O Livro de Jó. Introdução 1

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "O Livro de Jó. Introdução 1"

Transcrição

1 1 Introdução 1 O título do livro traz o nome do seu protagonista, que é apresentado como um sábio justo, que não é hebreu, mas habitante de um país denominado Hus (cf. Jó 1,1; Gn 10,23; 22,21; 36,28). É difícil encontrar uma tradução para o nome bayai, ( ) que seria oriundo da raiz by:a' ' ( ), que significa "ser inimigo" e poderia soar como inimizade inimigo inveterado. Existem duas idéias possíveis: uma oriunda da forma ativa e outra da forma passiva. Na primeira, Jó poderia soar como aquele que tem uma reação de inimizade inveterada frente a Deus. Na segunda, Jó seria a vítima da cruel aposta entre Deus e Satã. Existem outras formas ou possíveis soluções, mas não oferecem uma melhor compreensão para o nome. "É muito mais provável que o nome não tenha nenhum sentido literário e deva antes ser visto como nome de uma antiga personagem cuja conduta na tribulação a tornou exemplo digno da atitude de um homem justo para com o sofrimento." (cf. Tg 5,11). 2 Outro dado importante, diz respeito ao estado de conservação do texto e as versões existentes. O livro de Jó continua sendo, do ponto de vista textual, o livro do Antigo Testamento que mais dificuldades oferece aos estudiosos. É a obra mais difícil de ser traduzida. Este juízo confirma-se devido às diferenças existentes nas versões antigas e nas modernas. O TM, é consideravelmente mais longo que a LXX. Esta versão possui cerca de 100 versículos a menos. Isto não quer dizer que a LXX seja mais antiga que o TM. Existem muitos hápax legomena no livro, isto é, termos que são "ditos uma só vez" e muitas palavras raras. Alguns acreditam que a tradução grega considerou desnecessária traduzir algumas partes do texto. Quanto à PESHITA 3, por ser uma tradução do hebraico, é útil para esclarecer alguns pontos obscuros. O TARGUM oferece numerosas curiosidades, mas não ajuda na compreensão do hebraico. A VULGATA deve ser utilizada, também, com considerável precaução. De todos os testemunhos escritos, o TM, embora corrompido em muitos pontos, continua sendo o texto mais confiável. No cânon, Jó faz parte dos Ketubim, isto é, os denominados outros escritos. 1 Cf. Victor Morla Asensio, Livros Sapienciais e outros escritos, E. Thomas MCCOMISKEY, "by:a'", in Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento, São Paulo, Vida Nova, 1999, Em siríaco, "simples". É uma versão do Antigo Testamento, que foi executada, provavelmente, por cristãos de origem judaica no século I ou II d.c. Logo após, não além do V século, foi acrescentada a ela a Peshitta do Novo Testamento, que é a tradução oficial das Igrejas cristãs de língua siríaca.

2 2 1. Autor e data de composição. Se é difícil encontrar uma solução para o título e para o texto a ser usado, mais difícil ainda é falar da autoria e da datação do livro. O autor ou redator final é anônimo e o livro apresenta-se como uma obra fruto de composição. Os critérios empregados para se determinar a datação são os mais variados: lingüístico, cultural, dependência literária e conteúdo teológico. a) linguístico: a língua hebraica usada no livro apresenta dificuldades, visto que muitas palavras são obscuras aos filólogos e a mistura de elementos aramaicos em Jó excede a de qualquer outro livro bíblico. Assim, há os que defendem que o livro é uma tradução para o hebraico a partir do aramaico e colocam a obra de Jó no período de florescimento do aramaico: a época pós-exílica. 4 b) cultural: a religião presente no livro é do tipo primitiva, não institucionalizada e remonta à época em que não existe sacerdócio e nem santuário. A ira divina é aplacada mediante sacrifícios oferecidos pelo patriarca (Jó 1,5; 42,8; cf. Nm 23, ). A riqueza mede-se pela quantidade de rebanhos e escravos (Jó 1,3; 42,12; cf. Gn 12,16; 32,5). A longevidade do patriarca Jó (cf. 42,17) somente se iguala ou é superada nas gerações patriarcais. c) dependência literária: existem traços literários típicos com a literatura de Ugarit, em concreto com a épica de Kirta. Há ainda paralelos com o chamado Jó babilônico conhecido pelas tablitas do século VII a.c., mas que possui uma forma mais antiga pelo menos de 1000 anos. O mesmo se diga do paralelo sumério que remonta mais ou menos ao ano 2000 a.c. Assim, acreditam os estudiosos, que o livro de Jó seja uma reinterpretação de uma antiga épica relativa a um personagem chamado Jó. d) conteúdo teológico: o uso de o Satã, isto é, com artigo, levou alguns estudiosos a relacionar o livro com o período persa. A assembléia dos deuses em 1,6 e 2,1 reflete um antigo elemento mitológico, que se encontra tanto na Mesopotâmia quanto em Ugarit, bem como em alguns salmos e no 2 o Isaías. Todavia, a crítica mais forte no conjunto do livro diz respeito à doutrina da retribuição, que se data, com mais probabilidade e propriedade, no período pós-exílico. A data do livro é desconhecida, existe uma tendência em considerá-lo pósexílico. A questão é complicada pelas afirmações de alguns estudiosos, segundo os quais partes da obra são acréscimos posteriores (o poema sobre a Sabedoria no c. 28; os discursos de Eliú etc). Não existem alusões históricas no livro, nem mesmo paralelos de Jó na literatura do Antigo Oriente Próximo laçam luz sobre a datação. Alguns pensaram que Jó 3 dependeria de Jr 20,4-18, ou ainda procuraram pistas na influência no Deutero-Isaías, ou julgaram que o exílio tivesse um impacto sobre o livro, mas todos estes argumentos literários e teológicos são muito frágeis. 4 A língua foi analisada ao menos sob dois pontos de vista: a presença de cananaísmos (especialmente a influencia ugarítica) e dos aramaísmos (especialmente nos discursos de Eliú), mas o problema está longe de encontrar uma solução [cf. A. BLOMMERDE, Northwest Semitic Grammar und Job, BibOr 22, Roma, 1969].

3 Assim, a datação continua uma questão aberta, mas pode-se admitir o V século a.c; o prólogo e o epílogo talvez possam ser anteriores ao exílio. Todavia, a forma final do livro se deu em torno do ano 250 a.c., uma vez que o autor do Eclesiástico (+ 200 a.c.) parece conhecer a obra de Jó (cf. Eclo 49,9). 2. Finalidade do autor O autor do livro tinha em vista um ensinamento não de ordem histórica, mas de sapiencial ou filosófico-religiosa. Seu interesse era debater uma questão presente tanto no mundo bíblico como no extra-bíblico: o enigma do justo sofredor. Havia em Israel uma doutrina um tanto rígida sobre a recompensa que os sábios viam acontecer na realidade das ações humanas: ao justo em suas ações cabe a bênção; mas ao ímpio em suas ações cabe a maldição; isto significava dizer que boas ações atraem o bem e más ações provocam o mal. Essa espécie de lei, naturalmente, não operava senão debaixo do olhar de Deus, visto que a Ele nada escapava da causalidade primordial e abrangente. A justiça divina era entendida de forma retribuitiva: Deus não permitiria que o perverso ou insensato prosperasse e abençoaria o homem bom, justo e sábio. Esta doutrina, que associava sofrimento ao pecado e prosperidade à virtude faz parte do pensamento bíblico (cf. Dt 30,15-20; Sl 37), e tornou-se o ponto de partida para o livro de Jó onde se questiona: até que ponto é correta essa visão da recompensa? Por isso, empenhou-se em mostrar, à luz do mais adequado conceito da relação entre a humanidade e o seu benévolo Criador, que o problema era tratado de forma errônea; isto é, Deus pode ter outros fins além do simples exercício da justiça retribuitiva. Para isso, ele escolhe uma antiga narração que, sem dúvida, era familiar aos seus contemporâneos. Ez 14,14-20 refere-se a três figuras lendárias do passado. Noé, Daniel (não o bíblico, mas uma figura heróica pertencente à literatura ugarítica) e Jó, enquanto pessoas justas pelas suas atitudes. A história de Ezequiel sobre Jó seria, a grosso modo, aquela apresentada no prólogo e no epílogo do livro que leva o seu nome. A pergunta de Satã é uma das mais importantes na Bíblia: os seres humanos servem a Deus por causa de si mesmos e para seu próprio proveito (seria, abstratamente tratando, possível a piedade desinteressada?). Pode Deus criar uma pessoa que o adore com liberalidade? Que tipo de aliança é possível entre Deus e a humanidade. O autor apresenta como se manifestava a perplexidade face à tese deuteronomista da retribuição, visto que Jó, sendo justo, encontra-se cheio de males. Na discussão do problema, os três amigos Elifaz, Bildad e Zofar aparecem como eloqüentes defensores da visão tradicional da retribuição divina e incitam o infeliz Jó a confessar seus pecados. Para conferir um caráter internacional à tradição sapiencial, esses não são judeus, mas estrangeiros como o próprio Jó. A finalidade do escritor não é ridicularizar a doutrina tradicional, mas quer mostrar a sua inadequação (cf. Jo 9,1-3), pois Jó sofre não por causa dos seus pecados, mas 3

