VIOLÊNCIA DOMÉSTICA. O que o fonoaudiólogo tem a ver com isso? FOTO: ELISIARIO E. COUTO/INSERT CRFA 2ª REGIÃO TRAÇA PANORAMA DA FONOAUDIOLOGIA ESCOLAR

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1 VIOLÊNCIA DOMÉSTICA FOTO: ELISIARIO E. COUTO/INSERT O que o fonoaudiólogo tem a ver com isso? CRFA 2ª REGIÃO TRAÇA PANORAMA DA FONOAUDIOLOGIA ESCOLAR

2 2 - REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO EDIÇÃO 67 - MAIO/JUNHO 2006

3 EDITORIAL PRESIDENTE SÍLVIA TAVARES DE OLIVEIRA VICE ICE-P -PRESIDENTE SANDRA MARIA VIEIRA TRISTÃO DE ALMEIDA DIRETORA IRETORA-S -SECRETÁRIA ANAMY CECÍLIA CÉSAR VIZEU DIRETORA IRETORA-T -TESOUREIRA MÁRCIA REGINA DA SILVA CONSELHO REGIONAL DE FONOAUDIOLOGIA 2ª. REGIÃO 7º COLEGIADO CONSELHEIROS ONSELHEIROS: ANA LÉIA SAFRO BERENSTEIN ANAMY CECÍLIA CÉSAR VIZEU ANDREA WANDER BONAMIGO CLAUDIA APARECIDA RAGUSA CRISTINA LEMOS BARBOSA FURIA DIVA ESTEVES DULCIRENE SOUZA REGGI FERNANDO CAGGIANO JÚNIOR LICA ARAKAWA SUGUENO LUCIANA PEREIRA DOS SANTOS MÁRCIA REGINA DA SILVA MARIA CECÍLIA GRECO MÔNICA PETIT MADRID ROBERTA ALVARENGA REIS SANDRA MARIA RODRIGUES PEREIRA DE OLIVEIRA SANDRA MARIA VIEIRA TRISTÃO DE ALMEIDA SILVIA REGINA PIEROTTI SILVIA TAVARES DE OLIVEIRA THELMA REGINA DA SILVA COSTA YARA APARECIDA BOHLSEN RUA DONA GERMAINE BURCHARD, 331 CEP SÃO PAULO FONE/FAX: (011) SITE: DELEGACIA REGIONAL DA BAIXADA SANTISTA RUA MATO GROSSO, 380 CJ. 01 CEP SANTOS FONE: (13) FAX (13) DELEGADA: ISABEL GONÇALVES DELEGACIA REGIONAL DE MARÍLIA RUA BAHIA, O. ANDAR, SALA 43 CEP MARÍLIA FONE/FAX: (14) DELEGADA: FABIANA MARTINS DELEGACIA REGIONAL DE RIBEIRÃO PRETO RUA BERNARDINO DE CAMPOS, CJ CEP RIBEIRÃO PRETO FONE: (16) / FAX: (16) DELEGADA: ANA CAMILLA BIANCHI PIZARRO DEPARTAMENTOS GERAL CADASTRO/PERFIL DEPARTAMENTO PESSOAL CONTABILIDADE EVENTOS FISCALIZAÇÃO JURÍDICO REGISTROS/TESOURARIA SECRETARIA SUPERVISÃO COMISSÕES DIVULGAÇÃO EDUCAÇÃO ÉTICA LEGISLAÇÃO E NORMAS LICITAÇÃO OUVIDORIA SAÚDE CONVÊNIOS MÉDICOS TOMADA DE CONTAS REVISTA DA COMISSÃO DE DIVULGAÇÃO N 67 MAIO/JUNHO 2006 ISSN TIRAGEM: EXEMPLARES LUCIANA PEREIRA DOS SANTOS - PRESIDENTE ANA CAMILLA BIANCHI PIZARRO DIVA ESTEVES CRISTINA LEMOS BARBOSA FURIA SANDRA MARIA RODRIGUES P. DE OLIVEIRA EDITOR E JORNALISTA RESPONSÁVEL: ELISIARIO EMANUEL DO COUTO (MTB 8.226) PRODUÇÃO EDITORIAL E GRÁFICA RÁFICA: INSERT CONSULTORES EM COMUNICAÇÃO LTDA. TEL. (11) / REDAÇÃO EDAÇÃO: RUA DONA GERMAINE BURCHARD, 331 CEP SÃO PAULO, SP FONE/FAX: (011) IMPRESSÃO MPRESSÃO: PROL EDITORA GRÁFICA PARA ANUNCIAR: (11) OU MAIL: AS OPINIÕES EMITIDAS EM TEXTOS ASSINADOS SÃO DE INTEIRA RESPONSABILIDADE DE SEUS AUTORES. A REPRODUÇÃO DE TEXTOS DESTA EDIÇÃO É PERMITIDA, EXCLUSIVAMENTE PARA USO EDITORIAL, DESDE QUE CLARAMENTE IDENTIFICADA A FONTE. TEXTOS ASSINADOS E FOTOS COM CRÉDITO IDENTIFICADO SOMENTE PODEM SER REPRODUZIDAS COM EXPRESSA AUTORIZAÇÃO POR ESCRITO DE SEUS AUTORES. FOTO: RUBENS GAZETA Estamos entrando no nosso último ano de gestão e gostaríamos de compartilhá-lo com todos os fonoaudiólogos. Temos como um dos objetivos este ano participar de, divulgar, apoiar e realizar eventos que promovam a Fonoaudiologia e sua inserção na sociedade. Vocês verão nesta revista a participação do conselho na Ação Global, no Dia Mundial da Saúde, no Dia da Voz e na Conferência Nacional de Gestão do Trabalho. Neste número da revista, vocês poderão ver, ainda, a preocupação do Conselho em relação a Saúde Pública, através das inúmeras reportagens sobre este assunto.terão oportunidade de ler a entrevista com a sanitarista Roseni Pinheiro, que atua no Laboratório de Pesquisas de Práticas de Integralidade em Saúde - Lappis e o relato do fórum de Saúde Pública, ministrado pelo dr. Gilson Carvalho, sobre o Sistema de Saúde no Brasil e a participação dos profissionais. Os fonoaudiólogos têm participado em grande número dos Happy Hours Culturais realizados na Casa do Fonoaudiólogo e nas delegacias. Neste ano, continuaremos promovendo estes eventos, que tem como maior objetivo atualizar o profissional para sua prática clínica. Temos buscado cada vez mais fortalecer nossas parcerias com a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, a Academia Brasileira de Audiologia, as Universidades e os Conselhos de Saúde, visando o trabalho multidisciplinar em benefício da comunidade. Acreditamos e esperamos que as informações aqui relatadas possam mobilizar algumas reflexões e repercutir na prática profissional e na vida de cada fonoaudiólogo. Boa leitura. Silvia Tavares de Oliveira Presidente do CRFa 2 a Região EDIÇÃO 66 - MAIO/JUNHO 2006 REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO - 3

4 DEBATE FOTO: INSERT VIOLÊNCIA DOMÉSTICA O que o fonoaudiólogo tem a ver com isso? 60% das mulheres sofrem agressões físicas. 10% sofrem violência sexual. 30% dizem que não há justificativa para agressão. 75% afirmam que a esposa tem direito de recusar fazer sexo. 40% sofrem agressão de alguém que não é parceiro. 20% mantém silêncio sobre agressão. Socos, chutes, ameaças e ataques com armas são mais comuns. Estes são alguns dos números contidos em um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS), que indicou que aproximadamente uma em cada três mulheres pesquisadas em duas áreas do Brasil diz já ter sofrido algum tipo de violência cometida pelo parceiro. A pesquisa da OMS foi realizada entre 2000 e 2003, a partir de entrevistas com 24 mil mulheres em dez países. No Brasil, o estudo ouviu mulheres com idade entre 15 e 49 anos na cidade de São Paulo e na Zona da Mata de Pernambuco. Na capital paulista, 27% das mulheres disseram já ter sido vítimas de violência doméstica. Esse percentual cresce para 34% em Pernambuco. Essas agressões, principalmente de maridos ou parceiros, têm um impacto direto sobre a saúde das mulheres, mas nem sempre são reveladas. Pelo menos 20% das entrevistadas nos dez países disseram que nunca revelaram as agressões às autoridades. Entre as vítimas de violências físicas, 40% das paulistanas e 37% das pernambucanas admitiram ter sofrido ferimentos ao menos uma vez: de escoriações e cortes e até a ruptura de tímpanos e queimaduras. Na comparação com os outros nove países pesquisados, os índices das cidades brasileiras foram semelhantes aos registrados na Tailândia e na Namíbia. De acordo com os resultados do estudo, a violência conjugal no Brasil é maior do que no Japão e na Sérvia. Em compensação, o problema é menos grave no país do que na Etiópia, no Peru, em Bangladesh, na Tanzânia e em Samoa. 4 - REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO EDIÇÃO 67 - MAIO/JUNHO 2006

