O Livro da Consciência. A Construção do Cérebro Consciente

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1 O Livro da Consciência A Construção do Cérebro Consciente

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3 António Damásio O Livro da Consciência A Construção do Cérebro Consciente

4 Autor: António Damásio (c) Autor, Círculo de Leitores e Temas e Debates, 2010 Revisão: João Assis Gomes Capa: ARD Cor sobre ilustração de Julião Sarmento Pré impressão: A R D Co r Impressão:?????? 1.ª edição: Setembro de 2010 ISBN (Temas e Debates): N.º de edição (Círculo de Leitores): 7577 Depósito legal: Reservados todos os direitos. Nos termos do código do Direito de Autor, é expressamente proibida a reprodução total ou parcial desta obra por quaisquer meios, incluindo a fotocópia e o tratamento informático, sem a autorização expressa dos titulares dos direitos.

5 Para Hanna

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7 «Minha alma é uma orquestra oculta; não sei que instrumentos tangem e rangem, cordas e harpas, timbales e tambores, dentro de mim. Só me conheço como sinfonia.» Fer n a n d o Pe s s o a, Livro do Desassossego «O que não consigo construir não consigo compreender.» Richard Feynman

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9 Sumário Parte I começar de novo Despertar Objectivos e justificações Abordar o problema O eu como testemunha Para além de uma intuição enganadora Uma perspectiva integrada A estrutura Antevisão das ideias principais A vida e a mente consciente Da regulação da vida ao valor biológico Quando a realidade mais parece ficção Vontade natural Ficar vivo As origens da homeostase Células, organismos multicelulares e sistemas artificiais Valor biológico Valor biológico em organismos complexos... 69

10 10 O livro da consciência O êxito dos nossos antepassados remotos Desenvolver incentivos Relacionar a homeostase, o valor e a consciência Parte II O que há no cérebro capaz de criar a mente? Fazer mapas e Fazer imagens Mapas e imagens Um corte por debaixo da superfície Mapas e mentes A neurologia da mente Os começos da mente Nota sobre os colículos superiores Mais perto da criação da mente? O corpo em mente O tópico da mente Mapear o corpo Do corpo ao cérebro Representar quantidades e idealizar qualidades Sentimentos primordiais Mapear estados corporais e simular estados corporais A origem de uma ideia Um cérebro que se preocupa com o corpo Emoções e sentimentos Situar a emoção e o sentimento Definir emoção e sentimento Desencadear e executar emoções O estranho caso de William James Sentimentos de emoção

11 11 Sumário Como sentimos uma emoção? A regulação das emoções e dos sentimentos As variedades da emoção Percorrendo a escala emocional Um aparte sobre a admiração e a compaixão UmA arquitectura para a memória Algures, de certo modo A natureza dos registos de memória Primeiro as disposições, depois os mapas A memória em funcionamento Um breve aparte sobre os tipos de memória Uma possível solução para o problema Zonas de convergência divergência Algo mais sobre as zonas de convergência divergência O modelo em funcionamento O como e o onde da percepção e do recordar Parte III Estar consciente a consciência observada Definir consciência Decompor a consciência Remover o eu e manter a mente Completar uma definição preliminar Tipos de consciência Consciência humana e não humana Aquilo que a consciência não é O inconsciente freudiano Construir uma mente consciente Uma hipótese de trabalho Abordar o cérebro consciente

12 12 O livro da consciência Antevendo a mente consciente Os componentes de uma mente consciente O proto eu Mapas interoceptivos Mapas gerais do organismo Mapas dos portais sensoriais orientados para o exterior Construir o eu nuclear O eu nuclear Uma viagem pelo cérebro durante a construção da consciência O eu autobiográfico Dar consciência à memória Construir o eu autobiográfico O problema da coordenação Os coordenadores Um possível papel para os córtex posteromediais Os córtex posteromediais em acção Outras considerações sobre os córtex posteromediais Uma nota final sobre as patologias da consciência Juntar as peças À maneira de resumo A neurologia da consciência Um engarrafamento anatómico Do trabalho conjunto dos sistemas de grande escala ao trabalho dos neurónios individuais Quando sentimos a nossa percepção Qualia I Qualia II Qualia e o eu O que ainda falta fazer

