A língua alemã em Freud E Eu com Isso?

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A língua alemã em Freud E Eu com Isso?"

Transcrição

1 A língua alemã em Freud E Eu com Isso? Pedro Heliodoro de Moraes Branco Tavares 1 - O Freud não me diria isso. (Diz o paciente) - O que Freud diria tu não ia entender mesmo. Ou tu sabe alemão? O Analista de Bagé L. F. Veríssimo Não raro, nas humanidades, deparamo-nos com termos alemães. Muitos certamente viram ao longo de uma graduação em filosofia, sociologia, letras ou psicologia, algum professor escrever no quadro palavras de estranha pronúncia, tais como Zeitgeist, Weltanschauung, Vorstellung, Leitmotiv, Bildungsroman, Entstehung, Vorhandensein, etc. 1 O emprego de muitos destes termos acaba sendo justificado pela impossibilidade de tradução, tal como, segundo afirmam alguns, seria impossível traduzir para qualquer outra língua o lusíssimo termo saudade. Eu teria aqui minhas reservas, creio que em alemão se transmite a mesmíssima idéia com a palavra Sehnsucht. Mas, tudo bem, não vamos desmerecer a nossa preciosa e última flor do Laccio. É bem verdade que às vezes se fica tentado a concordar como a afirmação hedeggeriana de que Só [seria] possível filosofar em alemão. Por certo, a filosofia de Heidegger só foi possível em alemão, já a de Hume, Montaigne, Kirkegaard, e outros... Seriam estas possíveis no alemão? Certamente não. Isso, pelo menos assim é como penso, pois as línguas não são tão somente códigos de expressão, substituíveis e análogicos. As línguas não são códigos, são cosmovisões. Por sinal, cosmovisão, este 1 Psicanalista e Literato-Germanista, Doutor em Psicanálise e Psicopatologia Fundamental (UNIVERSITÉ PARIS VII), Doutor em Teoria Literária (UFSC). Professor de Língua e Literatura Alemã (Universidade Federal de Santa Catarina). Professor de Psicologia (FES-SC).

2 neologismo em nossa língua, parece dar conta muito bem do acima citado Weltanschauung, ainda que, é claro, não cause a mesma impressão de familiaridade. Tradução e neologismos são assuntos recorrentes entre psicanalistas, sobretudo depois de Lacan. Foi Lacan, a partir da lingüística de Saussure e de seu retorno a Freud quem chamou a atenção para isso que muitos consideram ou um preciosismo desnecessário e chegam a acusar de impostura intelectual. Lacan soube questionar as traduções deturpadoras das propostas freudianas e, com seus neologismos franceses, soube expressar o que Freud pôde fazer com o alemão. Isso inclusive poderia vir a se tornar tema de uma discussão futura. Se seus estilos, de Freud e de Lacan, são considerados tão distintos um do outro, isso certamente se deve às suas línguas de expressão. O que Freud expressava numa linguagem familiar a qualquer germanófono, fazendo uso de seus recursos como a prefixação verbal e a justaposição de morfemas ou Komposita, Lacan só obtinha a partir de uma violação do código lingüístico, que lhe deu a fama de ininteligível e provocador. Se o parlêtre lacaniano só se forma a partir de uma invenção no francês, em alemão Freud poderia expressar idéia semelhante com o significante Sprachwesen que, ainda que estranho aos dicionários, não seria entendido como um neologismo ou como um termo erudito. 2 Mas, voltemos a nossa questão: Se na Psicanálise o alemão nos interessa é antes por querermos dar conta desta cosmovisão através da qual Freud se expressou. Vejam que tive o cuidado de não dizer a língua de Freud, nem se trata aqui do alemão de Freud, mas antes de como ele se expressava nessa língua ou se utilizava dela. O alemão é por nós considerada uma língua estrangeira, e assim também o era por Freud. E qual seria então sua língua mãe, o Iídiche? Não se trata disso, certamente sua ascendência judaica em plena Viena da virada do século pode tê-lo auxiliado a chegar a uma tal conclusão, embora o que ele afirma em seu ensaio sobre o Unheimliche (FREUD, 1919) ou a Estranheza familiar (uma tradução possível), é que todos falamos uma língua que nos é estrangeira. A língua mãe, essa só Lacan veio a denominar: lalangue. A língua, assim como a cultura, estas nos são sempre estranhas, embora elas nos atravessem e nos façam delas seus joguetes. O que pretendo trazer à tona, para que possamos discutir e nos aproximarmos, são algumas questões e mitificações que

3 envolvem a terminologia alemã de Freud assim como suas possíveis e impossíveis traduções. Na língua em questão, o alemão, assim como na língua grega, parece que encontramos num só significante as acepções estrangeiro e estranho: Fremd, na primeira e ξένος (xénos), na segunda. Mas, é justamente Freud quem nos lembra da importância e do quanto de familiar existe nisso que procuramos afastar de nossa existência (FREUD, 1919). Nisso, nesse afastamento denegatório, seus tradutores foram mestres, sobretudo aqueles que o verteram, ou per-verteram, para a língua inglesa, da qual obtivemos a nossa per-versão brasileira. O autor de que tratamos era, certamente, um erudito. Pierre Cotet (1989) chega até mesmo a elencar os estilos de escrita deste que merecidamente veio a receber o prêmio Goethe de literatura. Pediria a vocês a licença de mencionar esse pequeno rol. Segundo Cotet, Freud seria a um só tempo: - o filósofo e didata da metapsicologia; o dialético da Psicologia das Massas; o conferencista real ou imaginário das Conferências e das Novas Conferências; o ensaísta da Recordação de Infância de Leonardo da Vinci; o orador de Recordações Atuais sobre a Guerra e a Morte; o debatedor que encontra, em Totem e Tabu ou na Análise de uma Histeria, o movimento mesmo de uma reunião pública; o polemista da Contribuição à História do Movimento Psicanalítico; o procurador que ajusta as contas com Jung, Adler ou Janet; o panegirista de Charcot; o biógrafo ou exegeta de Moisés; o memorialista de si mesmo (Estudo Autobiográfico); o prefaciador de ao menos quinze obras de confrades; o lingüista de o Inquietante (Das Unheimliche); o poeta das horas de graça concedida pela natureza ( A Transitoriedade ), pelo romance (Gradiva), pela comédia shakespeariana ( o Tema das Escolhas dos Cofrinhos ); o cronista de seus próprios sonhos ou de seus lapsos, inclinado à confidência ou à confissão; 3

4 o dialoguista que sabe fazer falar tanto o pequeno Hans como o interlocutor parcial da Análise Leiga ; o contador das Lembranças Encobridoras ; o folhetinista da Viena burguesa, com suas ruas, suas moradias, seus pátios, suas escadas, suas alcovas; o miniaturista do Bloco Mágico ; o humorista que gosta de ditos espirituosos e analisa aqueles dos outros; o mestre do aforismo, de todas as formas de imagens, comparações e metáforas, do paralelo, da citação que ele explora ou do exergo de que se apropria. Sua versatilidade e sua erudição não estão sendo aqui colocadas em questão, muito pelo contrário. O que pretendo destacar do estilo ou da escrita freudiana, é que, à diferença do que se possa pensar, a sua terminologia, os elementos fundamentais de sua metapsicologia, seus Grundbegriffe, eram muito mais familiares e vulgares no contexto de sua cultura e língua de expressão do que se possa imaginar. Isso, aliás, para aqueles que têm contato com o seu pensamento não é de se estranhar, uma vez que toda a problemática de sua obra e do tipo de tratamento psíquico que sugere é sobre e para as questões da vida cotidiana (FREUD, 1901). Se dizia que era necessário um certo nível intelectual para se submeter à análise (FREUD, 1912) estava se referindo à capacidade de abstração e de elaborar metáfora. Freud raramente quis fazer uso das chamadas línguas clássicas, do latim e do grego, tal como se fez na tradução médico-biológica de Strachey. Nunca falou em anáclise, e sim em apoio (Anlehnung), nunca mencionou a palavra catexia, mas antes investimento (Besetzung) e, talvez seja esse o caso mais comentado e digno de nota, não tratou a sexualidade humana a partir dos instintos e sim das pulsões (Triebe). 4 Não nos apressemos aqui em culpar o competente James Strachey pelos deslizes da tradução britânica. Lembremos que este era um jornalista e homem de letras que em muito se opôs aos referidos biologismos. Se formos procurar por um responsável, este seria certamente aquele que fez a Psicanálise atravessar o canal da mancha e quase afoga-la no caminho: Ernest Jones. Quando Strachey quis saber como se tornar um analista Jones lhe sugeriu que estudasse medicina (!). Segundo sua esposa Alix Strachey, Após três semanas dissecado pernas de rãs, ele desistiu (in RODRIGUÉ, 1995) e optou por um caminho mais direto: escrever a Freud no intuito de ser analisado. Adiantando a questão da tradução das instâncias componentes da segunda

