4 DEFINIÇÃO DA GEOMETRIA, MALHA E PARÂMETROS DA SIMULAÇÃO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "4 DEFINIÇÃO DA GEOMETRIA, MALHA E PARÂMETROS DA SIMULAÇÃO"

Transcrição

1 4 DEFINIÇÃO DA GEOETRIA, ALHA E PARÂETROS DA SIULAÇÃO 4.1 Fornaha experimenta A fornaha experimenta utiizada como caso teste por Garreton (1994), era de 400kW aimentada com gás natura. Deste trabaho, estão disponíveis as medições experimentais de veocidades médias, reações turbuentas, temperaturas médias, concentrações médias, e fuxos de caor no contorno de importância Geometria da Fornaha A câmara de combustão é ciíndrica, axisimétrica e de eixo horizonta composta por duas partes: seção principa e seção de descarga; e a injeção do ar e do combustíve se dá através de tubos coaxiais. As dimensões mencionadas são apresentadas na Figura 4.1. Seção Principa Seção de Descarga Figura 4.1 Geometria da fornaha experimenta de Garreton (1994) Condições experimentais No experimento de Garreton (1994) a injeção do combustíve (gás natura) é feita por meio do tubo interno, sendo a injeção de ar reaizada peo tubo externo. A composição do gás natura na entrada é de 90% de metano e 10 de nitrogênio em massa. A câmara de combustão opera a uma pressão de 50Pa acima da pressão atmosférica como medida de prevenção contra a entrada do ar ambiente e a umidade reativa é de 80%. Os fuxos de caor nas paredes do combustor são determinados por meio de jaquetas de resfriamento.

2 Definição da Geometria, aha e Parâmetros da Simuação Geometria para a Soução Numérica e aha Na Figura 4.2 é apresentada a geometria utiizada na simuação. Esta corresponde a uma fornaha ciíndrica baseada em Garreton (1994) e, a exempo do que foi feito por Isnard (2000), em seu domínio computaciona, não contempa a seção de descarga (Vide Figura 4.1). Esta simpificação visa a redução do esforço computaciona e do tempo de simuação. Figura 4.2 Geometria da Fornaha Ciíndrica utiizada na simuação. A espessura do tubo referente à injeção de combustíve foi ajustada em 3mm. O domínio computaciona foi dividido em 238 voumes de controe na direção axia e 50 na direção radia. A maha utiizada, como mostram as Figuras 4.3, 4.4 e 4.5, é não uniforme, de modo a obter-se uma mehor resoução, próximo às paredes, às entradas de ar e combustíve. Figura 4.3 aha Utiizada na simuação Visão tota (a inha inferior corresponde à simetria da câmara de combustão). Nas regiões próximas à parede, a maha foi construída respeitando os critérios exigidos pea formuação utiizada, descrita no capítuo terceiro, que diz que o y* deve estar entre 11,25 e 60.

3 Definição da Geometria, aha e Parâmetros da Simuação 76 Figura 4.4 Detahe da aha Utiizada na simuação Regiões da Entrada e da Saída. Figura 4.5 Detahe da aha Utiizada na simuação Região Centra. 4.3 Propriedades Densidade A densidade ρ foi cacuada pea ei dos gases ideais, Pop m ρ = RT Σ (4.1)

4 Definição da Geometria, aha e Parâmetros da Simuação 77 sendo R a constante universa dos gases, é a massa moecuar da espécie, Pop é a pressão de operação no interior da câmara de combustão Caor Específico O caor específico da mistura tem uma forte dependência da sua composição e temperatura. Por essa razão o caor específico da mistura foi definido como sendo uma função, tanto da temperatura como da sua composição. O cácuo é feito por meio de uma média ponderada pea fração mássica dos componentes individuais de caor específico: cp =Σ m cp (4.2) Os componentes individuais foram cacuados em função da temperatura: cp = cp ( T ) (4.3) Os vaores dos componentes individuais do caor específico, em função da temperatura, foram extraídos da iteratura (Knacke) e são apresentados na Tabea 4.1. Componentes individuais do Caor Específico (J/kgK) Temperatura CH 4 O 2 CO 2 H 2 O N 2 CO 300 K 2226,0 914,0 846,0 1958,0 1045,0 1041,0 600 K 3256,0 1005,0 1075,0 2020,0 1075,0 1092, K 4475,0 1084,0 1234,0 2275,0 1164,0 1183, K 5408,0 1136,0 1326,0 2601,0 1239,0 1254, K 5904,0 1175,0 1371,0 2933,0 1283,0 1295, K 6165,0 1215,0 1397,0 2996,0 1314,0 1318,7 Tabea 4.1 Componentes individuais do Caor Específico (principais espécies) Os vaores de viscosidade, condutividade térmica e difusão de massa foram prescritos constantes, tendo como espécie de referência o N 2 por ser a espécie predominante no interior do combustor.

5 Definição da Geometria, aha e Parâmetros da Simuação Viscosidade O vaor assumido para a viscosidade da mistura corresponde ao vaor desta propriedade para o N2 a 763K. µ kg ms 5 = 2,95 10 / (4.4) Utiizou-se para uma das simuações: µ X µ i = (4.5) X j φj onde, µ 1+ µ j w, φj = 1 2 w, 8(1 + ) w, j w, j 2 (4.6) Condutividade Térmica O vaor assumido para a condutividade térmica do fuido corresponde ao vaor desta propriedade para o N2 a 700K. k 2 = 4,54 10 W / mk (4.7) Utiizou-se também para uma das simuações: k = Xk X φ j j (4.8)

6 Definição da Geometria, aha e Parâmetros da Simuação 79 onde, k 1+ k j w, φj = 1 2 w, 8(1 + ) wj, wj, 2 (4.9) Coeficiente de Difusão de assa O vaor para o coeficiente de difusão de massa foi assumido como sendo o mesmo para todas as espécies da mistura. Este vaor corresponde à estimativa do coeficiente de difusão do N2 no ar atmosférico a 700K e 1 atm, usando a equação de Fuer et a (Greankopis, C.J. 1997). D = m s (4.10) 5 2 im, 8,89 10 / 4.4 Condições de Contorno e Parâmetros da Simuação Com o objetivo de simpificar o probema e otimizar o trabaho computaciona, a câmara de combustão ciíndrica apresentada anteriormente neste capítuo, foi modeada como axisimétrica. Esta simpificação eva em consideração a geometria do queimador e possibiita um tratamento bidimensiona para o probema. A chama considerada é difusiva turbuenta. Por meio de tubos concêntricos são injetados o ar e o biogás (Vide Figura 4.2) a 0,1295kg/s a 323K, e 0,0442kg/s a 313K, respectivamente. As composições dos jatos de biogás e ar são apresentadas na Tabea 4.2. O número de Reynods baseado no diâmetro do jato de biogás é aproximadamente