13 13 Sumário Parte IV Muito depois da consciência Viver com a consciência Porque prevaleceu a consciência O eu e a questão do controlo Um aparte sobre o inconsciente Uma nota sobre o inconsciente genómico A sensação de vontade consciente Educar o inconsciente cognitivo Cérebro e justiça Natureza e cultura E surge eu na mente As consequências de um eu que reflecte Apêndice Arquitectura cerebral Tijolo e argamassa Algo mais sobre a arquitectura de grande escala A importância da localização Entre o cérebro e o mundo A propósito da equivalência mente cérebro Notas Agradecimentos Índice remissivo

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15 Parte I Começar de novo

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17 Capítulo 1 Despertar Quando acordei estávamos a descer. Tinha dormido o suficiente para não me aperceber dos avisos sobre a aterragem e sobre as condições atmosféricas. Tinha perdido a noção de mim próprio e do ambiente que me cercava. Tinha estado inconsciente. Na biologia humana há poucas coisas aparentemente tão triviais como este bem a que chamamos consciência, a fantástica capacidade de ter uma mente equipada com um dono, um protagonista da existência, um eu que analisa o mundo interior e exterior, um agente que parece a postos para a acção. A consciência não é um mero estado de vigília. Quando acordei, há apenas dois parágrafos, não olhei à minha volta distraidamente, apreendendo as imagens e os sons como se a minha mente desperta não pertencesse a ninguém. Pelo contrário, soube, quase de imediato, com pouca, ou nenhuma, hesitação, sem esforço, que se tratava de mim a bordo de um avião, a minha identidade volante de regresso a Los Angeles com uma longa lista de coisas a fazer antes do fim do dia, consciente de uma estranha combinação entre fadiga de voo

18 18 O livro da consciência e entusiasmo pelo que me esperava, curioso quanto à pista em que iríamos aterrar e atento às variações na potência dos motores que nos aproximavam de terra. Sem qualquer dúvida, estar vigilante era essencial a um tal estado, mas a vigília não era de todo a sua característica principal. E que característica principal era essa? O facto de os numerosos conteúdos exibidos na minha mente, independentemente da sua nitidez ou ordem, estarem ligados a mim, proprietário da minha mente, através de fios invisíveis que reuniam esses conteúdos na festa em permanente movimento a que chamamos o eu. E, igualmente importante, o facto de a ligação ser sentida. A experiência do eu ligado estava imbuída de sensação. Ter acordado levou ao regresso da minha mente temporariamente perdida, mas agora comigo presente, tanto a propriedade (a mente) como o proprietário (eu) em uníssono. O acordar permitiu me reemergir e inspeccionar o meu domínio mental, a vasta projecção de um filme mágico, em parte documentário, em parte ficção, a que também chamamos mente humana consciente. Todos dispomos de livre acesso à consciência. Ela surge com tanta facilidade e abundância nas nossas mentes que não hesitamos, nem nos sentimos apreensivos, quando permitimos que seja desligada todas as noites, quando adormecemos, e deixamos que regresse de manhã, quando o despertador toca, pelo menos trezentas e sessenta e cinco vezes por ano, sem contar com as eventuais sestas. Contudo, poucos são os constituintes do nosso ser tão espantosos, fundamentais e aparentemente misteriosos como a consciência. Sem ela, ou seja, sem uma mente dotada de subjectividade, não poderíamos saber que existimos, e muito menos quem somos e aquilo em que pensamos. Se a subjectividade não tivesse surgido, mesmo que de forma muito modesta ao início, em seres vivos muito mais simples do que nós, a memória e o raciocínio provavelmente não se teriam expandido de forma tão prodigiosa como se veio a verificar, e o caminho evolutivo para a linguagem e para a elaborada versão humana da consciência que agora detemos não teria sido aberto.