5 tópica, Strachey se opôs ferrenhamente a idéia de Jones, com seus termos latinos. Em carta, apesar de acatando sua decisão, chegou a se referir ao colega como aquela pequena besta (in SOUZA 1999). É digno da biologia e da medicina dar uma nomenclatura científica ao vulgar e desimplicando assim o objeto observado do observador, poder tratá-lo com a almejada neutralidade e distanciamento positivistas. Em questões que envolvem a sexualidade, a morte e, por contigüidade, o tabu e o padecimento físico e psíquico, torna-se tranqüilizador o uso de estrangeirismos greco-latinos tais como amenorréia, orquidopexia, histeróclise, necrofilia, coprêmese. Já para a psicanálise, estas questões que acabam por provocar o mal-estar estão sempre presentes e é sobretudo a partir deste mal estar, do sinto-mal (QUINET, 1993), que se inicia qualquer trabalho. Há pouco nos referíamos aos estrangeirismos herdados dos traduttore / traditore britânicos de Freud e de sua herança. Certamente a maioria dos leitores está advertida de que a segunda tópica do aparelho psíquico não foi concebida em latim. Ao invés de Ego, Id e Superego, os termos originais teriam sido Ich, Es e Über-Ich, respectivamente, que iremos a partir de agora deignar por eu, isso e super-eu. Adotaremos a partir de agora as contribuições feitas por Paulo César de Souza em sua tese de Doutorado publicada sob o nome As Palavras de Freud (1999). 5 Ao escrever seu livro Das Ich und das Es, ou O Ego e o Id no qual formaliza e avança nas concepções metapsicológiacs da segunda tópica, Freud (1923) usa pronomes pessoais: a primeira e a terceira pessoa neutra singular do caso reto. Ou seja, um alfabetizando conjugaria em alemão o verbo amar da seguinte forma: ich liebe du liebst er / sie / es liebt Quanto ao caso de Ego ou Eu, parece que as discussões se encontram mais avançadas. Adotamos uma tradição anglo-saxã anterior à psicanálise de tratar essa instância psíquica através da qual nos identificamos como Ego. Tanto no inglês como

6 no português temos palavras como egoísmo ou egolatria, palavras que, apesar de trazerem uma conotação negativa, estão incorporadas ao vocabulário cotidiano. Bruno Bettelheim (1983), um dos primeiros críticos da Standard Edition de Strachey, foi quem veio com a argüição de que ao lançar mão do latim e do grego, línguas mortas, acabava-se por evocar erudição e não vitalidade. Sugeria que se usasse os pronomes ingleses I e It (Evidentemente que torna-se incômoda no inglês a coinscidência fônica de eye [olho] e I [eu] ). No português teríamos em Eu uma tradução direta para Ich, mas faltaria realmente um termo cognato ao es alemão ou ao it inglês. Como podemos entender esse pronome? Graças à riqueza das conjugações no português ou mesmo no espanhol acabamos muitas vezes prescindindo do uso dos pronomes. Se dizemos canto, corro e durmo está claro que o agente da ação é a primeira pessoa do singular, se ouvimos cantas, corres e dormes sabemos também de imediato tratar-se da segunda pessoa e assim por diante. Não é o caso da maioria das línguas anglo-germânicas tamanha especificidade nas conjugações, fato que incrementaria a importância dos pronomes. Mas, quando dizemos chove, troveja e venta quem é o sujeito, ou mais bem posto, quem é o agente? No alemão diríamos es regnet, es donnert, und es schneit. Até no francês, uma língua neo-latina, ocorre algo semelhante: Diz-se Il pleut, algo como Ele chove. Quando ou se o sujeito ou o objeto são inexistentes ou indeterminados, é esta a partícula que se emprega. Outro exemplo: Es klopft. Wer ist es? (Batem [na porta]. Quem é?) 6 Lembrando do famoso chiste do Analista de Bajé, da interpelação de seu analisante: Freud não diria isso? Realmente, Freud não diria Isso, tampouco diria Id, até porque ele não falava português nem latim. Usamos o Isso por preservar do ideário freudiano o inominável que o psicanalista encontrou na obra de Georg Groddeck (1988) a quem ele atribui a invenção desse termo, mesmo que sua concepção já se encontrasse em Nietzsche (1992). Assim como Freud não inventou o termo inconsciente, mas substantivou o adjetivo/advérbio unbewußt, transformando-o em das Unbewußte, Groddeck foi quem substantivou o pronome em seu Das Buch von Es fez de es, das Es. Cabe aqui uma

7 ressalva para o artigo das, também neutro. Se nos pronomes tínhamos er, como masculino, sie, como feminino e es, como neutro, analogamente existem os artigos definidos der, para o masculino; die, para o feminino e das, para o neutro. Através do das, podemos coisificar o abstrato tornar qualquer significante um substantivo que, no alemão, se distinguem por serem sempre escritos com inicial maiúscula. Foi, de fato, o que Freud sugeriu ao escrevê-los sempre dessa forma. O que Freud quis designar como o isso, ainda que não exatamente como Groddeck, foi uma força pela qual somos vividos, acreditando vivê-la. (1988) Ou, para remontarmos a Nietzsche em seu Além do bem e do mal (1992), um pensamento vem quando isso [es] quer e não quando eu [ich] quero. São de ordem semelhante as queixas com que um psicanalista se depara em sua clínica. Queixas que se expressam por sintagmas como Isso é mais forte do que eu, ou Eu não sei por que isso que está me acontecendo. Já que mencionamos Nietzsche poderíamos dizer que na análise o Isso aparece via de regra como o seu Ungeheuer, ou o Inaudito e, portanto, inominável, aterrorizante, extraordinário e, por que não dizer, estranho. É realmente paliativamente apaziguador procurarmos separarmos o Isso de nossa subjetividade, atitude que exercemos seja por recalcamento, denegação ou forclusão (para aqueles familiarizados com esses termos). Esta mentira de pernas curtas acaba, porém sempre retornando por mais que tentemos nos dizer E eu com isso?. Cabe aqui lembrar o célebre aforismo freudiano que resume o objetivo da análise, o tão famoso quanto controverso: Wo Es war, soll Ich werden (1932 p. 86). 7 Aqueles que procurarem a versão brasileira encontraram a seguinte tradução: Onde estava o Id, ali estará o Ego uma transformação no mínimo interessante da inglesa Where the Id was, there the Ego shall be. Certamente esta é uma frase que poderia ser considerada uma pérola para qualquer analista de discurso. Em uma sentença tão lacônica formada quase somente por monossílabos poderíamos estabelecer uma série de jogos. Se fossemos fazer uma primeira tradução lexical, termo a termo teríamos o seguinte. wo onde. es isso (it).