4 4 para que as obras de Deus nele se possam manifestar. Jó chega a desafiar seus amigos diretamente em 13,7. 3. Gênero Literário É uma forma de diálogo filosófico-teológico, com conteúdo artificioso da realidade, onde o protagonista do livro parecer ser um personagem histórico. Para propor suas considerações sobre o problema acima citado, o autor utiliza-se de uma narrativa de fundo histórico, visto que a forma abstrata não era familiar aos orientais. Assim, apresenta sua reflexão através do drama criado de um homem digno e aflito, chamado Jó. Possuidor de raro talento, o autor escreveu com os artifícios didáticos e literários da sua época uma trama histórica com base primitiva, que buscava refletir sobre a questão do justo sofredor e sobre o problema do mal que o afligia. Os capítulos 1-2 e 42, escritos em prosa, constituem o arcabouço de todo o livro escrito em poesia, que fala da provação de Jó e sua fidelidade em meio a tantos sofrimentos e como, no final, ele foi recompensado por Deus. 4. A pessoa de Deus no livro de Jó É digna de nota a variedade dos nomes divinos no livro de Jó. No prólogo e no epílogo, o narrador refere-se na maneira hebraica: YHWH, o único e verdadeiro Deus e Senhor supremo, mas as personagens presentes no prólogo, incluindo o próprio YHWH (cf. Jó 1,8b; 2,3a) empregam o termo genérico. A única exceção está em 1,21b, onde Jó, por três vezes, usa YHWH, mesmo sendo uma citação. Já no diálogo, por outro lado, somente uma vez usa-se YHWH (cf. 12,9) e esta também é uma citação. é usado uma só vez em 5,8b. Nas outra vezes, usam-se com freqüência três nomes arcaicos poéticos:, e (o Onipotente). Destes, o primeiro e o segundo não são mais que paralelos ao terceiro. Esta elaborada convenção confirma o monoteísmo, pois os cinco nomes aplicam-se ao único Deus e, ao mesmo tempo, uma prova do contexto não israelítico. Jó e seus amigos são "verdadeiros fieis", mas estão fora do âmbito da aliança com Israel. Esses falam para a humanidade em geral, diante de um Deus conhecido certamente através da revelação a Israel. Não esperavam alguma outra salvação de Deus, senão o bem-estar individual nesta vida. Somente Jó esta procurando, como que às apalpadelas, uma mais profunda e íntima relação, baseada não sobre a mera troca de dons ou serviços, mas sobre a comunhão de amor. Os amigos não falam jamais a Deus, somente Jó é quem a Ele se dirige O conceito de sofrimento em Jó O tema do justo sofredor está presente na literatura religiosa universal. Na literatura grega, os homens são apresentados à semelhança dos deuses, que querem vencer e dominar, mas não podem devido à ação dos deuses. Por isso, a postura dos homens é de arrogância, por quererem se igualar aos deuses, e a postura destes é de inveja não permitindo o avanço e o crescimento dos homens. 5 R. A. F. MACKENZIE - Roland E. MURPHY, "GIOBBE", in Raymond E. BROWN - Joseph A. FITZMYER - Roland E. MURPHY, Nuovo Grande Commentario Biblico, Brescia, Queriniana, 1997, 610.

5 Os deuses são carregados de vícios como os homens (visão reflexo = o que acontece no mundo dos homens é um reflexo do que acontece no mundo dos deuses) e assim não podem servir de consoladores, mesmo por que não possuem tempo para se ocuparem dos problemas dos homens que são tantos. A sorte dos homens segue seu destino. A temática entre a literatura grega e a literatura bíblica é diversa quanto ao modo de conceber o sofrimento, visto que este não é obra nem do destino nem do descaso de Deus, que é sábio e poderoso, criador do mundo e muito superior ao homem. 6 Todavia são concordes e se encontram no sentido e no valor do sofrimento: o sofrimento torna-se escola na vida daquele que sofre. Não é preciso ser religioso para se afirmar tal coisa. Mas se Deus é tão sábio e poderoso, por que permite que o homem sofra e principalmente o homem que é justo? A resposta pode ser impostada da seguinte forma: se o homem sofre é porque Deus permite tal coisa dentro de um desígnio que o ser humano não consegue abarcar. A este toca a confiança no misterioso e sapiente desígnio de Deus, que não faz descaso do sofrimento do homem justo, mas que por ser maior e sábio, tem um plano providencial, ao qual o homem é chamado a se entregar com confiança. Na verdade, o mistério de Deus é a explicação para a questão do sofrimento. Este encontrará, no Novo Testamento, o seu eco em Jesus Cristo: Deus que assume o sofrimento do homem para transformá-lo em ocasião de vida, pois só a partir da morte virá a verdadeira vida.. Não se pode explicar o sofrimento, caso por caso, mas em Deus é possível entrever que quanto mais um homem amadurece como pessoa, mas sofre pela compaixão, pois quem ama, verdadeiramente, sofre vendo seus irmãos sofrerem. A conclusão é que o sofrimento é um mistério, que só se torna inteligível no misterioso desígnio do amor de Deus. 6. O Prólogo do livro de Jó (1,1-2,13) Esta narração em prosa está dividida em seis cenas que mostram com vivacidade a sucessão dos acontecimentos que fornecem a ocasião para o diálogo. O estilo é deliberadamente arcaizante com reminiscência das narrativas dos patriarcas no livro de Gn, isto é, dramático, pitoresco, esquematizado, construído ritmicamente, com frases fixas e muitas repetições verbais. Os personagens são 6 O sofrimento é comumente considerado no Antigo Testamento como uma punição por causa ou como conseqüência das culpas cometidas (assim os amigos de Jó consideravam o seu sofrimento como o resultado de qualquer pecado não conhecido ou escondido). O sofrimento do trabalho ou da maternidade, como descrito em Gn 3,16-17, é apresentado como punição por causa da desobediência dos progenitores. Entre os discípulos de Jesus, esta idéia ainda existe, como se entrevê em Jo 9,2. Mas o sofrimento é também aceita na Bíblia com a certeza de que Deus, na sua sabedoria, faz aquilo que é bem, de modo que o sofrimento possui uma parte importante no plano divino da vida. E ainda o AT que apresenta a figura do Servo do Senhor, que toma sobre si o sofrimento do mundo e pelo qual faz dele redenção (Is 53; cf. Mc 8,31; Lc 22,15; 24,26; At 3,18; Hb 5,8). Um excelente artigo sofre o sofrimento na Bíblia encontra-se em: Manoel Izidro ALVES, "O SENTIDO DO SOFRIMENTO NA SAGRADA ESCRITURA", Communio 42 (11/ ),

6 6 poucos e bem definidos; a sua psicologia é traçada com o mínimo das palavras. Cada diálogo é entre duas pessoas somente e os discursos são apertados e breves o mais possível. A estrutura literária dos capítulos 1-2 mostra uma notável simetria. 1,1-5: A pessoa de Jó, sua integridade e prosperidade; 1,6-22: A primeira provação de Jó A primeira cena no céu: diálogo entre YHWH e Satã: 1,6-12; Calamidades infligidas a Jó, perda dos bens: 1,13-19 Firmeza de Jó: 1, ,1-7a: segunda cena no céu: diálogo entre YHWH e Satã; 2,7b-10: Sofrimentos pessoais infligidos à pessoa de Jó; 2,11-13: Aparecimento dos três amigos de Jó. 7. Estrutura do Livro 1,1-2,13: o prólogo, à exceção dos discursos, narra que Jó era um homem rico e piedoso, mas que perdeu todos os seus bens e foi atingido por uma doença muito grave (provavelmente a lepra). A partir daí desencadeia-se um debate entre YHWH e Satanás sobre a questão da virtude desinteressada de Jó, que se recusa a imputar a Deus suas desgraças. 3,1-31,40: tem-se um diálogo entre Jó e seus amigos, Elifaz, Bildad, e Zofar. Depois do discurso introdutório de Jó, o diálogo é dividido em três ciclos [4-14; 15-21; 22-27]. Cada ciclo contém seis discursos: um discurso de cada um dos amigos e uma resposta de Jó a cada um deles. Segue-se um discurso final elogiando a sabedoria (c. 28); após isso, vem o discurso final de Jó (c ). O terceiro ciclo parece ter sofrido algumas modificações. O discurso de Bildad (c. 25) é muito breve e falta o discurso de Zofar. Os críticos concordam em que 26,5-14 e 27, cujo conteúdo está em consonância com as idéias dos amigos de Jó no curso do dialogo - contêm parte dos discursos de Bildad e Zofar, embora não integralmente : Quatro discursos de Eliú : Teofania, com dois discursos de YHWH, seguidos pela submissão de Jó (40,1-5). 40,6-41,34: Dois discursos acrescentados por YHWH, seguidos de uma segunda submissão de Jó (42,1-6). 42,7-16: Epílogo, novamente em prosa, no qual YHWH pronuncia o seu julgamento no debate com Jó e lhe restitui o dobro de seus bens. 8. Interpretação do livro de Jó O autor quis exprimir suas dúvidas a respeito da concepção tradicional que associava, quase que mecanicamente, virtude e felicidade ao justo; pecado e desgraça ao ímpio, colocando em dúvida a tese deuteronomista da retribuição, que afirmava que:

7 O justo, por fidelidade a Deus, merecia prêmios = felicidade = bênçãos prometidas. "Se sirvo bem a Deus, tenho o direito de ser bem servido por Ele". O ímpio, por infidelidade a Deus, merecia castigos = infelicidade = maldiçoes prometidas. Bênçãos e maldições se dão nesta vida, como RETRIBUIÇÃO pelas ações, pois ainda não se tinha uma concepção de vida póstuma. Sabia-se que a morte: separava o homem; o cadáver vai para o túmulo; c) o rephaim vai para o Sheol, onde se ficava num estado de sonolência, podendo ser despertado; daí a condenação da invocação dos mortos no livro do Dt. O livro de Jó faz eco à perplexidade diante da realidade que não concorda com a tese deuteronomista, pois: há justos sofrendo males; há ímpios gozando dos bens materiais, que em tese deveriam estar reservados aos justos. Jó é o típico justo que sofre sem ter motivo para tal, sua consciência de nada lhe acusa. Ele não se rende, por isso, às acusações dos seus amigos e professa a perplexidade diante da prosperidade dos ímpios e do sofrimento dos justos. 9. Mensagem do livro Tudo está nas mãos de Deus; Ao homem toca n'ele confiar; Só o mistério de Deus é explicação para o sofrimento do justo; Jó não tem o direito de pedir explicações a Deus, que lhe impõe o silêncio diante da apresentação da sua grandeza ordenadora; Só Deus é por Jó: testemunha favorável, fiador e denfensor, go'el que tomará a sua defesa e proclamará a sua inocência. A resposta de Deus a Jó nada esclarece sobre o sofrimento; coloca Jó no seu devido lugar de criatura; manifesta-se soberano diante da situação que se torna uma ocasião para uma educação: Ele promulgou a ordem e as leis... Ele é grande! Ao homem, Jó, toca: reverência e confiança diante da dor; é uma solução prático-religiosa, na impossibilidade dos limites do conhecimento da vida póstuma com a justa retribuição; o que sofre, injustamente, não tem o direito de pedir contas a Deus, mas o dever de fazer um ato de confiança na inabalável Providência Divina e não ficará frustrado. 10. O problema do mal em Israel Este ponto encontra-se desenvolvido em três fases: concepção deuteronomista; período da hesitação e consciência da vida póstuma lúcida. 7

8 8 Segundo a Concepção Deuteronomista, toda vida feliz é um prêmio que vem da fidelidade a Deus. Se sirvo bem a Deus, tenho o direito de ser bem servido por Ele. É uma concepção utilitarista, que é presente e vigora ainda em nossos dias. Dt 8,5-20: apresenta normas de conduta que estão na base das bênçãos; Dt 28,1-30,20: as bênçãos prometidas pelo cumprimento dos mandamentos (cf. 30,15-20); Sl 34,13-15; 37; 39 Pr 3, ; 4,18s (cf. Jo 9,2) Assim: todo benefício supõe = fidelidade a Deus todo malefício supõe = infidelidade a Deus base desta concepção = este modo de pensar está ligado à concepção antropológica de que a vida terminava no presente. Portanto, prêmio e castigo se dão nesta vida. Neste tipo de antropologia faltava a concepção da vida póstuma. Alguns termos hebraicos podem ser esclarecedores. rc^b* ( ) = carne, parte menos nobre do homem; vp#n# ( ) = alento, alma, sopro vital, respiração; h~wr (ruah) = alento vital, alma, espírito, respiração, fôlego, sopro. Isto é, o alento em geral; o alento como vida; sua manifestação na respiração. Parte mais nobre do homem, enquanto que é mais pobre. Para o judeu, a morte separaria o homem sem aniquilá-lo totalmente. Por ex: 1Sm 28,8-19 1Cro 10,13s = o cadáver ia colocado no túmulo da família. No loav= ( ) = hades, abismo, reino da morte, morte; iam os <ya!p*r+ ( ) = almas, espectros, defuntos habitantes do ; um espectro lúcido e imortal que ficava num estado de sonolência e que não via se extinguir o núcleo da sua personalidade. Gn 25,8-10: Abraão vai unir-se aos seus; Gn 37,33-35: Jacó diz que "descerá para onde está meu filho, no ; Gn 49,29-32: a morte não punha termo à vida; é como se o morto ficasse adormecido, com a possibilidade de acordar; daí a invocação dos mortos ser condenada no Dt. Período da Hesitação Não é possível verificar e aceitar plenamente a tese Dtr da retribuição, pois esta causa perplexidade em muitos casos. Jr 12,1-6 (séc. VI a.c) = o profeta, justo sofredor, está perplexo diante da prosperidade dos maus e injustos. Ml 3,14-16 (séc. V-IV a.c) = põe a seguinte questão que lucro há em observar os mandamentos, em servir a Deus, se os iníquos prosperam e vencem? Sl 73 = inveja-se os maus que prosperam, quase que os bons passam para o grupo deles e sucumbem à tentação. Ecl 7,15-16 = o justo morre na sua justiça e o ímpio vive na abundância. Hab 1,2-4; 2,1-4 = tudo está invertido, mas não há explicação e deve-se aguardar.

9 1Mac 2,29-41 = decisão de lutar em dia de sábado para perpetuar a vida e as tradições, já que a morte é certa para bons e maus, melhor, então, morrer lutando pela fé. Assim, os livros de Jó e Ecl fazem eco a esta perplexidade. Os amigos de Jô - Elifaz, Bildad, Zofar e Elihu são os promotores da 1 a concepção. Jó, no entanto, professa: a crença no : 7,10; 10,20-22; 14, b) A crença na existência e ação do seu, pronto para agir em seu favor: 19,25-29 Consciência da vida póstuma lúcida com a RESSURREIÇÃO DA CARNE = cf. Dn 12,2-3; 2Mac 7, sem a RESSURREIÇÃO DA CARNE = cf. Sb 2-5 [séc. I a.c] O livro da Sb professa a imortalidade da alma, mas sem a ressurreição. Foi escrito no Egito em meio aos epicureus (estes acreditavam que o sumo bem está no prazer livre da dor e do medo, por isso a carne era menosprezada em relação à alma), que tinham a carne como má. No livro da Sb afirma-se que a alma do justo sobrevive após a morte. O ambiente é diferente, por isso neste livro não aparece a ressurreição da carne. Ao contrário dos livros de Dn e Mac, que foram escritos em território judaico. A justiça é tida como acerto de contas e que se dará na outra vida, que antes do séc. II a.c., já aparece cantada nos Salmos: (Sl 16,10; 49,16; 73,25-28). Sl 49,16 = é o instinto daquele que vive em Deus, furando a concepção da época, sem, contudo apresentar uma consciência total do fato. 2Rs 2,9-10 = fogo, símbolo de Deus; a morte não traga a vida e o é vencido pela amizade com Deus. Assim, também, Henoc (Gn 5,24) que a tradição afirma não ter morrido. 9

18 Estudos Bíblicos para Evangelismo e Discipulado

18 Estudos Bíblicos para Evangelismo e Discipulado LIÇÃO 1 - EXISTE UM SÓ DEUS 18 Estudos Bíblicos para Evangelismo e Discipulado A Bíblia diz que existe um único Deus. Tiago 2:19, Ef. 4 1- O Deus que Criou Todas as coisas, e que conduz a sua criação e

Leia mais

Gr.Bíblico. Evangelho de. Nossa Senhora Conceição. São Mateus Ano litúrgico A

Gr.Bíblico. Evangelho de. Nossa Senhora Conceição. São Mateus Ano litúrgico A Evangelho de São Mateus Ano litúrgico A O Segundo Envangelho O TEMPO DE JESUS E O TEMPO DA IGREJA Este Evangelho, transmitido em grego pela Igreja, deve ter sido escrito originariamente em aramaico, a

Leia mais

Introdução à Bíblia e ao Novo Testamento

Introdução à Bíblia e ao Novo Testamento Introdução à Bíblia e ao Novo Testamento A palavra Bíblia deriva do grego: ta biblía; plural de: ton biblíon. E significa "livros" Logo descobrimos que a Bíblia é uma coleção de livros! Nós, cristãos,

Leia mais

O CÂNON Sagrado compreende 46 Livros no ANTIGO TESTAMENTO e 27 Livros no NOVO TESTAMENTO.

