CUSTAS JUDICIAIS NOS TRIBUNAIS ADMINISTRATIVOS

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1 - CUSTAS JUDICIAIS NOS TRIBUNAIS ADMINISTRATIVOS Decreto-Lei n.º 324/03, de 27 de Dezembro

2 CUSTAS JUDICIAIS UINTRODUÇÃO: O Código das Custas Judiciais é um diploma complementar das legislações processuais. Quando surgem alterações significativas aos processos (civil, penal, laboral e administrativo), é necessário fazer um ajuste ao Código das Custas, para se evitar uma colisão com aqueles códigos na aplicação das regras da taxa de justiça e encargos, ou seja, tem de haver uma harmonização das custas judiciais às regras de responsabilidade pelo seu pagamento, inscritas na lei de processo. O termo custas encontra-se associado ao conceito de custo, o qual significa preço ou valor de uma coisa ou despesa necessária à manutenção de um serviço. No sentido técnico-jurídico, significa a despesa ou encargo judicial com os processos de natureza civil, criminal, administrativa, isto é, o dispêndio necessário à obtenção em juízo (tribunal) da declaração de um direito que se encontra lesado ou da verificação de determinada situação jurídica. Com a entrada em vigor do Decreto Lei n.º 324/03, de 27/12, procede-se a uma profunda revisão do Código das Custas Judiciais, aprovado pelo Decreto Lei n.º 224 A/96, de 26 de Novembro, alterado por sua vez, pelo Decreto Lei n.º 320 B/00, de 15 de Dezembro. Esta reforma assenta nos seguintes pressupostos: simplificação da estrutura do código no acto de contagem; adopção de critérios de tributação mais justos e objectivos; adequada repartição dos custos da justiça; moralização e racionalização do recurso aos tribunais; compatibilização com as reformas da acção executiva e do contencioso administrativo; redução do número de execuções por custas. 2

3 Adopta uma tabela única, (cfr. art.ºs 13.º, 23.º a 25.º) restabelecendo se assim, uma coincidência entre os montantes da taxa de justiça inicial e subsequente pagas durante a tramitação processual e a taxa global devida a final na contagem do processo. Constitui uma medida correcta para uma melhor administração da justiça, uma vez que facilita às partes calcular, de início, e com alguma certeza, as custas que terá de suportar a final, afastando-se assim, a hipótese de serem utilizados critérios subjectivos. Quanto à taxa de justiça, deixa de existir uma variedade de reduções, verificando-se apenas a redução da mesma a (1/2), quando houver dispensa do pagamento da taxa de justiça subsequente. É a partir da taxa de justiça de parte que se obtém o valor da taxa de justiça final do processo, correspondendo ao somatório das taxas de justiça inicial e subsequente de cada uma das partes. Esta forma de se encontrar a taxa de justiça do processo, é igualmente aplicável aos recursos, às execuções (em que não seja designado solicitador da execução) e aos incidentes típicos nominados, tais como a intervenção espontânea, embargos de terceiro, previstos nos art.ºs 320.º e seguintes do C.P.C. e processos cautelares, art.ºs 122º e segs. do CPTA. Em relação às custas de parte deixam, em regra, de ser incluídas na conta final. Assim, a parte vencedora vai solicitar o pagamento dos encargos que teve com a tramitação do processo, (cfr. art.º 33.º do CCJ) directamente à parte vencida e responsável pelo pagamento das custas, dispensando-se, assim e salvo raras excepções, a inclusão no corpo da conta. No que diz respeito à fixação do valor tributário do processo para efeito de custas, passa, em regra, a ser determinável no início da instância, não se levando em conta os juros vincendos, (cfr. art.º 5º, n.º 4). Como atrás se referiu, esta reforma do C.C.J. simplifica as regras a observar no acto de contagem. Esta operação passa a ser incumbência da secção de processos, nomeadamente, pelo funcionário a quem estiver distribuído o processo, saindo assim, da secção central. 3

4 Uma novidade nesta reforma são as custas relativamente aos processos administrativos e fiscais, as quais passam a ser reguladas por este código, com as especificidades previstas para a jurisdição administrativa e tributária, bem como os interesses em causa, atribuindo um limite máximo para efeitos de determinação da taxa de justiça do processo, (cfr. art.ºs 189º, n.º 2 do CPTA. e 73.º - B). A regra é que as custas devem ser suportadas por quem ficou vencido na lide, valendo dizer, pela parte que a elas houver dado causa, (cfr. art.º. 446º, n.º. 1 do C.P.C., por remissão do art.º 1º, do CPTA). A responsabilidade pelas custas resulta de uma condenação com trânsito em julgado ou de uma sucumbência definitiva, (cfr. art.ºs. 446º, n.ºs, 1 e 2 e 677º, ambos do C.P.C.). A decisão que condena a parte em custas tem um conteúdo jurisdicional, cabendo ao juiz a aplicação dos preceitos, sujeitando essa decisão aos mecanismos normais de impugnação. É exclusivamente sobre o juiz que recai o poder de proferir decisões que definam a responsabilidade pelo pagamento das custas. A importância da matéria sobre custas tem relevância também para os magistrados do Ministério Público. Além de defender o princípio da legalidade e acautelar os interesses do Estado nos tribunais, cabe emitir parecer ou promover a correcta aplicação dos preceitos referentes a custas judiciais, de modo a que sejam aplicados correctamente os normativos legais e arrecadados os quantitativos devidos. Aplica-se à contagem dos prazos referidos no Código das Custas Judiciais o disposto no art.º 144º do C.P.C. (ver art.º 11.º do Dec.Lei n.º. 324/03, de 27/12), ou seja, o diploma preambular do C.C.J. Não se aplica a este prazo o que está previsto no n.º 5 do art.º 145º do C.P.C., conforme nos dá conta o art.º 11.º n.º 2 do referido Decreto Lei. O valor da unidade de conta (UC) determina-se de acordo com o disposto no art.º. 5º, n.º. 2, do Dec. Lei n.º 212/89, de 30/6. Corresponde a uma quantia em dinheiro equivalente a ¼ da remuneração mínima mensal 4

5 mais elevada, garantida, no momento da condenação, aos trabalhadores por conta de outrém, arredondada, quando necessário, para a unidade de euros mais próximo ou, se a proximidade for igual, para a imediatamente inferior. A UC é actualizada, trienalmente, a partir de 1992, atendendo-se, para o efeito, à remuneração mínima que tiver vigorado no dia 1 de Outubro do ano anterior. Calcula-se da seguinte forma: Salário mínimo nacional (mais elevado) a dividir por ¼ da UC No dia 01 de Outubro de 2003, esse salário cifrava-se em 356,60 (trezentos e cinquenta e seis euros e sessenta cêntimos). Assim, temos 356,60 : 4 = 89,15 o qual se arredonda para 89,00. Este montante da UC vai permanecer até NOTA: de ora em diante, todas as referências a artigos no presente trabalho, quando não expressamente indicada a fonte, referem-se a normas do Código das Custas Judiciais. 5

