início do ano judicial por decreto aprovado pelo presidente do Tribunal da Relação. O acto de citação deve conter uma série de indicações que a lei enumera exaustivamente: indicação do tribunal a que se tenciona recorrer; dados completos do requerente e do requerido com menção da residência, domicílio ou habitação das pessoas que os representam ou assistem; menção do objecto do pedido; exposição dos factos e dos elementos de direito que fundamentam o pedido ou o recurso; indicação específica dos meios de prova e dos documentos produzidos; nome e apelido do advogado e indicação do mandato que lhe foi conferido; indicação do dia de comparência na audiência. Além disso, os recursos devem ser interpostos, sob pena de inadmissibilidade, num prazo que corre a partir da notificação do acto que se tenciona impugnar, ou no prazo de um ano, se a parte vencedora não procedeu à notificação. Está prevista a assistência de um advogado sob pena de inadmissibilidade, quer o processo corra perante um juiz singular ou colectivo.

5 O recorrente deve inserir no seu processo a sentença impugnada. Seguidamente, o presidente designa o juiz instrutor e o secretário do tribunal inscreve o processo no registo. Os recursos introduzidos junto da corte di appello (tribunal de apelação) devem seguir os mesmos requisitos de forma. O recurso deve ser interposto na corte d appello que corresponde à sede do tribunal que proferiu a sentença. O recurso é apreciado por um colectivo de juízes, que também pode proceder a uma tentativa de conciliação, ordenando, quando necessário, a comparência pessoal das partes. Por último, o recurso à Corte di Cassazione (tribunal de cassação) deve ser sempre introduzido por uma pessoa assistida por um advogado e deve conter, sob pena de inadmissibilidade: a indicação das partes; a indicação da sentença ou da decisão impugnada; uma exposição sumária dos factos; os motivos pelos quais se requer a cassação com indicação da respectiva fundamentação jurídica; a indicação dos poderes da procuração, se conferida por acto separado, e, em caso de admissão ao apoio judiciário gratuito, do respectivo despacho; a escolha de domicílio em Roma para as notificações. Se não for escolhido qualquer domicílio, estas devem ser efectuadas junto da secretaria do Tribunal de Cassação. A constituição em juízo verifica-se, sob pena de inadmissibilidade, através da entrega do recurso na secretaria do tribunal no prazo de vinte dias a contar da última notificação às partes contra as quais é introduzido. Juntamente com o recurso devem ser entregues, sempre sob pena de inadmissibilidade, os actos acima indicados e um pedido à secretaria do Tribunal para constituir o processo. Estas formalidades pontuais incumbem igualmente à parte que pretende contestar e à parte que tenciona propor recurso a título de incidente. Apreensão de bens móveis e imóveis detidos pelo devedor ou por terceiros

6 Estes procedimentos são da competência do juiz singular do tribunal, ao qual, por conseguinte, se deve recorrer com a assistência de um advogado. Os mesmos devem ser precedidos da intimação para cumprir a obrigação decorrente de um título executivo, que atesta que lhe é devida uma quantia certa, líquida e exigível. O presidente do Tribunal nomeia o juiz competente em matéria de execução depois de o oficial de diligências ter apresentado o processo. O juiz competente em matéria de execução controla a tramitação do processo executivo e pode convocar as partes para as ouvir. Seguidamente, o mesmo adopta, por despacho, as decisões necessárias para que o processo se desenrole regularmente, nomeadamente quando é necessário substituir um montante em dinheiro pelos bens ou pelos créditos apreendidos, reduzir os bens penhorados ou dispor das adequadas medidas cautelares para a sua guarda, proceder à sua venda ou à sua atribuição. Em caso de litígio, o juiz instrui o processo e remete as partes para o tribunal colectivo para decisão. No caso de penhora de um bem do devedor na posse de terceiros, será sempre o juiz delegado a recolher a declaração do terceiro e a decidir por despacho, excepto se, em caso de diferendo, for da competência do tribunal colectivo decidir mediante acórdão depois de o juiz delegado ter procedido à respectiva instrução. Pode ser deduzida oposição contra as medidas do juiz delegado antes da execução da penhora: nesse caso a decisão compete ao julgado de paz se o litígio entrar no âmbito da sua competência ratione valoris. Caso já se tenha procedido à penhora, a oposição é apresentada ao tribunal constituído por um juiz singular. A possibilidade de o julgado de paz ser competente no processo executivo, que pertence regra geral a um juiz singular, constitui uma excepção especificamente prevista pelo legislador. Daí resulta que, nos dois casos, a decisão competirá ao julgado de paz, depois de ter procedido à instrução do processo, e ao tribunal colectivo, depois de o juiz delegado ter recolhido os necessários elementos de prova. Procedimentos sumários Trata-se de uma série de procedimentos de apreciação sumária, salvo recurso a uma apreciação geral que é da competência do tribunal colectivo em caso de contestação apresentadas por uma das partes.