O CÂNON Sagrado compreende 46 Livros no ANTIGO TESTAMENTO e 27 Livros no NOVO TESTAMENTO. Ao contrário do que parece à primeira vista, a Bíblia não é um livro único e independente, mas uma coleção de 73 livros, uma mini biblioteca que destaca o a aliança e plano de salvação de Deus para com

Leia mais

IGREJA DE CRISTO INTERNACIONAL DE BRASÍLIA ESCOLA BÍBLICA

IGREJA DE CRISTO INTERNACIONAL DE BRASÍLIA ESCOLA BÍBLICA IGREJA DE CRISTO INTERNACIONAL DE BRASÍLIA ESCOLA BÍBLICA MÓDULO I - O NOVO TESTAMENTO Aula XXII A PRIMEIRA CARTA DE PEDRO E REFLEXÕES SOBRE O SOFRIMENTO Até aqui o Novo Testamento tem dito pouco sobre

Leia mais

Plano de salvação e História de salvação

Plano de salvação e História de salvação Igreja Nova Apostólica Internacional Plano de salvação e História de salvação O artigo que se segue aborda a questão de como a salvação de Deus se evidencia na realidade histórica. A origem do pensamento

Leia mais

Esperança em um mundo mal Obadias 1-21. Propósito: Confiar em Cristo independente do mundo em que vivemos.

Esperança em um mundo mal Obadias 1-21. Propósito: Confiar em Cristo independente do mundo em que vivemos. Esperança em um mundo mal Obadias 1-21 Propósito: Confiar em Cristo independente do mundo em que vivemos. Introdução Obadias É o livro mais curto do Antigo Testamento. Quase nada se sabe sobre o autor.

Leia mais

CRISTOLOGIA: DOUTRINA DE CRISTO

CRISTOLOGIA: DOUTRINA DE CRISTO CRISTOLOGIA: DOUTRINA DE CRISTO ETERNIDADE DEUS PAI LOGUS ESPIRITO SANTO A TRINDADE 1Jo.5.7 LOGUS QUER DIZER PALAVRA OU VERBO SE REFERE AO FILHO NA ETERNIDADE I - SUA PRÉ-EXISTÊNCIA 1 - SUA EXISTÊNCIA

Leia mais

EPÍSTOLA DE SÃO TIAGO Bruno Glaab

EPÍSTOLA DE SÃO TIAGO Bruno Glaab EPÍSTOLA DE SÃO TIAGO Bruno Glaab I - INTRODUÇÃO 1 - QUEM Quem é Tiago? No NT temos diversas referências a Tg: - Filho de Zebedeu (Mc 1,19; 3,17). - Filho de Alfeu (Mc 3,18). - Irmão de Jesus (Mc 6,3;

Leia mais

BÍBLIA E HERMENÊUTICAS JUVENIS EVANGELHO DE MARCOS - SAÚDE E VIOLÊNCIA. O que procuramos? Quem procura acha. Nem sempre achamos o que procuramos...!

BÍBLIA E HERMENÊUTICAS JUVENIS EVANGELHO DE MARCOS - SAÚDE E VIOLÊNCIA. O que procuramos? Quem procura acha. Nem sempre achamos o que procuramos...! BÍBLIA E HERMENÊUTICAS JUVENIS EVANGELHO DE MARCOS - SAÚDE E VIOLÊNCIA O que procuramos? Quem procura acha. Nem sempre achamos o que procuramos...! Quem procura acha. Módulo 2 Etapa 3 Nem sempre acha o

Leia mais

Daniel fazia parte de uma grupo seleto de homens de Deus. Ele é citado pelo profeta Ezequiel e por Jesus.

Daniel fazia parte de uma grupo seleto de homens de Deus. Ele é citado pelo profeta Ezequiel e por Jesus. Profeta Daniel Daniel fazia parte de uma grupo seleto de homens de Deus. Ele é citado pelo profeta Ezequiel e por Jesus. O livro de Daniel liga-se ao livro do Apocalipse do Novo Testamento, ambos contêm

Leia mais

Saiamos pois, a Ele, fora do arraial... Ademir Ifanger

Saiamos pois, a Ele, fora do arraial... Ademir Ifanger Saiamos pois, a Ele, fora do arraial... Introdução Almejamos uma nova compreensão da espiritualidade, que nos impulsione a realizar o projeto integral de Deus, expressando assim genuína adoração (Jo 4.23-24).

Leia mais

ESCATOLOGIA - Doutrina das últimas coisas.

ESCATOLOGIA - Doutrina das últimas coisas. ESCATOLOGIA - Doutrina das últimas coisas. Em relação à volta do Senhor Jesus, a única unanimidade que há entre os teólogos é que ela acontecerá. Nos demais aspectos, são várias correntes defendidas. Cada

Leia mais

A morte física é o resultado final da vida nesse mundo decaído. 1 Jo 5:19

A morte física é o resultado final da vida nesse mundo decaído. 1 Jo 5:19 1 Todos Morrem! Pessoas morrem diariamente, seja por acidente ou de câncer, ataque cardíaco, acidente vascular cerebral, ou como vítimas de quaisquer das numerosas outras doenças. Alguns chegam a morrer

Leia mais

LIÇÃO 01 CHAMADO PARA SER PROFETA A vocação e a vida de Jeremias Jeremias 1, 13

LIÇÃO 01 CHAMADO PARA SER PROFETA A vocação e a vida de Jeremias Jeremias 1, 13 LIÇÃO 01 CHAMADO PARA SER PROFETA A vocação e a vida de Jeremias Jeremias 1, 13 Exercícios para prática e discussão 1. Em que período e contexto Jeremias desenvolveu seu ministério? 2. Por que é importante

Leia mais

A SAGRADA ESCRITURA. Por Marcelo Rodolfo da Costa

A SAGRADA ESCRITURA. Por Marcelo Rodolfo da Costa A SAGRADA ESCRITURA Por Marcelo Rodolfo da Costa A palavra bíblia é de origem grega do termo "biblion" que no plural significa "livros". Logo a bíblia é uma coleção de livros. Ela surge no meio de um oriente,

Leia mais

BÍBLIA, PALAVRA DE DEUS EM PALAVRA HUMANA

BÍBLIA, PALAVRA DE DEUS EM PALAVRA HUMANA BÍBLIA, PALAVRA DE DEUS EM PALAVRA HUMANA 1 - Palavra de Deus testemunhada no AT e no NT. A Bíblia testemunha a Palavra de Deus que chegou ao povo de Israel formando o Antigo Testamento; é Palavra de Deus

Leia mais

Consolidação para o Discipulado - 1

Consolidação para o Discipulado - 1 Consolidação para o Discipulado - 1 Fortalecendo o novo convertido na Palavra de Deus Rev. Edson Cortasio Sardinha Consolidador/a: Vida consolidada: 1ª Lição: O Amor de Deus O amor de Deus está presente

Leia mais

Aula 5.1 Conteúdo: As grandes Religiões de matriz ocidental Judaísmo Cristianismo Islamismo ENSINO RELIGIOSO CONTEÚDO E HABILIDADES

Aula 5.1 Conteúdo: As grandes Religiões de matriz ocidental Judaísmo Cristianismo Islamismo ENSINO RELIGIOSO CONTEÚDO E HABILIDADES CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA Aula 5.1 Conteúdo: As grandes Religiões de matriz ocidental Judaísmo Cristianismo Islamismo 2 CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO

Leia mais

Carta de Paulo aos romanos:

Carta de Paulo aos romanos: Carta de Paulo aos romanos: Paulo está se preparando para fazer uma visita à comunidade dos cristãos de Roma. Ele ainda não conhece essa comunidade, mas sabe que dentro dela existe uma grande tensão. A

Leia mais

conheça sua Bíblia Estudos Panorâmicos no AT e NT TODA QUINTA-FEIRA - DAS 19H30 ÀS 21H - RUA JOSÉ ALVES GUEDES, 1332 - JD. SONIA JAGUARIÚNA/SP

conheça sua Bíblia Estudos Panorâmicos no AT e NT TODA QUINTA-FEIRA - DAS 19H30 ÀS 21H - RUA JOSÉ ALVES GUEDES, 1332 - JD. SONIA JAGUARIÚNA/SP TODA QUINTA-FEIRA - DAS 19H30 ÀS 21H - RUA JOSÉ ALVES GUEDES, 1332 - JD. SONIA JAGUARIÚNA/SP A! Uma grande biblioteca 66 livros Escritos por cerca de 40 homens Em um período de 1600 anos Livros agrupados

Leia mais

O Antigo Testamento Deus mostra-se no Antigo Testamento como Aquele que criou o mundo por amor e permanece fiel ao ser humano, mesmo que este, pelo

O Antigo Testamento Deus mostra-se no Antigo Testamento como Aquele que criou o mundo por amor e permanece fiel ao ser humano, mesmo que este, pelo A missão na Bíblia A Bíblia No Antigo Testamento, a Missão é o convite para que o povo se purifique da idolatria e da magia e caminhe junto de Deus. No Novo Testamento, a Missão é envio aos confins do

Leia mais

A Palavra de Deus. - É na Palavra de Deus que o homem encontra o conhecimento a respeito da Vida, de onde viemos e onde vamos viver a eternidade.

