CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA. Bruxelas, 3 de Dezembro de 2008 (11.12) (OR. fr) 16775/08 RECH 411 COMPET 551

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1 CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA Bruxelas, 3 de Dezembro de 2008 (11.12) (OR. fr) 16775/08 RECH 411 COMPET 551 RESULTADOS DOS TRABALHOS de: Conselho (Competitividade) de 1-2 de Dezembro de 2008 n.º doc. ant.: 16014/08 RECH 380 COMPET 503 Assunto: Conclusões do Conselho sobre a programação conjunta da investigação na Europa em resposta aos grandes desafios societais Junto se enviam, à atenção das delegações, as Conclusões do Conselho relativas à programação conjunta da investigação na Europa em resposta aos grandes desafios societais, aprovadas pelo Conselho (Competitividade) na sessão de 2 de Dezembro de /08 VLC/ip 1 DG C II PT

2 ANEXO CONCLUSÕES DO CONSELHO RELATIVAS À PROGRAMAÇÃO CONJUNTA DA INVESTIGAÇÃO NA EUROPA EM RESPOSTA AOS GRANDES DESAFIOS SOCIETAIS O CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA, RECORDANDO a sua resolução sobre o CREST (28 de Setembro de 1995) 1 que mandata esse Comité para proceder, nomeadamente, à promoção da "coordenação pela Comunidade e pelos Estados- -Membros da sua acção em matéria de IDT, a fim de assegurar a coerência recíproca das políticas nacionais e da política comunitária"; as suas resoluções sobre a criação de um Espaço Europeu da Investigação e da Inovação (15 de Junho de 2000) 2 e sobre a realização do Espaço Europeu de Investigação e de Inovação: orientações para as acções da União em matéria de investigação (2002/2006) (16 de Novembro de 2000) 3 ; as suas conclusões sobre os progressos realizados no desenvolvimento do Espaço Europeu da Investigação (EEI) e as acções a empreender para lhe imprimir nova dinâmica (26 de Novembro de 2002) 4 ; o Livro Verde da Comissão intitulado "O Espaço Europeu da Investigação: novas perspectivas" 5 ; as suas conclusões sobre o futuro da ciência e da tecnologia na Europa (23 de Novembro de 2007) 6 ; as suas conclusões relativas à comunicação da Comissão intitulada "Plano Estratégico Europeu para as Tecnologias Energéticas (Plano SET) Para um futuro com baixas emissões de carbono" 7 (28 de Fevereiro de 2008); JO C 264 de , p. 4. Doc. 9026/00. Doc /08. Doc /02. Doc. 8322/07. Doc /07. Doc. 6326/1/08 REV /08 VLC/ip 2

3 as suas conclusões sobre o lançamento do "Processo de Liubliana rumo à plena realização do Espaço Europeu da Investigação" (30 de Maio de 2008) 8 ; as suas conclusões relativas a um empenhamento comum dos Estados-Membros contra as doenças neurodegenerativas, em especial a doença de Alzheimer (26 de Setembro de 2008) 9 ; o seu documento sobre as questões-chave para 2008 Contributo do Conselho (Competitividade) para o Conselho Europeu da Primavera (15 de Fevereiro de 2008) 10, em que incitava os Estados-Membros e a Comissão a continuarem a desenvolver iniciativas para uma programação conjunta da investigação nos domínios em que tal se afigure oportuno, permitindo uma abordagem mais bem estruturada para o lançamento de novos programas conjuntos e de convites comuns à apresentação de projectos; as conclusões do Conselho Europeu de 13 e 14 de Março de 2008, que lançaram o novo ciclo da Estratégia de Lisboa renovada para o Crescimento e o Emprego ( ) e confirmaram que, para explorar plenamente o potencial de inovação e de criatividade dos cidadãos europeus, deve ser dada uma atenção especial a novas iniciativas no sentido de uma programação conjunta da investigação; 1. RECONHECE que, no contexto da mundialização e da intensificação da concorrência global, a Europa tomou consciência de que existem grandes desafios societais comuns que nenhum Estado-Membro tem capacidade para resolver isoladamente. Com efeito, a título de exemplo, certas questões ligadas às alterações climáticas, ao envelhecimento da população, ao aprovisionamento em água, energético ou alimentar, à finança bancária e à segurança 11 são hoje de uma tal magnitude que a Europa deve elaborar uma resposta mais forte, mais bem coordenada, mais coerente e mais global a esses desafios; Doc /08. Doc /08. Doc. 6933/08. Esta lista não prejudica os temas de programação conjunta escolhidos posteriormente /08 VLC/ip 3