8 war (passado do verbo sein [ser/estar] na primeira e terceira pessoa do singular) estava, era. soll (primeira e terceira pessoa do verbo sollen [dever]) devo, deve. ich eu. werden verbo auxiliar que forma o futuro, advir, tornar-se. Traduções possíveis, portanto: Onde estava, devo advir. Onde isso estava, devo advir. Onde estava isso, deve advir eu. Onde isso estava, devo tornar-me. (...) Lembremos da sugestão de Lacan: Là où c était, il me faut advenir. (Lá onde isso estava, devo (-me) advir. Quem estaria com a razão, Strachey aterrrorizado pelas sugestões de Ernest Jones ou Lacan? Apesar de sermos mais tentados a concordar com Lacan é preciso dizer que Freud dá margens para as equi-vocações. Em sua frase não há artigo, ele realmente não diz O Eu E O Isso, tal qual no título de seu livro, no entanto, ao colocar ambos os termos em maiúsculo, faz qualquer leitor de alemão pensar se tratar de substantivos. 8 Talvez seja mais interessante largarmos a ilusão de uma tradução correta e nos posicionarmos quanto a uma mais adequada. Sem dúvida a mais interessante com a qual já me deparei foi a proposta por Garcia-Roza em seu Freud e o Inconsciente (1994). Sua versão seria: Ali onde se estava, ali como sujeito devo vir a ser. O que é interessante destacar dessa frase e de suas diferenças nas traduções é a questão da implicação, questão que vem permeando tudo que até aqui foi tratado. Não estamos tratando de duas entidades externas e alheias que atendem pelo nome de Id ou Ego de Eu ou Isso, ou seja lá o que nomes tenham. A metáfora dos dois senhores pode até ser interessante como ilustração, ainda que perniciosa por evocar um distanciamento.

9 A partir da implicação de um falante, espera-se que, não diga meu Eu, mas diga-se eu e enquanto eu torne-se advertido d isso que também não é estranho ainda que não-sabido, que procure escutar isso que fala em si. Quanto à tradução das idéias e dos termos freudianos, ainda que aqui apontemos para algozes ou para um algoz britânico, continuamos concordando como o traduzido, que toda tradução implica em perdas e traições ao autor. Se a tradução de Strachey peca pelo cientificismo, a versão francesa de Laplanche incorre no purismo léxico que tira do texto original a sua fluidez e beleza (SOUZA, 1999). Não necessitamos certamente, tal como o Analista de Bagé, nos resignarmos de compreender Freud se não conhecemos sua língua de expressão, desde que nos aproximemos de suas versões com as devidas advertências. Advertências que podem custar a mais cara das advertências, a do sujeito do inconsciente. Referências: 1. BETTELHEIM, Bruno. Freud and Man s Soul. Nova Iorque: Knopf, COTET, Pierre et al. Traduire Freud. Paris : PUF, FREUD, Sigmund. Das Ich und das Es, in Studienausbage Bd. III Psychologie des Unbewussten. Frankfurt am Main: Fischer Verlag, 1923 / FREUD, Sigmund. Das Unheimliche, in Gesammelte Werke Chronologisch geordnet. Frankfurt am Main: Fischer Verlag, 1919 / FREUD, Sigmund. Die Zerlegung der psychischen Persönlichkeit Neue Folge der Vorlesungzur Einführung in die Psychoanalyse., in Gesammelte Werke Chronologisch geordnet; Frankfurt am Main: Fischer Verlag, 1932/ FREUD, Sigmund. Ratschläge für den Arzt bei der Psychoanalytischen Behandlung in Scriften zur Behandlungstechnik Studienausgabe. Frankfurt am Main: Fischer Verlag, 1912 / FREUD, Sigmund. Zur Psychopathologie des Alltagslebens, in Gesammelte Werke Chronologisch geordnet; Frankfurt am Main: Fischer Verlag, 1901/ GARCIA ROZA, Luiz Alfredo. Freud e o Inconsciente. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, GRODDECK, Georg. Das Buch vom Es. Psychoanalytische Briefe an eine Freundin. Frankfurt am Main: Ullstein Sachbuch,

10 10. NIETZSCHE, Friedrich. Para Além do Bem e do Mal. Trad. Paulo César de Souza. São Paulo: Cia. das Letras, QUINET, Antonio.. As 4+1 condições de análise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, RODRIGUÉ, Emilio. Sigmund Freud O século da Psicanálise: Volume 1, São Paulo: Escuta, SOUZA, Paulo César de. As Palavras de Freud. São Paulo Ática,

Bruno Bettelheim EXCISÃO

Bruno Bettelheim EXCISÃO Bruno Bettelheim De família judia vienense, educado no mesmo ambiente cultural que Freud, analisado em Viena na língua de Freud, Bruno Bettelheim começa uma nova vida nos Estados Unidos aos quarenta anos,

Leia mais

O mistério do representante-representativo (ou como traduzir Freud de um modo mais amigável ao usuário) 1 Marcos Herrera Burstein 2

O mistério do representante-representativo (ou como traduzir Freud de um modo mais amigável ao usuário) 1 Marcos Herrera Burstein 2 O mistério do representante-representativo (ou como traduzir Freud de um modo mais amigável ao usuário) 1 Marcos Herrera Burstein 2 Ana e Pedro são dois estudantes hispanófonos que se inscreveram em um

Leia mais

Abram Eksterman. 26,27/Nov/2010

Abram Eksterman. 26,27/Nov/2010 Estudo Crítico dos Pontos de Mudança na Obra de Freud 26,27/Nov/2010 Amor e trabalho são os marcos do existir humano O ser humano tornou-se uma espécie de um deus protético. Quando ele utiliza todos os

Leia mais

Dra. Suziane Sasaki ABPp nº 11634 AESP n 041028 CRT 36708. Dicas de leitura:

Dra. Suziane Sasaki ABPp nº 11634 AESP n 041028 CRT 36708. Dicas de leitura: Dicas de leitura: 1. Sigmund Freud (1856 a 1939) médico neurologista fundador da psicanálise: - Publicações Pré-psicanalíticas e Esboços Inéditos (1886-1889). - Estudos sobre a Histeria (1893-1899). -

Leia mais

Opção Lacaniana online nova série Ano 3 Número 8 julho 2012 ISSN 2177-2673. Há um(a) só. Analícea Calmon

Opção Lacaniana online nova série Ano 3 Número 8 julho 2012 ISSN 2177-2673. Há um(a) só. Analícea Calmon Opção Lacaniana online nova série Ano 3 Número 8 julho 2012 ISSN 2177-2673 Analícea Calmon Seguindo os passos da construção teórico-clínica de Freud e de Lacan, vamos nos deparar com alguns momentos de

Leia mais

Feminilidade e Violência

Feminilidade e Violência Feminilidade e Violência Emilse Terezinha Naves O tema sobre a violência e a feminilidade apresenta-se, nas mais diversas áreas do conhecimento, como um tema de grande interesse, quando encontramos uma

Leia mais

5. Referências bibliográficas:

5. Referências bibliográficas: 82 5. Referências bibliográficas: ASSOUN, P. Lecciones Psicoanalíticas sobre Hermanos y Hermanas., Buenos Aires: Ediciones Nueva Visión, 1998. BENGHOZI, P. E FERÉS- CARNEIRO, T. Laço frátrio e continente

Leia mais

TÍTULO: A RESPOSTA DO PSICANALISTA UMA VIA DO AMOR E DA VERDADE. que esse trabalho se refere. Apesar do tema do trabalho não abordar esse conceito,

TÍTULO: A RESPOSTA DO PSICANALISTA UMA VIA DO AMOR E DA VERDADE. que esse trabalho se refere. Apesar do tema do trabalho não abordar esse conceito, 1 TÍTULO: A RESPOSTA DO PSICANALISTA UMA VIA DO AMOR E DA VERDADE Marisa De Costa Martinez i Tiago Ravanello ii Nem só a Arte e a Ciência servem; No trabalho há que mostrar paciência 1 São a fome e o amor

Leia mais

O SIGNIFICANTE NA NEUROSE OBSESSIVA: O SINTOMA E SUA RELAÇÃO COM O DESEJO RILMA DO NASCIMENTO MEDEIROS E MARGARIDA ELIA ASSAD - UFPB

O SIGNIFICANTE NA NEUROSE OBSESSIVA: O SINTOMA E SUA RELAÇÃO COM O DESEJO RILMA DO NASCIMENTO MEDEIROS E MARGARIDA ELIA ASSAD - UFPB O SIGNIFICANTE NA NEUROSE OBSESSIVA: O SINTOMA E SUA RELAÇÃO COM O DESEJO RILMA DO NASCIMENTO MEDEIROS E MARGARIDA ELIA ASSAD - UFPB É a verdade do que esse desejo foi em sua história que o sujeito grita