7 Definição da Geometria, aha e Parâmetros da Simuação 80 Espécies Concentrações Em voume Em massa CH 4 35% 18% C 2 H ppmv 0,030% C 3 H ppmv 0,029% C 4 H ppmv 0,027% C 5 H ppmv 0,024% H 2 S 232 ppmv 0,026% O 2 5% 5% CO 2 40% 58% N 2 20% 18% N 2 78% 75,42% O 2 21% 23,20% Ar 1% 1,38% Tabea 4.2 Composição dos jatos de biogás e ar na entrada do combustor Biogás Ar A intensidade turbuenta e o comprimento de escaa foram definidos para a entrada do biogás em 6% e 0,02m e para a entrada do ar em 5% e 0,01m. As constantes utiizadas no modeo k-є foram C1є= 1,4, C2є= 1,9 e C µ = 0,09; os números Prandt e Schmidt turbuentos estão ajustados em 0,7 para o modeo de agnunssen K1= 4,0 e K2= 0,5. Os fuxos de caor através da parede do combustor foram prescritos constantes, a partir de uma estimativa de perda de 20% a partir da potência do combustor. O vaor prescrito do fuxo na parede da fornaha é 26,64kW/m 2. A emissividade da parede da fornaha em todas as suas seções foi definida como igua a 0,6 enquanto que, a da entrada e saída foi definida como sendo igua a 1. No que diz respeito ao modeo de radiação DTR e sub-modeo WSGG, foram utiizadas 120 superfícies radiantes com o número de divisões em θ e em φ igua a 4. Nas simuações foi estabeecido como critério de convergência, num modeo em dupa precisão, que a soma dos resíduos para todas as grandezas envovidas fosse inferior a 10-6, exceto a energia, para a qua foi requerido um vaor inferior a Utiizou-se, na soução das equações, o esquema Power Law. Para o acopamento pressão-veocidade, foi utiizado o agoritmo SIPLEC (Vide Apêndice B). Os fatores de reaxação foram ajustados em 0,3 para a pressão, 0,7 para o momentum e 0,8 para o restante das equações.

8.5 Cálculo de indutância e densidade de energia magnética

8.5 Cálculo de indutância e densidade de energia magnética 8.5 Cácuo de indutância e densidade de energia magnética Para agumas geometrias de mahas pode-se cacuar a indutância aproximadamente. Cacuamos aqui a indutância de uma maha que contém um soenoide ciíndrico

Leia mais

CIRCUITOS MAGNÉTICOS LINEARES E NÃO LINEARES

CIRCUITOS MAGNÉTICOS LINEARES E NÃO LINEARES 7 9 CIRCUITOS MAGÉTICOS LIEARES E ÃO LIEARES Circuitos magnéticos são usados para concentrar o efeito magnético de uma corrente em uma região particuar do espaço. Em paavras mais simpes, o circuito direciona

Leia mais

Transferência de Calor Condução e Convecção de Calor

Transferência de Calor Condução e Convecção de Calor Transferência de Calor Condução e Material adaptado da Profª Tânia R. de Souza de 2014/1. 1 O calor transferido por convecção, na unidade de tempo, entre uma superfície e um fluido, pode ser calculado

Leia mais

TRANSMISSÃO DE CALOR II. Prof. Eduardo C. M. Loureiro, DSc.

TRANSMISSÃO DE CALOR II. Prof. Eduardo C. M. Loureiro, DSc. TRANSMISSÃO DE CAOR II Prof. Eduardo C. M. oureiro, DSc. MECANISMOS FÍSICOS T T at A condenação ocorre quando a temperatura de um vapor é reduzida a vaore inferiore ao de ua temperatura de aturação. Em

Leia mais

Propagação da incerteza de medição ou incerteza combinada

Propagação da incerteza de medição ou incerteza combinada UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL ENGENHARIA MECÂNICA ENG0308 - MEDIÇÕES TÉRMICAS Energia e Fenômenos de Transporte Prof. Paulo S. Schneider pss@mecanica.ufrgs.br Medições Térmicas - Engenharia

Leia mais

CIRCUITOS MAGNÉTICOS COM ÍMÃS PERMANENTES

CIRCUITOS MAGNÉTICOS COM ÍMÃS PERMANENTES 145 14 CIRCUITO MAGNÉTICO COM ÍMÃ PERMANENTE Considere o núceo de materia ferromanético mostrado na fiura 14.1, enroado com um enroamento de N espiras. Fazendo circuar por este enroamento uma corrente

Leia mais

Lista de exercícios Caps. 4 e 5 TM-114 Transferência de Calor e Massa (Turma B) 2008/1

Lista de exercícios Caps. 4 e 5 TM-114 Transferência de Calor e Massa (Turma B) 2008/1 Lista de exercícios Caps. 4 e 5 TM-114 Transferência de Calor e Massa (Turma B) 2008/1 1. (Incropera et al., 6 ed., 4.2) Uma placa retangular bidimensional está sujeita às condições de contorno especificadas.

Leia mais

FENÔMENOS DE TRANSPORTES AULA 1 FLUIDOS PARTE 1

FENÔMENOS DE TRANSPORTES AULA 1 FLUIDOS PARTE 1 FENÔMENOS DE TRANSPORTES AULA 1 FLUIDOS PARTE 1 PROF.: KAIO DUTRA Definição de Um Fluido Definição elementar: Fluido é uma substância que não tem uma forma própria, assume o formato do meio. Definição

Leia mais

Lista de Exercícios para P2

Lista de Exercícios para P2 ENG 1012 Fenômenos de Transporte II Lista de Exercícios para P2 1. Estime o comprimento de onda que corresponde à máxima emissão de cada de cada um dos seguintes casos: luz natural (devido ao sol a 5800

Leia mais

FENÔMENOS DE TRANSPORTES

FENÔMENOS DE TRANSPORTES FENÔMENOS DE TRANSPORTES AULA 11 FUNDAMENTOS DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR PROF.: KAIO DUTRA Transferência de Calor Transferência de calor (ou calor) é a energia em trânsito devido a uma diferença de temperatura.