5 Na visão de Ana Flávia d Oliveira, uma das responsáveis pela pesquisa da OMS em território brasileiro, os dois maiores obstáculos para o combate à violência doméstica no Brasil são a falta de uma lei específica para esse tipo de crime e a freqüente relação que se faz entre os homens e a violência. Um dos problemas é a cultura e a formação de homens e mulheres, com a masculinidade muito associada à violência, diz a pesquisadora. É a cultura de gênero que cria homens e mulheres de forma diferente. O Brasil avançou nos últimos anos em termos de políticas públicas para coibir a violência conjugal, constata a pesquisadora, com iniciativas como a criação de delegacias de defesa da mulher e serviços de aborto legal, atendimento à violência sexual e prevenção contra Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis. Mas não é suficiente, avalia. Precisamos de uma melhoria, e precisamos especialmente de uma integração entre esses serviços. Profissional distante. As pessoas em situação de violência, especialmente as vítimas, procuram ajuda nas unidades de saúde, sejam públicas ou privadas. Infelizmente, em geral, o profissional que atende essas pessoas não está sensível ao problema, por não estar suficientemente capacitado e sensibilizado para identificar e cuidar de pessoas nessa situação, lamenta o médico psiquiatra Jonas Melman, que atua na Coordenadoria de Desenvolvimento de Políticas e Programas de Saúde da prefeitura de São Paulo, e que antes esteve envolvido no projeto Resgate Cidadão (hoje está vinculado à área temática Cultura de Paz, Saúde e Cidadania). Os profissionais de saúde não perguntam e a clientela não fala. A população não identifica na Saúde um espaço onde pode cuidar disso Por outro lado, esse profissional muitas vezes não tem o olhar para captar essa pessoa como um todo e identificar que ela está em uma situação de violência. Não consegue reconhecer que aquilo é expressão de uma situação mais grave. Vários fatores são identificados pelo psiquiatra para justificar o alheamento do profissional. Um deles é a formação, que não inclui a questão da violência como uma questão de saúde (embora reconheça que este quadro tenha mudado, ainda de forma incipiente, nos últimos anos). As organizações sociais e as instituições de formação e os serviços estão mergulhados nessa cultura da violência, que banaliza e simplifica o fenômeno. Uma de nossas funções é a de ajudar as pessoas a refletir sobre o assunto, no sentido de que se possa reverter esse quadro, despertando para a necessidade de mudar uma situação que a todo mundo submete e violenta. Jonas Melman foi um dos palestrantes do congresso brasileiro promovido pela Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, em Santos (SP), no ano passado, onde abordou as estratégias de sua área temática na Secretaria de Saúde, no sentido de pinçar políticas públicas consistentes que contribuam para reverter o quadro de cultura de violência para o de uma cultura de paz. A violência pode ter múltiplas expressões e as pessoas procuram as unidades ou os profissionais de saúde com suas queixas e sintomas. Os projetos terapêuticos mais consistentes, assim como as políticas públicas para tentar ajudar as pessoas nessa situação, necessitam obrigatoriamente do enfoque multidisciplinar, onde cada profissional de Saúde tenha a contribuir no sentido de poder ajudar essa pessoa, recuperar sua estima, curar suas feridas, enfim, garantir uma qualidade de vida mínima, para que seja feliz novamente. O psiquiatra relata que, pela primeira vez na história da secretaria da Saúde paulistana, está surgindo um projeto integrado que busca uma ação conjunta entre diversas áreas da própria secretaria e em parceria com outros setores do governo, para avaliar a questão da violência de uma forma integral, em substituição a ações segmentadas ou fragmentadas na dimensão da mulher, da criança, do adolescente, do índio ou da questão racial. O mesmo ocorre no Ministério da Saúde, com a elaboração de um projeto nacional de construção de uma rede de prevenção de violência na área da saúde, para que os secretários municipais de saúde desenvolvam políticas voltadas a superação da violência, numa perspectiva da cultura da paz. Na maior favela... A fonoaudióloga Lourdes d Urso apresentou, no último congresso da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, um relato sobre a construção de uma rede de proteção à criança e ao adolescente em situação de violência, através do caminho percorrido pela equipe da UBS (Unidade Básica de Saúde) Jardim Seckler, onde trabalha, e seus desdobramentos na identificação e construção de intervenções em uma situação de violência doméstica. Esta UBS é responsável por parte da população de Heliópolis, a maior favela de São Paulo (130 mil habitantes), onde a morbi-mortalidade por causas violentas de crianças ocupa papel de destaque. Lourdes classifica esta região como de alto índice de exclusão social e de vulnerabilidade social, com famílias de alta e altíssima privação. EDIÇÃO 67 - MAIO/JUNHO 2006 REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO - 5

6 O estudo envolveu outros profissionais da equipe, das áreas de Medicina Sanitária, Psicologia, Enfermagem e Assistência Social e teve como parceiros a UNAS Heliópolis, o Conselho Tutelar do Ipiranga e o CRIA da Unifesp, entre outros envolvidos. A construção da rede teve início em junho de 2002, com a constatação do atraso vacinal de todas as crianças de uma família. Uma filha de sete anos tinha dificuldade para falar e não freqüentava a escola e a mãe não conseguia trazer a criança nas datas agendadas para consulta e avaliação fonoaudiológica. Cinco meses depois, a mãe relatou maus-tratos e violência por parte do marido e informações confusas sobre abuso sexual, mas que deixavam dúvidas em relação à sua veracidade. O segredo foi sendo desvendado nos meses seguintes, com a reconstrução dos relatos fragmentados e a busca de informações junto a outros familiares e vizinhos. Chama a atenção na situação apresentada que a rotina de violência já era de conhecimento de familiares e vizinhos, destaca Lourdes d Urso. O forte pacto de silêncio e omissão, que sustenta e reforça este tipo de prática, expressa uma banalização da violência na nossa sociedade. Consideramos este caso emblemático no que diz respeito à maneira como se produz e reproduz a violência. Para a construção desta rede de proteção à criança e ao adolescente em situação de violência, foi necessária uma articulação intersetorial, com reuniões mensais envolvendo as áreas da Saúde, Educação, Assistência Social, Conselho Tutelar, movimentos populares e organizações comunitárias, em um fórum interinstitucional permanente, que extravasou os limites da Saúde. Esta atenção intersetorial envolveu o acompanhamento terapêutico da ticos de discussões coletivas, a ampliação da escuta e percepção de casos de criança na unidade, a atuação junto à mãe para ampliar sua capacidade de violência, a implantação de um sistema cuidado e proteção dos filhos, a de vigilância e notificação de violência inserção na escola e no equipamento na UBS e a maior integração serviçocomunidade. Este caso de violência nos social da comunidade em trabalho conjunto de estimulação e cuidado, a ajudou a estruturar uma prática mais parceria com o Conselho Tutelar, com articulada com a comunidade e de abrir solicitação ao Judiciário de afastamento mais a escuta, envolvendo fonoaudiólogas, psicólogas e terapeutas ocupa- do agressor e o apoio do CRIA - Centro de Referência da Infância e cionais. Ao procurar entender a linguagem de uma criança, não a Adolescência, da Unifesp, para todos os desvinculo FOTO: ELISIARIO E. COUTO/INSERT da realidade social e cultural que existe. Não se consegue fazer uma clínica focada só no sintoma, o que muda até o projeto de intervenção, que não é apenas fonoterapia, mas uma abordagem integrada com a comunidade. Apesar das dificuldades e limitações encontradas, a experiência foi rica Fonoaudióloga Elisabeth Nakemi Nakagawa cuidados no atendimento da família. Um ano depois, era visível a evolução nos aspectos psico-social, cognitivo e de linguagem da criança, na melhora de sua auto-estima e na ampliação da capacidade de cuidado da mãe com os filhos, apesar da demora nas ações judiciais e na dificuldade de afastar o agressor. Este processo trouxe como desdobramento a reorganização do processo de trabalho da UBS. Inicialmente, houve grande dificuldade no acolhimento de casos pela equipe de saúde. Isso só pôde ser superado através da integração de diversos olhares, rompendo com a fragmentação de saberes e práticas presente no trabalho da unidade de saúde. Essa diminuição da fragmentação e isolamento dos profissionais ocorreu com a implantação de espaços sistemá- Médico psiquiatra Jonas Melman em aprendizado. Gerou reflexões e transformações na prática clínica dos profissionais e na organização do serviço de saúde. Possibilitou, ainda, vivenciar práticas interdisciplinares e intersetoriais. Novos casos continuam a chegar na unidade e o desafio de intervir e atuar de forma mais integral na violência ainda persiste. Preocupação antiga. O envolvimento de fonoaudiólogos nas 6 - REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO EDIÇÃO 67 - MAIO/JUNHO 2006 FOTO: ELISIARIO E. COUTO/INSERT