Leia mais

RETIFICAÇÃO SUBJETIVA: OS CONTRAPONTOS ENTRE A CLÍNICA PSICANALÍTICA E A EPISTEMOLOGIA HISTÓRICA

RETIFICAÇÃO SUBJETIVA: OS CONTRAPONTOS ENTRE A CLÍNICA PSICANALÍTICA E A EPISTEMOLOGIA HISTÓRICA RETIFICAÇÃO SUBJETIVA: OS CONTRAPONTOS ENTRE A CLÍNICA PSICANALÍTICA E A EPISTEMOLOGIA HISTÓRICA Marcio Luiz Ribeiro Bacelar Wilson Camilo Chaves A expressão retificação subjetiva está presente tanto nas

Leia mais

AFORISMOS DE JACQUES LACAN

AFORISMOS DE JACQUES LACAN AFORISMOS DE JACQUES LACAN Marco Antonio Coutinho Jorge (org.) O texto de Lacan, assim como o de Swedenborg, segundo Borges, é daqueles que expõe tudo com autoridade, com uma tranqüila autoridade. Ciente,

Leia mais

FANTASIAS SEXUAIS INFANTIS, AS CRIANÇAS FALAM. A intenção deste trabalho foi escutar crianças pequenas a respeito da

FANTASIAS SEXUAIS INFANTIS, AS CRIANÇAS FALAM. A intenção deste trabalho foi escutar crianças pequenas a respeito da FANTASIAS SEXUAIS INFANTIS, AS CRIANÇAS FALAM Maria Elisa França Rocha A intenção deste trabalho foi escutar crianças pequenas a respeito da sexualidade, bem como conhecer suas fantasias e as teorias que

Leia mais

De uma prática. Samyra Assad 1

De uma prática. Samyra Assad 1 1 De uma prática Samyra Assad 1 INTRODUÇÃO Em primeiro lugar, recebi, há cerca de três anos atrás, e não sem surpresa, um convite para trabalhar no CRP- 04, sob a égide do tema de sua gestão: Cuidar da

Leia mais

Feminilidade e Angústia 1

Feminilidade e Angústia 1 Feminilidade e Angústia 1 Claudinéia da Cruz Bento 2 Freud, desde o início de seus trabalhos, declarou sua dificuldade em abordar o tema da feminilidade. Após um longo percurso de todo o desenvolvimento

Leia mais

FREUD: IMPASSE E INVENÇÃO

FREUD: IMPASSE E INVENÇÃO FREUD: IMPASSE E INVENÇÃO Denise de Fátima Pinto Guedes Roberto Calazans Freud ousou dar importância àquilo que lhe acontecia, às antinomias da sua infância, às suas perturbações neuróticas, aos seus sonhos.

Leia mais

Latusa Digital ano 3 Nº 24 setembro de 2006

Latusa Digital ano 3 Nº 24 setembro de 2006 Latusa Digital ano 3 Nº 24 setembro de 2006 Filho, não vês que estou queimando! Ondina Maria Rodrigues Machado * Fui a Salvador para o XV Encontro Brasileiro do Campo Freudiano, mas não só para isso. Fui

Leia mais

Violência Simbólica: possíveis lugares subjetivos para uma criança diante da escolha materna

Violência Simbólica: possíveis lugares subjetivos para uma criança diante da escolha materna Violência Simbólica: possíveis lugares subjetivos para uma criança diante da escolha materna Henrique Figueiredo Carneiro Liliany Loureiro Pontes INTRODUÇÃO Esse trabalho apresenta algumas considerações,

Leia mais

DE ONDE VEM A RESISTENCIA? 1

DE ONDE VEM A RESISTENCIA? 1 DE ONDE VEM A RESISTENCIA? 1 Maria Lia Avelar da Fonte 2 A terra da verdade é uma ilha, rodeada por um oceano largo e tormentoso, a região da ilusão; onde muitos nevoeiros, muitos icebergs, parecem ao

Leia mais

MONITORIA PRESENCIAL NA MODALIDADE REMUNERADA

MONITORIA PRESENCIAL NA MODALIDADE REMUNERADA ANEXO IV - EDITAL Nº. 15/2011 PERÍODO: 2012/01 INSTITUTO DE DE CIÊNCIAS HUMANAS, LETRAS E E ARTES -- ICHLA MONITORIA PRESENCIAL NA MODALIDADE REMUNERADA PSICOLOGIA VAGAS DIA CARGA Introdução à Psicologia

Leia mais

A FUNÇÃO DO PAGAMENTO EM ANÁLISE: LIMITES E POSSIBILIDADES NA INSTITUIÇÃO

A FUNÇÃO DO PAGAMENTO EM ANÁLISE: LIMITES E POSSIBILIDADES NA INSTITUIÇÃO A FUNÇÃO DO PAGAMENTO EM ANÁLISE: LIMITES E POSSIBILIDADES NA INSTITUIÇÃO Fernanda de Souza Borges feborges.psi@gmail.com Prof. Ms. Clovis Eduardo Zanetti Na praça Clóvis Minha carteira foi batida, Tinha

Leia mais

GRUPO DE ESTUDOS: TRANSFERÊNCIA:- HISTÓRIAS DE (DES)AMOR SUELI SOUZA DOS SANTOS. 3º Encontro - 31 de agosto 2015. No começo era o amor (Cap.

GRUPO DE ESTUDOS: TRANSFERÊNCIA:- HISTÓRIAS DE (DES)AMOR SUELI SOUZA DOS SANTOS. 3º Encontro - 31 de agosto 2015. No começo era o amor (Cap. GRUPO DE ESTUDOS: TRANSFERÊNCIA:- HISTÓRIAS DE (DES)AMOR SUELI SOUZA DOS SANTOS 3º Encontro - 31 de agosto 2015 No começo era o amor (Cap.I) No primeiro capítulo do Livro 8, Lacan (1960-1961) inicia com

Leia mais

A (in)sustentável possibilidade da tradução

A (in)sustentável possibilidade da tradução A (in)sustentável possibilidade da tradução Débora Racy Soares * Tradução Manifesta: Double Bind e Acontecimento (Campinas, SP: Editora da UNICAMP, São Paulo, SP: EDUSP, 2005) é o livro mais recente de

Leia mais

O REAL DA LÍNGUA O REAL DA HISTÓRIA considerações a partir do texto La Lengua de Nunca Acabar. Pêcheux e Gadet (1987)

O REAL DA LÍNGUA O REAL DA HISTÓRIA considerações a partir do texto La Lengua de Nunca Acabar. Pêcheux e Gadet (1987) O REAL DA LÍNGUA O REAL DA HISTÓRIA considerações a partir do texto La Lengua de Nunca Acabar. Pêcheux e Gadet (1987) Blanca de Souza Viera MORALES (UFRGS) Para Pêcheux e Gadet a lingüística não pode reduzir-se

Leia mais

Transferência. Transferência (Conferências Introdutórias à Psicanálise, 1916/17, Teoria Geral das Neuroses) -------

Transferência. Transferência (Conferências Introdutórias à Psicanálise, 1916/17, Teoria Geral das Neuroses) ------- Transferência Transferência (Conferências Introdutórias à Psicanálise, 1916/17, Teoria Geral das Neuroses) ------- Erros na tradução da Imago: 1 Página 505: 5a. linha (de baixo para cima: não consenso,

Leia mais

Matemática e Psicanálise

Matemática e Psicanálise Matemática e Psicanálise Antonio Carlos Borges Campos Desde que comecei minhas leituras sobre Lacan, passei a conviver com um verdadeiro sentimento de estranheza, no sentido do Unheimlich. A topologia

Leia mais

O AUTISMO NA PSICANÁLISE E A QUESTÃO DA ESTRUTURA Germano Quintanilha Costa 1

O AUTISMO NA PSICANÁLISE E A QUESTÃO DA ESTRUTURA Germano Quintanilha Costa 1 O AUTISMO NA PSICANÁLISE E A QUESTÃO DA ESTRUTURA Germano Quintanilha Costa 1 I Introdução O objetivo deste trabalho é pensar a questão do autismo pelo viés da noção de estrutura, tal como compreendida

Leia mais

ISSO NÃO ME FALA MAIS NADA! (SOBRE A POSIÇÃO DO ANALISTA NA DIREÇÃO DA CURA) 1

ISSO NÃO ME FALA MAIS NADA! (SOBRE A POSIÇÃO DO ANALISTA NA DIREÇÃO DA CURA) 1 ISSO NÃO ME FALA MAIS NADA! (SOBRE A POSIÇÃO DO ANALISTA NA DIREÇÃO DA CURA) 1 Arlete Mourão 2 Essa frase do título corresponde à expressão utilizada por um ex-analisando na época do final de sua análise.