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL CURSOS DE ENGENHARIA DE ENERGIA E MECÂNICA MEDIÇÕES TÉRMICAS Prof. Paulo Smith Schneider

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL CURSOS DE ENGENHARIA DE ENERGIA E MECÂNICA MEDIÇÕES TÉRMICAS Prof. Paulo Smith Schneider UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL CURSOS DE ENGENHARIA DE ENERGIA E MECÂNICA MEDIÇÕES TÉRMICAS Prof. Paulo Smith Schneider Exercícios sobre medição de vazão Considere um grande reservatório (figura

Leia mais

Calculando a rpm e o gpm a partir da

Calculando a rpm e o gpm a partir da Acesse: http://fuvestibuar.com.br/ Cacuando a rpm e o gpm a partir da veocidade de corte A UU L AL A Para que uma ferramenta corte um materia, é necessário que um se movimente em reação ao outro a uma

Leia mais

CIRCUITOS MAGNÉTICOS COM ÍMÃS PERMANENTES

CIRCUITOS MAGNÉTICOS COM ÍMÃS PERMANENTES APOTILA E ELETROMAGNETIMO I 146 16 CIRCUITO MAGNÉTICO COM ÍMÃ PERMANENTE Iniciamente vamos considerar um materia ferromanético iustrado na fiura 16.1, enroado com N espiras condutoras em que circua uma

Leia mais

MODELO MATEMÁTICO DETERMINÍSTICO PARA A PREVISÃO DA TRANSIÇÃO COLUNAR-EQUIAXIAL NA SOLIDIFICAÇÃO BIDIMENSIONAL 1

MODELO MATEMÁTICO DETERMINÍSTICO PARA A PREVISÃO DA TRANSIÇÃO COLUNAR-EQUIAXIAL NA SOLIDIFICAÇÃO BIDIMENSIONAL 1 MODELO MATEMÁTICO DETERMINÍSTICO PARA A PREVISÃO DA TRANSIÇÃO COLUNAR-EQUIAXIAL NA SOLIDIFICAÇÃO BIDIMENSIONAL 1 Marceo Aquino Martorano 2 Resumo O objetivo do presente trabaho é propor um modeo matemático

Leia mais

11 Sistemas resolvem problemas

11 Sistemas resolvem problemas A UA UL LA Sistemas resovem probemas Introdução Na aua anterior, mostramos como resover sistemas de duas equações de 1º grau com duas incógnitas. Agora vamos usar essa importante ferramenta da matemática

Leia mais

Um dos conceitos mais utilizados em Matemática

Um dos conceitos mais utilizados em Matemática A UA UL LA A noção de função Introdução Um dos conceitos mais utiizados em Matemática é o de função. Ee se apica não somente a esta área, mas também à Física, à Química e à Bioogia, entre outras. Aém disso,

Leia mais

Detecção de Infração em faixa de pedestres sem semáforos utilizando visão computacional e redes neurais

Detecção de Infração em faixa de pedestres sem semáforos utilizando visão computacional e redes neurais Detecção de Infração em faixa de pedestres sem semáforos utiizando visão computaciona e redes neurais Aves, B. G. C.; ima, A. C. de C. Departamento de Engenharia Eétrica - Escoa Poitécnica - UFBA, R. Aristides

Leia mais

UNIVERSIDADE EDUARDO MONDLANE FACULDADE DE ENGENHARIA DEPARTAMENTO DE MECÂNICA Instalações Térmicas 2º Teste 120 minutos 11 de Outubro de 2013

UNIVERSIDADE EDUARDO MONDLANE FACULDADE DE ENGENHARIA DEPARTAMENTO DE MECÂNICA Instalações Térmicas 2º Teste 120 minutos 11 de Outubro de 2013 º Teste 10 minutos 11 de Outubro de 013 Pergunta 1 (1,5 valores) Como é movida a carga nos fornos de impulso? A carga forma uma camada continua de material que é depositada numa fornalha refractaria ou

Leia mais

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO Escola de Engenharia de Lorena EEL

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO Escola de Engenharia de Lorena EEL UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO Escola de Engenharia de Lorena EEL LOM3083 e LOM3213 Fenômenos de Transporte Prof. Luiz T. F. Eleno Lista de exercícios 2 1. Considere uma parede aquecida por convecção de um

Leia mais

MODELAÇÃO DA PROPAGAÇÃO DE ONDAS SÍSMICAS ATRAVÉS DO MÉTODO DOS ELEMENTOS DE FRONTEIRA

MODELAÇÃO DA PROPAGAÇÃO DE ONDAS SÍSMICAS ATRAVÉS DO MÉTODO DOS ELEMENTOS DE FRONTEIRA MODELAÇÃO DA PROPAGAÇÃO DE ONDAS SÍSMICAS ATRAVÉS DO MÉTODO DOS ELEMENTOS DE FRONTEIRA P. F. A. SANTOS Assistente DEC-FCTUC Coimbra A. J. B. TADEU Prof. Associado DEC-FCTUC Coimbra SUMÁRIO Neste trabaho

Leia mais

CAPÍTULO 1 INTODUÇÃO. O DESENVOLVIMENTO DE BIOPROCESSOS. INTRODUÇÃO AOS CÁLCULOS DE ENGENHARIA

CAPÍTULO 1 INTODUÇÃO. O DESENVOLVIMENTO DE BIOPROCESSOS. INTRODUÇÃO AOS CÁLCULOS DE ENGENHARIA CAPÍTULO 1 INTODUÇÃO. O DESENVOLVIMENTO DE BIOPROCESSOS. INTRODUÇÃO AOS CÁLCULOS DE ENGENHARIA OBJECTIVO: Interpretação e desenvolvimento de processos biológicos. Análise quantitativa de sistemas e processos

Leia mais

Vazão. Conceito de Vazão

Vazão. Conceito de Vazão Vazão Conceito de Vazão Quando se toma um ponto de referência, a vazão é a quantidade do produto ou da utilidade, expressa em massa ou em volume, que passa por ele, na unidade de tempo. A unidade de vazão

Leia mais

Dimensional A B C. 1000(2x) 1000(3x) 1000(4x) 1000(5x) 1000(6x)

Dimensional A B C. 1000(2x) 1000(3x) 1000(4x) 1000(5x) 1000(6x) 64 novo Condensador Remoto a r 31011 550806 W 26670 473693 105832 1879733 BTU/h Baixo níve de ruído Mais eve e compacto Características técnicas ta eficiência térmica, resutando em e c o n o m i a d e