7 FOTO: ELISIARIO E. COUTO/INSERT questões relacionadas com a violência não é de agora. Esta revista publicou, em sua edição 51 (o texto completo está no site do CRFa 2a. Região em Edições Anteriores ), um relato do Projeto Ô de Casa, desenvolvido pela fonoaudióloga Márcia Regina Moscato Amoroso na UBS do bairro de São Manoel, em Guaratinguetá (SP), onde teve o primeiro contato com o fenômeno da violência doméstica contra crianças e adolescentes. Num desses encontros, me foi relatado o pacto de silêncio que sustenta este tipo de violência, onde participam os pais possibilidades de atuação do fonoaudiólogo ultrapassavam esse âmbito clínico, em uma atuação em pesquisa e prevenção partilhada por todos os profissionais da equipe, com o objetivo de que as crianças e adolescentes, vítimas de violência doméstica, pudessem ter um desenvolvimento bio-psico-social adequado e digno, assim como assegurar uma cidadania plena. Fonoaudióloga Lourdes d Urso Atuação abrangente. Lílian Yumi Simofusa é outra fonoaudióloga que conviveu durante dois anos com as Fonoaudióloga Lilian Yumi Simofusa questões relacionadas com violência abusivos, seus parentes, vizinhos, doméstica no CRIA - Centro de sociedade e até profissionais da Saúde, Referência em Saúde Mental para a da Justiça, do Serviço Social, da Criança e Adolescência do Jabaquara Educação, da Psicologia e da (conhecido como Casinha ), desde sua Comunicação! Alterações físicas, criação. Hoje, no mesmo bairro paulistano, atua no CAPS-AD, voltado aos emocionais e cognitivas são alguns dos efeitos em curto prazo que tal violência dependentes de álcool e de drogas. As gera nas crianças. Os problemas de demandas graves que enfrentou eram linguagem também aparecem como as mais diversas - situações de conseqüência: essas crianças são, abandono, abuso sexual... - atendidas literalmente, proibidas de falar. por uma equipe que incluía psicólogos, Logo após, ao iniciar seu trabalho terapeutas ocupacionais e assistentes como voluntária no CRIA - Centro de sociais ainda sem muita experiência Referência à Infância e Adolescência em nessa área. Guaratinguetá, a fonoaudióloga cogitou Quase 80% da demanda estava um atendimento terapêutico com crianças que apresentassem distúrbios de dentro do objetivo do CAPS Infantil relacionada com violência doméstica, linguagem. Notou, de imediato, que as (ou CRIA, na nomenclatura atual) de FOTO: ELISIARIO E. COUTO/INSERT atender crianças com transtornos mentais graves. A proposta estabelecida desde o início foi a da intervenção realizada pela equipe, com o olhar específico de cada profissional. Definimos a necessidade de intervenções junto à escola, à família, a necessidade de visita domiciliar, o envolvimento com o Conselho Tutelar e a Vara da Infância. Se havia necessidade de algum outro recurso na comunidade, fazíamos a articulação com projetos sócio-educativos do bairro. Lílian se via muito mais como uma terapeuta generalista do que uma profissional específica da Fonoaudiologia. Embora atuasse com fonoterapia em casos, em que havia sentido esse tipo de intervenção, ocorriam momentos em que era necessário estabelecer prioridades. E, ao conhecer cada vez mais as outras áreas, mais dispunha dos instrumentos para definir os projetos que o paciente necessitava. Enquanto setor de Saúde, temos uma limitação de ação, porque não existem políticas voltadas para a diminuição da violência e maior investimento no campo social. O paciente continua morando em lugar de risco, presenciando tiroteios, mortes, sem oportunidade de emprego.... Lílian lembra também a polaridade entre agressor e vítima. Podemos entender que o agressor está reproduzindo a violência que ele viveu na infância e precisamos pensar na atuação também nesse lado, ter uma visão mais ampla. A necessidade de ampliar seu campo de atuação fez com que Lílian Yumi Simofusa enveredasse para a área da arte e da educação e utilizasse o conhecimento adquirido no CAPS nos pacientes que estão no fundo do poço e que conseguem, através da arte, se EDIÇÃO 67 - MAIO/JUNHO 2006 REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO - 7

8 emocionar e, com isso, melhorar a auto-estima e a auto-confiança.. Hoje ela realiza oficinas de arte (mas não como arterapia, que trabalha a expressão via artes plásticas). Ela entende a arte como um recurso para a pessoa encontrar uma outra perspectiva de vida, fazer uma leitura diferente do mundo, ampliar o seu repertório e ver que o prazer não está só na droga ou no álcool. A arte faz a gente chorar, faz a gente rir, se sentir humano, porque entra em contato com sentimentos. Programas intersetoriais. Na mesma região do Jabaquara, a fonoaudióloga Elisabeth Nakemi Nakagawa (poucos a conhecem pelo nome de batismo, mas sim pelo apelido, Betinha) esteve diretamente envolvida com a implantação e gestão de dois programas intersetoriais relacionados com a violência: o Projeto Teia e, em seguida, a Rede Social do Jabaquara. Convidada a trabalhar no grupo que analisava as questões de violência, chamado Resgate Cidadão, ao final passou a integrar a assessoria da Supervisão Técnica de Saúde do Jabaquara e Vila Mariana, ligada a uma das cinco coordenadorias da Secretaria de Saúde do município de São Paulo, onde está até hoje. Quando trabalhava em uma UBS da região, Betinha atendeu uma menina de nove anos, introspectiva e com muito medo, com queixa de que não falava e detectou situação de violência velada na casa onde morava. Se atuasse apenas como fonoaudióloga, certamente essa menina não iria melhorar, porque trabalharia apenas com a conseqüência. Quando ela percebeu que podia contar alguma coisa, começou a falar... O papel do agente comunitário (do Plano de Saúde da Família), dentro da comunidade, foi fundamental. Betinha lembra outro caso, de um menino de cinco anos espancado pelo pai, onde se conseguiu reverter esse quadro em um trabalho intersetorial, envolvendo a escola, o agente de saúde, o Conselho Tutelar e a Assistência Social. O que ficou muito marcado para mim e para a equipe é que a mãe contou que a vizinhança começou a bater menos nos filhos.... O Projeto Teia (Trabalho Envolvendo Infância e Adolescência) surgiu em 2004, a partir dessas experiências, quando já atuava na assessoria de supervisão de saúde. O projeto visava trabalhar principalmente com as crianças de risco, encaminhadas pelas escolas localizadas em torno da unidade pólo de saúde. Tínhamos várias instâncias: a Teia Local ia com a equipe da UBS para a escola detectar os casos mais complexos, discutir e promover uma atuação conjunta, para que a criança nessas condições, no período em que não estivesse na escola, tivesse garantido um outro espaço que não o da casa, enquanto por outros meios tentávamos trabalhar a mãe que bebia, o papai desempregado... Não adiantava tratar a criança, se a família continuasse em situação degradante. A instância seguinte era a Teia Regional, que reunia as UBS com todas as escolas do entorno e, finalmente, uma Teia Geral, com todas as escolas da região e todas as unidades básicas. O projeto foi desenvolvido na região do Jabaquara, mas foi descontinuado com a mudança de gestão, apesar dos pedidos dos profissionais - tanto da saúde como da educação - para que fosse retomado. A questão da violência é muito camuflada, mas é a segunda causa de morte no bairro do Jabaquara. Com o encerramento do Projeto Teia, resolvemos desenvolver a Rede Social do Jabaquara, um projeto mais amplo que, no fundo, também trabalha com a questão da violência, com três objetivos principais: meio ambiente, cultura e lazer, e esporte, relembra a fonoaudióloga. O bairro do Jabaquara possui 98 favelas e a falta de acesso a locais adequados para atender a esses objetivos levou a reunir três instâncias o setor privado (onde se destaca o Senac, que comanda as ações dessa rede), o setor público (agentes de saúde e a subprefeitura) e as organizações sociais. Elizabeth, a Betinha, tem clara a visão que a violência não pode ser encarada como problema de uma área específica. Tenho consultório, gosto da atuação clínica, mas acredito firmemente que, até para crescer enquanto cidadão e enquanto fonoaudióloga, é muito importante o trabalho em equipe, em uma UBS ou em outros setores, inclusive para a minha prática dentro do consultório. Ao mesmo tempo, a prática no consultório alimenta esse trabalho na rede pública. Muitos casos que chegam da escola, como os de leitura e escrita, estão diretamente associados a questões de violência. Quando ia fazer as visitas, percebia que eu própria estava sendo extremamente violenta nas orientações, porque as famílias visitadas mal e mal tinham alguma coisa pra comer. Tenho certeza que, no lugar dessa mãe, iria sair muito frustrada com as palavras de alguém que tem algum poder aquisitivo...comecei a rever alguns conceitos que tinha, enquanto fonoaudióloga. Muitas vezes, como fonoaudióloga, não notava evolução. Seria incompetência minha? Só ao ir para a comunidade é que passamos a ver que, muito antes do problema de fala, existe um problema social enorme. Com esta nova visão, o problema de fala melhora e o seu trabalho rende muito mais. 8 - REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO EDIÇÃO 67 - MAIO/JUNHO 2006

