LEI Nº 1312/2014 De 26 de agosto de 2014.

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1 LEI Nº 1312/2014 De 26 de agosto de Dispõe sobre o Licenciamento Ambiental Municipal de empreendimentos Minerários destinados a extração de areia, cascalho e argila (Minerais Classe II), Regulamenta o funcionamento das empresas do Limite do Município e da outras providências A Câmara Municipal de Piranguinho MG, no uso das atribuições legais, conferida pelas Constituições da República, Estado de Minas Gerais, Lei Orgânica do Município conforme Artigo 41 e seus incisos. O Povo do Município de Piranguinho, por seus representantes, aprovou, e eu, Prefeito Municipal, sanciono a seguinte Lei: Art. 1º- Fica o interessado na extração de minerais de classe II devidamente obrigado a cumprir os seguintes itens: I - Preenchimento de Ficha Cadastral de Firmas Mineradoras: (serve como requerimento); II - Apresentação de cópia do contrato existente entre o proprietário e o Minerador; III - Cada interessado deverá obter alvará municipal para fins de Mineração para cada porto e processo específico. IV Apresentação da situação regularizada junto ao DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral). Art. 2º - Concedido o alvará, será permitido somente 02 (dois) pontos de escoamento de areia por condutores desde que autorizados pelos órgãos responsáveis, caracterizado pelo 1

2 cano que conduz a areia até as caixas tipo silos ou barragens, os quais também servirão como depósito com as seguintes características: I - A distância entre os pontos não poderá ser inferior a 200 (duzentos) metros; II - Os condutores de areia deverão estar no mínimo a 50 (cinqüenta) metros das margens do rio; consequentemente, o depósito terá início após estes 50 (cinquenta) metros; III - Para o retorno d água ao leito do rio, esta deverá passar primeiramente por um fosso (que funcionará como uma caixa de sedimentação), sendo que o retorno final da água deverá ocorrer através de tubulação caindo fora das margens ou dos barrancos do rio; IV - Em hipótese nenhuma o depósito poderá ser instalado, onde haja mata nativa ou em regeneração; V - O depósito do material não poderá exceder em sua largura o limite documentado para a montagem do porto; VI - O depósito, manutenção e demais equipamentos deverão estar dentro da faixa permitida e documentada; pátio de areia e de manutenção; Art. 3º - Fica terminantemente proibida a montagem de portos de areia com distância inferior a (mil e quinhentos) metros de distância entre os mesmos, distância esta aferida pela calha do rio, válido para a instalação de novos empreendimentos, sendo que a distancia entre os portos de areia são bidirecionais (acima e abaixo dos portos existentes); iniciandose o marco no ponto de acesso do porto ao rio. Fica também estabelecido o limite mínimo de 200 metros, aferidos dentro da calha do rio para operação de dragas próximas à pontes, viadutos e passarelas dentro do Município. A aferição da distância dos portos não intervirá na titularidade do direito minerário. único - Esta lei aplica-se a todos os novos empreendimentos a partir da data de sua publicação, e nos casos de empresas já em funcionamento, em com licenças, declarações ou permissões emitidas antes desta data, fica válida a data da 2

3 publicação do licenciamento, guia de utilização ou portaria de lavra em nome do titular, ou em nome do locatário do direito minerário no D.O.U (Diário Oficial da União), juntamente com o protocolo do Projeto na SUPRAM ou IEF, cuja a data limite sendo a do protocolo, assim os interessados na extração de minerais classe II, serão obrigados a cumprir os seguintes itens: Regra de transição: I - Ainda que o interessado tenha a licença municipal com data anterior à publicação desta lei, ela só terá validade se a publicação do direito for anterior à data da publicação da lei, pois, do contrário, se estiver em regime de requerimento de pesquisa, e sem relatório final de pesquisa aprovado, não terá validade, submetendo-se aos efeitos desta lei; II - Os portos de areia já estabelecidos ou que já funcionaram, desde que estejam em dia com as documentações, prevalecerão nos locais; III - Os portos de areia já existentes e devidamente regulamentados não sofrerão sanções no que se refere à limitação de distância, porém, deverão sempre seguir e obedecer as normas vigentes, federais, estaduais e municipais já existentes; IV - Para o pleno exercício das fiscalizações, o Órgão Ambiental Municipal, através do CODEMA, poderá fazer uso da força policial para dar suporte às investigações; V - Compete ao Órgão Ambiental Municipal, através do CODEMA, a fiscalização das atividades potencialmente degradadoras do Meio Ambiente e Recursos Ambientais Hídricos, em cumprimento das normas, padrões e procedimentos contidos nesta Lei Municipal e nas demais normas reguladoras de proteção do Meio Ambiente e ecossistema; 3