Leia mais

Lista de Exercícios de Operações Unitárias I

Lista de Exercícios de Operações Unitárias I Lista de Exercícios de Operações Unitárias I Bombas Prof. Dra. Lívia Chaguri Monitor Victor Ferreira da Motta L. Fonseca ¹Exercício 1) Considere a instalação mostrada na Figura 1. Azeite de Oliva a 20

Leia mais

Nota: Campus JK. TMFA Termodinâmica Aplicada

Nota: Campus JK. TMFA Termodinâmica Aplicada TMFA Termodinâmica Aplicada 1) Considere a central de potência simples mostrada na figura a seguir. O fluido de trabalho utilizado no ciclo é água e conhece-se os seguintes dados operacionais: Localização

Leia mais

Convecção Forçada Externa

Convecção Forçada Externa Convecção Forçada Externa Força de arrasto e sustentação Arrasto: força que o escoamento exerce na sua própria direção. Corpos submetidos a escoamento de fluidos são classificados: Região separada: Uma

Leia mais

Convecção (natural e forçada) Prof. Dr. Edval Rodrigues de Viveiros

Convecção (natural e forçada) Prof. Dr. Edval Rodrigues de Viveiros Convecção (natural e forçada) Prof. Dr. Edval Rodrigues de Viveiros Convecção natural Convecção forçada Convecção natural A transmissão de calor por convecção natural ocorre sempre quando um corpo é

Leia mais

Considerações gerais sobre radiação térmica

Considerações gerais sobre radiação térmica CÁLCULO TÉRMICO E FLUIDOMECÂNICO DE GERADORES DE VAPOR Prof. Waldir A. Bizzo Faculdade de Engenharia Mecânica - UNICAMP General Considerations Considerações gerais sobre radiação térmica Radiação térmica

Leia mais

5. Conclusões e Perspectivas

5. Conclusões e Perspectivas 5. Conclusões e Perspectivas Neste estudo experimental foram apresentados resultados da caracterização de chamas turbulentas não pré-misturadas de spray de etanol e ar. Para realização deste estudo foi

Leia mais

UNIVERSIDADE EDUARDO MONDLANE Faculdade de Engenharia. Transmissão de calor. 3º ano

UNIVERSIDADE EDUARDO MONDLANE Faculdade de Engenharia. Transmissão de calor. 3º ano UNIVERSIDADE EDUARDO MONDLANE Faculdade de Engenharia Transmissão de calor 3º ano Aula 3 Equação diferencial de condução de calor Condições iniciais e condições de fronteira; Geração de Calor num Sólido;

Leia mais

ANÁLISE EM CFD DO PROCESSO DE COMBUSTÃO DE CARVÃO NUMA CALDEIRA AQUATUBULAR: DEFEITOS DE FUNCIONAMENTO

ANÁLISE EM CFD DO PROCESSO DE COMBUSTÃO DE CARVÃO NUMA CALDEIRA AQUATUBULAR: DEFEITOS DE FUNCIONAMENTO ANÁLISE EM CFD DO PROCESSO DE COMBUSTÃO DE CARVÃO NUMA CALDEIRA AQUATUBULAR: DEFEITOS DE FUNCIONAMENTO Luís F. Dondoni, Pedro L. Bellani, Eduardo M. Nadaletti, Leandro L. Felipetto, Maria L. S. Indrusiak

Leia mais

Unimonte, Engenharia Física Aplicada, Prof. Marco Simões Transferência de calor, exercícios selecionados do Sears & Zemansky, cap.

Unimonte, Engenharia Física Aplicada, Prof. Marco Simões Transferência de calor, exercícios selecionados do Sears & Zemansky, cap. Unimonte, Engenharia Física Aplicada, Prof. Marco Simões Transferência de calor, exercícios selecionados do Sears & Zemansky, cap. 17 17.65) Suponha que a barra da figura seja feita de cobre, tenha 45,0

Leia mais

No posto de gasolina

No posto de gasolina A UU L AL A No posto de gasoina Gaspar estava votando para casa, após passar um dia muito agradáve na praia, apesar da dor de ouvido. Ee parou num posto de gasoina para abastecer e verificar as condições

Leia mais

NOTAS DE AULAS DE ESTRUTURA DA MATÉRIA

NOTAS DE AULAS DE ESTRUTURA DA MATÉRIA NOTAS DE AULAS DE ESTRUTURA DA MATÉRIA Prof. Carlos R. A. Lima CAPÍTULO 14 SUPERFLUIDEZ E SUPERCONDUTIVIDADE Edição de Janeiro de 2013 CAPÍTULO 14 - SUPERFLUIDEZ E SUPERCONDUTIVIDADE ÍNDICE 14.1- Introdução

Leia mais

Apêndice E Alguns outros conceitos interessantes: temperatura adiabática da chama; velocidade de chama; estabilização de chamas; a zona luminosa;

Apêndice E Alguns outros conceitos interessantes: temperatura adiabática da chama; velocidade de chama; estabilização de chamas; a zona luminosa; Apêndice E Alguns outros conceitos interessantes: temperatura adiabática da chama; velocidade de chama; estabilização de chamas; a zona luminosa; teoria de Mallard e Lê Chatelier para a velocidade de chama.

Leia mais

Combustão. Problemas para as aulas práticas

Combustão. Problemas para as aulas práticas Combustão Problemas para as aulas práticas ª aula - sexta-feira 5 e terça-feira 9 de Março Problema Escreva a fórmula química e represente esquematicamente a molécula dos seguintes combustíveis: metano,

Leia mais

NOTAS DE AULAS DE ESTRUTURA DA MATÉRIA

NOTAS DE AULAS DE ESTRUTURA DA MATÉRIA NOTAS DE AULAS DE ESTRUTURA DA MATÉRIA Prof. Carlos R. A. Lima CAPÍTULO 14 SUPERFLUIDEZ E SUPERCONDUTIVIDADE Primeira Edição junho de 2005 CAPÍTULO 14 - SUPERFLUIDEZ E SUPERCONDUTIVIDADE ÍNDICE 14.1- Introdução

Leia mais

MÉTODOS BÁSICOS DA ANÁLISE DE ESTRUTURAS

MÉTODOS BÁSICOS DA ANÁLISE DE ESTRUTURAS MÉTODOS BÁSICOS DA ANÁLISE DE ESTRUTURAS Luiz Fernando Martha Pontifícia Universidade Catóica do Rio de Janeiro PUC-Rio Departamento de Engenharia Civi Rua Marquês de São Vicente, 5 - Gávea CEP 45-9 Rio

Leia mais

Escoamento completamente desenvolvido

Escoamento completamente desenvolvido Escoamento completamente desenvolvido A figura mostra um escoamento laminar na região de entrada de um tubo circular. Uma camada limite desenvolve-se ao longo das paredes do duto. A superfície do tubo

Leia mais

PIR - Projetos de Instalações de Refrigeração

PIR - Projetos de Instalações de Refrigeração PIR - Projetos de Instalações de Refrigeração Prof. Mauricio Nath Lopes (mauricio.nath@ifsc.edu.br) Objetivo geral: Capacitar os alunos na execução de projetos de câmaras frigoríficas de pequeno porte.