Leia mais

Muito prazer Curso de português do Brasil para estrangeiros

Muito prazer Curso de português do Brasil para estrangeiros Modo: indicativo O modo indicativo expressa um fato de maneira definida, real, no presente, passado ou futuro, na frase afirmativa, negativa ou interrogativa. Presente Presente Passado (=Pretérito) Pretérito

Leia mais

Entrevista: Carlos Bernardi, Psicólogo clínico jungiano, fundador do grupo Rubedo [www.rubedo.psc.br]

Entrevista: Carlos Bernardi, Psicólogo clínico jungiano, fundador do grupo Rubedo [www.rubedo.psc.br] FONTE: CRP-RJ DEZEMBRO DE 2006 Entrevista: Carlos Bernardi, Psicólogo clínico jungiano, fundador do grupo Rubedo [www.rubedo.psc.br] Como funciona a terapia junguiana? A Análise junguiana está dentro da

Leia mais

Jacques Lacan, La Chose Freudienne

Jacques Lacan, La Chose Freudienne N O T A S Jacques Lacan, La Chose Freudienne JACQUES LABERGE Tivemos ocasião de apresentar nesta revista obras de Françoise Dolto e de Maud Mannoni. Como o nome de vários lacanianos são e serão comuns

Leia mais

UMA CRIANÇA E EX-PANCADA: RELAÇÃO DO MASOQUISMO INFANTIL AO SADISMO ADULTO

UMA CRIANÇA E EX-PANCADA: RELAÇÃO DO MASOQUISMO INFANTIL AO SADISMO ADULTO UMA CRIANÇA E EX-PANCADA: RELAÇÃO DO MASOQUISMO INFANTIL AO SADISMO ADULTO 2015 Marcell Felipe Alves dos Santos Psicólogo Clínico - Graduado pela Centro Universitário Newton Paiva (MG). Pós-graduando em

Leia mais

6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 117 6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANZIEU, Didier. O Eu-pele. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1989. ASSOUN, Paul-Laurent. O Corpo: o Outro metapsicológico. In:. Metapsicologia freudiana: uma introdução. Rio

Leia mais

Atualmente a responsabilidade na adolescência tem sido alvo de amplas

Atualmente a responsabilidade na adolescência tem sido alvo de amplas Título: Adolescência, violência e responsabilidade Atualmente a responsabilidade na adolescência tem sido alvo de amplas discussões nos meios de comunicação. O estudo teórico deste tema vem sendo recebido

Leia mais

O INCONSCIENTE EM SIGMUND FREUD 1

O INCONSCIENTE EM SIGMUND FREUD 1 O INCONSCIENTE EM SIGMUND FREUD 1 [2010] Everton Fernandes Cordeiro Aluno do Curso de Psicologia do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (UnilesteMG), Coronel Fabriciano, Minas Gerais, Brasil

Leia mais

Depressão* Marcos Vinicius Z. Portela** Fonte: www.institutoreichiano.com.br

Depressão* Marcos Vinicius Z. Portela** Fonte: www.institutoreichiano.com.br Marcos Vinicius Z. Portela** Depressão* Em primeiro lugar, gostaria de agradecer a oportunidade para estar aqui hoje nesta breve exposição - a qual pretendo, com a ajuda de todos, transformar numa conversa

Leia mais

Clarice Gatto. O traumático que a experiência psicanalítica torna comunicável

Clarice Gatto. O traumático que a experiência psicanalítica torna comunicável Clarice Gatto O traumático que a experiência psicanalítica torna comunicável Trabalho a ser apresentado na Mesa-redonda Poder da palavra no III Congresso Internacional de Psicopatologia Fundamental e IX

Leia mais

A dissecção da personalidade psíquica

A dissecção da personalidade psíquica A dissecção da personalidade psíquica Comentários sobre A dissecção da personalidade psíquica (Conferência número XXXI das Novas Conferências Introdutórias à Psicanálise, volume XXII das Obras Completas

Leia mais

EX-SISTO, LOGO SÔO. O modo como soa o título do presente trabalho já nos faz suspeitar de que se trata de

EX-SISTO, LOGO SÔO. O modo como soa o título do presente trabalho já nos faz suspeitar de que se trata de EX-SISTO, LOGO SÔO Eriton Araújo O modo como soa o título do presente trabalho já nos faz suspeitar de que se trata de um aforismo. Mas, para que mais um aforismo para o sujeito da psicanálise? Se considerarmos

Leia mais

A CONSTRUÇÃO DO AMOR MATERNO NA RELAÇÃO MÃE-BEBÊ: REFLEXÕES A PARTIR DA PSICANÁLISE.

A CONSTRUÇÃO DO AMOR MATERNO NA RELAÇÃO MÃE-BEBÊ: REFLEXÕES A PARTIR DA PSICANÁLISE. A CONSTRUÇÃO DO AMOR MATERNO NA RELAÇÃO MÃE-BEBÊ: REFLEXÕES A PARTIR DA PSICANÁLISE. Cléa Maria Ballão Lopes 1 Nos últimos tempos venho trabalhando com gestantes e puérperas, diretamente via atendimento

Leia mais

Negativo: espaço, tempo e história [1] espaço delimitado por um tempo e um momento que faz notação histórica

Negativo: espaço, tempo e história [1] espaço delimitado por um tempo e um momento que faz notação histórica Negativo: espaço, tempo e história [1] Marcela Toledo França de Almeida [2] Universidade de Brasília UnB O sujeito se funda pela ausência do que um dia fez marca em seu corpo, espaço delimitado por um

Leia mais

Considerações acerca da transferência em Lacan

Considerações acerca da transferência em Lacan Considerações acerca da transferência em Lacan Introdução Este trabalho é o resultado um projeto de iniciação científica iniciado em agosto de 2013, no Serviço de Psicologia Aplicada do Instituto de Psicologia

Leia mais

De onde vem a resistencia? 1

De onde vem a resistencia? 1 De onde vem a resistencia? 1 Maria Lia Avelar da Fonte 2 1 Trabalho apresentado na Jornada Freud-lacaniana. 2 M dica, psicanalista membro de Intersecção Psicanalítica do Brasil. De onde vem a resistência?

