ANEXO: OUTROS FATOS RELEVANTES

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1 ANEXO: OUTROS FATOS RELEVANTES Em atendimento à Decisão Normativa TCU no. 96 de 04/03/2009, especificamente quanto ao conteúdo expresso em seu Anexo II, letra A, item 16, cabe registrar as seguintes atividades: 1. Atividades relacionadas ao atendimento ao normativo sobre as transferências de recursos da União mediante convênios e contratos de repasse de recursos. Tendo em vista a publicação do Decreto no. 6170, de 25/07/2007, e da Portaria Interministerial do MP/MF/MCT nº 127, de 29/05/2008, que dispõem sobre as normas relativas às transferências de recursos da União mediante convênios e contratos de repasse de recursos, a Diretoria da FINEP aprovou a criação de um Grupo de Trabalho do Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (SICONV) - GT SICONV (Resolução de Diretoria nº 181 de 11/07/2008 e Portaria da Presidência nº 73 de 17/07/2008) para estudar o novo marco legal. Este grupo coordenado pela Área de Planejamento foi composto por representantes das seguintes áreas da Empresa: Diretoria de Desenvolvimento Científico e Tecnológico DRCT, Diretoria de Inovação DRIN, Área Jurídica - AJUR/ DRAF, Área Financeira e de Captação - AFC/DRAF, Área de Crédito - DAFP/ACRD/FDRAF, Área de Serviços Corporativos - DSIS/ASEC/DRAF, Área de Auditoria - AUDI/PRES, Gabinete da Presidência - DEPO/GAPR/PRES. Foi realizado, inicialmente, na FINEP, reunião com técnico especializado do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão - MPOG, com a finalidade de identificar e debater os principais impactos e mudanças na legislação vigente. As discussões dessa reunião geraram um documento oficial da FINEP àquele Ministério sobre questões conceituais fundamentais para a implementação de ações da empresa. Posteriormente foi promovido um treinamento dos membros do GT no MPOG em Brasília, sobre a legislação e conhecimento do funcionamento detalhado do sistema. Este treinamento demonstrou claramente que as funcionalidades do SICONV não substituiriam as ferramentas disponíveis no sistema informatizado da FINEP. Foi, complementarmente, realizado o cadastramento dos gestores de acesso ao SICONV. Um segundo treinamento, exclusivamente para os funcionários da FINEP, foi iniciado no final de 2008 e teve a participação de 88 técnicos da FINEP. O curso teve por objetivo capacitar um número maior de funcionários e conhecer os módulos do SICONV que haviam sido desenvolvidos até então. Este segundo treinamento evidenciou que seria preciso definir uma metodologia para migrar os dados do sistema de informações da FINEP para o SICONV para permitir a inserção de dados de forma ágil e com confiabilidade nas informações, face à complexidade dos projetos da Finep.

2 O andamento dos trabalhos GT até fins de 2008 mostrou que o SICONV ainda se constituía em sistema de difícil gerenciamento e que não dispunha de ferramentas adequadas para o processo de analise e acompanhamento técnico, jurídico e operacional para a FINEP. É preciso ressaltar que a FINEP dispõe de um sistema informatizado, de uso próprio, para a recepção, análise, contratação, liberação, acompanhamento e prestação de contas dos projetos apoiados pela agência, o que inclui convênios e termos de repasse. Para cumprir sua missão institucional a FINEP apóia projetos nas áreas de ciência, tecnologia e inovação, trabalho que requer especificidades operacionais. Para subsidiar o processo decisório a FINEP exige que os projetos apresentem, além das informações previstas no SICONV, detalhes quanto à equipe executora, metodologia de pesquisa, número e justificativa para bolsas. Com a publicação da Lei de Inovação, a parceria entre o setor produtivo e as instituições de ciência e tecnologia tem sido incentivada, resultando em convênios onde empresas privadas participam como interveniente co-financiadores, aportando recursos em benefício do projeto. Convênios com essas características também exigem definições sobre a forma de gestão da propriedade intelectual e confidencialidade das informações. O principal desafio é registrar as informações no SICONV considerando esse contexto operacional, especialmente quanto à manutenção das informações necessárias ao processo de análise e acompanhamento de projetos. A elevada demanda de projetos é um dos pontos críticos para a gestão da carteira de convênios. A FINEP recebe uma demanda na faixa de a projetos por ano, em diferentes modalidades de apoio. Das propostas aprovadas, cerca de 800 convênios e termos de repasse são firmados em cada ano. Uma vez que os convênios têm prazos de vigência superiores a 12 meses, a carteira de convênios e termos de repasse ativa é de cerca de operações. Como implantado, o SICONV para ser operacionalizado pela FINEP requer inserção manual de dados, uma vez que ainda não existe ferramenta de migração de dados entre os sistemas. Este problema é típico das instituições que operam grande numero de convênios como é o caso da FINEP, Fundo Nacional da Educação - FNDE/MEC, Fundo Nacional de Saúde - FNS/MS, dentre outros. Complementarmente, vale citar a edição da Portaria Interministerial MP/MF/CGU nº 342, DE 5 de novembro de 2008, que em seu artigo 2º especificou: Não se aplicam as exigências desta Portaria [ ]IV - às transferências a que se referem: a)a Lei nº , de 2 de dezembro de 2004 [ ], gerou uma excepcionalidade para os projetos relacionados a Lei de Inovação. Este fato demonstra que a plena aplicação da regulamentação na FINEP dependerá ainda de estudos mais aprofundados.