Leia mais

LISTA DE EXERCÍCIOS - PRA FENÔMENOS DE TRANSPORTE

LISTA DE EXERCÍCIOS - PRA FENÔMENOS DE TRANSPORTE LISTA DE EXERCÍCIOS - PRA FENÔMENOS DE TRANSPORTE A - Viscosidade 1. (Exercício 1.1, pág. 11, Brunetti) A viscosidade cinemática ν de um óleo é de 0,028 m 2 /s e o seu peso específico relativo r é de 0,85.

Leia mais

Mecanismos da ebulição nucleada (nucleação heterogênea)

Mecanismos da ebulição nucleada (nucleação heterogênea) Cura de ebuição A (ONB):ocorre nuceação (surgimento de uma fase no interior de outra) superaquecimento da parede AC (ebuição nuceada): - AB: em boas isoadas; BC: boas coaescidas (sugs), counas (forte interação)

Leia mais

COMBUSTÍVEIS E COMBUSTÃO

COMBUSTÍVEIS E COMBUSTÃO COMBUSTÍVEIS E COMBUSTÃO PROF. RAMÓN SILVA Engenharia de Energia Dourados MS - 2013 CHAMAS PRÉ MISTURADAS 2 DEFINIÇÃO Uma chama é pré misturada quando o oxidante e o combustível já estão misturados antes

Leia mais

Máquinas Térmicas. Transferência de Calor na Caldeira

Máquinas Térmicas. Transferência de Calor na Caldeira Máquinas érmicas ransferência de Calor na Caldeira Dimensionamento térmico Objetivo: minimizar investimentos em material e buscar o aproveitamento racional da eneria. Abordaem: combinação de fundamentos

Leia mais

11S.1 Método da Média Log das Diferenças de Temperatura para Trocadores de Calor com Múltiplos Passes e com Escoamento Cruzado

11S.1 Método da Média Log das Diferenças de Temperatura para Trocadores de Calor com Múltiplos Passes e com Escoamento Cruzado Capítulo 11 Material Suplementar 11S.1 Método da Média Log das Diferenças de Temperatura para Trocadores de Calor com Múltiplos Passes e com Escoamento Cruzado Embora as condições de escoamento em trocadores

Leia mais

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA LUIZ DE QUEIROZ DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE BIOSSISTEMAS AULA 3 ROTEIRO

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA LUIZ DE QUEIROZ DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE BIOSSISTEMAS AULA 3 ROTEIRO 1 UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA LUIZ DE QUEIROZ DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE BIOSSISTEMAS LEB 047 HIDRÁULICA Prof. Fernando Campos Mendonça AULA 3 ROTEIRO Tópicos da aula 3:

Leia mais

Transdutores capacitivos e indutivos. Prof. Valner Brusamarello

Transdutores capacitivos e indutivos. Prof. Valner Brusamarello Transdutores capacitivos e indutivos Prof. Vaner Brusamareo Transdutores apacitivos Fornecem uma ateração da capacitância em resposta ao estímuo Ateração da distância, área ou dieétrico das pacas apacitor

Leia mais

Método dos Deslocamentos

Método dos Deslocamentos Método dos Desocamentos formuação matemática do método das forças e dos desocamentos é bastante semehante, devendo a escoha do método de anáise incidir num ou noutro conforme seja mais vantajoso O método

Leia mais

Catálise heterogênea. Catalisador sólido. Reação na interface sólido-fluido

Catálise heterogênea. Catalisador sólido. Reação na interface sólido-fluido Catálise heterogênea Catalisador sólido Reação na interface sólido-fluido Tipos de catalisadores Poroso: elevada área superficial Tipos de catalisadores Peneiras moleculares: capacidade de distinção entre

Leia mais

CIRCUITOS TRIFÁSICOS. VI.1 Produção da Tensão Trifásica:

CIRCUITOS TRIFÁSICOS. VI.1 Produção da Tensão Trifásica: RUOS RFÁSOS maior parte da geração, transmissão e utiização em ata potência da energia eétrica envove sistemas poiásicos, ou seja, sistemas nos quais são disponíveis diversas ontes de mesma ampitude com

Leia mais

FÍSICO-QUÍMICA GASES IDEAIS E GASES REAIS. Prof. MSc. Danilo Cândido

FÍSICO-QUÍMICA GASES IDEAIS E GASES REAIS. Prof. MSc. Danilo Cândido FÍSICO-QUÍMICA GASES IDEAIS E GASES REAIS Prof. MSc. Danilo Cândido CONCEITOS DE GASES Um gás representa a forma mais simples da matéria, de baixa densidade e que ocupa o volume total de qualquer recipiente

Leia mais

4 Modelagem Numérica. 4.1 Método das Diferenças Finitas

4 Modelagem Numérica. 4.1 Método das Diferenças Finitas 4 Modelagem Numérica Para se obter a solução numérica das equações diferenciais que regem o processo de absorção de CO 2,desenvolvido no capitulo anterior, estas precisam ser transformadas em sistemas

Leia mais

Técnicas de Parametrizações na Solução de Sistemas de Equações Não Lineares do Fluxo de Carga Continuado

Técnicas de Parametrizações na Solução de Sistemas de Equações Não Lineares do Fluxo de Carga Continuado Técnicas de Parametrizações na Soução de Sistemas de Equações ão Lineares do Fuxo de Carga Continuado Afredo onini eto Departamento de Engenharia Eétrica, FEIS, UESP 585-, Iha Soteira, SP E-mai: afredoneto@auno.feis.un.br

Leia mais

Fontes sonoras. Acústica Ambiental - EAM-23 - Capítulo 8 - Fontes sonoras

Fontes sonoras. Acústica Ambiental - EAM-23 - Capítulo 8 - Fontes sonoras Comprimento de onda >> dimensão da fonte ondas esféricas Comprimento de onda dimensão da fonte direcional Esfera pulsante fonte omnidirecional 2 L p = L 20log r W o 11 Lwo potência sonora da fonte omnidirecional

Leia mais

II. MODELAGEM MATEMÁTICA

II. MODELAGEM MATEMÁTICA INSTITUTO TECNOLÓGICO DE AERONÁUTICA DIVISÃO DE ENGENHARIA MECÂNICA MP-7: CONTROLE E NAVEGAÇÃO DE MULTICÓPTEROS II. MODELAGEM MATEMÁTICA Prof. Davi Antônio dos Santos (davists@ita.br) Departamento de Mecatrônica

Leia mais

Abreviaturas:(s) = sólido; ( l) = líquido; (g) = gás;(aq) = aquoso; (conc) = concentrado; [A] = concentração de A em mol/l.