19 19 Despertar A criatividade não se teria desenvolvido. Não teria havido música, nem pintura, nem literatura. O amor nunca teria sido amor, apenas sexo. A amizade não passaria de uma mera vantagem cooperativa. A dor nunca se teria tornado sofrimento, o que pensando bem não teria sido mau, mas tratar se ia de vantagem equívoca, dado que o prazer nunca se viria a tornar em alegria. Se a subjectividade não tivesse feito a sua entrada radical, não haveria conhecimento, nem ninguém que se apercebesse disso e, consequentemente, não haveria uma história daquilo que as criaturas fizeram ao longo dos tempos, não haveria cultura de todo. Embora ainda não tenha apresentado uma definição funcional de consciência, espero não deixar qualquer dúvida quanto ao que significa não ter consciência: na ausência da consciência, a visão pessoal suspende se; não temos conhecimento da nossa existência; e não sabemos que existe mais alguma coisa. Se a consciência não se tivesse desenvolvido ao longo da evolução, expandindo se até à sua versão humana, a humanidade que agora nos é familiar, com todas as suas fragilidades e forças, também não se teria desenvolvido. É arrepiante pensar que uma simples mudança de direcção poderia representar a perda das alternativas biológicas que nos tornam verdadeiramente humanos. Claro que, nesse caso, nunca teríamos vindo a saber que nos faltava alguma coisa. Olhamos para a consciência como coisa garantida por que é tão disponível, por ser tão simples de usar, tão elegante nos seus aparecimentos e desaparecimentos diários. No entanto, todas as pessoas, cientistas incluídos, ficam perplexas ao pensar em tal fenómeno. De que é feita a consciência? Parece me que terá de ser a mente com algumas peculiaridades, visto que não podemos estar conscientes sem uma mente da qual podemos ter consciência. Mas de que é feita a mente? Virá do ar, ou do corpo? As pessoas inteligentes dizem que vem do cérebro,

20 20 O livro da consciência que se encontra no cérebro, mas a resposta não é satisfatória. Como é que o cérebro faz a mente? Especialmente misterioso é o facto de ninguém ver a mente dos outros, consciente ou não. Podemos observar lhes o corpo e o que fazem, dizem ou escrevem, e podemos opinar com algum conhecimento quanto àquilo em que estarão a pensar. No entanto, não podemos observar lhes a mente e apenas nós próprios somos capazes de observar a nossa, a partir do interior, e através de uma janela bem estreita. As propriedades da mente, já para não falar da mente consciente, apresentam se de uma forma tão díspar daquelas da matéria viva visível, que as pessoas atentas se interrogam sobre a forma como um processo a mente consciente se funde com os outros processos as células vivas que se unem em aglomerados a que chamamos tecidos. Claro que dizer que a mente consciente é misteriosa, que o é, não é o mesmo que dizer que o mistério é insolúvel. Não é o mesmo que dizer que nunca seremos capazes de entender como um organismo vivo dotado de cérebro desenvolve uma mente consciente ou declarar que a solução do problema se encontra fora do alcance do ser humano. 1 Objectivos e motivos Este livro aborda duas questões. Primeira: como é que o cérebro constrói uma mente? Segunda: como é que o cérebro torna essa mente consciente? Tenho perfeita noção de que abordar questões não é o mesmo que responder lhes e que, no que respeita à mente consciente, seria disparatado partir do princípio que é hoje possível obter uma resposta definitiva. Além disso, apercebo me de que o estudo da consciência se expandiu de tal maneira que deixou de ser possível fazer se justiça a todas as novas contribuições. Esse facto, a par das questões da terminologia e da perspectiva, fazem com que o