A Palavra de Deus. - É na Palavra de Deus que o homem encontra o conhecimento a respeito da Vida, de onde viemos e onde vamos viver a eternidade. A Palavra de Deus 2 Timóteo 3:16-17 Pois toda a Escritura Sagrada é inspirada por Deus e é útil para ensinar a verdade, condenar o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver. 17 E isso

Leia mais

Curso de Discipulado

Curso de Discipulado cidadevoadora.com INTRODUÇÃO 2 Este curso é formado por duas partes sendo as quatro primeiras baseadas no evangelho de João e as quatro últimas em toda a bíblia, com assuntos específicos e muito relevantes

Leia mais

LIÇÃO 2 Informação Básica Sobre a Bíblia

LIÇÃO 2 Informação Básica Sobre a Bíblia LIÇÃO 2 Informação Básica Sobre a Bíblia A Bíblia é um livro para todo a espécie de pessoas novos e idosos, cultos e ignorantes, ricos e pobres. É um guia espiritual para ensinar as pessoas como ser-se

Leia mais

Linha do tempo. A História é a grande mestra. Aprendamos dela! Importa saber ler

Linha do tempo. A História é a grande mestra. Aprendamos dela! Importa saber ler Linha do tempo A História é a grande mestra Aprendamos dela! Importa saber ler 1 Como ler a História Linha reta: tudo já está determinado. Não há participação, nem liberdade Círculo: tudo se repete. O

Leia mais

TEMPOS DE SOLIDÃO. Jó 23:8-11

TEMPOS DE SOLIDÃO. Jó 23:8-11 TEMPOS DE SOLIDÃO Jó 23:8-11 Na semana passada, eu falei muito sobre maldições, punições e castigos que Deus envia aos desobedientes e rebeldes. Falei sobre a disciplina Divina, cuja finalidade é o verdadeiro

Leia mais

SUMÁRIO. Prefácio 09 Introdução 11 Agradecimentos 13 Apresentação 15 Cronologia do Velho Testamento 21

SUMÁRIO. Prefácio 09 Introdução 11 Agradecimentos 13 Apresentação 15 Cronologia do Velho Testamento 21 SUMÁRIO NARRATIVA TEXTOS PÁG Prefácio 09 Introdução 11 Agradecimentos 13 Apresentação 15 Cronologia do Velho Testamento 21 Gráfico: A Integração dos Livros do Velho Testamento em Ordem Cronológica Gráfico:

Leia mais

Ciclo de Seminários Não Técnicos 2010

Ciclo de Seminários Não Técnicos 2010 Ciclo de Seminários Não Técnicos 2010 Introdução à Bíblia Segundo a Igreja Católica Márcio Saraiva (marcio@dsc.ufcg.edu.br) 1 AVISO!!! Deixe o celular com o bluetooth ligado! 2 Agenda Motivação Introdução

Leia mais

O povo judeu e sua religião

O povo judeu e sua religião A Vida de JESUS O povo judeu e sua religião O POVO JUDEU Religião Deus e o relacionamento com o homem O Tabernáculo A Arca da Aliança O Templo As Escrituras As Sinagogas Grupos religiosos O POVO JUDEU

Leia mais

ASSEMBLEIA DO RENOVAMENTO CARISMÁTICO DA DIOCESE DO PORTO 21 de Abril de 2012

ASSEMBLEIA DO RENOVAMENTO CARISMÁTICO DA DIOCESE DO PORTO 21 de Abril de 2012 ASSEMBLEIA DO RENOVAMENTO CARISMÁTICO DA DIOCESE DO PORTO 21 de Abril de 2012 Mantendo-vos, portanto, firmes, tendo cingido os vossos rins com a verdade, vestindo a couraça da justiça e calçando os pés

Leia mais

PESCOLA VICENTINA SÃO VICENTE DE PAULO

PESCOLA VICENTINA SÃO VICENTE DE PAULO PESCOLA VICENTINA SÃO VICENTE DE PAULO Disciplina: Ensino Religioso Professor(a): Rosemary de Souza Gelati Paranavaí / / 6º ANO Sois meu refúgio e minha cidadela, meu Deus, em que eu confio (Sl 90,2) OS

Leia mais

PARÓQUIA NOSSA SENHORA APARECIDA e SÃO LOURENÇO Em obediência à vossa palavra, lançarei as redes (Lc 5,5b) LIVROS SAPIENCIAIS.

PARÓQUIA NOSSA SENHORA APARECIDA e SÃO LOURENÇO Em obediência à vossa palavra, lançarei as redes (Lc 5,5b) LIVROS SAPIENCIAIS. LIVROS SAPIENCIAIS Sapienciais é o nome dado a cinco livros do Antigo Testamento: provérbios, Jô, Eclesiastes, Eclesiástico e Sabedoria. A esses são acrescentados dois livros poéticos: Salmos e Cânticos

Leia mais

ESCRITOS & POESIA HEBRAICA

ESCRITOS & POESIA HEBRAICA Jörg Garbers ESCRITOS & POESIA HEBRAICA INTRODUÇÃO 1 INTRODUÇÃO Os escritos formam a última parte do cânon do AT. Na Bíblia evangélica pertencem aos escritos os seguintes livros: Jó Salmos Provérbios Eclesiastes

Leia mais

revista FIDELIDADE - A vida cristã dinâmica Preparando a aula Plano de aula

revista FIDELIDADE - A vida cristã dinâmica Preparando a aula Plano de aula Base bíblica: João 3.1-23 Texto áureo: Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus (João 3.5). Preparando a aula Ore

Leia mais

Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas estas coisas.

Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas estas coisas. Isaías 45.7 Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas estas coisas. ARC Isaías 45.7 Eu formo a luz e crio as trevas, promovo a paz e causo a desgraça; eu,

Leia mais

LEITURA BÍBLICA A BÍBLIA LER

LEITURA BÍBLICA A BÍBLIA LER LEITURA BÍBLICA A BÍBLIA LER INTRODUÇÃO: Qualquer que seja meu objetivo, ler é a atividade básica do aprendizado. Alguém já disse: Quem sabe ler, pode aprender qualquer coisa. Se quisermos estudar a Bíblia,

Leia mais

LIÇÃO 5 INTERPRETAÇÃO 2ª PARTE INTRODUÇÃO

LIÇÃO 5 INTERPRETAÇÃO 2ª PARTE INTRODUÇÃO 29 LIÇÃO 5 INTERPRETAÇÃO 2ª PARTE INTRODUÇÃO No capítulo anterior falamos sobre as regras de interpretação e a necessidade de conhecermos o contexto de uma passagem e também da importância das palavras.

Leia mais

Igreja Batista Fundamental Taguatinga/DF. Aula 5 - Justiça e Justificação

Igreja Batista Fundamental Taguatinga/DF. Aula 5 - Justiça e Justificação Domingo, 29/03/2009 Autor: Fábio Ramos A Recapitulação Igreja Batista Fundamental Taguatinga/DF Aula 5 - Justiça e Justificação 1 Visão Geral I) somos servos que servem evangelizando II) perdidos estão

Leia mais

Escola da Bíblia Rua Rio Azul, 200, Boa Viagem CEP: 51.030-050 Recife PE

Escola da Bíblia Rua Rio Azul, 200, Boa Viagem CEP: 51.030-050 Recife PE AS GRANDES DOUTRINAS DA BÍBLIA LIÇÃO 07 O QUE A BÍBLIA DIZ A RESPEITO DA SALVAÇÃO INTRODUÇÃO Chegamos ao que pode ser o tópico mais importante desta série: a salvação. Uma pessoa pode estar equivocada

Leia mais

Aula 7.1 Conteúdo: Textos Sagrados: orais e escritos O que são os textos sagrados? O texto sagrado nas tradições religiosas ENSINO RELIGIOSO

