MÃES QUE SE SEPARAM DE SEUS FILHOS

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1 MÃES QUE SE SEPARAM DE SEUS FILHOS

2 Em primeiro lugar, chamaria a atenção para um fenômeno muito importante e que começa a ser mais conhecido: a persistência até o fim do século XVII do infanticídio tolerado. Não se tratava de um prática aceita como a exposição em Roma. O infanticídio era um crime severamente punido. No entanto, era praticado em segredo, correntemente, talvez camuflado, sob a forma de um acidente: as crianças morriam asfixiadas naturalmente na cama dos pais, onde dormiam. Não se fazia nada para conservá-las ou salvá-las (Ariès, 2006, p. 15).

3 Foucault saber e poder vigiar e punir práticas e discursos Elisabeth Badinter mito do amor materno Um amor conquistado (1980) Análise crítica de teorias, inclusive as psicanalíticas, que naturalizam o desejo da mulher pela maternidade, numa perspectiva universal e a- histórica. Diante da mãe que não deseja o filho até mesmo Freud capitulou (Stein, 1988) Psicanálise teorias sobre as necessidades básicas do filhote humano - mulher como agente natural dessa função

4 ... a instituição psicanalítica produziu com o significante maternidade o mesmo efeito que a instituição psiquiátrica com os diagnósticos: um abuso de poder baseado na perversão do saber cujas repercussões ficaram não somente no pensamento dos psicanalistas, mas se traduziram em modalidades de tratamento, de subjetivação e de educação das mulheres como possíveis mães (Muñoz (2009).

5 Freud: A moral sexual civilizada e a doença nervosa dos tempos modernos (1908) hy e neurose obsessiva Psicanálise sustenta que o sujeito humano é um ser dividido: consciência e inconsciente desejo pela completude: sem divisão, sem dúvida, sem ambivalência - verdade - desejos contraditórios em conflito Pulsão de vida e pulsão de morte - agressividade e sexualidade (Zizek) Joel Birman: Mal estar na modernidade e não exatamente da civilização (Freud 1920) família pré-moderna família extensa Brugel - mulher mera reprodutora numa sociedade patriarcal nobreza: crianças eram cuidadas pelas amas de leite família monogâmica nuclear ou burguesa - passagem do sec. XVIII ao sec. XIX público/privado - criança/adulto - meninos/meninas paparicação sua majestade o bebê mulher=mãe incremento do poder social da mulher - Igreja: mãe santificada, virginal

6 Reprodução preocupação de todas as organizações sociais equilíbrio entre condições naturais e sociais e contingente populacional fertilidade das mulheres vigiada e administrada ao longo da história Políticas demográficas: patologizaram a falta de desejo de mulheres serem mães Políticas de atenção à infância: patologizaram a falta de desejo de cuidar de seus filhos do infanticídio à sua majestade o bebê

7 Puericultura, pedagogia, psicologia domesticação da criança e da mulher Biopoder Badinter maternidade como um devir tanto quanto a paternidade Famílias na Contemporaneidade Revolução sexual novas configurações familiares, sexuais e sintomáticas Famílias acolhedoras, adotivas, abrigos e apadrinhamento Estatuto da Família Devolução de crianças adotadas

8 Algumas contribuições da psicanalise sobre a maternidade. Depressão pós-parto:. Causas endocrinológicas fatores sócio-econômicos - abordagem. Perdas reais, imaginárias e simbólicas que a maternidade traz - corpo erótico. Ambivalência. Vivências regressivas de angustias inomináveis vida e morte, desamparo (identificação com o bebê) A DPP acomete entre 10% e 20% das mulheres, podendo começar na primeira semana após o parto e perdurar até dois anos... A transformação da filha em mãe, a transformação da auto-imagem corporal e a relação entre a sexualidade e a maternidade (Iaconelli, 2005).

9 Algumas contribuições da psicanálise sobre a maternidade Freud escutar o desejo das mulheres histeria Madame Bouvary Objeto da pulsão é contingente, portanto, um bebê não necessariamente é objeto de desejo de toda mulher. Função materna e função paterna (Lacan) - da natureza à cultura Narcisismo transvasante (Silvia Bleichmar) Desejo de ter filhos =/= Desejo de maternidade ou paternidade (Piera Aulagnier) Preocupação materna primária holding e handling (Winnicott) Hospitalismo (René Spitz) Intervenção precoce mãe/bebê sintoma da atualidade? Psicanálise extra-muros Maternidades, Varas, Medicina Singularidade caso a caso

10 REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS BADINTER, E. (1980). Um amor conquistado mito do amor materno. São Paulo: Nova Fronteira. BIRMAN, J. Laços e desenlaces na contemporaneidade. Veiculado pela internet em outubro de 2015 na página BIRMAN, J. Laços e desenlaces na contemporaneidade. Veiculado pela internet em outubro de 2015 na página BLEICHMAR, S. (2005) Clínica psicanalítica e neogênese. São Paulo. Annablume.

11 REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS IACONELLI, V. (2012) Mal estar na maternidade do infanticídio à função materna. Veiculado em outubro de 2015 pela internet na página DEPRESSÃO PÓS-PARTO, PSICOSE PÓS-PARTO E TRISTEZA MATERNA Artigo publicado na Revista Pediatria Moderna, Julho-Agosto, v. 41, nº 4, MUÑOZ, A (2009). Maternidad: significante naturalizado y paradojal: desde el psicoanálisis hasta el feminismo. Revista Psicologías, Vol.1. Disponible en STEIN, C. (1988) As Erínias de uma mãe: ensaio sobre o ódio, São Paulo, Ed. Escuta. SPITZ, R. Primeiro ano de vida. São Paulo: Martins Fontes Winnicott, D.W. (1956). «A preocupação materna primária» in Pediatria e psicanálise. Rio de Janeiro: Imago.

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