21 21 Despertar actual trabalho sobre a consciência se assemelhe a um passeio através de um campo minado. Todavia, é razoável analisar as questões e usar os dados presentes, por mais incompletos e provisórios que sejam, para elaborar uma conjectura testável e sonhar com o futuro. O objectivo deste livro é reflectir sobre essas conjecturas e discutir um corpo de hipóteses. O ponto central é a estrutura necessária ao cérebro humano e a forma como tem de funcionar para que surjam mentes conscientes. Todos os livros devem ser escritos por uma boa razão e a razão para este foi começar de novo. Há mais de trinta anos que estudo a mente e o cérebro humanos e já escrevi sobre a consciência em artigos científicos e em livros. 2 Todavia, a reflexão sobre descobertas relevantes em projectos de investigação, recentes e antigos, tem vindo a alterar profundamente o meu ponto de vista em duas questões particulares: a origem e a natureza dos sentimentos, e os mecanismos por trás da construção do eu. Este livro constitui uma tentativa de debater noções actuais. Em grande medida, o livro é também sobre aquilo que ainda não sabemos, mas gostaríamos muito de saber. O resto do capítulo 1 situa o problema, explica a estrutura escolhida para o abordar e antevê as principais ideias que irão surgir nos capítulos que se seguem. Alguns leitores poderão pensar que esta longa apresentação retarda a leitura, mas prometo que também fará com que o resto do livro se torne mais acessível. Abordar o problema Antes de tentarmos avançar para a questão de como o cérebro humano cria a mente consciente, importa reconhecer dois legados importantes. Um deles consiste nas anteriores tentativas de descobrir a base neural da consciência, com projectos que remontam a meados do século xx. Numa série de estudos pioneiros levados a cabo na América do Norte e em Itália, um pequeno grupo de

22 22 O livro da consciência investigadores isolou com uma notável pontaria um sector do cérebro que está hoje inequivocamente ligado à criação da consciência o tronco cerebral identificando o como promotor essencial da consciência. À luz do que sabemos hoje, não admira que o relato destes pioneiros Wilder Penfield, Herbert Jasper, Giuseppe Moruzzi e Horace Magoun estivesse incompleto, e por vezes incorrecto. Claro que nada menos do que louvor e admiração é devido aos cientistas que intuíram o alvo correcto e a ele se dirigiram com tanta precisão. Foi esse o magnífico início da empresa para a qual vários de nós desejam hoje contribuir. 3 Desse legado fazem também parte os estudos levados a cabo mais recentemente com pacientes neurológicos cuja consciência foi comprometida por lesões cerebrais focais. O trabalho de Fred Plum e Jerome Posner foi o ponto de partida. 4 Ao longo do tempo, estes estudos, que complementam os dos pioneiros da investigação sobre a consciência, deram origem a um poderoso conjunto de factos relacionados com as estruturas cerebrais que podem ou não estar ligadas ao que faz com que a mente humana se torne consciente. Podemos avançar a partir dessa base. O outro legado que deve ser reconhecido consiste numa longa tradição na formulação de conceitos relacionados com a mente e a consciência. É uma história rica, tão longa e variada como a própria história da filosofia. A partir da profusão de ideias que nos são oferecidas, elegi o trabalho de William James como base do meu pensamento, embora isso não signifique uma defesa absoluta das suas posições sobre a consciência e especialmente sobre o sentimento. 5 O título deste livro, bem como as suas páginas iniciais, não deixam dúvidas quanto ao facto de que privilegio o eu ao abordar a mente consciente. Acredito que a mente consciente surge quando o eu é acrescentado a um processo mental básico. Quando o eu não ocorre no seio da mente, essa mente não se torna consciente na verdadeira acepção da palavra, uma circunstância com que se deparam os seres humanos cujo processo de construção do eu se encontra suspenso

23 23 Despertar durante o sono sem sonhos, durante a anestesia ou durante certas doenças cerebrais. Todavia, não é assim tão simples definir o processo de identidade que considero indispensável à consciência. É por isso que William James se revela tão essencial a este preâmbulo. James escreveu com eloquência sobre a importância do eu e, no entanto, referiu também que, em muitas ocasiões, a presença do eu é tão discreta que o conteúdo da mente domina a consciência. Antes de prosseguirmos é necessário confrontar esta imprecisão e decidir quanto às suas consequências. Existirá um eu, ou não? A existir um eu, estará presente sempre que nos encontramos conscientes, ou não? As respostas são inequívocas. Existe, com efeito, um eu, mas trata se de um processo, não de uma coisa, e esse processo encontra se presente em todos os momentos em que se presume que estejamos conscientes. Podemos apreciar o processo do eu a partir de dois pontos de vista. Um é o ponto de vista de um observador que aprecia um objecto dinâmico o objecto dinâmico constituído por certas operações da nossa mente, certos traços do comportamento e uma certa história da nossa vida. O outro ponto de vista é o do eu enquanto «conhecedor», o processo que concede um centro às nossas experiências e que acaba por nos permitir reflectir sobre essas mesmas experiências. A combinação dos dois pontos de vista dá origem à noção dual do eu que é usada ao longo deste livro. Tal como veremos, as duas noções correspondem a duas fases do desenvolvimento evolutivo da identidade, com o eu enquanto conhecedor a ter origem no eu enquanto objecto. Na vida diária, cada uma destas noções corresponde a um nível diferente de funcionamento da mente consciente, tendo o eu enquanto objecto um âmbito mais simples do que o eu enquanto conhecedor. Seja qual for o ponto de vista, o processo apresenta vários campos de acção e intensidades, e as suas manifestações variam com a ocasião. O eu pode funcionar num registo mais subtil, algo como