6 1. CUSTAS ADMINISTRATIVAS Disposições legais Por força do art.º 189º, n.º 2 do CPTA foi incorporado no C.C.J. um capítulo específico sobre custas nos processos administrativos e fiscais. Os processos estão sujeitos a custas, (ver art.º 1.º, n.º 1). Assim, as custas administrativas compreendem a taxa de justiça e encargos, (cfr. art.º 1, n.º 2). Estas são uma contrapartida devida pelos particulares e pelo Estado e demais entidades públicas, (cfr. art.º 189º, n.º 1 do CPTA) quando recorrem aos serviços judiciais para resolução de conflitos. O montante apurado vai resultar de uma tabela única anexa ao C.C.J., conjugada com diversas disposições legais e corresponde ao pagamento do serviço público prestado pelo Estado (tribunal). A pré - determinação da taxa de justiça (cfr. tabela única dos art.ºs 13.º, 23.º e 25.º), constitui uma medida correcta para uma melhor administração da justiça, uma vez que facilita às partes calcular, de início, e com alguma certeza, as custas que terá de suportar a final, afastando-se assim, a hipótese de serem utilizados critérios subjectivos, como aliás atrás já foi referido. Excepção a esta regra são os incidentes anómalos, cuja tramitação, apesar de fixada entre dois limites, fica dependente de decisão judicial, (cfr. art.º 16º) Âmbito e isenções de custas Os processos administrativos, salvo os que forem isentos por lei, estão sujeitos a custas, as quais englobam a taxa de justiça e encargos, (cfr. art.º. 1º e 73º-A, n.º 1). Assim, instaurada qualquer acção administrativa ou deduzido qualquer incidente não abrangido por qualquer norma de isenção, está legalmente constituída a obrigação de pagamento de custas imputada à parte causadora da demanda. Trata-se de uma obrigação de natureza pecuniária, cujo cumprimento pode ser exigido coercivamente 6

7 pelo Estado, servindo de garantia todo o património do devedor (ver art.ºs 817º do C.C. e 821º do C.P.C. remissão feita pelo art.º 1º do CPTA). Emerge dos art.ºs 446º, n.º. 1 do C.P.C. e 189º, n.º 1, do CPTA que todos os processos respeitantes à parte administrativa estão sujeitos ao pagamento de custas, destinadas a suportar parte das despesas do tribunal pelo exercício da sua função de soberania de administração de justiça administrativa, a compensar a parte vencedora pelas despesas que efectuou com o pleito, a reembolsar entidades por despesas efectuadas ou a compensar intervenientes acidentais pelos serviços efectuados durante a demanda. Este artigo comporta a regra geral, segundo a qual, as custas devem ser suportadas pela parte que dá causa à acção ou ao incidente. NOTA: em tudo o que não estiver regulado no título II, aplica-se aos processos administrativos o que está previsto para as custas cíveis, com as devidas adaptações, (ver art.º 73º-A, n.º 3). As isenções de custas podem ser isenções subjectivas ou objectivas As isenções subjectivas, (cfr. art.º sº 2º e 73º-C, n.º 1) dizem respeito à qualidade da pessoa ou entidade. Quando estas recorrem a tribunal para fazer prevalecer um direito, através de uma acção ou quando vão a juízo apresentar a sua defesa, estão isentas de custas. O regime de isenções subjectivas consagra que todos os sujeitos processuais estão sujeitos ao pagamento de custas, desde que possuam capacidade económica e financeira, com a excepção do que se encontra previsto nestes artigos. Assim, nos processos de natureza administrativa, o princípio geral é o de sujeição do Estado e de outras entidades públicas ao pagamento das custas judiciais, (cfr. art.º 189º, n.º 1 do CPTA) dando mais ênfase ao princípio da igualdade das partes. No entanto, a actuação do Ministério Público, quando em acções para as quais disponha de legitimidade própria, continua a gozar deste tipo de isenção. 7

8 Sem prejuízo de normas avulsas, foram enunciadas no art.º 2º e 73º-C, n.º 1 para além da excepção anterior, as entidades que beneficiam de isenção de custas, de onde destacamos as seguintes: As pessoas colectivas de utilidade pública administrativa; As instituições particulares de solidariedade social; Qualquer cidadão, associação ou fundação que seja parte activa em processos destinados à defesa de valores e bens constitucionalmente protegidos, nos termos do n.º 3, do art.º 52.º da C.R.P., salvo em caso de manifesta improcedência do pedido; O impugnante, em caso de desistência no prazo legal após a revogação parcial do acto tributário impugnado; Aos agravados que, não tendo dado causa ou expressamente aderido à decisão recorrida, a não acompanhem; Os funcionários de justiça quanto às custas do processado inútil a que deram causa, se o juiz, em despacho fundamentado, lhes relevar a falta; NOTA: Todas as normas contidas em legislação avulsa que consagram isenções de custas a favor do Estado e demais entidades públicas, foram revogadas pelo art.º 4º, n.º 7 do preâmbulo do Decreto Lei n.º 324/03 de 27/ UAs isenções objectivasu, (cfr. art.º 3º e 73º-C, n.º 2)), funcionam a nível de processo. Não assentam na qualidade do sujeito, mas na natureza dos processos que, em princípio, deveriam ser tributados. Visam, por isso, proteger interesses dignos de protecção e que se não fossem isentos, podiam ficar gravemente afectados com a aplicação do princípio geral da onerosidade da intervenção dos tribunais. 8