Leia mais

Radio D Teil 1. Deutsch lernen und unterrichten Arbeitsmaterialien. Capítulo 09 Música para Ludwig

Radio D Teil 1. Deutsch lernen und unterrichten Arbeitsmaterialien. Capítulo 09 Música para Ludwig Capítulo 09 Música para Ludwig também acha uma pista para desvendar o segredo do desconhecido: no jornal, ele encontra um anúncio para um musical sobre o rei Ludwig. A caminho do musical, ele entrevista

Leia mais

(Re)buscando Pêcheux: algumas reflexões in-certas 1

(Re)buscando Pêcheux: algumas reflexões in-certas 1 (Re)buscando Pêcheux: algumas reflexões in-certas 1 Beatriz Maria ECKERT-HOFF 2 Doutoranda em Lingüística Aplicada/UNICAMP Este texto se insere no painel 04, intitulado Mises au point et perspectives à

Leia mais

Diagnóstico: um sintoma? O diagnóstico em psiquiatria tem uma história. Sua principal função é de ser um instrumento

Diagnóstico: um sintoma? O diagnóstico em psiquiatria tem uma história. Sua principal função é de ser um instrumento Diagnóstico: um sintoma? Larissa de Figueiredo Rolemberg Mendonça e Manoel Tosta Berlinck (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo PUC/SP) O diagnóstico em psiquiatria tem uma história. Sua principal

Leia mais

A tradução como categoria de análise literária

A tradução como categoria de análise literária A tradução como categoria de análise literária Adriano Ropero A princípio, meu trabalho de mestrado consistia em analisar alguns conceitos desenvolvidos pelo dramaturgo alemão Bertolt Brecht (1898-1956),

Leia mais

LÍNGUA INGLESA I LÍNGUA INGLESA II LÍNGUA INGLESA III LÍNGUA INGLESA IV LÍNGUA INGLESA V EMENTAS DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE BACHARELAD0 EM TRADUÇÃO

LÍNGUA INGLESA I LÍNGUA INGLESA II LÍNGUA INGLESA III LÍNGUA INGLESA IV LÍNGUA INGLESA V EMENTAS DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE BACHARELAD0 EM TRADUÇÃO EMENTAS DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE BACHARELAD0 EM TRADUÇÃO 1. CONTEÚDOS BÁSICOS PROFISSIONAIS LÍNGUA INGLESA I Ementa: Consolidação do estudo das estruturas simples da Língua Inglesa I em seus aspectos

Leia mais

Elogio da tradução *

Elogio da tradução * Elogio da tradução * Saboreei numerosas palavras. Jorge Luis Borges Sempre na berlinda, injustamente assimilada à traição, a tradução é lembrada, na maioria das vezes, numa comparação desfavorável com

Leia mais

A importância teórica e prática do ensino de Jacques Lacan Palavras-chaves: Lacan, ensino, subversão, orientação. Zelma Abdala Galesi

A importância teórica e prática do ensino de Jacques Lacan Palavras-chaves: Lacan, ensino, subversão, orientação. Zelma Abdala Galesi A importância teórica e prática do ensino de Jacques Lacan Palavras-chaves: Lacan, ensino, subversão, orientação. Zelma Abdala Galesi As inúmeras homenagens prestadas durante o ano de 2001, ao centenário

Leia mais

O Analista só na dupla analítica: da (contra)-trans-ferência às. A psicanálise é um processo em que a relação analista/analisando é vivida com

O Analista só na dupla analítica: da (contra)-trans-ferência às. A psicanálise é um processo em que a relação analista/analisando é vivida com O Analista só na dupla analítica: da (contra)-trans-ferência às transformações. Eixo temático 3 A psicanálise é um processo em que a relação analista/analisando é vivida com intensidade pela dupla, seja

Leia mais

Negar é no fundo querer recalcar

Negar é no fundo querer recalcar Negar é no fundo querer recalcar Jorge A. Pimenta Filho Introdução A Negativa 1 artigo de Freud escrito em 1925 se refere à metapsicologia e também à técnica psicanalítica. (FREUD, 1976). A primeira indicação

Leia mais

A DOENÇA COMO LINGUAGEM: A PSICOSSOMÁTICA DE G. GRODDECK

A DOENÇA COMO LINGUAGEM: A PSICOSSOMÁTICA DE G. GRODDECK A DOENÇA COMO LINGUAGEM: A PSICOSSOMÁTICA DE G. GRODDECK Leonardo Moura Freitas Manoel Antônio do Santos RESUMO A Psicossomática é um campo do conhecimento que fornece um aparato teóricoconceitual de reconhecido

Leia mais

Megalomania: amor a si mesmo Raquel Coelho Briggs de Albuquerque 1

Megalomania: amor a si mesmo Raquel Coelho Briggs de Albuquerque 1 Megalomania: amor a si mesmo Raquel Coelho Briggs de Albuquerque 1 Alfredo estava na casa dos 30 anos. Trabalhava com gesso. Era usuário de drogas: maconha e cocaína. Psicótico, contava casos persecutórios,

Leia mais

Cinema, imagem e psicanálise

Cinema, imagem e psicanálise Cinema, imagem e psicanálise Coleção PASSO-A-PASSO CIÊNCIAS SOCIAIS PASSO-A-PASSO Direção: Celso Castro FILOSOFIA PASSO-A-PASSO Direção: Denis L. Rosenfield PSICANÁLISE PASSO-A-PASSO Direção: Marco Antonio

Leia mais

8 Andréa M.C. Guerra

8 Andréa M.C. Guerra Introdução A loucura sempre suscitou curiosidade, temor, atração. Desde a época em que os loucos eram confinados em embarcações errantes, conforme retratado na famosa tela Nau dos loucos, de Hieronymus

Leia mais

GRADE CURRICULAR DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS: ESTUDOS LITERÁRIOS DA UFMG

GRADE CURRICULAR DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS: ESTUDOS LITERÁRIOS DA UFMG GRADE CURRICULAR DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS: ESTUDOS LITERÁRIOS DA UFMG DISCIPLINAS DAS ÁREAS DE CONCENTRAÇÃO Área de concentração: TEORIA DA LITERATURA - NÍVEL MESTRADO DISCIPLINAS CRÉDITOS

Leia mais

A sua revista eletrônica CONTEMPORANEIDADE E PSICANÁLISE 1

A sua revista eletrônica CONTEMPORANEIDADE E PSICANÁLISE 1 A sua revista eletrônica CONTEMPORANEIDADE E PSICANÁLISE 1 Patrícia Guedes 2 Comemorar 150 anos de Freud nos remete ao exercício de revisão da nossa prática clínica. O legado deixado por ele norteia a

Leia mais

Se parece difícil dar uma explicação satisfatória acerca da verdadeira relação de um grande artista com sua nação, tal dificuldade é elevada ao

Se parece difícil dar uma explicação satisfatória acerca da verdadeira relação de um grande artista com sua nação, tal dificuldade é elevada ao Prefácio1 O autor do presente trabalho sentiu-se no dever de contribuir para a celebração do centenário de nascimento de nosso grande Beethoven e, visto que nenhuma outra oportunidade digna de tal celebração

Leia mais

A escuta psicanalítica e a educação* Psychoanalytical listening and education

A escuta psicanalítica e a educação* Psychoanalytical listening and education informação ano 13, n, 13 jan./dez. 2009 Copyright 2009 Instituto Metodista de Ensino Superior CNPJ 44.351.146/0001-57 A escuta psicanalítica e a educação* Psychoanalytical listening and education Ali c

Leia mais

Clínica-Escola de Psicologia: Ética e Técnica

Clínica-Escola de Psicologia: Ética e Técnica Clínica-Escola de Psicologia: Ética e Técnica Carlos Henrique Kessler Foi com muita satisfação que recebi o convite para colaborar com este Informativo, abordando o tema Clínica-escola de psicologia: ética

Leia mais

... e a Colagem Surrealista.

... e a Colagem Surrealista. ... e a Colagem Surrealista. Hugo Leonardo Goes Bento 1 A montagem da pulsão é uma montagem que, de saída, se apresenta como não tendo nem pé nem cabeça - no sentido em que se fala de montagem numa colagem

Leia mais

A TRANSFERÊNCIA NA SALA DE AULA

A TRANSFERÊNCIA NA SALA DE AULA A TRANSFERÊNCIA NA SALA DE AULA BUCK, Marina Bertone Discente do Curso de Psicologia da Faculdade de Ciências da Saúde FASU/ACEG GARÇA/SP BRASIL e-mail: marina.bertone@hotmail.com SANTOS, José Wellington

Leia mais

Esperamos que este pequeno material seja esclarecedor e que possa levar mais gente a se interessar pela língua que falamos.