24 24 O livro da consciência uma sensação de presença num organismo vivo, 6 ou num registo saliente que inclua a personificação e a identidade do dono dessa mente. Ora nos apercebemos, ora deixamos de nos aperceber, mas sentimo lo sempre: é a melhor maneira de descrever a situação. James pensou no eu enquanto objecto como sendo a soma de tudo o que um indivíduo poderia considerar seu «não só o corpo e os poderes psíquicos, mas também as roupas, a esposa e os filhos, os antepassados e os amigos, a reputação e as obras, as terras e os cavalos, o iate e a conta bancária». 7 Esquecendo a incorrecção política, essa descrição é algo com que concordo. No entanto, James também pensou em outra coisa com a qual ainda concordo mais: aquilo que permite que a mente tenha conhecimento da existência de tais domínios e saiba que estes pertencem ao seu proprietário mental corpo, mente, passado e presente, e tudo o resto é o facto de a percepção de qualquer desses aspectos e factos gerar emoções e sentimentos; por sua vez, os sentimentos permitem a separação entre os conteúdos que pertencem ao eu e aqueles que não lhe pertencem. Segundo a minha perspectiva, tais sentimentos servem de marcadores. São os sinais baseados na emoção que designo como marcadores somáticos. 8 Quando no fluxo mental surgem conteúdos que dizem respeito ao eu, eles levam ao aparecimento de um marcador que se junta ao fluxo mental na forma de uma imagem, justaposta à imagem que o desencadeou. Estes sentimentos estabelecem uma distinção entre o eu e o não eu. São, resumidamente, sentimentos de conhecimento. Veremos como a elaboração de uma mente consciente depende, em várias fases, da formação de tais sentimentos. Quanto à minha definição do eu material, o eu enquanto objecto, ela é a seguinte: um agrupamento dinâmico de processos neurais integrados, centrado na representação do corpo vivo, que encontra expressão num agrupamento dinâmico de processos mentais integrados. O eu enquanto sujeito, enquanto conhecedor, é uma presença mais fugidia, muito menos agregada em termos mentais ou biológicos do que o eu enquanto objecto, mais dispersa, regra geral dissol

25 25 Despertar vida no fluxo de consciência, por vezes tão exasperantemente discreta que está e não está presente. Não há dúvida de que o eu enquanto conhecedor é mais difícil de captar do que o simples eu. Claro que isso não reduz a sua importância para a consciência. O eu enquanto sujeito e conhecedor é não só uma presença real mas também um ponto de viragem na evolução biológica. Podemos imaginar que o eu enquanto sujeito e conhecedor se encontra, por assim dizer, por cima do eu enquanto objecto, como uma nova camada de processos neurais que dá origem a mais uma camada de processos mentais. Não há uma verdadeira dicotomia entre o eu enquanto objecto e o eu enquanto conhecedor. Assistimos, isso sim, a uma continuidade e a uma progressão. O eu enquanto conhecedor tem a sua raiz no eu enquanto objecto. A consciência não se resume a imagens mentais. Terá, no mínimo, a ver com uma organização de conteúdos mentais centrada no organismo que produz e motiva esses conteúdos. Porém, a consciência, no sentido vivido pelo leitor e pelo autor sempre que o desejam, é mais do que uma mente que se organiza sob a influência de um organismo vivo e activo. É, isso sim, uma mente capaz de ter noção da existência desse organismo vivo e activo. É certo que o facto de o cérebro ser capaz de criar padrões neurais que organizam as experiências vividas sob a forma de imagens é parte importante do processo de estar consciente. Orientar essas imagens na perspectiva do organismo é outra parte notável do processo. Mas isso não é o mesmo que saber de forma automática e explícita que existem imagens dentro de mim, que são minhas e, em termos correntes, accionáveis. É verdade que a simples presença de imagens organizadas que se encadeiam numa corrente produz uma mente, mas a menos que se lhe acrescente um novo processo, a mente permanece inconsciente. A essa mente inconsciente falta um eu. Para que o cérebro se torne consciente, precisa de adquirir uma nova pro