9 PARTICIPAÇÃO Fonoaudiólogos e engenheiros, juntos na SOBRAC Ao assumir, em fevereiro deste ano, a vice-presidência da SOBRAC Sociedade Brasileira de Acústica, a fonoaudióloga Ana Cláudia Fiorini concretizou um importantíssimo passo para a integração do profissional de Saúde com o profissional da área de Exatas. A entidade, fundada em 1984 com o objetivo de difundir informações entre pesquisadores, fabricantes, consultores e usuários sobre os temas relacionados com acústica e vibrações, teve o primeiro envolvimento de fonoaudiólogos em 1992, através de um grupo da PUC São Paulo, entre as quais estava Ana Cláudia Fiorini, que participou de um evento promovido pela SOBRAC no Rio de Janeiro, e apresentou diversos trabalhos científicos. Até então, a entidade contava com o envolvimento apenas de profissionais de Engenharia (normalmente das áreas de Mecânica e Elétrica, e sempre com pós-graduação em Engenharia Acústica), de arquitetos e de físicos. Com essa participação pioneira, começamos a agregar ao conhecimento da produção e da propagação do som que esses profissionais possuem, o conhecimento dos fonoaudiólogos sobre a sensação que o som provoca no homem, o que acontece em termos de efeitos na saúde das pessoas, tanto na exposição a sons como a vibrações, relembra a fonoaudióloga. Ana Cláudia Fiorini, antes de integrar a diretoria, foi conselheira da entidade por quatro anos e em dezembro foi eleita em um chapa que tem o engenheiro Antonio Nabuco de Araújo, chefe do Laboratório de Acústica e Vibrações do Inmetro, como presidente. Na SOBRAC, a contribuição da FOTO: ELISIARIO E. COUTO/INSERT Fonoaudióloga Ana Cláudia Fiorini Fonoaudiologia é principalmente na área de ruído, tanto ocupacional como o urbano. Segundo Ana Cláudia Fiorini, estamos também nos envolvendo em escolas, visando a qualidade acústica das salas de aula. No final de novembro deste ano, na PUC São Paulo, o encontro nacional da SOBRAC terá um simpósio de acústica de salas e edificações e iremos promover um simpósio paralelo para fonoaudiólogos, sobre ruído em escolas. Participamos em grupos para estudo e definição de normas de ruído, sejam relacionadas à calibração de equipamento, sejam para ruído no interior da cabina ou para protetores auditivos. Os engenheiros trabalham com a vigilância sanitária, para propor medidas de controle do risco e nós com a vigilância epidemiológica, dos efeitos que o risco provoca no homem. Esta é uma parceria muito bem vinda que, na visão da Fonoaudióloga, envolve não apenas os fonoaudiólogos que atuam na área de audição, como os profissionais voltados para a voz, em razão das questões acústicas de produção e de percepção de fala. Tenho como um de meus objetivos, o de realizar, no futuro, simpósios conjuntos, inclusive sensibilizando os profissionais da voz para essas questões. A SOBRAC é constituída por vários grupos de trabalho: o de Ruído Veicular, responsável pela organização de simpósios em São Paulo; o de Acústica de Edificação, que promove encontros em conjunto com grupos de Ergonomia e Conforto Térmico; e o de Conservação da Audição, que trabalha com outras entidades de Segurança e Medicina do Trabalho. A entidade participou das discussões para a elaboração da Lei do Silêncio, em 1990, e do Ruído Veicular, em Possui, ainda, representantes na ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e em outras instituições relacionadas à segurança no trabalho e conforto acústico. Atualmente, sua sede está nas dependências da Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis (SC). Um dos projetos da nova diretoria é de iniciar um processo de certificação de profissionais que a- tuam na área de acústica e vibrações. Hoje, existe apenas o processo de acreditação de empresas, junto ao Inmetro. Ana Cláudia lamenta que a participação de fonoaudiólogos na SOBRAC ainda seja muito reduzida, embora não existam pré-requisitos para admissão em uma das três categorias oferecidas: estudantes, profissionais ou sócios empresariais. Os interessados poderão obter informações pelos telefones da SOBRAC: (48) ou (48) ou através do site - (em reformulação) ou do EDIÇÃO 67 - MAIO/JUNHO 2006 REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO - 9

10 DIA DA VOZ CAMPANHA ALERTA SOBRE IMPORTÂNCIA DA VOZ SAUDÁVEL Fonoaudiólogos de todo o país participaram, na semana de 10 a 16 de abril, da Campanha da Voz 2006, uma ação de conscientização da população para a promoção de uma voz saudável, promovida pela Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa), com o apoio do Conselho Regional de Fonoaudiologia - 2 a Região. Em 2006, os Comitês de Voz, Cancerologia e Telemarketing da SBFa se articularam para desenvolver a campanha em conjunto. A campanha, que novamente teve como tema Seja amigo da sua voz!, abordou a importância da voz nas relações pessoais e profissionais de várias áreas da comunicação, negócios, saúde e na cultura. Como o Dia da Voz coincidiu neste ano com o domingo de Páscoa, a SBFa sugeriu que fossem escolhidos dias da semana para a comemoração, de forma a atrair mais a atenção da população. Para a Campanha da voz 2006, fonoaudiólogos articulados e coordenados pela SBFa organizaram oficinas de voz, palestras e debates em locais como shoppings centers, parques, centros de convivência, escolas das redes pública e privada. Foram feitas parcerias com as Prefeituras e Secretarias Municipais, instituições de ensino e de saúde, empresas e entidades nas quais as ações pudessem ser desenvolvidas. Como já ocorreu nos anos anteriores, as melhores campanhas serão premiadas pela SBFa. As regras de participação e premiação encontram-se disponíveis no site da SBFa. A Revista da Fonoaudiologia divulga, nesta edição, os eventos realizados cujas informações foram encaminhadas à redação da revista dentro do cronograma estabelecido para a edição. FOTO: FERNANDÓPOLIS FOTO: MARÍLIA FERNANDÓPOLIS Os alunos e professores do curso de Fonoaudiologia da Atendimento à população na Praça da Matriz MARÍLIA FEF - Fundação Educacional de Fernandópolis realizaram evento no dia 17 de abril, na praça da Matriz, em comemoração ao Dia Mundial da Voz. Foram realizadas triagens vocais e orientações sobre os cuidados com a voz junto à população por meio de folders (distribuídos principalmente no comércio local) e entrevistas em rádios e jornais locais. BARUERI As fonoaudiólogas das Unidades Básicas de Saúde do município de Barueri iniciaram, no dia 12 de abril, programação que se estendeu até o dia 28, com oficinas, de voz, palestras, distribuição de informativos e plantões de dúvidas. FOTO: BARUERI Equipe de fonoaudiólogas da Prefeitura de Barueri Docentes e estagiárias, em um dos locais deorientação à população As atividades do Dia Mundial da Voz foram realizadas, neste ano, na segunda-feira, 17 de abril, em parceria com a Prefeitura Municipal de Marília (SMHS) e a Unesp, quando foram abordadas cerca de pessoas. Foram desenvolvidas atividades de orientação à população em vários pontos do município: Terminal Urbano Rodoviário, Shopping e Escolas Municipais de Ensino Infantil, com o apoio das fonoaudiólogas da SMHS, de docentes e de estagiárias do 3 o e 4 o anos do curso de Fonoaudiologia da UNESP. A população foi orientada quanto aos cuidados básicos com a voz, bem como quanto às alterações vocais mais comuns e onde encontrar tratamento especializado REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO EDIÇÃO 67 - MAIO/JUNHO 2006

