PLANO DE AÇÃO TUTORIAL

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1 PLANO DE AÇÃO TUTORIAL 2013/ 2014 agrupamentodeescolasdagafanhadaencarnação

2 Índice ÍNDICE... 2 I. INTRODUÇÃO... 3 II. OBJECTIVOS GERAIS... 4 III. PÚBLICO-ALVO... 4 IV. PLANO DE TUTORIA... 4 V. PERFIL DO PROFESSOR TUTOR... 5 VI. FUNÇÕES DO PROFESSOR TUTOR... 5 VII. OPERACIONALIZAÇÃO... 6 Agrupamento de Escolas da Gafanha da Encarnação 2

3 I. Introdução No Agrupamento de Escolas da Gafanha da Encarnação existem alunos provenientes de agregados familiares desestruturados e com baixo nível de qualificação académica, tal como a caracterização do Agrupamento explicita (cf. Projecto Educativo do Agrupamento de Escolas da Gafanha da Encarnação). Acresce a este facto o número de alunos com alguma taxa de absentismo, promovendo um certo risco de abandono precoce da escolaridade obrigatória. Estes alunos, em situação de exclusão social e escolar, não fazem parte de agregados familiares com capacidade para lhes dar o apoio essencial para conseguirem atingir o sucesso, e, portanto, necessitam de algum apoio por parte da escola que não pode ser obtido pelos meios normais do seu horário semanário. Nesta linha, a existência de professores tutores permite colmatar esta lacuna. Tendo em atenção que a Escola deve procurar responder, com os recursos possíveis, às solicitações que os diagnósticos apresentam, a função do professor tutor assume uma importância vital para esse enquadramento de apoio. Por isso, é importante construir uma plataforma orientadora, que sirva de base programada para as atividades e iniciativas que se realizam nesta dinâmica da tutoria. Nesta ótica, numa linha de estabelecer conformidade de actuações, para justificar a existência da ação de tutoria, com o objetivo de estabelecer princípios organizados, bem como para programar os seus efeitos a médio e longo prazo, surge o Plano de Ação Tutorial. Agrupamento de Escolas da Gafanha da Encarnação 3

4 II. Objetivos Gerais 1. promover o exercício efetivo da ação tutorial; 2. promover a troca de experiências relativas à ação tutorial; 3. uniformizar procedimentos. III. Público-alvo O diagnóstico da situação escolar/ social do aluno permite, geralmente, encontrar razões que explicam os resultados insatisfatórios no aproveitamento escolar dos alunos. Algumas dessas razões permitem caracterizar o público-alvo dos planos de tutoria. Assim, na elaboração do plano de tutoria o Conselho de Turma deve ponderar os seguintes aspetos: Absentismo Risco de abandono escolar Baixo rendimento escolar Dificuldades de aprendizagem Desmotivação para a escola Dificuldades de integração escolar Dificuldades de comunicação Incumprimento de regras Problemas comportamentais Ambiente familiar desestruturado Indicação médica IV. Plano de Tutoria O Plano de Tutoria deve ser anexo ao processo do aluno e é parte integrante do Projecto Curricular de Turma. Deve conter os seguintes pontos: Identificação do aluno Caracterização do aluno Orientações para a designação do professor tutor Clarificação dos seguintes aspectos: os critérios e procedimentos para a organização e funcionamento da tutoria; Agrupamento de Escolas da Gafanha da Encarnação 4