9 Deste tipo de isenções destacamos as seguintes do foro administrativo: Nos processos de contencioso eleitoral (ver art.ºs 97º a 103º, do CPTA); Nos processos de intimação para prestação de informações, consulta de processos ou passagem de certidões (ver art.ºs 104º a 108º, do CPTA); Nos processos de intimação para protecção de direitos, liberdades e garantias (ver art.ºs 109º a 111º do CPTA); Nas reclamações para a conferência julgadas procedentes sem oposição ( ver art.ºs 700º, n.ºs 3 a 5 do C.P.C., ex vi art.º 140.º, do CPTA e n.º 3 do art.º 18º do C.C.J.); Nos recursos com subida diferida que não cheguem a subir por desinteresse ou desistência do recorrente (art.ºs 735º, n.º 2 e 748º, n.º 2, do C.P.C., por força do art.º 140º, do CPTA ); Nos depósitos e levantamentos a realizar pelas partes, que constituam actos normais da tramitação específica da respectiva forma de processos, bem como levantamentos nas cauções, nos inventários e nas execuções (são actos normais da tramitação processual); Nos incidentes de verificação de valor para efeitos de contagem, no que respeita à taxa de justiça ( está em conexão com os art.ºs 12º, n.º 2 do C.C.J. e art.ºs 317º e 318º, do C.P.C.). A isenção de custas não abrange os reembolsos à parte vencedora a título de custas de parte, (cfr. art.º 4º, n.º 1). Se a parte vencida for o Ministério Público, os reembolsos de custas de parte são suportados pelo C.G.T., (ver n.º 2). 9

10 Se a parte vencida gozar de benefício de apoio judiciário na modalidade de dispensa total ou parcial do pagamento de custas, o reembolso das taxas de justiça autoliquidadas pela parte vencedora são igualmente suportados pelo C.G.T., (ver n.º 3). Na situação de haver decaimento, o reembolso atrás referido, é efectuado na proporção do vencimento, sendo descontadas as custas da sua responsabilidade, (ver n.º 4). As entidades que gozem de isenção de custas e fiquem vencidas, devem suportar o valor do reembolso à parte vencedora do que ela haja despendido e se integre no conceito de custas de parte, ou seja, as despesas que a parte vencedora realizou no processo a que reporta a condenação e de que tenha direito a ser compensada. A esta norma está subjacente o princípio da justiça gratuita para a parte vencedora, o qual decorre do estipulado nos n.º 1 e 2 do art.º 446º do C.P.C. NOTA: as custas de parte deixam, em regra, de ser incluídas na conta final, cabendo à parte vencedora, solicitar o seu pagamento directamente à parte que for condenada, (ver art.º 33º-A, n.º 1). 2. VALOR DA CAUSA PARA EFEITO DE CUSTAS (ART.º 73º-D) A toda a causa corresponde um valor processual expresso em moeda legal (cfr. art.º. 31º, n.º. 1, do CPTA) e que em todas as petições apresentadas em juízo deve ser indicado o respectivo valor da acção (cfr. art.º 78º, n.º 2, al. i), do CPTA, art.º 467.º, n.º 1 al. f) do CPC, por força do art.º 1.º do CPTA), sob pena de rejeição da mesma, por parte da secretaria (cfr. art.º 80º, n.º 1 al. c) do CPTA), ou de posteriormente se extinguir a instância, (cfr. art.º 314º, n.º 3, do C.P.C., por remissão do n.º 2 do referido art.º 80º do CPTA). A expressão, forma de processo, designa a sequência ordenada de actos e formalidades, a serem observadas na proposição e desenvolvimento da acção em tribunal. A cada pretensão apresentada em tribunal corresponde uma forma de processo típica. Vigora no CPTA o princípio da tipicidade das formas de processo. 10

11 Face ao CPTA, verifica-se uma dualidade de formas de processo, distinguindo-se a acção administrativa comum e a acção administrativa especial. Toda a causa tem dois valores, independentes ou autónomos, que podem ou não coincidir, que são : o valor processual e o tributário O valor processual é fixado segundo as regras enunciadas nos art.ºs 32º a 34º, no CPTA). Serve este valor para determinar a forma de processo na acção administrativa comum, se o processo, em acção administrativa especial, é julgado em tribunal singular ou em formação de três juízes e se cabe recurso da sentença proferida em primeira instância e que tipo de recurso (cfr. art.º 31º, nº2 do CPTA) O valor tributário é fixado (cfr. art.º 31º, n.º 3 do CPTA e 73-D), segundo as regras estabelecidas na legislação respectiva, recorrendo-se, se necessário, às regras contidas nos art.ºs 5º a 12º. É com base neste valor que será fixada a taxa de justiça devida pelo processo, e através do qual, as partes se baseiam para efectuar a autoliquidação da taxa de justiça inicial e subsequente. Assim, para se calcular o valor para efeito de custas administrativas, recorre-se ao estipulado nos art.ºs 32º a 34º, do CPTA e art.º 73º-D. Se posteriormente, for necessário, recorre-se então, às regras estipuladas nos art.ºs 5º e seguintes do C.C.J No art. 5º, está consagrada a regra geral para se achar o valor tributário N.º. 1 nos casos não expressamente previstos, atende-se, para efeito de custas, ao valor resultante da aplicação da lei de processo. N.º. 2 o valor declarado pelas partes é atendido, quando não seja inferior ao que resultar dos critérios legais. N.º. 3 as custas são calculadas pelo valor do pedido inicial, ainda que, este venha a ser reduzido, por iniciativa do autor ou do tribunal. 11

12 N.º. 4 o autor ou exequente indica, na petição inicial, a liquidação dos interesses já vencidos na data da sua apresentação em juízo, e pelo respectivo valor se elaboram as contas. De um modo geral, o valor processual coincide com o valor tributário, sendo a ele que deveremos recorrer nos casos não expressamente previstos. No entanto, há casos em que a divergência entre estes dois valores é evidente. Assim, a regra da coincidência entre o valor processual e valor tributário comporta algumas excepções previstas nos art.ºs 6º e 7º ou noutras normas avulsas Nas execuções o valor é o indicado pelas partes, (cfr. art.º. 5º, n.ºs 1, 2 e 4). Para se calcular o valor, para efeito de custas, deve ter-se em conta a soma dos créditos exequendos ou o produto dos bens liquidados, se for inferior à quantia exequenda, (cfr. art.º 9º, n.º 1). Exemplo: o valor de uma execução para pagamento da quantia certa é de ,00. Foram penhorados bens e, posteriormente, vendidos pelo valor de 3.232,00. É este último valor que é atendido para a contagem final do processo. Nota: este preceito é utilizado caso a execução seja remetida à conta, nos termos do art.º 51º, n.º. 2 al. b) do C.C.J., ou seja, quando o processo é remetido à conta, em virtude de estar parado por mais de 5 meses, por facto imputável às partes O valor no concurso de credores, sendo as custas a cargo do executado, vigora o estipulado no n.º 2 e 3 do art.º 9º, ou seja, a soma dos créditos reclamados ou o produto dos bens liquidados, se for inferior à soma dos créditos reclamados. Caso os bens não tenham ainda sido liquidados, atende-se ao valor dos bens penhorados, se for inferior aos dos créditos deduzidos. 12