11 MOGI MIRIM Coordenadas pela Prefeitura do município de Mogi Mirim, as ações do Dia Mundial da Voz foram realizadas no dia 17 de abril, com a apresentação do coral A Priori e do coral Cantoterapia e palestra da fonoaudióloga dra. Léslie Piccolotto Ferreira sobre a Voz no Trabalho. A fonoaudióloga Kátia de Cássia Botasso, chefe da Seção de Fonoaudiologia da Prefeitura Municipal de Mogi Mirim, informa que a programação deverá continuar nos meses de abril e maio com oficinas aos alunos e monitores FRANCA A Universidade de Franca - Unifran realizou a Campanha da Voz em seu campus nos dias 18,19 e 20 de abril, com participação de docentes SÃO PAULO A Atento Brasil, empresa de contact center pertencente à Telefônica S.A., da Espanha, criou uma campanha de saúde para orientar seus 53 mil funcionários, distribuídos em 10 cidades (sete das quais, capitais) sobre o bom uso da voz, não apenas na profissão, mas também no seu dia-a-dia. Durante a semana de 16 a 21 de abril foi desenvolvida uma intensa programação de atividades e disseminação de informações, para atender às necessidades daqueles que fazem uso do telefone no trabalho. de teatro e contadores de histórias; oficinas e palestras em escolas particulares; palestra sobre prevenção e promoção de saúde vocal infantil e apresentação de peça de teatro aos alunos do pré das escolas municipais. O objetivo dessa programação é mostrar o perfil epidemiológico da voz do educador municipal. Os educadores trabalharão o tema em sala de aula e os melhores trabalhos receberão um prêmio e se apresentarão em um programa de televisão, para orientar a população. e discentes. A programação desenvolvida incluiu orientações com uso de cartazes e folhetos disponibilizados pela SBFa. Os ambientes das 24 centrais de receberam os profissionais da área de saúde para a realização de oficinas, vivências, míni-palestras, distribuição de folhetos explicativos e outros materiais de comunicação dirigida. Os funcionários apresentarão os resultados das oficinas aos fonoaudiólogos e concorrerão a prêmios como squeezes, camisetas, bonecos com mensagens e folhetos com histórias em quadrinhos. Para o encerramento da campanha foi programada a apresentação de um coral. Dia Mundial da Saúde O Conselho Regional de Fonoaudiologia 2 a Região, em conjunto com dez outros Conselhos Regionais com atuação no Estado de São Paulo na área da Saúde, divulgaram mensagem publicitária no jornal Folha de São Paulo, com o título Luta pela qualidade da saúde. Essa é a nossa missão! (veja ao lado), em que reafirmam o seu compromisso com a sociedade de promoção da qualidade de vida das pessoas. TSE exige linguagem de sinais na TV O Tribunal Superior Eleitoral aprovou por unanimidade que, na campanha eleitoral deste ano, todos os candidatos terão de incluir nas peças publicitárias a serem veiculadas no horário gratuito da TV a linguagem de sinais e legendas, para acompanhamento dos deficientes auditivos. FOTO: ATENTO Campanha da Voz em uma das unidades da Atento EDIÇÃO 67 - MAIO/JUNHO 2006 REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO - 11

12 FONOAUDIOLOGIA ESCOLAR Através do professor, o aluno O professor vive as dificuldades do seu próprio espaço, a da sua relação com outros professores e a necessidade continuada de uma formação e atualização profissionais, que vão na contramão da jornada estressante que ele tem de enfrentar. No meu HAPPY HOUR CULTURAL S0BRE F0NOAUDIOLOGIA ESCOLAR - FOTO: ELISIARIO E. COUTO/INSERT circulo de atuação, em 90% do casos Foco no professor.. Trabalho eles fazem pelo menos duas jornadas com o conceito discorre Patrícia - de de trabalho. Se isto traz conseqüências que o fonoaudiólogo, com seu sérias para a sua saúde vocal, outra conhecimento em linguagem oral e preocupação igualmente séria está escrita, pode ajudar, e muito, o relacionada a sua necessidade de professor em um processo que chamo obter, como formador em relação a de assessoria escolar, voltado para a seus alunos, um tempo de dedicação e formação do professor, não só em de estudo para que possa trabalhar termos de desenvolvimento da escrita bem com o desenvolvimento da e da linguagem oral, mas principalmente na geração de estratégias linguagem, com a alfabetização, com a leitura e a escrita.... A fonoaudióloga que sejam importantes e significativas, que tornem a leitura e a escrita Patricia Calheta traça este quadro com total conhecimento de causa. É não apenas prazerosa para os alunos, docente do curso de Fonoaudiologia da mas que viabilize a construção do Universidade Metodista, em São conhecimento. Bernardo do Campo (SP), onde A fonoaudióloga Mônica Petit ministra as disciplinas voltadas para a Madrid concorda. Docente do curso linguagem oral e escrita. de Fonoaudiologia do Centro Universitário São Camilo e, como conselheira do CRFa 2ª. Região, integrante da Comissão de Educação da autarquia, também detecta falhas na formação do professor que envolvem as questões da Fonoaudiologia. Em geral ele não tem a informação, em sua formação, sobre a saúde do aluno, e a sua própria saúde para desenvolver, por exemplo, uma ação de promoção de saúde. Entendemos que se o professor estiver bem capacitado, ele pode além de cuidar de sua própria saúde cuidar da saúde do aluno nos aspectos que envolvem linguagem oral e escrita, audição, voz e motricidade. E, se ele já estiver capacitado, o fonoaudiólogo pode desenvolver um trabalho de assessoria para, junto ao professor, estabelecer algumas ações em prol ao escolar A fonoaudióloga Ana Teresa Brant, é também docente do curso de Fonoaudiologia do Centro Universitário São Camilo, em São Paulo (SP) e supervisora de estágio. Ela acredita em uma prática escolar em 12 - REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO EDIÇÃO 67 - MAIO/JUNHO 2006

13 que se trabalhe apenas com o professor, porque isso vai ter reflexos na qualidade para o aluno. Não preciso necessariamente trabalhar com o aluno. Entendo que, dentre outros temas a voz do professor pode ser considerada como um dos aspectos que envolve a qualidade do ensino e da aprendizagem inseridos em uma determinada situação escolar. Um professor que falta várias vezes durante o ano por causa de sua voz, tem uma conseqüência no processo de ensino e aprendizagem do aluno. Neste sentido, o professor ter a informação sobre os cuidados com sua voz é um aspecto que envolve a qualidade do ensino. Em relação especificamente à voz, a fonoaudióloga Patrícia Calheta enfatiza que o professor precisa entender que a voz é o seu instrumento mais importante e mantê-la saudável é essencial. Existem diversas pesquisas desenvolvidas no Brasil que mostram que uma porcentagem significativa de professores tem problemas vocais e são afastados em razão desses problemas. Muitos não tomam alguns cuidados essenciais, ou por falta de informação ou pela própria dinâmica da sala de aula. O que fazemos é sensibilizar o professor para a importância desse seu instrumento de trabalho, através de questões simples e bem pontuais (beber água no decorrer de toda a aula, eleger alguns alimentos que façam parte dessa manutenção da saúde vocal, como por exemplo, trocar o cafezinho por uma maçã, que tem ação adstringente). O fonoaudiólogo também colabora na definição de elementos que auxiliem a boa saúde vocal, como a adequada acústica do ambiente de trabalho. Como lidamos com uma FOTO: ELISIARIO E. COUTO/INSERT FOTO: ELISIARIO E. COUTO/INSERT Fonoaudióloga Patrícia Calheta realidade em que muitos professores estão afastados do trabalho, eles necessitam de uma ação terapêutica por parte do fonoaudiólogo, em suas clínicas e consultórios. Dificuldades. A assessoria oferecida por Patrícia Calheta começa com a discussão de teorias de aprendizagem que são veiculadas na escola e dos métodos de alfabetização possíveis e o que a escola entende como mais significativas. A partir daí adentramos no letramento, a grande questão nas escolas, tanto de educação infantil como de ensino fundamental. Fonoaudióloga Mônica Petit O letramento está associado a práticas sociais de leitura e de escrita que o professor desenvolve junto aos seus alunos. Munidos do nosso saber sobre a linguagem e o letramento infantil, assessoramos o professor para que ele, na sala de aula, escolha estratégias que sejam as mais efetivas nesse caminho, para que a criança não leia só porque tem que ler ou escreva porque alguém mandou escrever, mas que encontre sentidos para isso e que essas práticas de leitura e de escrita estejam voltadas para um objetivo a ser alcançado. Mônica Petit lembra que professor e fonoaudiólogo são dois profissionais que devem ser parceiros. Um professor de educação infantil lida com crianças no processo de desenvolvimento-aquisição da linguagem oral, por exemplo. O professor poderá adotar uma ação que otimize o desenvolvimento da linguagem, mas o desconhecimento das teorias de aquisição de linguagem faz com que não disponha de toda a autonomia para atuar. É nesta instância que os subsídios do fonoaudiólogo farão a diferença. Mônica dá outro exemplo. Quando uma criança apresenta uma suposta dificuldade de escrita e o professor fica em dúvida se é um problema a ser tratado por fonoaudiólogo ou se faz parte do processo de aprendizagem, se ao invés de simplesmente encaminhar dialogar antes com o fonoaudiólogo, o professor pode até evitar esse encaminhamento. Não estou com isso transferindo a minha ação para ele,mas sim enfatizando um papel que já deveria ser dele. No ensino médio, as dificuldades estão mais focadas na linguagem, onde o aluno apresenta dificuldades EDIÇÃO 67 - MAIO/JUNHO 2006 REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO - 13

