Análise da relação entre W e % de Proteína em Quartzo

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1 Análise da relação entre W e % de Proteína em Quartzo Baseado em dados de Ulfried Arns, Bom Jesus,RS Lorenzo Mattioni Viecili Gerente Comercial Biotrigo Genética Ltda.

2 Introdução Os dados a seguir, são referentes ao ensaio realizado pelo produtor Ulfried Arns de Bom Jesus RS. Ele testou na cultivar Quartzo, à aplicação de Nitrogênio (N) em diferentes doses e diferentes estádios da cultura. Cada cultivar tem seu potencial genético, que irá expressar-se de acordo com o manejo utilizado pelo produtor e as condições climáticas. Nos slides a seguir, podemos ver claramente como o manejo de N em cobertura, define a qualidade industrial do Quartzo.

3 Revisão sobre relação proteína (%) Proteínas e Amido e W (força de glúten) As proteínas são compostos ricos em N e necessitam disponibilidade deste elemento para serem sintetizadas; O amido é um composto que não possui N em sua cadeia, portanto, na falta de N a planta diminui a síntese de proteínas no grão e aumenta a síntese da amido, gerando grãos de baixa concentração de proteína; A disponibilidade de N justamente antes do enchimento dos grãos, permite que maiores quantidades de proteínas sejam sintetizadas.

4 Revisão: continuação Força de Glúten (W) Durante o processo de panificação, a farinha do trigo forma uma massa viscoelástica capaz de reter o gás produzido durante a fermentação. As proteínas (as formadoras do glúten: gluteninas e gliadinas, são as responsáveis por esta característica própria do trigo; As quantidades destas proteínas no trigo são fatores determinantes para a qualidade da rede formada no processo de panificação (glúten); O Glúten é formado com: farinha de trigo + água + ação mecânica.

5 Resultados Tabela 01 Relação entre W e % de Proteína à aplicação de Nitrogênio em diferentes doses e diferentes estádios da cultivar Quartzo. Tratamentos Cultivar Tratamento Proteína (%) W Produção 9 QUARTZO kg Uréia DA + ET 12, QUARTZO kg Uréia DA + ET 12, QUARTZO kg Uréia - V3 + ET 12, QUARTZO kg Uréia - DA + PN 12, QUARTZO kg Uréia DA + ET + FLOR 13, QUARTZO kg Uréia DA + EMBO 13, QUARTZO 250 kg Uréia Espigueta Terminal (ET) 12, QUARTZO 250 kg Uréia Duplo Anel (DA) 11, QUARTZO 250 kg Uréia Primeiro Nó Visível (PN) 13, QUARTZO kg Uréia DA + FLOR 13, QUARTZO 150 kg Uréia DA 11, QUARTZO 250 kg Uréia Emborrachamento (EMBO) 15, QUARTZO ZERO Uréia 11,

6 W Resultados Gráfico 01 Relação entre W e % de Proteína à aplicação de Nitrogênio em diferentes doses e diferentes estádios da cultura W/Proteína % 11,00 12,00 13,00 14,00 15,00 16,00 Proteína (%) A correlação de W/Proteína (%) é de 0,907, demonstrada no gráfico ao lado, conclui-se que os dois fatores tem 90% de correlação, ou seja, quanto maior o W, maior vai ser a % de proteína presente no grão e vise-versa.

7 Discussão O que aprendemos com estes dados? Estes resultados preliminares indicam que existem muitas formas de manejar qualidade industrial no campo; O essencial é garantir uma adequada disponibilidade de N nos tecidos durante o ciclo da planta de forma a buscar um balanço entre custo, rendimento e qualidade. Se aplicamos todo N cedo, garantimos que os componentes que formam o rendimento (número de espigas e número de grãos por espigas) sejam favorecidos mas podemos comprometer peso de mil grãos e, principalmente, qualidade de panificação pela falta de N no enchimento de grãos. Se aplicamos o N muito tarde (só na floração), garantimos qualidade mas perdemos rendimento pois componentes de rendimentos foram definidos sob deficiência de N.