Aula 7.1 Conteúdo: Textos Sagrados: orais e escritos O que são os textos sagrados? O texto sagrado nas tradições religiosas ENSINO RELIGIOSO CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA Aula 7.1 Conteúdo: Textos Sagrados: orais e escritos O que são os textos sagrados? O texto sagrado nas tradições religiosas 2 CONTEÚDO E HABILIDADES

Leia mais

O ANTIGO TESTAMENTO ENTRE PASSADO E ATUALIDADE

O ANTIGO TESTAMENTO ENTRE PASSADO E ATUALIDADE Jörg Garbres Ms. De Teologia O ANTIGO TESTAMENTO ENTRE PASSADO E ATUALIDADE Introdução ao AT e sua importância Introdução O AT faz parte do Cânon da cristandade! O AT abrange 4/5 da Bíblia! O AT é testemunho

Leia mais

ESTUDOS NO EVANGELHO DE JOÃO

ESTUDOS NO EVANGELHO DE JOÃO ESTUDOS NO EVANGELHO DE JOÃO ESTUDO 1 NOVA VIDA O presente curso ajudará você a descobrir fatos da Palavra de Deus, fatos os quais você precisa para viver a vida em toda a sua plenitude. Por este estudo

Leia mais

BASES DA CONVERSÃO CRISTÃ E DO DISCIPULADO

BASES DA CONVERSÃO CRISTÃ E DO DISCIPULADO BASES DA CONVERSÃO CRISTÃ E DO DISCIPULADO O que é uma pessoa cristã? É a pessoa que acredita que o Deus vivo é revelado em e por meio de Jesus Cristo, que aceita Jesus Cristo como Senhor e Salvador, que

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br O direito, o justo e a justiça. Um estudo à luz da Bíblia. Máriton Silva Lima* Direito é o objeto próprio da justiça, que obriga a dar a cada um o que lhe é devido, ou seja, aquilo

Leia mais

Diferença entre a Bíblia Católica e a Protestante

Diferença entre a Bíblia Católica e a Protestante Diferença entre a Bíblia Católica e a Protestante Hugo Goes A Bíblia é formada por duas partes: o Antigo Testamento e o Novo Testamento. Em relação ao Novo Testamento, não há nenhuma diferença entre a

Leia mais

Opovo da época de Ezequiel, como fazem muitas pessoas hoje, tentava justificar seus erros

Opovo da época de Ezequiel, como fazem muitas pessoas hoje, tentava justificar seus erros Lição 6 Deus Age por Amor do Nome Dele: Sua Justiça e Misericórdia (Ezequiel 18:1-20:44) Opovo da época de Ezequiel, como fazem muitas pessoas hoje, tentava justificar seus erros pela tática perversa de

Leia mais

DECLARAÇÃO DE FÉ ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CONSELHEIROS BÍBLICOS (ABCB)

DECLARAÇÃO DE FÉ ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CONSELHEIROS BÍBLICOS (ABCB) DECLARAÇÃO DE FÉ ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CONSELHEIROS BÍBLICOS (ABCB) A Igreja de Jesus Cristo está comprometida somente com o Antigo e Novo Testamentos como a única autoridade escrita de fé e conduta.

Leia mais

Jesus, o Cordeiro de Deus

Jesus, o Cordeiro de Deus Jesus, o Cordeiro de Deus "Sacrifícios e ofertas tu não quiseste, mas um corpo tu tens preparado para mim; em todos os holocaustos e sacrifícios pelo pecado tu não tens tido prazer. Então eu disse: Eis

Leia mais

Capítulo 1 A perspectiva escatológica do Antigo Testamento

Capítulo 1 A perspectiva escatológica do Antigo Testamento Capítulo 1 A perspectiva escatológica do Antigo Testamento PARA ENTENDER CORRETAMENTE A ESCATOLOGIA BÍBLICA, é preciso vê-la como um dos aspectos integrantes de toda a revelação bíblica. A escatologia

Leia mais

24. Creio no Filho único de Deus. O Senhor 441-455. Texto 441-455 PRIMEIRA PARTE SEGUNDA SEÇÃO CAPÍTULO II: CREIO EM JESUS CRISTO, FILHO ÚNICO DE DEUS

24. Creio no Filho único de Deus. O Senhor 441-455. Texto 441-455 PRIMEIRA PARTE SEGUNDA SEÇÃO CAPÍTULO II: CREIO EM JESUS CRISTO, FILHO ÚNICO DE DEUS 24. Creio no Filho único de Deus. O Senhor 441-455 INTRODUÇÃO O comportamento, a mensagem, a pessoa de Jesus e toda a sua história, especialmente a o mistério pascal não podem ser explicados nem corretamente

Leia mais

CONHECENDO O ESPÍRITO SANTO. APOSTILA DA CLASSE DE NOVOS MEMBROS Volume 06 de 07

CONHECENDO O ESPÍRITO SANTO. APOSTILA DA CLASSE DE NOVOS MEMBROS Volume 06 de 07 CONHECENDO O ESPÍRITO SANTO APOSTILA DA CLASSE DE NOVOS MEMBROS Volume 06 de 07 A trindade sempre existiu, mas se apresenta com maior clareza com vinda de Cristo e a redação do Novo Testamento. Por exemplo,

Leia mais

Como a Bíblia foi composta? Escrito por Felipe de Aquino

Como a Bíblia foi composta? Escrito por Felipe de Aquino Os textos da Bíblia começaram a ser escritos desde os tempos anteriores a Moisés (1200 ac). Escrever era uma arte rara e cara, pois se escrevia em tábuas de madeira, papiro, pergaminho (couro de carneiro).

Leia mais

Lembrança da Primeira Comunhão

Lembrança da Primeira Comunhão Lembrança da Primeira Comunhão Jesus, dai-nos sempre deste pão Meu nome:... Catequista:... Recebi a Primeira Comunhão em:... de... de... Local:... Pelas mãos do padre... 1 Lembrança da Primeira Comunhão

Leia mais

INTRODUÇÃO AO MIDRASH TEXTO PRODUZIDO PELOS MEMBROS DO GRUPO BEIT MIDRASH SOB ORIENTAÇÃO DA PROF. AÍLA PINHEIRO DE ANDRADE

INTRODUÇÃO AO MIDRASH TEXTO PRODUZIDO PELOS MEMBROS DO GRUPO BEIT MIDRASH SOB ORIENTAÇÃO DA PROF. AÍLA PINHEIRO DE ANDRADE INTRODUÇÃO AO MIDRASH TEXTO PRODUZIDO PELOS MEMBROS DO GRUPO BEIT MIDRASH SOB ORIENTAÇÃO DA PROF. AÍLA PINHEIRO DE ANDRADE 1. Céus fechados: fim dos profetas e início dos sábios (= mestres ou rabis) A

Leia mais

A AÇÃO EDUCATIVA NA ÓTICA DAS SETE LEIS DO APRENDIZADO RESUMO

A AÇÃO EDUCATIVA NA ÓTICA DAS SETE LEIS DO APRENDIZADO RESUMO 1 A AÇÃO EDUCATIVA NA ÓTICA DAS SETE LEIS DO APRENDIZADO Julimar Fernandes da Silva 1. RESUMO A Educação nos dias atuais é um desafio constante, tanto para a sociedade como para Igreja cristã. Nesse sentido,

Leia mais

EBD ADU 2011. Aulas sobre o Espírito Santo e você. Prefácio

EBD ADU 2011. Aulas sobre o Espírito Santo e você. Prefácio Aulas sobre o Espírito Santo e você. EBD ADU 2011 Prefácio 1. Quem é o Espírito Santo? 2. Os símbolos do Espírito Santo 3. O Espírito Santo e as Escrituras 4. Da criação até o nascimento de Jesus 5. Do

Leia mais

A Aliança Abraâmica e as Suas Implicações Atuais

A Aliança Abraâmica e as Suas Implicações Atuais A Aliança Abraâmica e as Suas Implicações Atuais Preparado para a Associação de Igrejas Batistas Regulares do Rio Grande do Norte 6-9 de Janeiro de 2010, Acampamento Elim, RN Pr. Barry Alan Farlow Professor

Leia mais

TRADIÇÃO. Patriarcado de Lisboa JUAN AMBROSIO / PAULO PAIVA 2º SEMESTRE ANO LETIVO 2013 2014 1. TRADIÇÃO E TRADIÇÕES 2.