14 FOTO: ELISIARIO E. COUTO/INSERT para escrever ou para ler. Patrícia detalha. Neste caso, trabalhamos com as produções escritas dos alunos, para tentar localizar quais são os principais problemas, para poder orientar o professor sobre a forma que pode trabalhar. No fundo, o fio condutor desse trabalho é saber como o professor, na sala de aula, pode desenvolver atividades para otimizar o uso da leitura, da escrita e da Fonoaudióloga Ana Teresa Brant linguagem oral e escrita para seus alunos. Pesquisas sobre o índice de analfabetismo funcional mostram como é elevado o número de pessoas que não sabem usar a escrita de maneira adequada, desde o adulto já alfabetizado já há muito tempo mas com um conhecimento bem restrito da escrita para o que ele usa no cotidiano, até a criança que está começando a escrever e está sendo apresentada para um universo pouco mais amplo. Essas pesquisas revelam como as pessoas, hoje, já conseguem dominar a técnica da alfabetização mas não sabem usar a escrita de acordo com as mais diversas solicitações do cotidiano.você pede para escrever caneta e ele sabe que letras utilizar, mas se solicitado a escrever uma carta ou um artigo, ou seja, usar a escrita, ele não sabe como fazer. Que leitores e escritores estão sendo formados?, questiona Patrícia. Dilemas. Ana Teresa Brant, além de docente, também atua sob forma clínica, que é uma outra possibilidade do profissional atuar junto à escola. Sou pesquisadora em linguagem escrita e atendo também muitos casos de alteração de linguagem oral. Conhecer a escola e suas práticas pedagógicas é fundamental neste trabalho. A entrada dos fonoaudiólogos na escola (e também de outros profissionais) muitas vezes objetiva criar uma demanda pra a clínica ou realizar efetivamente um trabalho de promoção de saúde do escolar?, questiona a docente da São Camilo. Como supervisora de estágio, nosso objetivo é formar o aluno para uma atuação educacional ampla dentro da escola. Não significa, no entanto, efetuar triagens nos alunos, identificar as crianças com problemas com o intuito de encaminhar para atendimento, quando necessário, ou identificar precocemente uma patologia para prevenir o seu avanço. Embora o CFFa não proíba a triagem, a princípio, mas apenas a triagem com fins de encaminhamento para o próprio profissional, esta é uma atuação que recebe críticas, pois a escola não é local para o profissional de Saúde entrar para gerar demanda para sua clínica. Poderíamos, isto sim, utilizar a escola para justamente minimizar a demanda para a clínica. Sentimos, na prática, dificuldade em mudar este perfil de atuação, talvez porque a escola não conheça bem o nosso trabalho, acha que se resume à triagem, quando podemos atuar junto ao professor, não só nos cuidados dele com a voz mas também nas questões de linguagem que são pertinentes. Ana Teresa alerta para uma inversão de valores: a mãe considera positivo o fato da escola oferecer todos os serviços agregados (do fonoaudiólogo, do ortodontista...). É um equívoco a entrada destes profissionais na escola desta maneira e com este objetivo, até por 14 - REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO EDIÇÃO 67 - MAIO/JUNHO 2006

15 FOTO: ELISIARIO E. COUTO/INSERT uma questão ética. Sempre pode ocorrer uma busca de clientela... Será que o profissional da área de saúde deve ir a escola para fazer propaganda de seu trabalho? Será que a escola deve abrir as portas para esse tipo de ação de profissionais? Com isto, a escola ganha um lugar que não é o educacional, mas o do marketing, da oferta de serviços... um ponto de venda, enfim. Ana Teresa lamenta que ainda exista resistência nas escolas, mas esta possibilidade de atuação tem que ser aberta para que, de forma séria e com Fonoaudióloga Maria Silvia Cárnio qualidade possamos fazer com que o professor encare a dificuldade da criança como algo natural do processo e não mais só olhando a doença e encaminhadapara a clínica. Vamos além da identificação e do tratamento de doenças; nos direcionando em ações de promoção de saúde, para melhorar as condições de ensino e aprendizagem dentro da escola. Voltada a atuação de professores de educação especial desde 1982, primeiro na UNESP em Marília e depois na USP, a fonoaudióloga.maria Silvia Cárnio desde 1989 é docente no curso de Fonoaudiologia da USP e hoje é responsável pela disciplina Programa-Escola. Em palestra que proferiu em 31 de março no Happy Hour Cultural promovido pelo CRFa 2ª. Região sobre Fonoaudiiologia Escolar defendeu uma mudança na forma de avaliar por parte do fonoaudiólogo. Temos que parar de detectar problemas. Não dá mais para avaliar só pela falha, pelo erro, mas sim pelo potencial de cada criança. Temos que buscar qualidade na formação e nas formas de avaliar, para que tenhamos um instrumento para se conhecer individualmente o aluno e o perfil da classe. E, para isso, o fonoaudiólogo precisa conhecer melhor a realidade onde atua e se colocar como parceiro do professor e não como um tutor. Temos que trabalhar com estratégias facilitadoras afirmou Maria Silvia Cárnio no Happy Hour - para os alunos adquirirem a leitura e escrita. E só vamos conseguir isso através de parcerias multidisciplinares entre Educação e Saúde, de trabalho em equipe, que envolva fonoaudiólogos, psicólogos, assistentes sociais, visitadores sanitários... O envolvimento familiar é importantíssimo. Se não trouxermos as famílias para a escola, não vamos mudar nada!. A fonoaudióloga Ana Teresa reconhece que esta reflexão sobre a mudança de atuação na escola está muito na teoria e pouco na prática. E estamos falando da cidade de São Paulo, onde a transposição das discussões teóricas para a prática ainda se efetiva. Se pensarmos em termos de Brasil, a coisa se agrava muito mais. EDIÇÃO 67 - MAIO/JUNHO 2006 REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO - 15

16 PESQUISA CRFa 2ª Região traça panorama da Fonoaudiologia Escolar Os fonoaudiólogos estão presentes no âmbito escolar por meio de alguma forma de atuação - triagem, palestra etc. - em 52% de 101 escolas particulares visitadas na região centro-oeste da cidade de São Paulo, embora apenas 4% dos fonoaudiólogos estivessem presentes nas instituições no momento da visita de fiscalização. Dos locais visitados, o vínculo empregatício que os fonoaudiólogos estabelecem com as escolas é, em sua grande maioria (93%), através de prestação de serviços. Estes dados fazem parte de uma pesquisa iniciada em janeiro de 2005 pelo Conselho Regional de Fonoaudiologia 2ª Região, através da Comissão de Orientação e Fiscalização, com o objetivo de traçar um panorama de atuação do profissional neste seguimento. Nessas visitas fiscalizatórias em escolas, constatou-se que se poderia dispor de informações fundamentais para serem utilizadas não apenas para a fiscalização, mas para o mapeamento da realidade da atuação do fonoaudiólogo na escola, o que permitiria traçar um perfil preliminar deste trabalho no âmbito escolar. A Comissão pretende dar continuidade a este trabalho em 2006, que deverá ser ampliado para todo o Estado de São Paulo. As visitas realizadas pela Comissão de Orientação e Fiscalização englobaram em grande parte, as escolas de educação infantil, fundamental e de ensino médio. Os dados referentes as 101 escolas visitadas (das 464 existentes na região centro-oeste) foram analisados, embora seus resultados ainda devam ser considerados como preliminares, e apresentados no Fonoaudióloga Renata L. Megale Happy Hour Cultural realizado no dia 31 de março deste ano, que discutiu as questões ligadas a Fonoaudiologia Escolar. A fonoaudióloga Renata L. Megale, representante da Comissão de Orientação e Fiscalização e fiscal do CRFa 2ª, Região, detalhou nesse encontro alguns números colhidos nessa primeira etapa. Dos entrevistados nas 101 escolas, 50 afirmaram ter atuação do fonoaudiólogo na escola, 46 negaram a existência desse profissional e 5 não sabiam informar. O trabalho realizado pela grande maioria dos profissionais é o de triagem oral. A triagem auditiva não aparece nessa realidade. Renata Megale ressaltou a necessidade de cautela, para que esta triagem não seja utilizada para a captação de clientes, o que fere a Resolução CFFa nº 309/05 (art. 1º, alínea d). Salientou, ainda, que apenas dois fonoaudiólogos foram detectados como integrantes da equipe escolar, participando do planejamento pedagógico e realizando efetivamente um trabalho educacional. Com base nestes resultados preliminares, o Conselho Regional de Fonoaudiologia 2ª Região estuda estratégias de ação que envolvam a formação dos profissionais neste campo de atuação e a promoção de ações de sensibilização dos profissionais da educação, para mostrar a importância do fonoaudiólogo na escola. Outra estratégia em elaboração favorece a realização de fóruns de debates e acompanhamento dos projetos de lei que envolvam o tema, em parceria com as Comissões de Orientação e Fiscalização, Educação e Legislação e Normas. A divulgação dos acontecimentos nesta área também faz parte dessas ações REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO EDIÇÃO 67 - MAIO/JUNHO 2006