Esperamos que este pequeno material seja esclarecedor e que possa levar mais gente a se interessar pela língua que falamos. Apresentação Será que a Língua Portuguesa é mesmo difícil? Por que é comum ouvir brasileiros dizerem que não sabem falar português? Será que a experiência escolar com o ensino de Língua Portuguesa causa

Leia mais

Clínica psicanalítica com crianças

Clínica psicanalítica com crianças Clínica psicanalítica com crianças Ana Marta Meira* A reflexão sobre a clínica psicanalítica com crianças aponta para múltiplos eixos que se encontram em jogo no tratamento, entre estes, questões referentes

Leia mais

A ética na pesquisa com seres humanos sob um ponto de vista psicanalítico

A ética na pesquisa com seres humanos sob um ponto de vista psicanalítico 1 A ética na pesquisa com seres humanos sob um ponto de vista psicanalítico Samyra Assad Foi a oportunidade de falar sobre o tema da ética na pesquisa em seres humanos, que me fez extrair algumas reflexões

Leia mais

Donald Davidson e a objetividade dos valores

Donald Davidson e a objetividade dos valores Donald Davidson e a objetividade dos valores Paulo Ghiraldelli Jr. 1 Os positivistas erigiram sobre a distinção entre fato e valor o seu castelo. Os pragmatistas atacaram esse castelo advogando uma fronteira

Leia mais

FREUD DIALOGANDO COM AS ARTES: A ESTÉTICA NO PENSAMENTO FREUDIANO. Programa de Pós-graduação em Psicologia Clínica e Social (UFPA).

FREUD DIALOGANDO COM AS ARTES: A ESTÉTICA NO PENSAMENTO FREUDIANO. Programa de Pós-graduação em Psicologia Clínica e Social (UFPA). FREUD DIALOGANDO COM AS ARTES: A ESTÉTICA NO PENSAMENTO FREUDIANO. Autor: Alex Wagner Leal Magalhães Nota curricular: Psicólogo, formado pela Universidade Federal do Pará, mestrando do Programa de Pós-graduação

Leia mais

A fala freada Bernard Seynhaeve

A fala freada Bernard Seynhaeve Opção Lacaniana online nova série Ano 1 Número 2 Julho 2010 ISSN 2177-2673 Bernard Seynhaeve Uma análise é uma experiência de solidão subjetiva. Ela pode ser levada suficientemente longe para que o analisante

Leia mais

A INFLUÊNCIA DE JACQUES LACAN NA PSICANÁLISE BRASILEIRA

A INFLUÊNCIA DE JACQUES LACAN NA PSICANÁLISE BRASILEIRA 1 A INFLUÊNCIA DE JACQUES LACAN NA PSICANÁLISE BRASILEIRA A presença do ensino de Lacan na psicanálise brasileira é hoje absoluta. Prova disso foi a recente participação brasileira no I Congresso da Convergencia

Leia mais

ASPECTOS EPISTEMOLÓGICOS DA CONSTITUIÇÃO DA PRIMEIRA TÓPICA DO APARELHO PSÍQUICO EM FREUD

ASPECTOS EPISTEMOLÓGICOS DA CONSTITUIÇÃO DA PRIMEIRA TÓPICA DO APARELHO PSÍQUICO EM FREUD ASPECTOS EPISTEMOLÓGICOS DA CONSTITUIÇÃO DA PRIMEIRA TÓPICA DO APARELHO PSÍQUICO EM FREUD Eloy San Carlo Maximo Sampaio- IP-USP Psicólogo, mestrando em Psicologia Clínica IP- USP, Bolsista FAPESP 2011/2013

Leia mais

O sonho e o despertar

O sonho e o despertar 189 Nery Filho, MacRae, Tavares e Rêgo O sonho e o despertar Jane Alves Cohim Silva 1 A partir do atendimento clínico a adolescentes é possível observar que, mesmo que alguns comportamentos sejam considerados

Leia mais

Radio D Teil 1. Deutsch lernen und unterrichten Arbeitsmaterialien. Capítulo 21 Um tubarão em Hamburgo

Radio D Teil 1. Deutsch lernen und unterrichten Arbeitsmaterialien. Capítulo 21 Um tubarão em Hamburgo Capítulo 21 Um tubarão em Hamburgo Com temperaturas insuportáveis na redação da Rádio D, uma incumbência de pesquisa no litoral chega em boa hora. e devem ir a Hamburgo. Pelo que tudo indica, um tubarão

Leia mais

A aproximação intercultural entre os romances de formação "Doidinho" e "Die Verwirrung des Zöglings Törless.

A aproximação intercultural entre os romances de formação Doidinho e Die Verwirrung des Zöglings Törless. Cristiane Maria Bindewald Universidade Federal do Paraná A aproximação intercultural entre os romances de formação "Doidinho" e "Die Verwirrung des Zöglings Törless. Este trabalho é resultado do nosso

Leia mais

Resumos. Seminário de Pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica

Resumos. Seminário de Pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica Seminário de Pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica Inovação em psicanálise: rumos e perspectivas na contemporaneidade Quarta-feira 10/6 10h30-12h Mesa-redonda Saúde mental e psicanálise

Leia mais

8 O silêncio na psicanálise

8 O silêncio na psicanálise Apresentação O silêncio está sempre presente numa sessão de análise, e seus efeitos são tão decisivos quanto os de uma palavra efetivamente pronunciada. Silêncio do paciente ou do analista, silêncio crônico

Leia mais

Inglesar.com.br. asasasadsddsçlf

Inglesar.com.br. asasasadsddsçlf 1 Sumário Introdução...04 Passo 1...04 Passo 2...05 Passo 3...05 É possível Aprender Inglês Rápido?...07 O Sonho da Fórmula Mágica...07 Como Posso Aprender Inglês Rápido?...09 Porque isto Acontece?...11

Leia mais

Psicanálise. Boa Tarde! Psicanálise 26/09/2015. Pontifícia Universidade Católica de Goiás Psicologia Jurídica Prof.ª Ms.

Psicanálise. Boa Tarde! Psicanálise 26/09/2015. Pontifícia Universidade Católica de Goiás Psicologia Jurídica Prof.ª Ms. Boa Tarde! 1 Psicanálise Pontifícia Universidade Católica de Goiás Psicologia Jurídica Prof.ª Ms. Otília Loth Psicanálise Fundada por Sigmund Freud, é uma teoria que estabelece uma complexa estrutura mental

Leia mais

Loucura Mito e Realidade

Loucura Mito e Realidade Loucura Mito e Realidade Carmem Dametto Loucura Mito e Realidade 1ª Edição POD Petrópolis KBR 2012 Edição de texto Noga Sklar Editoração: KBR Capa KBR Copyright 2012 Carmem Dametto Todos os direitos reservados

Leia mais

O trauma da poesia inconsciente

O trauma da poesia inconsciente O trauma da poesia inconsciente Marlise Eugenie D Icarahy Psicanalista, doutoranda do Programa de pós-graduação em Psicanálise da UERJ e psicóloga da Prefeitura do Rio de Janeiro. O complexo de Édipo,

Leia mais

MOURA, Marisa Decat de (ORG). Psicanálise e hospital 3 Tempo e morte: da urgência ao ato analítico. Revinter: Rio de Janeiro, 2003.

MOURA, Marisa Decat de (ORG). Psicanálise e hospital 3 Tempo e morte: da urgência ao ato analítico. Revinter: Rio de Janeiro, 2003. MOURA, Marisa Decat de (ORG). Psicanálise e hospital 3 Tempo e morte: da urgência ao ato analítico. Revinter: Rio de Janeiro, 2003. Prefácio Interessante pensar em um tempo de começo. Início do tempo de

Leia mais

A CRIANÇA, O ADULTO E O INFANTIL NA PSICANÁLISE. Desde a inauguração da psicanálise, através dos estudos de seu criador Sigmund

A CRIANÇA, O ADULTO E O INFANTIL NA PSICANÁLISE. Desde a inauguração da psicanálise, através dos estudos de seu criador Sigmund A CRIANÇA, O ADULTO E O INFANTIL NA PSICANÁLISE Germano Quintanilha Costa Desde a inauguração da psicanálise, através dos estudos de seu criador Sigmund Freud, a infância se difundiu e se impôs à cultura

Leia mais

A Função do Nome Próprio no Campo do Sujeito

A Função do Nome Próprio no Campo do Sujeito A Função do Nome Próprio no Campo do Sujeito Autor: Felipe Nunes de Lima Bacharel em Psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Integrante do Núcleo de Pesquisa: Psicanálise, Discurso e Laço

Leia mais

Radio D Teil 1. Deutsch lernen und unterrichten Arbeitsmaterialien. Capítulo 17 Círculos de cereais

Radio D Teil 1. Deutsch lernen und unterrichten Arbeitsmaterialien. Capítulo 17 Círculos de cereais Capítulo 17 Círculos de cereais Círculos misteriosos em uma plantação de cereais motivam e Philipp a fazerem uma pesquisa no local. Trata-se de um campo de pouso para óvni ou alguém quer ganhar dinheiro

Leia mais

O passado com o auxiliar sein: quais recursos podemos utilizar para sistematizar o seu uso e de que recursos podemos dispor na situação de ensino.