26 26 O livro da consciência priedade: a subjectividade e um traço da subjectividade que a define é o sentimento que percorre as imagens que experimentamos de forma subjectiva. Para um tratamento contemporâneo da importância da subjectividade na perspectiva da filosofia, ler John Searle. 9 Em consonância com este conceito, o passo decisivo para o aparecimento da consciência não é o fabrico de imagens e a criação básica da mente. O passo decisivo é tornar nossas essas imagens, levá las a pertencer aos seus devidos donos, os organismos singulares e absolutamente circunscritos nos quais as imagens emergem. Na perspectiva da evolução e da história da vida de um indivíduo, o conhecedor surgiu em passos ordenados o proto eu e os seus sentimentos primordiais; o eu nuclear impulsionado pelas acções e, por fim, o eu autobiográfico que incorpora dimensões sociais e espirituais. Claro que falamos de processos dinâmicos, não de algo rígido, e os seus níveis sofrem flutuações constantes simples, complexos, ou algures num ponto intermédio podendo ser ajustados prontamente de acordo com as circunstâncias. Para que a mente se torne consciente, o conhecedor, seja qual for a designação que lhe atribuamos eu, experienciador, protagonista, tem a sua origem no cérebro. Quando o cérebro consegue introduzir um conhecedor na mente, o resultado é a subjectividade. Caso o leitor se interrogue sobre a necessidade desta defesa do eu, permita me que lhe garanta que é justificável. Neste preciso momento, os neurocientistas cujo trabalho pretende esclarecer a consciência defendem abordagens diferentes quanto ao eu, desde considerar o eu um tópico indispensável para os trabalhos de pesquisa, à crença de que ainda não chegou a altura de lidar com o sujeito (literalmente!). 10 Uma vez que o trabalho associado a cada abordagem continua a produzir ideias úteis, não é, por enquanto, a necessário decidir qual a abordagem que se virá a revelar mais satisfatória. Temos, no entanto, de reconhecer que os resultados destas abordagens são diferentes. Entretanto, é importante notar que estas duas atitudes dão continuidade a uma diferença de interpretação que já separava William

27 27 Despertar James de David Hume, algo geralmente ignorado nas discussões deste problema. James pretendia garantir que as suas concepções de eu apresentavam uma base biológica firme: o seu «eu» não seria confundido com uma entidade metafísica. Isso, no entanto, não o impediu de reconhecer uma função de conhecimento para o eu, mesmo sendo essa função subtil e não exuberante. Por outro lado, David Hume pulverizou o eu ao ponto de o eliminar. As passagens que se seguem ilustram os conceitos de Hume: «Nunca sou capaz de me observar sem uma percepção e não consigo observar nada além da percepção.» E vai ainda mais longe: «Quanto ao resto da humanidade, arrisco me a afirmar que não passa de um aglomerado de percepções diferentes, que se sucedem umas às outras com uma rapidez inconcebível, e que se encontram num fluxo e movimento perpétuos.» Ao comentar a eliminação do eu por parte de Hume, William James foi levado a proferir uma repreensão memorável e defender a existência do eu, destacando nele a estranha mistura de «unidade e diversidade» e chamando a atenção para o «núcleo de uniformidade» que percorre os ingredientes do eu. 11 A base providenciada por William James foi modificada e aumentada por filósofos e neurocientistas, vindo a incluir diferentes aspectos do eu. 12 Claro que a importância do eu para a edificação da mente consciente não ficou diminuída. Duvido que a base neural da mente consciente possa ser esclarecida de forma abrangente sem que primeiro se torne compreensível o eu enquanto objecto o eu material e o eu enquanto conhecedor. Os trabalhos contemporâneos sobre filosofia da mente e psicologia alargaram o legado conceptual, enquanto que o extraordinário desenvolvimento da biologia geral, da biologia evolutiva e da neurociência ampliou o legado neural, produziu uma vasta série de técnicas para a investigação do cérebro e coligiu uma quantidade colossal de factos. Os indícios, conjecturas e hipóteses apresentados neste livro baseiam se em todos estes desenvolvimentos.