3 Espera-se que até meados de 2009 já se tenha uma ferramenta adequada para a migração automática de dados para a plena operacionalização do SICONV. Serão necessários testes de migração com estudo, em paralelo, da confiabilidade entre o sistema FINEP e SICONV. 2. Atividades relacionadas à adequação da FINEP aos normativos e procedimentos de instituição financeira. Enquanto a FINEP aguarda que os órgãos específicos de controle forneçam à FINEP as orientações necessárias para uma efetiva transformação da Empresa para instituição financeira, algumas ações foram desenvolvidas. Em julho de 2008, foi realizada reunião entre representantes do Banco Central - BACEN, MCT e FINEP para informar sobre a proposta de reconhecimento da FINEP como instituição financeira. Como o processo de reconhecimento depende de decisão do Conselho Monetário Nacional, foi estabelecido que, previamente a essa decisão, seriam definidas as medidas administrativas e financeiras que garantissem o pleno funcionamento da FINEP no cumprimento de sua missão institucional e o atendimento às exigências normativas relativas às instituições financeiras. Para isto, no segundo semestre de 2008, foram realizados diversas encontros e reuniões técnicas com a equipe do BACEN e da Secretaria Executiva do MCT e Secretaria do Tesouro Nacional - STN do Ministério da Fazenda, que contaram também com a participação de representantes do MCT. Em paralelo, a FINEP promoveu um processo de capacitação de analistas de diversas áreas da empresa, criou um grupo específico para examinar o assunto, no âmbito do desenvolvimento do Plano de Gestão Estratégica PGE, e realizou simulações para estimar o capital exigido para se adequar aos limites operacionais estabelecidos pelas normas prudenciais em vigor, bem como para definir o prazo necessário para implantação de sistemas, alteração de procedimentos, normativos internos e estrutura organizacional, necessários ao cumprimento das normas do BACEN. A FINEP elaborou relatório, no qual avalia o impacto do processo de enquadramento e indica medidas e prazos para adequação aos seus novos normativos, que deverão constar do processo a ser apreciado pelo Conselho Monetário Nacional - CMN, o qual se encontra em avaliação pela equipe do Ministério da Fazenda.

4 No âmbito das discussões das questões cruciais para a transformação da FINEP em instituição financeira, a capitalização da FINEP se coloca como essencial, o que tem requerido constante atenção da Diretoria da FINEP. Complementarmente, em atendimento ao Quadro II.A.2 da Decisão Normativa acima mencionada, os valores da execução dos Restos a Pagar dos três últimos exercícios podem ser observados na tabela que se segue. Tabela Restos a Pagar dos 3 últimos exercícios Inscrição de Restos Redução RP Processados 176,4 174,3 164,3 10,0 RP Não Processados 157,5 410,7 370,6 40,0 RP por Descentralização 108,6 53,1 54,8 (1,7) TOTAL 442,5 638,1 589,8 48,3 Por fim, em atendimento ao item 18 do Quadro B da já citada Decisão Normativa, no qual solicita informações sobre as ações de fiscalização empreendidas no exercício com base no disposto no art. 25 da Lei Complementar nº 108/2001, demonstrando o tipo de fiscalização efetuada, a data em que ocorreu, as principais constatações e as providências adotadas para sanar as irregularidades verificadas, informamos o que segue. A Financiadora de Estudos e projetos FINEP é uma das patrocinadoras da FIPECq Fundação de Previdência Privada dos empregados da FINEP, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA e, sendo a detentora de maior patrimônio, exerce o direito de indicar um representante no Conselho Fiscal e um no Conselho de Administração, tendo também, por acordo entre as patrocinadoras, indicado um funcionário para a presidência da instituição. Portanto, a fiscalização exercida pela FINEP é constante através dos seus representantes. Em virtude dessa composição da entidade de previdência privada em questão, não houve necessidade de solicitar fiscalização específica no exercício de 2008.

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