O passado com o auxiliar sein: quais recursos podemos utilizar para sistematizar o seu uso e de que recursos podemos dispor na situação de ensino. O passado com o auxiliar sein: quais recursos podemos utilizar para sistematizar o seu uso e de que recursos podemos dispor na situação de ensino. Edson Domingos Fagundes O elemento motivador deste trabalho

Leia mais

Impasses na clínica psicanalítica: a invenção da subjetividade

Impasses na clínica psicanalítica: a invenção da subjetividade Estados Gerais da Psicanálise: Segundo Encontro Mundial, Rio de Janeiro 2003 Impasses na clínica psicanalítica: a invenção da subjetividade Teresa Pinheiro Regina Herzog Resumo: A presente reflexão se

Leia mais

Clínica Psicanalítica e Ambulatório de Saúde Mental

Clínica Psicanalítica e Ambulatório de Saúde Mental Clínica Psicanalítica e Ambulatório de Saúde Mental Trabalho apresentado na IV Jornada de Saúde Mental e Psicanálise na PUCPR em 21/11/2009. A prática da psicanálise em ambulatório de saúde mental pode

Leia mais

Durante toda sua vida, Anna Freud ocupou-se com a psicanálise, dando especial

Durante toda sua vida, Anna Freud ocupou-se com a psicanálise, dando especial 30 1. 3. Anna Freud: o analista como educador Durante toda sua vida, Anna Freud ocupou-se com a psicanálise, dando especial ênfase ao desenvolvimento teórico e terapêutico da psicanálise de crianças. Sua

Leia mais

O silêncio: multiplicidade de sentidos

O silêncio: multiplicidade de sentidos O silêncio: multiplicidade de sentidos Vânia Maria Rocha de Oliveira 1 Valesca do Rosário Campista 2 Resumo: O presente estudo parte do pressuposto que a linguagem, tanto oral como escrita, pode ser considerada

Leia mais

PSICANÁLISE: UM SOBREVÔO SOBRE A HISTÓRIA DE SIGMUND FREUD E DE SUAS IDÉIAS

PSICANÁLISE: UM SOBREVÔO SOBRE A HISTÓRIA DE SIGMUND FREUD E DE SUAS IDÉIAS 1 PSICANÁLISE: UM SOBREVÔO SOBRE A HISTÓRIA DE SIGMUND FREUD E DE SUAS IDÉIAS Sandra Mara Volpi 1856: Nasce Sigmund Freud, onde hoje localiza-se a Tchecoslováquia, em uma família de origem judaica em que

Leia mais

A RESPONSABILIDADE DO SUJEITO, A RESPONSABILIDADE DO ANALISTA E A ÉTICA DA PSICANÁLISE

A RESPONSABILIDADE DO SUJEITO, A RESPONSABILIDADE DO ANALISTA E A ÉTICA DA PSICANÁLISE A RESPONSABILIDADE DO SUJEITO, A RESPONSABILIDADE DO ANALISTA E A ÉTICA DA PSICANÁLISE Maria Fernanda Guita Murad Pensando a responsabilidade do analista em psicanálise, pretendemos, neste trabalho, analisar

Leia mais

GÊNERO TEXTUAL- USO DAS VARÍAVEIS DE TRADUÇÕES MUSICAIS NO ENSINO DA LÍNGUA INGLESA.

GÊNERO TEXTUAL- USO DAS VARÍAVEIS DE TRADUÇÕES MUSICAIS NO ENSINO DA LÍNGUA INGLESA. GÊNERO TEXTUAL- USO DAS VARÍAVEIS DE TRADUÇÕES MUSICAIS NO ENSINO DA LÍNGUA INGLESA. Izadora Cabral de Cerqueira* Jean Marcelo Barbosa de Oliveira** Universidade Estadual de Alagoas/UNEAL RESUMO Esse trabalho

Leia mais

Psicanálise: técnica para discernir e descobrir os processos psíquicos.

Psicanálise: técnica para discernir e descobrir os processos psíquicos. O conhecimento da psicanálise para o administrador, pode estar facilitando a compreensão das reações e comportamentos das pessoas com quem ele vai estar lidando no seu dia-dia. Temas discutidos nesta aula:

Leia mais

Contardo Calligaris. Introdução a uma Clínica Diferencial das Psicoses. z Zagodoni. 2 a edição. Editora

Contardo Calligaris. Introdução a uma Clínica Diferencial das Psicoses. z Zagodoni. 2 a edição. Editora Contardo Calligaris Introdução a uma Clínica Diferencial das Psicoses 2 a edição z Zagodoni Editora Copyright 2013 by Contardo Calligaris Todos os direitos desta edição reservados à Zagodoni Editora Ltda.

Leia mais

Qual viagem? Enlaces do gozo no subjetivo e no social

Qual viagem? Enlaces do gozo no subjetivo e no social Qual viagem? Enlaces do gozo no subjetivo e no social De: Alexandre Porto Vidal Sérgio Y vai à América São Paulo: Companhia das Letras, 2014. Por: Andréa Borges Leão Doutora. Professora do Departamento

Leia mais

CLÍNICA DA HISTERIA: DESCRIÇÃO E ANÁLISE DE CASO

CLÍNICA DA HISTERIA: DESCRIÇÃO E ANÁLISE DE CASO CLÍNICA DA HISTERIA: DESCRIÇÃO E ANÁLISE DE CASO O trabalho aqui apresentado é o relato do Estágio Supervisionado em Psicologia Clínica, realizado com base na Psicanálise. Tanto a prática realizada, quanto

Leia mais

"Crise ou tentativa de cura? - desafios para uma clínica do sujeito numa enfermaria psiquiátrica". 1

Crise ou tentativa de cura? - desafios para uma clínica do sujeito numa enfermaria psiquiátrica. 1 V Congresso de Psicopatologia Fundamental "Crise ou tentativa de cura? - desafios para uma clínica do sujeito numa enfermaria psiquiátrica". 1 Autora: Lorenna Figueiredo de Souza. Resumo: O trabalho apresenta

Leia mais

APO TAME TOS SOBRE A A GÚSTIA EM LACA 1

APO TAME TOS SOBRE A A GÚSTIA EM LACA 1 APO TAME TOS SOBRE A A GÚSTIA EM LACA 1 Elza Macedo Instituto da Psicanálise Lacaniana IPLA São Paulo, 2008 A angústia é um afeto Lacan (2005) dedica o Seminário de 1962-1963 à angústia. Toma a experiência

Leia mais

das duas estruturas mencionadas verdadeiras irmãs de sangue. Quando Freud (1905/1970) introduz o aforismo que a neurose é o negativo da

das duas estruturas mencionadas verdadeiras irmãs de sangue. Quando Freud (1905/1970) introduz o aforismo que a neurose é o negativo da O GOZO E SEUS DESDOBRAMENTOS NA CLÍNICA DA HISTERIA E DA PERVERSÃO Marco Aurélio de Carvalho Silva Vivian Ligeiro Partindo da relação de parentesco entre a histeria e a perversão, resolvemos abordar a

Leia mais

Future School Idiomas

Future School Idiomas Future School Idiomas Sumário Quem somos... pag 2 Sobre o curso... pag 3 Sobre a aula... pag 4 Vantagens em se fazer nosso curso on line... pag 5 Objetivo do curso... pag 6 Como entrar na sala de aula...

Leia mais