13 2.4 - Quando o réu deduz pedido reconvencional (cfr. art.ºs 501º e 274º, ambos do C.P.C.) ou haja intervenção principal, com pedidos distintos do formulado pelo autor, o valor a considerar para efeito de custas é o da soma dos pedidos, (cfr. art.º. 10º do C.C.J. e art.º. 308º, n.º. 2 do C.P.C.). Se um dos pedidos cessar e o processo prosseguir pelo outro, este determina o valor da causa a partir da cessação daquele, (cfr. art.º. 10º, n.º. 3). Exemplo: O autor propôs uma acção em tribunal, pedindo que o réu seja condenado a pagar-lhe a quantia de ,93 que alega dever-lhe. Citado regularmente, o réu contestou a acção e, em reconvenção, pede que o autor seja condenado a pagar-lhe a quantia de 2.992,79. Aqui vamos aplicar as regras dos art.ºs 10º do C.C.J. e art.º. 308º, n.º. 2 do C.P.C. Assim, o valor processual e o valor tributário são coincidentes, uma vez que, vamos somar os dois pedidos, conforme o estipulado nos preceitos acima referidos. Valor do pedido inicial ,93 Valor da reconvenção ,79 SOMA , Valor da causa nos recursos (art.º. 11º) Nos recursos, o valor é o da sucumbência, quando esta for determinável, devendo o recorrente indicar o seu valor no requerimento de interposição do recurso. Nota: Face à natureza da causa e ao conteúdo da decisão de que se recorre, o valor da sucumbência (decaimento) é ou não determinável ou quantificável. No caso afirmativo, o valor da sucumbência é que releva para 13

14 determinação do valor tributário do recurso. No caso oposto, funciona o valor tributário da causa Valor ilíquido, desconhecido ou inexacto (art.º. 12º) Quando se constate que o valor real da causa se configura em termos de enquadrar uma das seguintes situações: iliquidez, imprecisão ou desconhecimento, deve a secretaria fazer o processo concluso ao juiz com a informação a prestar, a qual deverá ser precisa, objectiva e, sempre que possível, devidamente fundamentada, indicando o valor que lhe parecer correcto. NOTA: na sentença ou em despacho final, deve o juiz fixar a percentagem do decaimento, quando este não seja determinável por simples cálculo aritmético, (cfr. art.º 805.º, n.º s 1,2 e 3, do C.P.C.). Prevê o n.º 3 do art.º 73º-D que o valor para efeito de custas nos processos administrativos de valor indeterminável e nos processos sob a forma da acção administrativa especial sem cumulação de pedidos, a que corresponda a forma da acção administrativa comum, o valor da taxa de justiça do processo é fixado pelo juiz, segundo a complexidade da causa, a repercussão económica da acção para o responsável pelas custas e a situação económica destes, entre dois limites: - limite mínimo 2 UC ( 178,00); - limite máximo 20 UC ( 1 780,00). NOTA: As causas são de valor processual indeterminável, quando as respectivas pretensões sejam insusceptíveis de avaliação económica, (ver art.º 34º, n.º 1 do CPTA). Nestes processos as partes devem autoliquidar a taxa de justiça inicial e subsequente, pelo valor de 3 740,98. (vidé art.ºs 6º, n.º 2 do ETAF e 24º, n.º 1 da Lei n.º 3/99, de 13/01 e art.º 73º-D, n.º 4). 14

15 3. TAXA DE JUSTIÇA Como atrás ficou dito, a pré-determinação da taxa de justiça, (tabela única dos art.ºs 13º, 23.º e 25.º) constitui uma medida correcta para uma melhor administração da justiça, porque facilita às partes, calcular, logo de início e antes de proporem as acções em tribunal, e com alguma certeza, as custas que terá de suportar a final. O C.C.J. consagra, como regra, o sistema da taxa de justiça fixa a qual vai ser proporcional ao valor da causa. Dessa regra resulta que a taxa de justiça devida, para cada parte, é a constante da tabela anexa a que refere os art.ºs 13.º, 23.º e 25.º, sendo calculada sobre o valor das acções, incidentes com estrutura de acções, recursos ou procedimentos cautelares. Com a adopção de uma tabela única, a taxa de justiça global vai corresponder ao somatório das taxas de justiça inicial e subsequente autoliquidadas por cada parte. Consagra-se a regra de que, em caso de pluralidade activa ou passiva das partes, o respectivo conjunto é considerado, para efeitos de cálculo da taxa de justiça, como uma única parte. A fim de se evitar pagamentos em excesso, consagra-se a regra da dispensa do pagamento de taxa de justiça subsequente, nas situações em que o pagamento da taxa de justiça inicial, paga pelas partes, se revele necessária, para assegurar o pagamento da totalidade da taxa de justiça de parte, (ver art.º 25.º, n,º2). Excepções a esta regra são os incidentes anómalos, cuja tramitação apesar de fixada, fica dependente de decisão judicial, (cfr. art.º 16º). Se o juiz não fixar o valor da taxa de justiça, o montante daquela, para efeito de custas, é fixado automaticamente em ½ da taxa de justiça do processo, com o limite máximo de 2 UC, (ver n.º 3 do art.º 16.º). 15

16 3.1 Redução da taxa de justiça a metade (art.º 14.º e 73º-E) Nesta reforma consagra-se, como regra geral, um único grau de redução da taxa de justiça a metade. Assim, não se atende, como anteriormente acontecia, às reduções da taxa de justiça, em função da natureza das espécies processuais, da hierarquia dos tribunais e da fase processual em que terminava o processo. A taxa de justiça é reduzida a metade, não sendo devida taxa de justiça subsequente. Nos recursos dirigidos ao TCA, nos termos do n.º 2 do art.º 18º, não havendo lugar a outro tipo de redução; Nas acções administrativas especiais em que não haja lugar a audiência pública (cfr. art.º 46º, n.º 1 do CPTA); Nos processos que tenham sido suspensos por aplicação do regime previsto no art.º 48º do CPTA, salvo se o autor requerer a continuação do seu próprio processo, ( processos em massa, isto é, quando forem intentados mais de vinte processos, e o presidente do tribunal determine o andamento apenas de um ou de alguns e a suspensão da tramitação dos outros (ver art.º 48º, n.º 2 do CPTA). Nos processos de contencioso pré contratual. São processos com carácter urgente, (art.ºs 100º a 103º, do CPTA). Nos processos de conflito de competências, (ver art.ºs 135º a 139º, do CPTA); Nos processos cautelares, (ver art.ºs 112º a 134º, do CPTA) Nos processos de acção cautelar admitidos em processo judicial tributário, (ver art.ºs 136º a 139º, 140º a 142º e 143º, do C.P.P.T.). 16