Abreviaturas:(s) = sólido; ( l) = líquido; (g) = gás;(aq) = aquoso; (conc) = concentrado; [A] = concentração de A em mol/l. Química Abreviaturas:(s) = sóido; ( ) = íquido; (g) = gás;(aq) = aquoso; (conc) = concentrado; [A] = concentração de A em mo/l. 7. Sabendo-se que - a amônia (NH ) é constituída por moécuas poares e apresenta

Leia mais

1.7 Tensão superficial, espalhamento de líquidos, ângulo de contato e equação de Laplace.

1.7 Tensão superficial, espalhamento de líquidos, ângulo de contato e equação de Laplace. 1.7 Tensão superficia, espahamento de íquidos, ânguo de contato e equação de Lapace. 1.7.1 Tensão superficia As interfaces 6 entre íquidos e gases (superfícies) e entre diferentes íquidos são regiões de

Leia mais

Capítulo 1. Propriedades dos Gases

Capítulo 1. Propriedades dos Gases Capítulo 1. Propriedades dos Gases Baseado no livro: Atkins Physical Chemistry Eighth Edition Peter Atkins Julio de Paula 14-03-2007 Maria da Conceição Paiva 1 O estado físico de uma substância A equação

Leia mais

Análise Numérica de Evaporadores do Tipo Roll-Bond Usados em Refrigeradores Domésticos

Análise Numérica de Evaporadores do Tipo Roll-Bond Usados em Refrigeradores Domésticos PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA MECÂNICA Anáise Numérica de Evaporadores do Tipo Ro-Bond Usados em Refrigeradores Domésticos Fábio Kenji Suguimoto Orientador: Prof. Dr. André Luiz Seixac Dissertação

Leia mais

Máquinas Térmicas Turbinas a Gas. Jurandir Itizo Yanagihara

Máquinas Térmicas Turbinas a Gas. Jurandir Itizo Yanagihara Máquinas Térmicas Turbinas a Gas 1 Vantagens da Vantagens Turbinas a gás tendem a ser mais compactas, isto é, tem uma maior razão potência/peso (até 70% em relação a outros motores). Por isso, elas são

Leia mais

Controle de Processos Aula: Principais váriaveis em controle de processos químicos

Controle de Processos Aula: Principais váriaveis em controle de processos químicos 107484 Controle de Processos Aula: Principais váriaveis em controle de processos químicos Prof. Eduardo Stockler Tognetti Departamento de Engenharia Elétrica Universidade de Brasília UnB 1 o Semestre 2015

Leia mais

Modelagem de Chamas Não- Pré-misturadas (difusivas) G.C. Krieger Filho EPUSP/LETE-Laboratório de Engenharia Térmica e Ambiental

Modelagem de Chamas Não- Pré-misturadas (difusivas) G.C. Krieger Filho EPUSP/LETE-Laboratório de Engenharia Térmica e Ambiental Modelagem de Chamas Não- Pré-misturadas (difusivas) G.C. Krieger Filho EPUSP/LETE-Laboratório de Engenharia Térmica e Ambiental Introdução Chamas pré-misturadas x difusivas -Pré-misturadas: combustível

Leia mais

Capítulo 9: Transferência de calor por radiação térmica

Capítulo 9: Transferência de calor por radiação térmica Capítulo 9: Transferência de calor por radiação térmica Radiação térmica Propriedades básicas da radiação Transferência de calor por radiação entre duas superfícies paralelas infinitas Radiação térmica

Leia mais

Características dos gases

Características dos gases Gases Características dos gases Os gases são altamente compressíveis e ocupam o volume total de seus recipientes. Quando um gás é submetido à pressão, seu volume diminui. Os gases sempre formam misturas

Leia mais

Caracterização das Chamas:

Caracterização das Chamas: Caracterização das Chamas: A combustão da mistura ar/combustível dentro do cilindro é um dos processos que controlam a potência, eficiência e emissões dos motores. Os processos de combustão são diferentes

Leia mais

1.Introdução. hidráulica (grego hydoraulos) hydor = água; aulos = tubo ou condução.

1.Introdução. hidráulica (grego hydoraulos) hydor = água; aulos = tubo ou condução. 1.Introdução hidráulica (grego hydoraulos) hydor = água; aulos = tubo ou condução. Conceito : hidráulica é o ramo da engenharia que estuda a condução da água, seja através de tubulações fechadas, seja

Leia mais

Aula 25 Radiação. UFJF/Departamento de Engenharia de Produção e Mecânica. Prof. Dr. Washington Orlando Irrazabal Bohorquez

Aula 25 Radiação. UFJF/Departamento de Engenharia de Produção e Mecânica. Prof. Dr. Washington Orlando Irrazabal Bohorquez Aula 25 Radiação UFJF/Departamento de Engenharia de Produção e Mecânica Prof. Dr. Washington Orlando Irrazabal Bohorquez REVISÃO: Representa a transferência de calor devido à energia emitida pela matéria

Leia mais

Combustão Industrial

Combustão Industrial Combustão Industrial JOSÉ EDUARDO MAUTONE BARROS Professor Adjunto da Universidade Federal de Minas Gerais Coordenador do Laboratório de Combustíveis e Combustão Doutor em Engenharia Mecânica - Térmica

Leia mais

4 Caracterização do Corpo de prova e dos Fluidos

4 Caracterização do Corpo de prova e dos Fluidos 4 Caracterização do Corpo de prova e dos Fluidos Neste Capítulo, serão mostrados os procedimentos experimentais utilizados para determinar as propriedades do corpo de prova e dos fluidos que serão utilizados

Leia mais

4 O Modelo Termodinâmico da Turbina a Gás

4 O Modelo Termodinâmico da Turbina a Gás 4 O Modelo Termodinâmico da Turbina a Gás 4.1. Introdução Com o intuito de realizar o diagnóstico de falhas em turbinas a gás, são necessários muitos dados para a análise de falha dos componentes. O diagnóstico

