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1 7 de setembro de 1822 Independência do Brasil.

2 Brasil Império Primeiro Reinado Período Regencial Segundo Reinado

3 Primeiro Reinado

4 As primeiras dificuldades do novo governo... Reconhecimento interno. Portugueses que moravam no Brasil não aceitavam a Independência (temiam serem prejudicados).

5 Guerra de Independência Províncias que não aceitaram a proclamação: Maranhão. Bahia; Cisplatina; Grão-Pará; Piauí. Imperador D. Pedro I recorreu à força para garantir a obediência à sua autoridade e evitar a fragmentação do Império. Contratou mercenários.

6 Almirante Cochrane (Inglaterra) Mercenários Almirante Grenfell (Inglaterra) General Labatut (França)

7 Maior resistência província da Bahia clima muito tenso (agressões, violência até contra a Igreja Católica). Madeira de Melo ataque ao convento da Lapa morte da sóror Joana Angélica

8 Reconhecimento externo da independência 1824: Estados Unidos (primeiro país devido à Doutrina Monroe). 1825: Em Londres, os britânicos mediam o encontro entre os diplomatas brasileiros e portugueses. Portugal reconhece com a indenização brasileira de 2 milhões de libras esterlinas. Posteriormente são os ingleses que reconhecem a independência do Brasil. Renovação dos tratados de 1810 e compromisso de acabar com o tráfico negreiro.

9 Constituinte de 1823 Inicia os trabalhos a 17 de abril e é fechada por ato autoritário do Imperador a 12 de novembro (noite da agonia). O ante-projeto constitucional foi considerado muito liberal pelo monarca. Voto censitário. Se o cidadão possuísse o equivalente a 150, 250, 500 ou 1000 alqueires de mandioca, poderia ser eleitor ou se candidatar a deputado ou a senador. O projeto constituinte é conhecido com Constituição da Mandioca.

10 Constituição de 1824 Outorgada em 25 de março; 4 poderes: executivo, legislativo, judiciário e Moderador; Catolicismo apostólico romano: religião oficial do Império; Voto censitário; Eleitores das paróquias elegiam os eleitores das províncias que elegiam deputados e senadores; Senado vitalício; Regime do Padroado; Regime do Beneplácito;

11 4 Poderes

12 Voto censitário 100 mil-réis a 199 mil-réis: cidadão passivo, não votava nem era votado; 200 mil-réis a 399 mil-réis: cidadão ativo, eleitor de paróquia (ou de 1º grau), votava mas não era votado; 400 mil-réis a 799 mil-réis: cidadão ativo, eleitor de província (ou de 2º grau), votava e era votado para deputado; 800 mil-réis ou mais: cidadão ativo, eleitor de província (ou de 2º grau), votava e era votado para senador.

13 Padroado (União Igreja-Estado) Somente os católicos poderiam assumir cargos públicos; Somente os templos católicos poderiam ser públicos; Porém, formalmente, havia liberdade religiosa; O monarca era o chefe da Igreja Católica brasileira e não o Papa.

14 Beneplácito O imperador sagrava os bispos; O imperador poderia conceder títulos de nobreza; A Assembléia Nacional não tinha autoridade para concessão de títulos (poderia, no máximo, sugerir) e o monarca não necessitaria de sua autorização para concedê-los.

15 Crise Política do I Reinado Fechamento da Constituinte; Outorga da Constituição de 1824; Envolvimento de D. Pedro I na sucessão portuguesa (guerra civil contra o irmão D. Miguel que usurpara o trono); Repressão violenta ao movimento separatista e republicano das províncias do nordeste (Confederação do Equador) 1824; Guerra da Cisplatina ( ).

16 A CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR A dissolução da Assembléia teve ampla repercussão em Pernambuco - liberal por tradição. Foi uma tentativa de estabelecer a república no Brasil. Cipriano Barata e Frei Caneca atuaram como verdadeiros ideólogos da revolução, atacando de forma veemente a política de D. Pedro I, através da imprensa.