17 Além deste tipo de processos específicos do foro administrativo, aplica-se esta redução, aos processos do art.º 14º, com as devidas adaptações que se apliquem nos tribunais administrativos. NOTA: O que atrás foi referido, não prejudica a obrigatoriedade de pagamento de taxa de justiça devida pela interposição de recurso ou execução de sentença. Assim, a redução atrás mencionada não é aplicável em sede de recurso das decisões proferidas naqueles processos, nem nas execuções dependentes das mesmas decisões. 3.2 Redução especial da taxa de justiça (art.º 15.º) Este artigo deve ser conjugado com os preceitos do art.º 150.º do C.P.C., por força da remissão feita dos art.ºs 1º, 35º e 78º, n.º 1, do CPTA, uma vez que, tem por princípio, a entrega dos articulados e das demais peças processuais. Assim, as partes ao optarem pelo envio de todos os articulados e peças processuais, através de correio electrónico ou de outro meio de transmissão electrónica de dados, a taxa de justiça inicial e subsequente das partes, é reduzida em um décimo (1/10). Exemplo: Numa acção comum ordinária com o valor tributário de ,00, o autor enviou a petição inicial por correio electrónico, a taxa de justiça é reduzida em 1/10. Valor tributário ,00 Taxa de justiça inicial tabela única anexa ,00 Redução em 1/10 (art.º 15.º, n.º 1) ,80 Taxa de justiça devida pelo autor ,20 17

18 A parte que optar pelo envio de todos os articulados e peças processuais nos termos anteriores, a taxa de justiça é reduzida em 1/10. Assim, a taxa de justiça global será reduzida, em conformidade com a redução da taxa de justiça de parte. Esta opção deverá ser expressamente efectuada no primeiro acto processual praticado, por escrito, pela parte, produzindo efeitos até ao termo do processo. Se ocorrer em momento posterior à opção acima referida, a apresentação em juízo, através de qualquer meio previsto no art.º 150.º do C.P.C., fica sujeita à aplicação das cominações previstas para a omissão do pagamento das taxas de justiça inicial ou subsequente, consoante os casos. Esta multa nunca poderá ser inferior ao quádruplo do montante da redução da taxa de justiça de que a parte tenha beneficiado nos termos do n.º 1 deste artigo. Exemplo: Em momento posterior ao primeiro acto processual, praticado por escrito, pela parte, o autor enviou a réplica, sem ter utilizado o correio electrónico ou outro meio de transmissão electrónica de dados. Assim, não deu cumprimento à opção tomada no primeiro acto processual previsto nos n.ºs 1 a 3 do art.º 15º, incorrendo nas cominações previstas nos n.ºs 4 e 5 do referido artigo. Valor tributário ,00 Taxa de justiça inicial (tabela única) ,00 Redução em 1/ ,80 Multa: quádruplo da taxa de justiça da redução (art.º 15º, n. 4): ( 17,80 x 4) = 71,20. Mas, como neste caso, se aplicam as regras para a omissão do pagamento da taxa de justiça inicial, a multa nunca pode ser inferior a uma 18

19 UC ( 89,00) conforme melhor consta no art.º 486º - A, n.º 3 do C.P.C., isto é, o seu limite mínimo. 3.3 Taxa de justiça noutras questões incidentais (art.º 16.º) Nestes incidentes anómalos, bem como em todas as questões incidentais não previstas no art.º 14.º e 73º-E, a taxa de justiça é fixada pelo juiz, em função da complexidade do valor da causa, do processado a que deu causa ou da sua natureza manifestamente dilatória, entre dois limites: limite mínimo de uma UC ( 89,00); limite máximo de vinte UC ( 1 780,00). Pode o juiz, de forma fundamentada, dispensar do pagamento da taxa de justiça. UNOTA:U Se o juiz condenar a parte em custas do incidente e não fixar o valor da taxa de justiça ou não dispensar o seu pagamento, o valor da referida taxa será automaticamente fixado em metade do valor da taxa de justiça do processo, não podendo, no entanto, exceder o valor de 2 UC ( 178,00). 3.4 Taxa de justiça nos tribunais superiores (art.º 18.º e 73º-E) Estes artigos estipulam a equiparação entre a taxa de justiça devida na 1ª instância, e a devida nos recursos para os tribunais superiores. Deixa, assim, de haver reduções da taxa de justiça, evitando-se, com esta medida a prática de actos meramente dilatórios. 19

20 Nas causas directamente intentadas nos tribunais superiores e nos recursos dirigidos ao STA, (ver art.º 73º-A, n.º 4) a taxa de justiça é calculada nos termos do art.º 13.º. Nos recursos dirigidos ao TCA, a taxa de justiça é metade da constante da tabela anexa, não sendo devida taxa de justiça subsequente e não havendo lugar a quaisquer reduções, (ver art.º 73º-E, n.º 1 al. a)). Nas reclamações para a conferência, (ver art.ºs 688.º e segs., do C.P.C.) nos recursos de decisões proferidas em incidentes e nos agravos de decisões interlocutórias que subam juntamente com outro recurso, aplica-se o disposto no art.º 16.º, isto é, a taxa de justiça é fixada pelo juiz entre 1UC e 20 UC. Se o juiz não fixar a taxa de justiça ou não dispensar do seu pagamento, o montante daquela, fica fixado, automaticamente, em metade do valor da taxa de justiça do processo com o limite máximo de 2UC ( 178,00). 3.5 Redução da taxa de justiça no Supremo Tribunal Administrativo (art.º 19.º) No S.T.A. (art.º 73º-A, n.º 4) a taxa de justiça é reduzida a metade, e consequentemente, não é devida taxa de justiça subsequente nas seguintes situações: se os recursos forem julgados desertos, ou terminarem antes da fase de julgamento; nos recursos de revisão e de oposição de terceiro que terminem antes do termo do prazo da resposta; 3.6 Limite mínimo da taxa de justiça Sem prejuízo do disposto no n.º 2 do art.º 16.º, a taxa de justiça global nos restantes procedimentos, nunca pode ser inferior a uma UC ( 89,00), mesmo que sujeita a redução. 20