Leia mais

Grupos formados por três alunos da disciplina. Prof. Dr. Washington Orlando Irrazabal Bohorquez

Grupos formados por três alunos da disciplina. Prof. Dr. Washington Orlando Irrazabal Bohorquez MEC010 TRANSFERÊNCIA DE CALOR Projeto: Dimensionamento dos trocadores de calor de uma caldeira de recuperação Grupos formados por três alunos da disciplina Prof. Dr. Washington Orlando Irrazabal Bohorquez

Leia mais

Algoritmos de conformação de feixe em banda dupla para aplicação em bloqueio de RF

Algoritmos de conformação de feixe em banda dupla para aplicação em bloqueio de RF XXV SIMPÓSIO BRASILEIRO DE TELECOMUNICAÇÕES - SBrT 07, 03-06 DE SETEMBRO DE 007, RECIFE, PE Agoritmos de conformação de feixe em banda dupa para apicação em boqueio de RF Danie Siva Vieira Araujo, José

Leia mais

Fenômenos de Transporte Aula-Cinemática dos fluidos. Professor: Gustavo Silva

Fenômenos de Transporte Aula-Cinemática dos fluidos. Professor: Gustavo Silva Fenômenos de Transporte Aula-Cinemática dos fluidos Professor: Gustavo Silva 1 Conteúdo da Aula -Regimes de escoamento, laminar, transição e turbulento; -Apresentação do experimento de Reynolds; -Número

Leia mais

LEIA ATENTAMENTE AS INSTRUÇÕES ABAIXO:

LEIA ATENTAMENTE AS INSTRUÇÕES ABAIXO: LEIA ATENTAMENTE AS INSTRUÇÕES ABAIXO: 1 Essa prova destina-se exclusivamente a alunos do 1 o e o anos e contém vinte (0) questões. Os alunos do 1 o ano devem escolher livremente oito (8) questões para

Leia mais

Redução de Custos Através do Uso Racional do Gás Natural

Redução de Custos Através do Uso Racional do Gás Natural Laboratório de Revestimentos Cerâmicos - LaRC Universidade Federal de São Carlos UFSCar Redução de Custos Através do Uso Racional do Gás Natural Helton J. Alves Fábio G. Melchiades Anselmo O. Boschi Setembro

Leia mais

Objetivos do estudo de superfície plana submersa - unidade 2:

Objetivos do estudo de superfície plana submersa - unidade 2: 122 Curso Básico de Mecânica dos Fluidos Objetivos do estudo de superfície plana submersa - unidade 2: Mencionar em que situações têm-se uma distribuição uniforme de pressões em uma superfície plana submersa;

Leia mais

SISTEMA DE UNIDADES A ESTRUTURA DO SISTEMA INTERNACIONAL

SISTEMA DE UNIDADES A ESTRUTURA DO SISTEMA INTERNACIONAL SISTEMA DE UNIDADES INTRODUÇÃO: Um sistema de unidades é caracterizado por um conjunto de unidades e regras que as definam. O sistema internacional de unidades (S.I) possui sete unidades de base e, todas

Leia mais

CALORIMETRIA E TERMOLOGIA

CALORIMETRIA E TERMOLOGIA CALORIMETRIA E TERMOLOGIA CALORIMETRIA Calor É a transferência de energia de um corpo para outro, decorrente da diferença de temperatura entre eles. quente Fluxo de calor frio BTU = British Thermal Unit

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL CURSOS DE ENGENHARIA DE ENERGIA E MECÂNICA MEDIÇÕES TÉRMICAS Prof. Paulo Smith Schneider

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL CURSOS DE ENGENHARIA DE ENERGIA E MECÂNICA MEDIÇÕES TÉRMICAS Prof. Paulo Smith Schneider UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL CURSOS DE ENGENHARIA DE ENERGIA E MECÂNICA MEDIÇÕES TÉRMICAS Prof. Paulo Smith Schneider Exercícios sobre medição de pressão e com tubos de Pitot 1- A figura abaixo

Leia mais

QUÍMICA - 1 o ANO MÓDULO 22 RELAÇÕES NUMÉRICAS FUNDAMENTAIS - PARTE 2

QUÍMICA - 1 o ANO MÓDULO 22 RELAÇÕES NUMÉRICAS FUNDAMENTAIS - PARTE 2 QUÍMICA - 1 o ANO MÓDULO 22 RELAÇÕES NUMÉRICAS FUNDAMENTAIS - PARTE 2 Fixação 1) (UNESP) O volume de uma massa fixa de gás ideal, a pressão constante, é diretamente proporcional à: a) concentração do gás.

Leia mais

GERAÇÃO DE CALOR UNIFORME EM SÓLIDOS. Conversão de uma forma de energia em energia térmica, ou seja, estes meios sólidos têm geração de calor interna.

GERAÇÃO DE CALOR UNIFORME EM SÓLIDOS. Conversão de uma forma de energia em energia térmica, ou seja, estes meios sólidos têm geração de calor interna. GEAÇÃO DE CALO UNIFOME EM SÓLIDOS Conversão de uma forma de energia em energia térmica, ou seja, estes meios sólidos têm geração de calor interna. Se manifesta como um aumento da temperatura do meio. Exemplos:

Leia mais

Módulo I Motores de Combustão Interna e Ciclo Otto

Módulo I Motores de Combustão Interna e Ciclo Otto Módulo I Motores de Combustão Interna e Ciclo Otto Motores de Combustão Interna. Apesar de serem ciclos de potência como os estudados em todas as disciplinas anteriores que envolvem os conceitos de Termodinâmica

Leia mais

Lista de Exercícios Solução em Sala

Lista de Exercícios Solução em Sala Lista de Exercícios Solução em Sala 1) Um conjunto pistão-cilindro área de seção transversal igual a 0,01 m². A massa do pistão é 101 kg e ele está apoiado nos batentes mostrado na figura. Se a pressão

Leia mais

ENERGIA HIDRÁULICA MÁQUINA DE FLUXO ENERGIA MECÂNICA

ENERGIA HIDRÁULICA MÁQUINA DE FLUXO ENERGIA MECÂNICA ª EXPERIÊNCIA - ESTUDO DAS BOMBAS APLICAÇÃO DA ANÁLISE DIMENSIONAL E DA TEORIA DA SEMELHANÇA 1 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DAS MÁQUINAS DE FLUXO ( BOMBAS, TURBINAS, COMPRESSORES, VENTILADORES) As máquinas que