17 Em 2 de julho de 1824 foi proclamada a Confederação do Equador. Inspirado no modelo dos Estados Unidos. Objetivava reunir as províncias do Norte sob um republicano. Movimento separatista.

18 O movimento enfraqueceu ao discutir o FIM DA ESCRAVIDÃO. foi a chance de D. Pedro I reprimir o movimento com suas tropas. Frei Caneca morto em 1825

19 Guerra da Cisplatina Brasil e Argentina disputam o território que iniciou uma guerra pela autonomia; Guerra impopular que D. Pedro I insistiu em lutar: milhares de mortos de brasileiros de Santa Catarina e Rio Grande do Sul; A região consegue sua independência e não fica nem para o Brasil nem para a Argentina: torna-se a República Oriental do Uruguai.

20 Guerra da Cisplatina

21 A SITUAÇÃO DE D. PEDRO FICOU INSUSTENTÁVEL... Era um governo autoritário. Criticado pelos principais jornais brasileiros: Aurora Fluminense e O Observador. Prestígio abalado. A escandalosa vida particular do Imperador (mulherengo) O assassinato do jornalista Líbero Badaró por ordem de um juiz, íntimo do imperador. abalavam ainda mais o prestígio de D. Pedro I.

22

23 Luta Política Partido Português Apoiavam o absolutismo de D. Pedro; Institucionalmente eram fortes no Senado; Socialmente eram os grandes comerciantes da Corte Partido Brasileiro Liberais: eram contra o absolutismo de D. Pedro; Institucionalmente eram fortes na Câmara dos Deputados; Socialmente eram os médios e pequenos comerciantes da Corte e os grandes fazendeiros;

24 Noite das garrafadas MG.

25 Com a morte de D. João VI, D. Pedro I abdicara ao trono português em favor de sua filha D. Maria da Glória. Porém, seu irmão D. Miguel usurpou a Coroa. Esse fato preocupava o Imperador, que deixava os problemas brasileiros num segundo plano.

26 Na madrugada do dia 7 de abril de 1831, D. Pedro abdicava em favor de seu filho, D. Pedro de Alcântara (cinco anos). Nomeou como tutor José Bonifácio de Andrada e Silva.

27 D. Pedro I morre em 1834

28 Período Regencial

29 Período Regencial (1831 a 1840) O Brasil foi governado por regentes. Com a abdicação, uma Regência Trina assumiu o governo. Posteriormente passou a existir uma REGÊNCIA UNA Época de turbulências sociais e lutas separatistas.

30 Abril - Regência Trina Provisória. Francisco de Lima e Silva, Joaquim Carneiro de Campos e Nicolau de Campos Vergueiro. Divulgaram um manifesto ao povo pedindo que mantivessem a ordem. Várias revoltas no Brasil contra os portugueses seguidores de D. Pedro I Reconduziram o ministério dos brasileiros ao poder. Anistiaram presos políticos. Exoneraram oficiais portugueses. Suspensão (provisória) da aplicação do Poder Moderador.

31 Junho - Regência Trina Permanente. Francisco de Lima e Silva, João Bráulio Muniz e José da Costa Carvalho. Padre Diogo Feijó assumiu o Ministério da Justiça e criou a Guarda Nacional. Milícia organizada pelos fazendeiros e submetida a eles. Função conter as manifestações populares mais radicais. Era o braço da justiça a serviço dos interesses da elite agrária.

32 Principais grupos políticos do Brasil (não faltavam apelidos depreciativos). Moderados ou chimangos (ave de rapina) elites agrárias. Exaltados, farroupilhas ou jurujubas (ave) camadas médias urbanas ideias republicanas e radicais. Restauradores ou caramurus portugueses - lutavam pelo retorno de D. Pedro I ao poder.

33 O avanço liberal: Liberais desejavam uma nação mais moderna ª fase do Período Regencial caracterizou-se pela implementação de medidas de caráter descentralizador. Criação da Guarda Nacional milícia organizada pelos fazendeiros e submetida a eles. Código de Processo Criminal dava enormes poderes ao juiz de paz (autoridade policial e judiciária), que seria escolhido pelos proprietários locais. Ato Adicional criou as Assembleias Legislativas Provinciais (deputados estaduais), aboliu o Conselho de Estado (principal órgão de auxílio ao Imperador), criou o Município Neutro (RJ), tornou a função de regente eletiva e temporária e criou a regência una.