21 3.7 TAXA DE JUSTIÇA INICIAL E SUBSEQUENTE Pagamento gradual da taxa de justiça (art.º 22.º) Estas taxas são parcelas do pagamento gradual da taxa de justiça, (cfr. art.º 22º). A taxa de justiça é paga gradualmente pelo autor, requerente, exequente, réu, requerido ou executado que deduza oposição e recorrido que alegue, nos termos dos art.ºs 23º a 29º. Servem para garantir o pagamento integral da taxa de justiça do processo, no momento em que o tribunal proferir a decisão final. A dispensa de autoliquidação da taxa de justiça inicial e subsequente e do respectivo pagamento, apenas abarcam situações de isenção subjectivas ou objectivas da taxa de justiça, sem prejuízo das situações em que seja concedido o apoio judiciário, art.º 16.º da Lei n.º 34/04. de 29/07. Para além destas situações, também o C.C.J. dispensa a autoliquidação da taxa de justiça inicial e subsequente, nas situações previstas do art.º 29.º, n.º 1 al. a) a d), conjugado com a 1ª parte do n.º 2 do mesmo artigo TAXA DE JUSTIÇA INICIAL (Art.º 23º) Para a promoção das acções, incidentes e recursos, é devido o pagamento da taxa de justiça inicial autoliquidada nos termos da tabela anexa ao C.C.J. Para a promoção de execuções, é devido o pagamento de uma taxa de justiça correspondente a ¼ UC ou ½ UC, consoante a execução tenha valor igual ou inferior ao da alçada do TCA (cfr. art.º 73.º-A, n.º 4) ou superior ao mesmo, aplicando-se com as devidas adaptações, o regime da taxa de justiça inicial. Está vedada a intervenção de solicitador de execução nas execuções dos tribunais administrativos, (cfr. art.º 73º-F, n.1). 21

22 Pagamento prévio da taxa de justiça inicial (Art.º 24º) O documento comprovativo do pagamento da taxa de justiça inicial é entregue ou remetido ao tribunal com apresentação, (ver n.º. 1): a) Da petição ou requerimento do autor, exequente, ou requerente; b) Da oposição do réu ou requerido; c) Das alegações e contra-alegações de recurso e, nos casos de subida diferida, das alegações no recurso que motivou a subida ou da declaração no interesse da subida; Nota: À petição inicial o autor deve juntar o documento comprovativo do prévio pagamento da taxa de justiça inicial ou da concessão do benefício do apoio judiciário, na modalidade de dispensa total ou parcial do pagamento da mesma. Quando o autor assim não proceda, a secretaria deve recusar o recebimento da petição inicial, devendo fundamentar, por escrito, o motivo da rejeição, nos termos do art.º 80º, n.º 1, al. d) e n.º 2, do CPTA e art.º 474.º, al. f) do C.P.C. O documento comprovativo do pagamento da taxa de justiça inicial perde a sua validade, no prazo de 90 dias, a contar da data da respectiva emissão, se não tiver sido, entretanto, apresentado em juízo. Se ocorrer esta situação, pode o interessado no prazo de 180 dias, a contar da data da respectiva emissão, requerer o reembolso ao I.G.F.P.J., mediante a entrega do original, sob pena do montante reverter para o C.G.T TAXA DE JUSTIÇA SUBSEQUENTE (Art.º. 25º) O montante da taxa de justiça subsequente é igual ao da taxa de justiça inicial, sendo autoliquidada nos termos da tabela em anexo. Quando haja mais de um autor, requerente ou recorrente, ou mais de um réu, requerido ou recorrido, e o montante da taxa de justiça inicial paga, se revelar suficiente para assegurar o pagamento da totalidade da taxa de 22

23 justiça devida pela respectiva parte, são aqueles dispensados do pagamento da taxa de justiça subsequente Prazo de pagamento da taxa de justiça subsequente (Art.º. 26º) O documento comprovativo do pagamento da taxa de justiça subsequente é entregue ou remetido ao tribunal, no prazo de 10 dias, a contar das notificações: para a audiência final; nos recursos, do despacho que mande inscrever o processo na tabela. UNOTA:U Quando houver lugar à dispensa do pagamento da taxa de justiça subsequente, (cfr. art.º 25.º, n.º 2) nas notificações acima referidas, deve mencionar expressamente a referida dispensa, sem prejuízo da mesma poder ser invocada pelas partes Limite máximo (art.º 73º-B) e limite da taxa justiça inicial e subsequente (art.º 27º) Nas causas de valor superior a ,00, não é considerado o excesso, para efeito do cálculo do montante de taxa de justiça inicial e subsequente, (cfr., n. 1). Fixa o art.º 73º-B um limite máximo da taxa de justiça, relativo às acções que correm termos nos tribunais administrativos. Para efeito de custas, não é considerado o valor superior a ,00. O n.º 2 do mesmo artigo estatui sobre os recursos em processos administrativos ou tributários, que também não se considera, para efeito de custas o valor superior a ,00. 23

24 3.8 - Omissão do pagamento pontual das taxas de justiça (art.º 28º) A omissão do pagamento das taxas de justiça inicial e subsequente dá lugar à aplicação das cominações previstas na lei de processo, (ver art.º s 1º e 80º, n.º 1 al. d) e n.º 2 do CPTA e 150º-A, 474º, 486.º-A, 512º-B e 690º-B, todos do C.P.C.) Dispensa de pagamento prévio de taxa de justiça inicial e subsequente (art.º 29.º) Estão dispensadas do pagamento prévio das referidas taxas as seguintes entidades: a) O Estado, incluindo os seus serviços ou organismos, ainda que personalizados; b) As regiões autónomas; c) As autarquias locais e as associações e federações de municípios; d) As instituições de segurança social e as instituições de previdência social de inscrição obrigatória; e) Qualquer cidadão, associação ou fundação, que seja parte activa em processos destinados à defesa de valores e bens, constitucionalmente protegidos, (o direito da acção popular, promover a prevenção, a cessação ou perseguição judicial das infracções contra a saúde pública, os direitos dos consumidores, à qualidade de vida, à preservação do ambiente entre outros). f) As pessoas representadas por defensor oficioso, curador especial ou pessoa idónea; g) Os funcionários de justiça nos recursos de decisões que os sancionem. 24