4 2. RECORDA a importância do volume dos recursos públicos consagrados à investigação e à inovação nos diferentes Estados-Membros, inclusivamente ao nível regional, e SUBLINHA a necessidade e o potencial, tanto no plano científico como no plano financeiro ou em matéria de recursos humanos, de uma cooperação reforçada entre Estados-Membros, através do lançamento de iniciativas comuns destinadas a responder aos grandes desafios societais, a fim de reforçar a capacidade da Europa para transformar os resultados da sua investigação em benefícios tangíveis para a sua sociedade e para a competitividade global da sua economia; 3. SUBLINHA o importante papel dos instrumentos comunitários do âmbito do Programa- -Quadro de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico (PQIDT), tais como o ERA-Net, o ERA-Net+ e as iniciativas a título do artigo 169.º, na mobilização dos recursos científicos e financeiros dos Estados-Membros para a implementação de iniciativas de I&D de interesse comum, e INCENTIVA a prossecução do recurso a esses instrumentos no contexto das respostas comuns a desenvolver para fazer frente aos grandes desafios societais; 4. RECONHECE igualmente a importância das actividades em curso com vista à coordenação de programas conduzidos por agências nacionais e organizações de investigação em diversos Estados-Membros, inclusivamente ao nível regional, por organizações internacionais, bem como através de iniciativas transfronteiras e intergovernamentais neste domínio (EUREKA, COST), e ENCORAJA a sua prossecução; 5. RECONHECE que, em complemento dos instrumentos regionais, nacionais, intergovernamentais e comunitários que já hoje existem para congregar ou coordenar os esforços nacionais em matéria de I&D, se faz sentir cada vez mais a necessidade de uma nova abordagem mais estratégica. Essa abordagem deverá assentar na identificação conjunta das questões societais de interesse comum e num empenho político reforçado dos Estados- -Membros em lhes dar respostas comuns ou concertadas, a fim de aumentar a eficiência e a eficácia do financiamento público da I&D na Europa; 16775/08 VLC/ip 4

5 6. Neste contexto, SAÚDA o conceito e os objectivos da programação conjunta tal como são formulados na comunicação da Comissão "Para uma programação conjunta em investigação: Trabalhar em conjunto para enfrentar mais eficazmente os desafios comuns", que apela ao lançamento de um processo conduzido pelos Estados-Membros para intensificarem a sua cooperação no domínio da I&D a fim de fazer frente aos grandes desafios societais à escala pan-europeia ou à escala mundial, em que a investigação pública desempenha um papel essencial; 7. SUBLINHA que, embora reconhecendo plenamente a competência dos Etados-Membros e das regiões em matéria de opções políticas na área da investigação e da inovação e na afectação dos recursos correspondentes, a participação dos Estados-Membros e dos países associados ao PQ na programação conjunta deverá ser levada a cabo numa base voluntária e de acordo com os princípios da geometria variável e do acesso aberto; a participação na programação conjunta deverá basear-se também na excelência científica e na plena utilização do potencial de investigação dos seus membros; 8. INCENTIVA os Estados-Membros a analisarem, com o apoio da Comissão, qual a melhor forma de dar resposta às questões a seguir indicadas, durante o desenvolvimento e a implementação da programação conjunta: abordagem coerente em matéria de procedimentos para a análise pelos pares; abordagem coerente para as actividades prospectivas e para a avaliação dos programas conjuntos; abordagem coerente do financiamento da investigação transfronteiras pelas autoridades nacionais ou regionais; 16775/08 VLC/ip 5

6 medidas eficazes para garantir a difusão e utilização optimizadas dos resultados da investigação, nomeadamente através de práticas comuns de protecção, gestão e partilha dos direitos de propriedade intelectual; implicação de diversas comunidades científicas e, quando pertinente, de comunidades industriais; 9. CONSIDERA que os seguintes critérios deverão contribuir para a identificação dos temas de programação conjunta: existência de um empenho suficiente e efectivo por parte dos Etados-Membros em causa; o tema diz respeito a um desafio europeu ou global e está suficientemente centrado em objectivos claros e realistas, susceptíveis de serem fixados e de serem objecto de acompanhamento; o tema apresenta uma clara mais-valia em relação ao conjunto das investigações actualmente financiadas por fundos públicos nacionais e comunitários, tanto em termos de economia de escala como de melhor cobertura temática; foram associados à definição do tema os intervenientes pertinentes, quer sejam regionais, nacionais ou europeus, incluindo, sempre que oportuno, o sector privado a par das comunidades científicas e das agências de financiamento; uma abordagem através da programação conjunta tem potencial para transformar os resultados de uma investigação pública de qualidade em benefícios para os cidadãos europeus e para a competitividade europeia, bem como para aumentar a eficácia e o impacto do financiamento público da I&D mobilizando as iniciativas públicas essenciais do domínio em causa; 16775/08 VLC/ip 6