17 Quando o Orkut se instalou na rede de informática, todos os que a ele aderiram tinham o mesmo pensamento de seu criador Orkut Buyukkokten: seria uma nova forma de diversão barata e uma maneira divertida de se conectar as pessoas. E foi realmente isto que aconteceu... no início. Vislumbrando que as pessoas entrariam nas diversas comunidades criadas desprovidas de qualquer maldade, muitos aproveitadores hoje se utilizam do Orkut como uma ferramenta para aliciar pessoas nas mais diferentes práticas. Temos lido em vários jornais e visto na televisão, venda de drogas, falsários comercializando receitas médicas, grupos levados pelo preconceito desmerecendo pessoas, intrigas, roubo de senhas, enfim uma série de imoralidades e ilegalidades cometidas impunemente. Em nossa área também foram criadas várias comunidades. Muitas são ligadas a áreas específicas, outras de discussão geral, algumas são de cursos de graduação ou pós-graduação em Fonoaudiologia, mas todas, sem exceção, com conteúdo científico. Certo? Infelizmente não. Temos visto crescer em nossa área algumas comunidades que têm utilizado o Orkut como forma de denegrir nossa imagem ou a de nossos pacientes. Temos clareza de que o Orkut foi criado para mera diversão, mas divertir não significa ofender. Conteúdos que abordam práticas profissionais sigilosas citando nomes de pacientes, orientações a pacientes sem ter sido feita a avaliação fonoaudiológica do mesmo, menosprezo para com o colega quando este solicita uma orientação, têm feito parte também das comunidades encontradas no Orkut. O CRFa 2 a Região tem recebido inúmeros questionamentos e denúncias por parte de pacientes e profissionais que se sentem lesados ou ofendidos quando comentam ou solicitam informação/orientação através do Orkut. Na medida do possível, temos tentado orientar individualmente os fonoaudiólogos que gerenciam estas comunidades, mas com milhares de comunidades existentes no Orkut, com certeza não conseguiremos atingir a todas. Não estamos aqui tentando desvirtuar a função principal do Orkut, que é a de divertir, mas consideramos que ele sirva também como fonte de informação profissional, quando um fonoaudiólogo informa sobre as diversas patologias atendidas, ou sobre as várias linhas de atendimento terapêutico, ou, ainda, sobre cursos; ele serve como forma de crescimento profissional, quando discutimos casos (sem citar nomes!), quando apresentamos resultados fonoaudiológicos adequados; ele serve ao paciente, quando o orientamos a procurar um profissional, antes de determinar este ou aquele método de tratamento, esta ou aquela terapia, este ou aquele exame, ele serve de crescimento para a classe, quando divulgamos nossos sucessos, nossos trabalhos científicos, quando divulgamos um congresso importante do qual participamos. Hoje, muitas empresas de colocação profissional procuram o candidato no Orkut antes de contratá-lo, para ver a que comunidades pertence, como se comunica com o outro. Vamos, então, utilizar esta nova forma de comunicação para enaltecer ainda mais nossa profissão. Nosso Código de Ética e a Resolução CFFa n o 267/01, que trata de uso da Internet, nos dão dicas de como podemos utilizar a Internet de forma adequada. Vamos segui-las! É uma maneira moderna de divulgar nosso conhecimento. ANÚNCIO AUDIOLÓGICAL LAB 18X4 cm EDIÇÃO 67 - MAIO/JUNHO 2006 REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO - 17

18 SAÚDE PÚBLICA 3 A CONFERÊNCIA NACIONAL DE GESTÃO DO TRABALHO E DA EDUCAÇÃO NA SAÚDE EM DISCUSSÃO: GESTÃO DO TRABALHO E DA EDUCAÇÃO NA SAÚDE Com participantes (1.372 delegados e 152 convidados) Brasília hospedou, entre os dias 27 e 30 de março, a 3 a Conferência Nacional de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, organizada pelo CNS Conselho Nacional de Saúde e pelo Ministério da Saúde. As vagas destinadas aos delegados foram distribuídas proporcionalmente entre usuários, trabalhadores, gestores e prestadores de serviço. O Conselho Regional de Fonoaudiologia - 2 a Região foi representado nesse encontro pela fonoaudióloga Claudia Silva Pagotto Cassavia, que elaborou texto a seguir apresentado, sob forma condensada. FOTO: CRFa 2a. REGIÃO As Conferências de Saúde são instâncias com representação dos vários segmentos sociais, com o fim de avaliar e propor as diretrizes para formulação da política de saúde nas três esferas de governo: Nacional, Estadual e Municipal. Participar de uma Conferência é algo inusitado, pra não dizer um trabalho que beira a insanidade, com alto grau de insalubridade. Como descrever quatro dias de muito trabalho, muita atenção, articulação entre os participantes, colocações em momentos oportunos, diálogos atravessados e compreensões dúbias, sem tempo para esclarecimento? Isso sem contar a participação nas etapas municipal e estadual, que antecedem e preparam para a Conferência Nacional. Difícil de descrever, não? Mas tentemos, afinal o processo democrático leva tempo, como dizem alguns e faz-nos exercitar todas as funções de linguagem. No Controle Social, há um assunto permanentemente em pauta: a valorização do trabalho e do trabalhador do SUS, ponto fundamental e que resulta na qualidade da saúde que se pretende oferecer. A Conferência de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde teve sua tese central baseada na NOB/RH-SUS, construída a partir da participação da sociedade organizada e deliberada na 10 a / Conferencia Nacional de Saúde (1996) como estratégia para a efetivação e unificação normativa dos procedimentos de gestão e para o processo de descentralização da gestão do sistema de saúde. Após duas versões, em 1998 e 2000, na 11 a Conferência Nacional de Saúde (2000), foi proposta a organização sistemática de um debate nacional articulado e articulador de gestores, trabalhadores e formadores de recursos humanos para implementar a NOB/RH-SUS, aperfeiçoá-la e adequá-la às necessidades sociais e às realidades institucionais de cada região. As representações dos trabalhadores tiveram participação efetiva e papel de destaque em todas as fases do processo. Esse esforço coletivo resultou em uma Política Nacional de Valorização de Trabalho no SUS, que implicou diretamente na criação da Secretaria de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde (SGTES) com dois departamentos responsáveis pela viabilização das propostas elencadas na NOB/RH-SUS. As medidas adotadas até o momento foram a instalação da Mesa Nacional de negociação do SUS, a criação da Câmara de Regulação do Trabalho e a constituição de grupos de trabalho para as diretrizes nacionais para a desprecarização do trabalho e planos de carreira, cargos e salários (PCCS-SUS). O CNS aprovou a Política Nacional de Formação e Desenzação, humanização e saúde do trabalhador e Controle social na gestão do trabalho e da educação na saúde. Eventos paralelos a esta dinâmica central traziam em seu bojo os bastidores políticos que permeavam as discussões que viriam a seguir: União Européia e Mercosul: Instituições, Atores e Políticas; reunião da Câmara volvimento para o SUS: Educação Permanente, em fase de implantação em todo país por meio dos Pólos de Educação Permanente, bem como o monitoramento e interrupção de abertura de novos cursos de graduação na área da Saúde. A 3 a CNGTES debateu a questão da gestão do trabalho e da educação na saúde, levando estes aspectos: gestão democrática e participativa; agenda estratégica e financiamento; controle social; negociação em busca da valorização, humanização e saúde do trabalhador. A partir das Conferências Estaduais, que elencaram propostas, a relatoria chegou ao documento final com 579 propostas, divididas em quatro eixos temáticos: Gestão democrática e participativa na educação em saúde: agenda estratégica e financiamento; Gestão democrática e participativa no trabalho em saúde: agenda estratégica e financiamento;negociação na gestão do trabalho e da educação na saúde: valoride Regulação do Trabalho em Saúde; Conselhos Profissionais: existem alternativas para a Regulação Profissional? (organizado pelo movimento estudantil); lançamento de livros; apresentação sobre Regulação, Controle, Avaliação e Auditoria (DRAC/SAS), entre outros, além de uma variedade de moções de repúdio, de apoio, de advertência, que mostram os movimentos da sociedade organizada e suas solicitações. Como representante dos Trabalhadores, por vezes aplaudido, em outras situações mal compreendido, e dentro deste segmento com sua especificidade de atuação, os Conselhos de Fiscalização Profissional se fizeram representar. Cada qual por meios diferentes, mas com um único objetivo: mostrar-se apto à defesa dos trabalhadores e lutar por seus direitos, garantindo qualidade no atendimento à saúde da população. Neste cenário macro-político, fica difícil pensar especificamente na inserção da Fonoaudiolo REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO EDIÇÃO 67 - MAIO/JUNHO 2006