TRADIÇÃO. Patriarcado de Lisboa JUAN AMBROSIO / PAULO PAIVA 2º SEMESTRE ANO LETIVO 2013 2014 1. TRADIÇÃO E TRADIÇÕES 2. TRADIÇÃO JUAN AMBROSIO / PAULO PAIVA 2º SEMESTRE ANO LETIVO 2013 2014 1. TRADIÇÃO E TRADIÇÕES 2. A TRANSMISSÃO DO TESTEMUNHO APOSTÓLICO 3. TRADIÇÃO, A ESCRITURA NA IGREJA Revelação TRADIÇÃO Fé Teologia

Leia mais

O significado salvífico da morte de Jesus

O significado salvífico da morte de Jesus Igreja Nova Apostólica Internacional O significado salvífico da morte de Jesus 2.ª parte Depois da interpretação da morte de Jesus, na Epístola Aos Hebreus, seguem-se explanações sobre o que Jesus representa

Leia mais

O Deus testemunhado por Jesus Cristo o Pai. Objetivos 12/4/2012. Identidade e relevância da cristologia. Cláudio Ribeiro

O Deus testemunhado por Jesus Cristo o Pai. Objetivos 12/4/2012. Identidade e relevância da cristologia. Cláudio Ribeiro O Deus testemunhado por Jesus Cristo o Pai Cláudio Ribeiro Objetivos Avaliar a doutrina de Trindade suas raízes, premissas fundamentais, ênfases e mudanças no contexto global da história da Igreja e as

Leia mais

Introdução à 26/05/2011 A doutrina de Cristo segundo as escrituras Divindade de Cristo O que a história da igreja fala sobre o assunto? A Igreja Primitiva No início do século II, o cristianismo era uma

Leia mais

QUARESMA TEMPO DE REFLEXÃO E AÇÃO

QUARESMA TEMPO DE REFLEXÃO E AÇÃO QUARESMA TEMPO DE REFLEXÃO E AÇÃO Disponível em: www.seminariomaiordebrasilia.com.br Acesso em 13/03/2014 A palavra Quaresma surge no século IV e tem um significado profundo e simbólico para os cristãos

Leia mais

A TEOLOGIA DE GENESIS Márcio Martins

A TEOLOGIA DE GENESIS Márcio Martins A TEOLOGIA DE GENESIS Márcio Martins O LIVRO DE GENESIS PODE SER CONSIDERADO COMO A BASE TEOLÓGICA DO NOVO TESTAMENTO. GENESIS DE CERTA FORMA ESTÁ MAIS PROXIMO DO NOVO TESTAMENTO DO QUE DO VELHO. VARIOS

Leia mais

O Discipulado e a Vida da Igreja

O Discipulado e a Vida da Igreja Série Estudo Bíblico Nº 06 O Discipulado e a Vida da Igreja Um Estudo Bíblico Sobre Adoração e Louvor Ademir Ifanger E s t u d o s B í b l i c o s P á g i n a 2 Índice Introdução... 03 1. Definindo Adoração

Leia mais

DOMINGO VII DA PÁSCOA. Vésperas I

DOMINGO VII DA PÁSCOA. Vésperas I DOMINGO VII DA PÁSCOA (Onde a solenidade da Ascensão não é transferida para este Domingo). Semana III do Saltério Hi n o. Vésperas I Sa l m o d i a Salmos e cântico do Domingo III. Ant. 1 Elevado ao mais

Leia mais

A Unidade de Deus. Jesus Cristo é o Único Deus. Pai Filho Espírito Santo. Quem é Jesus? Como os Apóstolos creram e ensinaram? O que a Bíblia diz?

A Unidade de Deus. Jesus Cristo é o Único Deus. Pai Filho Espírito Santo. Quem é Jesus? Como os Apóstolos creram e ensinaram? O que a Bíblia diz? A Unidade de Deus Quem é Jesus? Como os Apóstolos creram e ensinaram? O que a Bíblia diz? Vejamos a seguir alguns tópicos: Jesus Cristo é o Único Deus Pai Filho Espírito Santo ILUSTRAÇÃO Pai, Filho e Espírito

Leia mais

Carta de Paulo aos romanos:

Carta de Paulo aos romanos: Carta de Paulo aos romanos: Paulo está se preparando para fazer uma visita à comunidade dos cristãos de Roma. Ele ainda não conhece essa comunidade, mas sabe que dentro dela existe uma grande tensão. A

Leia mais

CAPÍTULO 2. O Propósito Eterno de Deus

CAPÍTULO 2. O Propósito Eterno de Deus CAPÍTULO 2 O Propósito Eterno de Deus Já falamos em novo nascimento e uma vida com Cristo. Mas, a menos que vejamos o objetivo que Deus tem em vista, nunca entenderemos claramente o porque de tudo isso.

Leia mais

ESTUDO SOBRE A DISPENSAÇÃO DA LEI (1.718 Anos) Ex 3:1-10 Ex 12:37-38 Lc 16:16 Mt 3:1-3

ESTUDO SOBRE A DISPENSAÇÃO DA LEI (1.718 Anos) Ex 3:1-10 Ex 12:37-38 Lc 16:16 Mt 3:1-3 ESTUDO SOBRE A DISPENSAÇÃO DA LEI (1.718 Anos) Ex 3:1-10 Ex 12:37-38 Lc 16:16 Mt 3:1-3 Definição de Dispensação: período de tempo durante o qual a humanidade é moralmente responsável diante de Deus em

Leia mais

TRADUÇÃO Angelino Junior do Carmo

TRADUÇÃO Angelino Junior do Carmo TRADUÇÃO Angelino Junior do Carmo Sumário Obtendo o máximo de Tiago... 5 1. Confiança ou dúvida Tiago 1.1-18... 9 2. Palavras, palavras, palavras Tiago 1.19-27... 12 3. Não discrimine as pessoas Tiago

Leia mais

INTRODUÇÃO Introdução ao Hinduísmo

INTRODUÇÃO Introdução ao Hinduísmo INTRODUÇÃO Introdução ao Hinduísmo Denominação do conjunto de princípios, doutrinas e práticas religiosas que surgiram na Índia, a partir de 2000 a.c. O termo é ocidental e é conhecido pelos seguidores

Leia mais

Considerações sobre o Evangelho de João

Considerações sobre o Evangelho de João 1 Considerações sobre o Evangelho de João. O Evangelho de João nasceu do anúncio vivo, da memória de homens e mulheres que guardavam e transmitiam os ensinamentos transmitidos por Jesus.. O chão = vida

Leia mais

O chamado de Jesus ao discipulado

O chamado de Jesus ao discipulado Lição 3 12 a 19 de janeiro O chamado de Jesus ao discipulado Sábado à tarde Ano Bíblico: Gn 37 39 VERSO PARA MEMORIZAR: "Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não

Leia mais

PARÓQUIA NOSSA SENHORA APARECIDA e SÃO LOURENÇO Em obediência à vossa palavra, lançarei as redes (Lc 5,5b)

PARÓQUIA NOSSA SENHORA APARECIDA e SÃO LOURENÇO Em obediência à vossa palavra, lançarei as redes (Lc 5,5b) Evangelho A palavra Evangelho significa: Boas Novas. Portando, não temos quatro evangelhos, mas quatro evangelistas que escreveram, cada um, conforme sua visão, as boas-novas de salvação, acerca do Senhor

Leia mais

Panorama do Antigo Testamento INTRODUÇÃO. Aula 1 IBCU

Panorama do Antigo Testamento INTRODUÇÃO. Aula 1 IBCU Panorama do Antigo Testamento INTRODUÇÃO Aula 1 IBCU Estrutura do Curso 1. Introdução (09.03) 2. O Pentateuco (16.03) 3. Livros Históricos Parte 1 (23.03) 4. Livros Históricos Parte 2 (30.03) 5. Livros

Leia mais

Uma perspectiva bíblica do meio ambiente

Uma perspectiva bíblica do meio ambiente SEÇÃO 2 Uma perspectiva bíblica do meio Os cristãos deveriam se importar com o meio? Às vezes, os cristãos relutam em levar as questões ambientais a sério. Em alguns casos, isto ocorre porque não compreendemos

Leia mais

IGREJA PRESBITERIANA DO JARDIM BRASIL ESTUDO BÍBLICO QUARTA-FEIRA REV. HELIO SALES RIOS

IGREJA PRESBITERIANA DO JARDIM BRASIL ESTUDO BÍBLICO QUARTA-FEIRA REV. HELIO SALES RIOS IGREJA PRESBITERIANA DO JARDIM BRASIL ESTUDO BÍBLICO QUARTA-FEIRA REV. HELIO SALES RIOS INTRODUÇÃO Culto é um serviço Espiritual oferecido a Deus. Expressão mais profunda do nossos sentimentos de adoração

Leia mais

O Batismo é mencionado pela primeira vez, no Novo Testamento, quando do ministério de João Batista.