28 28 O livro da consciência O eu como testemunha Ao longo de milhões de anos, inúmeras criaturas têm tido mentes activas, mas apenas nos casos em que se desenvolveu um eu capaz de agir como testemunha dessa mente é que a sua existência foi reconhecida. Também só depois de essas mentes terem desenvolvido linguagem e sobrevivido para contar a sua história é que a existência de mentes se tornou conhecida. O eu como testemunha é o elemento adicional que revela a presença, em cada um de nós, dos acontecimentos a que chamamos mentais. É necessário compreender a forma como esse elemento adicional é criado. Não pretendo que os conceitos de testemunha e de protagonista sejam simples metáforas literárias. Espero que ajudem a ilustrar a vasta gama de papéis que o eu assume na mente. Uma mente que não seja testemunhada por um eu protagonista não deixa de ser uma mente. No entanto, uma vez que o eu é a nossa única forma natural de apreender a mente, estamos inteiramente dependentes da presença, capacidade e limites do eu. Tendo em conta esta dependência sistemática, torna se extremamente difícil imaginar de forma independente a natureza do processo mental, embora, a partir de uma perspectiva evolutiva, seja bem claro que os processos mentais simples antecedem os processos do eu. O eu permite o vislumbre da mente, mas produz uma visão enevoada. Os aspectos do eu que nos permitem formular interpretações quanto à nossa existência e quanto ao universo continuam a evoluir, com toda a certeza ao nível cultural, e provavelmente também a nível biológico. Por exemplo, as camadas superiores do eu estão ainda a ser modificadas pelas mais variadas interacções sociais e culturais, e pela acumulação de conhecimento científico sobre o funcionamento da mente e do cérebro. Um século de cinema terá, certamente, tido um grande impacto no ser humano, bem como o espectáculo das sociedades globalizadas, transmitido de forma instantânea pelos meios de comunicação electrónica. O impacto da revolução digital, por

29 29 Despertar seu lado, apenas começa a ser avaliado. Em resumo, a nossa única visão directa da mente depende de uma parte dessa mesma mente, um processo individual que temos bons motivos para crer não ser capaz de nos providenciar uma descrição abrangente e fidedigna daquilo que está a acontecer. À primeira vista, depois de reconhecer o eu como forma de acesso ao conhecimento, talvez seja paradoxal, já para não dizer ingrato, pôr em causa a sua fidedignidade. No entanto, é exactamente essa a situação. À parte a janela directa que o eu abre para os nossos prazeres e sofrimentos, a informação que nos dá tem de ser posta em causa, especialmente quando essa informação tem a ver com a própria natureza do eu. Contudo, foi também o eu que tornou possível a razão e a observação científica, e a razão e a ciência, por seu lado, têm vindo a corrigir as intuições enganadoras a que o eu, por si só, nos pode levar. Para além de uma intuição enganadora Podemos dizer que as culturas e as civilizações não teriam surgido na ausência da consciência, o que faz da consciência um desenvolvimento notável na evolução biológica. No entanto, a natureza da consciência levanta sérios problemas a quem procura esclarecer a sua biologia. A observação da consciência a partir da nossa posição actual, atentos e dotados de um eu, é responsável por uma distorção compreensível mas perturbante dos estudos sobre a mente e a consciência. Observada do alto, a mente adquire um estatuto especial, isolada do resto do organismo à qual pertence. Vista de cima, a mente não só parece ser muito complexa, o que certamente é o caso, como também parece um fenómeno de natureza diferente do dos tecidos e funções biológicas do organismo que a alberga. Na prática, quando observamos o nosso ser adoptamos dois tipos de óptica: vemos a mente com olhos dirigidos para o interior; vemos os tecidos

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