Leia mais

CAPÍTULO 5: CONDUÇÃO DE ENERGIA

CAPÍTULO 5: CONDUÇÃO DE ENERGIA Tabela 5.1 - Condutividade térmica de alguns materiais CAPÍTULO 5: CONDUÇÃO DE ENERGIA 5.1 CONDUTIVIDADE TÉRMICA Além da transferência de energia por radiação, uma outra forma de calor (transferência de

Leia mais

TRANSFERÊNCIA DE CALOR POR CONVECÇÃO

TRANSFERÊNCIA DE CALOR POR CONVECÇÃO RANSFERÊNCIA DE CALOR POR CONVECÇÃO ransferência de energia entre uma superfície e um fluido em movimento sobre essa superfície Fluido em movimento, u, s > A convecção inclui a transferência de energia

Leia mais

PNV-2321 TERMODINÂMICA E TRANSFERÊNCIA DE CALOR

PNV-2321 TERMODINÂMICA E TRANSFERÊNCIA DE CALOR PNV-31 TERMODINÂMICA E TRANSFERÊNCIA DE CALOR TRANSMISSÃO DE CALOR 1) INTRODUÇÃO Sempre que há um gradiente de temperatura no interior de um sistema ou quando há contato de dois sistemas com temperaturas

Leia mais

Lista de Exercícios para P1

Lista de Exercícios para P1 ENG 1012 Fenômenos de Transporte II - 2015.2 Lista de Exercícios para P1 Problema 1. Uma casa possui uma parede composta com camadas de madeira, isolamento à base de fibra de vidro e placa de gesso, como

Leia mais

CFD ANALYSIS OF THE PULVERIZED COAL COMBUSTION IN A BOILER USING DIFFERENT BRAZILIAN MANUFACTURED COALS: CE3100 AND CE4500

CFD ANALYSIS OF THE PULVERIZED COAL COMBUSTION IN A BOILER USING DIFFERENT BRAZILIAN MANUFACTURED COALS: CE3100 AND CE4500 CFD ANALYSIS OF THE PULVERIZED COAL COMBUSTION IN A BOILER USING DIFFERENT BRAZILIAN MANUFACTURED COALS: CE3100 AND CE4500 Ac. Luís Carlos Lazzari luislazzari@yahoo.com.br Departamento de Engenharia e

Leia mais

O círculo e o número p

O círculo e o número p A UA UL LA 45 O círcuo e o número p Para pensar O círcuo é uma figura geométrica bastante comum em nosso dia-a-dia. Observe à sua vota quantos objetos circuares estão presentes: nas moedas, nos discos,

Leia mais

Q t. Taxa de transferência de energia por calor. TMDZ3 Processos de Transmissão de calor. Prof. Osvaldo Canato Jr

Q t. Taxa de transferência de energia por calor. TMDZ3 Processos de Transmissão de calor. Prof. Osvaldo Canato Jr Taxa de transferência de energia por calor P Q t no SI : Q J; t s; P J / s W ( watt) Condução Para um bloco com corte transversal de área A, espessura x e temperaturas T 1 e T 2 em suas faces, têm-se:

Leia mais

Escoamento em uma curva:

Escoamento em uma curva: Escoamento em uma curva: A vazão de ar nas condições padrões, num duto plano, deve ser determinada pela instalação de tomadas de pressão numa curva. O duto tem 0,3 m de profundidade por 0,1 m de largura.

Leia mais

Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia Departamento de Estudos Básicos e Instrumentais Mecânica dos Fluidos Física II Prof. Roberto Claudino Ferreira ÍNDICE ) - Introdução; ) - Densidade; 3) - Pressão;

Leia mais

Grandezas Físicas Fundamentais

Grandezas Físicas Fundamentais ANÁLISE DIMENSIONAL Grandezas Físicas Fundamentais Grandeza Física Unidade no SI Comprimento L metro m Massa M quilograma kg Tempo T segundo s Temperatura termodinâmica Corrente elétrica Intensidade luminosa

Leia mais

Exercício. Questão 48 Engenheiro de Processamento Petrobras 02/2010

Exercício. Questão 48 Engenheiro de Processamento Petrobras 02/2010 Operações Unitárias Apresentação Grandezas Físicas Questão 48 Engenheiro de Processamento Petrobras 02/2010 O número de cavitação (Ca) é um número adimensional empregado na investigação da cavitação em

Leia mais

Sumário. Apresentação... IX Prefácio... XI Minicurrículo do Autor... XIII

Sumário. Apresentação... IX Prefácio... XI Minicurrículo do Autor... XIII Sumário Apresentação... IX Prefácio... XI Minicurrículo do Autor... XIII Capítulo 1 CÁLCULOS, CONCEITOS E DEFINIÇÕES... 1 1.1 Cálculos de Combustão.... 1 1.1.1 Introdução... 1 1.1.2 Ar de combustão...

Leia mais

DETECÇÃO DE RADIAÇÃO CÂMARA DE IONIZAÇÃO

DETECÇÃO DE RADIAÇÃO CÂMARA DE IONIZAÇÃO DETECÇÃO DE RADIAÇÃO CÂMARA DE IONIZAÇÃO Interação de partículas carregadas no gás Difusão Transferência de carga Importante em mixtura de gases. Anexação de elétron Comportamento similar ao íon positivo

Leia mais

CONDUÇÃO DE CALOR UNIDIMENSIONAL EXERCÍCIOS EM SALA

CONDUÇÃO DE CALOR UNIDIMENSIONAL EXERCÍCIOS EM SALA CONDUÇÃO DE CALOR UNIDIMENSIONAL EXERCÍCIOS EM SALA 1) Uma casa possui uma parede composta com camadas de madeira, isolamento à base de fibra de vidro e gesso, conforme indicado na figura. Em um dia frio

Leia mais

Conceitos Básicos sobre gases

Conceitos Básicos sobre gases Conceitos Básicos sobre gases ara este estudo não vamos fazer distinção entre gás e vapor, desta forma neste capítulo, o estado gasoso (gás ou vapor) será sempre referido como gás... ressão dos gases Suponha

Leia mais

Prefácio... Abreviaturas e Definições... Simbologia...

Prefácio... Abreviaturas e Definições... Simbologia... Sumário Prefácio... Abreviaturas e Definições.................................................. Simbologia... VII XI XIII Capítulo 1 Características Termodinâmicas Preliminares de Ciclo Fechado com Turbina

Leia mais