8 Discussão É normal a utilização de apenas uma aplicação de N em cobertura, mas o dados nos mostram que, se dividirmos a dose de N em cobertura em duas ou três aplicações (que vai depender do clima e ambiente), vamos obter mais qualidade do trigo, maior % de proteína e maior W (força de glúten), sem comprometer rendimento; Quartzo tem grande potencial de rendimento e de qualidade, só nos basta saber equalizar estes dois fatores, para obter ao mesmo tempo o rendimento e a qualidade que buscamos.

9 Conclusões A variação em força de glúten em uma mesma cultivar é em grande parte explicada pelo nível de proteína no grão e este, depende muito do manejo de N. Com uma aplicação de N em cobertura é muito difícil conciliar rendimento e qualidade; Com duas aplicações de N em cobertura, é bem mais fácil conseguir boa qualidade e ótimo rendimento; Com três aplicações de N em cobertura, é difícil de errar!

10 Agradecimento: Gostaríamos de agradecer e parabenizar o Sr. Ulfried Arns e família pela visão, pela iniciativa, pela qualidade do trabalho e, acima de tudo, pela grandeza de disponibilizar estes dados a Biotrigo e a outros triticultores em diversas palestra onde esteve. Nós da Biotrigo simplesmente providenciamos análises adicionais e analisamos mais profundamente.

11 Dados Adicionais

12 Tabela 02 Média de rendimento, PH e PMS do Quartzo com manejo de N. Tratamentos Proteína (%) W Produção PH PMS 9 QUARTZO kg Uréia DA + ET 12, ,30 30,25 5 QUARTZO kg Uréia DA + ET 12, ,35 30,37 10 QUARTZO kg Uréia - V3 + ET 12, ,70 30,00 6 QUARTZO kg Uréia - DA + PN 12, ,50 31,75 11 QUARTZO kg Uréia DA + ET + FLOR 13, ,55 30,75 7 QUARTZO kg Uréia DA + EMBO 13, ,00 29,50 2 QUARTZO 250 kg Uréia Espigueta Terminal (ET) 12, ,20 30,50 1 QUARTZO 250 kg Uréia Duplo Anel (DA) 11, ,20 31,25 3 QUARTZO 250 kg Uréia Primeiro Nó Visível (PN) 13, ,60 32,75 8 QUARTZO kg Uréia DA + FLOR 13, ,40 33,50 12 QUARTZO 150 kg Uréia DA 11, ,60 30,25 4 QUARTZO 250 kg Uréia Emborrachamento (EMBO) 15, ,50 32,00 13 QUARTZO ZERO Uréia 11, ,40 30,50 Analisamos também o PH e PMS dos tratamentos. Vimos que também houve influência da % de proteína sobre PH e PMS, mas não de forma tão clara. Isto indica que há outros fatores importantes que também influenciaram PH e PMS.

13 PH Gráfico 02 Relação entre Proteína e PH à aplicação de Nitrogênio em diferentes doses e diferentes estádios da cultura , , , ,5 Proteína (%)/PH 78,7 78,5 78,55 78, ,6 77,2 77,2 76,4 79,4 77,6 78,5 A correlação de % de Proteína/PH no grão é de 0,507. Podemos observar visualmente no gráfico que os pontos não estão bem ajustados a linha de regressão indicando que não há uma relação forte entre % de proteína e PH, e que outros fatores importantes influenciaram o PH Proteína (%)

14 PMS Gráfico 03 Relação entre Proteína e PMS à aplicação de Nitrogênio em diferentes doses e diferentes estádios da cultura , , , , ,5 29 Proteína (%)/PMS 33,5 32, ,75 31,25 30,75 30,5 30,5 30,37 30,25 30, ,5 11,5 12,5 13,5 14,5 15,5 Proteína (%) A correlação de % de Proteína/PMS no grão é de 0,568. Podemos observar visualmente no gráfico que os pontos não estão bem ajustados a linha de regressão indicando que não há uma relação forte entre % de proteína e PMS, e que outros fatores importantes influenciaram o PMS.

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