34 Regência Una do Padre Feijó ( ): Várias revoltas pelo país (Cabanagem, Sabinada e Revolução Farroupilha). Feijó renuncia em 1837 (oposição crescente e problemas de saúde). PADRE FEIJÓ

35 Regência Una de Araújo Lima ( ): Criação do Colégio Pedro II, Arquivo Público Nacional e Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro Ministério das Capacidades (Bernardo Pereira de Vasconcelos, ministro da Justiça). ARAÚJO LIMA

36 DISPUTANDO O PODER NAS ASSEMBLEIAS PROVINCIAIS ESTAVAM: Conservadores portugueses que queriam um governo que se aproximasse do estilo de D. Pedro I. Liberais desejavam uma nação mais moderna. Onda liberal (espaço para reivindicações mais radicais das facções populares e a exposição das insatisfações das elites locais). Resultado: rebeliões regenciais.

37 Rebeliões Regenciais

38 Cabanagem (PA/AM ): Mais popular de todas as rebeliões regenciais. Ampla participação popular (índios, negros, mestiços, escravos ou livres, porém, todos pobres). Revolta motivada pela agitações liberais na região lideradas por Batista Campos. Luta contra desigualdades. Estopim: chance da indicação de um conservador para o governo da província. Chegaram a tomar o poder (Independência do Pará). Vários líderes Antônio Malcher, Francisco Vinagre e Eduardo Angelim). Por ser a mais popular das revoltas, foi a mais severamente reprimida (30 mil mortos ou 25% da população total da Província).

39 A Sabinada (BA ): Francisco Sabino Barroso (líder). Dificuldades econômicas da Província (causa principal) Objetivos: proclamar uma República Provisória até a maioridade de D. Pedro II. Adesão da classe média urbana. Líderes presos ou mortos. Bandeira da República Bahiense, proclamada durante a rebelião.

40 A Balaiada (MA ): Causas: pobreza generalizada, privilégios de latifundiários e comerciantes portugueses. Começou com a disputa entre grupos da elite local. Liberal-radical bem te vis X Conservadores e elitistas Cabanos. - As rivalidades acabaram resultando em uma revolta local. Manuel dos Anjos Ferreira (o Balaio ), Raimundo Gomes (o Cara Preta ) e Negro Cosme Bento: principais líderes. Reprimidos por Luís Alves de Lima e Silva (futuro Duque de Caxias).

41 Revolução Farroupilha ou Guerra dos Farrapos (RS ): A mais elitista e longa de todas as revoltas. Principais lideranças (estancieiros): Bento Gonçalves (maior líder), Davi Canabarro, Guiuseppe Garibaldi. Causas: Altos impostos sobre o charque gaúcho; Baixos impostos de importação sobre o charque platino (ARG e URU); Nomeação do Presidente de Província (governador) pelo Rio de Janeiro, contrário aos interesses gaúchos.

42 Proclamação da República do Piratini, ou República Rio-Grandense (RS, a partir de 1835) e da República Juliana (SC, de jul-nov de 1839). Bandeira dos farrapos Bandeira da República Juliana Garibaldi

43 Acordo encerra conflito em 1845: Paz de Ponche Verde Anistia dos envolvidos gaúchos; Incorporação dos farrapos no exército nacional; Permissão para escolher o Presidente de Província; Devolução de terras confiscadas na guerra; Proteção ao charque gaúcho da concorrência externa;

44 GOLPE DA MAIORIDADE Desde 1838, estava claro tanto para os LIBERAIS, quanto para os CONSERVADORES que somente a monarquia plena poderia levar o país a superar a sua instabilidade política.

45 O golpe nada mais foi que a antecipação da maioridade de D. Pedro II, que contava então com um pouco mais de 14 anos pôs fim ao Período Regencial e deu início ao Segundo Império.

46

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