25 UNOTA:U Nas entidades referidas nas alíneas a) a d), a referida dispensa, só se aplica aos processos que corram termo nos tribunais administrativos e tributários e, nos restantes casos, aos processos em que aquelas entidades sejam parte passiva no litígio. Com a excepção dos recursos e processos declarativos e incidentes que corram por apenso às execuções, não há lugar ao pagamento prévio da taxa de justiça inicial e subsequente nas seguintes situações: Nas execuções, sem prejuízo do disposto no n.º 2 do art.º 23º ; Nos pedidos de reforma da decisão quanto a custas e multa; Nas reclamações da conta. UNOTA:U Não há lugar ao pagamento da taxa de justiça subsequente nos casos em que haja mais de um autor, requerente ou recorrente, ou mais de um réu, requerido ou recorrido e o montante da taxa de justiça inicial se revelar suficiente, para assegurar o pagamento da totalidade da taxa de justiça devida pela respectiva parte, (ver art.º 25º, n.º 2) Taxa de justiça paga a final (art.º 30º) As taxas de justiça não abrangidas pelos art.ºs 23º, 25º e 29º e o excesso são apurados na conta Reembolso e devolução da taxa de justiça (art.º. 31º) N.º. 1 Sem prejuízo do disposto nos números seguintes, as taxas de justiça pagas, por cada parte, integram as custas de parte, (ver alínea b) do n.º 1 do art.º 33.º). Incorpora o princípio da justiça gratuita para o vencedor. N.º. 2 Quando há pluralidade subjectiva, activa ou passiva, o montante das taxas de justiça pagas em excesso, é devolvido aos 25

26 respectivos sujeitos processuais, nos termos dos pagamentos do art.º 69.º e seguintes, aplicando-se, caso seja necessário, a regra da proporcionalidade. N.º. 3 Não é devolvida a taxa de justiça de valor igual ou inferior a ½ de UC. (Constitui um limite à devolução). Nota: a devolução prevista no n.º. 2 deste artigo fica documentada no processo (cfr. art.º 56º, n.º 4). O excesso entra sempre na conta (cfr. art.º 30º). Assim, se houver encargos a pagar, dá-se pagamento através do excesso de taxa de justiça, evitando-se assim, possíveis execuções por custas. O que está previsto no n.º. 3 excepciona, de certa forma, o princípio da justiça gratuita para o vencedor. 4. ENCARGOS NOTA: é uma matéria que não se encontra regulada no título II, isto é, nas custas administrativas. Assim, por força do art.º 73º-A, n.º 3, aplica-se as regras estabelecidas para as custas cíveis aos processos administrativos, com as devidas adaptações Encargos em geral (art.º. 32º) As custas compreendem os seguintes encargos: Num primeiro grupo, surge o reembolso ao C.G.T. por despesas adiantadas, (ver art.º. 147º) incluindo entre outras, as relativas à transcrição das provas produzidas oralmente, (ver al. a) do n.º. 1). 26

27 De seguida, aparece em conexão com os meios de prova documental previstos nos art.ºs 535º e 538º, ambos do C.P.C. por remissão do art.º 90º, n.º 2, parte final do CPTA, o montante correspondente ao custo de: certidões não extraídas oficiosamente pelo tribunal; documentos, pareceres e plantas; outros elementos de informação ou de prova ; serviços judicialmente requisitados. Seguidamente, surgem as retribuições e compensação devidas a intervenientes acidentais no processo, por exemplo, as testemunhas, peritos, tradutores, encarregados da venda, depositário, etc., (ver al. c) do n.º. 1); Noutro grupo, surgem os encargos referentes às despesas de transporte e ajudas de custo, as quais abrangem os encargos com as deslocações dos intervenientes acidentais em geral, em conexão com o art.º. 36º, (ver al. d) do n.º. 1). Na alínea e), surgem os encargos referentes ao reembolso ao Estado do dispêndio com o apoio judiciário, incluindo, entre outros, o relativo a honorários pagos ou adiantados no âmbito do mesmo. Por último, a alínea f) reporta-se ao encargo referido no art.º 239.º, n.º 8 do C.P.C., ou seja, o custo da citação por funcionário de justiça, quando o autor declare, na petição inicial, que assim pretende. Sem prejuízo do disposto no art.º 4.º, o reembolso à parte vencedora, a título de custas de parte e de procuradoria, constitui encargo da parte vencida, na medida em que for condenada. Este grupo de encargos reporta-se ao reembolso à parte vencedora, a título de custas de parte, as quais estão previstas nos art.ºs 33º, 33.º-A. Nas situações em que tenha lugar a transcrição das provas produzidas oralmente, os custos com a mesma, são suportadas pelo recorrente, mediante o pagamento de preparo para despesas. 27

28 UNOTA:U Todas as despesas suportadas pelo C.G.T. ficam documentadas no processo. Por fim, fala-nos este artigo, das remunerações a efectuar às entidades bancárias, que prestem ao tribunal a colaboração estabelecida no art.º 861.º-A, do C.P.C. Esta remuneração é fixada da seguinte forma: quando forem apreendidos saldos de conta bancária ou valores mobiliários existentes, em nome do executado, a remuneração a pagar é de 1/5 de UC; quando não haja saldo ou valores em nome do executado, a remuneração é de 1/10 de UC. UNOTA:U A remuneração acima referida é reduzida a metade, quando sejam utilizados meios electrónicos de comunicação, entre o agente de execução e a instituição. 4.2 Custas de parte (art.º 33.º) As custas de parte compreendem o que a parte haja dispendido com o processo a que se refere a condenação e de que tenha direito a ser compensada, (cfr. n.º 1). Estas despesas são efectuadas pelas partes com vista a implementarem a marcha do processo. As custas de parte compreendem entre outras: as custas adiantadas; as taxas de justiça pagas; a procuradoria; os preparos para despesas gastos; 28

29 Estas quantias, bem como o restante dispêndio de que a parte tenha direito a ser compensada, são objecto de nota discriminativa e justificativa. Estas notas discriminativas devem identificar, inequivocamente, a fase processual, incidente ou apenso a que se reportam as despesas. NOTA: a sentença constitui título executivo, designadamente, no que respeita às custas de parte. Em relação a estas custas de parte, deixam, em geral, de ser incluídas na conta final. Assim, a parte vencedora vai solicitar o pagamento dos encargos, que teve com a tramitação do processo, directamente à parte vencida e responsável pelo pagamento das custas, dispensando-se assim, e salvo raras excepções, a inclusão no corpo da conta Pagamento das custas de parte (art.º 33.º-A) Sem prejuízo da sua cobrança, em execução de sentença, no prazo de 60 dias, a contar do trânsito em julgado da mesma, a parte que tenha direito a ser compensada das custas de parte, remete à parte responsável a respectiva nota discriminativa e justificativa, para que esta proceda ao seu pagamento, (ver n.º 1). Quando estes encargos devam ser pagos, por quantias depositadas nos autos, a referida nota discriminativa e justificativa é igualmente remetida, ao tribunal, o qual procede ao respectivo pagamento, (ver n.º 2). À nota discriminativa e justificativa, aplica-se, com as necessárias adaptações, o disposto nos art.ºs 60.º a 62.º (reclamação e reforma da conta), 64.º e 66.º (oportunidade do pagamento voluntário das custas). A admissão da reclamação e do recurso, (ver art.ºs 60.º a 62.º) dependem do depósito prévio do montante constante na nota discriminativa e justificativa, a efectuar directamente na C.G.D. ou através de sistema electrónico, a favor o I.G.F.P.J., ficando o mesmo à ordem da secretaria, (ver n.º 4). 29