5 as linhas de actuação que o tutor deve desenvolver com o aluno; a equipa educativa implicada; as atividades a realizar com o aluno os objetivos do Plano de Tutoria. V. Perfil do professor tutor Uma vez que muito do sucesso de plano de tutoria depende do professor tutor, este deve ser criteriosamente escolhido e deve ser tido em consideração as orientações do Conselho de Turma na sua designação. O cargo de professor tutor deve ser preferencialmente atribuído a professores com provas dadas no seu desempenho do cargo ou que se enquadrem no seguinte perfil: Ter equilíbrio e maturidade psíquica que permitam enfrentar adequadamente os diversos problemas e múltiplas pressões a que ficará sujeito num trabalho complexo como o da ação tutorial; Revelar abertura e disponibilidade para que consiga estabelecer empatia com o aluno a seu cargo; Ter facilidade em relacionar-se com os alunos; Ter capacidade de negociação e mediação de situações e conflitos; Ser coerente, flexível e persistente; Ter capacidade para proporcionar experiências enriquecedoras e gratificantes para os alunos; Ter capacidade de trabalho em equipa (Conselho de Turma) requerendo apoio externo sempre que necessário. VI. Funções do professor tutor Para além das que possam estar definidas particularmente no plano de tutoria atribuído ao professor tutor, são funções do professor tutor: Acompanhar de forma individualizada o processo educativo de um aluno, preferencialmente ao longo do seu percurso escolar; Facilitar a integração dos alunos na escola e na turma fomentando a sua participação nas diversas atividades; Contribuir para o sucesso educativo e para a diminuição do abandono escolar, conforme previsto no Projeto Educativo da Escola; Alertar o aluno para as consequências do absentismo escolar; Aconselhar e orientar no estudo e nas tarefas escolares; Atender às dificuldades de aprendizagem dos alunos para propor, sempre que necessário, adaptações curriculares, em colaboração com os professores e os serviços especializados de apoio educativo; Agrupamento de Escolas da Gafanha da Encarnação 5

6 Promover a articulação das atividades escolares dos alunos com outras atividades formativas; Esclarecer os alunos sobre as suas possibilidades educativas e os percursos de educação e formação disponíveis; Ensinar os alunos a expressarem-se, a definirem objetivos pessoais, a autoavaliarem-se de forma realista e a serem capazes de valorizar e elogiar os outros; Trabalhar de modo mais direto e personalizado com os alunos que manifestem um baixo nível de auto estima ou dificuldade em atingirem os objetivos definidos; Trabalhar com os alunos regras de comportamento; Dar a conhecer ao aluno o Regulamento Interno do Agrupamento; Aplicar metodologias de análise que propiciem um conhecimento aprofundado das características próprias dos alunos: dados pessoais e familiares; dados relevantes sobre a sua história escolar e familiar; características pessoais (interesses, motivações, «estilo» de aprendizagem, adaptação familiar e social, integração no grupo-turma); problemas e inquietudes; necessidades educativas; Implicar os docentes das disciplinas em que os alunos revelam maiores dificuldades em atividades de apoio à recuperação; Implicar os pais/encarregados de educação, através do Diretor de Turma, em atividades de controlo do trabalho escolar e de integração e orientação dos seus educandos; Desenvolver a ação de tutoria de forma articulada, quer com o Conselho de Turma, quer com os serviços especializados de apoio educativo; Elaborar relatórios periódicos (um por período) sobre os resultados da ação de tutoria, a serem entregues ao Conselho de Turma. VII. Operacionalização No final de cada ano letivo, os conselhos de turma, na análise que realizam à avaliação da turma, procedem à avaliação de cada aluno, em particular, e, perante o juízo que é feito, ponderam a possibilidade do aluno ser alvo de uma tutoria, de acordo com os critérios definidos neste plano. No início do ano letivo seguinte, a Direção do Agrupamento, com a aprovação do Conselho Pedagógico, verifica a existência de recursos humanos que possam responder a essas solicitações, decidindo, consoante esses recursos, pela atribuição das tutorias a docentes. Depois de atribuídas as tutorias, é elaborado um horário. Agrupamento de Escolas da Gafanha da Encarnação 6

7 No ano letivo , as tutorias atribuídas foram as seguintes: O horário atribuído aqui apresentado, com as indicações dos professores tutores e do período em que exercem as suas funções, assume um toque de flexibilidade consoante a adequação ao perfil e plano definido para cada aluno. Isto quererá significar que, de acordo com o Plano de Tutoria a aplicar ao aluno, o professor tutor poderá acompanhar o aluno noutros períodos letivos da semana, procurando concretizar os objetivos e realizar um trabalho mais atuante. Aprovado pelo Conselho Pedagógico de 8 de outubro de 2008 Actualizado a 8 de outubro de 2012 Atualizado a 9 de outubro de 2013 Agrupamento de Escolas da Gafanha da Encarnação 7

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