19 gia, mas garanto que este exercício não é tão difícil assim e a cada dia torna-se vital para nossa continuidade como área de saber e da saúde. Nesta conferência, foi motivo de grande defesa e intenso debate o papel dos Conselhos de Fiscalização Profissional na garantia de saúde de qualidade, bem como seu papel na regulação da profissão. Desta forma, em todos os eixos esta defesa se fez presente. A luta por equipes multiprofissionais e inclusão de profissionais de diversas áreas do saber que contribuem para que princípio de Integralidade seja respeitado também foi a tônica da maioria das propostas de inclusão nos quatro eixos. A participação numa Conferência é o prelúdio de uma batalha que se inicia em cada localidade ao final da Conferência. Cabe a cada um de nós buscar compreender seu papel no contexto político loco-regional e usufruir das conquistas prévias, a fim de atuarmos junta-mente com outros segmentos para a modificação do cenário e dos papéis atribuídos anterior-mente. Iniciamos a caminhada, que não é solitária, e que nos levará à apreciação de novos horizontes. Onde nos enquadramos enquanto profissionais de Saúde e enquanto cidadãos?. Este foi um dos questionamentos do dr. Gilson Carvalho, palestrante convidado pelo CRFa. 2 a Região para expor a sua visão do Sistema de Saúde no Brasil e da participação dos profissionais de saúde, em e- vento realizado no dia 1 o de abril, na Casa do Fonoaudiólogo, em São Paulo (SP) no primeiro dia de abril. Uma historinha contada por ele dá conta da dicotomia entre reabilitação e prevenção. Qual é o objetivo dos profissionais de saúde? Que as pessoas morram bem velhinhas e vivam bem? E, se ficarem doentes, que sofram pouco e se curem logo, sem seqüelas? Desta forma, estamos dedicando a nossa vida a recuperá-las das doenças. E, quanto mais doente melhor, porque a remuneração será em cima da produtividade, em cima do doente... É isto que realmente queremos? Ou este é, exatamente, o evento mais indesejado de todos?. O sanitarista discorreu por quase quatro horas sobre as situações que permeiam a Saúde O QUE DESEJAMOS PARA A SAÚDE PÚBLICA? FOTO: ELISIARIO E. COUTO/INSERT Pública no Brasil, a diferenciação entre o público e o privado, as diretrizes e princípios técnicos assistenciais e gerenciais, a regulação, legislação e as questões do financiamento que envolvem o SUS Sistema Único de Saúde, o maior sistema de saúde do mundo, que usamos desde quando acordamos até quando estamos gravemente SEMINÁRIO DISCUTE POLÍTICAS PÚBLICAS EM SAÚDE AUDITIVA doentes, mas cuja dimensão ainda não é clara para muitas pessoas. O dr. Gilson Carvalho deverá estar nas páginas da próxima edição da Revista da Fonoaudiologia, em entrevista exclusiva, quando detalhará a sua visão deste tema e as formas de participação em benefício da população. De 16 a 18 de março, realizou-se, no campus da USP de Bauru (SP), o seminário Políticas Públicas em Saúde Auditiva, com o objetivo de discutir ações com o objetivo de propor modelos de intervenção, a fim de consolidar uma política nacional de atenção à Saúde Auditiva. O Conselho Regional de Fonoaudiologia 2 a Região foi representado nesse encontro pelas fonoaudiólogas Thelma Costa e Roberta Alvarenga Reis. O evento contou com a participação de profissionais e pesquisadores da área da Saúde de todo o país, que atuam nas universidades e no Sistema Único de Saúde (SUS), nos níveis municipal, estadual e federal, desenvolvendo pesquisas para a otimização do serviço público em saúde auditiva no âmbito nacional. Eram, principalmente, médicos e fonoaudiólogos, além de membros de entidades de representação profissional e profissionais de empresas de aparelhos auditivos. O seminário também foi dirigido a alunos de graduação e pós-graduação envolvidos em projetos de pesquisa na área de Saúde Auditiva. Promovido pelo Departamento de Fonoaudiologia da Faculdade de Odontologia de Bauru/USP, em parceria com o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da USP, o evento contou com a participação do dr. Andrew W. Smith, de Genebra, representante da OMS - Organização Mundial da Saúde. As atividades foram organizadas em três grupos de trabalho, para a elaboração de recomendações e sugestões sobre o assunto discutido. Nessa proposta de trabalho em grupo, que utilizou metodologia ativa e problematizadora, optou-se por reunir os grupos de Saúde Auditiva e Formação Profissional (extensão), de Saúde Auditiva e Sociedades Científicas (pesquisa) e de Saúde Auditiva, Atuação Profissional e Ética, para uma discussão mais ampliada e produtiva. O resultado do trabalho produzido foi apresentado em plenária e deverá compor um documento disponibilizado para a sociedade e apresentado aos gestores para a discussão de propostas para possíveis reformulações da política. EDIÇÃO 67 - MAIO/JUNHO 2006 REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO - 19

20 ENTREVISTA ROSENI PINHEIRO Coordenadora do Lappis - Laboratório de Pesquisas de Práticas de Integralidade em Saúde Integralidade no cotidiano da Saúde Integralidade é um amplo conceito, uma ação social que resulta da interação democrática entre os sujeitos no cotidiano de suas práticas na prestação do cuidado da saúde, em diferentes níveis do sistema. É desta forma que a sanitarista Roseni Pinheiro define este termo chave de sua atuação à frente do Lappis - Laboratório de Pesquisas de Práticas de Integralidade em Saúde, que reúne um colegiado de pesquisadores que auxiliam na identificação e construção de práticas de atenção integral à saúde e que institucionalizou o projeto Integralidade: Saberes e Práticas no Cotidiano das Instituições de Saúde, criado em Roseni Pinheiro foi uma das palestrantes das Oficinas Regionais de Sensibilização de Docentes e Discentes de Fonoaudiologia para o Sistema Único de Saúde (veja notícia na última edição) que estão sendo promovidas pela Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia e que deverão ser concluídas em junho com uma Oficina Nacional, em São Paulo. O trabalho que desenvolvemos no Lappis é multidisciplinar e tem como ponto de partida o conhecimento que é construído na prática dos sujeitos nas instituições de saúde e na sua relação com a sociedade civil. O programa atua no âmbito do ensino, oferecendo disciplinas na pós-graduação stricto e ATENDIMENTO DO PSF EM PARACAMBI, RJ - FOTO: ELISIARIO E. COUTO/INSERT lato sensu, e no âmbito da pesquisa, promovendo estudos em diferentes regiões do país, destaca a sanitarista. Professora Adjunta do Instituto de Medicina Social IMS da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e pesquisadora responsável pelo Projeto Integralidade - Saberes e Práticas no Cotidiano das Instituições de Saúde, Roseni Pinheiro enfermeira por formação - ministra aulas e orienta alunos de Pós-Graduação em Saúde Coletiva nas áreas de Movimentos Sociais, Cultura Política e Modelos Tecnoassistenciais em Saúde. A proposta do grupo que coordena é repensar a noção de integralidade a partir da análise, divulgação e apoio a experiências inovadoras. Ela própria, como coordenadora, em 2002, do Projeto Experiências Inovadoras no SUS, havia registrado 42 experiências inovadoras nas áreas de Gestão da Rede de Serviços de Saúde e Novas Tecnologias Assistenciais de Atenção ao Usuário. Os três eixos principais das pesquisas desenvolvidas pelo Lappis são apresentados em seu site, em No primeiro, busca compreender como os sujeitos envolvidos na relação demanda e oferta nos serviços de saúde entendem o termo Integralidade. Outro ponto refere-se à identificação dos efeitos e/ou repercussões desse entendimento nas práticas do cuidado da saúde e dos 20 - REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO EDIÇÃO 67 - MAIO/JUNHO 2006

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