30 Esta reclamação é tributada como um incidente anómalo, sendo a taxa de justiça fixada nos termos do art.º 16.º, não sendo devida taxa de justiça inicial autoliquidada, por força do art.º 23º, n.º 1. Se o responsável não efectuar o pagamento das custas de parte e a parte interessada não requerer execução de sentença, pode a mesma solicitar ao M.º P.º que instaure execução por custas, indicando bens penhoráveis do devedor, (ver n.º 6). 4.3 Remuneração e compensação dos intervenientes acidentais Remuneração dos intervenientes acidentais (art.º. 34º) O disposto neste artigo estipula o quantitativo da remuneração a atribuir aos intervenientes acidentais, mediante os conhecimentos especiais de cada um. Em regra, o pagamento a estes intervenientes acidentais, é feita pelos preparos para despesas, efectuadas anteriormente, pelas partes. peritos e louvados em diligências que não requeiram conhecimentos especiais 1/5 de uma UC, mas com o limite de 2 UC para todas as diligências efectuadas no mesmo dia; peritos e louvados em diligências que requeiram conhecimentos especiais 1/3 de uma UC, mas com o limite de 2 UC por diligência; os liquidatários, os administradores e as entidades encarregadas da venda extrajudicial auferem o que for fixado pelo tribunal, até 5% do valor da causa, ou dos bens vendidos ou administrados, se este for inferior. Os valores estabelecidos para peritos e louvados podem ser actualizados por tabela a aprovar por portaria do Ministério da Justiça (ver n.º 3). 30

31 A estes montantes pagos pelo I.G.F.P.J. deve reter-se o I.R.S., categoria B, (cfr. art.º 3º do Dec-Lei n.º A/88, de 30/11). Esta retenção na fonte é de 20%, (cfr. art.º 94º do mesmo diploma). A pessoa que esteja isenta deste imposto, para não ser tributada, deve comunicar, por escrito, ao Sr. Secretário de justiça respectivo e deve indicar no recibo verde de quitação com a menção sem retenção, nos termos do n.º. 1 do art.º. 9º do Dec-Lei n.º. 42/91 de 22/ Despesas com transportes de intervenientes acidentais (art.º. 36º) Aplica-se a todos os intervenientes acidentais que exijam o respectivo pagamento, pelo facto de não lhes ser disponibilizado meio de transporte pelas partes ou pelo Tribunal. Este pedido tem de ser feito até ao encerramento da audiência ou da inquirição e a importância a pagar por quilómetro é do montante de 1/400 de uma UC Compensação às testemunhas (art.º. 37º) Este dispositivo está em conexão com o art.º. 644º do C.P.C. O único pressuposto para a testemunha ser compensada, é o facto de a mesma ter sido notificada para comparecer em Tribunal e efectivamente tenha comparecido, tenha ou não prestado o seu depoimento. O pagamento é efectuado por quem ofereceu as testemunhas, no prazo de 5 dias, a contar do montante fixado pelo Sr. Juiz (cfr. art.º. 43º, n.º. 2). Caso esta seja isenta de custas ou dispensada do seu pagamento, nos termos da Lei do apoio judiciário, o pagamento é adiantado pelo C.G.T. Esta despesa efectuada pelo C.G.T., entra a final em regra de custas. 31

32 NOTA: com esta reforma não se efectuam preparos para despesas, para pagamento às testemunhas. Após o montante ser fixado, a parte que oferecer as testemunhas se não efectuar o pagamento, podem estas, requerer ao M.º P.º que instaure execução por custas, indicando bens penhoráveis do devedor, (art.º 116.º, n.º 3, parte final) Despesas de transporte de magistrados e funcionários (art.º. 38º) As despesas de transportes e ajudas de custo em diligências, realizadas fora do tribunal, são fixadas anualmente (ver art.º 38.º do decreto Lei n.º 106/98, de 24/04). Não intervindo magistrados nas diligências, os meios de transporte a utilizar, são determinados pelo secretário de justiça Anotação das despesas de transporte (art.º. 39º) Todos os pagamentos realizados com este tipo de despesas, devem ficar documentados no processo nota de despesas, após a verificação pelo secretário de justiça da sua regularidade, com o respectivo visto e incluídas na conta final. 5 - PROCURADORIA Natureza e âmbito da procuradoria (art.º 40º) O vencedor da causa, na 1º e 2ª instância bem como no S.T.A., (ver art.º 73º-A, n.º 4, do CPTA) na proporção do seu vencimento, tem direito a receber do vencido ou de quem desistiu do pedido ou da instância uma quantia, a título de procuradoria, com a excepção dos incidentes, mesmo que haja oposição, (ver n.º. 1). 32

33 Se houver mais do que uma parte vencedora, a procuradoria é dividida por cada uma, na proporção do seu vencimento, (ver n.º. 2). É devida procuradoria nas transacções, salvo acordo das partes em contrário, (ver n.º. 3). UNOTA:U numa acção, em que o prazo da contestação não tenha ainda decorrido, as partes na transacção Unão podem prescindir de nenhumau UprocuradoriaU, em virtude de esta pertencer, nesta fase processual, na sua totalidade, ao S.S.M.J., entrando na conta final, (cfr. nº. 6 deste dispositivo). Apesar da conexão que existe, entre a acção executiva e o apenso da reclamação de créditos, existe uma dupla procuradoria, ou seja, a procuradoria do apenso da reclamação de créditos é independente da procuradoria do processo executivo. A procuradoria da execução pertence ao exequente e a da reclamação de créditos pode pertencer, em parte, se o exequente também for reclamante, ou então, haja impugnado algum crédito e tenha saído vencedor ou em parte, (ver n.º. 4). A procuradoria da reclamação de créditos é rateada pelos reclamantes, isto é, pertence na proporção do valor dos créditos graduados, (ver n.º 5). A procuradoria reverte para os Serviços Sociais do Ministério da Justiça, entrando na conta final nos seguintes casos: nas execuções por custas; nos processos em que a parte vencedora seja isenta ou dispensada do pagamento de custas; nos processos em que a parte vencedora não seja representada por advogado ou solicitador. (Nos processos do foro administrativo é sempre obrigatório a constituição de advogado. Assim, não se aplica a este tipo de processos art.º 11º, do CPTA); nas acções que terminem antes de oferecida a contestação ou sem esta, (ver n.º 6) 33

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