O Batismo é mencionado pela primeira vez, no Novo Testamento, quando do ministério de João Batista. Lição 11 A DOUTRINA DO BATISMO NAS ÁGUAS Por: Pr Valdimário Santos O Batismo é mencionado pela primeira vez, no Novo Testamento, quando do ministério de João Batista. Em Mateus 3.1,2 notamos que a mensagem

Leia mais

Aspetos inclusivos e exclusivos na fé nova-apostólica

Aspetos inclusivos e exclusivos na fé nova-apostólica Igreja Nova Apostólica Internacional Aspetos inclusivos e exclusivos na fé nova-apostólica Depois de, na última edição, termos abordado os aspetos inclusivos e exclusivos no Antigo e no Novo Testamento,

Leia mais

QUEM ANUNCIA AS BOAS NOVAS COOPERA COM O CRESCIMENTO DA IGREJA. II Reunião Executiva 01 de Maio de 2015 São Luís - MA

QUEM ANUNCIA AS BOAS NOVAS COOPERA COM O CRESCIMENTO DA IGREJA. II Reunião Executiva 01 de Maio de 2015 São Luís - MA QUEM ANUNCIA AS BOAS NOVAS COOPERA COM O CRESCIMENTO DA IGREJA II Reunião Executiva 01 de Maio de 2015 São Luís - MA At 9.31 A igreja, na verdade, tinha paz por toda Judéia, Galiléia e Samaria, edificando-se

Leia mais

O líder influenciador

O líder influenciador A lei da influência O líder influenciador "Inflenciar é exercer ação psicológica, domínio ou ascendências sobre alguém ou alguma coisa, tem como resultado transformações físicas ou intelectuais". Liderança

Leia mais

1 com satisfação que me dirijo a você agradecendo a sua companhia e convidandoo

1 com satisfação que me dirijo a você agradecendo a sua companhia e convidandoo Olá amigo estamos iniciando mais um programa da série Através da Bíblia. É 1 com satisfação que me dirijo a você agradecendo a sua companhia e convidandoo para mais um tempo de reflexão e estudo com base

Leia mais

Oração na Vida Diária

Oração na Vida Diária Oração na Vida Diária Caro jovem,, Que alegria saber que como você muitos jovens estão encontrando um caminho para a oração pessoal e diária. Continue animado com a busca de um relacionamento mais pessoal

Leia mais

A BÍBLIA EM NOSSA VIDA Bruno Glaab

A BÍBLIA EM NOSSA VIDA Bruno Glaab A BÍBLIA EM NOSSA VIDA Bruno Glaab Para os cristãos, bem como para os judeus e também alguns outros grupos religiosos, a Bíblia é um livro de extraordinária importância. Mesmo pessoas sem fé lêem a Bíblia.

Leia mais

Igreja Internacional da Graça de Deus

Igreja Internacional da Graça de Deus Igreja Internacional da Graça de Deus 1 O Batismo nas Águas Igreja Internacional da Graça de Deus Fevereiro de 2010 São Paulo - Brasil 2 Nova Vida com Jesus J esus respondeu : - Na verdade, na verdade

Leia mais

Olá amigo estamos iniciando mais um programa da série Através da Bíblia, quero saudá-lo,

Olá amigo estamos iniciando mais um programa da série Através da Bíblia, quero saudá-lo, Olá amigo estamos iniciando mais um programa da série Através da Bíblia, quero saudá-lo, desejando sobre você e toda a sua família as mais preciosas bênçãos do Senhor. É um 1 prazer estar mais uma vez

Leia mais

O Evangelho de Lucas Bruno Glaab. O evangelho de Lc vem da memória popular das comunidades e se divide em 4 blocos:

O Evangelho de Lucas Bruno Glaab. O evangelho de Lc vem da memória popular das comunidades e se divide em 4 blocos: 1 O Evangelho de Lucas Bruno Glaab 0 - Introdução O evangelho de Lc vem da memória popular das comunidades e se divide em 4 blocos: 1) Ministério de Jesus em Jerusalém, paixão, morte e ressurreição (19,29-24,57).

Leia mais

A BÍBLIA. Bíblia: do grego Biblion = Livro, Livro por excelência

A BÍBLIA. Bíblia: do grego Biblion = Livro, Livro por excelência Conhecendo a Bíblia A BÍBLIA Bíblia: do grego Biblion = Livro, Livro por excelência Divisão em capítulos: Stephen Langton, em 1227 e Cardeal Hugo de Sancto Caro, por volta de 1260. Divisão por versículos:

Leia mais

Arquidiocese de Curitiba Curso de Teologia Introdução ao Antigo Testamento Prof. João Luis Fedel Gonçalves

Arquidiocese de Curitiba Curso de Teologia Introdução ao Antigo Testamento Prof. João Luis Fedel Gonçalves Arquidiocese de Curitiba Curso de Teologia Introdução ao Antigo Testamento Prof. João Luis Fedel Gonçalves 3 1 2 5 6 4 1. Fase das tradições quase só orais (1850-1030). Pode ter durado quase oito séculos.

Leia mais

CONSOLADOR PROMETIDO A TERCEIRA REVELAÇÃO

CONSOLADOR PROMETIDO A TERCEIRA REVELAÇÃO CONSOLADOR PROMETIDO A TERCEIRA REVELAÇÃO Se me amais, guardai os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro consolador, para que fique eternamente convosco, o Espírito da Verdade, a quem

Leia mais

O JUDAÍSMO: BERÇO DA RELIGIÃO OCIDENTAL. Prof Bruno Tamancoldi i

O JUDAÍSMO: BERÇO DA RELIGIÃO OCIDENTAL. Prof Bruno Tamancoldi i O JUDAÍSMO: BERÇO DA RELIGIÃO OCIDENTAL. Prof Bruno Tamancoldi i O judaísmo é uma crença que se apoia em três pilares: na Torá, nas Boas Ações e na Adoração. Por ser uma religião que supervaloriza a moralidade,

Leia mais

O Antigo Testamento tem como seus primeiros livros a TORÀ, ou Livro das leis. É um conjunto de 5 livros.

O Antigo Testamento tem como seus primeiros livros a TORÀ, ou Livro das leis. É um conjunto de 5 livros. O Antigo Testamento tem como seus primeiros livros a TORÀ, ou Livro das leis. É um conjunto de 5 livros. A Torá é o texto mais importante para o Judaísmo. Nele se encontram os Mandamentos, dados diretamente

Leia mais

INTRODUÇÃO À BÍBLIA Revisão aula 1

INTRODUÇÃO À BÍBLIA Revisão aula 1 I NTRODUÇÃO À BÍ BLI A Revisão aula 1 INTRODUÇÃO À BÍBLIA Revisão aula 1 A BÍBLIA... UM CONJUNTO DE 66 LIVROS, COMEÇOU A SER ESCRITO HÁ MAIS OU MENOS 3500 ANOS, DEMOROU QUASE 1600 ANOS PARA SER CONCLUÍDO,

Leia mais

Apesar de toda diversidade a Bíblia toda contém uma só idéia central: Jesus Cristo, o Senhor, que ama e salva o homem pecador. Gn 3.15; Ap 19.

Apesar de toda diversidade a Bíblia toda contém uma só idéia central: Jesus Cristo, o Senhor, que ama e salva o homem pecador. Gn 3.15; Ap 19. Apresentação do Curso Existem duas formas de se estudar teologia, uma é através da Teologia Bíblica que extrai as verdades que formularão as doutrinas diretamente do texto. A outra maneira é através da

Leia mais

EBD ADU 2011. Aulas sobre o Espírito Santo e você. Prefácio

EBD ADU 2011. Aulas sobre o Espírito Santo e você. Prefácio Aulas sobre o Espírito Santo e você. EBD ADU 2011 Prefácio 1. Quem é o Espírito Santo? 2. Os símbolos do Espírito Santo 3. O Espírito Santo e as Escrituras 4. Da criação até o nascimento de Jesus 5. Do

Leia mais

Há Harmonia Entre os Evangelhos?

Há Harmonia Entre os Evangelhos? Há Harmonia Entre os Evangelhos? Mar/Abr/2015 Vlademir Hernandes HARMONIZAÇÃO E ELUCIDAÇÃO AULA 6 05/04/2015 CITAÇÕES DO ANTIGO TESTAMENTO Textos Complicados Tipos de Citações do AT No NT há várias formas

Leia mais

Livros Históricos. Introdução

Livros Históricos. Introdução Livros Históricos Introdução Em nosso Cânon, os livros históricos são doze: Josué, Juízes, Rute, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis, 1 e 2 Crônicas, Esdras, Neemias e Ester. Cânon Judaico: Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel,

Leia mais

Estudos na Palavra de Deus. Jovens

Estudos na Palavra de Deus. Jovens Estudos na Palavra de Deus Jovens Grandes Santos de Deus Jovens programação Jovens Sirvo a um Deus preciso Richard Roger (1550-1618) Jovens Família Igreja Sociedade Jovens CTB Os Puritanos Juliano Heyse

Leia mais

Virgindade perpétua de Maria Santíssima

Virgindade perpétua de Maria Santíssima Virgindade perpétua de Maria Santíssima Maternidade e virgindade são alternativas da mulher, que se excluem por natureza, que Deus quer reunir milagrosamente na sua Mãe. Os textos mais antigos chamam a

Leia mais