7 Nalguns casos está prevista a intervenção do julgado de paz, naturalmente nos limites da sua competência ratione valoris, sendo consequentemente exigida a intervenção em tribunal com ou sem advogado em função do valor da causa. Pelo contrário, na maior parte dos casos, a questão deve ser apresentada a um juiz singular do Tribunal com o apoio de um advogado munido de uma procuração. Nomeadamente em caso de injunções de pagamento de montantes ou entrega de bens mobiliários, é competente ratione valoris o julgado de paz que decide também em matéria de contestações ou o juiz singular do tribunal que remete o litígio para o tribunal colectivo em caso de contestação. Por sua vez, no que diz respeito à validação de licenças e às acções de despejo por atraso de pagamento é necessário recorrer ao tribunal constituído por um juiz singular. As impugnações são remetidas ao tribunal colectivo que decide por acórdão. Por conseguinte, é sempre necessário o patrocínio de um advogado. Procedimentos cautelares Para arrestos, embargos de obra nova ou danos iminentes, pedidos de medidas de instrução preventivas e de medidas de urgência diferentes dos casos típicos expressamente previstos, é necessário recorrer ao tribunal constituído por um juiz singular se o pedido for apresentado antes do processo. Em caso de litispendência, o requerente deve, pelo contrário, recorrer ao juiz instrutor se este já tiver sido designado ou ao presidente do tribunal que procederá à nomeação. Em todos esses casos, é expressamente excluída a competência do julgado de paz, mesmo que tenha sido competente para o litígio. Processos de jurisdição voluntária Estão previstos sete processos distintos ligados a casos abrangidos pelo direito de família e a momentos especiais da vida das pessoas. Trata-se de processos breves, mas com interesse social relevante, que justificam a intervenção do Ministério Público, que pode também tomar a iniciativa de apresentar o requerimento introdutório. Os processos correm perante o tribunal que decide por sentença, por despacho ou por decisão fundamentada. O interessado pode, além disso, recorrer à justiça sem patrocínio de um advogado, desde que possua a capacidade negocial exigida pela natureza do litígio.

8 Por outro lado, nada exclui que o requerente se faça tecnicamente representar por um advogado munido de procuração especial ou por um notário que não necessita de procuração para a tarefa de que foi incumbido. Além disso, nalguns casos está prevista a comparência pessoal dos interessados para serem interrogados sobre os factos da sua vida e, igualmente, a possibilidade, recentemente concedida aos interessados, de se dirigirem também pessoalmente ao tribunal para solicitar a adopção de medidas urgentes para a protecção do património de menor ameaçado de abusos por parte de parentes próximos. Trata-se de situações impostas por exigências especiais que constituem uma derrogação à regra geral. Separação pessoal dos cônjuges Uma vez apresentado o requerimento ao tribunal, o presidente convoca os cônjuges para uma tentativa de conciliação, os quais devem comparecer pessoalmente sem o apoio de um advogado. Trata-se de uma exigência prática que derroga, a título excepcional, a regra geral da presença de um advogado. Em caso de desacordo, a homologação da separação é decidida em camera di consiglio com base no relatório do presidente, depois de um dos membros do tribunal colectivo competente para julgar ter procedido à devida instrução. Interdição e inabilitação Uma vez introduzido requerimento junto do tribunal, o presidente designa um juiz que procede à instrução, na sequência da qual o tribunal profere a sua sentença. Declaração de ausência e de morte presumida Após requerimento ao tribunal, o presidente convoca as partes interessadas que comparecerão pessoalmente, a título excepcional sem assistência de advogado, para serem interrogadas. Nesta sequência, um juiz delegado procede às investigações necessárias no final das quais o tribunal decide por sentença. Estão previstas formas de publicidade desta decisão. Medidas relativas a menores interditos e inabilitados

9 O tribunal competente decide em camera di consiglio por decisão fundamentada, depois de ter obtido o parecer do juiz tutelar. Relações patrimoniais entre cônjuges O presidente do tribunal competente convoca os interessados para que se apresentem perante ele ou perante um juiz designado, os quais, também nesse caso, devem comparecer pessoalmente. A decisão é adoptada em camera di consiglio por decisão não susceptível de recurso. Medidas de protecção contra abusos familiares Depois de o interessado, mesmo pessoalmente, ter apresentado o seu requerimento ao tribunal, o juiz delegado pelo presidente convoca as partes interessadas para que se apresentem perante ele e, feitas as devidas investigações, toma uma decisão fundamentada imediatamente executória, susceptível de reclamação junto do tribunal colectivo, que emite então uma decisão fundamentada não susceptível de recurso. Medidas do juiz competente em matéria de tutela Por último, também deve ser feita referência à possibilidade de qualquer cidadão se dirigir ao juiz competente em matéria de tutela e solicitar, mesmo verbalmente, medidas relativas à gestão de uma tutela. O juiz competente em matéria de tutela toma uma decisão susceptível de recurso para o tribunal que se pronuncia em camera di consiglio. Naturalmente, também o Ministério Público tem legitimidade para recorrer. Se o recorrente for um terceiro em relação ao processo, deverá invocar o seu direito por via contenciosa perante o juiz competente por razões de legitimidade.

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