7 10. SOLICITA aos Estados-Membros que colaborem, no âmbito de uma formação específica do CREST (a seguir denominada "Grupo de alto nível para a programação conjunta" ou GPC) na identificação, em conformidade com o mandato em Anexo, dos temas de programação conjunta seleccionados na sequência de uma ampla consulta pública das diferentes comunidades científicas regionais, nacionais e europeias, bem como, quando pertinente, do sector privado. Tendo em conta as condições-quadro definidas no ponto 8, todas as propostas de temas apresentadas ao GPC por um ou mais dos seus membros deverão incluir sugestões preliminares sobre as perspectivas comuns, a governação e a implementação das iniciativas de programação conjunta. O GPC deverá avaliar cada tema proposto para a programação conjunta com base nos critérios definidos no ponto SOLICITA ao GPC que identifique e fundamente, em tempo útil, uma primeira lista com um número restrito de temas de programação conjunta; e CONVIDA a Comissão, no âmbito das suas competências, a apresentar uma proposta de recomendação do Conselho com vista a preparar o lançamento de iniciativas de programação conjunta que correspondam aos temas identificados pelo GPC, bem como o ponto da situação da investigação no domínio de cada um desses temas, de modo a que o Conselho possa aprovar as iniciativas de programação conjunta o mas tardar até 2010; 12. SUBLINHA que a programação conjunta é um processo levado a cabo pelos Estados- -Membros e que o papel da Comissão é facilitar o processo de identificação e dar apoio sempre que necessário; 13. Neste contexto, PÕE A TÓNICA na necessidade de analisar a pertinência e o potencial dos instrumentos regionais, nacionais, comunitários e intergovernamentais existentes para fazer frente aos desafios societais identificados, e CONVIDA a Comissão a proceder a esse exame em estreita consulta com os outros intervenientes, e a apresentar sugestões sobre os instrumentos mais adequados para enfrentar esses desafios; 16775/08 VLC/ip 7

8 14. CONSIDERA necessário lançar o mais rapidamente possível uma iniciativa-piloto de programação conjunta consagrada à luta contra as doenças neurodegenerativas, com especial destaque para a doença de Alzheimer, e CONVIDA a Comissão a apresentar uma proposta de recomendação do Conselho com vista a preparar o lançamento dessa iniciativa-piloto logo que possível, em CONSIDERA que todos os procedimentos relativos à programação conjunta da investigação à escala europeia deverão ser analisados no âmbito da abordagem geral de optimização da governação do Espaço Europeu da Investigação prevista no Processo de Liubliana. 16. CONVIDA o CREST a apresentar de dois em dois anos ao Conselho, no contexto das presentes conclusões, um relatório sobre a programação conjunta; o primeiro relatório deverá ser apresentado em /08 VLC/ip 8

9 ANEXO AO ANEXO Mandato do Grupo de alto nível para a programação conjunta (GPC) 1. O GPC: a) é uma configuração especializada do CREST que reúne representantes de alto nível dos Estados-Membros e da Comissão, e, eventualmente, dos países associados; b) é presidido pelo representante da Presidência do Conselho em exercício; c) é incumbido de identificar, de acordo com um procedimento contínuo, os temas de programação conjunta seleccionados na sequência de uma ampla consulta das diferentes comunidades científicas regionais, nacionais e europeias, bem como, eventualmente, das outras partes interessadas, públicas e privadas, referidas no ponto 10; d) neste contexto, é incumbido de avaliar todas as propostas que lhe forem apresentadas com base nos critérios enunciados no ponto 9; e) contribui para a preparação dos debates e das decisões do Conselho (Competitividade) sobre programação conjunta, dentro dos limites do mandato do CREST e sem prejuízo das responsabilidades do Comité de Representantes Permanentes; f) dá início à análise das questões referidas no ponto A Comissão apoia, no âmbito das suas competências, os trabalhos do GPC; 3. Os Estados-Membros designam, até ao final de Janeiro de 2009, os seus representantes nas reuniões do GPC /08 VLC/ip 9 ANEXO AO

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