4 VI - No exercício da ação fiscalizadora e do cumprimento desta Lei, fica assegurado aos Servidores Municipais membros do Órgão Ambiental do Município, CODEMA e técnicos indicados pelo Município devidamente constituídos e credenciados, a entrada, a qualquer dia ou hora, e a permanência pelo tempo que for necessário, nas dependências dos empreendimentos instalados ou em vias de instalação no Município, para fiscalização das ações, dos equipamentos e ainda, para verificar eventuais denúncias de degradação ambiental; VII - O CODEMA detém os direitos e deveres, porém caso não possua estrutura técnica entre seu corpo de trabalho, encaminhará os procedimentos e solicitará o auxilio dos órgãos ambientais. Nas denúncias recebidas o CODEMA poderá fornecer um protocolo e encaminhar a denúncia para órgãos ambientais de auxilio, como policia ambiental, IEF. VIII - Para a vistoria técnica, fica válida a vistoria feita pelo órgão emissor das autorizações, como a DAIA (documento autorizativo de intervenção ambiental) e AAF ( autorização ambiental de funcionamento), cabendo aos empreendedores, a entrega da cópia ao CODEMA, respeitando o regimento desta lei. IX - O CODEMA não possui corpo técnico para fiscalizar e aferir as distancias exigidas nesta lei, sendo de responsabilidade do empreendedor, a contratação de técnicos especializado para a confecção de um laudo, assinado por ele informando equipamentos usados e ART do próprio, e entregue ao CODEMA dentro das especificações exigidas nesta lei, ficando em livre acesso para eventuais vistorias e aferições em caso de pedidos feitos em forma de ofício para eventuais duvidas. Assim obtendo-se o alvará emitido pelo CODEMA. Art. 4º - O Município de Piranguinho / MG, por seu Órgão Ambiental (CODEMA), tendo tomado conhecimento de supostas ações irregulares, encaminhará NOTIFICAÇÃO 4

5 ADMINISTRATIVA ao empreendedor, para, no prazo de 05 (cinco) dias, prestar os esclarecimentos necessários. Art. 5º - Fica o Órgão Municipal Ambiental (CODEMA) responsável em receber e encaminhar denúncias aos órgãos responsáveis, fazendo-se cumprir penalizações e infrações de acordo com as sanções abaixo descritas: I Suspensão imediata das atividades, com apreensão de máquinas e equipamentos encontrados no local; II Cassação de alvará municipal e licença concedida; III Ocorrendo reincidência nas ações infratoras, poderão ser Declarados inidôneos, e não poderão operar com esta atividade dentro do Município por um período de 01 (um) a 5 (cinco) anos. III A - As penalidades previstas nesta Lei, não eximem os infratores das demais penalidades, previstas nas esferas estaduais e federais. III B - A aplicação das penalidades referidas neste artigo será executada pelo Órgão Municipal Ambiental CODEMA. III C - Aquele que provocar impacto ambiental, degradar ou poluir o Meio Ambiente e os Recursos Ambientais, fica obrigado à sua recuperação ou reabilitação, conforme exigência do Órgão Ambiental Municipal, independentemente da aplicação de outras sanções. Art. 6º - O CODEMA emitirá alvarás que serão concedidos e obrigatórios aos portos de areia mediante a apresentação prévia e obrigatória dos documentos citados abaixo: único O CODEMA emitirá formulário contendo o CHECK LIST aos interessados em empreendimentos minerários. I- O CODEMA continuará responsável pela emissão de ofícios e autorizações específicas para fins de obtenção da DAIA (Declaração Autorizativa de Intervenção 5

6 Ambiental) e da AAF (Autorização Ambiental de Funcionamento), após prévia vistoria e aferição da distancia e localização do novo empreendimento; II - Titulo Minerário: Processo Minerário em nome do requerente e ou cntrato e arrendamento de titulo minerário averbado junto ao DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), estando em faz de licenciamento, portaria de lavra ou guia de utilização publicada no DOU (Diário Oficial da União). III - DAIA (Declaração Autorizativa de Intervenção Ambiental): emitida pelo órgão responsável e dentro do prazo de validade, juntamente com o documento do imóvel onde será aferida a localidade; IV - AAF (Autorização Ambiental de Funcionamento): emitida pelo órgão responsável e dentro do prazo de validade; Art. 7º - Todos os portos já em funcionamento e devidamente documentados, terão o prazo de 10 dias úteis para apresentar as documentações acima, obtendo o ALVARÁ emitido pelo CODEMA, sujeitando-se, após o prazo, aos procedimentos de fiscalização do CODEMA; Art. 8º - O Alvará do CODEMA será concedido por um período de 03 (três) anos, a contar da data de emissão da AAF (Autorização Ambiental de Funcionamento), com a concessão de Mineração de até (dois mil e quinhentos) metros cúbicos por mês. Art. 9º - Será emitido ofício para a Prefeitura Municipal e para o CODEMA, solicitando listagem das autorizações concedidas às empresa existentes até a data da leitura do referido Projeto, e suspensão da emissão de autorização e de licença às empresas Mineradoras até que seja publicada essa Lei. Art. 10º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Piranguinho, 26 de agosto de

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